Série de ficço mais lida no mundo, Deixados Para Trás vendeu mais de 70 milhões de livros e foi traduzida



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Buck olhou para Ken, que fez um sina! afirmativo com a cabeça para garantir-lhe que

cuidaria da frágil Chloe.

O bilhete estava escrito em hebraico.

- É de Chaim - disse Tsion. - Ele diz o seguinte: "Perdoe meu bom amigo Nicolae por esta

vergonhosa insensibilidade. Tenho acomodações para você e seus companheiros e insisto

que fiquem comigo. Peça para chamarem o Jacov pelo alto- falante, e ele cuidará de

vocês."

Jacov era o motorista e criado de Chaim Rosenzweig. Ele carregou as malas até uma

perua Mercedes e, logo a seguir, o Comando Tribulaço já estava instalado nos quartos de

hóspedes da propriedade de Chaim, protegida por muros altos e portão, cuja distância até

a Cidade Velha poderia ser percorrida a pé. Buck tentou convencer Chloe a permanecer ali

e descansar. Ele, Ken e Tsion iriam sem ela para o estádio.

- Não vim até aqui para ficar à margem dos acontecimentos - disse ela. - Sei que você

está preocupado comigo, mas deixe que eu decida se tenho condiçes ou não.

Ao chegar ao estádio Teddy Kollek, Buck ficou estarrecido, tanto quanto os outros, ao ver o

que havia sido preparado para o evento. Tsion estava certo. Deus usara os apelos virtuais

do rabino para conclamar as testemunhas israelenses a cuidarem da logística desta

conferência inusitada.

Apesar do caos em que o mundo se encontrava, grupos designados especialmente para

esta finalidade haviam providenciado transporte, alojamento, comida, aparelhos de som,

intérpretes e a programaço do evento. Buck observou que Tsion quase não se continha

de emoção diante da eficiência e simplicidade da programação.

- Dr. Ben-Judá - disse alguém -, tudo o que o senhor tem a fazer é estar preparado para

receber a inspiraço de Deus e nos informar quando chegar o momento certo de usar o

microfone.

Tsion sorriu tristemente e afirmou:

- Estar preparado e orar para que todos nós possamos permanecer debaixo da proteção

de nosso Pai celestial.

- Eles estão desconfiados de você - disse Mac entre uma mordida e outra em um

sanduíche com molho. Rayford balançou a cabeça.

- Não faço segredo do que penso, e Carpathia sabe disso há meses. Do que você está

falando?

- Você está sob minha responsabilidade.

- Continue.

- Não tenho acesso direto ao chefão, mas fui chamado ontem à noite para ter uma

conversa com Leon. A boa notícia é que eles não desconfiam de mim.

- Esta é uma boa notícia. Mas eles têm conhecimento do botão secreto no avião?

- Leon não disse nada, mas deixou bem claro que você é um elemento perigoso. Se aquele

botão ainda estiver funcionando...

- Está.


- ...vou usá-lo e manter você informado.

- E eu? Onde estarei?

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- Em qualquer lugar menos aqui, Ray. Tenho certeza de que o motorista prestou atenço



em tudo. Deve haver microfones escondidos no carro, na cabina de comando e, sem

dúvida, em nossos quartos.

- Eles esperam que eu os leve até o restante do grupo, mas o grupo vai estar à vista de

todos em Jerusalém.

- Eles querem mantê-lo afastado do grupo, Ray. Por que você acha que fomos instruídos

para ficar em Tel-Aviv?

- E se eu sair daqui?

- Vou ter de avisá-los imediatamente. Será o seu fim, Ray.

- Mas eu preciso ver minha família e os outros do Comando Tribulação.

- Não aqui. Carpathia assumiu o compromisso de proteger Tsion e os outros. Não você.

- Eles acham realmente que não irei a Jerusalém?

- Eles esperam que você não vá. Você não deve ir. Rayford endireitou o corpo e fez uma

expressão de

desagrado. Não queria perder o emprego, porque estava muito próximo do campo do

inimigo e podia saber o que se passava ali. Ele gostaria de saber que final teria essa fase

inusitada de sua vida.

