Tat teste de Apercepção Temática


A – Herói principal (protagonista)



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A – Herói principal (protagonista)
Murray centraliza a interpretação no herói principal como catalizador das projeções do sujeito. Outros autores, porém como Piotrowsky, reconhecem haver projeção em outros personagens, sobretudo projeções de impulsos não aceitos, quanto mais inconscientes seriam os impulsos neles projetados.

Os traços do herói corresponderiam à imagem, real ou ideal, que o sujeito tem de si. O herói seria o catalizador principal das projeções do sujeito, sobretudo segundo a linha interpretativa de Murray.



Idade: Informa-nos se o sujeito se percebe como jovem, criança, homem maduro ou velho.

Sexo: Informa-nos sobre a identificação do sujeito com o próprio sexo ou com o sexo oposto.

Personalidade: As atitudes, sentimentos, conduta, traços, etc, traduzem-nos as qualidades que o sujeito possui, crê ou deseja possuir.

Aparência física: Relaciona-se com os interesses do sujeito, sua imagem corporal, seu ideal físico, sobretudo se trata de figuras ambíguas.
Multiplicidade de heróis:

Tal multiplicidade pode "resultar do deslocamento da identificação e revelar importantes fases, ou aspectos contraditórios, ou uma dissociação mais ou menos forte da personalidade do sujeito".




  • Identificação: Em geral, o herói principal é:

- O personagem em quem o narrador está mais interessado, cujo ponto de vista o narrador adota.

- Quem mais se assemelha ao sujeito em termos objetivos e reais (regra não rígida).

- Pessoa que figura no quadro.

- Pessoa que desempenha papel principal.


Entretanto, deve-se ter atenção aos seguintes pontos:
- Pode haver uma seqüência de protagonistas.

- Dois impulsos podem ser representados por dois protagonistas (o conflito seria então mais intenso do que se os dois impulsos estivessem representados num só protagonista).

- pode haver numerosos protagonistas parciais.

- o personagem principal pode ser simplesmente um elemento do meio ambiente do sujeito e não alguém com quem ele se identifica, o protagonista estaria num personagem secundário.





  • Caracterização: Identificando o herói principal, analisa-se nele:

- Dados pessoais, idade, sexo, profissão, etc.

- Características psíquicas, vocação, habilidades, interesses, adaptação.

- Tendências e traços caracterológicos: superioridade (capacidade, poder, fama), inferioridade, masculinidade-feminilidade, ascendência, submissão, etc.

- Atitude frente à sociedade, autoridade, colegas e parentes.

- Características físicas.




  • Suas Necessidades

Caracterizar as necessidades do herói (ver lista)


  • Seus estados interiores e emoções

- Decepção, desilusão, depressão, aflição, melancolia, mágoa, desespero (abatimento).

- Alegria, felicidade, excitação.

- Amor, desconfiança.

- Conflitos, passividade-atividade, dependência-independência, realidade- prazer, medo, ansiedade, angústia, sentimentos de culpa.

- Mudança emocional.


B. OUTROS PERSONAGENS
Faz-se igualmente sua caracterização. Comparam-se os homens e as mulheres. Investigam-se os traços das mulheres de idade, bem como dos homens de idade.

Seus atributos revelam como o sujeito visualiza as pessoas com as quais se encontram emocionalmente ligado (pai, irmão, etc.) Pode haver, entretanto um deslocamento, como por exemplo, no caso da polícia representar a figura paterna.


C. AMBIENTE/ PRESSÃO

Caracterizar o ambiente e as pressões (ver lista)


D - OMISSÃO/ DISTORÇÃO
Omissão: Não percepção e não inclusão na história de elementos significativos manifestos na Prancha.
Distorção: Alteração perceptual dos elementos significativos manifestos na Prancha.
E - Elementos de comportamento
Os sinais aqui reunidos correspondem à expressão, pela conduta, de certa ansiedade e de mal estar provocadas pela prancha. Segundo o contexto clínico, elas permitem prejulgar a natureza patológica das respostas.


