Projeto: o humanismo europeu entre a Devotio Moderna e as Guerras de Religião: valores e percursos de investigação. O caso de Damião de Góis (1502-1574). Fonte


A XXV: Damião de Góis ao cardeal Reginaldo Pole muita saúde p.105



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A XXV: Damião de Góis ao cardeal Reginaldo Pole muita saúde p.105

Lovaina, 12 de Outubro de 1540
E agora não vos admireis da razão de mandar carta. Na verdade isto fazer ouso por estar ciente de que vos não ides mostrar rogado em ler e apreciar as nossas lucubrações, máxime atendendo a que da nossa fé e Religião falam de que vóis sois coluna: motivo por que em vossa vontade confiado, na obrigação me julguei de vos endereçar o livro das coisas da Etiópia, que dediquei ao Pontífice Paulo III, o qual vos rogamos percorrer queiras para verificardes até que ponto a Fé crista (ora se amortecendo entre nós dia a dia) noutras paragens se propaga. “ p. 105 {Curioso! Esmorece entre nós, mas se alastra em outras paragens}.
De resto, ouvimos dizer que escrevestes alguns mui doutos livros contra o Rei da Inglaterra, dos quais por cá não existe qualquer espécime além de um daí enviado de oferta a determinado franciscano inglês, varão probo e bom, assistente em Antuérpia, e que (segundo ouço), havendo caído nas mãos de certo embaixador do mesmo Rei anglo, ao qual o frade o tinha emprestado, terminou por acabar no lume. Peço por isso vos digneis, vós a quem desde intermédio do embaixador do Rei de Portugal, que estas letras vos entregará; se o fizerdes, com uma dádiva agradabilíssima nos penhorareis. “ p.107
A XXVI: Damião de Góis ao cardeal Pedro Bembo muita saúde p.107

Lovaina, 14 de Outubro de 1540
Com direito pudera ser repreendido o meu silencio, eminentíssimo Cardeal, se os dardos que mereceria a minha negligência, este livro acerca dos costumes e fé dos Etíopes, por sua interposição, os não arredasse, tal como um escudo, do nosso corpo. [...]” p.107
No entanto, porque aos nossos trabalhos não mingúe absolutamente alguma benesse, desejaria que junto de Sua Santidade conseguísseis se digne dar o livro – em que tão –só se trata do seu múnus pastoral e sobre o mesmo assunto, em face dos dogmas dos homens bárbaros da África e da Ásia de modo não vulgar se discreteia – a ler em assembleia de esclarecidos varões, a fim de que verifique o que neste ponto, segundo seu ofício, lhe impende neste século realizar e, no outro, responder perante o tribunal de Cristo. “ p. 109

A XXVII: Damião de Góis a Bild Rheinauer muito saudar p.111

Lovaina, 24 de Outubro de 1540
Eis porque vos remetemos agora o opúsculo que há pouco compusemos, em reduzida narrativa, acerca, da fé e costumes dos etíopes. Lede – o, por favor, para que verifiqueis, através dele, quão santamente é conservada por homens bárbaros a fé de Cristo. E porque receio que o nosso Cerco de Diu não vos haja sido entregue, quis juntar o mesmo a este opúsculo, a fim de verdes como os tracos foram recebidos pelos nossos da Gedrósia. Adeus e respondei. ” P. 111
A XXVIII: Damião de Góis a Pedro Nannick saúde p.111

Lovaina, 20 de Novembro de 1541
Como frequentes vezes, caríssimo Nannick, acontecido houvesse, entre nós menção das coisas hispânicas, muitos indícios captei de que tu, ainda não das mesmas saciado, aguardavas, de escritos nossos, uma mais ampla notícia delas. “ p.111
Eis porque, em anuência aos teus desejos, nos aprouve engendrar isto para ti, sob a condição de, se agradar, o leres e compartilhares com os teus amigos que anelem o conhecimento de coisas deste género; e se não, o entregares a Vulcano. “ p.113
A XXIX: Damião de Góis a João Diogo Fugger saúde p.113

