Universidade Braz Cubas Ana Karen de Arruda Padilha



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#2206
Universidade Braz Cubas
Ana Karen de Arruda Padilha

Edilene Cristina de Campos

Luciana do Nascimento Carneiro

Raimundo Nonato de Sousa

Verônica Aparecida dos Santos

Estratégias utilizadas para melhorar a qualidade de vida dos profissionais de saúde na unidade de terapia intensiva (UTI)


Mogi das Cruzes

2012

Ana Karen de Arruda Padilha



Edilene Cristina de Campos

Luciana do Nascimento Carneiro

Raimundo Nonato de Sousa

Verônica Aparecida dos Santos

Estratégias utilizadas para melhorar a qualidade de vida dos profissionais de saúde na unidade de terapia intensiva (UTI)

Trabalho de conclusão de curso exigido para obtenção do título graduado do curso de Enfermagem da Universidade Braz Cubas, sob orientação da Prof.ª Betina Cambraia Dias.


Mogi das Cruzes

2012

Folha de aprovação


Ana Karen de Arruda Padilha

Edilene Cristina de Campos

Luciana do Nascimento Carneiro

Raimundo Nonato de Sousa


          1. Verônica Aparecida dos Santos

Estratégias utilizadas para melhorar a

qualidade de vida dos profissionais de

saúde na unidade de terapia intensiva (UTI)
Trabalho de conclusão de curso exigido para obtenção do título graduado do curso de Enfermagem da Universidade Braz Cubas, sob orientação da Prof.ª Betina Cambraia Dias.

Avaliadores

Data: _____/_____/_____
Nome: _________________________________________________________

Instituição: ______________________________________________________

Nota: _________ Assinatura: _______________________________________
Nome: _________________________________________________________

Instituição: ______________________________________________________

Nota: _________ Assinatura: _______________________________________
Nome: _________________________________________________________

Instituição: ______________________________________________________

Nota: _________ Assinatura: _______________________________________

Nota final: ________________



ESTRATÉGIAS UTILIZADAS PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI)

Ana Karen de Arruda Padilha- Graduanda em Enfermagem da Universidade Braz Cubas

Edilene Cristina de Campos- Graduanda em Enfermagem da Universidade Braz Cubas

Luciana do Nascimento Carneiro- Graduanda em Enfermagem da Universidade Braz Cubas

Raimundo Nonato de Sousa- Graduando em Enfermagem da Universidade Braz Cubas

Verônica Aparecida dos Santos- Graduanda em Enfermagem da Universidade Braz Cubas
Betina Cambraia Dias - Docente do curso de Enfermagem da Universidade Braz Cubas

RESUMO

Trata-se de um estudo que tem como objetivo identificar as estratégias utilizadas por profissionais e instituições de saúde para se obter qualidade de vida no ambiente de UTI. A metodologia utilizada para a realização deste estudo foi uma revisão da literatura baseada em publicações descritas nos últimos cinco anos. Nos resultados constatou-se que os indicadores do ambiente e o perfil sociológico e cultural dos profissionais, determinam o caminho a seguir para a elaboração de planos de melhoria em qualidade de vida. Por outro lado, diversos aspectos institucionais contribuem para alavancar a Qualidade de Vida dos profissionais de enfermagem, tais como: condições de infra-estrutura, benefícios, relação produtividade e remuneração, capacitação técnica, relação interpessoal entre as equipes e chefia, oportunidade de crescimento, segurança e apreciação da realização pessoal. Conclui-se que a promoção e realização de atividades que estimulem o bem-estar, a individualidade e a realização pessoal motiva a equipe de enfermagem para que realizem um cuidado de qualidade a si próprio e aos seus pacientes no ambiente de UTI, demonstrando satisfação e realização.


