O caibalion



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O CAIBALION
 
 
 
Estudo da filosofia hermética do antigo Egito e da Grécia 
 
 
 
 
Tradução: ROSABIS CAMAYSAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Introdução 
Temos grande prazer em apresentar aos estudantes e investigadores da 
Doutrina Secreta esta pequena obra baseada nos Preceitos herméticos 
do  mundo  antigo.  Existem  poucos  escritos  sobre  este  assunto  apesar 
das  inúmeras  referências  feitas  pelos  ocultistas  aos  Preceitos  que 
expomos,  de  modo  que  por  isso  esperamos  que  os  investigadores  dos 
Arcanos  da  Verdade  saberão  dar  bom  acolhimento  ao  livro  que  agora 
aparece. 
O  fim  desta  obra  não  é  a  enunciação  de  uma  filosofia  ou  doutrina 
especial,  mas  sim  fornecer  aos  estudantes  uma  exposição  da  Verdade 
que  servirá  para  reconciliar  os  fragmentos  do  conhecimento  oculto  que 
adquiriram, mas  que  são  aparentemente  opostos  uns  aos  outros e  que 
só  servem  para  desanimar  e  desgostar  o  principiante  neste  estudo.  O 
nosso  intento  não  é  construir  um  novo  Templo  de  Conhecimento,  mas 
sim colocar nas mãos do estudante uma Chave-Mestra com que possa 
abrir  todas  as  portas  internas  que  conduzem  ao  Templo  do  Mistério 
cujos portais já entrou. 
Nenhum  fragmento  dos  conhecimentos  ocultos  possuídos  pelo  mundo 
foi  tão  zelosamente  guardado  como  os  fragmentos  dos  Preceitos 
herméticos  que  chegaram  -  até  nós  através  dos  séculos  passados 
desde  o  tempo  do  seu  grande  estabelecedor,  Hermes  Trismegisto,  o 
mensageiro dos deuses, que viveu no antigo Egito quando a atual raça 
humana  estava  em  sua  infância.  Contemporâneo  de  Abraão  e  se  for 
verdadeira  a  lenda,  instrutor  deste  venerável  sábio,  Hermes  foi  e  é  o 
Grande  Sol  Central  do  Ocultismo,  cujos  raios  têm  iluminado  todos  os 
ensinamentos  que  foram  publicados  desde  o  seu  tempo.  Todos  os 
preceitos fundamentais e básicos introduzidos nos ensinos esotéricos de 

cada  raça  foram  formulados  por  Hermes.  Mesmo  os  mais  antigos 
preceitos  da  índia  tiveram  indubítavelmente  a  sua  fonte  nos  Preceitos 
herméticos originais. 
Da terra do Ganges muitos mestres avançados se dirigiram para o país 
do  Egito  para  se  prostrarem  aos  pés  do  Mestre.  Dele  obtiveram  a 
Chave-Mestra que explicava e reconciliava os seus diferentes pontos de 
vista,  e  assim  a  Doutrina  Secreta  ficou  firmemente  estabelecida.  De 
outros países também vieram muitos sábios, que consideravam Hermes 
como  o  Mestre  dos  Mestres;  e  a  sua  influência  foi  tão  grande  que, 
apesar  dos  numerosos  desvios  de  caminho  de  centenas  de  instrutores 
desses diferentes países, ainda se pode facilmente encontrar uma certa 
semelhança  e  correspondência  nas  muitas  e  divergentes  teorias 
admitidas e combatidas pelos ocultistas de diferentes países atuais. Os 
estudantes  de  Religiões  comparadas  compreenderão  facilmente  a 
influência  dos  Preceitos  Herméticos  em  qualquer  religião  merecedora 
deste nome, quer seja uma religião apenas conhecida atualmente, quer 
seja uma religião morta, ou uma religião cheia de vida no nosso próprio 
tempo.  Existe  sempre  uma  correspondência  entre  elas,  apesar  das 
aparências  contraditórias,  e  os  Preceitos  herméticos  são  como  que  o 
seu grande Conciliador. 
A  obra  de  Hermes  parece  ter  sido  feita  com  o  fim  de  plantar  a  grande 
Verdade-Semente  que  se  desenvolveu  e  germinou  em  tantas  formas 
estranhas,  mais  depressa  do  que  se  teria  estabelecido  uma  escola  de 
filosofia que dominasse o pensamento do mundo. Todavia as verdades 
originais  ensinadas  por  ele  foram  conservadas  intatas  na  sua  pureza 
original,  por  um  pequeno  número  de  homens,  que,  recusando  grande 
parte  de  estudantes  e  discípulos  pouco  desenvolvidos,  seguiram  o 
costume hermético e reservaram as suas verdades para os poucos que 