Lovaina, 11 de Abril de 1542
Quanto a dizeres que me atirei pouco amigavelmente contra Münster, em todo o caso homem meu conhecido, instituio – te juiz nesta questão. E tu pondera no que deveras chamar àquele que, estando por tua parte para descrever as excelências e produtividades da Alemanha, como eu da Hispânia, houvesse, sem motivo algum, apodado os alemães de famélicos, sempre fartos à custa do alheio, duros, ferozes e desumanos com os forasteiros, inábeis, mesquinhos de engenho, arrogantes e jactanciosos, lábeus15 estes com que Münster se arreganhou contra a nossa gente! “ p.113
Expus – te isto tudo, caríssimo João Diogo, para que saibas que eu podia ter – me agastado mais ainda com Münster, e naturalmente o houvera feito, se ele não fora alemão e nascido na Alemanha, povo e território que sempre venerei santissimamente inviolada, como outrossim conservada perpetuamente. “ p.115
A este, é evidente, de nada lhe serve a obra, dado que ignora o nosso idioma. Por isso, uma e outra vez te rogo mo consigas, ou o próprio livro ou uma cópia dele. Se o fizeres, grande serviço prestará à história das coisas da Índia que nos nada entre mãos; e outorgar – nos – às um favor pelo qual para sempre te ficaremos grato. “ p.115
A XXX: Damião de Góis a Bild Rheinauer muito saudar p.115

Lovaina, 1 de Junho de 1542
Folgo muitíssimo por haverdes recebido o livro de Tertuliano que vos enviei. Estava inquieto, uma vez que desde há muitos dias não recebia nenhuma carta, nem vossa nem de Froben a quem o confiara para vo – lo fazer chegar às mãos. O mesmo Tertuliano, revisto por vós sem demora, aguardam – no com grande ânsia muitos doutos varões. Não traiais, pois, a expectativa de pessoas tão ilustres. “ p.115
[...] Eu não ataco a Alemanha, como vereis, mas apenas tagarelo e brinco divertidamente a propósito dos parasitas e criados dela e da França. E fi – lo não porque alguma vez pretenda repreender os defeitos de ambas, mas para obviar ao juízo erróneo de Münster sobre as coisas da Hispânia e admoestar o homem, aliás meu conhecido e amigo, a fim de que de futuro divulgue as suas obras com mais cautela. “ p.117
A XXXI: Damião de Góis ao cardeal Cristóvão Madruzzi muito saudar p.119

Lovaina, 5 de Julho de 1543
A XXXII: Damião de Góis ao imperador Carlos V P.119

Lisboa, c. de Junho de 1546
Narrativa verdadeira de Damião de Góis, cavaleiro português, acerca do seu cativeiro e do que em Lovaina foi praticado por Longueval, comandante dos franceses- [...] “ p.121
A XXXIII: Damião de Góis ao Infante D.Luís envia muito saudar p.123

Lisboa, c. XI. 1548
“[...] Narrámos depois a fé, os costumes e o poder dos Etíopes, que vivem sob João Precioso ou (com ora dizemos) o Preste João, num livro em que, à guisa de remate, expusemos ao Pontífice Paulo III a lamentável desventura dos lapões, que demora cerca do Oceano Glacial Árctico. Além disso, compendiámos em livro o valor, recursos e fertilidade das Espanhas. ” P.123
Correspondências Passivas de 1531 a 1548.

B I: Cornélio Grapheus a Damião de Góis p.135

Antuérpia, 1 de Julho de 1529
Comentários:

Nesta correspondência Cornélio compartilha com Damião de Góis algumas nuances sobre a educação de seus filhos e sua preocupação em ensinar latim na formação dos jovens além de ressaltar a importância dos estudos das fontes em si e não dos textos lacunosos. E a partir disso, o autor aborda alguns pontos que abarcam a construção da linguagem principalmente a do latim, o que parece também ser do interesse de Góis.

Cornélio apresenta-se como se fosse professor de Damião, justificando assim a sua escolha pelas “elegantíssimas comédias de Terêncio” (p.135) ao lecionar a aprendizagem de jovens e de Damião.
B II: Cornélio Grapheus a Damião de Góis p.137

Antuérpia, 19 de Dezembro de 1530
Comentários:

Cornélio nesta correspondência manda saudações a Damião de Góis.



