Série de ficço mais lida no mundo, Deixados Para Trás vendeu mais de 70 milhões de livros e foi traduzida



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quiserem comparecer.

Buck sempre se comovia com as orações sinceras do Dr. Ben-Judá. Ele vira o rabino sofrer

a maior dor que um homem pode suportar quando soube da notícia do massacre de sua

esposa e de dois filhos adolescentes. Ouvira-o orar em meio ao terror, certo de que seria

capturado em um vôo noturno quando fugiu de Israel. Agora, enquanto aguardava com

ansiedade o momento de reunir-se a dezenas de milhares de novos irmãos e irmãs em

Cristo procedentes das 12 tribos de Israel espalhadas pelo mundo inteiro, Tsion

encontrava-se de joelhos, em atitude de humildade.

- Senhor Deus, nosso Pai - ele iniciou - graças te damos pelo privilégio que em breve

desfrutaremos. Estamos avançando na linha de frente da batalha amparados por tua

coragem, e sob teu poder e proteço. Teus santos preciosos estarão sedentos de conhecer

um pouco mais a tua Palavra. Permite que os outros pregadores e eu tenhamos o dom de

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transmiti-la da melhor forma possível. Que possamos dizer o que tu tens a nos dizer, e que



eles possam ouvir o que tu queres que eles ouçam.

Buck continuava profundamente concentrado na oraço quando uma batida leve na porta

os interrompeu.

- Com licença, Tsion - disse Chaim. - A escolta da CG chegou.

- Eu pensei que Jacov nos levaria...

- Ele vai levá-los. Mas disseram que você precisa sair imediatamente, se quiser chegar no

horário ao estádio.

- O estádio é muito perto daqui!

- Eu sei. Mas o trânsito já está tão congestionado que só a escolta da CG poderá garantir

que você chegue lá em tempo.

- Você decidiu nos acompanhar, Chaim?

- Assistirei pela televisão. Pedi a Jacov que leve uma garrafa de água para você. Dizem

que aqueles dois pregadores que estão diante do Muro das Lamentações vão transformar

novamente a água potável em sangue. Embora a água já deva ter sido tratada desde que

os visitantes começaram a chegar, nunca se sabe o que pode acontecer. O povo do

Ocidente não deve arriscar-se a beber água da torneira.

A escolta da CG era composta de dois jipes com luzes amarelas intermitentes. Cada

veículo transportava quatro guardas armados que se limitaram a olhar para os membros

do Comando Tribulaço quando eles entraram na van.

- Outro pequeno exemplo de exibiço de autoridade de Carpathia - disse Chloe.

- Se ele fosse esperto - disse Tsion -, teria nos deixado à própria sorte para chegarmos

atrasados.

- Vocês não chegariam atrasados - disse Jacov com seu acentuado sotaque. - Eu teria feito

vocês chegarem no horário de qualquer maneira.

Buck nunca tinha visto - nem mesmo em Nova York -um trânsito tão congestionado como

aquele. Todas as vias de acesso ao estádio estavam apinhadas de carros e pedestres. Ele

também nunca vira tantos rostos sorridentes desde antes do Arrebatamento. Os pedestres

caminhavam apressados, carregando mochilas, cadernos de apontamentos e garrafas de

água, estampando no rosto seriedade e determinação. Muitos conseguiam avançar mais

depressa do que os carros, vans e ônibus.

A escolta atraiu a atenço do povo, que reconheceu Tsion Ben-Judá dentro da van. Eles

acenavam, gritavam e batiam alegremente nas portas e janelas do carro. Os veículos da

CG os afastavam, advertindo-os por meio de alto-falantes e apontando para eles suas

armas automáticas.

- Detesto estar aqui sob a proteço da Comunidade Global - disse Tsion.

- Eles não sabem cortar caminho - disse Jacov. – Três destes veículos estão equipados

para desviar o trajeto.

- Você conhece um caminho mais rápido? – perguntou Tsion. - Então, vamos por ele!

- Posso?