  • Exclamações - Comentários

Toda observação verbal com relação às pranchas e toda expressão de alegria, de desgosto, de admiração, de surpresa, etc. testemunham certa labilidade emocional e impulsividade. Traduz o desejo do sujeito de "neutralizar" o objeto, entrando imediatamente em sua intimidade, como também a necessidade de se identificar com o objeto, de se projetar. Esta atitude que reflete certa perda de distância é seguida freqüentemente pelas projeções diretas, referências pessoais, etc.



  • Digressão

Toda observação "à margem" do teste, formulada durante a exibição das pranchas. Ex.: "como faz calor aqui". Estas observações têm a mesma significação que as exclamações, mas confirmam melhor a necessidade que o sujeito experimenta de se subtrair à tarefa de fugir da ansiedade provocada pelo exame ou, por uma determinada prancha.




  • Necessidade de fazer perguntas

Toda intervenção do examinador para solicitar a continuação das histórias (mais), ou o final da mesma (F), ou então dos dois (mais, F). Podem-se encontrar duas categorias de sujeitos aos quais é necessário fazer perguntas.









Sujeitos ansiosos que se põem eles mesmos as perguntas e tem desejos de confirmação para continuar sua narração, e que se beneficiam com a intervenção do examinador.
Sujeitos que, malgrado às múltiplas perguntas, não chegam a sobrepujar sua incapacidade de construir uma história. Suas defesas, quer de ordem neurótica ou psicóticas, são muito mais estruturadas do que as do sujeito da primeira categoria.





  • Necessidade de aprovação

Toda expressão que tenha por finalidade atrair a atenção do examinador. Ex.: "está bem feito? "A necessidade de aprovação se encontra nos sujeitos ansiosos e que, além do mais, têm tendência a uma emotividade lábil. Um de seus mecanismos de defesa consiste em procurar segurança por meio de uma série de reinvidicações afetivas.




  • Ansiedade manifesta

Toda manifestação exteriorizada de temor, de mal estar (expressões verbais, mímicas, posturais). A ansiedade manifesta pode se exprimir de várias maneiras e, tal como: a temperatura nos doentes, traduzir um simples "estado febril" ou se indício de doenças de toda sorte.

O comportamento ansioso pode se traduzir, dentre outras por atitudes posturais embaraçadas e gestos estereotipados como: mão na testa, dedos nos cabelos, fumar nervosamente, pela careta, pela transpiração, pelas maneiras de olhar a prancha, ou de ficar sentado, etc.

É importante observar, se esta ansiedade ocasiona uma perturbação na elaboração do tema, ou se permanece de qualquer modo isolada, o que é indício de uma estruturação muito mais caracteriológica.





  • Observações críticas

Toda observação destinada a desvalorizar as situações do exame, seu interesse, o material usado, etc. Ex.: "não é bonito isso que o senhor está me mostrando"; "parece que o senhor faz questão de escolher as pranchas mais feias"; "pra que serve tudo isto?".

Esta expressão manifesta agressividade e traduz uma estruturação do caráter muito elaborado e é indicativo de adaptação defeituosa. Incluiremos ainda uma outra forma de crítica: aquela que diz respeito aos personagens. Aqui a crítica é acompanhada por referências pessoais e de uma projeção muito forte, portanto de uma perda de distância em relação à prancha, que é vista como uma realidade "horrível" Ex..: (pr..2) a pessoa da direita está grávida. Isto não me agrada... Este tipo de respostas testemunha tendências paranóides pronunciadas.


  • Cinismo

Toda atitude insolente ou desdenhosa desafiando a situação incômoda. O cinismo indica certo afastamento, e mesmo uma espécie de isolamento afetivo, e mostra uma estruturação caracterial de defesa mais séria. É também uma das manifestações do comportamento esquizofrênico, mas não se pode interpretá-lo neste sentido, senão em um contexto clínico patológico particular.




