Proposta de redaçÃO


Resolução Tanto o trapiche abandonado e posteriormente



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Resolução

Tanto o trapiche abandonado e posteriormente

ocupado pelos capitães da areia, como o velho

ingazeiro, “ à margem esquerda do rio Belém”, em

Curitiba, são espaços onde vivem personagens

marginalizados. Esses locais são índices da exclusão

social, seja dos meninos abandonados, do livro de

Jorge Amado, seja dos bêbados, no fragmento de

Dalton Trevisan.

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Soneto

Já da morte o palor me cobre o rosto,

Nos lábios meus o alento desfalece,

Surda agonia o coração fenece,

E devora meu ser mortal desgosto!

Do leito embalde no macio encosto

Tento o sono reter!... já esmorece

O corpo exausto que o repouso esquece...

Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

O adeus, o teu adeus, minha saudade,

Fazem que insano do viver me prive

E tenha os olhos meus na escuridade.

Dá-me a esperança com que o ser mantive!

Volve ao amante os olhos por piedade,

Olhos por quem viveu quem já não vive!

AZEVEDO, A. Obra completa

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000.

O núcleo temático do soneto citado é típico da segunda

geração romântica, porém configura um lirismo que o

projeta para além desse momento específico. O funda -

mento desse lirismo é 

a) a angústia alimentada pela constatação da irreversibi -

lidade da morte.

b) a melancolia que frustra a possibilidade de reação

diante da perda.

c) o descontrole das emoções provocado pela autopie -

dade.

d) o desejo de morrer como alívio para a desilusão



amorosa.

e) o gosto pela escuridão como solução para o

sofrimento.

Resolução

O fundamento do desejo de morrer é a desilusão

amorosa, como evidenciam, dentre outros, os versos

“O adeus, o teu adeus, minha saudade, / Fazem que

insano do viver me prive/ E tenha os olhos meus na

escuridade”. Nota-se, portanto, que a rejeição

amorosa traz o desejo de morte para o eu lírico.

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Figura 1: Disponível em: http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/

235151post_foto.jpg.

Figura 2: Disponível em: http://esporte.hsw.uol.com.br/volei-jogos-

olimpicos.htm.

Figura 3: Disponível em: http://www.arel.com.br/eurocup/volei/

Acesso em: 27 abr. 2010.

O voleibol é um dos esportes mais praticados na atuali -

dade. Está presente nas competições esportivas, nos jogos

escolares e na recreação, Nesse esporte, os praticantes

utilizam alguns movimentos específicos como: saque,

manchete, bloqueio, levantamento, toque, entre outros.

Na sequência de imagens, identificam-se os movimentos

de

a) sacar e colocar a bola em jogo, defender a bola e



realizar a cortada como forma de ataque.

b) arremessar a bola, tocar para passar a bola ao

levantador e bloquear como forma de ataque,

c) tocar e colocar a bola em jogo, cortar para defender e

levantar a bola para atacar.

d) passar a bola e iniciar a partida, lançar a bola ao

levantador e realizar a manchete para defender.

e) cortar como forma de ataque, passar a bola para

defender e bloquear como forma de ataque.

Resolução

Na imagem número 1, o jogador prepara-se para

sacar e colocar a bola em jogo. Na imagem número 2,

o atleta, agachado, defende a bola. Na última imagem,

o ângulo da foto é o da cortadora, atacando em cima

do bloqueio.

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O presidente lula assinou, em 29 de setembro de 2008,

decreto sobre o Novo Acordo Ortográfico da Língua

Portuguesa. As novas regras afetam principalmente o uso

dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hífen.

Longe de um consenso, muita polêmica tem-se levantado

em Macau e nos oito países de lingua portuguesa: Brasil,

Angola, Cabo Verde, Guinê-Bissau, Moçambique,

Portugal, sao Tomé e Príncipe e Timor leste.

Comparando as diferentes opiniões sobre a validade de

se estabelecer o acordo para fins de unificação, o

argumento que, em grande parte, foge a essa discussão é

a) “A Academia (Brasileira de Letras) encara essa

aprovação como um marco histórico. Inscreve-se,

finalmente, a Língua Portuguesa no rol daquelas que

conseguiram beneficiar-se há mais tempo da

unificação de seu sistema de grafar, numa

demonstração de consciência da política do idioma e

de maturidade na defesa, difusão e ilustração da lingua

da Lusofonia.”

SANDRONI, C. Presidente da ABL. Disponível em:

http://academia.org.br. Acesso em: 10 nov. 2008.

b) “Acordo ortográfico? Não, obrigado. Sou contra. Vis -

ce ralmente contra. Filosoficamente contra. Linguisti -

camente contra. Eu gosto do “c” do “actor” e o “p”

de “cepticismo”. Representam um patrimônio, uma

pegada etimológica que faz parte de uma identidade

cultural. A pluralidade é um valor que deve ser

estudado e respeitado. Aceitar essa aberração significa

apenas que a irmandade entre Portugal e o Brasil

continua a ser a irmandade do atraso.”

