Universidade Federal De Minas Gerais Faculdade de Educação cecimig a relevância de se estudar nutriçÃo numa perspectiva investigativa com alunos do ensino fundamental


IMPLANTAÇÃO DE ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS QUE CONTRIBUEM PARA UMA EDUCAÇÃO NUTRICIONAL NO AMBIENTE ESCOLAR



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1.7 IMPLANTAÇÃO DE ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS QUE CONTRIBUEM PARA UMA EDUCAÇÃO NUTRICIONAL NO AMBIENTE ESCOLAR



Esse processo envolve investigar peso, índice de massa corpórea, auto-análise dos próprios hábitos alimentares, questionamentos e levantamento de muitas dúvidas por aqueles que têm trabalhado esse tema pela primeira vez. O processo de ensino-aprendizagem a respeito da educação alimentar se dá através da interação direta com os alunos, e assim possibilita um feedback em tempo real para se estabelecer o desenvolvimento do conhecimento.
“Ver uma coisa, tomar consciência dela pela primeira vez, significa estabelecer uma relação dialógica com a coisa: ela não existe mais só em si e para si, mas para algum outro (já há uma relação entre duas consciências)” (VOLOCHINOV, 1997, p.343).
A Educação alimentar e nutricional deve estender-se a todos, incentivado pelo desenvolvimento de ações que contribuam com a formação do indivíduo nos espaços de educação formal e informal (BOOG, 2004). Na educação formal, o ambiente escolar, destaca-se como uma instituição adequada para a implementação de bons hábitos alimentares e conhecimento nutricional dos diversos grupos de alimentos. A escola é o espaço exequível para as práticas pedagógicas necessárias ao processo de aprendizagem e melhoria da qualidade de vida no que concerne à discussão sobre alimentação saudável.

Na educação informal o indivíduo é influenciado pelo ambiente em que vive, ou seja, traz consigo uma herança cultural (BIESDORF, 2011). A educação informal é aquela de modo geral aprendida em casa, com os pais e familiares. O papel das escolas atuais reflete a importância da educação formal, pois nem sempre os educandos têm as devidas orientações em casa.

O processo de ensino aprendizagem contribui para formar cidadãos com uma visão crítica do mundo, indivíduos bem informados nos vários aspectos relacionados à vida e a sociedade, entre eles a alimentação humana e nutrição, em sua complexidade dimensional, e com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento de práticas saudáveis ​​de vida, a criação de uma perspectiva de segurança alimentar e promoção da saúde (BRASIL, 2009; BRASIL, 2011).

A educação nutricional é um meio de se cultivar bons hábitos alimentares, e a escola representa o ambiente social em que os alunos terão oportunidades formais e informais para discutir e refletir sobre aspectos da alimentação, suas características estruturais, funcionais e culturais.

O processo de ensino-aprendizagem vem agregar conhecimento sobre a ciência, vida e sociedade, e desta forma capacita o educando a formar pensamento crítico sobre diversos assuntos, sendo assim como o educador, um elemento de transformação social no campo educacional.

2 METODOLOGIA


Inicialmente, quatro turmas do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais), da Escola Estadual do Bairro Jardim do Ipê participaram voluntariamente da presente pesquisa (Quadro 1). Participaram vinte alunos do 6º ano, vinte e dois alunos do 7º ano, vinte e cinco alunos do 8º ano e vinte e dois alunos do 9º ano. A idade dos alunos variou de 10 a 15 anos, estando os mesmos na faixa etária classificatória para adolescentes (10-19 anos), segundo a Organização Mundial de Saúde (WHO, 2007).

O estudo em questão traz a descrição de atividades agregadas ao processo experimental. O experimento realizado baseia-se no contexto da Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), a respeito da educação nutricional. Trata-se de uma modalidade de pesquisa experimental, exploratório-descritiva. O objetivo de uma pesquisa exploratória é familiarizar-se com um assunto ainda pouco conhecido, pouco explorado. ( GIL , 2008)

Para realização dessa pesquisa utilizou-se como ferramenta a coleta de dados dos alunos a partir de um questionário (Apêndice 1) com as seguintes turmas: 6A (n=20), 7A (n=22), 8A (n=25), 9A (n=22).

2.1 COLETA DE DADOS


A sequência de atividades iniciou-se a partir da pelos alunos do Questionário (Apêndice 1) preenchido com dados dos sujeitos da pesquisa, ou seja, os próprios alunos. Essa atividade propiciou explorar previamente, como os alunos se relacionavam com os hábitos saudáveis para então discutir a importância da pesquisa no contexto da ciência.

Sequencialmente, todos os alunos participantes da pesquisa passaram por uma avaliação corporal antropométrica mensal de seu peso (kg) e altura (m) em todos os meses que perdurarem a pesquisa (setembro a dezembro), sendo tais valores registrados para posterior análise. É válido ressaltar que dada à consideração aos aspectos éticos da pesquisa, os participantes foram codificados para garantir o anonimato e discrição dos mesmos. Os participantes voluntários (alunos) e seus respectivos responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para participação da pesquisa (Anexo 2).



2.1.1 Coleta de dados: Questionário

Para Bakhtin (2003), o contexto no qual ocorre a fala deve ser levado em consideração, pois em contextos distintos, a mesma fala pode ter diferentes conotações. Ao ler as questões do Questionário juntamente com alunos, foi possível estabelecer uma interação dialógica com os mesmos, e ainda desenvolver algumas ideias no contexto de Ciências, provenientes de dúvidas dos alunos durante a aula. Siqueira (1999) descreve o “Questionário” como um conjunto ordenado de perguntas previamente elaboradas, que devem ser respondidas por um informante, por escrito, sem a presença do pesquisador. O questionário pode ter questões abertas e/ou fechadas, sendo que as respostas devem estar limitadas aos itens preestabelecidos.

Por meio do Questionário, cada um dos participantes da pesquisa (alunos) teve contato mais próximo com novos termos da área da saúde, bem como abriu espaço a novos questionamentos, reflexões e vivência efetiva acerca da atividade investigativa. As perguntas contidas no Questionário buscaram ser bastante objetivas quanto aos hábitos diários de cada um em relação à alimentação.



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