Proposta de redaçÃO


por programas sociais do governo



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por programas sociais do governo.

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Com base nos argumentos do autor, o texto aponta para 

a) uma denúncia de quadrilhas que se organizam em

torno do narcotráfico.

b) a constatação de que o narcotráfico restringe-se aos

centros urbanos.

c) a informação de que as políticas sociais com 

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pensatórias eliminarão a atividade criminosa a longo



prazo.

d) o convencimento do leitor de que para haver a

superação do problema do narcotráfico é preciso

aumentar a ação policial.

e) uma exposição numérica realizada com o fim de

mostrar que o negócio do narcotráfico é vantajoso e

sem riscos.

Resolução

O parágrafo final deixa claro o objetivo do texto: levar

à convicção de que a repressão policial é “a única

maneira de reduzir a atração exercida pelo tráfico”.

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Venho solicitar a clarividente atenção de Vossa

Excelência para que seja conjurada uma calamidade que

está prestes a desabar em cima da juventude feminina do

Brasil. Refiro-me, senhor presidente, ao movimento

entusiasta que está empolgando centenas de moças,

atraindo-as para se transformarem em jogadoras de

futebol, sem se levar em conta que a mulher não poderá

praticar este esporte violento sem afetar, seriamente, o

equilíbrio fisiológico das suas funções orgânicas, devido

à natureza que dispôs a ser mãe. Ao que dizem os jornais,

no Rio de Janeiro, já estão formados nada menos de dez

quadros femininos. Em São Paulo e Belo Horizonte

também já estão se constituindo outros. E, neste

crescendo, dentro de um ano, é provável que em todo o

Brasil estejam organizados uns 200 clubes femininos de

futebol: ou seja: 200 núcleos destroçados da saúde de 2,2

mil futuras mães, que, além do mais, ficarão presas a uma

mentalidade depressiva e propensa aos exibicionismos

rudes e extravagantes.

Coluna Penalti. Carta Capital. 28 abr. 2010.

O trecho é parte de uma carta de um cidadão brasileiro,

José Fuzeira, encaminhada, em abril de 1940, ao então

presidente da Republica Getúlio Vergas. As opções

linguísticas de Fuzeira mostram que seu texto foi

elaborado em linguagem 

a) regional, adequada à troca de informações na situação

apresentada

b) jurídica, exigida pelo tema relacionado ao domínio do

futebol.


c) coloquial, considerando-se que ele era um cidadão

brasileiro comum.

d) culta, adequando-se ao seu interlocutor e à situação de

comunicação.

e) informal, pressupondo o grau de escolaridade de seu

interlocutor.



Resolução

O texto é elaborado em linguagem culta, como é

adequado a uma carta dirigida ao presidente da

República.

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Negrinha

Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não;

fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos

assustados. 

Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos

vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha

esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa

não gostava de crianças.

Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo,

amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote

de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono

(uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava,

recebia as amigas e o vigário, dando audiências,

discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma –

“dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião

e da moral”, dizia o reverendo.

Ótima, a dona Inácia.

Mas não admitia choro de criança. Ai! Punha-lhe os

nervos em carne viva.

[...]


A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de

crianças. Vinha da escravidão, fora senhora de escravos –

e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar

o bacalhau. Nunca se afizera ao regime novo – essa

indecência de negro igual.

LOBATO, M. Negrinha. In: MORICONE, I. Os cem melhores



contos brasileiros do século

Rio de Janeiro: Objetiva, 2000 (fragmento).

A narrativa focaliza um momento histórico-social de

valores contraditórios. Essa contradição infere-se, no

contexto, pela

a) falta de aproximação entre a menina e a senhora,

preocupada com as amigas.

b) receptividade da senhora para com os padres, mas

deselegante para com as beatas.

c) ironia do padre a respeito da senhora, que era perversa

com as crianças.

d) resistência da senhora em aceitar a liberdade dos

negros, evidenciada no final do texto.

e) rejeição aos criados por parte da senhora, que preferia

tratá-los com castigos.

Resolução

A resistência de Dona Inácia em aceitar a libertação

dos escravos fica evidente na passagem “Nunca se

afizera ao regime novo – essa indecência de negro

igual”. Frise-se a ironia de Monteiro Lobato, em

relação não só aos atos cruéis da renitente

escravocrata  Dona Inácia, como também aos que

viam nela “uma virtuosa senhora”, “esteio da religião

e da moral”.