  • Recusa

Rejeição à prancha e recusa a contar uma história. A recusa testemunha tanto a agressividade como o bloqueio do sujeito; ou o sujeito manifesta conscientemente a agressividade e rompe toda relação; simplesmente recusando uma ou mais pranchas, ou se limita ao silêncio, malgrado as instruções em conseqüência de um choque profundo que bloqueou toda expressão.

Pode ser considerada como índice patológico engajado na própria estrutura da personalidade, embora se encontre também nos sujeitos normais, e mais particularmente nos psicossomáticos.


  • Não obediência às instruções

Ausência de um ou vários elementos da instrução: história onde falta qualquer coisa: passado (P); solução (S); ação (A) e fim (F).

A obediência às instruções pode ser considerada, essencialmente como um índice de adaptação à realidade. Neste sentido, material, examinador, situação de exame e instruções formam um conjunto que o sujeito deve enfrentar e frente ao qual deve adotar certa conduta.


  • Insistência no passado

Toda história que se desenrola quase exclusivamente no passado, em detrimento do presente, que não é assinalado senão por alusões ou implicitamente. Certos sujeitos sentem necessidade de demorar-se longamente sobre o passado, sem, no entanto, perder de vista a situação da prancha à qual eles chegam finalmente. As situações da imagem parecem despertar neles um eco longínquo, talvez vivido; a prancha não lhes serve senão de pretexto para desenvolver um tema central sobre os acontecimentos anteriores.

Outros sujeitos atêm-se igualmente ao passado, mas se perdem e se acham muito desamparados assim que tenham de se reportar à situação representada na prancha. Este tipo de reação não se encontra a não ser, praticamente, nos psicóticos.
F - Elementos de linguagem
Estas poucas observações reunidas sob o título "Linguagem" estão longe de abranger tudo o que se pode observar em relação ao sujeito no TAT.


  • Estilo falho ou frustrado

Expressão verbal pobre, vocabulário restrito. O estilo pobre, ou falho, se encontra fatalmente nos débeis, mas também nos sujeitos de inteligência normal e de um nível cultural pouco elevado. Pode ser observado, igualmente, nos casos de psicose orgânica e de problemas de origem psicossomáticas, com forte rebaixamento de eficiência (nos hipertensos, por exemplo).




  • Estilo rebuscado

Todo o pedantismo ou afetação nas expressões verbais, como o emprego repetido de um determinado tempo do verbo. é encontrado em nível "normal" nos sujeitos com sentimento de inferioridade muito acentuados e que procuram compensar e se afirmar desta maneira particular. No domínio patológico, é típico de esquizofrênicos e paranóico.




  • Expressões surrealistas

Efeitos verbais que não levam em conta a lógica da língua. Ex.: "dois caminhos (ou retas) que se encontra e gritam: "viva o Lula". As expressões surrealistas ou poético-herméticas, sem procura voluntária de originalidade se encontram essencialmente na esquizofrenia, e são acompanhados, freqüentemente de neologismo.




  • Neologismo

Invenção de palavras novas. Os neologismos espontâneos fazem parte do mesmo quadro clínico da esquizofrenia.




  • Perturbação no decurso do pensamento

Sintaxe perturbada, linguajar sem nexo, perda do fio do pensamento. Difluência.




  • Fluidez verbal

Linguajar inconsistente, verboso, dominado pelas associações de idéias sucessivas. Vai interpretar como os precedentes, mas em um contexto diferente, se apresenta como sinal de comportamento maníaco ou de deficiência intelectual. (Obs. conjunto de idéias simplesmente jogadas).




  • Estereotipias (histórias desprovidas de sentimentos)

Toda repetição de fórmulas desprovidas de conteúdo afetivo, é também a recusa no engajamento de afetos.