Palavras-chave: Qualidade de Vida, Enfermagem, UTI.
ABSTRACT

It is a study that has as objective identifies the strategies used by professionals and institutions of health to obtain life quality in the atmosphere of Intensive Care Unit (UTI). The methodology used for the accomplishment of this study was a revision of the literature based in publications described in the last five years. In the results it was verified that the indicators of the atmosphere and the professionals' sociological and cultural profile, they determine the road to proceed for the elaboration of improvement plans in life quality. On the other hand, several institutional aspects contribute to improve the Quality of the nursing professionals' Life, such as: infrastructure conditions, benefits, relationship productivity and remuneration, technical training, relationship interpersonal among the teams and leadership, growth opportunity, safety and appreciation of the personal accomplishment. It is ended that the promotion and accomplishment of activities that stimulate the well-being, the individuality and the personal accomplishment motivates the nursing team so that they accomplish a quality care to itself own and to their patients in the atmosphere of UTI, demonstrating satisfaction and accomplishment.


Keywords: Quality of Life, Nursing, UTI.

1 INTRODUÇÃO

A definição de Qualidade de Vida (QV), de seus conceitos e de suas propostas baseou-se em diferentes fundamentações teóricas e práticas, até que, em 1948, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que saúde é o “estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência” de doença. A partir dessa declaração, iniciou-se um ciclo de formação em QV, que, apesar de parecer difícil de ser completado, já permite reciclagem técnico-científica de acordo com a área profissional (1).

Assim, pensar em qualidade de vida do profissional enfermeiro e suas implicações no trabalho leva-nos a refletir sobre a importância que esta representa, já que muitas vezes, traduz o estilo de vida adotado por este profissional.

Dentro desta visão, a área de terapia intensiva possui algumas características próprias, como:

...a convivência diária dos profissionais e dos sujeitos doentes com as situações de risco; a ênfase no conhecimento técnico-científico e na tecnologia para o atendimento biológico, com vistas a manter o ser humano vivo; a constante presença da morte; a ansiedade, tanto dos sujeitos hospitalizados quanto dos familiares e trabalhadores de saúde; as rotinas, muitas vezes, rígidas e inflexíveis; e a rapidez de ação no atendimento(2).
Deste modo, vale mencionar que o cuidado de enfermagem ocorre em um ambiente cercado de aparelhagens múltiplas, desconforto, impessoalidade, falta de privacidade, dependência da tecnologia, isolamento social, entre outros.

No entanto, a ocorrência de um avanço tecnológico e científico facilitou o processo terapêutico cujas consequências foram á obtenção de estruturas desumanizadas e relacionamentos cada vez mais distantes, em prejuízo da humanização do cuidado de enfermagem diante da supervalorização de tal tecnologia (3,4). Mas, por outro lado, a partir das inovações tecnológicas e do agravamento de doenças não curáveis, os profissionais passaram a perceber com maior evidência, os riscos e agravos à saúde a que estão expostos no exercício de suas atividades, o que pode levá-los ao adoecimento e a morte.

Deste modo, questiona-se de que forma pode-se melhorar a qualidade de vida dos profissionais de enfermagem dentro do ambiente de UTI

Para Cruz e Souza(5), isto pode ocorrer através da melhoria das condições físicas do servidor, programas de lazer, estilo de vida, instalações organizacionais adequadas, atendimento a reivindicações dos trabalhadores e ampliações do conjunto de benefícios.

Entretanto, para atingir seus objetivos é necessário que a equipe interdisciplinar de apoio ao trabalhador de enfermagem, trabalhe com harmonia, desenvolvendo suas atividades através da identificação dos problemas, do planejamento e avaliação constante dos resultados obtidos, sempre em conjunto com a administração e trabalhadores(6).

Assim ao se analisar o trabalho e atuação do enfermeiro enquanto profissionais voltados para o ser humano, complexo por definição, percebe-se que a sua subjetividade passa sem ser notada, uma vez que está, constantemente, envolvido em inúmeras atividades relacionadas não só quanto a sua competência, mas também a de outros profissionais, ficando sem tempo para refletir criticamente sua prática (7).

