Relatório técnico científico período: setembro/2014 a agosto/2015



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IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

Título do Projeto de Pesquisa (ao qual está vinculado o Plano de Trabalho ): Ver-o-Peso da Saúde: estratégia de Educação Alimentar e Nutricional para Escolares do Ensino Fundamental.


Nome do Orientador: Cláudia Daniele Tavares Dutra Cavalcanti
Titulação do Orientador: Doutora
Faculdade: Nutrição
Instituto/Núcleo: Instituto de Ciências da Saúde
Laboratório:
Título do Plano de Trabalho: Ver-o-peso da Saúde Escolar: Estado nutricional e difusão de saberes em educação alimentar de alunos do ensino fundamental.
Nome do Bolsista: Richard Patrick Nunes Rodrigues

Tipo de Bolsa: ( X )PIBIC/PARD



INTRODUÇÃO

A maioria dos problemas de saúde e nutrição está relacionada ao consumo inadequado de alimentos, tanto do ponto de vista quantitativo, quanto qualitativo, em consequência dos aspectos socioeconômicos e demográficos, que determinam os hábitos e comportamentos alimentares (MONTEIRO et al., 2000; IBGE,2004).

Na última década, ocorreu aumento da prevalência de obesidade, sobretudo na população infantil, de acordo com a International Obesity Task Force – IOTF, cerca de 155 milhões de crianças em idade escolar apresentam sobrepeso e obesidade no mundo, sendo esta, uma das alterações pediátricas mais frequentes e preocupantes, devido ao elevado risco de tornarem-se adultos obesos, apresentando enfermidades precoces, como diabetes e doenças cardiovasculares (JANSSEN et al., 2005; ORIO JR. et AL., 2007; WAITZBERG, 2009).

A educação nutricional tem sido usada como tática a ser seguida para que as pessoas tenham uma alimentação mais saudável, a partir dos conhecimentos adquiridos sobre alimentação e nutrição, com o objetivo de reduzir os índices de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) (Santos, 2010).

Segundo Fernandes et al. (2009), intervenções nutricionais em crianças, principalmente antes dos 10 anos, mostram uma maior redução da gravidade da obesidade quando comparadas a pessoas na idade adulta.

Um estudo de intervenção nutricional realizado com escolares foi apontado com melhora nos conhecimentos nutricionais, atitudes e comportamentos alimentares, além de influências nos hábitos alimentares de seus familiares, sendo então a educação nutricional na escola considerada uma ferramenta essencial para modelar as atitudes e comportamentos das crianças sobre nutrição, visando à modificação e melhorias dos hábitos alimentares em longo prazo, e como um elemento de conscientização e reformulação das distorções do comportamento alimentar, auxiliando a refletir sobre a saúde e qualidade de vida (FERNANDES et al., 2009; SANTOS, 2010)



JUSTIFICATIVA:

A infância é considerada uma fase, no qual estão sendo estabelecidas as bases para o comportamento alimentar, com sua inserção no ambiente escolar, assim como no ambiente familiar (FERNANDES et al., 2009; AIRES et al., 2011).

A formação adequada dos hábitos alimentares durante a infância, promove a saúde permitindo o crescimento e o desenvolvimento infantil. O déficit de nutrientes pode ocasionar retardo no crescimento e atraso na puberdade, assim como o excesso alimentar, acompanhado do sedentarismo, relaciona-se à ocorrência de obesidade e suas comorbidades. (COSTA et AL., 2006; ROMANI; LIRA, 2004; ALBUQUERQUE & MONTEIRO, 2002, SANTOS et al., 2010).

É dentro deste contexto que a educação alimentar e nutricional vem ganhando espaço nas escolas, sendo de extrema importância para a prevenção de agravos na vida adulta, a partir dos hábitos alimentares saudáveis adquiridos ainda na infância.

A partir dessa perspectiva, o Ver-o-Peso da Saúde Escolar busca avaliar o estado nutricional e verificar os saberes sobre a alimentação saudável da comunidade escolar do ensino fundamental.


OBJETIVOS

Objetivo Geral:

Avaliar o estado nutricional e verificar os saberes sobre a alimentação saudável da comunidade escolar do ensino fundamental.

MATERIAIS E MÉTODOS:
O estudo é do tipo intervencionista e foi realizado em duas escolas de ensino fundamental, do 2º ao 5º ano, do município de Belém – Pará.

O estudo abrangeu alunos do 2º ao 5º ano do turno matutino, sendo uma turma de cada série selecionada por conveniência, uma vez que levou em consideração o maior número de alunos. A coleta de dados foi realizada no período de agosto de 2014 a maio de 2015.

Inicialmente, foi aplicado um questionário sociodemográfico aos pais e ou responsáveis dos alunos. Na fase 1, aplicou-se um questionário de percepção (QP1) aos alunos sobre a alimentação saudável, sem nenhum tipo de intervenção. Para a fase 2, elaborou-se material de apoio pedagógico para o professor e para o aluno, contemplando os temas: alimentação saudável; refeição balanceada, grupos de alimentos e suas funções; alimentação e mídia; hábitos e estilos de vida saudáveis; frutas, hortaliças e sua importância para a saúde; segurança alimentar e doenças causadas pela alimentação inadequada e rótulo de alimentos.

