Sigla: biotrop



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Subprojeto 1:

Sigla:

BIOTROP

Título:

Centro de Pesquisa Integrada da Biodiversidade Tropical

Objetivo:

Este subprojeto é uma complementação do sub-projeto BIOTROP de caráter multidisciplinar que abrigará, ao final, cinco laboratórios multiusuários associados a um módulo central de laboratórios multidisciplinares (parcialmente contemplado no Pró-Infra 2008). Integrarão as pesquisas nos três níveis organizacionais componentes da biodiversidade (gene, espécie e hábitat) envolvendo pesquisadores das mais diversas áreas e sub-áreas da ecologia terrestre e limnologia. Esta útima etapa tem por finalidade acrescentar aos módulos anteriores dois importantes módulos que abrigarão as áreas de conhecimento genética molecular e biodiversidade de microalgas, incluindo estudos ecofisiologia e um banco de germoplasma.
Este módulo que ora se solicita tem como objetivo abrigar as pesquisas relativas à Biodiversidade Genética (Módulo GENE) e o Centro multidisciplinar planejado e organizado para a manutenção de microalgas de água doce (Módulo GERMOPLASMA) oriundas do patrimônio natural do Brasil na forma de cultivos vivos e de células vivas congeladas e classificadas por barcoding. Além disso abrigará também o Serão gerados dados moleculares para quaisquer espécies de microalgas e outros grupos vegetais e animais que a comunidade acadêmica, nas suas mais diversas áreas venham necessitar. Com sua natureza multidisciplinar, o Biotrop permitirá a esses pesquisadores utilizar equipamentos de ponta para a obtenção de dados na área da genética, como também na de microbiologia, considerando os protistas fotossintetizantes, microalgas e cianobactérias. Ao congregar pesquisas nessas áreas, será fornecido suporte à estudos da manutenção da biodiversidade, aumentando a integração entre os docentes de áreas distintas e otimizar a utilização de importantes equipamentos multi-usuários. O Banco de germoplasma abrigará a maior coleção brasileira de microalgas de água doce, podendo atender a demanda nacional para pesquisadores e industriais que utilizem microalgas em seus projetos.  

Justificativa e Relevância:

A interação competitiva entre os processos de destruição dos ambientes naturais e esforços autóctones e alóctones a esses ambientes podem caminhar tanto para sua conservação, como também para distúrbios da biodiversidade. Apesar dos avanços atingidos através da Convenção sobre a Diversidade Biológica, o conhecimento que se tem sobre a biodiversidade permanece incipiente. A complementação do Centro de Pesquisa Integrada em Biodiversidade Tropical (BIOTROP) irá contribuir para a consolidação de um ambiente multidisciplinar, naturalmente agregador de programas de pesquisas nos quais a biodiversidade é o eixo principal. Integrado e articulado com questões desafiadoras como a preservação e uso tecnológico e sustentável dos recursos naturais, os módulos GENE e GERMOPLASMA que se propõe como finalizador do BIOTROP irão contribuir para a geração de recursos humanos especializados e multiplicadores na área da conservação e restauração de ambientes naturais considerando a biodiversidade em seus tres níveis organizacionais, e.g., molecular (gene), individual (espécie) e de comunidades (habitat).
Observa-se atualmente uma explosão de estudos considerando marcadores genéticos para responder às mais variadas questões nos diversos campos da ciência. Junta-se a isso, o intenso uso de dados moleculares nas áreas de genética de conservação, biologia molecular, genética de populações, fisiologia de organismos e ecologia e torna-se claro que estudos envolvendo a grande área biológica da genética são de grande importância nos dias atuais.
O acesso de pesquisadores às técnicas necessárias para obtenção de dados moleculares irá promover um salto de qualidade na produção científica dos estudiosos e, aliado à disponibilidade cada vez maior de acesso à dados de marcadores genéticos, o BIOTROP, Mód. GENE e Mód. GERMOPLASMA suportará pesquisas no nível molecular da biodiversidade. O módulo GERMOPLASMA abrigará a Coleção de Culturas de Microalgas de Água Doce da UFSCar, registrada no World Data Center for Microorganisms, uma base de dados eletrônica sobre os micróbios e recursos da biodiversidade, biologia molecular e seus genomas. Essa coleção de culturas de microalgas data de 1977 e conta atualmente com 280 espécies em culturas vivas. Sabe-se que uma coleção de organismos vivos deve incluir toda uma documentação completa e específica para cada um dos organismos, levando em consideração rotinas de observações ao microscópio das características morfológicas e informações sobre a fisiologia do organismos em cultivo. Com o suporte do módulo GERMOPLASMA, pretende-se ampliar a coleção de culturas de microalgas. Essa ampliação fundamentar-se-á nas orientações da Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD), que determina as pautas do Biological Resource Centre. Esta organização assume o princípio de que os recursos biológicos compreendem os organismos vivos, e seus constituintes, desde o DNA até as células, além de informações genômicas relativas aos organismos. Assim, os módulos GENE e GERMOPLASMA, usufruindo de espaço físico associado e de infra-estrutura adequada, poderá suportar as pesquisas relativas à microalgas e também a genética nas suas mais diversas sub-áreas. 
O BIOTROP completo contará com cinco módulos (Módulo Coleções Biológicas de Referência, Mód. Espécie, Mód. Hábitat, Mód. Gene, Mód. Germoplasma) e dará suporte à criação de um ambiente multidisciplinar e multiusuário, importante para a nucleação dos três programas de pós-graduação da área biológica do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da UFSCar. Consequentemente, os docentes envolvidos e suas equipes irão compartilhar um ambiente integrado de pesquisa, aumentando a interação entre seus membros e, aglutinando esforços na pesquisa da biodiversidade tropical, certamente aumentará a produção individual e coletiva.  

Impactos Previstos:

Ao agregar-se experiências, interação e convívio entre professores, pesquisadores e suas equipes em um ambiente muldisciplinar cuja temática central é a biodiversidade nos seus três níveis organizacionais, dar-se-á um salto de qualidade nos programas de pós-graduação envolvidos. Adicionando-se uma infra-estrutura adequada ao corpo docente já qualificado que se apresenta, a ação integrada resultante levará ao aumento quantitativo e qualitativo em publicações científicas e outras formas de divulgação. Amplia-se a oportunidade de cooperação com outras instituições, assim como atividades de extensão, prestação de serviços. Todo esse aumento de interação e produção apresenta como consequencia imediata, impactos positivos no ensino da Graduação. 
¦ O módulo GENE tem como intuito criar um ambiente centralizador de equipamentos voltados ao desenvolvimento de atividades de pesquisa que envolvam a obtenção e produção de dados genéticos, desde processos mais simples e básicos até suas aplicações tecnológicas mais específicas. Dessa maneira pode ser considerado como um agente facilitador para uma maior integração entre diversos grupos de pesquisa da UFSCar. Recursos significativos têm sido captados pelos solicitantes em diversos órgãos financiadores, comprovando a competência e a mobilização do grupo. A criação deste ambiente atenderá as necessidades comuns desse grupo, otimizando a aplicação dos recursos desta instituição e agilizando a produção de resultados relevantes.
¦O módulo GERMOPLASMA irá oferecer condições adequadas à ampliação do Banco de Culturas de Microalgas, que poderá então servir como banco de referência às pequenas coleções espalhadas pelo país, assim como fomentar espécies de microalgas para industrias e outros setores públicos e privados da sociedade. Neste momento de grande busca por fontes alternativas de biocombustíveis e mitigação do CO2, além de outros gases do efeito estufa, as microalgas assumem papel de destque, já que como a maioria dos micróbios apresentam elevada versatilidade metabólica e alta taxa de crescimento.
¦O grupo de pesquisadores envolvidos no BIOTROP, módulo Germoplasma e módulo GENE possuem parcerias/colaborações, que certamente serão intensificadas na medida em que o BIOTROP atuará como um centro agregador de docentes e suas equipes. Dentre essas parcerias/colaborações, cita-se as que atualmente estão em andamento: Departamento de Botânica da Universidade de São Paulo; EMBRAPA - Instrumentação Agropecuária, Ministério de Ciência e Tecnologia,. Como colaborações internacionais cita-se a interação do Prof. Dr Armando A. H. Vieira com docentes do Instituto de Farmácia da Universidade de Oslo, Prof. Dr. Flávio H. da Silva com professores da Pennylvania State University (USA) e da Universidad Nacional Autônoma de México. Ressaltamos também 
colaborações com a World Fisheries Trust do Canadá, com a Ohio State University (USA), Universidad Surcolombiana (Colômbia). Citamos também a participação da Profa. Dra. Heloísa S. A. no Convênio Internacional FAPESP-INSERM com os colaboradores: Dr. Michel Crepine e Dra. Melanie Di Benedeto (Laboratório de Angiogênese Tumoral e Oncohemostasia, Hospital Saint Louis, Paris, França) e Dra. Françoise Lafeve (Maqcquire University, Austrália). O Prof. Gilberto Morais mantém uma colaboração e é orientador do Programa de Aquicultura da Universidad de Llanos, Vilavicensio, na Colômbia onde recentemente orientou uma dissertação de mestrado. O Prof. Dr. Vadim Viviani colabora com diversos pesquisadores do Osaka National Research Institute em Osaka, Japão, onde 
no momento se encontra e foi convidado a editar um volume especial sobre Bioluminescência na revista Photochemical and Photobiological Sciences.
Em seu conjunto, o BIOTROP atuará sobre a ampliação da base de conhecimento da biodiversidade tropical e irá disponibilizar informações científicas de qualidade para tomadas de decisões nas políticas públicas de conservação e uso sustentável de nossos recursos naturais, além de contribuir para o conhecimento prospectivo da biodiversidade brasileira. Conseqüentemente, dar-se-á um passo a mais para o desenvolvimento de novas tecnologias. Da maneira como foi concebido, o BIOTROP também permitirá ampliação da produção científica dos pesquisadores a ele associados e melhoria da qualidade de formação dos alunos dos programas de pós-graduação envolvidos, uma vez que tem como fundamento a multidisciplinaridade e em ambientes agregados. Isso possibilitará a interação próxima de alunos e professores das diversas áreas envolvidas, levando ao engrandecimento na formação holística dos pós-graduandos.  

Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

O MÓDULO GENE e MÓDULO GERMOPLASMA consituintes do BIOTROP agregam dois programas de pós-graduação do Centro de Ciências Biológicas da UFSCar, a saber, o Programa de Pós-Graduação em Genética e Evolução (PPGGEv) e o Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN). Estes irão manter atividades de pesquisa compartilhando a infra-estrutura oferecida, o que vem consolidar a multidisciplinaridade, assim como os esforços dirigidos à pesquisa nos três níveis de organização que compõem a biodiversidade tropical (gene, espécie e hábitat).