- Eles não vão abrir fogo. Terão de seguir atrás de nós. Jacov girou o volante para a

esquerda, passou por uma valeta,

atravessou no meio dos carros que andavam em marcha lenta e rumou para um campo

aberto. Os jipes da CG ligaram as sirenes e rodaram em disparada atrás deles. O jipe

principal finalmente os alcançou e passou à frente da van. O motorista apontou para a janela

e gritou para Jacov em hebraico.

- Ele disse a Jacov para não fazer isso novamente - explicou Tsion. - Mas eu achei muito

divertido.

Jacov pisou com força no freio, e o jipe que vinha atrás parou a uma curta distância,

destruindo a grama. Jacov abriu a porta e ficou em pé ao lado da van. Sua figura alta

destacava-se bem acima do teto do carro. O motorista aguardou alguns instantes e, em

seguida, recuou ao ouvir Jacov gritar:

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- É melhor vocês me seguirem, se não quiserem ser responsabilizados por chegarmos



atrasados!

Tsion lançou um olhar divertido para Chloe.

- Como é mesmo que seu pai costuma dizer?

- Vá na frente, acompanhe ou saia do caminho.

A medida que Jacov seguia na frente dos irados motoristas da CG em direço ao estádio,

ficou claro que havia muito mais de 25 mil pessoas querendo entrar.

- Temos aparelhos de TV do lado de fora? - perguntou Tsion. Buck confirmou com um

movimento de cabeça e disse:

- O público excedente deveria acomodar-se nas redondezas, mas parece que todos

querem ficar aqui.

Os soldados da CG que acompanhavam Jacov saltaram dos veículos e insistiram em

escoltar o pequeno grupo até o interior do estádio. Eles olharam zangados para Jacov,

que contou a Buck que ficaria aguardando na van no mesmo lugar em que os deixara.

- Você vai assistir pela TV? - perguntou Buck, olhando ao redor.

Jacov apontou para um aparelho de TV a uns oito metros de distância.

- Posso também ouvir pelo rádio - ele disse.

- Você se interessa por esse assunto?

- Muito. Acho um pouco confuso, mas faz tempo que desconfio do potentado, embora o Dr.

Rosenzweig o admire. E o professor é um homem sábio e muito gentil.

- Você o viu pela televisão quando ele...

- Todo mundo viu, senhor.

- Então o assunto não é totalmente novo para você. Vamos conversar mais tarde.

A delegaço estava enlevada dentro do estádio. Buck gostava muito de ouvir orações em

grupo, feitas em inglês, hebraico e em algumas outras línguas que ele podia identificar.

Por todo o recinto, ele ouvia a expressão "Jesus, o Messias" sendo proferida como "Jesus

the Messiah", "Jesus Cristo" e "Yeshua Hamashiach".

Ajoelhado ao lado de Chloe, Buck sentiu que ela apertou sua mão e encostou a cabeça em

seu ombro.

- Oh! Buck - ela disse - parece que estamos no céu.

- E a cerimônia ainda nem começou - ele murmurou. Enquanto o povo afluía ao estádio,

ouviam-se gritos e

cânticos de louvor.

- O que eles estão dizendo? - perguntou Buck.

- "Aleluia" e "Louvado seja o Senhor" - respondeu alguém. - E estão gritando o nome de

Jesus.

Um pouco antes das 19 horas, Daniel, o mestre-de-cerimônias, dirigiu-se ao grupo.



- Conforme vocês já sabem, o programa é simples. Farei uma breve saudação e a oração

de abertura. Conduzirei o cântico de "Preciosa Graça de Jesus!" e, em seguida, apresentarei

o Dr. Ben-Judá. Ele pregará e ensinará usando o tempo que achar necessário. Os doze

intérpretes deverão ter em mãos uma cópia das anotaçes do Dr. Ben-Judá e dirigir-se aos

microfones instalados na parte inferior do palco.

- E lembrem-se - disse Tsion com serenidade -, não posso garantir que ficarei restrito às

anotações. Tentarei não falar muito depressa.