O material de apoio pedagógico teve a seguinte estrutura: a) Conteúdos teóricos em ciências nutricionais para que possam fortalecer o conhecimento do professor a respeito do tema; b) Roteiro de atividades práticas a serem desenvolvidas para estimular a aprendizagem do aluno, como cruzadinhas, jogo dos sete erros, jogo da memória, pirâmide alimentar, entre outros; c) Orientações ao professor para que execute atividades com pais de alunos; desenvolva atividades que integrem família e escola e organize reuniões, palestras e outros eventos que apresentem como tema a promoção da alimentação saudável; d) Elaboração de materiais como: Cartazes sobre alimentação saudável, atividade física e práticas para a promoção saudável na escola, foram disponibilizados.

Após a intervenção dos conteúdos transversais em sala de aula realizou-se a aplicação do questionário (Percepção 2) para avaliar o aprendizado do conteúdo.

Foi realizada a avaliação nutricional por meio de medidas antropométricas. O peso foi aferido em balança plataforma digital, e altura, medida em estadiômetro vertical, com variações, respectivamente, de 50 gramas e 1mm, foram coletados de acordo com padronização para a tomada de peso e estatura (LOHMAN et al., 1988). O peso, em quilo, e a altura, em metro, foram utilizados para o cálculo do IMC, dado em peso dividido pela altura ao quadrado (Kg/m2) (BRASIL,2004). A classificação do estado nutricional se deu conforme as recomendações da Organização Mundial de Saúde (WHO,2006). Em relação ao índice Peso/Idade (P/I), a Organização Mundial de Saúde, 2007, indica sua utilização até a idade de 10 anos, portanto, os escolares com idade superior a 10 anos não foram classificados quando ao P/I.

As variáveis estudadas foram apresentadas de forma descritiva e analítica. Para as comparações entre as variáveis foi utilizado teste não paramétrico (Teste G). Os dados foram armazenados em planilha do Programa Microsoft Excel e analisados nos programas Epi Info, versão 3.5.1., Anthro Plus, versão 1.0.3. e BioEstat versão 5.3. O nível de significância aceito será de p<0,05.

Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Pará do Instituto de ciências da Saúde sob parecer nº 392.255/2013. Os pais/responsáveis autorizaram a participação das crianças. A participação no estudo foi voluntária, sendo garantido a todos os participantes o abandono do estudo a qualquer momento.



RESULTADOS:

Foram avaliados 111 escolares, sendo 59,5% do sexo feminino e 40,5% do masculino, com idades entre 7 a 12 anos crianças e adolescentes. Dos 111 participantes, apenas 64,9% (n=72) entregaram o protocolo sociodemográfico preenchido, destes, foi observado que 73,1% das famílias possuíam a renda familiar de 1 a 2 salários mínimos, sendo que 43,7% referiram receber ajuda de custo do Programa Bolsa Família. Em relação à moradia, 63,4% possuíam casa própria, 19,7% residiam em casa alugada e 12,7% em casa de parentes.



Na análise de avaliação do estado nutricional (n=111) observou-se que tanto o sexo masculino (73,3%), quanto o sexo feminino (84,8%) apresentaram, na sua maioria, estatura adequada para idade. Foram observados, ainda escolares abaixo da estatura (11,1% meninos e 7,6% meninas), e acima da estatura para sua idade (15,6% meninos e 7,6% meninas), sem diferença estatística (p=0,1219), conforme ilustra a Figura 1,

Figura 1. Distribuição de escolares segundo classificação do estado nutricional de Estatura para Idade. Belém- PA, 2015.


p=0,3312 *

*Teste G


Na análise de avaliação do estado nutricional segundo o IMC/Idade (Figura 2), observou-se que os escolares do sexo masculino e feminino respectivamente, apresentaram: baixo peso (4,4%; 9,1%), eutrofia (42,2%; 57,6%), excesso de peso (53,3%; 33,3%) sem diferença estatística (p=0,1062).

Figura 2. Distribuição de escolares segundo classificação do estado nutricional de IMC para Idade. Belém- PA, 2015.


p=0,1062 *

*Teste G


Em relação ao índice Peso/Idade (Figura 3), n=98, sendo 61,8% do sexo feminino e 38,2% do sexo masculino, obtive-se os seguintes valores: baixo peso (0% masculino; 15,8% feminino), eutrofia (53,8% masculino; 63,2% feminino) e excesso de peso (46,2% masculino; 21% feminino).

Figura 3. Distribuição de escolares segundo classificação do estado nutricional de peso para Idade. Belém- PA, 2015.

A análise de dados sobre os saberes da alimentação saudável na comunidade escolar (n=50) a porcentagem de acertos dos escolares em relação ao questionário de percepção aplicado antes da intervenção (QP1) e após a intervenção (QP2). Conforme podemos observar na Figura 4, o número de acertos do QP2 foi superior ao QP1 em 8 perguntas, sendo estas: “O que compõe uma alimentação saudável?”, “O que são Alimentos Energéticos?”, “Quais são os alimentos energéticos?”, “Quais são os alimentos construtores?”, “Você acha que é saudável tomar refrigerante todos os dias?”, “O que é necessário ter no rótulo dos alimentos?” e as afirmativas sobre alimentação adequada e atividade física. Nos casos em que a porcentagem de acertos no questionário de percepção 1 foi superior ao 2, observou-se uma dificuldade especial a cerca dos temas ministrados: Alimentos Construtores (O que são?), Alimentos Reguladores (O que são e quais são?) e Rotulagem Obrigatória (Em quais alimentos?).




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