Desta maneira, considerando que estudos voltados para controle de estresse e obtenção de qualidade vida na saúde são escassos e têm sido conduzidas intervenções para prevenção terciária de estresse em profissionais portadores de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho entendemos ser necessário um estudo sobre a Qualidade de Vida de enfermeiros atuantes em UTI, visto que inúmeras vezes, o enfermeiro apresenta uma sobrecarga e um excesso na jornada de trabalho afastando-o do convívio social e familiar.
2 OBJETIVO

Identificar as estratégias utilizadas por profissionais e instituições de saúde para se obter qualidade de vida no ambiente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).


3 MÉTODO 
3.1 Tipo de estudo

Foi realizada uma pesquisa bibliográfica do tipo descritiva.  A pesquisa bibliográfica foi desenvolvida com base em material já elaborado, sendo sua principal vantagem permitir ao investigador a cobertura de uma série de fenômenos muito mais amplos do que a que poderia pesquisar diretamente (8).

Os critérios para a inclusão das publicações na revisão de literatura foram restritos à:

- Trabalhos publicados em língua portuguesa e inglesa no período de 2008 a 2012;

- Resumos disponíveis no banco de dados consultado;

- Artigos publicados nos últimos 10 anos para elaboração da introdução.

Os critérios para exclusão foram:

- Teses e ou dissertações não publicadas;

- Resumos de conferências;

- Comentários e críticas.


3.2 Coleta de dados

Para a descrição da pesquisa bibliográfica foi realizada uma revisão de literatura consultada em fontes de publicações periódicas, teses e artigos científicos eletrônicos disponíveis em base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)  que tem como fontes de informação: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medline (publicações médicas online) e artigos publicados nos últimos cinco anos (2008 a 2012) utilizando como Descritores das Ciências da Saúde (DECS) as palavras: qualidade de vida, enfermagem, UTI.


3.3 Instrumento de coleta de dados

A organização e análise dos dados incluídos na pesquisa foram feitos através de prévia leitura dos resumos apresentados, verificando sua relação com o tema e após confirmação e adequação com o proposto, leitura minuciosa de todo o conteúdo do material. 

Após a busca foram encontrados 28 trabalhos científicos. Ao aplicar-se os critérios de inclusão e exclusão nestes 28 trabalhos científicos, por meio da leitura do título e dos resumos, foram excluídos 13 artigos por não abordarem a temática qualidade de vida em enfermagem. Portanto, a amostra desta revisão compreendeu 15 artigos científicos encontrados.
4 RESULTADOS

Das 15 publicações nacionais sobre a temática, todos os artigos correspondiam aos critérios de inclusão previamente estabelecidos, conforme demonstra o gráfico 1.



Gráfico 1 – Distribuição dos artigos de acordo com o intervalo de ano, quantidade de publicação.

O gráfico 1 demonstra que os artigos foram publicados entre 2008 e 2012, sendo 2 (13%) publicações em 2008, já em 2009 foram 3 (20%) publicações, 4 publicações em 2010 (27%), em 2011 foram 3 (20%) publicações, e em 2012 ocorreram3 (20%) publicações com esta temática.

Dos 15 artigos selecionados foram analisados e classificados nas seguintes categorias, de acordo com os resultados encontrados: Estratégias utilizadas pelos profissionais para melhora da qualidade de vida no ambiente de UTI; Estratégias utilizadas pelas instituições para melhora da qualidade de vida dos profissionais de UTI.

Dos 15 artigos encontrados, 5 (33%) apontam as principais estratégias utilizadas pelos profissionais de saúde, como demonstra o quadro 1.


Quadro 1: Resumo da caracterização dos estudos sobre as estratégias utilizadas pelos profissionais da saúde para melhorar a qualidade de vida na UTI

Autores/ ano

Estratégias

Martins, Robazzi. 2008

- Realização de atividade física

- Buscar força na religião



Preto, Pedrão. 2009 

- Relaxamento

- Psicoterapia

- Alimentação adequada e balanceada


Pelliciotti, Kimura. 2010.

- Relações sociais

- Realização de atividade física

- Alimentação adequada e balanceada


Marques IR, Souza AR. 2010

- Relações sociais

- Psicoterapia



Baasch, Laner. 2011.