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GENÉTICA E EVOLUÇÃO 

O PPGGEv oferece cursos de Mestrado e Doutorado desde 1991; de natureza interdisciplinar, proporciona ao estudante o entendimento da biodiversidade e teoria evolutiva moderna, integrando os aspectos relacionados à variabilidade genética, biologia geral e à sistemática. Com 17 anos, o Programa consolidou linhas de pesquisa nas áreas de Bioquímica e Biologia Molecular e Estrutural, Genética Evolutiva, Genética Aplicada à Produção e Melhoramento Animal, e Genética da Conservação. Os docentes têm experiência na formação de recursos humanos e reconhecimento nacional e internacional, com financiamentos através de instituições de fomento. Oferece aos alunos excelentes laboratórios e condições de pesquisa. A capacitação de seu corpo docente, dos quais mais de 90% são pesquisadores do CNPq, é documentada pela elevada produção. Como resultado, ascendeu ao conceito 5 na última avaliação CAPES (triênio 2004-2006). Um atestado de reconhecimento desta qualificação e do empenho do programa em buscar recursos é que desde que foi implementado o programa Pró-Equipamentos da CAPES para aquisição de equipamentos de uso comum, o programa aplicou e têm sido contemplado com diversos equipamentos que compõem o Laboratório de Seqüenciamento e Genotipagem cujos equipamentos poderão vir a fazer parte deste Biotrop.
Ao longo de sua existência, ressalta-se a participação de pesquisadores externos à UFSCar: Instituto de Física de São Carlos/USP; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP; Embrapa Pecuária Sudeste e Fundação Universidade do Amazonas (FUA). Destaca-se ainda a experiência nucleadora vivenciada pelo PPGGEv: em abril de 1995, o PPGGEv estendeu suas funções à FUA através de convênio de cooperação, de modo que de 1997 a 2004, o PPGGEV concedeu título de Mestre a 4 professores de Genética da FUA e a 20 alunos daquela instituição, além de 2 títulos de Doutor. Esta importante contribuição para a qualificação de profissionais da Região Norte em tão curto espaço de tempo certamente facilitou a criação do Centro de Biotecnologia da Amazônia, cuja estrutura física e laboratorial é das mais completas e bem equipadas do mundo.
Em contato com alunos egressos, o Programa estabelece grupos de pesquisa com diversas instituições e observa que a maioria dos profissionais formados tem obtido posições em instituições, sejam elas privadas ou públicas. Hoje, alunos egressos do PPGGEv são docentes e pesquisadores de universidades federais (AM, ES, MT, PR, RS, RN, MG), estaduais (UNESP/Botucatu, Cascavel, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Mato Grosso, Santa Cruz), privada (UNIMAR), institutos de pesquisa e empresas de Biotecnologia (Alellix). Este quadro leva à perseguição de metas mais ambiciosas pelos docentes e alunos do PPGGEv, aspirando-se frutos que engrandecerão mais ainda o Programa e a UFSCar.

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS 



Criado em 1976, o PPGERN foi o primeiro do Brasil a oferecer cursos de Mestrado e Doutorado em Ecologia. Atuando como um núcleo nacional, a partir do qual grupos de pesquisa formaram-se e instalaram-se pelo Brasil. Atualmente, as linhas de pesquisa desenvolvidas no programa são Ecologia de Ecossistemas Aquáticos, Ecologia Animal, Ecologia Vegetal e Ecologia Humana, Ecologia Aplicada, Gestão e Planejamento Ambiental, Etnoecologia e Educação Ambiental. Forma recursos humanos qualificados para atividades de ensino, pesquisa e extensão, incorporando os aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais relacionados à Ecologia e Meio Ambiente.
Com 34 anos de atividades, o PPGERN consolida-se nos níveis mestrado e doutorado, desempenhando papel significativo na produção científica do País. O reconhecimento nacional e internacional do Programa deve-se à diversidade de especialidades do quadro docente, o que se reflete qualitativa e quantitativamente nas dissertações e teses. Como o maior programa de pós-graduação na área de ecologia e um dos mais bem reconhecidos nesta área no Brasil (conceito 5, Capes), o PPGERN visa à meta da excelência, para a qual reajustes estruturais estão sendo aplicados.
O PPGERN é atualmente responsável pela formação de um número expressivo de mestres e doutores em Ecologia, tendo totalizado 965 defesas, sendo 429 mestrados e 536 doutorados. Em atividade, o PPGERN possui atualmente 75 mestres (35 bolsistas) e 132 doutores (59 bolsistas). Para tanto, conta com apoio das agências de fomento CAPES, CNPq e FAPESP. Dados recentes mostram que dos egressos do mestrado, cerca de 45% são docentes de universidades; 20% cursam doutorado e 12% atuam em instituições de pesquisa. Quanto aos egressos do doutorado, cerca de 70% são docentes em universidades, 15% atuam em instituições nacionais de pesquisa ou em órgãos governamentais, e 9% são bolsistas de pós-doutorado. Salienta-se que 94% dos egressos atuam em atividades de pesquisa ou em órgãos governamentais, dessa maneira inseridos no mercado de trabalho. Quanto à localização geográfica dos egressos, há uma concentração na região Sudeste (60%), seguida de difusão nas outras regiões do país: Sul (19%), Nordeste (9%), Centro-Oeste (9%) e Norte (5%). Portanto, o PPGERN cumpre com êxito seu objetivo de formar recursos humanos qualificados, de maneira que os profissionais possam atuar na reversão da atual tendência de perda do patrimônio natural deste País.  

Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

Nesta proposta solicita-se dois módulos, o mód. GENE e mód. GERMOPLASMA que irão finalizar o BIOTROP, e solicita-se também recursos para complementação das obras do BIOTROP quanto aos módulos já aprovados. Salienta-se que o BIOTROP completo contará com cinco módulos de laboratórios multiusuários, interligados por módulos centrais de laboratórios multidisciplinares, todos voltados para o objetivo comum do estudo da Biodiversidade em seu mais amplo sentido (gene, espécie e hábitat).
No entanto, para que o BIOTROP possa exercer seu papel de maneira completa e abrangente como proposto nos Editais Pro-Infra 2007 e 2008, nos quais três dos cinco módulos específicos e os módulos centrais já foram contemplados, insere-se o elemento da alta especificidade desses laboratórios já comtemplados. Exemplifica-se tal especificidade através de alguns dos laboratórios propostos, tais como laboratórios assépticos para microorganismos e partículas, laboratórios fechados e isolados à prova de ruidos para análise de sons emitidos por aves, laboratórios específicos para a instalação de equipamentos multiusuários na área da química fina e química ambiental de traços associada aos organismos e ambiente, além de laboratórios que satisfaçam os requerimentos para uso de radioisótopos na pesquisa. Toda essa especificidade que foi proposta nos módulos já contemplados do BIOTROP desviam-se do padrão quanto às obras civis e por esse motivo requerem recursos financeiros adicionais. É somente com tal complementação que o BIOTROP, em seu todo, poderá exercer plenamente a função proposta, qual seja, a de um conjunto de laboratórios multiusuários voltados ao objetivo comum do estudo da Biodiversidade em todos os seus sentidos, gene, espécie e hábitat. 
Assim, para a Complementação das obras do BIOTROP (mód. Espécie, mód. Hábitat e mód. Coleções de Referência), serão realizadas obras de serviços preliminares, instalações elétricas (rede elétrica estável para o suporte de equipamentos sensíveis), impermeabilização (laboratórios para uso com radioisótopos, laboratório de lipmpeza extrema tipo classe 100, dentre outros), revestimentos: pisos, paredes e forros, vidros, pintura e serviços complementares, tais como limpeza final da obra e paisagismo (gramado no entorno do edifício).

I.¦Módulo GENE - Laboratórios Multiusuários de Pesquisas da Biodiversidade Genética - 400 m2 O módulo GENE conta com os laboratórios descritos abaixo, que somados à área comum, de circulação, totaliza 400 m2.


1. Laboratório de Sequenciamento - 34,05 m2 espaço destinado à preparação de reações de sequenciamento em DNA alvo, de genotipagem de microssatélites, SNPs e AFLPs e à instalação adequada dos seqüenciadores automáticos e preparação dos géis. Controle de temperatura e de partículas. Equipamentos: sequenciadores automáticos e centrífuga refrigerada de placas.
2. Laboratório de Proteômica - 45,31 m2 Espaço destinado à construção de bibliotecas de análise global e diferencial de expressão gênica. Equipamentos: eletroforese de campo pulsado, centrífuga refrigerada, PCR em Tempo Real e forno de hibridização.
3. Laboratório de preparação e PCR - 83,35 m2 Espaço destinado ao preparo de amostras para amplificação de fragmentos de DNA em termocicladores. Preve-se vortex, centrífugas, biofotômetro, termocicladores.
4. Laboratório de Eletroforese - 31,67 m2 Espaço destinado à realização de eletroforeses em géis da agarose e de poliacrilamida. Preve-se fontes de eletroforese, transiluminador, equipamento de fotodocumentação.
5. Laboratório de Triagem - 6,0 m2 Neste espaço será feita a triagem das amostras oriunda de culturas e de material de coletas. Destina-se ao primeiro preparo do material biológico.
6. Laboratório de OGM (organismos geneticamente modificados) - 16,6 m2 Esta área será usada para a transformação de bactérias e clonagem de fragmentos de DNA, e armazenamento de clones; obedece as normas de segurança da UFSCar. Equipamentos: capela de fluxo laminar e deep-freezer -80 oC.
7. Laboratório Extração de RNA - 16,6 m2 Esta área destina-se à extração de RNA de tecidos animais e vegetais para análises de expressão gênica, e eletroforese de RNA. Equipamentos: espectrofotômetro, fluxo laminar e centrífuga.
8. Laboratório de Extração de DNA - 39,76 m2 Espaço destinado à extração de DNA através de metodologias para extração de sangue, tecidos sólidos, tecidos secos e fezes. Equipamentos: capela com exaustão, fluxo laminar, centrifuga clinica e de microtubos, agitador com incubação, estufa e freezers -20 oC. 
9. Laboratório de Extração de Proteínas - 16,6 m2 Espaço destinado ao preparo de amostras para determinações das proteínas selecionadas para análises de proteômica. Condições específicas como fluxo de ar positivo para evitar contaminações, além de controle de temperatura. 
10. Laboratório Climatizado - 21,0 m2 Espaço destinado ao cultivo de organismos. Requer controle de temperatura. Um dos equipamentos a serem instalados é a capela de fluxo laminar e condicionador de ar.
11. Laboratório de Lavagem - 28.83 m2 Espaço destinado à lavagem de vidraria, cujo procedimento demanda área específica e condições de limpeza que incluem esterilização. 
12. Laboratório de Esterilização - 4,0 m2 Espaço destinado à esterilização de materiais para serem usados nas análises e cultivo dos organismos. 

II. Módulo Multiusuário de Pesquisas da Biodiversidade de Microalgas - Módulo GERMOPLASMA - 400 m2 O módulo GERMOPLASMA conta com os laboratórios descritos abaixo, que somados à área comum, de circulação, hall de entrada e outros, além de áreas externas, totaliza a quantida de 400 m2.


