Série de ficço mais lida no mundo, Deixados Para Trás vendeu mais de 70 milhões de livros e foi traduzida



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testemunhas passaram perto dele.

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Buck as conhecia. Havia conversado com elas. Eli e Moisés pareciam saber quem fazia



parte do povo de Deus. Será que ele deveria dizer alguma coisa? E o que alguém poderia

dizer naquele momento? Que bom vê-los novamente? O que houve? Que belo trabalho com

os guardas?

Em ocasiões anteriores, quando Buck esteve perto das testemunhas, havia uma cerca de

ferro separando-o dos dois. Evidentemente, não existia nada que pudesse proteger uma

pessoa das testemunhas, que tinham recebido o fogo do poder de Deus. Buck ajoelhou-se

quando elas passaram a uns

três metros dele. Quando ele ergueu os olhos, ouviu os dois falando em voz baixa.

Moisés dizia:

- Jurou o Senhor dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá e como determinei,

assim se efetuará.

Ao ouvir as palavras de Deus, Buck encostou o rosto na grama e chorou. Os pensamentos

de Deus se sucederiam, e tudo se realizaria conforme determinado por Ele. Ninguém

poderia agir contra os ungidos de Deus antes do tempo determinado. As testemunhas

continuariam seu ministério durante o grande e terrível dia do Senhor, e nenhum

pronunciamento, sentença ou ordem de prisão seria capaz de interferir no propósito de

Deus.

Se ao menos Chaim pudesse ter visto o que aconteceu hoje, pensou Buck, dirigindo-se ao



estacionamento no Monte do Templo.

Ao chegar à propriedade de Chaim, Buck foi recebido por Jonas, o segurança, que também

abriu a porta da casa para ele, uma vez que não havia ninguém acordado. Sentindo-se

aliviado ao ver que Chloe ainda dormia, Buck dirigiu-se ao terraço do quarto e aguardou

até que seus olhos se acostumassem à escuridão.

O quarto ficava do lado da casa principal, de onde ele podia avistar a entrada de carros.

Buck sabia que Jonas fazia uma ronda pela propriedade a cada meia hora. Enquanto

aguardava a nova ronda do segurança, ele fez uma sondagem do local, pensando na fuga

que empreenderiam.

Na parte superior de um dos lados, havia um cano de esgoto de metal, antigo mas ainda

intacto e resistente. Do outro lado, havia um fio preso na parede com pregos. Ele

imaginou que se tratava de um fio de telefone ou televisão. De qualquer forma, não

suportaria seu peso. O cano de esgoto, porém, tinha encaixes salientes espaçados

que permitiriam subir por ele, desde que a pessoa fosse corajosa.

Buck nunca se enquadrara nessa categoria, mas não queria perguntar sobre a planta da

casa a Rosenzweig para não levantar suspeitas, e ele estava certo de que não existia um

alçapão com acesso ao telhado. Ele precisava saber se haveria possibilidade de um

helicóptero pousar ali, e este seria o único jeito de descobrir.

Buck esfregou as mãos até senti-las suficientemente secas. Esticou os cordões dos

sapatos de lona e amarrou as barras da calça com eles. Em seguida, subiu no parapeito

do terraço, deu um impulso com o corpo e começou a subir pelo cano de esgoto. Quando

estava a cerca de três metros acima do terraço e passando por uma vidraça colorida no

terceiro pavimento, Buck cometeu o erro de olhar para baixo. Ainda faltavam três metros

para chegar ao telhado, mas, se ele caísse do local em que estava, o parapeito do terraço

partiria seu corpo em dois.

Até ali, tudo tinha dado certo, mas uma onda de pânico começou a rondar sua mente.

Não havia margem para erros. Um escorregão, uma parte menos resistente do cano, um

susto que o levasse a se desequilibrar seriam fatais. Ele despencaria, e a única chance de

sobreviver seria a de cair o mais perto possível do centro do terraço para não bater com

o corpo no parapeito. Se batesse com a cabeça no solo, morreria. Se batesse com a

cabeça no piso do terraço, teria poucas chances.

