O crescimento da china no mercado mundial e os seus impactos para o brasileiro


Aplicação da Equação Gravitacional



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3.2 Aplicação da Equação Gravitacional

Como visto anteriormente, o modelo gravitacional tem sido aplicado para em uma gama de estudos sociais e obtido êxito em suas aplicações. A seguir mostraremos a aplicação desse modelo realizada por Lederman et al. (2007b) em um estudo sobre os impactos do crescimento da China e Índia sobre a América Latina e Caribe, este estudo tece as linhas gerais na qual esta monografia vai se inserir.

Lederman et al (2007b) em seu estudo “The Growth of China and India in World Trade: Opportunity or Threat for Latin America and the Carribbean?”, tem como objetivo principal estudar a relação entre o rápido crescimento da China e Índia no mercado mundial e os fluxos comerciais da América Latina e do Caribe sob duas perspectivas: primeiramente, sob o ponto de vista da China e da Índia como um mercado crescente para as exportações e como uma fonte de importações para a América Latina e Caribe (ALC), e segundo, em termos dos efeitos potenciais nos fluxos de comércio da ALC em terceiros mercados. Para tal, os autores utilizam o modelo gravitacional de comércio utilizando duas especificações no modelo.

A estrutura básica da equação gravitacional que os autores adotam é dada a seguir:







onde, é as importações do país i para o país j no tempo t. A renda dos respectivos países no tempo t é dada por Yit e Yjt, e Dij é a distância bilateral. Os autores então acrescentam algumas variáveis ao modelo, é uma variável dummy que tem o valor 1 quando o exportador e o importador fazem fronteira, é uma variável dummy que assume o valor 1 quando o exportador e o importador possui língua em comum, é o valor absoluto da diferença entre o PIB per capita entre o importador e o exportador no tempo t e finalmente em , di é uma variável dummy do país importador, dj é uma variável dummy do país exportador e dt é uma dummy de tempo.

Para capturar o impacto associado com o crescimento da China e Índia é incluído no modelo uma variável dummy que assume valor 1 quando a China ou a Índia são os importadores com o PIB do importador, . Além disso, os autores separam a América Latina e Caribe em quatro sub-regiões: Países Andinos (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela); Países do Caribe (República Dominicana, Haiti, Jamaica e Trinidad e Tobago); América Central (Belize, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e México); e o Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai), assim, como diferenças econômicas e de fatores de dotação podem ser importantes, eles interagem essas variáveis com quatro variáveis dummy que tem valor 1 quando o exportador pertencer a um dos quatro sub-grupos apresentados. Dessa forma, a equação final que eles especificam para captar os impactos nas importações bilaterais é dada por:







Onde α + captura o impacto do crescimento da China nas exportações da região R para a China, e β + captura o impacto do crescimento da região R das exportações Chinesas.

Para captar os impactos do crescimento da China e Índia em terceiros mercados, Lederman et al. (2007b) admitem ter quatro meios pelo qual o comércio da China e Índia pode afetar o comércio da ALC: - através das exportações da China ou Índia para o resto do mundo; - pelas importações feitas pela China ou Índia do resto do mundo; - por meio das exportações da China ou Índia para a ALC; e – pelas importações da China ou Índia da ALC. Monta-se, então, uma equação gravitacional da América Latina e Caribe com o resto do mundo excluindo a China e a Índia e adiciona-se as quatro variáveis de como o comércio da China e índia podem afetar o comércio da ALC no seu modelo básico (12).

Ainda para verificar a diferença das elasticidades entre as sub-regiões da ALC, os autores incluem o produto dessas quatro variáveis com variáveis dummy que assumem valor 1 quando a região R é a exportadora. A especificação final que eles chegam da equação é dada por (aqui é colocada em relação a China, mas a mesma especificação é usada para a Índia):








Os autores estimaram o modelo pelo método dos mínimos quadrados ordinários, pelo estimador binomial negativo e pelo método de Poisson, para os anos de 2000 a 2004. Os resultados sugeriram que o crescimento da China e da Índia no mercado mundial é uma oportunidade para os países da América Latina e Caribe. Entretanto, essa oportunidade não tem sido totalmente explorada pelos países da ALC, principalmente pelas exportações do Cone Sul e dos países Andinos, uma vez que suas exportações ficaram bem abaixo do potencial total. Em relação a terceiros mercados, não foi achado nenhuma evidência robusta de substituição por terceiros mercados de produtos Latino Americanos e Caribenhos por produtos Chineses e Indianos.


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