1. Laboratório de Experimentação 21,0 m2 Espaço fechado empregado para experimentos que visam quantificar e qualificar o crescimento de espécies em culturas. Condições ambientais controladas.
2. Laboratório de Secagem 7,0 m2 Espaço destinado à secagem de material biológico e não biológico.
3. Laboratório de Cultivo 24,45 m2 Área de armazenamento de amostras naturais das quais foram isoladas as espécies e espécies mantidas em cultivo.
4. Cepário 15,0 m2 Local fechado que visa a manutenção das espécies isoladas em culturas vivas. Equipado com condicionamento ambiental. 
5. Ante-sala 5,0 m2 Área para proteção do Cepário, evitando entrada de contaminações. Sistema de pressão positiva e linha de gás butano. 
6. Laboratório de Limpeza de Vidraria 12,39 m2 Espaço destinado à lavagem de culturas de microalgas. Equipamentos: destiladores de água; lavagens em soluções ácidas e alcalinas. 
7. Laboratório de Bioquímica 11,75 m2 Espaço destinado para determinações e análise de amostras biológicas que exigem elevado grau de pureza; microanálises. 
8. Laboratório de Análises 26,36 m2 Este espaço abrigará equipamentos para análise físico-químicas como espectrofotometria, radiometria de radiação UV, fluorometria, analisador de carbono, e CHNS.
9. Laboratório de Criopreservação 15,88 m2 Espaço à manutenção de espécies congeladas, contará com N2, ultrafreezer e sistema de descongelamento. 
10. Lab. de Criomicroscopia 10,25 m2 Ärea para instalação de criomicroscópio e congelamento de espécies vivas.
11. Lab. de Processamento 8,75 m2 Espaço destinado a instalação de rotaevaporadores, estufas, liofilizadores e muflas. 
12. Lab. de Preparo de Amostra 6,25 m2 Espaço para preparo de amostras e triagem de material oriundo do campo: isolamento de cepas de microalgas.
13. Lab. de Cromatografia 19,25 m2 Área destinada à cromatografia: cromatografia em gel, cromatografia de gás, HPLC-PAD. Condiçoes especiais de controle de temperatura e linhas de gases. 
14. Lab. de Microscopia 9,10 m2 Espaço para instalação de microscópios ópticos para análise morfológica de microalgas.
15. Lab. Central de Manuseio 100,93 m2 Espaço para preparação de experimentos: sistemas de cultivo, filtração, extração de pigmentos.
16 - Armazenamento de Gases e Autoclaves 12,0 m2 Espaço externo destinado a abrigar gases especiais e butano, compressor e autoclaves.  

Subprojeto 3:

Sigla:

INFRA

Título:

Infraestrutura de Redes Locais e Distribuição de Energia dos campi da UFSCar

Objetivo:

Com a crescente dependência, por parte dos pesquisadores, de acesso a serviços de rede com alta disponibilidade, tais como correio eletrônico, portais de publicações eletrônicas, laboratórios remotos, sistemas online de submissão de artigos e de projetos de pesquisa, serviços de videoconferência e web conferência com colaboradores locais e internacionais, portais de editais, sites de laboratórios de pesquisa e de pesquisadores, dentre inúmeros outros, a existência de uma infraestrutura segura e estável, que atenda esta demanda, torna-se vital para a pesquisa. Para isso, a infraestrutura do Datacenter de uma Instituição tem que ser segura, confiável, eficaz e estável para atender uma disponibilidade cada vez mais próxima do ideal de 24x7x365 (24 horas, sete dias por semana, durante trezentos e sessenta e cinco dias do ano). Outro fator que muito contribui para a melhoria da qualidade dos serviços é a melhor distribuição da energia e o pronto atendimento a novas demandas por parte de laboratórios de pesquisa.
Assim, este subprojeto, de caráter de infraestrutura de pesquisa institucional, visa primordialmente melhorar as condições de infraestrutura física, lógica, elétrica e de telecomunicações do Datacenter da UFSCar para melhoria da qualidade e disponibilidade dos serviços de rede e também melhorar a distribuição de energia para os laboratórios de pesquisa da UFSCar. 
As seguintes ações são necessárias:
1.¦Execução de infraestrutura física, lógica, elétrica e de telecomunicações do novo Datacenter, que atenda os rigorosos padrões internacionais de alta segurança física e lógica, alta eficiência e autonomia energética (vinculação a gerador), de modo a assegurar a integridade, segurança e recuperabilidade dos dados de pesquisa hospedados/armazenados no atual Datacenter, e maior disponibilidade dos serviços essenciais de rede aos pesquisadores dos três campi;
2.¦Execução de sistema de suporte energético autônomo do Datacenter da UFSCar, consistindo da execução de cabine para acomodação de conjunto motor-gerador, garantindo autonomia energética e maior disponibilidade dos serviços de rede aos pesquisadores da UFSCar;
3.¦Ampliação da Infraestrutura de Energia Elétrica e de Dados/Voz, que integra 5 ações direcionadas à ampliação e melhorias dessas infraestruturas nos campi da UFSCar.
4.¦Aquisição de Transformadores para o atendimento de demandas de aumento de potência para os laboratórios de pesquisa nos campi da UFSCar.  

Justificativa e Relevância:

O crescimento das atividades de pesquisa e da área edificada de laboratórios de pesquisa a elas destinadas nos campi da UFSCar é resultado de vários eventos bastante positivos: da regularidade e grande investimento que vem fazendo o governo federal através dos editais CTINFRA e também como resultado da alta qualificação do corpo docente e a contratação de grande numero de docentes doutores, como resultado do Programa REUNI. Os indicadores para essas afirmações estão apresentadas nos quadros relativos à instituição, no presente projeto. Nesse contexto é crescente a dependência e demanda de acesso ininterrupto a serviços de rede por parte de pesquisadores, o que leva à necessidade de instalações de Datacenter em conformidade com padrões de qualidade internacionais para o armazenamento, disponibilidade, recuperabilidade de dados e de serviços de rede que são oferecidos à comunidade. 
O envelhecimento natural das instalações físicas atuais do Datacenter, sujeitas a intempéries e quedas constantes de energia tem impedido a alta disponibilidade de serviços necessária ao bom andamento das pesquisas, além de comprometimento da integridade, segurança, confiabilidade e recuperabilidade dos dados que são armazenados neste centro. Só no ano de 2009, o Datacenter sofreu quatro inundações (cinco dias de interrupção de serviços) e quarenta e três quedas de energia (a maioria com duração acima da capacidade dos no-breaks existentes), privando os pesquisadores de serviços essenciais à pesquisa durante vários dias. A construção de novas instalações do Datacenter à prova tanto de intempéries quanto de quedas de energia (com a implantação de gerador), eliminaria os atuais problemas de inundação causados principalmente pelo complexo e inadequado telhado do prédio atual. A modernização das instalações, de acordo com padrões de qualidade internacional, asseguraria a garantia de integridade e segurança do patrimônio mais valioso de uma Instituição: sua base de informação.  

Impactos Previstos:

Sendo o subprojeto de caráter transversal nos campi da UFSCar, o impacto previsto será o aumento na quantidade e qualidade das atividades de pesquisa realizadas pelos docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação e de iniciação científica. 
Dos impactos específicos previstos com a execução das quatro ações que constituem este subprojeto destacam-se:
"¦Garantia de segurança, integridade, confiabilidade, recuperabilidade e disponibilidade de dados, sistemas e portais, de laboratórios de pesquisa, pesquisadores e departamentos, que encontram-se armazenados/hospedados no Datacenter. 
"¦Garantia de funcionamento dos servidores e bancos de dados da instituição, durante interrupções de energia das redes pública e interna, aumentando a disponibilidade e qualidade dos serviços de rede do atual Datacenter da instituição (oferecimento e acesso 24x7x365);
"¦Garantia de suporte energético e de telecomunicações adequados às necessidades para o desenvolvimento de pesquisas no conjunto de laboratórios de pesquisa da UFSCar, com garantia de fornecimento;
"¦Melhoria da velocidade e da capacidade de ampliação da rede de dados/voz, considerando a convergência de tecnologias, para os pesquisadores da instituição.
"¦Modernização das instalações da rede de distribuição de energia em alta tensão (12kV) na cabine de entrada (campus Araras) e rede primária (campi São Carlos e Araras), na rede de baixa tensão (campus Araras) e flexibilidade no atendimento das demandas dos pesquisadores em relação ao aumento de potência para Laboratórios de Pesquisa, mediante a disponibilização de transformadores para instalação ou substituição, atendimento rápido a novas demandas (todos os campi).  

Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

O presente projeto, sendo um do tipo transversal, irá atender todos os programas de pós-graduações da UFSCar, incluindo os docentes pesquisadores e os alunos de mestrado, doutorado. 
Assim, os programas vinculados são os 33 programas de pós-graduação em funcionamento, com 32 cursos de Mestrado Acadêmico, 2 de Mestrado Profissional e 22 de Doutorado, distribuídos em cinco centros acadêmicos (Centro de Ciências Agrárias - CCA, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS, Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia - CCET, e Centro de Educação, Ciências Humanas - CECH e Campus de Sorocaba). A seguir, são listados os 33 programas e seus conceitos obtidos no triênio 2004-2006 (ou, nocaso de cursos novos, o conceito inicial). Entre parênteses o centro a que o programa está vinculado e o ano de início de seu curso de Mestrado(M), Doutorado(D) e Mestrado Profissional(MP), conforme o caso:

- Agricultura e Ambiente - 3* (CCA, M/2010)


- Agroecologia e Desenvolvimento Rural - 4 (CCA, M/2006)
- Antropologia Social - 3* (4* para D/2008) (CECH, M/2007, D/2008)
- Biotecnologia - 4 (CCET, M/2004, D/2004)
- Ciência da Computação - 4 (CCET, M/1988, D/2008) 
- Ciência dos Materiais - 3* (Campus Sorocaba, M/2009)
- Ciência e Engenharia de Materiais - 7 (CCET, M/1979, D/1987)
- Ciência Política - 4* (CECH, M/2008, D/2008)
- Ciência, Tecnologia e Sociedade - 3* (CECH, M/2008)
- Ciências Fisiológicas - 4 (CCBS, M/1994, D/1997)
- Construção Civil - 4 (CCET, M/2002)
- Diversidade Biológica e Conservação - 3* (Campus Sorocaba, M/2009)
- Ecologia e Recursos Naturais - 5 (CCBS, M/1976, D/1976)
- Economia - 3* (Campus Sorocaba, M/2010)
- Educação - 4 (CECH, M/1976, D/1991)
- Educação Especial - 5 (CECH, M/1978, D/1997) 
- Enfermagem - 3* (CCBS, M/2008)
- Engenharia de Produção - 4 (CCET, M/1992, D/1999)
- Engenharia Química - 6 (CCET, M/1982, D/1990)
- Engenharia Urbana - 4 (CCET, M/1994, D/2007)
- Ensino de Ciências Exatas - 3* (CCET, MP/2008)
- Estatística - 4 (CCET, M/1997, D/2006)
- Filosofia - 5 (CECH, M/1988, D/2002)
- Física - 5 (CCET, M/1988, D/1991)
- Fisioterapia - 5 (CCBS, M/1997, D/2001)
- Genética e Evolução - 5 (CCBS, M/1991, D/1991)
- Imagem e Som - 3* (CECH, M/2008)
- Lingüística - 3 (CECH, M/2005)
- Matemática - 5 (CCET, M/1987, D/1997)
- Psicologia - 5* (CECH, M/2008, D/2008)
- Química - 7 (4* para MP) (CCET, M/1980, D/1987, MP/2008)
- Sociologia - 5* (CECH, M/2008, D/2008)
- Terapia Ocupacional - 3* (CCBS, M/2010)

* conceito atribuído na aprovação inicial de criação do programa/curso

Durante o ano de 2009, nos programas de pós-graduação da UFSCar foram realizadas 622 defesas, sendo 444 de Mestrado e 178 de Doutorado (o maior número anual já registrado, 90 a mais que o recorde anterior, de 532 defesas no ano de 2007), sendo que até o final de 2009 a UFSCar totalizou 5.038 defesas de mestrado e 2.061 de doutorado. No início de 2009, havia cerca de 1300 alunos matriculados nos 30 cursos de Mestrado que já haviam recebido alunos, 50 alunos nos 2 cursos de Mestrado Profissional e cerca de 900 alunos nos 21 cursos de doutorado na mesma situação, totalizando cerca de 2250 pós-graduandos, número que chegou a 2600 ao longo do ano. Cabe destacar que uma fração significativa dos alunos (cerca de 60 % dos mestrandos e 70% dos doutorandos) foi atendida por bolsas de estudo dos principais órgãos de fomento à pós-graduação do país.  


Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

Ação 1 - Construção de Datacenter da UFSCar com 293,90 m2
Execução de Datacenter construído sob normas internacionais e melhores práticas construtivas, dotado de mecanismos para segurança de acesso, detecção preventiva e combate a situação de riscos, com vistas a manter um ambiente que assegure a integridade, segurança, recuperabilidade e disponibilidade de serviços e dados de pesquisa ali hospedados/armazenados, essenciais aos pesquisadores dos três campi. 

Ação 2 - Construção de Cabine Primária com Gerador vinculado ao Datacenter da UFSCar com 61,39 m2


Execução de sistema de suporte energético autônomo do Datacenter da UFSCar, consistindo da execução de cabine para acomodação de conjunto motor-gerador e transformadores, garantindo autonomia energética e maior disponibilidade dos serviços de rede aos pesquisadores da UFSCar.

Ação 3: Ampliação da Infraestrutura de Energia Elétrica e de Dados/Voz, que integra 5 ações direcionadas à ampliação e melhorias dessas infraestruturas nos campi da UFSCar.


1¦INFRA BIOTROP e COLMEEA, CAMPUS SÃO CARLOS : Disponibilizar as infraestruturas de energia, dados e telecomunicações para o conjunto de prédios: BIOTROP e COLMEEA, considerando que as suas implantações ocorrerão num mesmo setor do campus, cf. mapa de localização em anexo.
2¦CABINES DADOS/VOZ, CAMPUS SÃO CARLOS : Prevê a construção de três cabines de dados e voz no campus, que permitirão a melhoria dos serviços disponibilizados pelas redes de dados e voz, flexibilizando e aumentando a capacidade de ampliações futuras demandadas pelos pesquisadores. Consiste basicamente na construção de cubículos de alvenaria para a instalação de racks para a montagem de equipamentos de rede, execução de redes de interligação e passagem de cabos. Serão aproveitados projetos pré-existentes de instalações similares, sendo necessária apenas a realização de ajustes relativos aos trechos das tubulações, sendo de fácil e rápida implantação.
3 MODERNIZAÇÃO CABINE DE ENTRADA DE ENERGIA CAMPUS DE ARARAS: Promover a modernização das instalações de entrada de energia do campus de Araras, consistindo da troca disjuntor média tensão, circuito de monitoramento/desligamento da rede em caso de aterramento da rede, substituição do ramal de entrada de energia e aterramento de segurança da cabine. Esta ação é de fácil e rápida execução, trazendo grande aumento na segurança e confiabilidade no ponto de entrega e medição de energia em alta tensão (12kV).
4 REFORMA REDE ÁEREA MEDIA TENSÃO; REFORMA E TROCA DE CRUZETAS, CHAVES , PARA-RAIOS DA REDE PRIMARIA : Promover a reforma da rede primária de energia do campus de araras, consistindo da troca cruzetas, pára-raios da rede de alta tensão, estruturas de montagem, isoladores e demais acessórios. Esta intervenção é de fácil e rápida implantação e aumentará a segurança e confiabilidade da rede primária de distribuição de energia.
5 INSTALAÇÕE ELÉTRICAS DA CABINE DE TRANSFORMAÇÃO PARA CONJUNTO DE LABORATÓRIOS DE PESQUISA (150 KVA + 225 KVA) E REDE ALIMENTAÇÃO BAIXA TENSÃO : Execução de instalações elétricas de posto de transformação com potência total de 375 kVA, rede de alimentação de alta e baixa tensão para o edifício de laboratórios de pesquisa do campus de araras, consistindo de: cabine de transformação, quadro de alimentação e demais acessórios, disjuntores de proteção, medição, rede subterrânea, caixas de passagem, postes e instalação de transformadores. Salientamos que a parte civil será executada como contrapartida da instituição através de outras fontes de investimento.

Ação 4 - Aquisição de Transformadores, com potencias diversas.


A aquisição dos transformadores permitirá o atendimento de demandas de aumento de potência para os laboratórios de pesquisa, no caso do campus São Carlos, ou a sua disponibilização, no caso das instalações para os campi de Araras e Sorocaba.  

Subprojeto 6:

Sigla:

LIEP/PPGEP

Título:

Laboratório Integrado de Pesquisa em Engenharia de Produção

Objetivo:

O objeto desta proposta é a consolidação da infra-estrutura de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFSCar por intermédio da implantação do Laboratório Integrado de Pesquisa em Engenharia de Produção (LIEP/PPGEP). O objetivo principal é reunir num espaço adequado os grupos de pesquisa vinculados ao programa agregando pesquisadores, pesquisadores visitantes, pós-doutores, pós-graduandos e alunos de iniciação científica e tecnológica. 
O LIEP/PPGEP com área construída de 1043 m2 acomodará os 7 grupos de pesquisa vinculados às 6 linhas de pesquisa do programa, bem como, comportará espaços multiusuários voltados para ao suporte às atividades de pesquisa.
Os grupos de pesquisa beneficiários deste subprojeto, aos quais se vinculam os 22 pesquisadores permanentes do programa de pós-graduação, são:
-¦Linha de Pesquisa Gestão da Qualidade (GQ), Grupo de Pesquisa em Gestão da Qualidade (GEPEQ): pesquisa os processos de melhoria da qualidade e da produtividade em produtos e processos. O Grupo é liderado pelos pesquisadores José Carlos Toledo, Luis Sergio da Silva, Manoel Fernando Martins e Roberto Martins. 
-¦Linha de Pesquisa Gestão de Sistemas Agroindustriais (GSA), Grupo de Estudos e Pesquisas Agroindustriais(GEPAI): atua em pesquisas relacionadas à análise e gestão dos sistemas agroindustriais focando a dinâmica das cadeias produtivas. O GEPAI é liderado pelos pesquisadores Mário Otávio Batalha, Andrea Lago da Silva, Hildo Meirelles de Souza Filho, José Flávio Diniz Nantes, Luiz Fernando de Oriani e Paulillo e Rosane Lucia Chicarelli Alcântara. 
-¦Linha de Pesquisa Gestão da Tecnologia e da Inovação (GTI), Grupo de Estudos em Estratégia e Formas de Organização da Produção (GEEOP): desenvolve pesquisas sobre reestruturação de segmentos da economia brasileira, das novas configurações de cadeias industriais, das estratégias e das formas de organização da produção. O grupo é liderado pelos pesquisadores Alceu Gomes Alves Filho e Ana Lúcia Vitale Torkomian.
-¦Linha de Pesquisa Planejamento e Controle de Sistemas Produtivos (PPCSP), Grupo de Pesquisa em Pesquisa Operacional (GPO): pesquisa modelos, métodos e técnicas para apoiar decisões em sistemas de produção e logística, utilizando abordagens de otimização e análise de desempenho. O GPO é liderado pelos pesquisadores Reinaldo Morábito Neto e Vitória Maria Miranda Pureza. 
-¦Linha de Pesquisa Planejamento e Controle de Sistemas Produtivos (PPCSP), Grupo de Pesquisa em Planejamento e Controle da Produção(PLACOP): desenvolve pesquisas voltadas para a redução de lead time e sistemas de apoio à decisão. O grupo é liderado pelos pesquisadores Flávio Cesar Faria Fernandes, Moacir Godinho Filho, e Néocles Alves Pereira. 
-¦Linha de Pesquisa Instituições, Organizações e Trabalho (IOT), Grupo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças (NESEFI): desenvolve pesquisas com foco na financeirização da economia. O grupo é liderado pelos pesquisadores Roberto Grün, Oswaldo Mário Serra Truzzi e Júlio Cezar Donadone. 
-¦Linha de Pesquisa Trabalho, Tecnologia e Organização (TTO), Grupo de Estudos em Simulação e Ergonomia (ERGOAÇÃO): pesquisa o projeto de situações produtivas articulando referencias da Ergonomia Situada e de Simulação. O grupo é liderado pelos pesquisadores Nilton Luiz Menegon, João Alberto Camarotto e Francisco José da Costa Alves. 
Os espaços multiusuários voltados para ao suporte às atividades de pesquisa envolvem: 
-¦Um Núcleo de Manufatura Digital (NMD) equipado com tecnologias voltadas para a captura, visualização de concepções técnicas e organizacionais constituindo um espaço multiusuário para os grupos de pesquisa, com destaque para o GOP, PLACOP, GEPEQ e ERGOAÇÃO.
-¦Uma Sala Multimídia e de Vídeo Conferência (SMVC) equipada com recursos para suportar eventos relacionados aos projetos temáticos e de cooperação interinstitucionais, bem como, defesas e seminários.
-¦Um Núcleo de Apoio a Projetos (NAP) visando dotar os grupos de pesquisa de suporte técnico e administrativo para a condução de projetos de pesquisa.
A constituição do LIEP/PPGEP é primordial para a continuidade e ampliação dos projetos de pesquisas em andamento e proporcionará condições objetivas para a superação das deficiências atuais que limitam a expansão dos grupos. Também, criará um ambiente propício para a maior interação entre pesquisadores, ampliando a capacidade do PPGEP em termos de produção científica e tecnológica.  

Justificativa e Relevância:

Os grupos de pesquisa representam no campo da engenharia de produção aquilo que os laboratórios representam em outros campos da engenharia, constituindo um espaço para o acúmulo dos conhecimentos gerados em pesquisas e o local onde se consolida a infra-estrutura (computadores com alta capacidade de processamento e software) para o desenvolvimento dos projetos. Graduandos de iniciação científica ou bolsistas do Programa de Desenvolvimento Institucional em Ciência e Tecnologia (PBICT/UFSCar) interagem com mestrandos e doutorandos e demais pesquisadores no interior dos grupos. Consolidados a partir de 1995 os sete grupos de pesquisa atuantes no PPGEP adquiriam nos últimos quinze anos importância no cenário da Engenharia de Produção e grande capacidade para obtenção de financiamento, sejam de fontes tradicionais como o CNPq e a FAPESP, sejam oriundos da iniciativa privada em projetos de cooperação científica e tecnológica. Os projetos de pesquisa em andamento no programa, com envolvimento de contrapartida financeira, são apresentados na seqüência.

GEPEQ: Sustentabilidade como um Direcionador de Mudanças nos Sistemas de Medição de Desempenho. Universal/CNPq. 2009 a 2011. Desenvolvimento de Instrumento Informatizado para Avaliação da Maturidade de Sistemas de Medição de Desempenho.Universal/CNPq. 2008 a 2010. Transferência de um novo modelo de coordenação da qualidade para a cadeia de produção de hortaliças minimamente processadas. Embrapa. 2008 a 2011. Nó UFSCar (POLI/USP, UFRGS e UFSC) no projeto Novas Tendências em Gestão e Engenharia da Qualidade: Produtos e Serviços. PROENGENHARIAS/CAPES. 2008 a 2011. 

GEPAI: Impactos da produção de biodiesel na competitividade da cadeia produtiva brasileira da glicerina. Universal/CNPq. 2009 a 2011. Redução de Custos Através da Implementação de Melhorias de Processos das Empresas do Arranjo Produtivo Local (APL) de Cerâmica Branca de Pedreira - SP. CNPq. 2008 a 2010. Competitividade da produção de biodiesel no Brasil: a inserção e os impactos da agricultura familiar. FAPESP. 2008 a 2010. Participação no projeto Análise dos sistemas logísticos e de transporte do corredor centro-oeste - ALOGTRANS. (PUC-RJ, IME-RJ, UFES, UFMS, UFRJ-COPPE, UFSCar, UnB). R$ 1.242.000,00. MCT/FINEP/Ação Transversal Logística de Transporte 02/2007. 2007-2010.