As pessoas presentes no recinto assentiram com a cabeça, e muitas olharam para o

relógio. Buck ouviu o som de cânticos e sentiu um entusiasmo tão grande como nunca

sentira.

- Todas essas pessoas são nossos irmãos e irmãs – ele disse a Chloe.

Faltavam três minutos para as 19 horas. Tsion separou-se do grupo e curvou a cabeça. Um

jovem chegou apressado.

- As outras ruas estão vazias! - ele disse. - Todos estão aqui. Todos tiveram a mesma

idéia!

- Quantos? - perguntou alguém.



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- Há mais de 50 mil do lado de fora do estádio – ele disse -, pelo menos o dobro do

pessoal que está dentro. E nem todos são testemunhas. Alguns não são sequer judeus. O

povo está curioso.

Daniel levantou as mãos, e todos silenciaram.

- Sigam-me por este corredor, subam a rampa até a escada que dá para o palco. Vocês

poderão ficar nas laterais, mas os intérpretes irão na frente e se posicionarão no nível do

solo,


em frente à plataforma. Ninguém subirá ao palco, a não ser o Dr. Ben-Judá e eu. Silêncio,

por favor. Querido Deus que estás nos céus, somos teus filhos.

Com uma das mãos ainda levantada, ele e Tsion conduziram o grupo em direço aos

fundos do palco. Buck notou que todos os lugares estavam tomados, inclusive os

corredores e o gramado. Muitos seguravam a mão da pessoa ao lado. Outros, com os

braços passados ao redor dos ombros dos companheiros, cantavam e balançavam o

corpo.

Os intérpretes desceram os degraus e ficaram a postos. O povo se aquietou. Às 19 horas,



Daniel caminhou até um púlpito simples de madeira e disse:

- Sejam bem-vindos, meus irmãos e irmãs, em nome do Senhor Deus Todo-Poderoso...

Ele fez uma pausa para os intérpretes, mas, antes que suas palavras fossem traduzidas, o

estádio irrompeu em aplausos. Surpreso, Daniel sorriu com ar de desculpa e dirigiu-se aos

intérpretes.

- Vou esperar vocês terminarem - disse ele em voz baixa, enquanto o povo continuava a

gritar e aplaudir.

Quando os aplausos cessaram, ele fez um sinal afirmativo com a cabeça para os

intérpretes e eles repetiram a frase.

- Não! Não - gritava a multidão. - Nein! Nyet! Daniel prosseguiu:

- ... criador do céu e da terra...

O povo continuou a gritar. Ele aguardou a tradução, mas a multidão não parava de gritar.

- ... e de seu Filho, Jesus Cristo, o Messias! Enquanto a multidão gritava, agitada, um

colaborador aproximou-se do palco.

- Por favor! - Daniel o repreendeu. - Ninguém aqui no palco, a não ser...

- Não há necessidade de traduço! - gritou o colaborador. - Não use os intérpretes! O

povo está ouvindo sua fala na própria língua e pede que o senhor prossiga!

Enquanto a multidão continuava a dar gritos entusiasmados, Daniel caminhou até a parte

da frente do palco e chamou os intérpretes com um gesto.

- Vocês não são necessários! - disse ele, sorrindo.

- Enquanto os intérpretes se dispersavam, parecendo surpresos, mas satisfeitos, ele

voltou ao microfone.

- Devemos manifestar nossa gratidão àqueles que se dispuseram a...

Ovações ensurdecedoras vinham das arquibancadas. Finalmente, Daniel levantou as mãos

para acalmar o povo. Cada frase proferida era saudada com gritos e aplausos.

- Não será necessário dizer aos senhores o motivo de sua presença aqui! Faz muito

tempo que somos conhecidos como o povo escolhido de Deus, mas o que os senhores

acham


disto? Os senhores orariam comigo?

O povo imediatamente silenciou. Muitos se ajoelharam.

- Pai, nós te somos gratos porque, pela tua misericórdia e amor, poupaste nossa vida.

Tu és verdadeiramente o Deus dos novos começos e das segundas oportunidades.