- Promoção de relações sociais

Gráfico 1.1. Principais estratégias encontradas na literatura utilizadas pelos profissionais da saúde para melhorar a qualidade de vida na UTI




A literatura descrita nos estudo de Preto, Pedrão(9), e a partir da análise dos depoimentos dos achados de Pelliciotti(10)enfatizam que no plano individual, identificar os elementos que provocam estresse e quais as estratégias de enfrentamento que estão sendo adotadas, as que estão sendo eficazes e as que se mostram inúteis, ou até mesmo prejudiciais, é o primeiro passo para se melhorar a qualidade de vida no ambiente de UTI, o que aponta para a descrição encontrada nos artigos pesquisados como as principais estratégias utilizadas pelos profissionais da saúde para melhorar a qualidade de vida na UTI, tais como(11,12, 13).realização de alimentação balanceada e em horários regulares, manter um mínimo de 6 horas diárias de sono ou mais, prática de um programa de exercícios regulares (caminhadas, natação...)(11,12), utilização do tempo livre para atividades prazerosas, agradáveis, e de lazer e não preenchê-las com mais trabalho(13), desenvolvimento de talentos pessoais como pintura, música, dança de salão ou outra que venha a trazer satisfação pessoal(12), distinção e respeito aos próprios limites(13), administração do tempo, distribuição das atividades diárias de forma compatível com a realidade, levando em consideração não só as relativas ao trabalho, mas também as dedicadas às questões e cuidados pessoais e de lazer(11), planejamento ambiental, organização do ambiente de maneira que traga uma sensação de conforto e bem-estar, com todos os elementos que necessite para o desenvolvimento de suas atividades dispostos de forma prática, sem deixar de lado os componentes estéticos, que lhe proporcionem prazer aos sentidos(12, 13), comunicação, procurando relacionar-se com colegas de trabalho, usuários dos serviços, familiares e amigos, informando-os do que lhes é pertinente de forma clara, precisa, utilizando-se de termos que lhes permitam inteirar-se adequadamente do que necessitam saber(9, 10), neutralização dos agentes estressores.

Uma vez identificadas as situações que provocam o estresse, verificar e avaliar as estratégias que estão sendo utilizadas no sentido de elimina-las ou minimiza-las. Buscar outros recursos de enfrentamento no caso da percepção da ineficácia das táticas empregadas. No caso de impossibilidade de manejo da situação, procurar distanciar-se ou evitar os contextos estressores(9) buscando apoio social, cultivar o relacionamento interpessoal, dispor de uma rede de amigos, é um dos mais saudáveis e relevantes dispositivos de enfrentamento nos momentos de dificuldade.

Poder partilhar as inquietações, conflitos, obstáculos, dúvidas, possibilita ampliar a percepção da situação permitindo uma visão mais abrangente, aumentando as chances de resolução, ou, ao menos, a perspectiva de alívio e consolo(12).

Aprender e utilizar técnicas de relaxamento ajudam no controle psicofisiológico dos agentes estressores, permite um distanciamento necessário para recobrar as forças, uma trégua para que se possa recobrar as energias. Por outro lado, pode fornecer o distanciamento necessário para uma percepção e análise mais adequada da situação(13).

Um profissional habilitado é a pessoa mais indicada na ajuda necessária para o enfrentamento dos casos de estresse e burnout. Esse transtorno psíquico mescla esgotamento e desilusão. Pode ser desencadeado por uma exposição contínua a situações estressantes no trabalho. A doença é gerada pela percepção de que o esforço colocado no trabalho é superior à recompensa. A pessoa se sente injustiçada e vai se alienando, apresentando sintomas como depressão, fobias e dores musculares. (9, 11, 13).

Considerando o contexto descrito, alguns estudos sugerem a criação de ambientes apropriados para descanso e alimentação, espaços para recolhimento espiritual, áreas sociais que possibilitem lazer e atividades físicas, bem como também, como salas de ginástica e meditação afim de amenizar o estresse dos profissionais de saúde que trabalham em ambientes fechados e estressantes como o da UTI(10, 11).

