Série de ficço mais lida no mundo, Deixados Para Trás vendeu mais de 70 milhões de livros e foi traduzida



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Eles se parecem com cavalos, mas não têm focinho nem boca de cavalo.

Tenho uma lupa possante em meu escritório, mas não quero sair daqui.

Buck correu até o escritório perto do quarto de Chaim e pegou a lupa. Quando ele voltou,

ouviu um grito medonho, como o urro de um animal, e sons de pancadas no chão. O grito

era de Chaim.

Um dos gafanhotos havia conseguido entrar e agarrar-se ao pulso de Chaim no espaço entre

a luva e a manga. O ancião se contorcia no chão, gemendo e gritando, ao tempo em que

batia a mão com força no piso, tentando livrar-se do bicho.

-Tire essa coisa de mim! - ele berrava. - Por favor, Cameron, por favor! Estou morrendo!

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Buck agarrou o bicho, que parecia estar grudado no braço de Chaim. Seu corpo parecia ser



feito de amálgama de metal, com saliências pontudas, e era viscoso como o de um inseto.

Buck enfiou os dedos entre o abdome do bicho e o pulso de Chaim e puxou-o com força. O

gafanhoto se soltou e enroscou-se na mão de Buck, tentando fincar o ferrão nele e mordê-

lo.


Mesmo sabendo que não seria atacado pelo bicho, Buck atirou-o instintivamente contra a

parede com tanta força que ele afundou uma parte do reboque e caiu rolando no chão

fazendo um ruído metálico.

Ele está morto? - gritou Chaim. - Diga-me que ele está morto!

Não sei se somos capazes de matá-los - disse Buck -, mas eu consegui deixar dois deles

atordoados, e este aqui está imóvel.

Esmague-o - insistiu Chaim. - Bata com força nele! Use o taco!

Chaim rolou de lado contorcendo-se em convulsões. Buck gostaria de poder ajudá-lo, mas

Tsion dissera que a Bíblia não mencionava nada que pudesse aliviar o sofrimento das

vítimas dos gafanhotos.

A lupa estava no chão a mais ou menos um metro do gafanhoto imóvel. Sem tirar os

olhos do bicho, Buck segurou a lupa acima dele, aproveitando a luz que incidia

diretamente no local, vinda de uma luminária. Ele quase vomitou ao ver aquela figura

grotesca ampliada.

O gafanhoto estava deitado de lado, tentando se levantar. As quatro pernas semelhantes

às patas de cavalos sustentavam um corpo também com a aparência de cavalo. O

abdômen era dividido em duas partes. A primeira localizava-se na área do torso e consistia

de sete segmentos cobertos por uma couraça metálica que fazia ruídos durante o vôo. A

parte posterior do abdome consistia de cinco segmentos e terminava em uma cauda com

ferrão semelhante ao dos escorpiões, quase transparente. Buck conseguiu ver o líquido

venenoso se movimentando dentro da cauda.

O gafanhoto tinha os olhos abertos e parecia olhar fixamente para Buck. Mesmo que isso

fosse estranho, fazia sentido. Se aquelas criaturas fossem demônios, conforme Tsion

dissera, elas deviam estar em terrível conflito. Queriam matar os crentes, mas foram

autorizadas por Deus para atormentar somente os incrédulos. Aquilo que Satanás

pretendia usar para o mal, Deus estava usando para o bem.

Buck prendeu a respiraço quando moveu a lupa na direço da cabeça do gafanhoto. Ele

nunca vira uma cabeça como aquela. O rosto assemelhava-se ao de um homem. O bicho

olhou para Buck com expressão zangada e fez uma careta exibindo uma arcada dentária

desproporcional ao seu tamanho. Eram dentes iguais aos de um leão, com longos caninos,

cujos pares superiores saíam para fora da boca. Havia ainda uma característica muito

estranha. O gafanhoto tinha cabelos longos e esvoaçantes de mulher, que apareciam por

baixo de uma espécie de capacete misturado com coroa, de cor dourada.