GEEOP: Consolidação e Padronização de Metodologia de Metodologia de Proteção e Comercialização de Tecnologias de NIT do Estado de São Paulo. PRÓ-NIT-SP1. 2008 a 2010. Estratégias de Produção e Tecnológica em Cadeias de Suprimentos: Estudos de casos nos setores automotivos, de linha branca, eletrônico e de calçados. Universal/CNPQ. 2008 a 2010.

NESEFI: A cartografia do espaço de consultoria brasileiro e as novas formas de recontextualização e Internacionalização dos intercâmbios e conteúdos gerenciais. Universal/CNPq. 2008 a 2010. Novo conceito de empresa, internacionalização e financeirização: estudos de caso nos setores elétrico, de bioenergia e de eletrodomésticos. FAPESP.2009 a 2011.

GPO: Projeto Teoria e prática dos problemas de corte e empacotamento. (EP-USP, FEE-UNICAMP, ICMC-USP, IME-USP, IMECC-UNICAMP, INPE, ITA, Mackenzie, UEL , UNESP-Bauru, UNESP - São Jose do Rio Preto). Temático da FAPESP. 2006-2010. Planejamento estratégico do corredor centro-norte, Projeto MCT/FINEP/Ação Transversal Logística de Transporte. Ceftru-UnB, UFC, UFSCar, ANTT, ANTAQ, Represto, Adecon, Valec. 2008-2010. Extensões industriais ao problema de planejamento e programação da produção. CAPES. University of the West of England, USP-ICMC, Unesp, UFSCar. 2010-2012. PPExt - Industrial Extensions to Production Planning and Scheduling. Marie Curie Actions - International Research Staff Exchange Scheme (IRSES). University of the West of England, Universidade do Porto, USP-ICMC, Unesp, UFSCar. 2010-2013. 

PLACOP: Quick Response Manufacturing (QRM): aplicação prática e propostas de melhorias. Universal/CNPq. 2009 a 2011. Utilização de uma abordagem híbrida system dynamics-factory physics para a investigação do efeito de programas de melhoria contínua na redução do lead time. FAPESP. 2009 a 2011.

ERGOAÇÃO: Conforto e Design de Cabine - Desenvolvimento e Analise Integrada de Critérios de Conforto e Metodologia e Design. PICTA/FAPESP/Embraer. 2008 a 2011. Passageiros civis brasileiros: preferências e preocupações em viagens aéreas e questões chave para a avaliação dimensional de aeronaves. ANAC. 2009 a 2010. Estudos e Pesquisa sobre Ergonomia Aplicada à Indústria de Refino de Petróleo com Transferência de Tecnologia Desenvolvida pela UFSCar. Petrobras. 2008 a 2011.



Tal capacidade para a obtenção de financiamento para o desenvolvimento de projetos de pesquisa tem sido, nos últimos anos, incompatível e superior à infra-estrutura existente no departamento em termos de espaço físico e de tecnologias necessárias para o desenvolvimento de projetos na fronteira conhecimento científico e tecnológico no campo da engenharia de produção. Os grupos ocupam atualmente pequenas salas espalhadas pelo prédio administrativo do Departamento de Engenharia de Produção. 
Além das áreas destinadas aos grupos, definidas em função do número do número de discentes, mestrandos, doutorandos e pós-doutorando vinculados aos e mesmos, áreas de uso comum serão necessárias para a consolidação da infra-estrutura do PPGEP.
O Núcleo de Manufatura Digital (NMD) constitui um laboratório multiusuário dotado com tecnologias de Digitalização e Sistema de Visualização Tridimensional. Tais recursos constituem um salto tecnológico para os pesquisadores do PPGEP/UFSCar em direção aos ambientes de Manufatura Virtual e Realidade Expandida. Parcerias firmadas ao longo dos anos com fornecedores disponibilizaram aos grupos de pesquisa software de última geração no campo da modelagem e da simulação. Ainda, foram adquiridos em 2009 o software de simulação humana RAMSIS e o de captura de movimento MOVEN, um investimento aproximado de 100 mil dólares com recursos do PICTA/FAPESP. Ainda, em projetos de cooperação com a Embraer e Petrobras tais tecnologias têm sido operadas por pesquisadores do PPGEP nas instalações destes parceiros. Considerando o alto custo destas tecnologias a sua difusão no Brasil passará necessariamente pelas instituições de pesquisa, às quais, poderão desenvolver conhecimento científico e tecnológico para uma gama de aplicações em campos outros que as grandes corporações. 
A Sala Multimídia e de Vídeo Conferência (SMVC) constitui uma facilidade que vem sendo cada vez mais requisitada no desenvolvimento de pesquisas e no relacionamento com outras instituições públicas e privadas. A disponibilização destes recursos equacionará questões relativas aos custos com deslocamento e de disponibilidade de agenda dos pesquisadores. 
O Núcleo de Apoio a Projetos (NAP) visa superar as condições operacionais atuais, nas quais os grupos contratam profissionais para estas atividades de forma individualizada. Tal forma de operacionalizar os projetos de pesquisa é onerosa e vulnerável. A consolidação deste núcleo reduzirá os custos por meio da cotização entre os usuários, bem como, tornará perene o suporte necessário às atividades de pesquisa.
Por fim, destaca-se a relevância do PPGEP. Os projetos de pesquisa e as cooperações que estão em desenvolvimento pelos grupos vinculados ao programa demonstram a forte inserção dos pesquisadores em áreas chave para o desenvolvimento da competitividade brasileira. Projetos de cunho setorial como àqueles vinculados ao agronegócio, industria aeronáutica e de petróleo, projetos caráter regional como o de logística na região centro-oeste, projetos de temáticas universais tais como a sustentabilidade e a financeirização, bem como, projetos com recorte sistêmico em diferentes cadeias produtivas, integram-se dentro do PPGEP revelando a sua importância e relevância para a UFSCar e para a Engenharia de Produção brasileira.  

Impactos Previstos:

Os impactos deste subprojeto são divididos em dois campos: Impactos internos para o PPGEP e seus grupos de pesquisa e impactos externos a UFSCar para a sociedade e comunidade.

a) Impactos Internos para os grupos e para o PPGEP:

-¦Consolidação dos grupos de pesquisa por meio de espaço físico adequado para acomodar pesquisadores e equipamentos com o equacionamento das limitações atuais;
-¦Ampliação na capacidade de absorção de novos pesquisadores (graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado) por meio do aumento da possibilidade de elaboração e realização de projetos de pesquisa;
-¦Aumento da produção científica e tecnológica nas diferentes linhas e grupos de pesquisa em decorrência do aumento do numero de pesquisadores e da produtividade nas atividades de pesquisa;
-¦Aprofundamento da interação entre alunos, grupos e linhas de pesquisa em decorrência da proximidade dos grupos de pesquisa e do compartilhamento da infra-estrutura;
-¦Aprofundamento em temáticas emergentes no campo da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico por meio da implementação de infra-estrutura para a pesquisa e desenvolvimento em manufatura digital e realidade expandida;
-¦Ampliação da capacidade de interação com outras instituições de pesquisa e parceiros em projetos de cooperação científica e tecnológica por meio das tecnologias de comunicação em ambientes digitais;
-¦Ampliação do apoio técnico-administrativo às atividades de pesquisa por meio da perenizarão dos recursos de suporte e gestão;
-¦Redução nos custos operacionais das atividades de pesquisa por meio do compartilhamento da infra-estrutura de apoio e de práticas de interação em ambientes digitais.

Impactos Externos para a UFSCar e Sociedade:

-¦Ampliação na capacidade de atendimento à demanda por formação de pesquisadores em Engenharia de Produção;
-¦Ampliação da capacidade de absorver demandas por projetos de cooperação com instituições públicas e privadas;
-¦Ampliação da visibilidade e da atratividade do PPGEP frente à comunidade interna e externa;
-¦Ampliação da competitividade dos projetos de pesquisa do PPGEP frente a outras instituições;
-¦Ampliação das possibilidades de difusão dos conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos no PPGEP;
-¦Aprofundamento e ampliação das parceiras em projetos de cooperação científica e tecnológica com setores chave da economia brasileira;
-¦Consolidação e difusão de competências em tecnologias emergentes no campo da engenharia de produção.  


Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

O PPGEP é credenciado pela Capes e oferece curso de mestrado (1992) e doutorado (1999). O corpo docente é composto por 22 pesquisadores permanentes, dos quais 11 são pesquisadores bolsistas do CNPq. Ainda o programa conta com 12 professores colaboradores. O corpo discente é composto 218 alunos, dos quais 98 são doutorandos e 120 são mestrandos. Atualmente 2 pesquisadores desenvolvem pós-doutoramento no programa. Até o momento, foram defendidas 354 dissertações de mestrados e 92 teses de doutorado. Na avaliação trienal 2004/2006 o programa produziu 39 teses de doutorado e 93 dissertações de mestrado. Foram publicados 135 artigos em periódicos nacionais e internacionais e 440 artigos em congressos. O conceito atribuído pela CAPES ao programa foi 4. No triênio 2007/2009, o programa produziu 43 teses de doutorado e 78 dissertações de mestrado, foram publicados 183 artigos em periódicos nacionais e internacionais e 396 publicações completas em anais de congresso. Para 2010, já são 18 artigos aprovados para publicação em periódicos. A comparação entre os dois triênios evidencia uma proximidade em termos de quantidades, bem como, evidencia o esforço empreendido em ampliar a produção científica qualificada no interior do programa. Destaca-se, no último triênio, o acréscimo de 36% nas publicações com qualificação no Qualis das Engenharias III. 

Os esforços do PPGEP no sentido de uma melhor qualificação para o programa podem também ser evidenciados no número de projetos de pesquisa financiados e no relacionamento com instituições internacionais. No início de 2010, 21 projetos de pesquisa com contrapartida (já apresentados na justificativa deste subprojeto) estão em desenvolvimento pelos grupos de vinculados ao PPGEP, envolvendo recursos superiores a 3 milhões de reais diretamente aportados ao programa em infra-estrutura (software e hardware) e custeio das operações de pesquisa. No campo Internacional, docentes do programa mantêm atividades colaborativos com pesquisadores de instituições renomadas tanto da Europa (Universidad Politécnica de Madrid (UPM), Ecole Centrale Paris, École des hautes études en sciences sociales (EHESS), University of Duisburg-Essen, University of Gaz, University of the West of England, London Business School); quanto dos Estados Unidos (ViginiaTech, North Carolina State University, Michigan State University, University of Califórnia); e, Canadá (École Polytechnique de Montreal). No último triênio 4 professores realizaram pós-doutorado e 6 alunos concluíram suas teses em regime de doutorado sanduiche nestas instituições. Em 2010, 2 pós-graduandos encontram-se no exterior e outros 3 irão desenvolver suas pesquisas nas instituições parceiras.

