Pesquisa Nacional de Vitimização Sumário Executivo senasp


Percepção de risco de vitimização



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4. Percepção de risco de vitimização


Duas baterias de questões focadas no medo de ser vítima de algum crime e na chance de que isso viesse a ocorrer nos 12 meses posteriores possibilitou medir a tensão latente dos entrevistados. De forma geral, os crimes que geram medo no maior número de pessoas são ter a residência invadida ou roubada (71,9% têm medo) e ter objetos pessoais de valor tomados à força por outras pessoas em um roubo ou assalto (70,7%). Estes dois crimes são também aqueles com maior potencial para fazer o entrevistado de vítima: 35,4% acreditam que podem ter a casa invadida nos 12 meses posteriores à entrevista, e 37,8% acreditam que podem ter objetos tomados à força no mesmo período.

A partir do cruzamento entre as informações para crimes de mesma natureza foi gerado um indicador de tensão latente, que aponta que morrer assassinado, ter a residência invadida ou roubada, ter objetos pessoais de valor tomados à força por outras pessoas em um roubo ou assalto e ser vítima de uma fraude e perder quantia significativa de dinheiro são os crimes que geram maior medo e ao mesmo tempo possuem os índices mais elevados de potencial de vitimização, segundo os próprios entrevistados – ou seja, têm taxa mais alta de tensão latente do que os demais.



Gráfico 7 – Situações de tensão latente, em %

Outros crimes se enquadram no espectro oposto, de menor grau de tensão latente, com potencial mais baixo de vitimar o entrevistado e que provocam muito medo em uma fatia menor de pessoas. Neste grupo se incluem sofrer sequestro relâmpago, ser vítima de violência por parte da Polícia Civil, ser vítima de violência da Polícia Militar, ter o carro ou moto tomado em assalto ou furto, ser vítima de agressão sexual e se envolver em brigas ou agressões físicas com outras pessoas.

Em um terceiro grupo estão crimes com grau intermediário de latência, que abrange tanto aqueles com potencial de fazer vítimas em grau menor do que o medo que causa (receber ligação de bandidos exigindo dinheiro) quanto aqueles em que o potencial de ocorrência é menor do que o medo que causa (ser sequestrado).

Os dados desagregados destas questões mostram ainda que nas cidades de Teresina, Belém e João Pessoa são observados os maiores índices dos que temem morrer assassinados (86,8%, 80,7% e 80,6%, respectivamente, ante a média de 64,9% na média do país).

Em Teresina, Belém e Fortaleza são observados os maiores índices dos que temem ser assaltados (74,2%, 68,3% e 63%, respectivamente). O medo de ter a casa invadida atinge os maiores índices em Teresina (75,8%), João Pessoa (67,5%), Belém (63,1%), São Luis (61,9%) e Aracaju (60,6%).

O medo de ser vítima de agressão sexual é maior entre as mulheres (52,4%) do que entre os homens (21,8%). Os mais jovens (43%) também temem mais esse tipo de violência em grau acima da média.




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