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Capítulo III

Um criado trouxe o café. Rubião pegou na xícara e,

enquanto lhe deitava açúcar, ia disfarçadamente mirando

a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os

metais que amava de coração; não gostava de bronze, mas

o amigo Palha disse-lhe que era matéria de preço, e assim

se explica este par de figuras que aqui está na sala: um

Mefistófeles e um Fausto. Tivesse, porém, de escolher,

escolheria a bandeja, – primor de argentaria, execução

fina e acabada. O criado esperava teso e sério. Era

espanhol; e não foi sem resistência que Rubião o aceitou

das mãos de Cristiano; por mais que lhe dissesse que

estava acostumado aos seus crioulos de Minas, e não

queria línguas estrangeiras em casa, o amigo Palha

insistiu, demonstrando-lhe a necessidade de ter criados

brancos. Rubião cedeu com pena. O seu bom pajem, que

ele queria pôr na sala, como um pedaço da província, nem

o pôde deixar na cozinha, onde reinava um francês, Jean;

foi degradado a outros serviços.

ASSIS, M. Quincas Borba. In: Obra completa. V.1. Rio de Janeiro:

Nova Aguilar, 1993 (fragmento).

Quincas Borba situa-se entre as obras-primas do autor e

da literatura brasileira. No fragmento apresentado, a

peculiaridade do texto que garante a universalização de

sua abordagem reside

a) no conflito entre o passado pobre e o presente rico, que

simboliza o triunfo da aparência sobre a essência.

b) no sentimento de nostalgia do passado devido à

substituição da mão de obra escrava pela dos

imigrantes.

c) na referência a Fausto e Mefistófeles, que representam

o desejo de eternização de Rubião.

d) na admiração dos metais por parte de Rubião, que

metaforicamente representam a durabilidade dos bens

produzidos pelo trabalho.

e) na resistência de Rubião aos criados estrangeiros, que

reproduz o sentimento de xenofobia.



Resolução

Rubião tem de se afastar de sua origem pobre e

mineira, assim como dos gestos que traz dela, para

corresponder às exigências de representação que,

segundo o amigo Palha, a nova situação social lhe

impõe.

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O Flamengo começou a partida no ataque, enquanto o

Botafogo procurava fazer uma forte marcação no meio

campo e tentar lançamentos para Victor Simões, isolado

entre os zagueiros rubro-negros. Mesmo com mais posse

de bola, o time dirigido por Cuca tinha grande dificuldade

de chegar à área alvinegra por causa do bloqueio

montado pelo Botafogo na frente da sua área.



No entanto, na primeira chance rubro-negra, saiu o gol.

Após cruzamento da direita de Ibson, a zaga alvinegra

rebateu a bola de cabeça para o meio da área. Kléberson

apareceu na jogada e cabeceou por cima do goleiro

Renan. Ronaldo Angelim apareceu nas costas da defesa e

empurrou para o fundo da rede quase que em cima da

linha: Flamengo 1 a 0. 

Disponível em: http://momentodofutebol.blogspot.com (adaptado).

O texto, que narra uma parte do jogo final do Campeonato

Carioca de futebol, realizado em 2009, contém vários

conectivos, sendo que

a) após é conectivo de causa, já que apresenta o motivo

de a zaga alvinegra ter rebatido a bola de cabeça.

b) enquanto  tem um significado alternativo, porque

conecta duas opções possíveis para serem aplicadas no

jogo.

c) no entanto tem significado de tempo, porque ordena



os fatos observados no jogo em ordem cronológica de

ocorrência.

d) mesmo  traz ideia de concessão, já que “com mais

posse de bola”, ter dificuldade não é algo naturalmente

esperado.

e) por causa de indica consequência, porque as tentativas

de ataque do Flamengo motivaram o Botafogo a fazer

um bloqueio.



Resolução

A circunstância indicada por mesmo é de concessão,

já que “o time dirigido por Cuca tinha grande

dificuldade de chegar à área” do adversário, apesar

de ter “mais posse de bola”.  

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Superinteressante. Ed. 256, set. 2008.

Segundo pesquisas recentes, é irrelevante a diferença

entre sexos para se avaliar a inteligência. Com relação às

tendências para áreas do conhecimento, por sexo, levando

em conta a matrícula em cursos universitários brasileiros,

as informações do gráfico asseguram que

a) os homens estão matriculados em menor proporção em

cursos de Matemática que em Medicina por lidarem

melhor com pessoas.

b) as mulheres estão matriculadas em maior percentual

em cursos que exigem capacidade de compreensão dos

seres humanos.

c) as mulheres estão matriculadas em percentual maior

em Física que em Mineração por tenderem a trabalhar

melhor com abstrações.

d) os homens e as mulheres estão matriculados na mesma

proporção em cursos que exigem habilidades seme -

lhantes na mesma área.

e) as mulheres estão matriculadas em menor número em

Psicologia por sua habilidade de lidarem melhor com

coisas que com sujeitos.

Resolução

A partir da interpretação do gráfico e da leitura dos

textos que o compõem, pode-se afirmar que há um

percentual maior de mulheres nas carreiras que

exigem a habilidade de lidar com pessoas e emoções.