Ouviremos em seguida a mensagem de nosso querido rabino, e te suplicamos que

despertes os nossos coraçes e mentes para que possamos assimilar cada palavra que tu

tens a nos dizer por intermédio desse nosso irmão. Oramos em o nome imaculado do Rei

dos reis e Senhor dos senhores. Amém.

Um estrondoso "Amém!" ecoou por todo o estádio. Daniel dirigiu-se à multidão e começou

a cantar baixinho: "Preciosa o. graça de Jesus, que um dia me salvou! Perdido andei, sem

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ver a luz, mas Cristo me encontrou!"



Buck não conseguiu cantar. "Preciosa Graça de Jesus!" tinha se tornado seu hino favorito,

um retrato pungente de sua fé. Ao ouvir 25 mil crentes cantando essa letra do fundo do

coraço, ele se comoveu profundamente. A multidão ao redor do estádio também

cantava. Em pé, Buck e Chloe choravam emocionados diante da beleza dessa cena.

Quando lá vivemos dez mil anos atrás, prosseguia a letra do hino, brilhando como o sol,

louvamos ao Senhor da mesma forma que o louvamos no dia em que o conhecemos.

Nos últimos acordes do hino, Daniel pediu à multidão que se assentasse.

- Quase todos nós aqui presentes conhecemos o orador desta noite apenas como um

nome que aparece na tela de nossos computadores - ele disse. - É para mim uma

honra...

Mas a multidão levantou-se e começou a gritar, bater palmas, assobiar. Daniel tentou

acalmar o povo, mas, ao ver que não conseguia, deu de ombros e retornou a seu lugar

enquanto Tsion, com ar constrangido, hesitava. O povo que estava na lateral gritava para

que ele se levantasse, e o ruído era ensurdecedor. Buck e Chloe também batiam palmas,

homenageando seu pastor e mentor. Buck nunca sentiu um privilégio tão grande por fazer

parte do Comando Tribulação e conhecer aquele homem.

Tsion levantou-se humildemente e caminhou até o púlpito, colocando sua Bíblia aberta e

suas anotações diante de si. Os gritos continuaram até que, finalmente, ele olhou para a

multidão com um sorriso tímido nos lábios e agradeceu, levantando as duas mãos para

pedir silêncio. Depois de alguns instantes, a multidão sentou-se.

- Meus amados irmãos e irmãs, aceito sua calorosa saudaço no nome que está acima de

todos os nomes. Honra e glória sejam dadas ao Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

Quando o povo começou a gritar outra vez, Tsion levantou rapidamente a mão.

- Meus queridos, estamos atravessando dias de experiências tão maravilhosas que tudo

o que se diz a respeito de nosso Deus é motivo para ser comemorado. Mas estamos aqui

como convidados. Existe um momento de reflexão. E espero que os senhores me perdoem

por eu pedir-lhes que se abstenham de manifestar seus louvores até o final de minha

mensagem.

A multidão mergulhou em um silêncio tão profundo que Tsion franziu a testa e olhou ao

redor.


- Será que eu ofendi vocês? - ele perguntou. Um caloroso aplauso o incentivou a

continuar.

- Posteriormente, no momento apropriado, nosso mestre- de-cerimônias lhes dará a

oportunidade de erguerem suas vozes para louvar o nosso Deus. A Bíblia diz: "Louvem o

nome do Senhor, porque só o seu nome é excelso: a sua majestade está acima da terra e

do céu."

- Senhoras e senhores - prosseguiu Tsion, afastando os pés um do outro e curvando os

ombros para ler suas anotaçes -, nunca em minha vida me senti tão ansioso por

transmitir uma mensagem baseada na Palavra de Deus. Estou aqui diante dos senhores

tendo o privilégio ímpar, acredito eu, de me dirigir às 144.000 testemunhas profetizadas na

Bíblia. Eu me incluo nesse número, e fui encarregado por Deus de ensiná-los a evangelizar.