B III: Cornélio Grapheus a Damião de Góis p. 139

Antuérpia, c.1531
Comentários:

Cornélio está buscando justificar a Damião de Góis o envio de uma obra em forma de diálogos chamada: A insânia do Amor.



B IV: Erasmo de Roterdão a André de Resende p.141

Friburgo de Brisgóvia, 8 de Junho de 1531
Comentários

Justificativa de Erasmo a André de Resende sobre o seu afastamento das questões “intelectuais” devido aos cuidados domésticos e a sua saúde.
B V: Paulo Speratus a Damião de Góis p.143

Marienwerder, 12 de Setembro de 1531
Comentários

Speratus era bispo da Prússia nessa época enviou essa correspondência a Damião saudando o português, que por algum motivo do ofício de Damião (na época estava envolvido nos negócios do rei) não pode se encontrar com o bispo.


B VI: Cornélio Grapheus a João Grapheus p.145

Antuérpia, 13 de Agosto de 1532
Comentários

Cornélio combina com seu irmão João, tipógrafo, que imprimisse o opúsculo de Damião de Góis que ele verteu para o latim chamado: Legação Índica.
B VII: Erasmo de Roterdão a Bonifácio Amerbach p.145

Friburgo, 5 de maio de 1533
B VIII: João Driedo ao Rei D.João III P.147

Lovaina, 9 de Junho de 1533
B IX: Luís Vives a Damião de Góis p.151

Bruges, 17 de junho de 1533
B X: Erasmo de Roterdão a Damião de Góis p.153

Friburgo, 25 de julho de 1533
Quando a afirmardes espalhado, por não sei quais em Lovaina, que eu enfileirei ao lado dos que aprovam a apostasia régia, e inquirirdes da resposta a dar – lhes, qual há – de ser, meu óptimo Damião, além daquela dos Salmos: “ Os seus dentes são armas e setas, e a sua língua um gládio penetrante. ”? Embora bem saiba não haverdes de forma alguma escutado isto de cavalheiro sério, mas a qualquer truão ou rábula inconsiderado, género de indivíduos pestilentíssimo de que, hoje em dia, por toda a parte o mundo exmeia.” P.155
À parte estes, nenhum outro mortal me interpelou sobre tal negócio; sendo, por consequência impudentíssima mentira o que esse velhaco, quem quer que é, vos contou. Mas, ainda assim, suspeito donde terá engendrado pretexto, atento que, segundo o provérbio, ” aos maus nada falta, a não ser ocasião para praticar qualquer crime”. P.157
E venho agora à parte da vossa carta onde com piedoso afecto lamentais a desgraça da gente lapónia, que por príncipes cristãos se vê esbulhada dos bens externos e privada de enriquecer – se com os internos, oprimida sob o julgo humano e não ensinada a submeter o colo ao julgo suave de Cristo. Na verdade, esses próceres, que as vitórias mensuram pela tomada, preferem governar animais a homens. E por isso é que menos povos ignorantes de Cristo se adjugem ao grémio da Igreja, pois vêem que são levados não ao Cristianismo mas à rápida e mísera servidão, e que tudo quando há de pior, em maus costumes, se encontra na vida dos cristãos. Uma coisa é tratar de negócios de religião, outra coisa muito diferente é negociar. E, assim, os triunfos desse chefe, sem dúvida egrégio e afortunado, que pilhou tantas cidades do litoral e lançou ao mar os para confessar ingenuamente a realidade. ” P.157
A Alemanha, como vos dizia quando por cá passastes, só este único conta verdadeiramente de ouro e pedraria, se porventura não é mais excelente até. De tal engenho, porém, a quaisquer riquezas preciosas nenhuma equiparação há. Se entretanto deva ser chamado pelo nome de alemão, ignoro – o; naturalmente que Glareano não toleraria. Basileia é dos Rauracos, e no seu viver; de certa civilização peculiar, há vestígios não obscuros deixados pelo Concílio universal, que se refere ter ali durado dezasseis anos. “ p.161
B XI: Conrado Goclénio a Erasmo de Roterdão p.161

