Popper e o estatuto epistemológico da racionalidade econômica


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1 Cabe lembrar que essa racionalidade egoísta atribuída ao agente tampouco deve ser confundida com um egoísmo consciente do ponto de vista daquele que age.

2 Outro problema correlato, também clássico na literatura, refere-se à crítica de que o suposto da racionalidade promoveria uma – indesejável – confusão dos aspectos positivos e normativos na teoria econômica padrão. A esse respeito ver, por exemplo, Frank, R.; Gilovich, T.; Regan, D (1993). Não obstante a relevância desta questão, por fugir do escopo dos temas do presente artigo, seu tratamento não é aqui enfrentado.

3 Por diferentes razões, tanto as críticas de Simon (1969) como as de Sen (1974) remetem ao problema aqui explicitado.

4 O segundo já é tratado na próxima seção, ao passo que o exame do primeiro deve aguardar a seção 3.

5 “Não considerei, entretanto, essa análise importante para a explicação histórica, e o que tive como importante exigiu mais alguns anos para amadurecer. Trata-se do problema da racionalidade (ou “princípio da racionalidade”, ou “método zero”, ou “lógica da situação”). Entretanto, durante anos, a tese banal – em versão mal interpretada – deu margem, sob o título de “modelo dedutivo”, ao aparecimento de larga bibliografia. O aspecto realmente importante do problema, o método da análise situacional, que apresentei em The Poverty em 1938 e depois esclareci mais amplamente no capítulo 14 de The Open Society desenvolveu-se a partir do que eu havia anteriormente chamado “método zero”. O importante, no caso, era a tentativa de generalizar o método da teoria econômica (teoria da utilidade marginal), de sorte a torná-lo aplicável às outras ciências sociais teóricas. Nas formulações que posteriormente lhe dei, esse método consiste em construir um modelo da situação social que inclua especialmente a situação institucional em que o agente está atuando, de modo a explicar a racionalidade (o caráter zero) de sua ação. Tais modelos são, nas Ciências Sociais, as hipóteses suscetíveis de comprovação e os modelos que sejam “singulares”, mais especificamente, correspondem às hipóteses singulares da História (hipóteses em princípio comprováveis).” (Popper, 1974:125-126. O grifo é nosso).

6 Isso implica que se abre mão de considerá-lo como fazendo parte do âmbito “positivo” das teorias (que procuram responder à questão “como é o mundo?”). Ao invés disso, faz-se agora uma tentativa de compreendê-lo como fazendo parte do âmbito “normativo”, que é típico das propostas metodológicas. Neste plano metateórico, a questão central passa a ser: “como devem ser elaboradas as teorias que objetivam entender o mundo, no caso, o mundo social?”. No caso específico das ciências humanas/sociais, a pergunta naturalmente seria: “como deve ser entendida a ação humana no contexto social?”.

7 A esse respeito ver, por exemplo, o clássico artigo de Friedman (1953). Embora proponha uma metodologia para a economia “positiva”, Friedman é popperiano e, como tal, não deve ser considerado propriamente como um positivista.

8 H1-H8 dizem respeito apenas às preferências dos agentes. Como visto, preferências referem-se aos desejos que os agentes buscarão realizar. Entretanto, para que a ação racional possa ocorrer, algumas restrições com relação às crenças dos agentes também precisam ser satisfeitas. Por exemplo, elas precisam ser logicamente coerentes. De fato, o agente não pode acreditar em A e não-A simultaneamente. Caso o fizesse, estaria ferindo o segundo princípio fundamental da lógica clássica (princípio da não contradição), o que indubitavelmente o conduziria à tomada de decisões “irracionais”. Supõe-se também que o agente conheça (ou creia conhecer) as prováveis consequências de cada possibilidade de ação.

9 Como uma lei geral apresenta a forma “Sempre que A, então B” (cf. Hempel, 1966), então a formulação desta lei geral do comportamento humano pode ser simplificadamente expressa, por exemplo, como “Sempre que um agente econômico precisar atingir algum fim, então adotará o curso de ação que maximize seus resultados esperados.”

10 O sentido atribuído à racionalidade por Mises, de a priori lógico, remete a Kant, à sua confiança na lógica aristotélica e na ideia de que os princípios lógicos representam “as formas do pensamento”, ou seja, que não se pode pensar senão de acordo com eles. A definição de a priori lógico de Mises equivale à definição do a priori analítico kantiano: enunciados cujos predicados já se encontram encapsulados nos sujeitos. Assim, da mesma forma como “triângulos são figuras geométricas com três lados” consiste, para Kant, num juízo analítico a priori, “seres humanos são racionais”, constitui esse a priori lógico para Mises.

11 Tal visão difere do que fará Popper, em sua busca de transformar esses “dados irredutíveis” em fatores objetivos, como se terá ocasião de constatar a seguir.

12 Trata-se aqui de uma clara alusão (crítica) de Popper à “compreensão subjetiva” proporcionada pela Verstehen. Acerca dos problemas acarretados pela falta de critérios intersubjetivos de validação no método Hermenêutico, ver, por exemplo, Abel (1948).

13 Ver Caponi (2012).


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