O crescimento da china no mercado mundial e os seus impactos para o brasileiro



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3.5 Conclusão


Neste capítulo procurou-se analisar se existe algum impacto no comércio brasileiro ocasionado pelo crescimento comercial da China no mercado mundial. Para tanto, foi utilizado uma análise bilateral de comércio, através do modelo gravitacional, entre o Brasil e vinte países selecionados, com exceção da China, e foram acrescentadas ao modelo quatro variáveis que expressam as possíveis formas sobre as quais a China poderia afetar o comércio internacional do Brasil.

De acordo com o modelo, a expansão comercial chinesa não apresentou um impacto negativo nas transações internacionais do Brasil com terceiros mercados e, pelo contrário, as exportações chinesas para o resto do mundo apresentaram um impacto positivo para o comércio internacional brasileiro, tendo uma correlação de 32% no aumento das exportações brasileiras para cada aumento percentual das exportações chinesas.

Dado este fato, chegou-se a conclusão de haver uma complementaridade das exportações brasileiras às exportações chinesas, isto sugere que os dois países possuem uma pauta de exportação diversa. Assim, acha-se necessário para complementar a análise, verificar a evolução da pauta de exportação desses dois países.

4. ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DO GRAU DE ESPECIALIZAÇÃO DA PAUTA DE EXPORTAÇÃO DO BRASIL E CHINA


Os resultados obtidos no capítulo anterior sugerem que as exportações brasileiras estão sendo complementares as exportações chinesas, assim, achou-se necessário analisar a evolução da pauta de exportação desses dois países, para identificar os seus graus de especialização e mudanças nessa última década. Para tal análise será usado o Índice de Vantagem Comparativa Revelada. Assim, este capítulo segue com uma breve fundamentação teórica deste índice e os resultados obtidos para o caso brasileiro e Chinês.


4.1. Fundamentação Teórica do Índice de Vantagem Comparativa Revelada.


O princípio da teoria das Vantagens Absolutas surgiu com Adam Smith, no seu livro “A Riqueza das Nações”, onde a idéia básica era que cada país deveria concentrar a sua produção naquilo que pudesse produzir por um preço mais baixo (utilizando menos recursos) que o país estrangeiro, sendo o excedente da produção trocado por produtos onde o custo de produção no estrangeiro fosse menor. Porém essa é uma visão muito intuitiva e empresarial, e nem sempre o que vale para uma empresa, vale igualmente para o país.

Ricardo percebeu que na prática não era isso que acontecia e desenvolveu as idéias de Smith, formulando a Teoria das Vantagens Comparativas.

Nesta teoria ele mostra que apesar de um país poder produzir um certo produto mais barato, nem sempre a produção é vantajosa ao comércio internacional, valendo mais se especializar em um certo produto.

O foco aqui está nos custos de oportunidade, onde se utiliza a diferença de produtividade e de alocação de mão de obra nos países para determinar o custo de produção. Assim, um país onde a produtividade é alta, mesmo pagando altos salários, vai ter vantagem de custos já que estes são compensados pela produtividade. Outros países onde a produtividade é baixa, os salários vão dar as vantagens de custo necessárias. Dessa forma, ter-se-á um mútuo benefício e uma reorganização da produção mundial. O tamanho da produção mundial vai aumentar o nível de renda de cada indivíduo.

Segundo Krugman e Obstfeld (2007) existem três motivos principais pelos quais a especialização na economia internacional não chega ao extremo. 1) A existência de um fator de produção reduz a tendência à especialização; 2) os países às vezes protegem as indústrias da economia estrangeira; e 3) o transporte de bens e serviços é dispendioso e em alguns casos o custo do transporte é o bastante para levar os países à auto-suficiência em determinados setores.

Fundamentado na teoria de David Ricardo, Balassa definiu um índice para medir a Vantagem Comparativa Revelada (VCR), a idéia é que o comércio exterior de um país revela a sua vantagem comparativa. Assim, o índice desenvolvido por Balassa é dado por:







onde, são as exportações do produto s pelo país i; são as exportações totais do país; é as exportações mundiais do produto s; e são as exportações mundiais totais. Se o índice der acima da unidade isto indica que o país possui uma vantagem comparativa para o bem s, enquanto para valores abaixo da unidade o país em questão apresenta uma desvantagem comparativa revelada.

Balassa também tentou incluir as importações no seu índice, mas acabou por rejeitar por considerar que as importações eram muito afetadas por medidas protecionistas dos parceiros.

Algumas críticas foram feitas ao método de Balassa por não incluir as importações no índice e por apresentar dupla contagem tanto em relação ao país quando ao bem analisado.

Volrath (1991) propôs uma nova medida para o índice de VCR que corrige alguns dos problemas que são identificados na teoria tradicional de Balassa. O VCR proposto por Vollrath é dado por:





Onde

(17)

(18)

sendo, as exportações do país c no setor s no tempo t, é o total das exportações do país c menos as exportações do bem s no tempo t, é as exportações do mundo no setor s no tempo t, menos , e é o total das exportações do mundo menos e . O M se refere às importações e os subscritos e sobrescritos são definidos da mesma forma que as exportações.

Segundo Volrath, esse índice proposto, “make clear distinctions between a specific commodity and all other commodities and between a specific country and the rest of the world, eliminating country and commodity double counting in world trade”. (pg.276)..





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