Apesar de não ter mais de um palmo de comprimento, aquela combinação grosseira de

inseto, artrópode e mamífero parecia ser invencível. Buck chegou a imaginar que poderia

destruí-lo com um soco forte, mas sabia que não conseguiria matá-lo nem sequer

machucá-lo. Sem poder atirar o bicho para fora da casa sem permitir a entrada de vários

outros, Buck olhou ao redor da sala e avistou um vaso pesado dentro do qual havia uma

planta grande. Chaim balbuciava palavras sem nexo, arrastando-se pelo chão.

- Cama - ele dizia. - Água.

Buck arrancou a planta do vaso com raízes e terra e colocou-a no chão. Virou o vaso de

boca para baixo e colocou-o em cima do gafanhoto, que começara a Movimentar-se

novamente. Após alguns instantes, ele ouviu o som metálico de uma batida atrás da outra

nas paredes do vaso emborcado.

O bicho tentou sair por um pequeno orifício no fundo do vaso, mas só conseguiu pôr a

cabeça para fora. Buck levou um grande susto, e suas pernas bambearam quando ele ouviu

urn grito, como se alguém estivesse pedindo socorro.

A palavra foi repetida várias vezes, mas Buck não conseguiu entendê-la.

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- Você ouviu isto, Dr. Rosenzweig? - perguntou Buck. Deitado no chão perto da porta,



Chaim ofegava.

- Sim - ele respondeu com voz fraca, gemendo -, mas não quero ouvir! Queime esse

bicho, afogue-o, faça alguma coisa! Mas antes me ajude a ir até a cama e me dê um

pouco de água!

A criatura emitia um som de lamento que soava aos ouvidos de Buck como "Abandono!

Abandono!"

- Estas coisas falam! - disse Buck a Chaim. - Penso que é inglês!

Rosenzweig tremia como se a temperatura estivesse baixa demais.

Hebraico - ele disse. - A criatura está invocando Abadom.

Claro! - disse Buck. - Tsion nos falou sobre isto! O rei destas criaturas é o demônio do

abismo, aquele que governa os anjos das profundezas do inferno. Em grego, ele se chama

Apoliom.

Que me interessa saber o nome do monstro que está me matando? - disse Rosenzweig.

Ele esticou o braço para alcançar a maçaneta da porta, porém não conseguiu abri-la por

causa das luvas. Ele as retirou, mas não teve mais força para levantar o braço.

Buck o ergueu do chão. Enquanto ambos afastavam-se lentamente da sala, ele olhou para

trás. O gafanhoto continuava tentando sair pelo orifício do vaso e lançou-lhe um olhar com

tanto ódio e desprezo que Buck quase ficou paralisado.

-Abadom! - Os gritos do bicho ecoavam pelo corredor. Buck deu um chute na porta do

quarto e entrou amparando Chaim. Depois de despi-lo dos trajes de tratador de abelhas,

ele o ajudou a deitar-se na cama por cima das cobertas.

As convulsões recomeçaram, e Buck notou que as mãos, o pescoço e o rosto estavam

inchando.

Q-q-quero u-u-m p-p-pouco de água, p-p-por f-f-favor!

Não vai adiantar - disse Buck.

Mesmo sabendo que não adiantaria, ele foi buscar água para Chaim. Depois de saciar a

própria sede, ele encheu um copo com água e retornou ao quarto de Chaim, deixando-o

na mesinha ao lado da cama. Chaim parecia estar inconsciente. Ele estava virado de lado,

cobrindo as orelhas com um travesseiro para abafar os gritos medonhos que vinham da

sala de visitas.

- Abadom! Abadom! Abadom!

Buck pousou a mão no ombro do ancião e perguntou-lhe:

Você está me ouvindo, Chaim? Rosenzweig afastou o travesseiro da orelha.

Hein? O quê?

Não beba esta água. Ela se transformou em sangue.

Parados do lado de fora da recepço vazia na base da torre de Palwaukee, Rayford e T. M.