  • Contradição entre o tema e expressão

Toda expressão verbal ou mímica do narrador é inadequada ao tema. Nos sujeitos normais, indica um defeito de identificação super compensado, nos psicóticos esta discordância é muito mais manifesta e é característica do quadro esquizofrênico.



  • Expressões "isto poderia ser"... Etc.

Toda expressão que permite ao sujeito não se comprometer com uma afirmação direta, correspondem a uma tomada de distância mais ou menos grande, que se encontra principalmente nos hesitantes com estrutura obsessiva. (ex.: "a rigor poderia ser"; "pode-se esperar que").




  • Expressões "Percebe-se nitidamente que", etc.

Toda expressão que reforça o engajamento pessoal do sujeito com uma afirmação direta Ex.: "É evidente que..."; "Não há dúvida que..." Estas expressões categóricas correspondem a uma perda de distância, engajando o sujeito a uma identificação e projeção direta.


G - RELAÇÕES INTERPESSOAIS
É evidente que um sujeito vive e se desenvolve criando ou mantendo sem cessar relações, e que a menor dificuldade com referências a estas, traduz um problema da personalidade do sujeito. Estes relacionamentos não se limitam àquilo que se entende comumente sob esta designação, isto é, às relações de pessoa a pessoa, mas implicam também nos relacionamentos que um sujeito mantém com um objeto material sobre o qual ele transfere os seus sentimentos, e com ele próprio.

Sabemos também que cada sujeito conduz um diálogo interior com os sentimentos que tem respeito ao objeto, diálogo consciente ou inconsciente.

E o conjunto de todos estes relacionamentos com suas tonalidades e as suas qualidades múltiplas que se transportam para os movimentos dos personagens e suas relações nas histórias do TAT compreende-se, portanto, a importância que atribuímos ao significado das "relações interpessoais".


  • Relações positivas (em suas diferentes combinações) um diálogo satisfatório entre os personagens.

Existe, evidentemente, uma infinidade de modalidades de relações que se podem classificar de "positivas". É difícil, às vezes, reconhecê-los como tais, sobretudo quando os afetos não são explícitos. Dever-se-á mesmo, às vezes, recorrer ao exame das soluções dos conflitos para compreender a qualidade das relações interpessoais.

O examinador tem uma tendência a supor que as boas relações entre heróis da história traduzem boa relação do sujeito com seu meio ambiente. E isto é verdade para a maioria dos casos, mas não é uma regra absoluta. A explicação está no fato de que as relações interpessoais parciais de um sujeito podem ser excelentes (no seu trabalho, na vida social, etc.), sendo todas negativas no domínio da vida privada.

Uma outra razão de discordância entre as relações dos heróis e as relações dos sujeitos é devida ao fato de que o narrador projeta nas histórias, a uma só vez, aquilo que ele é, o que queria ser, aquilo que não quer ser, aquilo que ele não é, etc. Novamente o contexto e o conjunto do protocolo que darão a chave da interpretação.




  • Relações negativas (em suas diferentes combinações) um diálogo não satisfatório entre os personagens.

As relações são negativas quando existe uma ruptura do diálogo e quando nenhum entendimento se estabelece entre os personagens. s dificuldades que se encontram aqui são as mesmas que nos sinais precedentes. Nós a encontramos, por exemplo, nas histórias de relações homossexuais negativas, quando o narrador, na realidade, tem relações homossexuais parcialmente positivas. Pode ser mesmo que a maior parte das relações homossexuais do sujeito seja positiva com exceção das relações com a mãe (no caso de uma moça) ou com o pai (no caso de um rapaz).




  • Relações tensas

Relações muito carregadas de afeto e que não dão aos personagens a possibilidade de descargas positivas. Nós encontraremos esta tensão que invade a personalidade em casos limites ou nas neuroses graves. As histórias são geralmente sem final. O conflito é agudo e dramático.




