Uma apaf de todos



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Plano de Atividades e Orçamento para 2013



UMA APAF DE TODOS




FUNDAMENTAÇÃO ESCRITA


Preâmbulo

Caros Associados
Apresentamos aos Associados da APAF – Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, o Plano de Atividades e o Orçamento para o exercício de 2013, sendo este o primeiro Plano de Atividades e Orçamento destes Corpos Sociais.
Para o primeiro ano deste mandato, pretendemos dar continuidade à execução dum orçamento de contenção – tendo em vista as condições sociais, económicas e financeiras do país, às quais o futebol não é obviamente alheio – minimizando ao máximo o impacto desta contenção nos planos de ação da APAF. Só para se ter uma ideia, a nossa Associação vai deixar de receber 30.000,00€ da LPFP, relativos às transmissões televisivas em canal aberto, o que representa sensivelmente 22% das receitas.
Assim, esta direcção tem como objectivo, entre outros, dar continuidade ao diálogo social com a FPF, Conselho de Arbitragem, Liga, Associações Distritais e Conselhos de Arbitragem Distritais, estes últimos onde este ano demos início a um profícuo trabalho conjunto, tendo a APAF estado representada em cerca de duas dezenas de ações dos CAD’s. Pretendemos, pois criar e participar em grupos de trabalho que visem o desenvolvimento da arbitragem; uma concertação social onde se reveja prémios em consonância com os valores exigidos pelo trabalho desenvolvido; transmitir a necessidade de um código de ética e deontológico; a intensificação da cooperação institucional, a nível nacional e internacional; a defesa pública dos árbitros, do seu valor e dignidade.
Estabelecemos também alguns objetivos gerais de interesse da APAF, tais como a institucionalização do direito de imagem – em quaisquer circunstâncias - a criação de tabela mínima nacional de prémios, a colocação de publicidade nos equipamentos, melhores condições em termos de fiscalidade, alargamento dos seguros desportivos e a profissionalização dos árbitros.
Administrativamente, pretende-se melhor funcionalidade para rentabilização dos custos, nomeadamente a redução com custos inerentes a energias e gastos com a Direção, facto conseguido já nesta Direção com redução de cerca de 37,5% em relação ao orçamentado em 2012.
O valor orçamental destas acções é de 124.260,00 Euros, número abaixo do orçamento de 2012 em 9,3%.
Durante este ano, iremos prosseguir a aposta no Pelouro dos Associados, fazendo a renumeração destes e reduzir ao máximo o número de sócios com quotas em atraso de longa duração, otimizando também desta forma os custos inerentes a esta situação. Pretendemos pôr à discussão e votação da Assembleia Geral um “Plano de Perdão Parcial das Dívidas de Quotização”, que tem em vista a recuperação de Associados que a ele queiram aderir e por consequência a entrada de alguma receita.

Vamos ainda fomentar a proximidade com o associado através da presença nos cursos de formação de início de época, organizadas pelo CA da FPF, CA distritais, Núcleos de Árbitros, referentes às variantes de Futebol e FUTSAL.




Linhas de Acção

Para o ano de 2013 iremos orientar e focalizar a nossa acção em sete grandes questões, que no nosso parecer, são determinantes para a nossa Associação e para o futebol português:


1 – Gestão de Associados
2 – Participação nas alterações do Regulamento de Arbitragem em vigor
3 - Fiscalidade e Segurança Social
4 – Formação
5 – Atividades da APAF
6 – Situações em Curso
7 - Situação Económica e Financeira

Iniciativas a desenvolver

Passamos a descrever algumas das iniciativas a levar a efeito durante o ano de 2013.




  1. Gestão de Associados

Continuar com os esforços para a recuperação da quotização em atraso, através do Plano de recuperação proposto à Assembleia Geral Extraordinária de Novembro de 2009, reforçando o contato com os Associados.

Para o conseguirmos, seguiremos quatro linhas de ação:

-tentar que as Associações e a própria FPF aceitem protocolar, com a APAF, tal como a A. F. Lisboa e LPFP, no recebimento da quotização dos associados, contactos, aliás, já iniciados com algumas Associações Distritais.

-Desenvolver acções “porta à porta”, contacto telefónico ou por correio electrónico para regularização de quotas.

