Programa de Pós-graduação em História, Política e Bens Culturais



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Programa de Pós-graduação em História, Política e Bens Culturais.

Mestrado Profissional em Bens Culturais e Projetos Sociais
Disciplina: Desenhos e metodologias de pesquisa em História e

Ciências Sociais

Professor: Matias Spektor

Horário: 5as feiras, 18h30
Objetivo e Ementa
Este curso qualifica os participantes para lidar com os problemas práticos de pesquisa que atormentam todos aqueles envolvidos na concepção e redação de dissertações, monografias e teses acadêmicas nas disciplinas de História e Ciências Sociais. O curso oferece o instrumental necessário para desenhar um projeto de pesquisa e avaliá-lo criticamente. Também ajuda o aluno a ganhar consciência sobre as escolhas metodológicas que fazemos, implicitamente, no dia-a-dia.
O curso está dividido nos seguintes tópicos.


  1. Quais os elementos centrais de um projeto de pesquisa?




  1. História e ciências sociais: por que não são a mesma coisa e por que, às vezes, andam juntas?




  1. O desenho de pesquisa: como saber se a pergunta de pesquisa é boa e se renderá um trabalho útil e interessante?




  1. Para que serve a revisão da literatura? (e quando é melhor viver sem ela).




  1. Hipótese: o que é e para que serve?




  1. Conceitos e tipologias.




  1. O que é um estudo de caso?




  1. Quando é que a pesquisa comparada vale a pena?




  1. Problemas de seleção de caso.



  1. Periodização e marcos temporais.




  1. Conjunturas críticas e ‘sombra do passado’ (path dependency).




  1. Análise contrafactual.



  1. ‘Process tracing’, narrativas históricas e teoria social.



  1. Como transformar arquivos e entrevistas em dados válidos de pesquisa?




  1. Discussão de projetos individuais.



Avaliação
Apresentação e defesa de um projeto completo de dissertação. Alunos que já defenderam os respectivos projetos podem apresentar a introdução da dissertação.
Há leituras recomendadas para cada aula. Para aqueles alunos interessados, sugere-se ainda literatura especializada em língua inglesa.
Literatura de referência

Howard Becker, Segredos e Truques da Pesquisa (Zahar, 2008).


W. C. Booth, G. G. Colomb, J. M. Williams, A Arte da Pesquisa (Martins Fontes, 2000).
Umberto Eco, Como se faz uma tese (Perspectiva, 2010, 23a ed).
Robert K. Yin, Estudo de Caso: Planejamento e Métodos, 2 ed., (Bookman, 1994).
George, Alexander L., and Andrew Bennett, Case Studies and Theory Development in the Social Sciences (Cambridge, Mass.: MIT Press, 2005).
Van Evera, Stephen, Guide to Methods for Students of Political Science (1997).

1. O que é um projeto de pesquisa?
Esta aula apresenta o curso e inicia a discussão sobre os elementos que compõem um projeto de pesquisa.

A arquitetura da pesquisa: introdução, propósito, literatura existente, perguntas de pesquisa e delimitação do objeto, hipótese, usos de teoria e/ou história, métodos, tipologia das fontes, promessa e empolgação. O modo de investigação: curiosidade, explicitação, dúvida e ‘pensando com o martelo’.



2. História e ciências sociais: por que não são a mesma coisa e por que, às vezes (mas só às vezes), andam juntas?
Esta aula estabelece diferenças básicas e conexões possíveis entre as Ciências Sociais e a História.
Como pensa um cientista social?
‘Introdução’, in João Marcelo Ehlert Maia, Estado, território e imaginação espacial: o caso da Fundação Brasil Central (FGV, 2012).
King, Keohane, Verba, ‘The Science of the Social Science’, in Designing Social Inquiry, 3-33.
Como pensa um historiador?
‘Introdução’, in Evaldo Cabral de Mello, O negócio do Brasil: Portugal, os Países Baixos e o Nordeste (Companhia das Letras, edição de bolso, 2011).
Marc Trachtenberg, ‘The Theory of Historical Inquiry’, in The Craft of International History (Princeton University Press, 2006), 1-29.

3. O desenho de pesquisa
Esta aula explora diferentes desenhos de pesquisa que utilizam teoria social e narrativa histórica. A pergunta que o aluno deve ter em mente ao ler os textos é: ‘Como seria o desenho de minha pesquisa caso enfatizasse a teoria social? E se enfatizasse a história? Quais as principais diferenças?’.
Um trabalho de teoria social que usa narrativa

‘Introdução’, in William Whyte, Sociedade de Esquina (Zahar, 2005).



Trabalho de história que usa teoria social
‘Introdução’, in José Murilo de Carvalho, A formação das almas. O imaginário da República no Brasil (Civilização Brasileira, 1990).
4. Para que serve e como se faz uma revisão da literatura? (e quando é melhor viver sem ela)
Esta aula lida com os principais argumentos a favor e contra da revisão da literatura, além de passar em revista alguns modos alternativos de lidar com o tema. A pergunta que o aluno deve ter em mente ao ler os textos é: ‘Preciso de uma revisão ou não? Caso positivo, de que tamanho e onde? Caso negativo, qual o arrazoado?’.
Capítulo 1, in André Singer, Os sentidos do lulismo: reforma gradual e pacto conservador (Companhia das Letras, 2012).

Chris Hart, Doing a Literature Review: Releasing the Social Science Research Imagination.




