Presidência da República Casa Civil Assessoria para a Comunicação Social e Imagem



Baixar 87.04 Kb.
Encontro29.10.2017
Tamanho87.04 Kb.




Presidência da República

Casa Civil

Assessoria para a Comunicação Social e Imagem

Discurso de Sua Excelência o Presidente da Republica Dr. Manuel Pinto da Costa, na inauguração da 7ª Bienal Internacional de São Tomé e Príncipe

30/11/2013

Encontramo-nos aqui para com a nossa presença assinalar a inauguração de mais uma bienal internacional de São Tomé e Príncipe.

No meu caso pessoal esta é uma forma de dar um sinal claro da importância e do significado deste momento.

Importância para o país devido à relevância da iniciativa.

Significado pelo que representa para a cultura de São Tomé e Príncipe e para a sua projecção no mundo.

É, pois, com enorme satisfação que, pela segunda vez no meu mandato, decidi aceitar o convite para presidir a esta cerimónia.

Esta é a sétima Bienal à qual me associei, desde a primeira hora, através do meu alto patrocínio, num sinal claro do apoio que este acontecimento merece por parte do Estado que represento.

Em 1995, quando se realizou a primeira bienal seria difícil acreditar que passados 18 anos, estaríamos aqui neste magnifico espaço que é a CACAU a inaugurar uma iniciativa com tão grande relevo e dimensão.

Para chegar aqui foi longo o caminho percorrido.

Quase duas décadas depois ao apreciarmos este certame, a partir de hoje aberto ao público, neste emblemático edifício é fácil constatar o crescimento extraordinário que teve e a relevância que conseguiu adquirir no contexto cultural nacional e além-fronteiras.

Não se chega aqui sem muito trabalho e, como afirmei neste palco há dois anos e gostava agora de reafirmar, sem paixão, imaginação e tenacidade.

Permitam-me, desde já, dirigir uma saudação muito especial e o público reconhecimento a todos os que, pessoas, instituições e organizações nacionais e estrangeiras, contribuíram, com esforço, dedicação ou através do seu patrocínio, para colocar este projecto de pé e na realidade concreta que todos terão oportunidade de ver em seguida.

É, no entanto, da mais elementar justiça que me dirija especialmente a João Carlos Silva, Presidente desta bienal e líder deste projecto.

Quando tanto se fala hoje em dia de empreendedorismo e da sua importância para o desenvolvimento, aqui ou em qualquer parte do mundo, João Carlos Silva soube ser, ou melhor teve a ousadia de ser empreendedor há cerca de duas décadas.

Teve uma ideia e lutou pela sua concretização, arriscou, não teve medo das dificuldades e daqueles que comodamente tanto falam sobre aqueles que fazem, lançou mãos à obra e ela aqui está pujante, viva e, sobretudo, virada para o futuro.

Julgo que é justa e merecida a emoção que estou certo, estará a sentir neste momento de tão grande realização pessoal.

Esta sétima edição da bienal representa um feliz casamento entre o passado e o futuro, vivendo um presente que traduz um decisivo salto qualitativo que, estou convicto, deve ser um exemplo a seguir por outros sectores da sociedade santomense.

O sucesso que, estou certo, será esta bienal vai muito para além do sucesso cultural, delimitado pelo tempo previsto para a sua realização.

Não posso também deixar de sublinhar, com apreço, o papel significativo desempenhado pela Fundação Sindika Dokolo e o trabalho desenvolvido pelos nossos irmãos angolanos, na pessoa do director executivo Fernando Alvim, bem como o da Fundação Carlos Delfim Neves que em boa hora se associou a este evento.

A parceria estabelecida à volta desta bienal e que vai estender-se a outras iniciativas nos próximos anos é um excelente exemplo de como é possível concretizar formas de cooperação mutuamente vantajosas mostrando como é possível passar das palavras aos actos e dar corpo às relações fraternas e de amizade entre Angolanos e Santomenses, dois povos irmãos com laços históricos tão profundos.

Espero e estou seguro que esta parceria com origem na iniciativa privada dará os seus frutos e poderá constituir um modelo a seguir noutros sectores dos dois países.

A necessidade de implementação deste tipo de parcerias tem sido por mim repetidamente defendido no âmbito da parceria estratégica entre dois países como Angola e São Tomé e Príncipe.

Distintos convidados

Minhas senhoras e meus senhores

A Bienal Internacional de São Tomé e Príncipe é, sem qualquer dúvida, uma iniciativa que se transformou num poderoso instrumento de projecção no exterior da imagem, identidade e, porque não dizê-lo, da alma santomense.

