Série de ficço mais lida no mundo, Deixados Para Trás vendeu mais de 70 milhões de livros e foi traduzida



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recado, ele divulgaria um evento oficial ou cerimonioso para sábado, que serviria de sinal

para Rayford e Ken partirem rumo a Israel. Eles planejavam chegar por volta da meia-

noite de sexta-feira e pegar o pessoal logo em seguida.

Enquanto os quatro assistiam à TV, Rayford teve a atenço despertada ao ouvir Tsion

dizer:


- Planejo fazer um resumo deste evento durante uma pequena reunião de agradecimento

à delegaço local no sábado, ao meio-dia, perto do Monte do Templo.

- Deu certo! - exclamou Rayford, dirigindo-se a Ken. - Preciso que você me dê algumas

aulas hoje à tarde no Gulfstream para que possamos nos revezar no comando.

- Espero que você esteja se lembrando de que precisamos de um helicóptero. Já conseguiu

um?


- Esta parte vai ser fácil. Ei, rapaz, vamos voltar à batalha!

Hattie lançou um olhar demorado a Rayford.

- Você está gostando desta história?

- É engraçado você fazer esta pergunta - ele respondeu -, depois de me contar como se

sente a respeito de Carpathia.

- Se eu for atrás dele, sei que vou morrer. Você age como se fosse sair vencedor.

- Nós já vencemos - disse Ritz. - Só que fingimos não saber. A Bíblia já contou a história,

e, conforme Tsion diz, "Nós vencemos".

Hattie balançou a cabeça, virou-se de lado e deu as costas para eles.

- Vocês são muito tagarelas para lidar com um homem como Nicolae.

Ken olhou para Rayford.

- Você já sabe quando devemos partir, já fez os cálculos dos fusos horários? - ele

perguntou. - Bem, é claro que sim. Você faz essa rota há muito mais tempo que eu.

Buck achava difícil acreditar em tudo o que acontecera nas 24 horas desde a última vez

que Tsion falou à multidão. Ele sentia falta da presença de Chloe a seu lado, porém havia

muito tempo que não desfrutava tanta paz.

- A terra sofre por causa dos efeitos de nossa condição pecaminosa - Tsion começou a

falar. - Todos nós perdemos pessoas queridas no Arrebatamento e nos dez julgamentos

subseqüentes que vieram dos céus. O grande terremoto causado pela ira do Cordeiro

devastou o mundo todo, com exceço deste país. Os três primeiros Julgamentos das

Trombetas queimaram a terça parte das árvores e da vegetaço da terra, destruíram a

terça parte dos seres marinhos, afundaram a terça parte das embarcações do mundo e

envenenaram a terça parte da água da terra - tudo conforme profetizado na Bíblia.

- Conhecemos a seqüência desses eventos, mas não sabemos qual é o tempo de Deus.

Ele pode nos impingir vários julgamentos em um único dia. Só tenho certeza do que virá a

seguir. Conforme os senhores podem ver, os julgamentos estão sendo cada vez mais

severos. O quarto Julgamento das Trombetas mudará a aparência do céu e a temperatura

do mundo inteiro.

- Apocalipse 8.12 diz: "O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol,

da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não

brilhasse, assim o dia como também a noite."

- Não importa se essa terça parte se refira a uma só estrela ou a todas as estrelas, o

efeito será o mesmo. Quer seja dia quer seja noite, o céu ficará um terço mais escuro do

que sempre foi. Além disso, esta passagem bíblica me fez entender que uma terça parte

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a mais do dia será escura. Portanto, o sol brilhará apenas dois terços do tempo que



costuma brilhar. E, quando ele estiver brilhando, sua luminosidade será dois terços mais

fraca.


- A profecia indica que posteriormente outras partes da terra serão queimadas; portanto, é

provável que a escuridão e o resfriamento da temperatura sejam temporários. Porém,

quando essa profecia ocorrer, viveremos o mais terrível inverno de todos os tempos.