Lovaina, 26 de julho de 1533
B XII: Bonifácio Amerbach p.163

Basileia, 1 de Setembro de 1533
B XIII: Erasmo de Roterdão a Erasmo Scheto p.165

Friburgo, 23 de Janeiro de 1534
B XIV: Erasmo de Roterdão a Erasmo Scheto p.167

Friburgo,11 de março de 1534
B XV: Erasmo de Roterdão a Damião de Góis p.169

Friburgo, 11 de Março de 1534
P.S. A respeito dos Lapões ia fazer o que pretendíeis, mas o tipógrafo faltou – me à palavra e não somente neste particular, contudo, fiz o que era possível: tratei de verter para alemão a vossa carta ao Bispo, e de acrescentar, outrossim traduzido, o opúsculo que narrava a obediência do Rei dos Etíopes prestada ao Pontífice. “ p.169
B XVI: Erasmo de Roterdão a Cornélio Grapheus p.171

Friburgo, 13 de Março de 1534

B XVII: Erasmo de Roterdão a Bonifácio Amerbach p.173

Friburgo, 11 de abril de 1534
B XIX: Erasmo de Roterdão a Damião de Góis p.175

Friburgo, 11 de abril de 1534
B XX: Erasmo de Roterdão a Erasmo Scheto p.177

Friburgo, 23 de abril de 1534
BXXI: Erasmo de Roterdão a Erasmo de Scheto p.179

Friburgo, 11 de janeiro de 1534
B XXII: Bonifácio Amerbach a Damião de Góis p.179

Basileia, 4 de junho de 1534
B XXIII: Gilberto Cognato a Bonifácio Amerbach p.181

Friburgo, 4 de junho de 1534
B XXIV: Conrado Goclénio a Damião de Góis p.183

Lovaina, 10 de junho de 1534
B XXV: Erasmo de Roterdão a Erasmo Scheto p.185

Friburgo, 11 de junho de 1534
Comentários: Essas duas correspondências tratam assuntos a respeito da saída de Damião de Góis de Friburgo e algumas questões que envolvem seus estudos.
B XXVI: Bonifácio Amerbach a Damião de Góis p.185

Basileia, 17 de julho de 1534
B XXVII: Bonifácio Amerbach a Damião de Góis P.187

Basileia, 19 de Julho de 1534
Comentários: Essas duas correspondências tratam de câmbio de dinheiro entre

Damião e esse seu amigo, e sobre a viagem que Damião irá fazer em terras italianas.


B XXVIII: Ulrico Zásio a Erasmo de Roterdão p.189

Friburgo, 27 de julho de 1534
B XXIX: Erasmo de Roterdão a Erasmo Scheto p.191

Friburgo, 30 de julho de 1534

B XXX: Erasmo de Roterdão a Pedro Bembo p.191

Friburgo, 16 de agosto de 1534
Origina isto, porém, a excelência do vosso nome e ainda uma certa humanidade singular para com todos, de tal sorte que qualquer candidato à Escola de Pádua ambiciona ser-vos recomendado como a um príncipe dos estudos. Entre eles está Damião de Góis, jovem nobre em seu país, que ocupou a parte mais brilhante da vida a tratar de negócios do seu Rei, mas tendo-se dedicado nos tempos livres, de passagem como pôde, aos estudos.

É português de nação, muito são de engenho e costumes honestíssimos. O Rei ofereceu-lhe espontaneamente uma notável função na Corte em que desde criança fora educado, isto é, a de seu tesoureiro-mor. Mas Ele preferiu resguardar em seu espírito um tesouro melhor. E por sugestão minha escolheu a Escola de Pádua, a mais ilustre de todas. Nenhum favor pede, a não ser o que, sem incómodo vosso, podeis prestar e a ninguém habitualmente recusais. Ajudai-o como hóspede que é a poder encontrar uma casa ou alojamento mais apropriado. ” (p.193)
B XXXII. Erasmo de Roterdão a Damião de Góis. P.195

Friburgo, 25 de agosto de 1534
Se acaso o vosso Matheus se achasse livre da contagiosa sarna gálica, a qual sempre detestei não menos que a morte, toda essa casa lhe serviria; assim, nem tão pouco conviria aqui estar, excepto com criado próprio. Será preferível até à convalescença permane er junto do médico. Não o deixarei carecer de dinheiro; e , como quer for, diligenciar-se-à por que seja bem tratado.”