  • Relações inconsistentes

Relações pouco vividas e às quais não se pode determinar o caráter. Traduz certa ambigüidade de relacionamento, um defeito de identificação. Nos casos muito pronunciados devemos pensar em neuroses graves ou psicoses.




  • Relações ausentes (seja totalmente, seja parcialmente entre os personagens)

Falta de relações entre os personagens evocados ou não. Esta ausência é, em todo caso, um sinal grave, traduzindo uma retração importante da libido. A ausência total de relações nos fará pensar em uma estrutura psicótica; a ausência parcial significará um mecanismo obsessivo.




  • Conflito intrapessoal tenso

Conflito entre o herói e ele mesmo. Os conflitos interpessoais evocados devem ser distinguidos do conflito que se desenrola no interior do herói, isto é, intrapessoal. Clinicamente estes conflitos são uma redução maciça dos conflitos interpessoais. Traduzem, em todo caso, uma estrutura psicótica fortemente narcisista e devem ser notados na medida em que substituem os conflitos interpessoais não evocados na história.


H - SOLUÇÃO DO CONFLITO EVOCADO (desfecho da história)
A adaptação de um sujeito à vida será avaliada facilmente, a partir da qualidade das soluções que ele dá aos conflitos evocados em suas histórias. é, em suma, o índice global de adaptação mais seguro que nos oferece o TAT.

Isto não quer dizer que uma solução negativa implique necessariamente numa inadaptação do sujeito a todos os domínios da vida. Mas a relação entre a solução encontrada e o modo de adaptação do sujeito é sempre existente.




a)

b)

Relações interpessoais positivas podem conduzir a soluções positivas: teremos, então, um sujeito normalmente adaptado;
Relações interpessoais negativas podem conduzir a soluções positivas: teremos "sujeitos complexados", mas conseguem vencer as suas próprias dificuldades, graças, sem dúvida, a sistema de super compensação.

c)


d)

Em nossa experiência com o TAT, temos tido ocasião de encontrar relações interpessoais positivas ligadas a soluções negativas. Ao se encontrar isto, o caso deverá ser estudado;
Relações interpessoais negativas podem conduzir a soluções negativas ou coexistir com elas. Isto assinala um grau importante de inadaptação do sujeito ao mesmo tempo em que uma homogeneidade de suas relações.

Estas ligações simples entre relações interpessoais e soluções dos conflitos não são mais freqüentes. Encontraremos mais freqüentemente, num mesmo protocolo, índices positivos e negativos, o que é uma imagem fiel da vida. É o exame aprofundado do protocolo inteiro que nos permite aproximar da personalidade complexa do sujeito: a tônica deve ser colocada na "estrutura dinâmica" (assim, as relações positivas e as soluções positivas, ambas tendo sido placadas, estão longe de traduzir um modo de adaptação perfeita. Testemunha somente a possibilidade do sujeito estabelecer e de "manter relações à distância", sem afetos e sem engajamento pessoal.

Com um grau de adaptação decrescente nós podemos classificar as soluções positivas da seguinte maneira:


  • Solução adaptada

Toda história onde o personagem resolve a situação conflitual em seu proveito e de maneira socialmente integrada.



  • Compromisso viável

Toda tentativa no sentido de evitar a resolução do conflito aberto, encontrando-se uma solução intermediária aceitável




  • Dependente de ajuda exterior

Adaptação às situações dadas, graças às circunstâncias ou às personagens favoráveis do meio exterior.





  • Hipotética

Toda solução positiva do conflito sendo remetida para o futuro, sob condição. Exemplo: "Eles se casarão um dia, se tudo correr bem".




  • Placada ou moralização

Todo clichê otimista e gratuito em lugar de solução de conflito. É muito difícil catalogar essas soluções de maneira "objetiva". É evidente, sobretudo na clínica que intervém escalas de valores pessoais, morais e sociais, que podem variar segundo as diferentes tradições ou culturas. Mas a clínica terá a última palavra, sempre. Exemplo: (Trata-se de determinar se a solução seguinte, dada pelo narrador, é adaptada ou neurótica) "uma moça que queira deixar a mãe; esta tenta retê-la; a filha fica por ter pena da mãe".

