Quinquagésima sétima parte estudo de domingo de manhã



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GÊNESIS (1)

QUINQUAGÉSIMA SÉTIMA PARTE

ESTUDO DE DOMINGO DE MANHÃ

Hoje vamos dar continuidade ao estudo que estamos fazendo em Gênesis, livro que relata o começo de tudo. Deus criou todas as coisas, nos céus, na terra e no mar. E, o livro de Gênesis é onde está registrado o ato da criação divina.

Neste livro também mostra como Deus escolheu um homem, tirando-o da terra de Ur dos caldeus, para peregrinar em Canaã por muitos anos. O Senhor usou este homem para dar origem à nação de Israel. Veja Josué 24:3; João 8:56.

Acompanhamos as peregrinações de Abraão com o seu pessoal, as de seu filho Isaque, e agora estamos acompanhando as andanças de seu neto Jacó.

Jacó logrou a seu sogro, Labão, fugindo às escondidas com suas mulheres e filhos a fim de voltar à terra de sua parentela. Quando Labão o alcançou, na montanha de Gileade, reclamou de não ter podido despedir com beijos e festas das filhas e netos. Disse também como Deus o advertiu para não fazer mal a Jacó Veja Gênesis 31:27-29.

Labão acusou seu genro de ter roubado seus deuses. Jacó respondeu a Labão do temor de ser impedido de levar suas esposas, e por isso ele tinha que sair sem avisá-lo. Gênesis 31:30-31

Jacó lhe deu permissão para revistar seu pessoal. Se achasse seus deuses com alguém, certamente o culpado seria morto. Ele não tinha a menor ideia de que a sua queridinha esposa tinha furtado os tais ídolos. Gênesis 31:32.

Labão não perdeu tempo, e foi procurar os seus deuses. Fez a procura nas tendas de Jacó, da Lia e nas tendas das servas-esposas de Jacó. Não encontrando, foi revistar Raquel. Ela disse que não podia levantar do camelo, pois estava com o costume das mulheres. Significava estar em cíclico menstrual. Respeitando esse incômodo de sua filha Raquel, ele não revistou a albarda sobre a qual ela estava sentada. No entanto, Raquel mentiu ao pai, pois tinha escondido os “santinhos” justamente debaixo dessa sela. Gênesis 31:33-35.

Tudo indica que Raquel não tinha princípios morais. Ela herdou muito do que havia em seu pai. Era oportunista como o pai. Era mentirosa como o pai. Era idólatra como o pai. Era arrogante como o pai. Não sei o que Jacó faria com Raquel, caso fossem descobertos os deuses com ela. Visto que ele prometeu não deixar vivo aquele em cujo poder os ídolos fossem achados.

Não tendo Labão achado os seus deuses, Jacó aproveitou para dar-lhe uma dura repreensão. Creio que há muito tempo Jacó estava desejando dar um puxão de orelha em seu sogro. Jacó descarregou os sentimentos que vinha guardando de Labão. Labão ouviu o que não desejava ouvir.

Aproveitando a oportunidade, Jacó disse a Labão do trabalho escravo em que foi submetido durante vinte anos. Disse como eram cobradas dele as ovelhas despedaçadas e furtadas. Jacó foi um empregado, ou melhor dizendo, um escravo exemplar de Labão. Nunca lhe deu prejuízo de nada. E mesmo assim não foi tido como uma boa pessoa perante os olhos do sogro. O salário do pobre Jacó foi mudado por Labão dez vezes. Os vintes anos que trabalhou em Padã-Arã para o sogro foi de escravidão e sofrimentos. Se não fosse Deus, disse Jacó, o Deus de Abrão e o Temor de Isaque, por certo ele não teria um vintém do sogro. Jacó sofria com o calor durante o dia, e durante a noite se congelava com o frio. Contudo, Deus estava vendo a injustiça de Labão para com Jacó e sua família. Jacó atribuiu à misericórdia de Deus o fato de escapar das mãos de Labão. A crueldade de Labão podia ter-lhe tirado a vida. Gênesis 31:36-42.