Outra forma de inserção do programa no cenário nacional e internacional se dá por meio da Revista Gestão&Produção, primeira e principal publicação brasileira na área, editada pelo PPGEP desde 1994. A revista tem periodicidade trimestral e opera com um Editor e outro Co-Editor vinculados ao PPGEP. O caráter nacional da revista é garantido por meio dos Editores-Associados: Área de Estratégia/Organização/Trabalho, Mario Sergio Salerno (DEP/EPUSP); Área de Pesquisa Operacional/Métodos Quantitativos, Mauricio Cardoso de Souza DEP/UFMG; Área de Planejamento e Controle da Produção / Logística, Luiz Felipe Roris Rodriguez Scavarda do Carmo DEI/CTC/PUC/RIO; e, Área de Qualidade, Luiz Cesar Ribeiro Carpinetti, DEP/EESC - USP. Os artigos publicados na Gestão & Produção são indexados ou resumidos no International Abstracts in Operations Research. O Volume 16, publicado em quatro edições no ano de 2009 contemplou 55 artigos provenientes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Pernambuco, bem como, EUA, Canadá, Chile e Israel. Tal abrangência e qualificação levaram a revista a ser classificada como: A2 em Administração, Ciências Contábeis e Turismo, B1 em Interdisciplinar, B2 em Engenharias III e Planejamento urbano e Regional/Demografia, B4 em Engenharias I e Engenharias IV e B5 em Matemática/ Probabilidade e Estatística. 

Por fim, destaca-se, por meio do destino dos egressos do programa, outro aspecto que evidencia a qualificação do PPGEP. No triênio 2007/2009, 39 pós-graduados do PPGEP, listados abaixo, foram aprovados em concursos públicos, assumindo o cargo de professor e pesquisador em relevantes Instituições Públicas de Ensino Superior. 

Alda Maria Napolitano Sanchez UFABC; Ana Beatriz Lopes de Sousa Jabour UFSCar - Sorocaba; Ana Paula Iannoni, Ecole Centrale Paris; Angela Paula Simonelli UFPR; Ana Elisa Tozetto Piekarski UNICENTRO; Antonio Roberto Giriboni Monteiro UEM; Cristiane Betanho FATEC; Daniel Braatz Antunes de Almeida Moura UFSCar; Daniel Jugend UNESP; Deisemara Ferreira UFTM; Douglas Jose Alem Junior UFSCar - Sorocaba, Éderson Luiz Piato UFSCar - Sorocaba; Eli Angela Vitor Toso UFSCar - Sorocaba; Fabiana Cunha Viana Leonelli USP; Ferenc Istvan Bankuti UEM; Gisele de Lorena Diniz Chaves UFES; Glauco Henrique de Sousa Mendes UFSCar; Isaias Torres UFSCar - Sorocaba; Itamar Aparecido Lorenzon UFSCar; João Guilherme de Camargo Ferraz Machado UNESP; José Gilberto Spasiani Rinaldi UNESP; Karine Araujo Ferreira UFOP; Lasara Fabricia Rodrigues UFOP; Luís Fernando Soares Zuin USP; Luís Sérgio Paçó Lopes AFA; Maico Roris Severino UFG; Márcia Freire de Oliveira UFUberlândia; Muris Lage Junior UFG; Roniberto Morato do Amaral UFSCar; Ricardo Coser Mergulhão UFSCar - Sorocaba; Roberta Resende Zagha UFJF; Rúbia Nara Rinaldi UNOESTE PR; Sandra Mara Schiavi Bankuti UEM; Sérgio Evangelista Silva UFOP; Stella Jacyszyn BachegaUFG; Thelma Lucchese Cheung UFMS; Túlio Oliveira de Souza UFRN; Valdir Garcia UNESP; Verônica Angélica Freitas de Paula UFUberlândia.

Em suma, o PPGEP tem uma produção científica e tecnológica crescente, consegue obter financiamento de fontes diversas para o desenvolvimento de pesquisas, está inserido no cenário nacional e internacional e, principalmente, tem produzido recursos humanos de alto nível para o desenvolvimento do ensino e da pesquisa no campo da engenharia de produção.  



Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

Edifício do LIEP/PPGEP (1043 m2, Valor R$: 1.242.701,57)

Localização: O LIEP/PPGEP será construído em 2 pisos sobre o prédio do Laboratório de Análise e Projeto do Trabalho (LAPT/DEP/UFSCar) em razão da ausência de espaços disponíveis para novas construções nas imediações dos edifícios hoje ocupados pelo Departamento de Engenharia de Produção da UFSCar. Tal decisão foi tomada considerando que os pequenos custos adicionais da obra serão amplamente compensados pelos aspectos benéficos da solução encontrada. A infra-estrutura existente (rede elétrica, lógica e de água e esgoto, vias de acesso e estacionamento) será aproveitada. Por outro lado, manterá os grupos de pesquisa próximos às salas de aula da pós-graduação e das áreas administrativas PPGEP. 


Ocupação Piso II: O piso superior será ocupado pelos grupos de pesquisa NESEFI (60 m2), GEEOP (60 m2) e GEPAI (66 m2). Ainda neste piso funcionará o NAP-Núcleo de Apoio a Projetos (70 m2) e a SMVC-Sala Multimídia e de Vídeo Conferência (90 m2). Será dotado de Sanitários Universais, DML-Depósito de Material de Limpeza, Copa e Hall (53 m2). Escada de acesso, corredores e rampa elevatória, para acessibilidade universal, ocuparão as demais áreas.
Ocupação Piso I: O piso inferior será ocupado pelos grupos de pesquisa GOP (66 m2), PLACOP (60 m2), GEPEQ (60 m2) e ERGOAÇÃO (76 m2). Neste piso funcionará também o NMD-Núcleo de Manufatura Digital (90 m2). Será dotado de Sanitários Universais, DML-Depósito de Material de Limpeza, Copa e Hall (53 m2). Escada de acesso, corredores e rampa elevatória, para acessibilidade universal, ocuparão as demais áreas.

Equipamentos (Valor R$: 318.192,42)

NMD: Núcleo de Manufatura Digital (Valor R$: 284.626,42)
-¦Sistema completo Barco de visualização e controle de imagens, CADWALL Retro-Projetado com 01 Canal Estereo e Mono, dotado de um Projetor modelo Galaxy NW-7 com tecnologia Ativo Infitec, Mecânica para Retro-projeção, Gerenciamento de imagens na Tela (XDS Control Center Suite) e Tela Rígida negra, anti-reflexiva com largura 3050mm, altura de1906mm e profundidade de 2092mm. Serviços de instalação, Treinamento, Integração. (Valor R$: 203.000,00).
-¦SISTEMA LASER PORTATIL HANDY SCAN-Mod. VIUscan 3D SYS-H3D-EVIU Educational VIUscan, dotado de Câmera EXAScan, Cabo "Fire Wire" de alimentação, Maleta para transporte e armazenagem e Software de aquisição VXScan. 2500 etiquetas refletivas de referenciamento e treinamento operacional incluso. (Valor R$: 81.626,42).

SMVC: Sala Multimídia e de Vídeo Conferência (Valor R$: 33.566,00)


-¦Pacote Polycom QDX 6000 com Câmera Polycom EagleEye? QDX, codec, dois microfones, cabos e controle remoto. Dotado de Câmera Polycom EagleEye QDX, Razão de aspecto 16:9, Zoom óptico de 12X, Campo de visão de 72° no zoom mínimo, Faixa de panoramas +/- 100° e Faixa de elevações +20/-30°. (Valor R$: 18.320,00)
-¦Servidor Power edge T310 - BRH9315, Sistema Operacional Red Hat Enterprise Linux 5.3, 2S. Dotado de Processador Intel Xeon X3470 (2.93GHz, 8M Cache, Turbo), Memória de 16GB, 800MHz (4X4GB RDIMM), Sistema Operacional Red Hat Enterprise Linux 5.3, 2S, Instalação de fábrica x64, 1 ano de Licença e Mídia e Disco Rígido Cabled de 500GB 7.2K RPM SATA 3Gbps 3.5 hot plug.¦ (Valor R$15.246,00).  

Subprojeto 7:

Sigla:

MAVLABS

Título:

Núcleo de Laboratórios e Central de Criogenia para o Estudo de Materiais Avançados em Condições Extremas de Pressão, Campo Magnético e temperatura

Objetivo:

O desenvolvimento de materiais cujas propriedades físicas possam ser ajustadas e otimizadas para determinada aplicação é, seguramente, uma das facetas da ciência que tem grande impacto junto à sociedade. Há inúmeros exemplos atestando essa tendência crescente, dentre os quais destacamos o desenvolvimento de sensores e atuadores com maior sensibilidade e aplicabilidade mais ampla em automação industrial, fruto de avanços na produção e caracterização de materiais ferroelétricos avançados. Igualmente notável tem sido o desenvolvimento, ao longo dos últimos anos, de novos materiais semicondutores cujas propriedades físicas possibilitam a transmissão e o processamento de informações em taxas sempre crescentes. Da mesma forma, o desenvolvimento de novas gerações de materiais magnéticos tem possibilitado um crescimento sem precedentes nos níveis de sensoriamento e monitoração em diferentes frentes produtivas, notadamente na indústria automobilística. De modo similar, algumas classes de materiais supercondutores, em vista do avançado estágio de desenvolvimento alcançado, têm sido empregadas na fabricação de dispositivos variados, cujo uso extrapola o antigo nicho da instrumentação científica, alcançando agora clínicas de diagnóstico e hospitais.
O Departamento de Física da UFSCar tem diversos grupos que trabalham no desenvolvimento de materiais e na otimização de propriedades específicas, todos diretamente envolvidos neste subprojeto:
- Grupo de Materiais Semicondutores
- Grupo de Cerâmicas Ferroelétricas
- Grupo de Supercondutividade e Magnetismo
- Grupo de Interações Hiperfinas e Espectroscopia Mossbauer
- Grupo de Espectroscopia Mecânica
- Grupo de Materiais e Dispositivos
Esses grupos têm reconhecida competência científica e larga tradição na execução de projetos envolvendo aspectos teóricos e experimentais do problema, trabalhando na modelagem, no processamento e na caracterização de materiais complexos avançados, cujas propriedades especiais possam ser otimizadas visando eventuais aplicações tecnológicas. Estão envolvidos diretamente nessas pesquisas 21 doutores do quadro permanente do DF/UFSCar, dos quais 13 são bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq. O nível de maturidade alcançado pelos grupos de pesquisa do DF/UFSCar tem tido repercussão direta no número crescente de estudantes de graduação e pós-graduação que ali desenvolvem seus trabalhos científicos, bem como no de recém-doutores, atraídos pela excelência da pesquisa e pela qualidade do parque de equipamentos disponível. Atualmente estão associados aos grupos proponentes deste subprojeto 10 bolsistas de pós-doutorado, 25 de doutorado, 20 de mestrado e 19 de iniciação científica. Esse expressivo corpo de pesquisas é apoiado por 4 técnicos, que atuam nas oficinas Mecânica, Eletrônica e de Criogenia do Departamento.

Os grupos de pesquisa do DF/UFSCar mantêm inúmeras colaborações com outros grupos nacionais e estrangeiros, muitas das quais estabelecidas formalmente através de convênios multilaterais, abrangendo não apenas intenções e interesses comuns, mas também recursos para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas. 


O reconhecimento da qualidade das pesquisas realizadas no DF/UFSCar tem repercutido também na forma de um significativo crescimento no número de projetos apoiados pelas agências de fomento, tais como FAPESP, CAPES e CNPq, bem como pelo MEC/FNDE e pela PETROBRAS. O montante de recursos aprovado no período compreendido entre 2007 e 2010 alcançou a cifra de R$ 12,1 milhões. 

Por outro lado, a participação do DF/UFSCar no programa REUNI levou a um crescimento recente bastante significativo no número de docentes-pesquisadores do corpo permanente: 7 foram contratados em 2009, mais 5 serão incorporados imediatamente (primeiro semestre de 2010) e outros 5 em 2011. A inclusão desses 17 docentes-pesquisadores representa um aumento de 44% em relação aos 38 do quadro permanente de 2008.