Estas duas epístolas envio-mas Tomás Blaurer, que salvareis em Constança, se aí aportardes; é um varão probo e membro do senado. A causa de elas haverem demorado muito no caminho, esteve nele, a quem Melanchton as cometeu.[...] “



BXXXVII. Erasmo de Roterdão a Damião de Góis. P.207

Friburgo, 11 de janeiro de “1535”
Comentário: Fala a respeito de uma acompanhante para Damião, alguém que pudesse corrigir seus escritos.

BXL. Erasmo de Roterdão a Damião de Góis. P.213

Friburgo, 21 de maio de 1535
A minha saúde vai de mal a pior. A alma aparelha-se para emigrar deste triste domicílio, o que oxalá aconteça com o favor de Cristo. Alguns amigos nos precederam no Brabante: Viândulo, egregiamente douto; o meu hóspede de outrora. Martinho de David, em Bruxelas; Pedro Gilles e Francisco Delfus, em Antuérpia; aqui, Botzheim. Faleceram também alguns velhos, no mês de Abril. Muitas grávidas abortaram. Eu estou duramente atormentado, a ponto de já excitado haver alguns abutres.
O meu Ecclesiastes já está a imprensar-se, ainda incastigado; todavia, como apertassem comigo, preferi isto a um parto póstumo, não esquecido da consciência com que são tratadas obras de defunto. Ficará em quatro livros.”

Os italianos a cada passo se arreganham contra mim, em opúsculos maléficos. Em Roma foi imprensa a Defesa da Itália contra Erasmo, dedicada a Paulo III. A rixa nasceu de duas palavras minhas não entendidas e que estão nesta máxima: “Micónio calvo, é como dizer cita erudito ou italiano belicoso”, - quais eles intyerpretam como tendo eu censurado os italianos por serem pacíficos, quando a verdade é que nesta expressão a Itália foi louvada e não vituperada. Comer, beber, - são vocábulos médios; comilão, beberrão, palrador- toam como vício. De igual maneira, ser belicoso não traduz louvor, que sim exprobação. Os citas, inclinados só para as armas; os itálos, esses cultivam a filosofia, as artes e a eloquência, que são fomentadoras de paz, diametralmente contrárias por isso às daqueles. Eis excelente matéria de defensão.



Saiu ainda um opúsculo com o título – Cícero banido e Cícero repatriado, o qual todavia não investe muito contra mim; nele é Cícero odiosissimamente lacerado, friamente defendido. Outro se aprestou, denominado Guerra civil entre Ciceronianos e Erasmianos, qual se eu fora hostil a Cícero. Diz que igualmente um cero Dolet escreve em meu desfavor. Alveja-me não sei com que ameaças também Júlio Escalígero. Enfim, uns quantos jovens ociosos, que conspiraram os instiguem, em parte por aversão a mim, em parte para gozarem da alheia insânia. Divulgaram em Roma uma epístola como sendo escrita por mim, cheia de motejos facetos. ” (p.251)

Lutero já nada edita em que não ataque Erasmo papista e inimigo de Cristo. O homem anda simplesmente doido, e concebe-me um ódio parricida.” (p.217)
BXLIII. Erasmo de Roterdão a Damião de Góis. P.221