A despeito das tradições morais que consideram esta solução como desejável, ela será qualificada pelo examinador como neurótica, tendo em vista o conhecimento que hoje temos das conseqüências de uma tal solução de conflito.


  • Soluções múltiplas

Toda história comportando diversas soluções. As soluções múltiplas podem ser homogêneas quanto a sua qualidade ou heterogêneas. Quando são heterogêneas e, sobretudo, quando a última solução evocada é má, devemos concluir por uma adaptação defeituosa. Se ao contrário, a última solução for positiva isto significa que as defesas obsessivas são integradas apesar de tudo.

A multiplicidade de soluções, mesmo boas, testemunha o medo do sujeito em engajar-se e se encontra mais freqüentemente nas estruturas obsessivas.


  • Solução autopunitiva ou de fracasso

Toda história que termina desfavorável ao herói principal. Esta espécie de solução traduz necessariamente uma má adaptação. Mas traduz, além disso, uma conduta de fracasso propriamente dita, que trás, na clínica psicanalítica, o nome de "neurose de fracasso", estas respostas, muito infantis em geral, implicam numa imaturidade afetiva.





  • Soluções por satisfação dos impulsos

Toda história na qual a solução é conseguida graças à satisfação de um desejo ou uma tendência, sem se levar em conta as exigências sociais e do Superego. O superego de um sujeito que dá tais soluções é impotente ante a força do Id. Se a esta configuração se junta uma má integração do Ego, ou se encontramos várias respostas deste gênero, estaremos tratando com estrutura psicótica. Mas se, ao contrário, a função de integração do Ego é relativamente boa, estaremos em presença de uma personalidade normal, com defesas psicóticas.




  • Solução discordante com relação ao tema

Todo final de história contradizendo a evolução do conflito. Isto é quase incoerência, logo, por definição, psicótico.




  • Ausência de solução

O conflito evocado permanece aberto. A significação desta ausência não pode ser explicada senão em função do contexto. Pode ser encontrada, tanto no protocolo de um neurótico, como de um psicótico, o sujeito normal que se omitiu à solução, da-la-á, em geral, sob demanda do examinador.



VI - As partes do relatório de avaliação psicológica e o TAT
1. Funcionamento cognitivo

A inteligência pode ser estimada a partir do vocabulário usado nas histórias.

A percepção da realidade pode ser avaliada verificando se o indivíduo percebe ou não as figuras de modo adequado e se as histórias são ou não realistas. O pensamento pode ser avaliado verificando se as histórias são organizadas ou não.
2. Afeto

Analisar as principais emoções atribuídas aos personagens e as situações que despertam essas emoções. A adequação dos afetos às situações deve ser analisada.


3 Auto-imagem e auto-estima.

As características dos heróis expressam a auto-imagem do indivíduo. Os heróis são competentes ou incompetentes para lidar com as situações? Como reagem ao cometerem erros? Como são vistos pelos outros personagens?


4 Relacionamentos interpessoais.

As histórias do TAT são uma importante fonte de dados sobre os relacionamentos interpessoais do sujeito. Além disso, considerar o modo de o sujeito se relacionar com o examinador durante a testagem. As atitudes frente a diferentes tipos de pessoas, tais como os pais, companheiros amorosos, amigos e colegas de trabalho devem ser descritas. Relações com a figura materna costumam ser expressas nas respostas às figuras 2, 5, 6BM e 7GF. Relações com a figura paterna costumam ser expressas nas respostas às figuras 6GF e 7 BM. Relações com pessoas da mesma idade, do mesmo sexo e do sexo oposto, costumam ser expressas nas respostas às figuras 9BM, 9GF, 4 e 13 MF.

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