O que fazer, então? Prosseguir e terminar a missão, ou descer rapidamente? Ele calculou

que teria condiçes de subir mais três metros, portanto resolveu prosseguir. Quando

estava a cerca de um metro do telhado, ele se desequilibrou um pouco, mas sabia

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também que bastava não cometer nenhum erro. Não podia tremer, sentir pavor, entrar



em

pânico ou olhar para baixo. Quando ele passou a perna esquerda por cima da laje do

telhado, começou a imaginar sua figura - uma mosca humana, pendurada por conta

própria na beira do telhado de uma casa de três pavimentos.

Eu sou um idiota, ele pensou, sentindo-se ao mesmo tempo muito mais seguro por estar

pisando em um telhado resistente. A noite estava clara, estrelada, fresca e calma. Do

telhado, ele avistou caixas de diversos tipos, ventiladores, exaustores, conduítes e

aberturas de ventilação. Rayford, ou qualquer outro piloto, precisaria de uma área

razoavelmente grande e livre na qual um helicóptero pudesse pousar.

Buck atravessou o telhado na ponta dos pés, sabendo que os ruídos de passos vindos de

cima geralmente são ampliados quando ouvidos embaixo. Para sua surpresa, ele avistou o

que mais desejava - um antigo heliporto. As marcas no chão estavam desbotadas, mas

aquela propriedade, antes de ser doada a um herói nacional, possuía uma área de pouso

para helicópteros. Ele supôs que Rosenzweig soubesse disso e poderia ter-lhe poupado

essa aventura.

Buck também deduziu que, se o heliporto tivesse sido usado, deveria haver uma porta de

acesso para a casa. Após examinar cuidadosamente a área, ele descobriu uma porta

pesada de metal torta e enferrujada, mas que não estava trancada. Ele deveria tomar

muito cuidado ao abri-la para que o som do rangido do metal não fosse ouvido de dentro

da casa.

Buck lutou para abrir a porta durante alguns minutos, conseguindo fazê-la se mexer um

pouco por vez. Quando sentiu que já havia condiçes de dar um empurrão mais forte, ele

encostou o ombro na porta e segurou-a com as pontas dos dedos para que ela não

abrisse demais. Com um grunhido e um tranco, ele conseguiu que a porta se abrisse

cerca de 20 centímetros, provocando um pouco de barulho,

mas nao exagerado. Talvez ninguém tivesse ouvido. Se os guardas aparecessem ou

alguém despertasse, bem, ele se identificaria rapidamente e daria uma explicação por

estar ali.

Buck tentou passar pela porta, mas a abertura era insuficiente. Seria necessário forçá-la

um pouco mais. Quando ele finalmente conseguiu passar, descobriu que estava no topo

de uma escada de madeira, empoeirada, embolorada e com teias de aranha. Ao pisar no

patamar da escada, percebeu que ela também rangia. Sem muitas esperanças, ele

passou a mão na parede à procura de um interruptor de luz, mas não teve sucesso.

Enquanto tentava descer o primeiro degrau, sentiu alguma coisa roçar sua testa, e quase

caiu da escada, mas conseguiu amparar-se nas velhas estruturas de madeira. Ele

precisava manter o equilíbrio, tendo a parte traseira da perna encostada nos degraus.

Tateando no escuro, Buck encontrou uma lâmpada pendurada que possuía um interruptor

em formato de rosca. Será que ainda funcionava? Seria sorte demais. Ele rosqueou o

interruptor, e a lâmpada acendeu. Ao fechar os olhos por causa da claridade, ouviu um

estalo dos filamentos se rompendo. Que mais alguém poderia esperar de uma lâmpada

que não era acesa havia anos?

Quando ele abriu os olhos, ainda enxergava os resíduos amarelados do rápido clarão da

luz. Piscando, ele tentava reproduzir a cena que seus olhos haviam captado. Manteve os

olhos fechados até lembrar-se de uma imagem rudimentar de mais três degraus abaixo

até uma porta grande.