Evidentemente, muitos dos senhores já sabem como evangelizar e têm conquistado almas

para o Salvador todos os dias. Milhões de pessoas por todo o mundo já o aceitaram.

- Desejo, porém, revisar com os senhores os elementos básicos do plano de Deus para a

salvação, de modo que, ao sairmos deste lugar, possamos voltar ao trabalho para o qual

Ele nos chamou. A cada um dos senhores foi designado um local apropriado, onde estarão

evangelizando amanhã e depois de amanhã, durante o dia inteiro. Nas duas noites, nos

reuniremos aqui para transmitir-lhes ânimo, solidariedade e ensinamentos.

A seguir, Tsion apresentou os mesmos argumentos que usara naquele polêmico programa

de TV que fez dele um fugitivo, provando, com base no Antigo Testamento, que

Jesus era o Messias. Ele enumerou os vários nomes de Deus e terminou com a magnífica

mensagem contida em Isaías 9. 6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o

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governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus



Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."

Sem conseguir conter-se, a multidão saltava de alegria. Tsion sorriu e fez um gesto de

aprovaço e de incentivo, apontando para o céu.

- Sim, sim - ele disse após alguns instantes. - Eu não poderia jamais reprimir este louvor

ao Deus Altíssimo. Jesus disse que, se não glorificarmos ao Senhor, as próprias pedras

clamarão.

Tsion discorreu sobre o plano redentor de Deus desde o começo dos tempos, mostrando

que Jesus foi enviado como o cordeiro sem mácula, que foi sacrificado para levar consigo

os pecados do mundo. Ele explicou as verdades que só recentemente haviam se tornado

claras para os iniciantes, dizendo que o homem nasce em pecado e que, sozinho, ele

nada pode fazer para reconciliar-se com Deus. O homem só poderá nascer de novo

espiritualmente para a vida eterna se crer e confiar no que Cristo fez por ele na cruz.

- Em João 14.6 - prosseguiu Tsion, erguendo a voz pela primeira vez -, Jesus disse que Ele

é o caminho, a verdade e a vida, e que ninguém pode chegar ao Pai senão por Ele. Esta é

a nossa mensagem para todos os povos. Esta é a nossa mensagem para os desesperados,

os enfermos, os amedrontados, os encarcerados. Neste momento, não deve haver dúvida

na mente de ninguém - nem mesmo na mente daqueles que decidiram viver em oposiço

a Deus - de que Ele é real e que só há dois caminhos: viver para Ele ou contra Ele. Nós,

principalmente, devemos ter a ousadia de Cristo para dizer com intrepidez ao mundo que só

há esperança nele.

- O ponto principal, meus irmãos e irmãs, é que Ele nos chamou como suas

testemunhas - 144.000 pessoas firmes e decididas - por meio das quais ele já iniciou

uma grande colheita de almas. O resultado será o que João, o Revelador, chama de

"multidão que ninguém podia enumerar". Antes de dormirem esta noite, leiam Apocalipse

7 e exultem comigo com a descrição da colheita para a qual os senhores e eu fomos

chamados. João diz que, nessa colheita, haverá almas de todas as naçes, tribos, povos e

línguas. Um dia, elas estarão em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajando

vestiduras brancas, com palmas nas mãos!

Em uma atitude espontânea, a multidão no estádio Teddy Kollek levantava-se e sentava-

se, acompanhando a entonaço da voz de Tsion. Buck segurou a mão de Chloe com força e

desejou gritar "Amém" quando Tsion disse bem alto:

- Elas clamarão em grande voz, dizendo: "Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao

Cordeiro, pertence a salvação." Os anjos ao redor do trono se prostrarão sobre os seus

rostos e adorarão a Deus, dizendo: "Amém. O louvor, e a glória,

e a sabedoria, e as açes de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus,

pelos séculos dos séculos. Amém."

O povo começou a gritar e aplaudir novamente, e Tsion não fez nenhum gesto para

acalmá-lo. Limitou-se a dar um passo para trás e olhar para o chão. Buck teve a

impressão de que ele estava muito emocionado e aproveitou aquela pausa para se

recompor. Quando ele se aproximou de novo do microfone, os milhares de pessoas

silenciaram, como se todos estivessem desesperados para captar cada palavra.