Dos resultados até aqui obtidos, identificou-se que no plano individual, as estratégias identificadas foram: realização de atividade física 3 (20%), relaxamento 2 (13%), psicoterapia 3 (20%), promoção de relações sociais 3 (20%), e com maior porcentagem 27%, a alimentação adequada, pois a realização de alimento balanceada em horários regulares e locais adequados traz satisfação pessoal.

Dos 15 artigos encontrados, 10 (67%) apontam as principais estratégias utilizadas pelas instituições para melhorar a qualidade de vida na UTI, como demonstra o quadro 2 a seguir.


Quadro 2: Resumo da caracterização dos estudos sobre as principais estratégias utilizadas pelas instituições de saúde para melhorar a qualidade de vida dos profissionais de saúde na UTI

Autores/ ano

Estratégias

Schmidt, Dantas, Marziale. 2008.

- Boa remuneração

Stummet al. 2009

- Boa remuneração

Inoue, Matsuda. 2009.

- Dimensionamento do pessoal de enfermagem dentro da UTI.

Fogaça, Carvalho, Nogueira-Martins. 2010.

- Organização e gestão adequada

- Valorização

- Reconhecimento


Azambuja, Pires, Vaz, Marziale. 2010.

- Estabelecimento de vínculos para que a equipe trabalhe com qualidade.

- Reconhecimento pelo trabalho.

- Organização e gestão de forma horizontal em todos os níveis.


Amaral, Pinheiro, La Cava. 2011.

- Biossegurança

- Avaliação da saúde dos trabalhadores



Shimizu, Couto, Merchan-Hamann. 2011.

-Valorização e reconhecimento profissional

- Recursos humanos e materiais adequados

- Liberdade de expressão


Duarte, Matos, Tozo, Toso, Tomiasi, Duarte. 2012.

- Diminuição do ruído para melhora do ambiente

- Redução do estresse dos profissionais.



Portella, Pereira, Demutti, Rutz, Buss. 2012.

- Ambiente de trabalho saudável

- Espaço para meditação



Silveira et al. 2012.

- Boa Remuneração

- Contribuir para recuperação e melhora do paciente

- Fortalecimento do trabalho em equipe

Gráfico 1.2. Principais estratégias encontradas na literatura utilizadas pelas instituições de saúde para melhorar a qualidade de vida dos profissionais de saúde na UTI.


A literatura aponta como as principais estratégias utilizadas pelas instituições da saúde para melhorar a qualidade de vida na UTI, a descrição dos seguintes aspectos:(14, 15, 16, 17)melhorados espaços destinados à equipe e aos pacientes e familiares; preservação das preferências alimentares quando servida em refeitório próprio; o ambiente deve ser planejado de forma que minimize o estresse dos pacientes e funcionários incluindo iluminação natural vista externa; motivação profissional por meio do reconhecimento, prestígio e autonomia profissional; atenção e dedicação dos profissionais; identificação e conscientização de que o processo de trabalho na enfermagem esta na interdependência das condições oferecidas pela estrutura e contexto de atuação; valorização dos próprios trabalhadores da saúde, das estruturas físicas dos serviços e da organização; educação continuada/aperfeiçoamentos dos profissionais; remuneração justa, condições adequadas de trabalho e ter o trabalho reconhecido e valorizado; apoio dos gestores de saúde aos profissionais; a promoção do ensino e aprendizado trans pessoal como fator de cuidado.

No que se refere ao ambiente de UTI, vale salientar que neste se concentram e se requer os mais elevados recursos humanos tecnológicos e de infra-estrutura de um hospital devendo ser planejado de forma que minimize o estresse dos pacientes e funcionários incluindo iluminação natural, vista externa, bem como o uso de artifícios para controle dos níveis de iluminação como cortinas, vidros especiais, entre outros(11, 18, 19, 20).

Deste modo, no que diz respeito às condições de trabalho, a literatura mostra que baixos salários, dificuldade na conciliação da vida familiar e profissional, jornada dupla ou tripla, ocasionando sobrecarga de atividades e cansaço, o contato constante com pessoas sob tensão geram ambiente de trabalho desfavorável (21, 22).