Depois de ouvir Jacó, Labão ainda disse que as filhas e os netos eram dele. O ímpio não se dá por vencido. As filhas eram dele, sem dúvida alguma, mas ele as havia deserdadas da herança. No entanto, ele queria ir em paz deixando a impressão de querer bem às suas filhas e netos. Por isso propôs a Jacó um trato de paz, pois certamente reconheceu que Deus estava com seu genro, e não podia atentar contra a sua vida. Gênesis 31:43-44.

Jacó aceitou fazer a aliança com o sogro, e pegou uma pedra erigindo-a como coluna. Sabendo que Deus estava com Jacó, Labão com certeza teve medo de uma futura vingança de seu genro. Sem dúvida, esta foi a principal razão dele querer uma aliança de paz. O próprio Jacó fez questão de seus parentes participassem deste pacto, ordenando-lhes que ajuntassem pedras. Ali, juntos, comeram selando o pacto de paz. Gênesis 31:45-46.

Labão usou o dialeto aramaico, que vem do Arameu; portanto uma língua semita, para pôr o nome naquela aliança. Porém, Jacó preferiu usar o hebraico, língua mais pura dos semitas para denominar a aliança. Seja como for, Jegar-Saaduta no Aramaico, e Galeede no hebraico significa “O Montão do Testemunho”. Labão disse que aquele montão seria um testemunho entre ele e Jacó. Também foi chamado de Mispá, que significa “Torre de Vigia”. Gênesis 31:47-49.

Ainda com cinismo, pois não passava disso, Labão disse a Jacó que não maltratassem as suas filhas. Descaradamente advertiu que não fosse atrás de outras mulheres. Ora, Labão não tinha nenhuma força moral para dar tais conselhos ao seu sobrinho e genro. Labão bem conhecia o caráter do filho de sua irmã, e sabia que ele, sendo servo temente a Deus, jamais se envolveria com mulheres estranhas. Jacó não submeteria Raquel e Lia a este cruel sofrimento. Porém, sendo a hipocrisia a principal qualidade de Labão, lhe permitia dizer tais absurdos. Com certeza Jacó deu de ombros às palavras do sogro. Contudo, aquela coluna ficou como marco de que qualquer um deles não podia passá-la com a intenção de prejudicar o outro. Gênesis 31:50-52.

Era justamente o que Jacó queria. Não queria viver em atrito com seu sogro pelo resto da vida. Labão ainda mencionou o Deus de Abraão e o Deus de Naor. Ele bem conhecia esse Deus de seus antepassados, mas não queria render sua alma a esse Deus Todo-Poderoso. Lembro-me das palavras do profeta Isaías:

“Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído...” (Isaías 29:13).

Jesus citou este mesmo versículo em Marcos 7:6.

Ele tinha Deus em seus lábios, mas não tinha em seu coração. Labão alardeava religiosidade, mas na vida prática era uma verdadeira negação. Gênesis 31:53.

Jacó, por sua vez, ofereceu um sacrifício ao Senhor naquela montanha. Labão e seu pessoal estavam lá e assistiram a este sacrifício. Houve, também, um clima de festividade. Todos participaram da festa e comeram para comemorar a aliança entre Jacó e Labão. Pernoitaram naquela montanha. Gênesis 31:54.

Tendo beijado suas filhas e netos, Labão despediu de Jacó, e aparentemente nunca mais se viram. Suas filhas também se apartaram do pai para nunca mais vê-lo. Afinal, Labão não deixou bons exemplos para suas filhas imitá-lo. Gênesis 31:55.

Estudo preparado pelo pastor

Antônio Carlos Dias

Igreja Batista Memorial de Bauru

Rua 12 de Outubro, nº 4-3

Domingo, 05 de fevereiro de 2012



(1) Estudo baseado no trabalho intitulado “Gênesis”, preparado pelo pastor Antônio Carlos Dias, no dia 12 de fevereiro de 2005.



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