Quarta-feira, 7 de novembro de 2012



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I Congresso Mineiro de Psiquiatria. Aspecto da platéia.
Ao fundo: José Caruso Madalena e prof. Osvaldo Moraes de Andrade 
(Rio de Janeiro). Na segunda linha à direita: prof. Walderedo Ismael 
de Oliveira (Rio de Janeiro) e Luiz Cerqueira (Rio de Janeiro). 
Ao fundo, de óculos escuros, José Caruso Madalena 
e Osvaldo Moraes de Andrade.





I Congresso Mineiro de Psiquiatria. Grupo de trabalho. 
Da esquerda para a direita: Antônio Leite Rangel, congressista 
não identificado, idem, Antônio Carlos Corrêa
e Sebastião Abrão Salim.





I Congresso Mineiro de Psiquiatria. Da esquerda para a direita:
Jarbas Moacir Portela, Mario Catão Guimarães, Flavio José de Lima Neves,
Francisco Paes Barreto, Antônio Carlos Corrêa, Fernando Megre Velloso,
Joaquim Afonso Moretzsohn, José Raimundo Lippi, Jorge Paprocki.




I Congresso Mineiro de Psiquiatria. Da esquerda para a direita:
prof. Wassili Chuc (Goiânia), Antônio Carlos Corrêa,
Fernando Megre Velloso, Joaquim Affonso Moretzsohn.




Uma das sessões do congresso. Da esquerda para a direita:
Francisco Paes Barreto, Mario Catão Guimarães, Cesar Rodrigues Campos,
Maria Muniz Passos (Lia), Antônio Carlos Corrêa, Fernando Megre Velloso,
Joaquim Afonso Moretzsohn, José Raimundo Lippi, Jorge Paprocki.

Entretanto, as divisões dentro da psiquiatria mineira persistiam. Em junho de 1971, o grupo do HGV, mais uma vez tendo Paprocki à frente, organizou o II Congresso Mineiro de Psiquiatria, no Hotel Glória, de Caxambu. Foi praticamente uma sequência do anterior, com uma temática muito próxima. Houve avanços na definição de papéis, no aprimoramento dos métodos de ensino da psiquiatria, no desenvolvimento de pesquisas clínicas e psicofarmacológicas, na interlocução com as especialidades a ela ligadas e o tema sempre presente: da equipe interdisciplinar. 





II Congresso Mineiro de Psiquiatria, Caxambu, 1971.
Sessão inaugural: da esquerda para a direita: prefeito de Caxambu,
Antônio Carlos Corrêa (secretário), Fernando Megre Velloso (presidente),
prof. Clóvis Martins (São Paulo, USP), prof. Nobre de Melo (UFRJ),
prof. Luiz Cerqueira (UFRJ).





Da esquerda para a direita: oficial da PMMG não identificado, prof. Nobre de Melo, prof. Clóvis Martins, Fernando Megre Velloso, prof. Antônio Mariz de Oliveira (Fortaleza), Antônio Carlos Corrêa, Sebastião Abrão Salim, 
José Raimundo Lippi.

Em 1968, havia sido criada pelo Governo Israel Pinheiro, a Fundação Estadual de Assistência Psiquiátrica (FEAP), baseada na Lei 4.953, de 25 de setembro de 1968 e, pelo Decreto 11.531, de 12 de dezembro de 1968.  Era Secretário de Saúde o prof. Clóvis Salgado da Gama (1906-1978), grande médico e político. Seu presidente foi Fernando Megre Velloso e o Superintendente Geral Jorge Paprocki. A FEAP congregava os cinco hospitais psiquiátricos do Estado (Instituto Raul Soares, Hospital Galba Velloso, Hospital de Neuropsiquiatria Infantil, Hospital Colônia de Barbacena, Hospital Colônia de Oliveira e o Ambulatório Central). Todos eram encarregados de continuar prestando assistência psiquiátrica pública no Estado de Minas Gerais e de exercer atividades relativas à higiene mental, ao ensino e à pesquisa. Na ocasião, Eunice Rangel assumiu a direção do HGV. Essa decisão de se criar fundações decorreu das enormes dificuldades de administração simultânea de diferentes instituições estaduais de saúde, sem a centralização do gerenciamento. Isso implicava em enormes custos, pulverizados pelas diversas instituições. Objetivava-se, também, a melhor utilização dos recursos materiais e humanos já existentes. O sistema anterior passara a se tornar inviável financeiramente para o estado. Foram criadas diversas fundações no período, tanto na área médica quanto em outras áreas da administração estadual. Essas mudanças deram origem à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG).


