Sua própria morte



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Odin observava Yggdrasil com seu único olho penetrante. O que se passa na mente de um deus? Muitos mortais gastariam uma vida tentando descobrir tal mistério. Mas naquele dia, meditando sobre seu belíssimo trono, o Pai de Todos tinha uma preocupação bem mundana.

Sua própria morte. Ragnärok.

“Não é possível que nem mesmo os próprios Aesires possam fugir ao destino.”

Outros deuses surgiram no salão do trono, como se chamados pelo seu superior por pensamento. Sua esposa, Frigga, aproximou-se com doçura.

“Meu caro marido e senhor, o destino é este por um motivo. Não é sensato lutar contra tal coisa. Preocupa-tes inutilmente com o inexorável.”



Wyrd bið ful aræd. ”O destino é inexorável “, alguns repetiram.

“É hora de se libertar de tais dizeres dogmáticos, cara senhora.”

O espaço se abriu para Loki, o Trapaceiro. Sua aparência era bela, e sua voz, suave. Era impossível não ouvi-lo.

“O destino é tão mutável quanto quisermos. Apenas necessita da abordagem correta.”

“Loki zomba do destino.” Thor parecia prestes a alcançar o punho de seu martelo. “Uma atitude perigosa, a meu ver.”

“Uma atitude sensata, caro guerreiro. Temo que tenhamos nos sujeitado por muito tempo ao reinado das Nornas.“

Odin pareceu interessado no cintilar de inteligência nos olhos do Trapaceiro, apesar de Thor continuar a zombar-lhe.

“O que sugeres, então, ó senhor dos estratagemas?”

Loki fez uma pausa dramática antes de continuar.

“Há muito que penso no assunto, e apenas a uma solução pude chegar. Mude as diretrizes do destino. Que um novo deus ascenda, e sua mera presença invalide a profecia antes que se concretize.“

Caos no salão. Todos os deuses falaram ao mesmo tempo, em uma mistura de indignação e surpresa.

“Subestimas a capacidade das Nornas de controlar o destino e sabê-lo antes de todos. Talvez já saibam desde sempre de sua diabrura. Nunca será permitido.”

“Pois então, que as Nornas escolham o favorito do destino. Deixem que façam seu jogo com os mortais, sem perceber que brincam com o imprevisível. Os mortais possuem esse poder, meus senhores. Este é ponto fraco que procuro.”

Os deuses pareceram estupefatos com a simplicidade do plano. Odin analisou o deus que ajoelhava respeitosamente a seus pés.

“Não quereis nosso senhor que nossa sina seja quebrada? Pois deixe que eu, o Trapaceiro, me encarregue de enganar o próprio destino.”

Odin meditou sobre isso. Era um grande feito, mas se alguém poderia fazê-lo, este era ele, Loki. E se fosse mais uma de suas travessuras? Bem, pois Loki era tão ameaçado pelo Crepúsculo quanto qualquer outro deus. Talvez ansiasse pela boa graça que o favor lhe traria, mas ainda seria um feito benfazejo.

“Pois que realize o que deseja. Se obtiver sucesso, ganhará grande prêmio; mas se falhar, será exilado de Asgard. Não se esqueça: minha palavra é lei.”

Com um estrondo, sua majestosa lança despedaçou o chão, enviando o Deus da Trapaça diretamente para as raízes de Yggdrasil. Lá, as nornas teciam cuidadosamente o tecido do destino.



Loki gargalhou silenciosamente, se pondo a caminho. Seu plano corria como planejado.

O JOGO DOS DEUSES

Meros mortais, carregando consigo o destino dos deuses? É um jogo divertido o que pensou aí, Trapaceiro. Divertido e inútil. Wyrd bið ful aræd.Veremos até onde vai a prepotência dos deuses, quando seus campeões falharem.”

Skuld, a Inexorável

Yggdrasil foi pensado como um jogo play by email. Mestre e jogadores postam suas jogadas em forma de texto, o que abre ao jogo várias modalidades de troca de mensagens e registro de campanha. Talvez os jogadores prefiram que os mails sejam direcionados a um grupo próprio para isso, ou então apenas dividam sua caixa de entrada a fim de organizá-los. O registro da campanha pode também ser facilmente publicado em um blog.

O jogo objetiva também a acessibilidade, uma vez que a grande maioria das pessoas possui um email e pode acessá-lo de casa, do trabalho ou do celular. E ao contrário de um site conspícuo, não há surpresas quanto a escrever mails durante o trabalho; a não ser que alguém fique atrás lendo o que a pessoa está escrevendo, ninguém notará!

Uma característica intrínseca a jogos pbem e outros que também se apóiam apenas na escrita é também o que incomoda algumas pessoas: sem um elemento aleatório, a história fica quase inteiramente na mão do mestre. Quando tratamos com um mestre que encara o jogo como uma competição entre ele e os jogadores, a campanha certamente não será satisfatória. Mas no caso de um mestre que tenha como objetivo a diversão, criando uma história rica e interessante com auxílio dos jogadores, esse modelo pode ser muito bem aproveitado.

Vamos então abraçar esse “problema” e incorporá-lo ao jogo tal como é.

Durante o jogo, o Mestre toma para si o papel das Nornas, personificando em si o próprio destino que controla as aventuras dos personagens dos jogadores. É o objetivo dos jogadores burlar o destino, usando os recursos de que dispõem.

Esses recursos não consistem de poderes mágicos ou força bruta, mas da habilidade do jogador de interpretar sua própria mortalidade e atrair para si o favor dos deuses.

