Teoria dos sentimentos morais


* “Police”, no original Smith se refere à execução da justiça e à manutenção da paz doméstica. (N. da R.T.) **



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* “Police”, no original Smith se refere à execução da justiça e à manutenção da paz doméstica. (N. da R.T.)

** Grotius, De Iure Belli. (N. da R.T.)

*** Trata-se de A riqueza das nações, de 1776. (N. da R.T.)

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRIMEIRA FORMAÇÃO DAS LÍNGUAS E SOBRE A DIFERENÇA DE GÊNIO ENTRE AS LÍNGUAS ORIGINAIS E COMPOSTAS*

Pag. 431


Considerações sobre a primeira formação das línguas etc.

“A invenção de certos nomes particulares para denotar objetos particulares, isto é, a criação de nomes substantivos, seria provavelmente um dos primeiros passos para a formação da língua. [...]”

Pag. 432

“[...] E assim cada uma dessas palavras, que originalmente haviam sido nomes de indivíduos, imperceptivelmente se converteria no nome comum de uma multidão. [...] Da mesma maneira, dizemos que determinado herói é um Alexandre; que um orador é Cícero, que certo filósofo é um Newton. Esse modo de falar, que os gramáticos chamam antonomásia, e que ainda é extremamente comum, posto que agora não seja de todo necessário, demonstra quanto aos homens são naturalmente inclinados a dar um objeto o nome de um outro com o qual mantenha uma estreita semelhança, e assim denominar uma multidão por uma palavra que foi originalmente designada para expressar um indivíduo.”

Pag. 433

“[...] O que constitui uma espécie é simplesmente uma coleção de objetos, com um certo grau de semelhança entre si, e por essa razão, denominados por um só termo, o qual pode ser aplicado para expressar qualquer um deles.”

“Nomes adjetivos são palavras que expressam uma qualidade considerada como qualificadora de qualquer sujeito particular, ou, como dizem os escolásticos, em concreto com esse sujeito. [...]”

Pag. 434


“As preposições são palavras que expressam a relação considerada, da mesma maneira, em concreto com o objeto correlativo. [...]”

“Como nem a qualidade nem a relação podem existir abstratamente, é natural supor que as palavras que denotam essas ideias, consideradas em concreto (o modo como sempre as vemos subsistir), teriam sido inventadas muito antes do que as palavras que exprimem essas mesmas ideias consideradas em abstrato (o modo como nunca as vemos subsistir). [...]”

“Mas ainda que a invenção de nomes adjetivos seja muito mais natural do que as dos nomes substantivos abstratos deles derivados, um considerável grau de abstração e generalização não seria menos necessário para produzi-los. [...]”

*Cotejamos o original à versão francesa de J. Mauget, Genebra, 1809.

Pag. 435

“[...] Um adjetivo é por sua natureza uma palavra geral e, em certa medida, abstrata; necessariamente pressupõe a ideia de certa espécie ou agrupamento de coisas, ao qual tudo é igualmente aplicável. [...] A instituição desse nome, portanto, supõe que se faça uma comparação. Supõe igualmente algum grau de abstração. A primeira pessoa que inventou essa denominação deve ter distinguido a qualidade do objeto ao qual ela pertence, e ter concebido o objeto como suscetível de subsistir sem essa qualidade. [...], quando as línguas estavam começando a se formar, os nomes adjetivos não seriam, de modo algum, as palavras que primeiro se inventaram.”

“[...] Assim, em várias línguas as qualidades do sexo e da falta do sexo se exprimem por diferentes terminações dos substantivos, denotando objetos que possuam essas qualidades. [...] Daí a origem dos gêneros masculino, feminino e neutro em todas as línguas antigas. Por meio desses gêneros, as mais importantes de todas as distinções, ou seja, as distinções entre substâncias animadas e inanimadas, e as de animais em machos e fêmeas, parecem ter sido suficientemente marcadas sem o auxílio de adjetivos ou de toda outra espécie de nomes gerais que servem para denotar essa espécie de qualidade, de todas as mais extensas.”

Pag. 437


“Esse uso de variar a terminação do nome adjetivo, segundo o gênero do substantivo, que tem lugar em todas as línguas antigas, parece ter sido introduzido principalmente por amor à similitude de som, uma certa espécie de rima, que naturalmente agrada tanto ao ouvido humano. [...]”

Pag. 438-439

“[...] cada preposição denota alguma relação considerada em concreto com o objeto correlativo. [...] Ninguém pode se confundir ao explicar o que se entende por uma qualidade; mas poucas pessoas se sentirão capazes de explicar muito claramente o que se entende por uma relação. As qualidades são quase sempre objetos de nossos sentidos exteriores; as relações, jamais. [...] Em segundo lugar, embora as preposições sempre expressem a relação que representam concretamente com o objeto correlativo, não se poderiam originalmente formar sem um considerável esforço de abstração. Uma preposição denota uma relação, e nada além de uma relação. [...]”

Pag. 441


“Talvez valha a pena notar que essas preposições, as quais ocupam, nas línguas modernas, o lugar dos antigos casos, são de toda maneira mais gerais, abstratas e metafísicas e, por consequência, provavelmente foram as últimas a serem inventadas. [...]”

Pag. 443


“[...] Considerando em geral, e sem relação com alguma classe especial de objetos enumerados, o número é uma das ideias mais abstratas e metafísicas que o espírito humano é capaz de formar e, precisamente por essa razão, não é uma ideia que se apresentasse prontamente a homens rudes que apenas estivessem começando a formar uma língua. [...]”

“Todas as línguas primitivas e não-compostas parecem ter um número dual e um plural. [...]”

Pag. 446

“[...] Portanto, somos levados a pensar que os primeiros verbos, talvez até as primeiras palavras usadas na origem da língua, muito provavelmente seriam verbos impessoais como aqueles. Assim, os gramáticos hebreus observaram, segundo me contaram, que as palavras radicais de sua língua, da qual derivam todas as outras, são sempre verbos, e verbos impessoais.”

“É fácil conceber como, no progresso da língua, os verbos impessoais vieram a se tornar pessoais. [...]”

Pag. 448


“Quando, por essa divisão do evento em seus elementos metafísicos, os verbos tornaram de impessoais para pessoais, é natural supor que seriam usados primeiro na terceira pessoa do singular. [...]”

Pag. 452


“[...] E assim, como efeito da mistura de diferentes nações uma com as outras, as conjugações se aproximaram, por meio de diferentes verbos auxiliares, da simplicidade e uniformidade das declinações.”

“Em geral, pode-se adotar como máxima que, quanto mais simples for uma língua em sua composição, mais complexa devem ser em suas declinações e conjugações; [...]”



“[...] Assim, as declinações e conjugações do grego são muito mais complexas do que as de qualquer outra língua europeia que eu conheça.”

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