Delanty olhavam para Bo e Ernie, que amaldiçoavam um ao outro, contorcendo-se no chão.

- Não há nada que a gente possa fazer por eles? -perguntou T.

Rayford sacudiu a cabeça.

- Lamento muito por eles e por qualquer outra pessoa que tenha de passar por este

sofrimento. Se ao menos eles tivessem prestado atenço! A mensagem está sendo

pregada desde antes do Arrebatamento. A propósito, você conhece a história deles? Ernie

chegou a me convencer de que era crente. Eu vi o selo.

- Fiquei muito surpreso ao ver que ele foi atacado – disse T -, mas acho que tive um

pouco de culpa nisso. Ernie pareceu interessado durante alguns dias, dizendo que Ken

estava insistindo com ele para que prestasse atenço aos ensinamentos de Tsion Ben-

Judá. Ele fez tantas perguntas, principalmente a respeito do selo, que conseguiu falsificá-lo

com base no que aprendeu com Tsion e ouviu de Ken.

Rayford olhou para fora. O céu ainda estava repleto de gafanhotos, e poucos haviam se

afastado da porta.

Nunca pensei que alguém pudesse ser capaz de falsificar o selo - ele disse. - Imaginei

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que, por ser visto apenas pelos outros crentes, ele fosse uma prova segura para

sabermos quem está do nosso lado e quem não está. O que vamos fazer de agora em

diante? Fazer o teste em qualquer pessoa que tenha o selo?

Não - respondeu T. - De jeito nenhum.

Por que não?

Você não fez o teste em mim, fez? Por que acha que o meu é verdadeiro?

Porque você não foi atacado.

Correto. Este será o nosso teste para os próximos dez meses.

De onde você tirou esses dez meses?

- Você não leu a mensagem de hoje do Dr. Ben-Judá? Rayford balançou a cabeça

negativamente.

Ele diz que os gafanhotos têm cinco meses para encontrar suas vítimas e ferroá-las e que

as vítimas sofrerão por cinco meses. Apesar de ser apenas uma conjectura, ele acha que

os gafanhotos mordem a pessoa apenas uma vez e partem para outra.

Você já deu uma olhada nestes bichos? – perguntou Rayford, analisando um que estava

do outro lado da vidraça.

Será que devo? - disse T, aproximando-se. - Eu não gostava nem de ler o que o Dr. Ben-Judá

escrevia sobre eles. Oh, rapaz, veja só! Aquele ali é tão feio que parece um monstro.

_ Ainda bem que eles estão do nosso lado.

_ Que ironia! - disse T. - Ben-Judá diz que eles são demônios.

_ Ah, sim, mas eles estão a serviço de Deus apenas por uns tempos.

Os dois empinaram a cabeça.

Que barulho é este? - perguntou Rayford. - Tsion disse que o barulho das asas deles

soariam como carros e muitos cavalos correndo para a batalha, mas estou ouvindo uma

outra coisa.

Será que estão recitando uma ladainha?

Eles abriram uma fresta na porta, e um gafanhoto tentou passar por ela. Rayford prendeu-

o entre a porta e o batente, e o bicho se contorceu e tentou escapar. Rayford abriu um

pouco mais a porta, e ele voou para fora.

- É isso mesmo! - disse Rayford. - Eles estão recitando uma ladainha.

Os dois homens ficaram em silêncio. A nuvem de gafanhotos, voando em busca de mais

vítimas, gritava em uníssono: "Apoliom, Apoliom, Apoliom!"

- Por que Deus está fazendo isto comigo? - choramingava Chaim. - O que eu fiz para Ele?

Você me conhece, Cameron! Não sou um homem mau.

- Não foi Ele que fez, Dr. Rosenzweig. Foi você que causou todo este mal a si mesmo.

- O que fiz de tão errado? Qual foi o meu pecado?

- Orgulho, por exemplo - disse Buck, pegando uma cadeira Para sentar-se. Ele sabia que

não podia fazer nada por seu amigo, a não ser ficar a seu lado, mas precisava dizer-lhe

algumas verdades.

