Professora: jeanny saraiva


Conjunções Coordenativas e Valores Semânticos



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Conjunções Coordenativas e Valores Semânticos

  • Explicativas: exprimem motivo, razão, explicação. Principais conjunções: que, pois (antes do verbo), porque.

    • A empresa teve bons resultados porque (pois) possui um time com talentos diferenciados.

    • Organize um time com talentos diferenciados, que (pois) isso garantirá o sucesso da empresa.



Conjunções Coordenativas e Valores Semânticos

  • Conclusivas: exprimem conclusão, hipótese, dedução. Principais conjunções: portanto, logo, por isso, pois (após o verbo), dessa forma.

    • Procurou estimular a criatividade em seu trabalho, logo (por isso) alcançará boa produtividade.

    • Procurou estimular a criatividade em seu trabalho, alcançará, pois, boa produtividade.



Conjunções Coordenativas e Valores Semânticos

  • Alternativas: exprimem alternância, escolha, exclusão. Principais conjunções: ou ... ou; ora ... Ora, quer ... quer, seja ... seja.

    • Os profissionais devem estimular a própria criatividade ora convivendo com pessoas criativas, ora lendo bons livros.

    • Seja no momento de lazer, seja na execução de uma tarefa, os profissionais devem procurar desenvolver o seu potencial criativo.

  • Elementos coesivos usados para unir sintagmas nominais, orações e enunciados.

    • Introduzem novas informações / argumentos, que possibilitam a progressão textual.

    • Expressam as seguintes idéias: adição, adversidade, explicação, conclusão e alternância.




Conjunções Subordinativas

Circunstância

Conjunções

Comparação

Que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor, pior), tanto quanto, como.

Condição

Se, caso, contanto que, desde que, a menos que, anão ser que.

Conformidade

Conforme, segundo, como.

Tempo

Quando, antes que, depois que, logo que, assim que, desde que.

Proporção

À medida que, à proporção que.

Causa

Porque, como, já que, uma vez que, visto que.

Consequência

Que (tal...que, tanto...que, tão...que,), de forma que, de maneira que.

Fim

Para que, a fim de que.

Concessão

Embora, ainda que, mesmo que, por mais que, por menos que, se bem que..




Exemplos:

A torcida frequenta mais os estádios

PROPORÇÃO: à proporção que o seu time está subindo na tabela do campeonato.

FINALIDADE: para ver o seu time vencer no clássico.







A torcida expande suas tensões

CONDIÇÃO: se o time está perdendo.

TEMPO: quando o time está perdendo.







A audiência do jogo é garantida

CONCESSÃO: embora a transmissão não seja de boa qualidade.

CONFORMIDADE: como atestam as pesquisas do Ibope.




  • Elementos coesivos usados para unir orações e enunciados.

  • Introduzem novas informações / argumentos, que possibilitam a progressão textual.

  • Expressam as seguintes idéias: causa, conseqüência, finalidade, concessão, comparação, condição, conformidade, tempo, proporção, etc.

Considerações finais

  • A compreensão e o estudo dos processos de construção de períodos contribuem para que se construam textos claros, coesos, coerentes e fluentes.

QUESTÕES PARA RESOLUÇÃO EM SALA DE AULA
TEXTO I


Harpa ao cair do bisturi

A música entrou definitivamente para o cardápiomédico. Ela ajuda cirurgiões a se concentrarmelhor no seu trabalho de abrir, cortar, suturar efechar e auxilia na recuperação de pacientes queforam abertos, cortados, suturados e fechados.Tanto que Unidades de Terapia Intensiva agoracontam com fundo musical. Sons ritmados,suaves e harmoniosos reduzem a pressão arteriale facilitam a respiração. O coração passa a baterde forma mais compassada, um benefício e tantopara quem se submeteu a uma operaçãocardíaca, por exemplo.