Preparem-se, preparem-se, preparem-se! E, quando seus amigos, vizinhos e familiares

estiverem deprimidos por causa da escuridão e do desespero, digam-lhes que as profecias

estão se cumprindo. Digam-lhes que este é o modo que Deus está usando para chamar-lhes

a atenço.

Tsion fez um resumo do que foi ensinado durante o dia em vários locais da cidade e

conclamou seus ouvintes:

- Preguem corajosamente até o Glorioso Aparecimento daqui a menos de cinco anos. Creio

que a época da grande colheita é agora, antes da segunda metade da Tribulação, à qual a

Bíblia dá o nome de Grande Tribulaço.

- Chegará o dia em que o sistema maligno que governa o mundo exigirá que os cidadãos

tenham uma marca, sem a qual não poderão comprar nem vender. Estejam certos de que

a marca da qual estou falando não é a que vocês vêem na testa de seus companheiros de

fé!


Tsion prosseguiu apresentando sugestões práticas para armazenar alimentos.

- Devemos confiar em Deus - ele concluiu. - Deus espera que sejamos sábios como

serpentes e dóceis como pombas. Essa sabedoria significa que devemos ser práticos o

suficiente para nos preparar para o futuro que nos está destinado em sua Palavra.

- Amanhã à noite, terei uma mensagem difícil para transmitir-lhes. Leiam antes Apocalipse

9, para terem uma noço do que vou falar.

Assim que Tsion começou a recolher suas anotações, o celular de Buck vibrou em seu

bolso.


- É Mac. Você tem condiçes de falar comigo agora? Buck dirigiu-se a um local mais

tranqüilo.

- Pode falar.

- Vocês têm um plano de fuga? Você, sua esposa e Ben-Judá?

- Estamos estudando um.

- Vocês vão precisar. Vou lhe dizer uma coisa, rapaz. Estes homens estão malucos.

Carpathia tem passado a metade do dia ruminando planos para acabar com as duas

testemunhas. A outra metade, ele passa maquinando como matar Mathews.

- Mathews o incomoda mais do que Tsion?

- Eu não daria um centavo pelo futuro de Peter Mathews. E Carpathia acha que tem todas

as informaçes sobre Tsion.

Nao sei o que vocês têm em mente para sábado, mas tomem cuidado. As tropas de

Nicolae estão muito entusiasmadas por saberem que poderão pegar Tsion sem sofrer

nenhuma punição. Nicolae já desenhou o cenário, dando a entender ao povo que houve

uma desavença entre os convertidos ou coisa parecida, e ele sairá como herói desta

história.

- Esta ligaço é sigilosa, Mac?

- Claro.

- Quando aquela reunião se realizar, estaremos bem longe daqui.

- Ótimo! Vocês precisam de alguma coisa? Eu falo todos os dias com David Hassid.

- Rayford está tentando conseguir um helicóptero para nos levar de Jerusalém até um dos

aeroportos.

- Vocês não poderiam sair escondidos e conseguir uma carona?

- São poucas as pessoas em quem podemos confiar, Mac.

- Melhor para vocês. Vou pedir a David que consiga um helicóptero que tenha as

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características dos nossos.



- Branco e com o emblema da CG?

- Ninguém vai incomodar vocês num helicóptero destes.

- Até o momento em que ele for abandonado na pista e fugirmos num Galfstream.

- Ritz tem um Gulfl Estou com inveja dele.

- Venha conosco, Mac.

- Você sabe que eu gostaria. Mas alguém tem de ficar aqui, de orelhas em pé.

- Nós não vamos ter condições de ver a reunião de amanha à noite pela TV, certo? -

perguntou Rayford sobrevoando o

aeroporto de Palwaukee enquanto Ken lhe ensinava alguns truques para pilotar o

Gulfstream.

- Claro que vamos. É só ligar seu laptop ao meu sistema de transmissão por satélite. Eu

posso forçar uma conexão com a Internet. A imagem não vai ser muito boa, mas pelo

menos vamos poder ouvir o som.