Buck não sabia o que fazer, mas confiava no que seus olhos viram naquela fração de

segundo. Começou a descer a escada e constatou que estava certo. Ao chegar ao chão,

ele apalpou a parede até encontrar uma porta. Esta era de madeira -

grande, pesada e resistente. Encontrou a maçaneta, que girou com facilidade. Mas a porta

não se movimentava. Estava trancada. Seus dedos tatearam até encontrar a fechadura

acima da maçaneta. Não havia possibilidade de abrir a porta sem chave. Ele teria de

voltar para seu quarto pelo mesmo caminho em que viera.

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No entanto, Buck sentiu-se animado ao começar o caminho de volta. De um modo ou



outro, ele descobriria aquela porta quando estivesse dentro da casa e abordaria o

assunto da chave com Chaim.

Quando ele chegou ao cano de esgoto, foi forçado a olhar para baixo antes de começar a

descer. Aquilo tinha sido um erro. Agora ele teria de pensar muito bem no que deveria

fazer. Quanto tempo havia decorrido desde que saiu do quarto? Resolveu esperar até a

próxima ronda do guarda. Logo ele percebeu que devia ter perdido apenas uma ronda,

porque, quase meia hora depois, Jonas passou por ali e desapareceu novamente.

Buck agarrou-se no cano com as duas mãos, apoiou um dos pés no primeiro encaixe e

começou a escorregar. Já estava quase chegando ao parapeito do terraço de seu quarto

quando percebeu um movimento. Se tivesse de adivinhar, diria que viu um movimento

na cortina.

Chloe estaria acordada? Será que ela o ouvira? Conseguiria enxergá-lo? Ele não queria

assustá-la. E se fosse alguém da CG que tivesse se infiltrado no local? Poderia ser um dos

seguranças de Chaim. Haveria tempo de identificar-se?

Buck sentiu-se um idiota, pendurado no cano com os pés agarrados no encaixe. Ele

deveria ter pulado e entrado no quarto. Mas tinha de ter a certeza de que não havia

ninguém perto da janela. Soltou uma das mãos e curvou-se para baixo, o mais que pôde.

Nada.


Afastou os joelhos um do outro e abaixou a cabeça

para tentar enxergar a parte superior da janela. As cortinas estavam abertas? Ele

imaginava tê-las deixado fechadas. Enquanto tentava espiar um pouco mais além, seus

pés escorregaram do encaixe, e ele teve de sustentar o peso do corpo apenas com as

mãos. Tomara que ninguém estivesse olhando através da janela, porque nenhuma pessoa

que ele conhecia - com certeza nem ele próprio - poderia ficar naquela posição por muito

tempo.

Quando os dedos de Buck se soltaram, ele despencou em linha reta, e seu nariz passou a



alguns centímetros da porta de vidro. Quando seus pés tocaram o piso do terraço, ele

deu de frente com um par de olhos arregalados e um rosto branco como lençol.

Além do susto que foi muito grande, o peso do corpo fez com que os joelhos de Buck se

dobrassem durante a queda. Ele passou tão rente à porta que seus joelhos bateram com

força nela, atirando-o por cima do parapeito do terraço. Ele se agarrou em uma barra de

ferro para reduzir o impacto do baque, lutando desesperadamente para não bater com a

cabeça no chão.

Com um gemido alto, Buck deu um rodopio no ar. Segurou-se no parapeito com as duas

mãos, de cabeça para baixo, a parte posterior do crânio encostada na barra de ferro e os

pés balançando perto do rosto. Não havia outra coisa a fazer, e ele sabia que sua vida

dependia da força de suas mãos.

Nesse ínterim, evidentemente, Chloe estava gritando.

Buck forçou os pés para trás e para cima até conseguir equilibrar-se, sentindo uma dor

aguda nas nádegas e costas. Com grande esforço, deu um impulso e forçou o tronco até

que o peso de suas pernas o levou de volta ao terraço.