- Você vai assumir o meu lugar? - perguntou Rayford.

- Foi o que me disseram - respondeu Mac. - Há mais uma notícia boa. Eles gostam de

David e confiam nele.

- Hassid? Que bom!

- Ele ficou encarregado das compras. Além do trabalho que faz no computador, é ele quem

cuida de todas as compras importantes, inclusive materiais eletrônicos utilizados na

aviaço.

Rayford semicerrou os olhos. Mac tirou uma folha de papel amarelo do bolso da jaqueta e

entregou-o a Rayford por cima da mesa.

- Não me diga que ele comprou um avião para mim -disse Rayford.

Mac deu um longo suspiro.

- Eu devia ter pensado nisso. Você conhece aqueles pequenos organizers eletrônicos

portáteis? David fez um pedido de meia dúzia, especialmente montados. Ele ainda não

sabe que não vai mais ver você por lá.

- Eu não posso furtá-los, nem mesmo de Carpathia.

- Você não vai precisar furtá-los, Ray. Nesta folha estão apenas as especificaçes e onde

encontrá-los. Eles não são baratos, mas espere para ver o que estas maravilhas podem

fazer. Vocês não vão mais precisar de laptops. Bem, talvez o rabino ainda necessite de um

teclado, mas essas coisas são movidas a luz solar, conectadas a satélites e contêm chips

de posicionamento geográfico. Corn elas, você poderá ter acesso à Internet, enviar e

receber mensagens e usá-las como telefone ou como quiser. Rayford meneou

negativamente a cabeça.

- Talvez ele tenha pensado em blocos rastreadores.

- Claro.

Rayford guardou a folha de papel no bolso.

- O que devo fazer, Mac?

- Você vai ter de sumir desta parte do mundo, não há outra saída.

- Mas eu preciso saber essa história sobre Amanda. Buck só vai me contar pessoalmente,

e ele está em Jerusalém.

Mac abaixou os olhos.

- Você já sabe o que ele vai lhe dizer, Ray. Eu seria a última pessoa no mundo a íalar a

um homem o que se passou

com a esposa dele, mas nós dois sabemos que as evidências apontam para aquilo que

você não quer ouvir.

- Ainda não consegui aceitar, mas preciso saber a verdade.

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- Buck descobriu alguma coisa?



- Parece que sim.

- E como ele pode ter certeza?

- Eu já contei a você sobre Hattie. - Sim.

- Ela sabe.

- Então pergunte a ela, Ray. Vá para casa.

- Você acha que ninguém perceberia se eu tentasse fugir daqui amanhã cedo?

- A CG não tem condiçes de tomar conta de tudo. Use o piloto que está trabalhando para

seu pessoal - Ritz, é esse o nome dele? O que ele vai fazer nos próximos dias?

Rayford olhou admirado para Mac.

- Você não é tão bobo quanto parece, meu velho amigo. Mac tirou seu celular do bolso.

- Você sabe o número dele?

- O seu telefone não está grampeado? Se alguém me pegar conversando com Ken Ritz no

seu ou no meu telefone...

- Você é mais bobo do que parece se pensa que eu correria esse risco. Conheço o

encarregado das compras, lembra-se? - Mac mostrou o telefone a Rayford, um modelo

comum que tinha sido inspecionado por David Hassid.

Rayford discou para o número de Chloe.

- Papai! - ela exclamou exultante. - Você está aqui?

Buck considerou um privilégio orar com a delegaço israelense antes de retornar com Ken

e Tsion ao local onde Chloe o aguardava. Ele passou o braço ao redor dos ombros de Tsion.

- Você está tão cansado quanto eu?

- Exausto. Só espero que o Senhor me permita dormir esta noite. Estou pronto para

transmitir sua mensagem a estes prezados membros da família, mas, antes disso, falta

conversar com Eli e Moisés. Você irá comigo, não?

- Não quero perder esse encontro.

- Nem eu - disse Ken.

Porém, as notícias dadas por Chloe mudaram os planos de Ken.

- Papai ligou - ela disse em voz baixa. - Ele precisa voltar para casa amanhã.