Assim, com a chegada de novos pesquisadores qualificados e um aporte financeiro substancialmente maior do que em anos anteriores, evidenciou-se uma necessidade premente de crescimento da área disponível para laboratórios de pesquisa, não apenas para abrigar uma ampliação das atividades já existentes, mas também para possibilitar a instalação de novas facilidades experimentais. 

Além disso, houve ainda um crescimento expressivo da demanda por líquidos criogênicos, usados corriqueiramente em pesquisa e desenvolvimento de materiais avançados. Para possibilitar o atendimento dessa demanda adicional, o DF/UFSCar decidiu transformar sua Oficina de Criogenia em uma nova Central de Criogenia, com projeto de instalação de liquefatores de Hélio e Nitrogênio, de modo a atender às necessidades crescentes de toda a UFSCar.

O presente subprojeto está sendo apresentado com o objetivo primordial de resolver, para os próximos anos, a necessidade de expansão de área para Laboratórios de Pesquisa e para a nova Central de Criogenia. Um novo edifício, com cerca de 1.000 m2, deverá ser construído, para possibilitar as expansões necessárias bem como a instalação de novos laboratórios de pesquisa, constituídos para abrigar equipamentos de grande porte recém-adquiridos ou em fase de aquisição. Para atender as demandas típicas dos laboratórios que irá acolher, o novo prédio deve contar com salas de preparação de amostras dotadas de capelas, e com laboratórios climatizados, equipados com sistema de recuperação de hélio; água fria proveniente de torre de refrigeração própria e potência instalada suficiente, disponibilizada por novos transformadores.

Alguns laboratórios de pesquisa já existentes serão transferidos para o novo edifício, já que a área que ocupam atualmente é insuficiente para o seu funcionamento a plena capacidade. Além disso, alguns dos que hoje são vizinhos da Oficina de Criogenia serão também transladados para o novo edifício, de modo a liberar áreas que, depois de reformadas, permitam a expansão da nova Central de Criogenia. 

É importante frisar que a atual Oficina de Criogenia é operada pelo DF para a UFSCar, abastecendo todos os usuários de Nitrogênio líquido do campus de São Carlos. A Oficina de Criogenia atende também os usuários de Hélio líquido do DF no gerenciamento do líquido adquirido de fontes externas e na recuperação do gás evaporado. A criação da nova Central de Criogenia, a partir da expansão da Oficina, beneficiará todos os usuários de Hélio e Nitrogênio do campus e também de toda a região.

A equipe proponente deste subprojeto conta com 21 pesquisadores do corpo permanente do departamento, 13 dos quais são bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PPQ) do CNPq. No período entre 2007 e 2010, o grupo publicou 310 artigos científicos em revistas especializadas arbitradas, conforme aferido no início de março de 2010 na Web of Science. São eles:


1) Prof. Dr. Adenilson J. Chiquito - PPQ-2
2) Prof. Dr. Adilson A. J. Oliveira - PPQ-2
3) Prof. Dr. Ducinei Garcia - PPQ-2
4) Prof. Dr. Fernando M. A. Moreira - PPQ-2
5) Prof. Dr. Gilmar E. Marques - PPQ-1C
06) Prof. Dr. José A. Eiras - PPQ-1A
07) Prof. Dr. José C. Galzerani - PPQ-1D
08) Prof. Dr. José P. Rino - PPQ-1C
09) Profa. Dr. Odila Florêncio - PPQ-2
10) Prof. Dr. Paulo S. Pizani - PPQ-1C
11) Prof. Dr. Victor L. Richard - PPQ-2
12) Prof. Dr. Wilson A. Ortiz - PPQ-1D
13) Profa. Dr. Yara G. Gobato - PPQ-2
14) Prof. Dr. Ariano G. Rodrigues
15) Prof. Dr. Cláudio A. Cardoso
16) Prof. Dr. Fabiano Colauto
17) Prof. Dr. José C. Rossi
18) Prof. Dr. Maristela O. M. D. Souza
19) Prof. Dr. Michel V. Zambrano
20) Prof. Dr. Paulo S. Silva
21) Prof. Dr. Sérgio Mergulhão  

Justificativa e Relevância:

São Carlos situa-se em uma região do Estado de São Paulo que abriga uma grande concentração de pesquisadores e grupos de pesquisa ligados ao desenvolvimento de Ciência e Tecnologia de Materiais, sendo a Universidade Federal da São Carlos um dos mais importantes centros nacionais de pesquisa nessa área. Nesse cenário encontra-se o Departamento de Física, cuja competência no desenvolvimento e caracterização de novos materiais avançados para aplicação em tecnologia de ponta goza de reconhecimento internacional.

A consolidação dos grupos de pesquisa e sua expansão quantitativa, através do fortalecimento dos centros já instalados e da formação de novos núcleos, é um dos grandes objetivos estratégicos do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) que norteiam os investimentos na UFSCar, em todas as áreas do conhecimento desenvolvidas em seus campi. Para as linhas de pesquisa ligadas a Ciência e Tecnologia de Materiais, uma das mais tradicionais desta Universidade, a implementação de infraestrutura laboratorial para a pesquisa de fronteira deve incluir a disponibilidade de áreas adequadas, dotadas de facilidades indispensáveis à prática de processos de investigação científica, de modo a concretizar, de forma eficaz, as políticas de desenvolvimento institucional. 

Assim, reconhecendo as necessidades atuais de ampliação e adequação da infraestrutura física de pesquisas do Departamento de Física, a UFSCar decidiu apoiar este subprojeto, de modo a possibilitar o uso eficiente dos recursos captados pelo departamento e, muito especialmente, pelos grupos experimentais que subscrevem este pleito, objetivando consolidar e ampliar as pesquisas em processamento, caracterização e aplicações na área de física de materiais avançados.

Por sua vez, o mérito científico e a alta capacitação dos grupos proponentes têm sido amplamente reconhecidos no país e no exterior. Esse reconhecimento tem sido endossado também pelas agências de fomento nacionais, junto às quais os proponentes captaram, nos últimos 3 anos, mais de 12 milhões de reais em recursos destinados ao custeio de insumos, à manutenção do parque de equipamentos existente, à ampliação das frentes de trabalho experimental e simulacional e, muito especialmente, à aquisição de novos aparatos experimentais de porte para a exploração de novas fronteiras do conhecimento.

A chegada de novos equipamentos e a perspectiva de utilização de novas técnicas de experimentação fomentou o crescimento populacional de todos os grupos envolvidos, através da admissão de mais estudantes e pós-doutores. Esse aumento demográfico, sem o crescimento correspondente na área dos grupos, representou um aumento na densidade de ocupação das áreas existentes, agravando a situação decorrente da chegada de novos equipamentos e estações experimentais, quer requerem espaço adicional para instalação e operação.
Um exemplo representativo dessa situação de escassez de espaço ocorreu recentemente com um dos grupos participantes, que se viu forçado a optar, estrategicamente, pela desativação temporária de duas montagens de médio porte para a instalação de todo o instrumental de sua nova estação experimental para o estudo de materiais através de técnica magneto-ótica. Em vista dos prazos a cumprir no âmbito do projeto científico, como também pela proximidade do final da garantia dos equipamentos, a instalação, os testes preliminares e o início das operações tornaram-se inadiáveis. Entretanto, as facilidades temporariamente desativadas não são dispensáveis, e precisam voltar a funcionar plenamente o quanto antes. Caso similar ocorreu com outro equipamento de grande porte - um magneto supercondutor de 17 Tesla - cuja instalação tornou-se inadiável e foi preciso desalojar outras facilidades para a abertura do espaço necessário para acomodá-lo. 

Pelo menos três outros instrumentos importantes serão também motivadores de situações semelhantes até que novas áreas possam ser incorporadas aos laboratórios de pesquisa dos grupos proponentes deste subprojeto. Um deles é uma máquina de testes para aplicação de impacto mecânico de alta energia em materiais, já adquirida. Há também o caso de um equipamento para análise de distribuição de tamanho de partículas nanométricas por difração a laser, em fase de importação. No futuro imediato teremos ainda o caso recém-aprovado de um microscópio eletrônico de varredura, para realização de litografia por feixe elétrons e estudos morfológicos em amostras nanométricas. 

Portanto, pode-se concluir que o investimento proposto tem um caráter vital para os grupos de pesquisa envolvidos, que serão direta e decisivamente beneficiados pela concessão dos recursos ora pleiteados. A construção de um novo edifício, bem como a execução das reformas em áreas liberadas, para reocupação subsequente, possibilitarão a operação plena de todo o parque de equipamentos em condições adequadas. Para tanto, o novo edifício deverá contar com novas salas de preparação de amostras dotadas de capelas, e com laboratórios climatizados, equipados com tubulação para recuperação de Hélio; outras utilidades importantes são a disponibilidade de água fria, proveniente de torre de refrigeração instalada no próprio edifício, bem como a oferta de potência instalada suficiente, distribuída a partir de transformadores para atendimento exclusivo dessas novas instalações.

deste subprojeto, propiciando o fortalecimento das pesquisas e sua manutenção em níveis comparáveis aos dos melhores centros de investigação de padrão internacional. É, portanto, indispensável que os grupos detentores desse formidável conjunto de instrumentos científicos possam mantê-los devidamente instalados e operando em condições adequadas, o quê requer uma expansão significativa da área física disponível.  



Impactos Previstos:

A implantação da infraestrutura solicitada terá impacto positivo nas atividades dos grupos envolvidos, e também no Programa de Pós-graduação em Física da UFSCar, em vista da íntima ligação entre os estudantes de mestrado e doutorado do programa e os laboratórios participantes.

A construção do novo edifício com laboratórios climatizados, incluindo novas salas de preparação de amostras, linha de recuperação de Hélio, fornecimento de água fria proveniente de torre de refrigeração própria, assim como a disponibilidade de potência instalada suficiente, distribuída a partir de transformadores exclusivos, possibilitarão a superação de gargalos importantes que limitam atualmente o cotidiano dos grupos solicitantes. Eliminadas tais limitações, espera-se um fortalecimento imediato dos grupos, propiciando a consolidação de linhas de pesquisa implantadas mais recentemente e a criação de perspectivas favoráveis à abertura de novas linhas. 

Igualmente importante será o fortalecimento da Pós-graduação, uma vez que grupos fortes e produtivos são mais atraentes para os estudantes, o que permite antever uma procura maior por pelo curso e uma melhoria significativa no padrão dos candidatos, já que, naturalmente, os estudantes mais talentosos procuram os melhores cursos.
É certo também que a implantação da infraestrutura solicitada deverá propiciar um incremento adicional na já significativa produção cientifica dos grupos envolvidos, cuja média anual para os últimos 3 anos é um pouco superior a uma centena.

Há ainda um outro aspecto de grande importância associado ao fortalecimento dos grupos experimentais do DF: trata-se do grande esforço que tem sido empreendido para permitir um aumento do percentual de docentes-pesquisadores experimentais no quadro permanente do departamento. É por demais conhecido o fato de que a prática de ciências experimentais é sempre mais onerosa do que os empreendimentos científicos em ramos teóricos da ciência. Assim, instalar, equipar e manter em funcionamento cotidiano um grupo voltado para a experimentação em Física e Ciência dos Materiais é muito mais dispendioso do que sustentar um grupo teórico. 