COUTINHO, J. P. Folha de São Paulo, Ilustrada

28 set. 2008, E1 (adaptado).

c) “Há um conjunto de necessidades políticas e econô -

micas com vista à internacionalização do portu guês

como identidade e marca econômica. E possível que o

(Femando) Pessoa, como produto de exportação, valha

mais do que a PT (Portugal Telecom). Tem um valor

econômico único.”

RIBEIRO, J. A. P. Ministro da Cultura de Portugal. Disponível em:

http://ultimahora.publico.clix.pt. Acesso em: 10 nov. 2008.

d) “É um acto cívico batermo-nos contra o Acordo

Ortográfico.” “O acordo não leva a unidade nenhuma.”

“Não se pode aplicar na ordem interna um instrumento

que não está aceito internacionalmente” e nem

assegura “a defesa da língua como património, como

prevê a Constituição nos artigos 9° e 68°.”

MOURA, V. G. Escritor e eurodeputado. Disponível em:

www.mundoportugues.org. Acesso em: 10 nov. 2008.

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e) “Se é para ter uma lusofonia, o conceito [unificação da

língua] deve ser mais abrangente e temos de estar em

paridade. Unidade não significa que temos que andar

todos ao mesmo passo. Não é necessário que nos

tornemos homogéneos. Até porque o que enriquece a

língua portuguesa são as diversas literaturas e formas

de utilização.”

RODRIGUES, M. H. Presidente do Instituto Português do Oriente,

sediado em Macau. Disponível em:

http://taichungpou.blogspot.com. Acesso em: 10. nov. 2008

(adaptado).

Resolução

A alternativa c, ainda que se refira à

internacionalização da língua portuguesa, não trata

do Acordo Ortográfico, como fazem as demais

alternativas, seja apoiando-o (a) seja rejeitando-o (b,

d, e e).

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Texto I

O chamado “fumante passivo” é aquele indivíduo que não

fuma, mas acaba respirando a fumaça dos cigarros

fumados ao seu redor. Até hoje, discutem-se muito os

efeitos do fumo passivo, mas uma coisa é certa: quem não

fuma não é obrigado a respirar a fumaça dos outros. 

O fumo passivo é um problema de saúde pública em

todos os países do mundo. Na Europa, estima-se que 79%

das pessoas estão expostas à fumaça “de segunda mão”,

enquanto, nos Estados Unidos, 88% dos não fumantes

acabam fumando passivamente. A Sociedade do Câncer

da Nova Zelândia informa que o fumo passivo é a terceira

entre as principais causas de morte no país, depois do

fumo ativo e do uso de álcool.

Disponível em: www.terra.com.br. Acesso em: 27 abr. 2010

(fragmento).



Texto II

Disponível em: http://rickjaimecomics.blogspot.com. 

Acesso em: 27 abr. 2010.

Ao abordar a questão do tabagismo, os textos I e II

procuram demonstrar que 

a) a quantidade de cigarros consumidos por pessoa,

diariamente, excede o máximo de nicotina

recomendado para os indivíduos, inclusive para os não

fumantes.

b) para garantir o prazer que o indivíduo tem ao fumar,

será necessário aumentar as estatísticas de fumo

passivo.


c) a conscientização dos fumantes passivos é uma

maneira de manter a privacidade de cada indivíduo e

garantir a saúde de todos.

d) os não fumantes precisam ser respeitados e poupados,

pois estes também estão sujeitos às doenças causadas

pelo tabagismo.

e) o fumante passivo não é obrigado a inalar as mesmas

toxinas que um fumante, portanto depende dele evitar

ou não a contaminação proveniente da exposição ao

fumo.


Resolução

Ambos os textos, ao apontar os males do tabagismo

passivo, sugerem a providência formulada na alter -

nativa de resposta.

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“Todas as manhãs quando acordo, experimento um prazer

supremo: o de ser Salvador Dalí.”

NÉRET, G. Salvador Dalí. Taschen. 1996.

Assim escreveu o pintor dos “relógios moles” e das

“girafas em chamas” em 1931. Esse artista excêntrico deu

apoio ao general Franco durante a Guerra Civil Espanhola

e, por esse motivo, foi afastado do movimento surrealista

por seu líder, André Breton. Dessa forma, Dalí criou seu

próprio estilo, baseado na interpretação dos sonhos e nos

estudos de Sigmund Freud, denominado “método de

interpretação paranoico”. Esse método era constituído por

textos visuais que demonstram imagens

a) do fantástico, impregnado de civismo pelo governo

espanhol, em que a busca pela emoção e pela

dramaticidade desenvolveram um estilo incomparável.

b) do onírico, que misturava sonho com realidade e

interagia refletindo a unidade entre o consciente e o

inconsciente como um universo único ou pessoal.

c) da linha inflexível da razão, dando vazão a uma forma

de produção despojada no traço, na temática e nas

formas vinculadas ao real.

d) do reflexo que, apesar do termo “paranoico”, possui

sobriedade e elegância advindas de uma técnica de

cores discretas e desenhos precisos.

e) da expressão e intensidade entre o consciente e a

liberdade, declarando o amor pela forma de conduzir o

enredo histórico dos personagens retratados.