Rayford completou a quarta aterrissagem consecutiva sem solavancos, e Ritz o considerou

apto para pilotar o Gulfstream. Quando eles se sentaram dentro do hangar reconstruído

para finalizar a rota, o jovem mecânico aproximou-se.

Capitão Steele - disse Ernie. - Recebi uma ligaço enquanto o senhor estava no ar. O

senhor desligou seu telefone?

- Ah, sim - respondeu Rayford tornando a ligá-lo. - Eu não queria desviar a atenço do

que estava fazendo.

- Ouvi dizer que o senhor possui um celular que toca mesmo quando está desligado.

- É verdade, mas a gente também pode desligar esse dispositivo.

- Que legal! Bem, uma tal de Srta. Hattie Durham quer que o senhor ligue para ela.

Rayford ligou para Hattie no caminho de volta à casa secreta.

- Mesmo que Floyd tivesse dito que você está em condiçes de correr uma maratona,

Hattie, eu não permitiria que você viajasse conosco, pelo menos no meu avião.

- Seu avião! - disse Ritz, rindo, enquanto dirigia o Rover.

- Ou melhor, no avião de Ken.

- O avião também não é meu, irmão! - disse Ken.

- Não sei a quem pertence o avião, Hattie, mas Floyd não liberaria você para viajar de jeito

nenhum. Deixe-me falar com ele.

Ele nem sabe que estou ligando para você. Sei o que ele vai dizer. Foi por isso que eu não

contei nada a ele. E você também não vai contar, Rayford.

- Hattie, você está agindo como uma criança. Acha que eu permitiria que você nos

acompanhasse em uma missão tão perigosa, no estado em que está? Você conhece essas

coisas melhor do que eu.

Pensei que você me devesse este favor.

Hattie, a discussão está encerrada. Se você quer uma carona até o Oriente Médio para

poder matar Carpathia, vá bater em outra porta.

- Deixe-me falar com Ken.

- Ele também não...

- Quero falar com ele!

Rayford passou o telefone a Ritz, que olhou para ele com ar de espanto e sobrancelhas

franzidas.

- Pois não, boneca - ele disse. - Sinto muito, é uma expressão que nós, os antigos

pilotos, costumamos usar... Bem, claro, eu não me importaria se alguém me chamasse

de boneca... Oh, não, senhorita. Não é possível... Espero que você não me leve a mal,

mas a verdade é que, se eu tivesse o costume de cair na conversa de uma moça bonita e

teimosa, não teria me divorciado duas vezes, certo?... É melhor você implorar e chorar

para outra pessoa, meu bem, porque não quero ter a responsabilidade de fazer uma

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viagem de 48 horas para o outro lado do oceano levando uma mulher que acabou de



abortar... Sinto muitíssimo. Passei a gostar de você como tantas outras pessoas. Mas não

vou tomar parte numa besteira tão grande... Bem, eu entendo. Se pudesse, eu também

mataria aquele homem. Mas tenho de fazer um serviço muito perigoso. Vou tentar tirar o

pessoal de lá, e não estou preocupado em matar ninguém. Pelo menos nesta viagem.

Depois que você sarar, quem sabe vou poder levar você para praticar tiro ao alvo em

Nicolae... Nao, não estou zombando de você. Você está sendo um pouco tola, não acha?

Ritz balançou a cabeça, desligou o telefone e devolveu-o a Rayford.

- Levei umas broncas. Mas você gosta da coragem dela, não? E ela é uma beleza.

Rayford balançou a cabeça.

- Ritz, você está no primeiro lugar da lista dos dez mais odiados pelas feministas.

Homem, que caretice!

Quando eles chegaram à casa secreta, Rayford quase entrou em pânico por não ver Hattie

deitada na cama.

- Ela está no banheiro? - perguntou Rayford a Floyd.

- Seria melhor se estivesse - disse o médico. - Ela está andando por aí.

- Andando?

- Calma! Ela insistiu que queria caminhar um pouco e não permitiu que eu a ajudasse. Ela

está na casa ao lado.