Orgulho? Por acaso, sou orgulhoso?

Talvez não intencionalmente, doutor, mas você não levou em consideração nada do que

Tsion lhe disse a respeito de como aproximar-se de Deus. Você confiou em seu poder de

seduço, em seu valor, no fato de ser uma boa pessoa. Você teve todas as provas de que

Jesus é o Messias, mas preferiu prender-se à sua escolaridade, à sua confiança apenas

naquilo que vê, ouve e sente. Quantas vezes você ouviu Tsion citar Tito 3.5 e Efésios 2.8-

9? Mesmo assim você...

Chaim gritou em meio ao sofrimento:

- Cite esses textos para mim novamente, Cameron. Por favor.

- "Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos

salvou... Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de

Deus; não de obras, para que ninguém se glorie."

Chaim assentiu com a cabeça, desolado.

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Cameron, estou sofrendo demais!



Sinto muito ter de dizer-lhe, mas seu sofrimento vai aumentar. A Bíblia diz que a pessoa

vai querer morrer mas não conseguirá suicidar-se.

Chaim virava de um lado para o outro, gemendo de angústia.

Será que Deus me aceitaria se eu me aproximasse dele só para aliviar meu sofrimento?

Deus conhece tudo, doutor. Até seu coraço. Se você soubesse que seu sofrimento seria

cada vez maior durante cinco meses, mesmo depois de ter tomado uma decisão,

continuaria querendo aproximar-se dele?

Eu não sei! - ele disse. - Que Deus me perdoe, mas não sei!

Buck ligou o rádio e encontrou uma emissora pirata que, naquele momento, levava ao ar a

pregação de Eli e Moisés diretamente do Muro das Lamentaçes. Eli estava proferindo uma

dura mensagem.

"Estais irados com Deus por causa da terrível praga que se abateu sobre vós! Apesar de

serdes os últimos a sofrer, não sois a primeira geraço que forçou a mão amorosa de

Deus a agir com disciplina.”

"Dai ouvidos a estas palavras do Senhor Deus de Israel: Retive de vós a chuva, três

meses ainda antes da ceifa; e fiz chover sobre uma cidade, e sobre a outra não; um

campo teve chuva, mas o outro, que ficou sem chuva, se secou.”

"Andaram duas ou três cidades, indo a outra cidade, para beberem água, mas não se

saciaram: contudo não vos convertestes a mim...”

"Feri-vos com o crestamento e a ferrugem; a multidão das vossas hortas... devorou-a o

gafanhoto: contudo não vos convertestes a mim... Enviei a peste contra vós outros à

maneira do Egito; os vossos jovens matei-os à espada... contudo não vos convertestes a

mim... Subverti alguns dentre vós, como Deus subverteu a Sodoma e Gomorra, e vós

fostes como um tiço arrebatado da fogueira: contudo não vos convertestes a mim...

"Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te

encontrares com o teu Deus. Porque é ele quem forma os montes, e cria o vento, e declara

ao homem qual é o seu pensamento; e faz da manhã trevas, e pisa os altos da terra: o

Senhor, Deus dos Exércitos, é o seu nome...

Pois assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-me, e vivei... Vós que converteis o juízo

em afronta, e deitais por terra a justiça, procurai o que faz o Sete-estrela, e o Órion, e

torna densa treva em manhã, e muda o dia em noite; o que chama as águas do mar, e

as derrama sobre a terra: o Senhor é o seu no me...

"Portanto, o que for prudente guardará então silêncio, porque é tempo mau. Buscai o

bem e não o mal, para que vivais: e assim o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará

convosco, como dizeis. Aborrecei o mal e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo:

talvez o Senhor, o Deus dos Exércitos, se compadeça do restante de José...

"E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei

deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim

o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras.”

"Antes corra o juízo como as águas, e a justiça como ribeiro perene."

Que maravilha! - disse Buck.