5. Hipótese: o que é e para que serve?
Esta aula explicita o que é uma hipótese, lida com suas várias formas, e busca ajudar o aluno a decidir como lidar com o problema. A pergunta que o aluno deve ter em mente durante a aula é: ‘Qual é minha hipótese de trabalho? Quais são as hipóteses alternativas que já descartei? Quais são as hipóteses alternativas que ainda nem contemplei?’.
Exemplos dos trabalhos individuais do alunos da disciplina.
6. Conceitos
O que é um conceito e para que serve? A pergunta que o aluno deve ter em mente ao ler os textos é: ‘Quais os conceitos que estou utilizando em meu trabalho? Como fazer para ganhar força analítica com eles?’.
Capítulo 1, Bianca Freire-Medeiros, Gringo na laje: produção, circulação e consumo da favela turística (FGV, 2008).
John Gerring, ‘What makes a concept good?’, Polity Spring 1999: 357-93.

7. Estudos de Caso

Qual a diferença entre ‘estudo de caso’ e ‘exemplo’? Para que serve um ‘estudo de caso’? O que acontece quando algo que parece um ‘estudo de caso’ não o é? A pergunta que o aluno deve ter em mente ao ler os textos é: ‘Estou trabalhando com um caso ou com um exemplo? Qual o arrazoado para justificar minha escolha por um ou outro?’.
Capítulo 1, Antonio Carlos de Almeida, A cabeça do brasileiro (Record, 2007).
‘Introdução’, Robert K. Yin, Estudos de Caso…, 19-38.
‘Introduction’, H. Becker and Charles Ragin, eds., What is a Case? (Cambridge University Press, 1992), 1-17.


8. Pesquisa comparada
Para que comparar casos? Como se faz? Esta aula não exaure todas as possibilidades, mas mostra um dos principais métodos para estruturar um estudo comparado. A pergunta que o aluno deve ter em mente ao ler os textos é: ‘Se eu fosse fazer um estudo comparado, qual seria o desenho da pesquisa?’.
‘Introdução’, in Daron Acemoglu e James Robinson, Por que as nações fracassam? (Elsevier, 2012).
George and Bennet, ‘The Method of Structured, Focused Comparison’, in Case Studies and Theory Development…, 67-72.
9. Problemas de seleção de casos
Esta aula passa em revista o desenho de pesquisa dos alunos matriculados no curso.


10. Técnicas de periodização e marcos temporais
A pergunta que o aluno deve ter em mente ao ler os textos é: ‘Qual é a periodização que tem em meu trabalho? Como posso fazer para deixá-la explícita?’.
‘Introdução’, in Lilia Schwarcz e Heloísa Starling, Brasil: uma biografia (Companhia das Letras, 2015).
Dietrich Reuschemeyer and John Stephens, ‘Comparing Historical Sequences – A Powerful Tool for Causal Analysis’, Comparative Social Research, 16 (1997), 55-72.
11. Conjunturas críticas
Qual o tipo de preocupação que deve orientar o estudo de momentos de ‘mudança’?
‘Introdução’, in Marcos Nobre, Imobilismo em movimento: da abertura democrática ao governo Dilma (Companhia das Letras, 2013).
Ruth B. Collier and David Collier, Shaping the Political Arena: Critical Junctures, the Labor Movement, and Regime Dynamics in Latin America (Princeton, 1991), 27-39.
James Mahoney, ‘Path Dependence in Historical Sociology’, Theory and Society 29 (2000), 507-548.
Kathleen Thelen, ‘How institutions Evolve: Insights from Comparative-Historical Analysis’, in Mahoney and Rueschemeyer.
Paul Pierson, ‘Increasing Returns, Path Dependence, and the Study of Politics’, American Political Science Review, June 2000, 241-268.
12. Análise contrafactual
O que aconteceria se...?’
Capítulo 1, in José Murilo de Carvalho, A construção da ordem/Teatro de sombras (várias edições).
Richard N. Lebow, ‘What’s so different about a counterfactual?’, World Politics, 52, July 2000, 550-85.
James Fearon, ‘Counterfactuals and hypothesis testing in political science’, World Politics, Jan 1991, 43 (3), 1969-95.
Niall Ferguson, Virtual History: Alternatives and Counterfactuals (1999).
13. Fontes primárias
Esta aula lida com os problemas inerentes à seleção, gestão e interpretação de fontes primárias de pesquisa.
Os exemplos utilizados em sala de aula serão os trabalhos individuais dos alunos.
David Collier, ‘Data, fieldwork, and extracting new ideas at close range’, APSA-CP Newsletter, Winter 1999, 1-6.
Ian Lustick, ‘History, Historiography, and Political Science: Multiple Historical Records and the Problem of Selection Bias’, APSR September 1996, 605-618.
14. Entrevistas e depoimentos
A aula lida com as escolhas de pesquisa de quem utiliza entrevistas ou depoimentos em seu trabalho de pesquisa.
‘Introdução’, in Matias Spektor, 18 dias: quando Lula e FHC se uniram para conquistar o apoio de George W. Bush (Objetiva, 2014).
Brian Rathbun, ‘Interviewing and qualitative field methods: Pragmatism and Practicalities’, The Oxford Handbook of Political Methodology (OUP, 2008).

15. Discussão dos trabalhos finais
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cursos -> Conteúdo programático anual 2º do Ensino Médio
cursos -> Aline cotrim
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ementas -> Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais Mestrado Acadêmico e Doutorado em História, Política e Bens Culturais Mestrado Profissional
ementas -> Programa de Pós-graduação em História, Política e Bens Culturais. Mestrado Profissional em Bens Culturais e Projetos Sociais
posgraduacao -> Normas sobre a apresentaçÃo da tese do curso de mestrado profissional em bens culturais e projetos sociais

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