Rayford verificou a outra metade vazia da casa geminada, aquela que estava mais

destruída. Hattie, com os braços cruzados, caminhava lentamente sobre o piso irregular

de um cômodo sem nenhuma mobília. Ele apenas olhou para ela, sem fazer nenhuma

pergunta.

- Eu estou tentando recuperar as forças - ela justificou.

- Não para esta viagem.

- Já me conformei, Rayford. Mas Ken prometeu...

- Ken fala pelos cotovelos, você sabe disso. Agora, faça um favor a si mesma e a todos

nós, seguindo as instruções do médico.

- Conheço muito bem o meu organismo. Já está na hora de começar a me movimentar.

Ele acha que já devo estar fora de perigo, seja lá qual foi o veneno que me deram. Mas

tenha sido o meu bebê que sofreu as maiores conseqüncias. Nicolae vai ter de pagar por

isso. De repente, Hattie começou a respirar com dificuldade.

- Está vendo? - disse Rayford. - Você exagerou.

Ele a ajudou a retornar para a outra casa, mas Hattie recusou-se a deitar.

- Vou ficar sentada por um pouco de tempo - ela disse. Floyd estava visivelmente

zangado.

- Vai ser muito difícil lidar com ela enquanto vocês estiverem fora.

- Viaje conosco - disse Ken. - Ela parece estar em condições de se cuidar sozinha.

- De jeito nenhum. Talvez ela não saiba o quanto está doente, mas eu sei.

- Tomara que a gente não traga mais feridos para você cuidar - disse Ken.

Rayford assentiu com a cabeça.

- Já vi tantos mortos nesta guerra que não quero ver mais nenhum pelo resto da vida.

Mac confirmou a Buck que a conspiraço contra as testemunhas e Tsion estava marcada

para o meio-dia de sábado, perto do Monte do Templo.

- Eles não acreditam que Tsion saiba o que estão tramando. Eles planejam que o acidente

ocorra como se fosse uma bomba atirada por um terrorista, matando todos os que

estiverem a uma distância de 60 metros do Muro.

- Tsion acha que Carpathia não promoveria um atentado em um local tão sagrado para os

judeus.


- Ninguém teria condiçes de incriminá-lo. Eles estão tentando jogar a culpa em Mathews. 0

mais curioso de tudo é que Mathews quer assumir essa culpa. Ele diz que nunca viu inimigos

tão ferrenhos da religião quanto as testemunhas e Tsion. Ele está furioso. Vocês vão ter de

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estar longe daqui, certo?



- Vamos fugir por volta de uma hora da madrugada.

- Perfeito. A réplica do helicóptero já foi entregue, e, pelo que sei, está tudo em ordem.

Seu anfitrião não desconfia de nada?

- Rosenzweig continua afirmando que Carpathia é um bom sujeito que está sendo mal

compreendido. Ele vai ficar tão surpreso quanto qualquer outra pessoa quando

desaparecermos no meio da noite. Geralmente, ele é o primeiro que vai para a cama,

portanto vamos ficar de olho. Não poderemos fazer as malas ou qualquer outra coisa que

chame a atenço enquanto não tivermos certeza de que ele já dormiu. Se algum erro

ocorrer, ele vai ficar de boca fechada até estarmos bem longe daqui.

Surgiu um pequeno problema nos planos para a noite de sexta-feira. Parecia que todas

as pessoas queriam ir ao estádio. As ameaças em público contra as testemunhas e a

animosidade entre Carpathia e Ben-Judá serviram para chamar a atenção do povo. O local

ficaria lotado. Na noite anterior, Chloe decidira permanecer em casa, mas agora queria

estar presente e prometeu tomar cuidado e não exagerar. Disse que permaneceria

sentada do começo até o fim da reunião.

O Dr. Rosenzweig permitiu que Jacov voltasse a ser o motorista do grupo por achar que o

castigo imposto a ele era ridículo.

- E se a escolta da CG perceber que ele está dirigindo? - perguntou Buck, não desejando

criar um tumulto desnecessário.

Eles vão relatar o caso a Fortunato, e eu insistirei para falar pessoalmente com Nicolae.