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Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil

com uma mostra que abalou a cultura nacional do início

do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa,

Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no

Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro

Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse

a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros artistas

modernistas 

a) buscaram libertar a arte brasileira das normas

acadêmicas europeias, valorizando as cores, a

originalidade e os temas nacionais.

b) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até

então utilizada de forma irrestrita, afetando a criação

artística nacional.

c) representaram a ideia de que a arte deveria copiar

fielmente a natureza, tendo como finalidade a prática

educativa.

d) mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras

retratadas, defendendo uma liberdade artística ligada

à tradição acadêmica.

e) buscaram a liberdade na composição de suas figuras,

respeitando limites de temas abordados.

Resolução

Os artistas modernistas, principalmente em sua

primeira geração, buscavam libertar as artes do

academicismo europeu e criar uma expressão artística

que valorizasse a cultura brasileira.

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TESTE DEFEITUOSO

É muito raro que um novo modo de comunicação ou de

expressão suplante completamente os anteriores. Fala-se

menos desde que a escrita foi inventada? Claro que não.

Contudo, a função da palavra viva mudou, uma parte de

suas missões nas culturas puramente orais tendo sido

preenchida pela escrita: transmissão dos conhecimentos e

das narrativas, estabelecimento de contratos, realização

dos principais atos rituais ou sociais etc. Novos estilos de

conhecimento (o conhecimento “teórico”, por exemplo) e

novos gêneros (o código de leis, o romance etc.) surgiram.

A escrita não fez com que a palavra desaparecesse, ela

complexificou e reorganizou o sistema da comunicação e

da memória social.

A fotografia substituiu a pintura? Não, ainda há pintores

ativos. As pessoas continuam, mais do que nunca, a

visitar museus, exposições e galerias, compram as obras

dos artistas para pendurá-las em casa. Em contrapartida,

é verdade que os pintores, os desenhistas, os gravadores,

os escultores não são mais – como foram até o século

XIX – os únicos produtores de imagens.

LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo. Ed. 34. 1999 (fragmento)

A substituição pura e simples do antigo pelo novo ou do

natural pelo técnico tem sido motivo de preocupação de

muita gente. O texto encaminha uma discussão em torno

desse temor ao

a) considerar as relações entre o conhecimento teórico e

o conhecimento empírico e acrescenta que novos

gêneros textuais surgiram com o progresso.

b) observar que a língua escrita não é uma transcrição fiel

da língua oral e explica que as palavras antigas devem

ser utilizadas para preservar a tradição.

c) perguntar sobre a razão das pessoas visitarem museus,

exposições etc., e reafirma que os fotógrafos são os

únicos responsáveis pela produção de obras de arte.

d) reconhecer que as pessoas temem que o avanço dos

meios de comunicação, inclusive on-line, substitua o

homem e leve alguns profissionais ao esquecimento.

e) revelar o receio das pessoas em experimentar novos

meios de comunicação, com medo de sentirem

retrógradas.

Resolução

Não há, neste teste, nenhuma alternativa aceitável, a

alternativa é a menos errada, embora não se possa

aceitar o que ela afirma quanto ao fato de o texto

“considerar as relações entre o conhecimento teórico

e o conhecimento empírico”. Tais relações não são

sequer mencionadas no texto e nada têm a ver com ele.

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Texto I

Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima

não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões

não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e

assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos

irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades,

nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a

dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une,

nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o

sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que,

como a própria vida, resiste às idades e às épocas.

RIO. J. A rua. In: A alma encantadora das ruas. São Paulo:

Companhia das Letras, 2008 (fragmento).

Texto II

A rua dava-lhe uma força de fisionomia, mais consciência

dela. Como se sentia estar no seu reino, na região em que

era rainha e imperatriz. O olhar cobiçoso dos homens e o

de inveja das mulheres acabavam o sentimento de sua

personalidade, exaltavam-no até. Dirigiu-se para a rua do

Catete com o seu passo miúdo e sólido. [...] No caminho

trocou cumprimento com as raparigas pobres de uma casa

de cômodos da vizinhança. 

[...] E debaixo dos olhares maravilhados das pobres

raparigas, ela continuou o seu caminho, arrepanhando a

saia, satisfeita que nem uma duquesa atravessando os seus

domínios.

BARRETO, L. Um e outro. in: Clara dos Anjos. Rio de Janeiro:

Editora Mérito (fragmento). 

A experiência urbana é um tema recorrente em crônicas,

contos e romances do final do século XIX e início do XX,

muitos dos quais elegem a rua para explorar essa

experiência. Nos fragmentos I e II, a rua é vista,

respectivamente, como lugar que

a) desperta sensações contraditórias e desejo de

reconhecimento.

b) favorece o cultivo da intimidade e a exposição dos

dotes físicos.

c) possibilita vínculos pessoais duradouros e encontros

casuais.


d) propicia o sentido de comunidade e a exibição pessoal.

e) promove o anonimato e a segregação social.



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