Pesquisa Nacional de Vitimização Sumário Executivo senasp



Baixar 4.32 Mb.
Página8/16
Encontro29.10.2017
Tamanho4.32 Mb.
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   ...   16

2. Sensação de segurança


Foi analisado o sentimento de segurança dos entrevistados sob diversas circunstâncias. Em relação ao bairro onde o entrevistado reside, foi perguntado se ele se sentia seguro em andar pelas ruas de dia e de noite. Durante o dia, 48,3% afirmaram se sentir muito seguros. À noite, essa proporção diminuiu mais da metade, sendo que apenas 22,5% se sentem muito seguros. O mesmo foi medido quanto ao local de trabalho: de dia, 23,4% se sentem muito seguros; de noite, cai para 11,9%.

Analisando o sentimento de segurança em andar nas ruas do bairro onde mora durante o dia face às características sociodemográficas,verifica-se maior proporção dos que se sentem muito seguros entre homens (52,4%); brancos (51%); os mais instruídos (51,3%) bem como os mais velhos (52,1%) e os que fazem parte das classes AB (51%).

Em relação a andar nas ruas do bairro onde mora durante a noite, observa-se uma redução na sensação de segurança e inversão na correlação com algumas características sociodemográficas. Homens (26,7%) continuam se sentindo mais seguros do que as mulheres (18,7 %), os menos escolarizados sentem-se mais seguros (24,9%) do que os mais escolarizados (20,3%).

Quando enfocado o sentimento de segurança nas ruas do bairro onde trabalha de dia, os homens (54,9%) afirmaram se sentir mais seguros do que as mulheres (30,2%), entrevistados com mais anos de estudo e os de classe mais elevada tendem sentir mais segurança.

Durante a noite, 25,8% sentem-se inseguros em circular pelas ruas onde trabalham, entre os que têm entre 35 e 44 anos chega a 35,3%. A sensação de insegurança é mais alta também entre os mais escolarizados (34,7%) e entre os que fazem parte das classes A (32,8%). Deve-se considerar que 43,6% dos entrevistados não trabalham ou não circulam pelas ruas do trabalho à noite.

Quando o local de análise passa a ser ruas de outros bairros durante o dia, 51,6% dos entrevistados sentem-se seguros, sendo que 17,7% sentem-se muito seguros. Durante o dia, homens (19,1%) relataram se sentir mais seguros do que as mulheres (16,5%), brancos (19,5%) mais do que pardos (16,2%) e pretos (17%), e os adultos acima de 45 anos (19%).

Já quando circulam por outros bairros durante à noite, a maioria sente-se inseguro (67,2%), dos quais 45,4% sentem-se muito inseguros. A sensação de insegurança é maior entre as mulheres (50,1%) e entre os que se declaram pardos (49,4%). Declaram não andar pelas ruas de outros bairros à noite 5,5% dos entrevistados.

Em relação ao sentimento de segurança ao andar nas ruas da cidade em geral, 53,5% sentem-se seguros e 45,7% inseguros. Os homens (22,5%) se sentem muito mais seguros do que as mulheres (16,6%). Analisando-se os resultados pelas capitais, observa-se em Florianópolis o maior índice de moradores que se sentem muito seguros em andar pelas ruas da cidade: 23,9%. Já os maiores índices de muito inseguro são observados em Belém (54,6%), Maceió (52,4%) Fortaleza (47,4%), São Paulo (45,7%) e São Luis (45,2%).



Gráfico 5 – Sensação de segurança

Quando analisada a sensação de segurança quando o entrevistado se encontra sozinho em casa, verifica-se que a maioria sente-se seguro (84,7%), contra 14,9% que sentem-se inseguros. Os homens (66,1%) sentem-se muito mais seguros do que as mulheres (50,1%).

Interessante observar que a sensação de segurança dos entrevistados, de modo geral, aumenta quando estão acompanhados em casa. Assim, a grande maioria (94,1%) sente-se seguro quando está acompanhado em casa, sendo que 72,6% sentem-se muito seguros.

Já quando se trata de estar em casa acompanhado somente do companheiro, 65,4% sentem-se seguros, dos quais 52,6% consideram-se muito seguros. Os homens sentem-se mais seguros do que as mulheres (72,2% contra 59,1%). Os mais escolarizados e os que fazem parte das classes mais altas sentem-se mais seguros do que os menos escolarizados e os que fazem parte das classes menos favorecidas. Um terço declara que não tem companheiro (a).

Foram mensuradas quais atividades o entrevistado teme que ocorram com ele na vizinhança: metade dos entrevistados teme ser vítima de bala perdida (52,0%) e estar no meio de um tiroteio (50,7%). O índice dos que temem ser assaltados chega a 43,9% e 43,5% têm medo de ser vítima de agressão física.

Um terço (34,3%) teme ser confundido com bandido pela polícia e índice semelhante (33,2%) tem medo de ser vítima de extorsão por parte da polícia.

O medo de ser vítima de sequestro ou sequestro relâmpago atinge 29% e 28,8% temem serem confundidos com bandido por agentes de seguranças particulares.

O medo de agressão sexual atinge 26,2% e 25,4% temem ter carro ou moto roubados em um assalto. O índice dos que temem ser vítima de agressão por parte de companheiro ou ex-companheiro é de 7,6%.




Baixar 4.32 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   ...   16




©bemvin.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Prefeitura municipal
santa catarina
Universidade federal
prefeitura municipal
pregão presencial
universidade federal
outras providências
processo seletivo
catarina prefeitura
minas gerais
secretaria municipal
CÂmara municipal
ensino fundamental
ensino médio
concurso público
catarina município
Dispõe sobre
reunião ordinária
Serviço público
câmara municipal
público federal
Processo seletivo
processo licitatório
educaçÃo universidade
seletivo simplificado
Secretaria municipal
sessão ordinária
ensino superior
Relatório técnico
Universidade estadual
Conselho municipal
técnico científico
direitos humanos
científico período
espírito santo
pregão eletrônico
Curriculum vitae
Sequência didática
Quarta feira
prefeito municipal
distrito federal
conselho municipal
língua portuguesa
nossa senhora
educaçÃo secretaria
segunda feira
Pregão presencial
recursos humanos
Terça feira
educaçÃO ciência
agricultura familiar