-Apresentação em AG dum “PLANO DE PERDÃO PARCIAL DAS DÍVIDAS EM ATRASO”.

-Continuar os esforços de captação de novos Associados, com a presença próxima e activa nos cursos de árbitros das Associações Distritais, FPF, LIGA e Núcleos de Árbitros.
Para captação de mais filiados e fidelização dos existentes, pretendemos seguir a política de angariação de protocolos com empresas, iniciada aquando da tomada de posse, de maneira a que a quota que o associado despende, seja financiada pelas vantagens com os protocolos.

PROTOCOLOS: TMN, LACATONI, HOTÉIS, COMBUSTÍVEIS, CLINICAS E OUTRAS EMPRESAS E ORGANISMOS.


2 - Participação nas alterações ao Regulamento de Arbitragem em vigor
Após a entrada em vigor do Regulamento de Arbitragem em julho de 2012 em harmonia com a aprovação em 2011 dos Estatutos da FPF, importa agora trabalhar em parceria com o Conselho de Arbitragem da FPF, os árbitros e demais agentes da arbitragem nas alterações e consequentes ajustamentos do mesmo, ouvindo as várias sensibilidades, contribuindo dessa forma para a sua execução e melhoria.

Continuar a participar na captação de novos árbitros, em conjunto com os Núcleos de Árbitros, Associações Distritais e FPF, para que a escassez de árbitros no Futebol, Futsal e Futebol de Praia seja combatida, tal como o fizemos aquando da visita a Moimenta da Beira, no âmbito do Desporto Escolar.


A APAF continuará a acompanhar de perto estas situações, propondo sempre com ideias construtivas, a melhor forma de alcançar estes fins.

Julgamos ser este o grande desafio para a arbitragem: formação de excelência e forte campanha de captação de árbitros, apenas possível com uma política de incentivo e de fidelização.




  1. - Fiscalidade e Segurança Social

A APAF, no âmbito da CAJAP, está a tentar junto do Governo, um modelo de fiscalidade que faculte e facilite a fidelização à arbitragem, para não perdermos diariamente pessoas válidas dedicadas a esta atividade, nomeadamente através da instauração de uma taxa liberatória.


Pese embora o Despacho Conjunto facilite e ajude os jovens em formação, acaba por não estancar o abandono prematuro da arbitragem, porque os árbitros que não sobem ao nacional, acabam por abandonar, estando assim a desproteger os campeonatos distritais.

Importa ainda salvaguardar a Fiscalidade dos Dirigentes, Observadores, Monitores, Instrutores e Mentores que, após a sua atividade de árbitro, se mantiveram ligados á arbitragem.




  1. - Formação

-XII Encontro do Árbitro Jovem, importante iniciativa destinada aos Árbitros jovens que integram a arbitragem portuguesa.


-Visita aos Núcleos de Árbitros existentes no País, aproveitando essas deslocações para falarmos de assuntos de interesse para os Árbitros e para a arbitragem portuguesa, nomeadamente no que se refere ao processo de alteração regulamentar pelo qual o setor está a passar.
-Manter o nível de contacto com organizações similares da APAF, nomeadamente as dos países lusófonos (cumprindo-se os Protocolos já subscritos), a UNAF e a Liga Portuguesa de Futebol do Luxemburgo, subscrevendo o Protocolo com esta Liga logo que a mesma mostre disponibilidade para tal, reimplementar o protocolo de cooperação com a ANAF, onde foram já este ano reatados contactos.
-Sensibilizar o Ministério da Educação no sentido de, em concreto, nos Cursos Universitários de Desporto, estarem incluídos módulos sobre Arbitragem; e tentar celebrar um Protocolo com o Ministério da Educação no sentido de os árbitros poderem realizar acções com as Escolas, incluindo as Universidades.
-Colaborar na Formação dos Núcleos de Árbitros de Futebol, através de trabalhos de interesse para a atividade do árbitro, presencialmente nas sessões técnicas.
-Formação aos Núcleos de Árbitros de Futebol, através de e-learning.
-Publicação de 3 revistas “O Árbitro”, no ano de 2013.
-Igualmente, continuaremos a desenvolver esforços no melhorar dos nossos canais de comunicação. Dada a implementação do novo site, em meados do mês de Setembro, queremos ainda assim torná-lo mais apelativo, bem como que uma fonte de informação com atualização constante. Propomos também em relação ao site, a rentabilização do mesmo através da colocação de publicidade