Depois que Chloe contou qual era a situaço de Rayford, Ken resolveu que tiraria o

Gulfstream do aeroporto de Jerusalém naquela noite e o levaria ao Ben Gurion. Buck

perdeu as esperanças de conversar com Rayford pessoalmente.

- Pelo menos ele vai ouvir a verdade sobre Amanda diretamente da pessoa envolvida -

ele disse.

Uma hora mais tarde, Jacov levou o grupo de carro, deixando Ken no aeroporto.

- Esperamos vê-lo de volta aqui sexta-feira - disse Tsion, abraçando-o.

Chloe dormiu com a cabeça encostada no ombro de Buck durante o trajeto noturno até o

Monte do Templo. Quando eles desceram do carro, tiveram uma visão espetacular do

templo novo resplandecendo no horizonte.

- Não quero nem olhar para a nova construço do templo - disse Tsion. - É uma

abominaço.

- Não vejo a hora de me encontrar com as testemunhas - disse Chloe.

- Talvez você não vá se encontrar com os dois – advertiu Tsion. - Eles são seres celestiais

e fazem o que querem. Pode ser que se comuniquem conosco; pode ser que não. Vamos

nos aproximar deles com muito cuidado.

Buck sentiu uma euforia tomar conta de todo o seu corpo.

- Você já conhece as histórias, querida. Chloe movimentou a cabeça afirmativamente.

- Não posso dizer que não estou assustada.

Os três aproximaram-se lentamente do costumeiro agrupamento de pessoas que se

postava a uns dez metros de distância da cerca de ferro, atrás da qual as testemunhas

permaneciam, às vezes em pé, outras, sentadas ou falando ao povo. Ninguém os vira

dormindo e ninguém ousava aproximar-se. Os que ameaçaram a vida dos dois tiveram

mortes horríveis.

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A euforia de Buck sobrepujava seu cansaço. Ele estava preocupado com Chloe, mas não podia



negar-lhe esse privilégio.

Por trás do grupo composto de cerca de 40 pessoas, Buck conseguiu enxergar um pouco

além da cerca, onde Eli estava sentado à moda indiana, com as costas apoiadas na

parede de pedra de um cômodo. Seus cabelos compridos e a longa

barba balançavam suavemente ao sabor da brisa, mas ele permanecia imóvel, sem

piscar. A tonalidade de sua pele rija misturava-se com seus trajes de aniagem.

Moisés estava em pé a um pouco mais de meio metro da cerca, em silêncio, imóvel, olhos

fixos no grupo de pessoas à sua frente. De vez em quando, alguém gritava:

- Falem! Digam alguma coisa!

As pessoas recuavam diante daqueles gritos, temendo as conhecidas reações violentas

das testemunhas. Moisés mantinha os pés afastados um do outro e os braços caídos ao

longo do corpo. Horas antes, naquele mesmo dia, Buck havia acompanhado, em seu

computador, um longo monólogo de Moisés. Às vezes, as duas testemunhas intercalavam

suas pregações, mas aquele dia parecia ter sido reservado a Moisés.

- Observe-os atentamente - cochichou Buck ao ouvido de Chloe. - Em determinadas

ocasiões, eles se comunicam sem abrir a boca. É incrível como todos compreendem no

próprio idioma o que eles dizem.

Um vozerio vindo de trás do grupo forçou o povo a abrir caminho. Alguém gritou:

- É Carpathia! O potentado! Tsion levantou a mão.

- Vamos ficar exatamente aqui - ele sussurrou.

Buck fixou o olhar em Leon Fortunato, que supervisionava com calma os guardas da CG

encarregados de manter os curiosos afastados de Carpathia. Com ar circunspecto e

cabeça erguida, o potentado caminhou por entre o povo e parou a três metros da cerca.

- Salve, potentado! - alguém gritou.

Carpathia virou-se e levou o dedo aos lábios pedindo silêncio. Fortunato acenou para um

guarda, que se postou na frente do grupo, fazendo-o recuar um pouco mais.

- Fiquem aqui - disse Buck, afastando-se.