Neste sentido, vale ressaltar que no cotidiano prático dos profissionais da saúde, caracterizado por atividades que exigem alta interdependência, a motivação surge como aspecto fundamental na busca de maior eficiência e, consequentemente, de maior qualidade na assistência prestada, aliada à satisfação dos trabalhadores.

Por outro lado, é importante considerar que o desempenho da equipe de enfermagem está atrelado aos mesmos fatores geradores de estresse.

Nessa perspectiva, quanto mais os trabalhadores se afirmarem como sujeitos ativos e dinâmicos nas relações com os seus superiores tanto melhor irão desenvolver as suas aptidões, em favor do crescimento e desenvolvimento pessoal e institucional. O trabalhador valorizado profissionalmente pode articular e harmonizar seu ambiente de trabalho e produzir o máximo de rendimento, com prazer e realização(9, 13, 14).

Assim, humanizar o processo de trabalho refere-se à possibilidade de uma transformação cultural da gestão e das práticas desenvolvidas nas instituições de saúde, assumindo uma postura ética de respeito ao outro, de acolhimento do desconhecido, de respeito ao usuário e também ao profissional entendido como um cidadão e não apenas como um fornecedor de serviços de saúde(11, 13, 20).

Observa-se que as principais estratégias utilizadas pelas instituições para a melhoria de QV dos profissionais da saúde foi a criação de ambientes apropriados para descanso e alimentação 2 (13%), espaços para recolhimento espiritual 1 (7%), áreas sociais que possibilitem lazer e atividades físicas 5 (33%), educação continuada, capacitação e treinamento profissional 1 (7%), e com 6 (40%) melhora da remuneração, pois  remuneração justa, ter o trabalho reconhecido e valorizado.
5 CONCLUSÃO

Os resultados identificados nesse estudo permite concluir que a Qualidade de Vida no trabalho de enfermagem é um problema complexo, dinâmico e mutável, e que varia no tempo

e no espaço, de acordo com a situação e o indivíduo.

Acredita-se que este problema, apesar da magnitude que representa para o grupo de profissionais de Enfermagem envolvidos em Unidade de Terapia Intensiva, pode ser minimizado através do conhecimento dos fatores de risco e da correspondente aplicação de medidas preventivas, já que muitas vezes, a presença da doença, da dor e do mal-estar físico ou psíquico compromete radicalmente a qualidade de vida.

Assim, no plano individual, as estratégias identificadas para aumentar a QV foram: realização de atividade física3 (20%), relaxamento 2 (13%), psicoterapia 3 (20%), promoção de relações sociais 3 (20%) e alimentação adequada 4 (27%), pois a realização de alimentação balanceada em horários regulares e em locais adequados, traz satisfação pessoal.

No plano institucional, identificou-se que as estratégias utilizadas para melhorar a QV foram: a criação de ambientes apropriados para descanso e alimentação2 (13%), espaços para recolhimento espiritual 1 (7%), áreas sociais que possibilitem lazer e atividades físicas 5 (33%), melhora da remuneração e benefícios 6 (40%),pois a remuneração justa, significa ter o trabalho reconhecido e valorizado e, por fim, a educação continuada, capacitação e treinamento profissional 1 (7% ).

Sob este enfoque constata-se na literatura que há uma busca por diferentes percepções acerca da QV dos profissionais de enfermagem em UTI, valendo-se tanto do foco dos familiares e pacientes, quanto dos membros da equipe de saúde.

Assim, levando estas reflexões ao ambiente de UTI onde a qualidade da assistência depende efetivamente das ações de profissionais capacitados, percebe-se quão importante é a valorização destes indivíduos como pessoas para a consecução dos cuidados intensivos, e consequentemente na humanização da assistência aos pacientes e seus familiares.

Por outro lado, o profissional valorizado como pessoa reconhecerá a importância do seu desempenho não apenas para a instituição, mas também para o seu próprio crescimento e sua auto-realização e, através desta ótica, norteará a sua qualidade de vida pessoal e profissional.

REFERÊNCIAS

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