-Maior participação no Desporto Escolar, através de ações de formação e visitas às Escolas




  1. - Atividades da APAF

-Organizar o XI Torneio Inter-Núcleos de FUTSAL


-Dar continuidade a ações de responsabilidade social dos Árbitros através de parcerias com a associação CAIS, dando sequência ao já bem-sucedido Campeonato de Futebol de Rua organizado por essa associação de apoio aos cidadãos sem abrigo; com a associação “AMI”; manter o Protocolo com a ACREDITAR, associação de fins humanitários, bem como protocolar com a Fundação SPECIAL OLYMPICS uma parceria de cooperação
-Jantar do 34º Aniversário da Associação, importante efeméride da APAF, que deve ser comemorada de forma condigna, que será mais uma vez extensiva a todos os associados.
-Apoiar o Encontro dos Antigos Árbitros.
-Apoiar o Encontro dos Árbitros e Cronometristas de Futsal.


  1. - Gestão em Curso

-Continuação do processo de concessão (junto da Câmara Municipal de Lisboa), pelo Governo, do Estatuto de Utilidade Pública, com todas as vantagens daí advenientes. Esta questão está na recta final, tendo já sido entregue junto das Entidades Governamentais documentação, com vista à conclusão do processo. Este estatuto permite-nos concorrer a determinados subsídios do Governo, que são apenas concedidos a instituições com esta classificação.


-Continuar os contacto com a Câmara Municipal de Lisboa, com o intuito de encontrar instalações mais funcionais para a sede da nossa Associação.
-Continuar a reformulação da nossa Base de Dados, no sentido de que a mesma seja mais funcional (neste preciso momento já se está a proceder ao carregamento de dados), apesar dos muitos ajustes já efetuados durante este ano.


  1. - Situação Económica e Financeira

Uma das grandes prioridades da Direção, continua a ser a manutenção da APAF, como uma entidade viável economicamente.


-Continuar o esforço de direções anteriores na recuperação da quotização em atraso, sendo um garante monetário e importante da Associação.
-Continuar o empenho na angariação de novos associados, tal como foi feito este ano aquando da realização do Encontro Árbitro Jovem.
-Garantir aos associados métodos de pagamentos faseados, conforme plano de recuperação de quotização, que foi aprovado em Assembleia Geral da APAF.
-Operar mecanismos, de modo à sustentabilidade da APAF, de forma a não estar sujeitos à subsidiodependência. Queremos uma Associação independente a todos os níveis.
-O Orçamento de 2013 apresenta um valor de € 124.260,00 Euros, menos 12.740,00 Euros relativamente ao Orçamento anterior (€ 137.00,00), representando um decréscimo de 9,3%, tendo em atenção as dificuldades que vamos certamente encontrar no próximo ano. Esta redução tem essencialmente que ver como a verba que era recebida pelas transmissões televisivas em canal aberto, que na presente época não ocorrerá.
-Iremos continuar uma política de análise dos custos existentes, por forma à sua diminuição, bem como à simplificação de procedimentos administrativos, rentabilizando os recursos humanos existentes.
-Continuaremos a rentabilizar as receitas através da melhoria dos protocolos existentes, bem como a implementação de outras fontes de receitas, que a seu tempo serão comunicadas aos associados.
Nota Final
Mesmo face às dificuldades com as quais o País se debate a nível económico, acabando direta e indiretamente por refletir-se na APAF, pretendemos atingir os objetivos a que nos propusemos. Estamos certos que vamos continuar a ter a colaboração de todos os nossos associados mais ativos, bem como daqueles que nos últimos tempos conseguimos que se aproximassem mais da nossa Associação.

Com este esforço mútuo, vamos dignificar o futebol português e a arbitragem em particular.


Reforçando o lema desta Direção aquando da apresentação da sua candidatura “Queremos uma APAF de todos, com todos e para todos”, é nesse sentido que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses um trabalho, de aproximação as bases da arbitragem, através da presença nos cursos das diversas Associações Distritais, com reuniões com todos os Núcleos do país, com a abertura de um diálogo salutar entre a Associação e as restantes instâncias dirigentes do nosso futebol.
Lisboa, 15 de maio de 2013
APAF - Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol

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