- Querido, espere! - chamou Chloe, mas Buck contornou a multidão e escondeu-se nas

sombras.

Ele sabia que os guardas o tomariam por alguém que simplesmente estava abandonando

o local. Mas, quando se encontrava a uma distância razoável, ele olhou para trás por

entre os arbustos, de onde podia avistar Carpathia encarando Moisés.

Carpathia esboçou um ar de susto quando, de repente, Moisés começou a falar bem alto.

- Ai do inimigo do Deus Altíssimo!

Nicolae recompôs-se rapidamente, sorriu e falou mansamente:

- É improvável que eu seja inimigo de Deus - ele disse. - Muitos dizem que eu sou o

Deus Altíssimo.

Moisés movimentou-se pela primeira vez, cruzando os braços diante do peito. Carpathia,

com o queixo apoiado na mão, levantou a cabeça e observou Moisés atentamente. Moisés

falou em voz baixa, em um tom que só Buck e Carpathia puderam ouvir.

- A tua cabeça será traspassada à espada - disse Moisés com voz ameaçadora. - E,

certamente, morrerás.

Buck sentiu um calafrio, mas Carpathia continuava impassível.

- Vou dizer uma coisa a você e a seu companheiro – ele disse com os dentes cerrados. -

Vocês vêm perseguindo Israel há muito tempo com falta de chuva e transformaram a

água em sangue. Ou vocês param com essas mistificações ou vão se arrepender.

Eli levantou-se e trocou de lugar com Moisés, acenando para que Carpathia se aproximasse.

O potentado titubeou e olhou para seus guardas, que ameaçaram erguer suas armas. Eli

falou em tom de voz tao alto que os curiosos se dispersaram e correram. Mesmo Tsion e

Chloe recuaram um pouco.

- Até o devido tempo, não terás autoridade sobre os ungidos do Deus Todo-Poderoso!

Os guardas abaixaram as armas, e Fortunato pareceu esconder-se atrás deles. Carpathia

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continuava com um sorriso de zombaria nos lábios, mas Buck tinha certeza de que ele



estava espumando de raiva.

- Veremos - ele disse -, quem será o vencedor final. Eli parecia olhar através de

Carpathia.

- O vencedor final já estava determinado antes do início dos tempos - ele disse. - O

veneno que infligiste sobre a terra fará apodrecer tuas entranhas por toda a eternidade.

Carpathia afastou-se, ainda sorrindo com ar de zombaria.

- Quero adverti-los a permanecer afastados desses que se dizem santos. Garanti a

proteção deles, e não a de vocês.

Eli e Moisés falaram em uníssono.

- Aquele ou aquela que tem ouvidos para ouvir, ouça. Não estamos limitados nem a

tempo nem a espaço, e os que se beneficiarem de nossa presença e testemunho ouvirão

o som de nossa proclamação.

Buck emocionou-se diante dessa mensagem e olhou para o local onde estavam Tsion e

Chloe. O rabino levantou a mão fechada, em sinal de que havia entendido a mensagem, e

caminhou ao lado de Chloe de volta para o carro. Buck escondeu-se no meio dos arbustos

e saiu pelo outro lado, chegando ao estacionamento instantes depois.

- Você ouviu? - perguntou Tsion.

Buck assentiu com um movimento de cabeça.

- Inacreditável!

- Eu não entendi - disse Chloe. - O que eles disseram?

- Você ouviu o som da língua hebraica? - perguntou Tsion.

- Eles falaram em hebraico.

- Eu ouvi em inglês - ela disse.

- Eu também - interveio Buck. - Eles disseram: "Aquele ou aquela que tem ouvidos para

ouvir..."

- Eu ouvi - interrompeu Chloe. - Só que não entendi.

- Foi a primeira vez que os ouvi acrescentarem "ou aquela"

- disse Tsion. - Eles se referiram a você, Chloe. Sabiam que estávamos aqui. Não nos

aproximamos deles, não nos identificamos, não tivemos de ficar frente a frente com

Carpathia antes de estar preparados. Nem mesmo perguntamos a Eli e Moisés se eles

compareceriam ao estádio. Eles disseram que "os que se beneficiarem de nossa presença

e testemunho ouvirão o som de nossa proclamação".