- Sou eu, neném - disse ele ao ver Chloe com os olhos arregalados diante da janela.

Ela abriu a porta, e ele entrou passando as mãos nas costas.

- Que loucura foi esta? - ela perguntou várias vezes. - Quase dei à luz de susto.

Enquanto trocava de roupa, Buck tentou explicar, mas fazia muito tempo que não sentia

tanto sono. Alguém deu uma batida rápida na porta e perguntou:

- Está tudo bem aí, senhora? Ouvimos um grito.

- Sim, está tudo bem, obrigada - ela conseguiu dizer, sufocando o riso.

O guarda foi embora resmungando:

- Recém-casados!

Buck e Chloe riram tanto que chegaram a derramar lágrimas.

- De qualquer forma - disse Buck, ajeitando-se na cama sobre suas costas doloridas -,

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encontrei um heliporto e...



- Eu já sabia desse heliporto - disse Chloe. - Perguntei a Chaim quando voltou para casa.

- Você perguntou?

- Perguntei.

- Mas eu não quero que ele saiba que estamos planejando...

- Eu sei, superdetetive. Pedi a ele que me contasse a história deste local para tentar

descobrir alguma coisa. Aqui foi uma embaixada. Daí a razão do...

- Heliporto.

- Correto. Ele chegou a me mostrar a porta de acesso até lá. Há uma chave pendurada em

um prego no batente. Aposto que você seria capaz de abrir a porta com ela.

- Sou um quadrúpede - ele disse.

- Você é o meu quadrúpede. Quase me matou de susto. Se eu tivesse uma arma, teria

atirado em você. Tive vontade de sair correndo daqui e dar um empurrão na pessoa que

estava pendurada lá.

- E o que a impediu?

- Alguma coisa me disse que aquele sujeito pendurado lá, com o traseiro para cima, tinha

de ser você.

- Que maldade! Você não quer saber onde estive?

- Imaginei que você tivesse ido ao Muro; foi por isso que não liguei.

- Você me conhece muito bem.

- Eu sabia que você haveria de querer ver o que eles fizeram após a ameaça de Carpathia.

Havia muita gente lá?

Rayford teve dificuldade para dormir, um fato raro para ele. Olhava no relógio

constantemente, imaginando que horas seriam em Israel e tentando decidir quando

deveria ligar para Buck ou Chloe. Talvez eles dissessem que tinham a situação sob

controle e que não estavam vendo tanto perigo como ele. Rayford, porém, trabalhara

mais próximo de Carpathia que Buck. Conhecia o homem muito bem. Além do mais,

queria falar com Tsion. Embora o rabino se sentisse protegido por Deus, talvez alguns

deles não tivessem tomado o devido cuidado. A Bíblia dizia claramente que, durante um

certo tempo, os selados de Deus não sofreriam nenhum dano causado pelos julgamentos.

Mas não havia evidências de que a proteção aos 144.000 judeus convertidos se

estenderia também a gentios como Rayford e sua família, que haviam se tornado santos

da tribulação.

Embora as 144.000 testemunhas - das quais Tsion fazia parte - fossem protegidas contra

os julgamentos, não havia evidências de que não poderiam morrer de outras causas

nesse espaço de tempo.

O desespero de Rayford aumentava cada vez mais para tirá-los de Israel, mas, quando o

dia começou a amanhecer em Chicago, ele finalmente adormeceu.

Ao despertar no final da manhã, ele sabia que seu pessoal estaria a caminho da reunião

noturna na Terra Santa, a qual ele veria novamente pela Internet.

Mais uma vez, Buck dormira até tarde. Chloe não interrompeu seu sono.

- Seu horário não está combinando com o meu - ela disse. - Se você continuar a bancar

o homem-aranha, vai precisar de descanso. Agora, falando sério, Buck, não quero que

você se prejudique. Sua vida está sendo muito agitada há meses, e alguém precisa cuidar

de você.

- Estou tentando cuidar de você - ele disse.