Este é um factor que, não me canso de afirmar, é crucial para o progresso e para o nosso desenvolvimento.

Esta recentragem da nossa relação com o exterior é fundamental para vencer os desafios que se colocam ao país no século XXI e, sobretudo, esse grande desígnio nacional que é o de vencer a pobreza.

Como afirmei recentemente numa entrevista que concedi a um jornal angolano, São Tomé e Príncipe é um país potencialmente rico com uma posição geostratégica ímpar no seio do golfo da Guiné.

Temos de conseguir saber projectar essa riqueza no exterior como uma mais-valia decisiva para o desenvolvimento económico do país.

Esta bienal pelos significativos impactos na economia, nomeadamente através da promoção do turismo é também nesse âmbito um bom exemplo do que tenho afirmado.

Recentrar essa perspectiva da relação com o mundo no sentido de um país aberto ao exterior é uma atitude fundamental que a todos deve convocar na esteira do pertinente mote desta bienal Re-design/Sintese e cuja aposta certa nas infra-estruturas e no coleccionismo como uma plataforma de internacionalização para os artistas santomenses me apraz registar.

Com efeito Infra-estruturas e internacionalização são questões chave para o desenvolvimento do país em todos os sectores de actividade.

Permitam-me a este propósito citar o extraordinário texto de curadoria escrito por Conceição Lima.

“Queremos repensar os desenhos das nossas ruas e a condição das nossas casas. Queremos conquistar a água pura e a luz como um direito. Queremos enterrar a indigência, a mão estendida.

Queremos repensar, reconceber a função e o destino dos patrimónios materiais e imateriais que nos distinguem, redesenhar um quadro que autenticamente nos reflicta e nos projecte no que de melhor temos e somos.”

Enquanto povo somos a síntese de patrimónios genéticos, culturais, históricos mas construímos uma identidade própria.

“Porque somos”, Re-design e Síntese fundamentam-se na convivência de partilhas e nos fundamentos das diferenças.

Os reflexos da conjuntura actual pretenderão eventualmente que as expectativas desses pressupostos se esbatam num quadro de globalização galopante.

Sem descurar esta realidade globalizante a que assistimos temos que estar convictos da importância e da presença de cada um e da sua identidade própria.

Esta iniciativa de horizontes que é a bienal, onde as fronteiras não têm lugar, é também uma oportunidade para projectar um país que constrói a sua contemporaneidade, assente numa forte identidade histórico-cultural.

Este é um desafio imenso e mobilizador que temos pela frente e em que a cultura terá sempre um lugar decisivo a desempenhar cabendo ao Estado não descurar esta realidade.

Distintos convidados

Senhoras e Senhores

Permitam-me, antes de terminar, dirigir algumas palavras aos artistas Santomenses e de felicitações pelo seu trabalho e pela identidade da nossa cultura que reinventam em cada obra sua nos mais variados domínios desde as artes plásticas à música.

Em especial quero felicitar os artistas, nacionais e estrangeiros, cujas obras foram seleccionadas para esta sétima bienal deixando uma palavra de estímulo e apreço a todos os outros, em particular os santomenses, que não estando aqui representados desenvolvem um trabalho que deve ser reconhecido.

Termino esta minha intervenção declarando aberta esta sétima bienal Internacional de São Tomé e Príncipe.



Muito obrigado pela vossa atenção.

Baixar 87.04 Kb.

Compartilhe com seus amigos:




©bemvin.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Prefeitura municipal
santa catarina
Universidade federal
prefeitura municipal
pregão presencial
universidade federal
outras providências
processo seletivo
catarina prefeitura
minas gerais
secretaria municipal
CÂmara municipal
ensino fundamental
ensino médio
concurso público
catarina município
Dispõe sobre
reunião ordinária
Serviço público
câmara municipal
público federal
Processo seletivo
processo licitatório
educaçÃo universidade
seletivo simplificado
Secretaria municipal
sessão ordinária
ensino superior
Relatório técnico
Universidade estadual
Conselho municipal
técnico científico
direitos humanos
científico período
espírito santo
pregão eletrônico
Curriculum vitae
Sequência didática
Quarta feira
prefeito municipal
distrito federal
conselho municipal
língua portuguesa
nossa senhora
educaçÃo secretaria
segunda feira
Pregão presencial
recursos humanos
Terça feira
educaçÃO ciência
agricultura familiar