(Anna Paula Buchalla, Veja, 06/ 09 /06 – trecho)

01- No texto, a oração “Tanto que as unidades de Terapia Intensiva agora contam com fundo musical” estabelece com as informações antecedentes uma relação de

a) causa

b) concessão



c) consequência

d) proporção

e) condição
TEXTO II

O Círio de Nazaré

Na romaria de Nazaré, o melhor dia é a noite da transladação, diziam os namorados. Noite em que a Virgem de Nazaré saía do Instituto Gentil Bittencourt, um colégio de moças, para a Catedral na Cidade Velha, passando a procissão pelas três janelas da família Alcântara. Da velha e bela Sé, o Círio, na manhã seguinte, novamente passando pelos Alcântaras, levaria a santa na sua berlinda para a Basílica ainda e sempre em construção. [...]”



Do romance Belém do Grão Pará, de Dalcídio Jurandir.

02- Nessa visão do Círio de Nazaré do passado, a progressão coerente das idéias se dá por meio de marcadores textuais cuja orientação argumentativa é, principalmente, de natureza:

a) temporal.

b) causa.

c) condicional.

d) comparativa.

e) concessiva.
03- (FCC) No período “Essa situação ocorrerá, pois, desde amanhã.” A conjunção sublinhada exerce função de:

a)conclusiva

b) explicativa

c)proporcional

d) temporal

e)condicional
04- (FCC) “A situação está precária, não obstante conseguiremos resolvê-la”. Pode-se substituir o termo sublinhado com um de igual sentido por:

a)a fim de que

b)enquanto

c) ao passo que

d) visto que

e) entretanto

05- (CESPE) No período “Sairemos logo que ela acordar”.

( ) Encontra-se uma indicação de tempo.

( ) Ocorre uma locução conjuntiva com sentido consecutivo.

( ) ocorre um advérbio modificativo do verbo sairemos.

( ) Possui orações compostas por subordinação.

GABARITO: V; F; F; V

06- (FCC) No período “Os salários sairão em folha de pagamento, contanto que os adicionais sejam pagos” (l.4), pode-se substituir a expressão sublinhada, mantendo-se o mesmo sentido e correção gramatical, por:

a)à proporção que

b)embora

c)mesmo que

d)desde que

e)à medida que


TEXTO III

O Grouchismo

O nosso tempo está cheio de credos novos. Entre os seus inumeráveis pregadores, entretanto, poucos têm a profundidade e a inspiração de Groucho Marx*. Por isto é que o grouchismo aí está, a conquistar adeptos dia a dia, numa evidente demonstração de vitalidade. A força do seu criador vem menos das prédicas que da ação. Groucho não tem um corpo de doutrina organizado, nem tampouco o gosto da parábola. É agindo que dá o exemplo e arrasta os adeptos. Só usa da palavra como acompanhamento obediente das atitudes, porque, segundo ele, a ação é o princípio e o fim de tudo. Relegando, pois, o verbo para um plano secundário, Groucho desvenda a atividade em toda a sua plenitude, e é esta riqueza de realizações que dá um cunho tão convincente ao seu credo. É que ele compreendeu, melhor do que ninguém, que a crítica ao preconceito, assim como o estabelecimento de uma nova base para a conduta, não podem estar presos à justificação doutrinária – retórica, maçante e ineficiente. Compreendeu, além disto, que não pode haver fases distintas na transformação; que não se deve destruir para construir em seguida. O mesmo ritmo deve compreender no seu embalo a destruição e a reconstrução. Quando o tabu é derrubado, já deve estar nascendo de suas cinzas o novo tabuzinho, pronto e reluzente. É esta a sua profunda originalidade e a sua profunda divergência com os outros heróis deste século.



Antonio Candido, Serrote, julho de 2009, p.167. Adaptado.

*Groucho Marx (1890-1977): ator e produtor norteamericano

de filmes, foi um dos mestres do humor.

07- De acordo com o texto, a originalidade de Groucho Marx decorre, principalmente,

a) da condição de pregador incontestável de uma nova espécie de credo – o “grouchismo”.

b) do argumento de que vale sempre a pena reconstruir, mesmo que seja a partir da destruição.

c) do ideal de acabar com preconceitos e tabus, edificando uma base sólida para a conduta.

d) da convicção de que vale mais agir do que adotar um discurso destinado a propagar uma doutrina.

e) da adoção de um comportamento baseado no exemplo, ideal para conquistar novos adeptos.