- Ah, sim, então pare de perambular pela sacada de meu quarto no meio da noite.

Chaim havia combinado com Fortunato que Jacov não seria punido por causa do incidente

na noite anterior, desde que Chaim o impedisse de ser o motorista de Tsion. Jacov,

porém, protestou com tal veemência diante dessa perspectiva que o Dr. Rosenzweig

resolveu encontrar uma saída para tal acordo. Buck dirigiu o carro. Jacov os acompanhou,

levando um convidado: Stefan.

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Desta vez, a escolta da CG os acompanhou até o estádio pelo caminho mais curto que



Jacov descobrira. Quando chegaram, Jacov desceu da van com o rosto estampando tanta

alegria e entusiasmo que Buck não pôde deixar de sorrir.

Chloe concordara em permanecer na casa de Chaim, o que causou uma certa

preocupação a Buck. Ele esperava que Chloe oferecesse mais resistência pelo fato de não

poder acompanhá-los, e agora perguntava a si mesmo se ela não estaria sofrendo mais

do que deixava transparecer.

Evidentemente, Chloe devia estar abalada por ter precisado fugir da CG na noite anterior,

e Buck esperava que sua esposa entendesse que incidentes como aquele não fariam bem

nem a ela nem ao bebê.

Todos os noticiários do dia relataram que os dois pregadores do Muro das Lamentaçes

haviam desobedecido às ordens diretas do potentado. As notícias davam conta de que,

quando a polícia da Comunidade Global tentou prendê-los para serem levados a

julgamento, eles mataram dois guardas. Testemunhas oculares no Monte das Oliveiras

disseram que os dois tinham lança-chamas escondidos debaixo das roupas, que foram

acionados quando os guardas se aproximaram. As armas não foram recuperadas, embora

os dois pregadores tivessem sido vistos em seus lugares costumeiros, perto do Muro das

Lamentaçes, desde a madrugada até aquela hora.

Imagens ao vivo transmitidas dali mostravam uma grande multidão zombando deles e

insultando-os, mas sempre mantendo uma certa distância.

Buck perguntou a Tsion:

- Por que Nicolae não atira uma bomba neles ou os ataca com mísseis ou algo parecido? O

que aconteceria, uma vez que ainda falta um ano para o tempo determinado?

- Até mesmo Nicolae conhece a natureza sagrada do Monte do Templo - disse Tsion no

momento em que descia da

van e entrava apressado no estádio para fugir do assédio da multidão. - Eu adoraria dar

atenço a todos - ele disse -, mas receio que possa ocorrer um tumulto. - Depois de

encontrar um lugar para sentar-se, ele prosseguiu. - De qualquer forma, Carpathia não

aprovaria nenhuma violência lá, pelo menos que evidenciasse ter partido dele. Sua ameaça

de matar as testemunhas se elas permanecerem lá após o término da reunião desta noite

não passa de uma artimanha.

Francamente, estou satisfeito por ele ter feito essa ameaça em público. Espero que os

dois ridicularizem a autoridade dele e não saiam de lá.

Jacov e Stefan pareciam muito diferentes do que quando foram vistos de madrugada.

Aparentemente, Rosenzweig tinha razão quando disse que Stefan era mais resistente à

bebida. Ele não demonstrava sinais de ressaca e provou ser uma pessoa agradável.

Enquanto procuravam lugares onde sentar, Jacov pediu a Buck:

- Ore por minha mulher, que estará vendo a reunião pela TV em casa. Ela se preocupa

comigo e acha que perdi a cabeça. Eu disse a ela que não perdi a cabeça. Eu a encontrei!

Os guardas da CG lançavam olhares ameaçadores aos que cuidavam da programação do

evento, como se estivessem expressando silenciosamente que estavam ali apenas para

cumprir ordens e que, se pudessem, destruiriam todos aqueles que faziam oposição ao

potentado.