- Um dos anciãos que estava diante do trono perguntou a João: "Estes, que se vestem de

vestiduras brancas, quem são e donde vieram?" E João respondeu: "Meu Senhor, tu o sabes."

E o ancião disse: "Sao estes os que vêm da grande tribulaço, lavaram suas vestiduras e as

alvejaram no sangue do Cordeiro." Tsion aguardou que os aplausos terminassem e

prosseguiu.

- "Jamais terão fome, nunca mais terão sede." O Cordeiro os alimentará e os guiará para

as fontes da água da vida. E, o melhor de tudo, meus amados, é que Deus enxugará dos

seus olhos toda lágrima.

Desta vez, quando a multidão começou a aplaudir novamente, Tsion permaneceu diante

do púlpito e levantou a mão. Todos silenciaram.

- Estaremos aqui em Israel por mais dois dias e duas noites, preparando-nos para a

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batalha. Afastem o medo! Cinjam-se de coragem! Os senhores não ficaram surpresos ao



ver que todos nós, sem exceço, fomos poupados dos últimos julgamentos sobre os quais

escrevi? Quando a chuva, os granizos e o fogo foram atirados do céu, e os meteoros

queimaram um terço das plantaçes e envenenaram a terça parte da água do mundo, por

que escapamos? Por sorte? Por acaso?

- Não! - exclamou a multidão.

- Não! - repetiu Tsion. - A Bíblia diz que um anjo que subia do leste, tendo o selo do Deus

vivo, clamou em grande voz aos quatro anjos, àqueles aos quais fora dado fazer dano à

terra e ao mar, dizendo: "Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até

selarmos em suas frontes

os servos do nosso Deus." E João escreve: "Então ouvi o número dos que foram selados,

que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel."

- E agora vou terminar lembrando aos senhores que o alicerce de nossa fé repousa no

versículo que nossos irmãos e irmãs gentios sempre gostaram desde o início. João 3.16 diz

-

e neste ponto Tsion começou a falar de modo tão suave e tão terno que ele teve de



aproximar-se do microfone, e as pessoas inclinaram-se para a frente a fim de ouvir melhor:

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho..."

Um fraco ruído vindo de cima transformou-se em um persistente toc-toc-toc que abafou a

voz de Tsion. Um reluzente helicóptero branco atraiu a atenço de todos. O povo olhava

assustado enquanto o helicóptero, ostentando o emblema da CG em um dos lados, descia

lentamente. As lâminas de sua imensa hélice despentearam os cabelos de Tsion e

agitaram suas roupas, fazendo-o afastar-se do púlpito.

O motor do aparelho foi desligado, e ouviu-se um vozerio no meio da multidão quando

Leon Fortunato desceu e dirigiu-se para o púlpito. Ele fez um movimento de cabeça para

Tsion e ajustou o microfone à sua altura. Tsion não esboçou nenhuma reaço.

- Dr. Ben-Judá, delegaçes organizadoras locais e internacionais, senhores e senhoras

presentes - ele começou a dizer com grande entusiasmo, porém imediatamente os

milhares de pessoas olharam uns para os outros com ar de surpresa, encolheram os

ombros e começaram a falar ao mesmo tempo.

- Intérpretes! - gritou alguém. - Precisamos de intérpretes! Fortunato olhou com ar de

interrogaço para Tsion, o qual

continuou impassível, olhos fixos à frente.

- Dr. Ben-Judá - implorou Fortunato -, há alguém aqui que possa servir de intérprete?

Quem o senhor está usando?

Tsion não olhou para ele.

- Desculpem-me - disse Fortunato ao microfone -, mas há intérpretes designados para

este evento. Por favor, venham rápido. Sua Excelência, o potentado, ficará muito

agradecido.

Buck levantou-se e conseguiu avistar o local perto da primeira fila no gramado, onde os



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