Pesquisa Nacional de Vitimização Sumário Executivo senasp


Tabela 1 – Onde estava quando ocorreu o crime, em %



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Tabela 1 – Onde estava quando ocorreu o crime, em %

  Para crimes como agressão, ofensa sexual e discriminação, procurou-se levantar junto a vitima se o agressor era alguém conhecido. Considerando-se a média geral desses casos específicos que ocorreram no ano anterior à pesquisa, na maioria das vezes o ofensor era conhecido da vítima, mesmo que de vista. O tipo de ofensa em que isso menos acontece é na sexual, onde metade dos agressores (49,3%) é um desconhecido. Entre os que sofreram discriminação, destacam-se como agressores pessoas que a vítima conhece de vista (17%), mas também amigos com quem convive no dia-a-dia (11,1%). Nos casos de agressão e ameaça, os acusados, além de serem conhecidos de vista da vítima (11,9%) também são, em boa parte, seus vizinhos (10,7%).



Tabela 2 – Quem eram os agressores, em %

 

Em relação a alguns crimes como roubos de automóveis, de motos, de objetos e nos casos de sequestro questionou-se sobre a ocorrência de agressões físicas e o uso de armas por parte do criminoso. Entre as vítimas de roubo de veículos, tanto de carros quanto motos, há maior menção a agressões físicas (24,1% e 23,3%, respectivamente) do que nos casos de roubo de objetos e sequestro (16,3% e 19,8%, respectivamente).



Tabela 3 – Houve agressão física? - em %

 

Na maioria dos casos relatados na pesquisa (72,5%) não há uso de nenhum tipo de arma, mas em alguns crimes essa tendência se inverte completamente. Nos episódios de roubo de carros, roubo de motos e seqüestro, por exemplo, a ameaça com arma de fogo chega a 78,5%, 79,1% e 75,2%, respectivamente. Nos roubos de objeto, essa taxa cai para 56,8%. Nos de agressão é 10,1% e nos de ofensas sexuais corresponde a 4,3%.



Tabela 4 – Os agressores usaram a arma? - em %

 

Também não há ferimentos na grande maioria dos casos descritos (81,6%).  É importante notar, porém, que entre as vítimas de acidente de trânsito, 52,5% afirmam ter se machucado na ocorrência. Nos casos de seqüestro, essa taxa equivale a 20,4%, nas ofensas sexuais chega a 11,8%, nos episódios de agressão a 10%, nos roubos de carros a 8,1%, nos roubos de objetos a 6,9% e no roubo de motos a 4,3%.



Vale lembrar que entre os tipos de agressão há agressões verbais e ameaças, que não implicam, necessariamente em ferimentos, além dos tipos que tipicamente envolvem lesões.

Tabela 5 – Teve ferimento? - em%

 

No geral, precisaram de atendimento médico 12,7% dos que foram vítimas dos crimes com ameaça ou de acidentes de trânsito. Nesse último, essa taxa chega a 39,9%. Em casos de sequestro, ela vai a 24,3%, no roubo de carros corresponde a 9,8%, nas ofensas sexuais é 6,7% Quanto ao atendimento psicológico, a medida foi necessária especialmente nos casos de sequestro (17,6%) e ofensa sexual (8%).



Tabela 6 – Precisou de atendimento médico? - em %


 1.2 Notificação e satisfação com a polícia

 

Quanto ao outro módulo da Pesquisa Nacional de Vitimização, que trata da notificação oficial dos tipos de crime contemplados no estudo, conclui-se que 19,9% das vítimas de alguma dessas ofensas nos 12 meses que antecedem a coleta de dados deram queixa de pelo menos uma delas à polícia. A subnotificação média para a vitimização anual no Brasil, considerando-se apenas os 12 tipos de crimes listados no estudo, é de 80,1%.



  A notificação fica acima da média principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte do país (25,3% e 24,5%, respectivamente), muito em função dos dados do Distrito Federal (33,3% de seus habitantes comunicaram as ocorrências à polícia), de Roraima (31,3%) e Rondônia  (31,2%). Outras unidades da federação que também apresentam taxas de registro acima da média são Mato Grosso (29,1%), Acre (27,5%), Mato Grosso do Sul (24,4%), Tocantins (24,3%), Amapá (23,7%), Amazonas (23,7%) e Pará (23,7%).