Mas, Cameron, eles não vão se importar. Quando virem Jacov sentado ostensivamente ao

volante, vão pensar que foi feito um novo acordo. A esposa dele irá junto.

- O quê?

- E Stefan também.

- Ora, Chaim! Vai parecer um circo.

- E o patrão deles irá também.

- O patrão deles? Quem? Chaim sorriu para Buck.

- Você não sabe quem é o patrão do meu motorista e do meu criado?

- Você? Você quer ir?

- Quero e vou. Quero ver todos nós espremidos dentro

do Mercedes, parecendo uma excursão escolar. Vai ser muito divertido!

- Chaim, não é aconselhável.

- Não seja tolo. Você e Tsion têm insistido para que eu vá. Assisti pela TV. Estou curioso.

Quero ter aquela conversa com Tsion esta noite.

- Esta noite?

- Esta noite. Ele tem falado que coisas mais terríveis ainda devem vir do céu, portanto

estará com disposiço para tentar convencer seu velho amigo de que Jesus é o Messias.

- Ele vai estar exausto, Chaim. E você também.

- Cansado para um bom debate? Você não conhece os judeus, Cameron. E, com certeza,

não conhece o rabino. Estou surpreso com você! Um bom... missionário... ou, como vocês

dizem, um evangelista querendo adiar um encontro com um possível convertido?

- Você está falando sério?

- Provavelmente não, mas quem sabe? Você não deve subestimar um curioso, estou

certo?


Buck balançou a cabeça.

- Em circunstâncias normais. Mas você está zombando de nós.

- Promessa é promessa, meu jovem amigo. E sou um homem de palavra.

- Você sabe que Tsion deve preparar-se para a reunião no Monte do Templo amanhã.

- A reunião será ao meio-dia! Ele tem dez anos ou pouco mais que você, meu amigo, mas

tem quase 30 menos que eu. Ele é forte. E quem sabe? Se ele estiver certo, é sinal de que

recebeu poder de Deus. Vai resistir. Poderá conversar com um idoso até altas horas da

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madrugada e, mesmo assim, estar preparado para a pequena reunião de amanhã. E eu



também vou comparecer àquela reunião.

O nervosismo de Buck era muito grande no momento em que ficou a sós com Tsion. O

rabino estava mais preocupado com a suposta reunião anunciada para o dia seguinte no

Monte do Templo do que com a presença de Rosenzweig no estádio.

- Naquela hora, já teremos fugido - disse Buck. – Chaim vai saber que não haverá

nenhuma reunião. Precisamos ter a certeza de que todos os nossos companheiros saibam

que partimos, para que ninguém cometa o erro de comparecer ao Monte do Templo.

Nicolae vai ficar tão zangado com nossa fuga que talvez leve seus planos adiante e mate

seus seguidores, Tsion.

Tsion assentiu, com ar de tristeza.

- Quero crer que os selados estão protegidos, mas não sei se essa proteção vai além dos

julgamentos de Deus. Evidentemente, Deus é quem manda os julgamentos, mas Ele pode

instruir seus anjos para não ferirem seus selados. Por outro lado, Ele deu ampla liberdade

de ação ao anticristo. Eu não gostaria de ser responsável por nenhum atentado a eles por

ter-lhes passado informaço errada.

Buck olhou para seu relógio. Eles precisavam chegar ao estádio dentro de uma hora.

- De uma coisa temos certeza, e acho que meu professor tem razão. Seja lá o que for que

Nicolae tenha engendrado para amanhã, as duas testemunhas do Muro não serão

atingidas.

- Se elas estiverem lá - disse Tsion, sorrindo.

- É claro que estarão.

- Como você tem tanta certeza?

- Nicolae advertiu que, se elas aparecessem em público, seriam mortas. Que lugar seria

mais público do que o Muro, onde elas estão há mais de dois anos?

- Gostei de seu argumento - disse Tsion, dando um tapinha no ombro de Buck. - Acho que

tem um bom professor.