08- Observe os seguintes trechos do texto:

I. “Por isto é que o grouchismo aí está”. (L. 4)

II. “Relegando, pois, o verbo para um plano secundário”. (L. 12 e 13)

As relações lógicas que os conectivos grifados estabelecem nos trechos acima são, respectivamente, de



a) causa e conclusão.

b) finalidade e condição.

c) conclusão e concessão.

d) consequência e causa.

e) condição e finalidade.

TEXTO IV



RONALDO E A VARIG

Falta pouco para o começo da Copa. Nosso medo é pelo inesperado ou esperado que possa acontecer com o Ronaldo, o Ronaldão, até lá. Com a Varig, essa é a mesma preocupação que temos.

Quando junho chegar, teremos centroavante e transporte? Ronaldo ainda está um pouco longe do desejado. O ideal seria o Ronaldo inteiro, no seu melhor peso, namorando firme uma certa garota. Um ser feliz. E a Varig, se não curada, pelo menos ainda no ar. Vai ser uma expectativa nervosa para quem gosta de futebol e, habitualmente, andar de avião.

Mas, direis, centroavante é o que não falta para a seleção. Sei não. Há outras alternativas, mas que andam meio Varig. Não têm a mística do Ronaldo, que é um pouco a mística da Varig.

“Mística”, eu sei, é um termo impreciso, pouco pertinente a centroavantes irregulares e empresas falidas. Mas o Ronaldo mostrou a sua mística na Copa de 2002, quando também era dado como acabado - lembra-se de seu tempo das punições e críticas maldosas?- e foi o jogador decisivo nos jogos decisivos quando a Copa chegava ao fim. Foi a mística, não a realidade de Ronaldo que o Felipão escalou. Foi a mística que ganhou a Copa.

A mística da Varig também não tem nada a ver com a realidade. Sobra-lhe história e vem do que ela significou no passado. Vem até da afronta à realidade do mercado. Da gestão condominial que acabou desenvolvendo ao longo dos anos. E que muitos culpam pela sua ruína. Vem de tudo que não é número ou lógica. Decididamente, sumir com a Varig não se enquadra na opinião de muita gente.

Pelos números e pela lógica, se a Varig fosse uma empresa, ou um centroavante qualquer, já estaria acabada. Resta saber que força terá a mística contra o mercado. Se tivessem desprezado a mística do Ronaldo em 2002 o Brasil não seria penta. E se o argumento da mística não funcionar contra os números e a lógica, apelemos para outra categoria do sobrenatural: a superstição. Sem propriamente querer “desmistificar” ou “mitificar”, vamos pensar no seguinte: na média, a Varig deu sorte para a seleção brasileira nestes anos todos. Pra que mexer em time que está ganhando?

O mercado certamente não vai querer a responsabilidade por um fracasso na Alemanha.

_____________________________________.

Veríssimo. O GLOBO. OPINIÃO, p. 7, 16.04.06. Texto adaptado.


09- “Mas, direis, centroavante é o que não falta para a seleção. Sei não. Há outras alternativas, mas que andam meio Varig. Não têm a mística do Ronaldo, que é um pouco a mística da Varig.”

De acordo com a leitura global do trecho acima, na seguinte passagem: Há outras alternativas, mas que andam meio Varig.”, evidencia-se um exemplo de relação de

A) causa, reforçado pelo “Mas” inicial e pela forma verbal “direis”.

B) adição, pela afirmação de que centroavante é o que não falta para a seleção.

C) condição, na associação da mística de Ronaldo com a da Varig.

D) oposição, já sugerida antecipadamente pela expressão “Sei não”, do autor.

E) opção, já que o autor afirma existirem outras opções.


10- “O ideal seria o Ronaldo inteiro, no seu melhor peso, namorando firme uma certa garota. Um ser feliz. E a Varig, se não curada, pelo menos ainda no ar.

No contexto, o SE, em negrito, tem o sentido de:

A) condição



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