  Apresentam índices de notificação próximos à média, a região Sudeste (19,8%), principalmente por conta das taxas do Espírito Santo (18%) e Minas Gerais (20,9%) e a região Sul (21,5%), com seus estados do Rio Grande do Sul (21,3%), Santa Catarina (21,5%) e Paraná (21,7%).

  As mais baixas taxas de notificação, de um modo geral,  encontram-se no Nordeste (15,8%), especialmente nos estados da Paraíba (11%), Bahia (13,7%), Rio Grande do Norte (14,2%) e Pernambuco (14,6%). Também apresentam baixos índices e ficam abaixo das médias de suas respectivas regiões os estados do Rio de Janeiro (14,6%) e Goiás (19,9%).

  Sobre as capitais, Porto Velho lidera o ranking de notificação, já que 35,4% das vítimas comunicaram a polícia pelo menos um dos 12 crimes que eventualmente tenham sofrido no ano anterior ao levantamento.

  Em seguida, aparecem Brasília (33,2%), Boa Vista (31,3%), Cuiabá (29,5%), Rio Branco (29,1%), Campo Grande (28,1%), Belém (27,1%) e Maceió (26%).

  Ficam próximas da média nacional as taxas de notificação entre as vítimas que moram em São Paulo (21,9%), Palmas (21,6%), Fortaleza (21,2%) e Teresina (20,6%).

  Abaixo da média estão João Pessoa (com a mais baixa taxa de notificação, 8,5%), Salvador (12,2%), Natal (15,1%), Rio de Janeiro (15,2%), Goiânia (17,3%) e Recife (17,8%).

  Em relação às variáveis socioeconômicas e demográficas, a taxa de notificação dos crimes é maior entre as vítimas que compõem a classe A, segundo o critério Brasil de segmentação (22,9%) e os de nível superior (24,2%).

  No extremo oposto, é interessante perceber que a subnotificação fica um pouco acima da média em um estrato específico de alta vitimização – entre as vítimas com idade de 16 a 24 anos, 79,3% deixaram de reportar à polícia os crimes ou ofensas que sofreram ao longo dos 12 meses que antecederam a pesquisa. Comunicaram pelo menos um deles, 20,7% das vítimas desse segmento.

  Dos crimes contemplados no estudo, o roubo de carros é o que apresenta maior taxa de notificação (90%), seguido pelo roubo de moto (80,7%). Os furtos, tanto de motocicletas quanto de automóveis, aparecem em seguida com percentuais próximos – 70,3% e 69,5%, respectivamente.

  Casos de sequestro também são notificados pela maioria das vítimas (63,5%). O roubo de objetos ou bens alcança 41,3% de notificação e os acidentes de trânsito 33,2%.

  As menores taxas de notificação encontram-se entre as vítimas de discriminação (2,1%), ofensa sexual (7,5%), fraudes (11,6%), agressões (17,2%) e furtos de objetos (22,6%).



 


Gráfico 4 – Notificou a polícia, por tipo de crime

 

Mapa 3 – Notificação – por UF e capital



No geral, considerando-se os tipos de crimes estudados, a polícia militar é mais acionada do que a polícia civil para o relato da ocorrência, com exceção dos casos de fraude.

  O motivo mais freqüente para o registro da ocorrência é a esperança de recuperar o bem perdido, especialmente nos casos de roubo e furto de motos (71,4% e 68,6%, respectivamente) e de automóveis (59,5% e 51%, respectivamente).

  Nos episódios de discriminação, além da afirmação de que o registro da ocorrência é um direito (35,8%), 33% das vítimas reportam o caso para impedir que o fato aconteça novamente. Entre as vítimas de ofensas sexuais e agressões, esse último motivo soma-se à necessidade de proteção (45,5% e 38,7%, respectivamente) e à esperança de ver o culpado punido (32,8% e 24,2%, respectivamente)



  A vontade de ver o agressor preso aliás, é o motivador principal entre as vítimas de seqüestro (39,9%) e também é alto entre os que tiveram o carro roubado (34,9%).



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