- Eles irão embora? - perguntou Chloe.

- Foi o que deduzi.

- Quando?

- No momento certo.

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DOIS


RAYFORD descobriu que tinha muita coisa em comum com Ken Ritz e gostou muito dele.

Apesar de estar preocupado com seu futuro - e seus ganhos - e temeroso do que poderia

ouvir sobre sua falecida esposa, apreciou a companhia de Ken. O piloto tinha dez anos

rnais do que ele, era um militar reformado, de fala rude, franco e, conforme Tsion Ben-

Judá dizia, vibrava diante de seu "primeiro amor" por Cristo.

Durante o vôo de volta para casa, Rayford e Ken passaram horas contando suas

experiências de vida. Rayford orou silenciosamente a Deus, agradecido por ter

encontrado um novo amigo. Seu relacionamento com Tsion era o de aluno para mestre.

Para Buck, ele era sogro. Como ele sentia falta de Bruce Barnes, seu primeiro amigo e

mentor espiritual depois do Arrebatamento! Ken parecia uma dádiva de Deus.

Ritz assegurou que Rayford poderia aprender a pilotar o Gulfstream em questão de

minutos.

- Vocês, acostumados a pilotar aquelas aeronaves enormes, são capazes de manipular um

aviãozinho destes como um corredor de bicicleta pedalando um triciclo.

- Eu gostaria que fosse tão fácil assim - disse Rayford -, mas vou lhe pedir que me dê

algumas liçes.

- Positivo. Mas como é mesmo o nome de seu substituto que está trabalhando para

Carpathia?

- Mac. Mac McCullum.

- Ah, sim. Com ele, somos três pilotos a fazer parte do Comando Tribulação. Agora

precisamos convencer aquele médico a abandonar o hospital da CG antes que desconfiem

dele. Assim, teremos um médico no Comando Tribulaço.Três pilotos, um médico e um

rabino - não parece o início de uma piada? Apenas sua filha não tem uma especialidade,

mas ela é o que eu chamo de voz da razão. Ninguém é mais racional que Tsion, é claro,

mas Chloe é a voz da razão para gente como eu que não entende tudo o que aquele

intelectual diz.

Rayford contou a Ritz a história de David Hassid.

- Não tenho idéia de quanto tempo levará para que desconfiem de David, mas ele é mais

um par de olhos e ouvidos dentro do território inimigo. Algum dia, ele e Mac terão de fugir.

Imagine só como ficará o nosso grupo.

- Que maravilha! - exclamou Ritz, batendo palmas. – Eu não gosto de estar na defensiva,

homem! Vamos enfrentar aquele patife!

Rayford nunca ouvira alguém se referir a Nicolae como patife, mas gostou da atitude de

Ritz. Cansado de ter vivido tanto tempo em torno de Carpathia, ele também desejava

muito partir para a ofensiva.

Ritz ficou um pouco sem jeito quando Rayford falou de Amanda.

- Lamento muito - ele disse, quando Rayford lhe contou tudo sobre a queda do avião no

rio Tigre que causou a morte dela.

- Você também conhece o resto da história? – perguntou Rayford, sem mencionar as

acusaçes que pesavam sobre ela.

- Sim. Não cheguei a nenhuma conclusão, mas posso imaginar como você se sente.

- Buck não lhe contou o que descobriu depois de conversar com Hattie?

- Eu nem sabia que ela estava em condiçes de falar. Para dizer a verdade, vou ficar

surpreso se ela ainda estiver viva quando chegarmos lá.

- Eu não gostaria que isso tivesse acontecido.

Buck esperava conseguir dormir mais facilmente no novo fuso horário por ter ficado

acordado até tarde. Seu relógio biológico, porém, continuava funcionando no horário de

Chicago. Ele deitou-se e ficou acordado, olhando para o teto. Chloe dormia profundamente

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a seu lado, e ele se sentia agradecido por essa bênção.