Basileia, 18 de agosto de 1535.
Apesar de afastado de Friburgo, não vos assiste a razão de grande mágoa, - a vós que trocaste a Alemanha pela Itália, e Erasmo por Bembo e Buonamico, com mais felicidade do que Diomedes ao permutar cobre por ouro. ”
Admira-me donde virá essa vertigem de cabeça, num jovem! A Itália tem médicos insignes, a cuja consulta podíeis submeter esse incómodo. Deveis acautelar-vos da leitura aplicada, mormente depois do jantar ou ceia; substituindo isso por conversas com homens doutos. ” (p.223)
Ademais não escrevemos aquelas coisas aos ítalos, senão aos crassos holandeses e rudes germanos, e num tempo menos feliz que o de hoje. Depois, alguns assuntos não suportam o cuidado esmero formal; nem essas maravilhas de M.Túlio convém àquilo que foi preparado para o ensino ou trata de assuntos de religião. No primeiro caso estão os Adágios; no segundo as Paráfrases, Anotações e muitíssimos outros, aos quais, se forcejardes em trazer ao brilho da frase Tuliana, não sei por que modo os acham frios os dedicados à verdadeira piedade, e que buscam a força do espírito e não as louçaninhas das palavras. Essa filosofia celeste, assim como tem a sua sabedoria diversa da humana, assim também a sua eloquência. As coisas místicas exigem um género peculiar de expressão.” (p.223).
Também por cá se fala muito das coisas de África; temo contudo que a África nos gere mais depressa algo de novo que de favorável. Eu ligo pouco a historietas mendazes.” (p.225)
Entretanto toda a Alemanha inferior cai nas mãos dos Anabaotistas. Münster foi expugnada e mortos quantos excediam os doze anos, a ser verdade o que se diz. O monarca francês chama os nobres que o medo desterrou. Dispõe-se a certa moderação. Convidou Melanchthon para uma entrevista, mas ele ainda não partiu.

Em Vitemberga assanha-se a pestilência, bem como em Augsburgo; em Estrasburgo começou a espalhar-se.

O rei de Inglaterra perseguiu alguns monges e tem desde há muito no cárcere o bispo de Rochester e Tomás More. Estas coisas são assaz verdadeiras. Os que vêm do Brabante narram que ambos sofreram a pena capital. Preferiria fosse falso este rumor. ” (p.227)
BXLIV. Um certo inglês a Damião de Góis p.227

? Novembro de 1535
BXLV. Erasmo de Roterdão a Damião de Góis p.229

Basileia, 15 de dezembro de 1535
“Creio que o Ecclesiastes já se encontra ao público. Foram impressos dois mil e seiscentos exemplares. Por agora saiu em formato um pouco reduzido. ” (p.229)
BXLVI. Erasmo de Roterdão a Damião de Góis p.231

Basileia, 15 de dezembro de 1535.
Comentários: Erasmo fala a respeito de sua saúde que se encontra debilitada.
BXLVII. Filipe Melanchthon a Damião de Góis p.233

Vitemberga, c, dezembro de 1535.
Comentários: Aqui podemos perceber como era intima a relação de Damião com Melanchthon.

BXLVIII. Erasmo de Roterdão a Gilberto Cognato p.235

Basileia, 11 de março de 1536.
BXLIX. Nicolau Clenardo a Joaquim Polites p.237

Évora, 22 de abril de 1535
BL Conrado Goclénio a Damião de Góis p.239

Lovaina, 12 de junho de 1536.
BLI. Beato Rhenanus a Bonifácio Amerbach p.241

Sélestad, 20 de agosto de 1536.
BLII. Bonifácio Amerbach a Damião de Góis p.243

Basileia, 29 de agosto de 1536.

Comentários: Tratam da morte de Erasmo.
De uma coisa apenas, varão ilustríssimo, vos advirto, e é que não pouca glória advirá se vos apresentardes como editor das obras de tão importante varão. E não somente ficais, por essa razão editor de Erasmo, mas outrossim os eruditos e estudiosos, onde quer que seja, vos ficarão devendo muitíssimo; mais ainda, todas as pessoas pias e rectas aplaudirão até aos astros, cada um por si às mãos cheias, o gesto tão tocante e pleno de simpatia em relação ao amigo defunto. ” (p.245)

BLIII. Bonifácio Amerbach a Damião de Góis p.245

Basileia, 12 de novembro de 1536.
BLIV. Nicolau Clenardo a Francisco Hovério p.247

Évora, 15 de dezembro de 1536
BLV. Nicolau Clenardo a Joaquim Polites p.249

Évora, 27 de dezembro de 1536

BLVI. Tiago Sadoleto a Damião de Góis p.251

Roma, 17 de junho de 1537.

BLVII. Tiago Sadoleto a Filipe Melanchthon p.253

Roma, 17 de junho de 1537

BLVIII. Nicolau Clenardo a Joaquim Polites p.257

Évora, o de julho de 1537
BLIX. Splinter van Hargen a Adriano Marius p.259


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