Por favor, Cameron! - exclamou Chaim. - Desligue esse rádio! Eu não agüento mais.

Buck permaneceu mais duas horas ao lado de Chaim, sem poder aliviar seu sofrimento. O

ancião se debatia, transpirava e ofegava. Quando, finalmente, seu sofrimento foi aliviado

por alguns instantes, ele disse:

- Você tem certeza de que esta angústia vai piorar cada vez mais até o ponto de eu querer

dar um fim à minha vida?

Buck assentiu com a cabeça.

Como você sabe? - perguntou Chaim.

Eu creio na Bíblia.

- E a Bíblia diz isto? Nestas mesmas palavras? Buck havia memorizado o texto.

- "Naqueles dias os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente

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desejo de morrer, mas a morte fugirá deles."



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DEZOITO


DURANTE os cinco meses seguintes, os gafanhotos demoníacos atacaram todas as pessoas

que não tinham o selo de Deus na testa. E, nos cinco meses subseqüentes, aqueles que

foram últimos a receber as ferroadas e mordidas continuavam a sofrer.

A situação mais dramática de um sofrimento interminável foi vivida por Hattie na casa

secreta do Comando Tribulaço em Monte Prospect, Illinois. Seu tormento era tão grande

que todos - Rayford, Tsion, Chloe e Floyd - imploravam para que ela entregasse sua vida a

Cristo. Apesar de seus gritos angustiantes a qualquer hora do dia ou da noite, ela teimava

em dizer que estava recebendo o castigo que merecia.

A situaço tornou-se tão estressante para o Comando Tribulação que Rayford tomou a

decisão de transferi-la para o Porão onde Ken morou por alguns tempos. À medida que as

semanas passavam, ela ia definhando a olhos vistos. Todas as vezes que descia até o

porão para vê-la, Rayford sentia que estava visitando um esqueleto vivo. O quadro era

assustador.

O Dr. Charles tentou cuidar dos sintomas dela, mas constatou rapidamente que seria

inútil. O restante do grupo se revezava levando-lhe um pouco de alimento, que

raramente era tocado. Hattie comia muito menos do que seria necessário para manter-se

viva, mas, de acordo com a Bíblia, ela não morreria por causa desse sofrimento.

Rayford decidiu visitá-la acompanhado de outro membro do grupo, e, mesmo assim, ele

não conseguia dormir bem naquela noite. A aparência de Hattie era cadavérica. Seus

olhos estavam afundados no rosto, e seus lábios finos mal cobriam os dentes, que

pareciam grandes demais para sua boca.

Às vezes, ela não tinha forças para falar. Apenas se comunicava por meio de grunhidos e

gestos até chegar o dia em que se recusou a virar-se para ver quem estava descendo a

escada.


Finalmente Hattie foi forçada a falar quando Chloe conseguiu localizar sua irmã Nancy,

que trabalhava em uma clínica de aborto no oeste do país. Todos os outros membros da

família de Hattie haviam morrido antes da praga dos gafanhotos. Ela conversou com a

irmã pela primeira vez depois de muitos meses. Nancy descobrira uma forma de não ser

atacada pelos gafanhotos durante um ou dois meses, mas agora também se tornara uma

das vítimas.

- Nancy, você precisa acreditar em Jesus - disse Hattie, com voz enrolada, como se sua

boca estivesse cheia de feridas. - É a única soluço. Ele a ama. Faça isto.

Floyd ouvira à distância o final da conversa de Hattie e pediu a Rayford e Tsion que o

ajudassem a convencê-la. Ela, porém, reagiu com agressividade.

Você deixou claro que conhece a verdade - disse Tsion. - E a verdade a libertará.

Você não vê que não quero me libertar? Só quero viver o tempo suficiente para matar

Nicolae, e vou conseguir. Depois, não vou me importar com o que venha a acontecer

comigo.


Mas nós nos importamos - disse Rayford.

O problema é de vocês - ela retrucou, virando-se para o outro lado.