Resolução

As obras  de Salvador Dalí foram criadas a partir da

interação entre o sonho (o onírico) e a realidade.

Sendo assim, há a fusão do consciente com o

inconsciente, objeto dos estudos de Sigmund Freud.

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Choque a 36 000 km/h

A faixa que vai de 160 quilômetros de altitude em volta

da terra assemelha-se a uma avenida congestionada onde

orbitam 3 000 satélites ativos. Eles disputam espaço com

17 000 fragmentos de artefatos lançados pela Terra e que

se desmancharam – foguetes, satélites desativados e até

ferramentas perdidas por astronautas. Com um tráfego

celeste tão intenso, era questão de tempo para que

acontecesse um acidente de grandes proporções, como o

da semana passada. Na terça-feira, dois satélites em órbita

desde os anos 90 colidiram em um ponto 790 quilômetros

acima da Sibéria. A trombada dos satélites chama a

atenção para os riscos que oferece a montanha de lixo

espacial em órbita. Como os objetos viajam a grande

velocidade, mesmo um pequeno fragmento de 10

centímetros poderia causar estragos consideráveis no

telescópio Hubble ou na estação espacial Intemacional –

nesse caso pondo em risco a vida dos astronautas que lá

trabalham.

Revista Veja. 18 set. 2009 (adaptado).

Levando-se em consideração os elementos constitutivos

de um texto jornalístico, infere-se que o autor teve como

objetivo


a) exaltar o emprego da linguagem figurada.

b) criar suspense e despertar temor no leitor.

c) influenciar a opinião dos leitores sobre o tema, com as

marcas argumentativas de seu posicionamento.

d) induzir o leitor a pensar que os satélites artificiais

representam um grande perigo para toda a

humanidade.

e) exercitar a ironia ao empregar “avenida conges 

-

tionada”; “tráfego celeste tão intenso”; “montanha de



lixo”.

Resolução

Encontram-se no texto expressões que demonstram o

posicionamento negativo do autor em relação ao “ lixo

espacial” que orbita o planeta Terra: “avenida

congestionada”, “tráfego celeste tão intenso” e

“montanha de lixo”.

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Texto para as questões 125 e 126.

A carreira do crime

Estudo feito por pesquisadores da Fundação Oswaldo

Cruz sobre adolescentes recrutados pelo tráfico de drogas

nas favelas cariocas expõe as bases sociais dessas

quadrilhas, contribuindo para explicar as dificuldades que

o Estado enfrenta no combate ao crime organizado.

O tráfico oferece aos jovens de escolaridade precária

(nenhum dos entrevistados havia completado o ensino

fundamental) um plano de carreira bem estruturado, com

salários que variam de R$ 400,00 a R$ 12.000 mensais.

Para uma base de comparação, convém notar que,

segundo dados do IBGE de 2001, 59% da população

brasileira com mais de dez anos que declara ter uma

atividade remunerada ganha no máximo o ‘piso salarial’

oferecido peto crime. Dos traficantes ouvidos pela

pesquisa, 25% recebiam mais de R$ 2.000 mensais; já na

população brasileira essa taxa nao ultrapassa 6%.

Tais rendimentos mostram que as políticas sociais

compensatórias, como o Bolsa-Escola (que paga R$ 15

mensais por aluno matriculado), são por si só incapazes

de impedir que o narcotráfico continue aliciando crianças

provenientes de estratos de baixa renda: tais políticas

aliviam um pouco o orçamento familiar e incentivam os

pais a manterem os filhos estudando, o que de modo

algum impossibilita a opção pela deliquência. No mesmo

sentido, os programas voltados aos jovens vulneráveis ao

crime organizado (circo-escolas, oficinas de cultura,

escolinhas de futebol) são importantes, mas não resolvem

o problema. 

A única maneira de reduzir a atração exercida pelo tráfico

é a repressão, que aumenta os riscos para os que escolhem

esse caminho. Os rendimentos pagos aos adolescentes

provam isso: eles são elevados precisamente porque a

possibilidade de ser preso não é desprezivel. É preciso

que o Executivo federal e os estaduais desmontem as

organizações paralelas erguidas pelas quadrilhas, para que

a certeza de punição elimine o fascínio dos salários do

crime.


Editorial. Folha de São Paulo. 15 jan, 2003.

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No Editorial, o autor defende a tese de que “as políticas

sociais que procuram evitar a entrada dos jovens no

tráfico não terão chance de sucesso enquanto a

remuneração oferecida pelos traficantes for tão mais

compensatória que aquela oferecida pelos programas do

governo”. Para comprovar sua tese, o autor apresenta

a) instituições que divulgam o crescimento de jovens no

crime organizado.

b) sugestões que ajudam a reduzir a atração exercida pelo

crime organizado.

c) políticas sociais que impedem o aliciamento de

crianças no crime organizado.

d) pesquisadores que se preocupam com os jovens

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envolvidos no crime organizado.

e) números que comparam os valores pagos entre os

programas de governo e o crime organizado.

Resolução

Os principais dados que o texto apresenta a respeito

do problema tratado são os valores muito díspares dos

sálarios pagos aos traficantes e da ajuda concedida


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