Em decorrência disso, países em que departamentos acadêmicos de Física recebem investimentos modestos para a pesquisa fundamental, tendem a congregar mais físicos teóricos do que experimentais. Essa desproporção tende a manter-se ou até aumentar, já que o grupo mais numeroso forma estudantes com perfil semelhante, num processo de realimentação natural do sistema. Por outro lado, em países com ciência de primeira linha é generalizada a noção de que os experimentais devam ocupar entre dois terços e três quartos do quadro. 
Assim, o apoio ora pleiteado é muito valioso para o sucesso desse esforço de inversão da proporção inicial entre experimentais e teóricos, conduzindo-a para valores mais próximos aos praticados nos países com maior tradição científica. 

Dessa forma, os impactos previstos, decorrentes da implantação da infraestrutura solicitada, podem ser assim resumidos:

- Consolidação dos grupos experimentais proponentes e de suas linhas de pesquisa atuais, bem como de novas frentes de investigação em Materiais Avançados em condições extremas de pressão, campo magnético e temperatura;
- Pesquisas de fronteira em Materiais Avançados, visando a compreensão mais plena dos mecanismos físicos que governam o seu comportamento, bem como o desenvolvimento de materiais com possíveis aplicações em dispositivos magnéticos e eletro-eletrônicos, geralmente na forma de sensores e/ou atuadores;
- Formação de recursos humanos de alto nível, em grau de doutorado, mestrado e especialização, nas áreas de atuação dos grupos envolvidos;
- Transferência de tecnologia, na área de Materiais Avançados especiais, para o setor produtivo, sempre que possível;
- Divulgação dos resultados das pesquisas através do aumento do volume de publicações de artigos científicos em revistas especializadas, bem como pela deposição de pedidos de patentes, quando cabível;
- Estabelecimento e intensificação de novos projetos de cooperação científica com grupos de pesquisa nacionais e estrangeiros, bem como com o setor produtivo, na área de Ciência e Tecnologia de Materiais Avançados;
- Expansão da capacidade de atendimento, pela Central de Criogenia, das demandas criogênicas dos grupos participantes, bem como dos demais grupos do campus de São Carlos e da região que se valem atualmente do apoio da Oficina de Criogenia.  


Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

O Curso de Mestrado em Física do Programa de Pós-Graduação teve início em agosto de 1988, com as áreas de Física Atômica e Molecular, Física Estatística e Física da Matéria Condensada. A primeira dissertação de mestrado foi apresentada em 23/11/1990 e até o momento foram defendidas mais de 120 dissertações de mestrado no PPG-FIS.
O Curso de Doutorado em Física do Programa de Pós-Graduação teve início em agosto de 1991, com as mesmas áreas de concentração do Mestrado. A primeira tese de doutorado foi defendida em 19/07/1995, tendo sido apresentadas, até o presente, mais de uma centena de teses doutorado.

Ao longo de mais de duas décadas de funcionamento, o Programa de Pós-Graduação em Física tem tido um papel decisivo na consolidação da investigação científica de alto nível no Departamento de Física, propiciando a consolidação de seus diversos grupos de pesquisa. Os grupos experimentais que subscrevem este subprojeto têm participado ativamente do programa, formando recursos humanos de nível elevado, mestres e doutores que encontram colocação profissional nas boas universidades brasileiras, fortalecendo assim o sistema de ensino superior e a pesquisa experimental em nosso país.

Atualmente o PPG-FIS tem conceito 5 junto à CAPESP, e um grande esforço tem sido empreendido pelo programa como um todo - coordenação e docentes credenciados - e pelos grupos participantes, no sentido de elevar esse conceito. É evidente que a desejada elevação de conceito será boa para todos, criando um ciclo virtuoso: os programas com os melhores conceitos atraem os melhores estudantes, o quê conspira favoravelmente para a manutenção de conceitos mais elevados. 

Por outro lado, o PPG-FIS é também um ator importante no esforço, já mencionado, para que o DF possa alcançar uma relação mais adequada entre atividades de pesquisa teóricas e experimentais. Para atrair bons estudantes que se interessem pela carreira de investigador experimental, é indispensável manter laboratórios de pesquisa bem equipados, atuando em temas de fronteira da Física e da Ciência dos Materiais, o que só pode ser alcançado por grupos experimentais bem fortes e bem estabelecidos. 

Em suma, para formar bons experimentais o programa deve ser forte, de modo a interessar bons candidatos, e o mesmo deve valer para os grupos de pesquisa, desenvolvendo pesquisas atraentes, de primeira linha, de modo a atrair os melhores estudantes do país. Isso, naturalmente, requer aparato experimental de primeira e instalações condizentes com as necessidades para as operações cotidianas.

O PPG-FIS tem um corpo docente de 27 professores credenciados, dos quais 14 fazem parte dos grupos que subscrevem esta solicitação:


1) Prof. Dr. Adenilson J. Chiquito - PPQ-2
2) Prof. Dr. Adilson A. J. Oliveira - PPQ-2
3) Prof. Dr. Ducinei Garcia - PPQ-2
4) Prof. Dr. Fernando M. A. Moreira - PPQ-2
5) Prof. Dr. Gilmar E. Marques - PPQ-1C
06) Prof. Dr. José A. Eiras - PPQ-1A
07) Prof. Dr. José C. Galzerani - PPQ-1D
08) Prof. Dr. José P. Rino - PPQ-1C
09) Profa. Dr. Odila Florêncio - PPQ-2
10) Prof. Dr. Paulo S. Pizani - PPQ-1C
11) Prof. Dr. Victor L. Richard - PPQ-2
12) Prof. Dr. Wilson A. Ortiz - PPQ-1D
13) Profa. Dr. Yara G. Gobato - PPQ-2
14) Prof. Dr. Cláudio A. Cardoso

Dos 24 alunos matriculados no Mestrado, 17 são orientados pelo grupo de professores acima listado. No Doutorado são 30, de um total de 46 matriculados.


O programa é apoiado decisivamente pelas principais agências de fomento do país, CAPES, CNPq e FAPESP, que financiam as bolsas de estudo da totalidade dos estudantes.  

Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

Este projeto tem como objetivo central a expansão do espaço físico destinado aos laboratórios de pesquisa em Ciência e Tecnologia de Materiais Avançados do Departamento de Física. Os recursos solicitados serão utilizados na construção de um edifício de 993,50 m2, divididos igualmente em dois pavimentos, que será utilizado para a expansão das atividades experimentais no departamento. 

Uma vez construída, essa área receberá laboratórios novos e também outros já existentes, que necessitam de expansão. Haverá ainda o remanejamento de dois laboratórios para viabilizar a expansão da atual Oficina de Criogenia do DF, que passará à condição de Central de Criogenia da UFSCar, com maiores atribuições.


Parte dos recursos ora pleiteados será destinada a custear reformas de áreas existentes que, depois de desocupadas, serão readequadas para abrigar a nova Central de Criogenia, onde serão instalados liquefatores de Hélio e de Nitrogênio. 

O novo edifício será justaposto à atual construção do Departamento de Física, de modo a minimizar os impactos de infraestrutura de base, tais como ligações de água, esgoto e energia elétrica, bem como áreas de estacionamento e circulação de veículos e pessoas. Parte dos recursos será utilizada na construção de uma passarela coberta, situada na lateral do atual edifício do DF, cujo objetivo é interligar adequadamente as duas edificações. Além disso, um elevador para cargas e pessoas será instalado no atual edifício do DF, para atendimento dos 4 pavimentos do prédio, de acordo com a legislação vigente.

A infraestrutura necessária ao novo edifício inclui a climatização das dependências, a disponibilidade de água fria e de energia elétrica e a possibilidade de recuperação de Hélio evaporado nos laboratórios. Para tanto serão instalados condicionadores de ar nos laboratórios e nas salas, uma torre de refrigeração anexa ao prédio, um transformador próprio nas imediações e uma tubulação de cobre para recuperação de Hélio, interligando o novo edifício e a Central de Criogenia.

No pavimento superior haverá as seguintes instalações:


- Laboratório de Medidas Magneto-Ópticas em Altos Campos Magnéticos;
- Sala de Coleta e Tratamento de Dados;
- Laboratório de Altas Pressões;
- Gabinete do Coordenador dos Laboratórios;
- Sala de Reuniões e Seminários;
- Laboratório de Fornos e Secagem de Amostras;
- Laboratório de Materiais Especiais e Heteroestruturas Semicondutoras;
- Laboratório de Absorção Óptica UV-VIS;
- Laboratório de Materiais Semicondutores Nanoestruturados.

As instalações do pavimento inferior serão:


- Laboratório de Preparação de Amostras, com capela e bancadas;
- Sala de Fornos;
- Laboratório de Propriedades de Transporte em Materiais Magnéticos e Supercondutores;
- Laboratório de Imageamento Magneto-ótico em Materiais Magnéticos e Supercondutores;
- Laboratório de Medidas Magnéticas em Materiais Magnéticos e Supercondutores;
- Laboratório de Modelagem e Simulação Computacional em Materiais Magnéticos e Supercondutores;
- Oficina de apoio técnico para montagens e pequenos reparos.
- Banheiros masculino e feminino;
- Sala de Coordenação dos Laboratórios;
- Sala de Seminários e Reuniões.

No prédio principal, a área total a ser reformada ou adaptada é de 1.838,50 m2, envolvendo:


- retirada de algumas paredes e esquadrias;
- construção de um corredor coberto para interligação entre o novo prédio e o antigo;
- revisão geral das instalações hidrossanitárias e de águas pluviais;
- execução de instalações para combate a incêndios, incluindo extintores e escada metálica para saída de emergência;
- revisão nas instalações elétricas, lógicas e telefônicas;
- interligação das linhas de distribuição de gases especiais;
- revisão geral em revestimentos, vidros e pintura;
- instalação de elevador para atender os 4 pisos do edifício principal do DF.

Os equipamentos a serem adquridos são os seguintes:


1. Torre de Refrigeração 
Marca REFRISAT
Modelo TRR.020 com Unidade Controladora de Temperatura SAT-060-W
Preço: R$ 48.600,00
Justificativa: Muitos dos equipamentos utilizados nos laboratórios de pesquisa em Ciência e Tecnologia de Materiais Avançados do Departamento de Física abrigam equipamentos que precisam de refrigeração a água. Também os liquefatores de Hélio e Nitrogênio requerem água fria para sua refrigeração. A torre de refrigeração atualmente existente já opera em sua capacidade máxima, de modo que uma nova torre deverá ser adquirida para atender as novas instalações.

2. Transformador trifásico a óleo


Marca ALGE 
Modelo 225 kVA - 15 kV - 220/127 V
Preço: R$ 11.980,00
Justificativa: O Departamento de Física dispõe de uma capacidade instalada de fornecimento de energia elétrica de 450 kVA, suficiente apenas para alimentar as necessidades das instalações atuais. Com a construção do Núcleo de Laboratórios e Central de Criogenia será preciso aumentar essa capacidade, e um transformador de 225 kVA será adquirido para atender a demanda adicional.

3. Condicionadores de Ar 


Marca Springer Carrier
13 unidades do modelo Space de 36.000 BTU
6 unidades do modelo Hiwall de 12.000 BTU
1 unidade do modelo Space de 48.000 BTU
Preço Total: R$ 74.990,00
Justificativa: No novo prédio do Núcleo de Laboratórios de Materiais Avançados do Departamento de Física, os laboratórios serão climatizados com condicionadores de ar individuais, para que a temperatura e a umidade sejam mantidas em níveis adequados, propiciando as condições ideias para a operação dos instrumentos de medição e análise e das estações experimentais.  


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