Rayford estava falando ao telefone com o Dr. Floyd Charles, que ficara na casa secreta,

enquanto Ken pilotava o Gulfstream sobre o Atlântico.

- Estou com vontade de "apagar o facho dela", conforme se diz na faculdade de medicina.

- Faz muito tempo que não ouço esta expressão – disse Rayford. - Como funciona?

- O efeito é o mesmo que adicionar um pouco de droga na bebida - disse Floyd -, só que

dizemos ao paciente que estamos aplicando um soro inofensivo. Eu poderia deixá-la fora

do ar por 24 horas, mas seu sistema imunológico ficaria prejudicado.

- Você está considerando essa possibilidade?

- Nao. Mas ela está me deixando maluco. Tive de segurá-la à força para ela não começar a

subir e descer as escadas.

- As escadas!

- Foi o que eu disse. Estou satisfeito por ela se sentir mais forte, e, por mais irônico que

pareça, essa raiva assassina que Hattie sente de Carpathia parece estar acelerando sua

recuperaço. Mas não posso permitir que ela se esforce para subir escadas enquanto

ainda estiver fraca. Francamente, Ray, parece que estou tomando conta de uma criança

de três anos. Quando menos espero, lá está ela subindo a escada.

- E se ela descer?

- Como descer?

- Ela não pode descer?

- Ray, completei o curso de medicina, e não aprendi como alguém pode descer uma

escada sem ter subido.

- Você poderia carregar Hattie no colo na subida e deixá-la descer sozinha.

Houve uma longa pausa, e Rayford teve de perguntar se Floyd continuava na linha.

- Sim - ele disse. - Eu estava pensando se seria uma boa idéia.

- Você não esperava por esta, certo? De vez em quando, até os pilotos têm alguma idéia

útil.


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- O problema, Ray, é que estou procurando um motivo para tocar nela, segurá-la,

confortá-la. Você está me dizendo para carregá-la no colo, e ainda quer que eu faça uma

reavaliaço de meus sentimentos por ela?

- Não se perca, doutor. Você não é mais um adolescente. Achei que sua obsessão por ela não

fosse apenas física, mas acho que me enganei. Você mal a conhece. Se ela o deixa maluco, é

porque você permite. É melhor comportar-se até a nossa volta para que possamos ajudá-lo a

manter a cabeça no lugar.

- Está bem, está bem.

- Desde já.

- Eu sei. Já entendi.

- Mais uma coisa, doutor. Lembre-se de que nossa prioridade número um, principal,

absoluta é que ela seja salva.

- Ah, sim.

- Não notei entusiasmo em sua voz, Floyd.

- Fique tranqüilo, eu entendi.

- Se você se importa o mínimo com Hattie, além de seus impulsos de adolescente de

segurá-la nos braços, haverá de querer, antes de tudo, que ela faça parte da família.

- Buck, temos um problema - disse Chloe, arrastando-o para dentro de um cômodo vazio.

- Tentei fazer o caminho até o heliporto, para não haver nenhuma surpresa, e constatei

que a chave sumiu.

- O quê?

- A chave que Rosenzweig costumava deixar pendurada num prego no batente da porta

que dá acesso ao heliporto. Ela sumiu.

- Será que ele desconfiou de alguma coisa?

- Como ele poderia desconfiar? Agi do modo mais sutil que pude. Foi ele quem levantou o

assunto. Eu só lhe pedi que me contasse a história da casa.

- Você acha que aquela porta é tão resistente por dentro como eu senti que era por fora?

- Parece um muro de tijolos, Buck. Se tivermos de abrir uma passagem ou derrubá-la,

vamos acordar todo mundo, inclusive os guardas de Chaim e ele próprio.

- Precisamos encontrar a chave ou perguntar a Chaim o que foi feito dela.

- Você acha que Jacov teria alguma coisa a nos dizer? Buck deu de ombros.

- Se eu perguntar-lhe, com certeza ele vai desconfiar.

- Mas ele é um irmão, Buck.

- Novato demais. Não estou dizendo que ele nos trairia de propósito.



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