Ninguém esperava explosões de fogos de artifício naquela noite. Certamente, Nicolae e seu

pessoal sabiam muito bem que não deveriam aparecer novamente ali. No entanto, em

razão das controvérsias que os acontecimentos da noite anterior haviam provocado, a

multidão era ainda maior. Além dos convertidos, havia um grande número de céticos

curiosos.

Novamente, a reunião começou com uma simples saudação, um hino entoado com

devoço e a apresentação de Tsion Ben-Judá, que foi saudado com acenos, gritos e

aplausos. Ele limitou-se a sorrir e levantar as mãos, pedindo silêncio. Buck sentou-se

outra vez na ala lateral do estádio, observando e ouvindo com admiraço aquele homem

que se tomara um pai espiritual para ele. O rabino, que aceitara Jesus por meio de

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estudos das profecias do Antigo Testamento, agora conduzia um rebanho de milhões de



ovelhas pela Internet. Ali estava ele, um homem de baixa estatura, sincero, que

carregava uma Bíblia e uma pilha de anotações cuidadosamente elaboradas. E ele tinha a

multidão na palma da mão.

- Entendo que os senhores aprenderam muitas coisas hoje - ele começou a dizer. - E esta

noite aprenderão ainda mais. Tenho advertido os senhores sobre os vários julgamentos,

desde os sete selos e as sete trombetas até as sete taças que precederão o glorioso

aparecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

- Meus estudos indicam que o período de sete anos de tribulação se iniciou a partir da

assinatura de um pacto profano entre o sistema mundial único e a naço de Israel. Após

os julgamentos que foram impostos ao mundo desde então, calculo que estamos

aguardando uma situaço dificílima. Já sofremos todos os sete Julgamentos Selados

e os três primeiros dos sete Julgamentos das Trombetas. O intermediário, ou o quarto

Julgamento das Trombetas, é o próximo, de acordo com o tempo determinado por Deus.

- Para provar ao povo do mundo inteiro e aos que ainda duvidam do que estamos

falando, vou contar aos senhores o que nos espera. Quando chegar o momento certo,

ninguém poderá negar que não foi avisado e saberá que este aviso está registrado na

Bíblia há muitos séculos. Deus não deseja que nenhuma alma pereça, mas que todos se

arrependam. É por esta razão que estamos atravessando este período inteiro de

sofrimentos e provações. Embora Deus tenha aguardado tanto tempo - porque sua

misericórdia é infinita - para arrebatar sua Igreja, Ele ainda enviou um julgamento após o

outro sobre este mundo incrédulo. Por quê? Por que ele está irado conosco? Não deveria

estar irado?

- Não! Não! Mil vezes não! Em seu amor e misericórdia, Ele tem feito tudo para chamar

nossa atenção. Todos nós, que permanecemos na terra até hoje, fomos desobedientes e

não atendemos ao seu carinhoso chamado. Agora, usando todas as flechas de sua aljava,

Ele se faz mais claro do que nunca, após cada julgamento. Será que alguém ainda duvida

de que tudo isto é obra de Deus?

- Arrependam-se! Voltem-se para Ele. Aceitem seu convite antes que seja tarde demais. O

lado triste dos julgamentos, que finalmente conseguirão chamar a atenço de algumas

pessoas, é que milhares também morrerão em conseqüncia deles. Não se arrisquem a

se enquadrar nesta categoria. A probabilidade é que três quartos da populaço do mundo

que foi deixada para trás por ocasião do Arrebatamento morrerão - tanto as almas

perdidas como as redimidas - no final da Tribulação.

- Esta noite, desejo falar aos senhores sobre o quarto Julgamento das Trombetas, na

esperança de que não seja necessária mais uma catástrofe para convencê-los. Os

senhores poderão morrer em conseqüncia dele.

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NOVE


Logo após o meio-dia de quinta-feira em Chicago, Rayford e Ken reuniram-se ao Dr. Charles

e Hattie para assistir ao Encontro das Testemunhas. Os pilotos já haviam discutido seus

planos de vôo e elaborado o roteiro para o Oriente Médio. Se Tsion já tivesse recebido o



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