Com a criação da FEAP, e com a experiência adquirida na década de 1960 no HGV, iniciou-se uma série de atividades que repercutiram nas atitudes e na situação dos hospitais em Minas Gerais. Dentre elas posso citar: a- racionalização de trabalho que procurou organizar os hospitais dentro de modernas técnicas de administração hospitalar; b- levantamento socioeconômico de pacientes e familiares, numa tentativa de promover uma maior participação dos mesmos nos tratamentos; c- promoção de convênios com institutos de previdência, organismos paraestatais e prefeituras de municípios; de convênios com hospitais de clínica, laboratórios e bancos de sangue, para que o paciente psiquiátrico pudesse ser recebido e tratado concomitantemente, quando fosse o caso; e divulgação e sensibilização da comunidade, órgãos públicos e o meio médico psiquiátrico quanto à necessidade de tratamentos mais humanos e modernos; f- promoção do meio psiquiátrico no sentido de uma compreensão integral do paciente; g- foram envidados esforços para que cada hospital funcionasse dentro dos objetivos para os quais foi criado, ou seja, hospitais de agudos dando assistência a casos agudos, hospitais de crônicos a casos crônicos etc.; h- foram criadas unidades de pensionistas em hospitais de agudos e reestruturação de unidades de pensionistas em hospitais de crônicos; i- foram criadas equipes multiprofissionais para o atendimento aos pacientes; j - já foi dada grande ênfase ao ensino e à pesquisa. 

Pode-se ver que a FEAP, apesar de diversas falhas, se antecipou em quase uma década às proposições de humanização do tratamento psiquiátrico, incluiu técnicas modernas psicofarmacológicas, psicoterápicas, psicossociais e inclusivas de tratamentos psiquiátricos, reduziu o tempo de internamento dos pacientes, estimulou amplamente o estudo clínico, a pesquisa e a publicação de trabalhos científicos, estimulou o trabalho feito por equipes multiprofissionais, o que, mesmo com o corporativismo de certos grupos, chegou próximo a um trabalho de interdisciplinaridade, iniciou o processo de desospitalização e o encaminhamento dos pacientes psiquiátricos para ambulatórios e outras instituições sociais, com a sensibilização das famílias para acolhimento e continuação adequada dos tratamentos a domicílio. Se os resultados não foram melhores, é preciso que se leve em conta o contexto sócio-político de então, as dificuldades financeiras na promoção e incremento de métodos mais eficientes de tratamento, de métodos de gestão mais modernos na área de saúde, pois tudo era muito incipiente, de preparação mais refinada do staff clínico e administrativo e, não posso deixar de citar, das dificuldades quase insuperáveis provocadas pela competição, pelo ciúme e pelas políticas, não muito sagradas, de bastidores. Indiscutivelmente, o legado deixado pela experiência do HGV, particularmente pelo papel representado por Jorge Paprocki na abertura de novos horizontes para a psiquiatria mineira, foi, se não o maior fator de crescimento, um dos mais importantes desta especialidade, na história da psiquiatria mineira. Não é exagerar, ou fazer um discurso laudatório sem bases em evidências, mas posso afirmar, com segurança, que a psiquiatria mineira pode ser dividida em duas épocas: antes e depois de Jorge Paprocki.






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