Pesquisa Nacional de Vitimização Sumário Executivo senasp



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SUMÁRIO EXECUTIVO


 

A primeira Pesquisa Nacional de Vitimização feita no Brasil quantifica e caracteriza 12 tipos de ocorrências passíveis de registro policial no país, revela a taxa de subnotificação para cada uma delas e mapeia incidências e frequência com que elas acontecem em cada unidade da federação e nas respectivas capitais. A amostra é representativa do universo da população adulta (com idade igual ou superior a 16 anos) dos municípios com mais de 15 mil habitantes.

 Os crimes e ofensas contempladas no estudo correspondem a  furto e  roubo de automóveis, furto e roubo de motocicletas, furto e roubo de objetos ou bens, sequestro, fraudes, acidentes de trânsito, agressões, ofensas sexuais e discriminação.

  A pesquisa apresenta a prevalência desses crimes alguma vez na vida e a sua incidência nos 12 meses anteriores à coleta de dados da, caracterizando a experiência da vitimização sofrida nesse período.

Foram aproximadamente 78 mil entrevistados em 346 municípios no período de junho de 2010 a maio de 2011 e junho de 2012 a outubro de 2012.

  O campo da pesquisa foi realizado em duas ondas (86% das entrevistas entre junho de 2010 e maio de 2011 e 14% das entrevistas entre junho e outubro de 2012), e os resultados sobre vitimização e notificação anuais se referem ao período de 12 meses anteriores ao levantamento.

  O plano básico de tabulação dos dados traz contrastes por unidades da federação, capitais, variáveis socioeconômicas, demográficas e comportamentais. A totalidade das possibilidades de estratificações e cruzamentos multivariados é numerosa e impossível de ser contemplada em relatório único. Porém, deve-se observar que, à medida que se filtram resultados para estratos muito específicos, o número de casos pode ser insuficiente para análises estatísticas seguras. Assim, o Datafolha sugere a sistematização da base de dados e o acesso público à fonte para a customização de análises de acordo com o interesse das diferentes áreas de conhecimento e com a ressalva sobre os limites da análise quando se consideram estratos muito específicos.

  Neste sumário, é desenvolvida uma breve análise descritiva dos principais resultados e ao longo do relatório o detalhamento da análise pelos tipos de ofensas e crimes contemplados no estudo.



1.1 Taxa de vitimização

  Considerando-se o total da amostra, 32,6% dos brasileiros que vivem em cidades com mais de 15 mil habitantes dizem ter sofrido ao longo da vida algum dos 12 tipos de crimes ou ofensas contemplados na Pesquisa Nacional de Vitimização. Quando se considera a vitimização ocorrida nos 12 meses anteriores à realização da pesquisa, 21% afirmam que o fato aconteceu por pelo menos uma vez nesse período.



Gráfico 1 – Foi vítima de algum dos crimes pesquisados

A taxa de vitimização correspondente aos 12 meses anteriores à coleta dos dados é maior principalmente na região Norte do país, onde alcança 30,5%. Dentre as unidades da federação que a compõem, há os mais elevados índices do país – 46% no Amapá e 35,5% no Pará.

  O Nordeste, onde a taxa de vitimização sofrida pela população no último ano é de 22%, tem estados com a terceira e quinta mais altas taxas – Rio Grande do Norte com 31,3% e Ceará com 26,6%. Também apresentam percentuais acima da média principalmente os estados do Acre (29,9%), Amazonas (25,2%), Roraima (24,8%), Mato Grosso e Tocantins (23% em ambos).

  Alguns estados, no geral, têm índices próximos à média de vitimização nacional. A saber: Pernambuco (22,2%), Goiás (21,9%), Espírito Santo (21%), Bahia (20,9%), Piauí (20,6%), Alagoas (20,5%), Maranhão (20,5%), Distrito Federal (20,3%), Mato Grosso do Sul (20,6%), São Paulo (20,1%), Paraíba (20,1%) e Rio de Janeiro (20%).

A região Sul é a que apresenta as menores taxas de vitimização no país, especialmente no estado de Santa Catarina (17%). No Rio Grande do Sul , o índice corresponde a 17,2% e  no Paraná a 17,4%. Outros estados com percentuais abaixo da média são Rondônia (18,1%), Minas Gerais (19,1%), e Sergipe (19,4%). Na região Sudeste, como um todo, 19,9% se dizem vítimas de algum dos crimes por pelo menos uma vez nos 12 meses que antecedem a pesquisa.

 Mapa 1 – Vitimização – por UF



Em relação às capitais, as tendências nas regiões Norte e Nordeste se mantêm – Macapá tem a maior taxa de vitimização (47,1%), seguida por Belém (41,1%) e Rio Branco (31,9%). Fortaleza, Natal e São Luís aparecem em seguida com 31,5%, 31% e 28,6%, respectivamente.

  Já, as capitais do Sul não repetem o desempenho de seus estados. Porto Alegre é a sétima colocada no ranking, com índice de vitimização anual de 27,6%. E, depois de Cuiabá (26,7%) e Manaus (26,4%), figura Curitiba na décima colocação, com índice de 25,4%.

  Com taxas menores  do que a capital paranaense estão Teresina (24,9%), Boa Vista (24,8%), Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo (24,2% em cada uma delas), Recife (24,1%), Florianópolis (23,9%), Salvador (23,4%), Maceió (23,2%), Porto Velho (22,2%) e Vitória (22,1%).



  O índice de vitimização de João Pessoa e de Campo Grande correspondem a 21,5%. Entre os moradores do Rio de Janeiro, o percentual vai a 21% e entre os de Brasília a 20,3%. Aracaju (19,8%) e por fim Palmas (19%) são as capitais com menores taxas de vitimização sobre o total de habitantes.



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