Chloe, que estava chegando ao fim da gravidez, não podia mais descer e subir a escada.

Ela contou a Rayford que passara a orar o tempo todo para que Buck conseguisse voltar

para casa antes que o bebê nascesse.

Tsion estava atarefadíssimo passando adiante relatos milagrosos das 144.000

testemunhas que se dispuseram a trabalhar como missionários em outros países, além

dos seus. Ele recebia um grande número de histórias de grupos tribais localizados em

regiões longínquas que entendiam as mensagens na própria língua e se tornaram santos

da tribulaço.

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Tsion escrevia diariamente a quase um bilhão de visitantes do website que aquele seria o



último período do final dos tempos no qual os crentes teriam um pouco de liberdade.

"É chegada a hora, meus amados irmãos e irmãs", ele escreveu certo dia. "Sabemos que

todas as pessoas vulneráveis aos ataques dos gafanhotos permanecerão dentro de casa;

só sairão se estiverem usando equipamentos de proteço. Esta é a nossa oportunidade de

desenvolvermos mecanismos que nos permitam sobreviver quando o sistema mundial

exigir que todos estampem a marca criada por eles. Ninguém terá permissão para

comprar e vender sem a tal marca. Trata-se de uma marca que, uma vez estampada,

Jamais poderá ser eliminada - da mesma forma que o selo na testa nos deu a garantia da

salvação eterna.”

Peço a todos que, ao presenciarem o intenso sofrimento das ótimas dos gafanhotos, não

considerem esse julgamento como um capricho ou maldade de Deus. O julgamento faz

parte do propósito maior que Ele tem de atrair as pessoas para si a fim de demonstrar seu

amor. A Bíblia nos ensina que Deus é perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-

se, e grande em bondade. Como deve ser doloroso para Deus ter de lançar mão desses

recursos para alcançar quem Ele ama!

"Estamos também tristes ao ver que, mesmo aqueles que aceitaram Cristo após a

chegada deste último julgamento, ainda vão sofrer por cinco meses, conforme está

escrito na Bíblia. Contudo, creio que fomos chamados a considerar este sofrimento como

um fato de que o pecado e a rebelião têm suas conseqüncias. Permanecerão cicatrizes.

Se a vítima aceitar Cristo, Deus a perdoará, e ela será salva. Mas os efeitos do pecado

permanecerão.”

"Oh, meus queridos, meu coraço se comove ao saber que agora existem mais seguidores

de Cristo do que na ocasião do Arrebatamento. Até mesmo países onde o cristianismo não

teve grande impacto no passado estão vendo crescer o número de pessoas buscando a

salvação.”

"Evidentemente, nós também estamos vendo que o mal continua em ascensão. A Bíblia

nos diz que, aqueles que permanecerem rebeldes após esta terrível praga, amarão mais a

si mesmos e a seus pecados do que a Deus. Por mais que o sistema mundial tente

minimizar, a nossa sociedade tem presenciado um crescimento catastrófico de consumo

de drogas, imoralidade sexual, assassinatos, roubos, adoração satânica e idolatria.”

"Não desanimem mesmo diante do caos e das pragas, meus amados. A Bíblia nos diz que

o rei dos demônios, o anjo do abismo, está fazendo jus a seu nome - Abadom em

hebraico e Apoliom em grego, que significa Destruidor - por liderar os gafanhotos que

entraram em aço. Nós, porém, que fomos selados pelo Senhor Deus, não temos nada a

temer, porque está escrito: 'Aquele que está em vós é maior do que aquele que está no

mundo... Nós somos de Deus. Aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da

parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do

erro.”


"Testem sempre as minhas palavras, confrontando-as com a Bíblia. Leiam-na diariamente.

Peço aos novos crentes - e a todos os que lêem minhas mensagens, porque nenhum de

nós é crente antigo, não é mesmo? - que façam da leitura e do estudo da Bíblia uma

rotina diária. Quando vemos estas criaturas horripilantes que invadiram a terra, torna-se



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