O Jogo dos Deuses começa quando as Nornas escolhem os jogadores do destino. São mortais advindos de Midgard, com motivações e características pessoais variadas, que devem conquistar um objetivo em cada um dos mundos e galgar os degraus da ascensão divina.

E o que são esses objetivos? Ficarão esses ao cargo do mestre. Pode ser adquirir uma relíquia há muito perdida, derrotar um ser invencível por métodos normais, ou mesmo mudar o curso de uma guerra. A única regra neste aspecto é a ordem em que cada mundo deve ser explorado: O primeiro degrau sempre será Midgard, e o último, Asgard. A cada mundo conquistado, um portal se abre para o próximo.

Mas se os jogadores competem entre si pelo status de divindade, porque colaborariam?

A colaboração é uma parte importante, uma vez que as tarefas delegadas ao jogadores já seriam quase impossíveis a um grupo, quanto mais a uma única pessoa. O simples alcançar do objetivo não é o suficiente, já que o que agrada ao destino é o valor que o jogador mostra durante a aventura. O jogo é, acima de tudo, justo; e que justiça haveria em premiar um jogador que nada fez pelo objetivo, se não estender a mão primeiro que os outros quando lhe foi conveniente?

Sendo assim, também se determina que o mestre deve ser acima de tudo justo e imparcial em suas decisões. Se um jogador recorre de uma decisão, deve fazê-lo em particular, fora do jogo. Mas em geral, o ideal é que o mestre pense bem no desfecho que quer para uma cena, para que não precise voltar atrás depois.

Como dito anteriormente, os jogadores terão alguns recursos disponíveis para contra atacar o destino. Eles serão tratados mais a fundo nos próximos capítulos.



OS MORTAIS

Yggdrasil foi pensado de forma a comportar de 3 a 7 jogadores, mais o Mestre. Para cada jogador, é necessária uma pequena ficha para servir de guia tanto ao mestre quanto à interpretação do próprio jogador. Também é indicado a escolha de uma imagem para cada personagem.

JOGADOR:

NOME DO PERSONAGEM:

IDADE:


ORIGEM: De que canto de Midgard se origina o personagem.

MOTIVAÇÕES: Porque esse personagem ansiaria se tornar um deus? Porque seria escolhido pelas nornas?

PERSONALIDADE: Uma pequena descrição sobre como o personagem geralmente age. O jogador deve interpretar conforme decidir aqui.

DEUS FAVORITO: Cada personagem deve ter seu patrono. A função disso será explicada mais à frente.

É importante frisar que as nornas podem escolher campeões de qualquer época. Para tais seres, o tempo não existe da mesma forma que para os mortais, e não lhes importa se escolhem um guerreiro viking ou um homem moderno. O mestre pode limitar o tempo a uma época medieval ou moderna se assim desejar, mas deixar o jogador escolher sua origem mais livremente também dá uma variação interessante ao jogo.

Como na maioria dos jogos, haverão apostas. No jogo dos deuses, cada divindade aposta em seu campeão favorito, lhe concedendo favores conforme agirem de seu agrado. Os que participam são:

LOKI: O trapaceiro é um ávido espectador, e espera que seu favorito aja com astúcia e alguma dose de deslealdade. Valoriza aqueles que colocam a si mesmo antes dos outros, e fica entediado ao ver atitudes altruístas.

ODIN: O Pai de Todos aprecia atitudes que considere sábias e cautelosas, porém nunca aceita que elas sejam tomadas por covardia ou desejo de se abster de ação. Ainda que seja o maior dos deuses, suas dádivas possuem o mesmo peso que as de outros deuses.

THOR: O deus do trovão admira atitudes que demonstrem força e liderança, não necessariamente envolvendo força bruta, mas força de caráter. Não aceita covardia ou uso de subterfúgios desleais.

FREYA: A deusa da beleza e da fertilidade prefere abordagem sutis, que envolvam sedução e outros subterfúgios. Abomina o confronto direto e a ignorância.

FRIGGA: A esposa de Odin é doce e bondosa, e favorece aqueles que agem de forma altruísta e que se importam com aqueles à sua volta. Não perdoa atos de maldade.

HEIMDALL: O guardião de Bifrost valoriza a justiça acima do bem estar de seu favorito. Um mortal que se dedica à justiça acima de tudo, mesmo que isso lhe prejudique, é grandemente elevado em sua opinião. Grande inimigo de Loki, abomina atitudes traiçoeiras e malignas.

VIDAR: O deus soturno e silencioso respeita aqueles que fazem aquilo que deve ser feito, independente da natureza de seus atos. Não se importa com o bem e o mal, contanto que seu favorito seja eficiente em alcançar seus objetivos. Não aprecia submissão ou altruísmo.

O mestre pode adotar três posturas quanto à escolha dos favoritos:



  • Deixar que os jogadores escolham conforme desejarem, o que lhes facilitará muito ao ganhar pontos escolhendo o deus que melhor combine com sua personalidade;

  • Escolher os favoritos como achar melhor, deixando em segredo as escolhas dos deuses patronos. Pode exigir mais rebolado dos jogadores que forem adotados por um deus que não concorda com seu jeito de ser;

  • Totalmente aleatório. Caos!

Os favores divinos que os jogadores recebem são o recurso interpretativo que possuem para burlar o destino a seu favor quando for conveniente.

A ÁRVORE DOS NOVE MUNDOS

Yggdrasil é o nome da grande árvore da vida, que sustenta todo o universo. Seu tronco é um eixo cósmico que sustenta nove mundos, cada qual em um galho. São eles:



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