Quando o dia já estava amanhecendo em Israel, ele ouviu Chloe remexer-se na cama,

mas estava tão exausto que não conseguiu se movimentar nem abrir os olhos. Sentiu o

leve toque dos lábios de Chloe em sua face, mas não foi capaz de emitir nem um som

sequer.


- Descanse, garotão - ela sussurrou. - Temos um grande dia pela frente.

Ela levantou-se. Em seguida, Buck sentiu um cheiro agradável de café, mas caiu no sono

novamente e só ,

despertou no início da tarde.

Rayford ficou impressionado diante da facilidade com que Ken Ritz manipulou o rádio e

pousou nas primeiras horas do dia no aeroporto de Palwaukee na periferia de Chicago.

- Você manobra este avião como se ele lhe pertencesse - disse Rayford.

- Ele seria muito útil ao Comando Tributação, você não acha? O reluzente Range Rover de

Buck estava estacionado atrás de um hangar danificado. Quando se aproximaram do

carro, viram um moço caminhando na direço deles.

- O Rover é fácil de limpar, não? - ele disse, afastando os cabelos ruivos do rosto.

- É, sim - disse Ritz. - Você também andou mexendo debaixo do capo?

- Sorte sua. Ele estava muito acelerado.

- Eu lhe disse isso antes, Ernie.

- Você também me disse que só voltaria daqui a uma semana. Só resolvi mexer no carro

porque estava cansado de não ter o que fazer.

Ritz apresentou Ernie a Rayford, o qual permaneceu na defensiva até Ritz puxar o moço para

perto de si e perguntar-lhe:

- Você notou alguma coisa?

Ernie aproximou-se de Rayford e examinou atentamente sua testa. Em seguida, sorriu e

afastou o cabelo do rosto com as duas mãos.

- Meu irmão - disse Rayford, abraçando-o.

- Aqui há mais gente igual a nós, inclusive o chefe – disse Ritz -, mas não muitos, por isso

devemos tomar cuidado. Ernie é um dos discípulos entusiasmados de Ben-Judá.

- É isso mesmo - disse Ernie. - Não vejo a hora de começar a grande concentração. Vai

ser transmitida pela Internet amanhã, ao meio-dia.

- Vamos assistir - disse Rayford, ansioso por ir embora.

Meia hora depois, ele e Ken entraram no quintal da casa secreta de Monte Prospect dentro

do macio Range Rover.

- Precisamos manter contato com Ernie - disse Rayford. - Este carro precisa estar em

ótimas condições de uso como qualquer outro avião que a gente venha a conseguir – disse

Rayford.

- Você percebeu um movimento na cortina quando passamos peia frente da casa, Ray?

Enquanto não teve certeza de que éramos nós, Floyd devia estar imaginando como

conseguiria levar Hattie para o esconderijo subterrâneo.

- Há muitos curiosos por aqui?

- Quase nenhum. O quarteirão está deserto. As ruas, conforme você viu, estão

praticamente intransitáveis. Até agora, este tem sido um lugar perfeito para nós. Você

gostaria de ver a sepultura da esposa de Donny?

Rayford já sabia como Buck e Tsion haviam encontrado aquela casa. Ele fez um movimento

afirmativo com a cabeça.

O Dr. Fíoyd Charles foi ao encontro deles, com ar de indagaço no rosto.

- Tentamos ligar para você - disse Ritz.

- Estive usando o telefone para falar com um colega no hospital.

- Este aqui é Rayford Steele. Eu ia mostrar a sepultura a ele.

- Da mulher que nós dois não conhecemos, mas suponho que o senhor a conheceu,

capitão.

17

Rayford balançou a cabeça negativamente.



- Não, só ouvi falar dela. Ei, somos irmãos em Cristo, doutor. Pode me chamar de Ray.

- Obrigado. Você pode me chamar como quiser, menos de Floyd.

- Como está Hattie?

- Não muito bem. Ela está dormindo.

- Ela vai conseguir sair dessa?

- Não estou otimista - disse o Dr. Charles balançando a cabeça. - O diagnóstico do

hospital em Atlanta é ridículo. Ela e eu temos um pressentimento de que alguém da CG



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