estavam  preparados  para  compreendê-las  e  dirigi-Ias.  Dos  lábios  aos 
Ouvidos  a  verdade  tem  sido  transmitida  entre  esses  poucos.  Sempre 
existiram,  em  cada  geração  e  em  vários  países  da  terra,  alguns 
Iniciados  que  conservaram  viva  a  sagrada  chama  dos  Preceitos 
herméticos, e sempre empregaram as suas lâmpadas para reacender as 
lâmpadas  menores  do  mundo  profano,  quando  a  luz  da  verdade 
começava a escurecer e a apagar-se por causa da sua negligência, e os 
seus  pavios  ficavam  embaraçados  com  substâncias  estranhas.  Existiu 
sempre  um  punhado  de  homens  Para  cuidar  do  altar  da  Verdade,  em 
que  mantiveram  sempre  acesa  a  Lâmpada  Perpétua  da  Sabedoria. 
Estes  homens  dedicaram  a  sua  vida  a  esse  trabalho  de  amor  que  o 
poeta muito bem descreveu nestas linhas: 
"Oh!  não deixeis apagar  a chama!  Mantida De século  em século Nesta 
escura  caverna,  Neste  templo  sagrado!  Sustentada  por  puros ministros 
do amor! Não deixeis apagar esta divina chama!" 
Estes  homens  nunca  procuraram  a  aprovação  popular,  nem  grande 
número  de  prosélitos.  São  indiferentes  a  estas  coisas,  porque  sabem 
quão  poucos  de  cada  geração  estão  preparados  para  a  verdade,  ou 
podem  reconhecê-la  se  ela  Ihes  for  apresentada.  Reservam  a  carne 
para  os  homens  feitos,  enquanto  outros  dão  o  leite  às  crianças. 
Reservam  suas  pérolas  de  sabedoria  para  os  poucos  que  conhecem  o 
seu  valor  e  sabem  trazê-las  nas  suas  coroas,  em  vez  de  as  lançar  ao 
porco  vulgar,  que  enterrá-las-ia  na  lama  e  as  Misturaria  com  o  seu 
desagradável alimento mental. Mas esses poucos não esqueceram nem 
desprezaram  os  preceitos  originais  de  Hermes,  que  tratam  da 
transmissão  das  palavras  da  verdade  aos  que  estão  preparados  para 
recebê-la,  a  respeito  dos  quais  diz  o  Caibalion:"Em  qualquer  lugar  que 
se  achem  os  vestígios  do  Mestre,  os  ouvidos  daqueles  que  estiverem 

preparados 
para 
receber 

seu 
Ensinamento 
se 
abrirão, 
completamente."  E  ainda:  "Quando  os  ouvidos  do  discípulo  estão 
preparados  para  ouvir,  então  vêm  os  lábios  para  enchê-los  com 
sabedoria."  Mas  a  sua  atitude  habitual  sempre  esteve  estritamente  de 
acordo  com  outro  aforismo  hermético  também  do  Caibalion:  "Os  lábios 
da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento." 
Os que não podem compreender são os que criticaram esta atitude dos 
Hermetistas  e  clamaram  que  eles  não  manifestavam  o  verdadeiro 
espírito  dos  seus  ensinamentos  nas  astuciosas  reservas  e  reticências 
que faziam. Porém um rápido olhar retrospectivo nas páginas da história 
mostrará a sabedoria dos Mestres, que conheciam que era uma loucura 
pretender ensinar ao mundo o que ele não desejava saber, nem estava 
preparado para isso. Os Hermetistas nunca quiseram ser mártires; antes 
pelo  contrário,  ficaram  silenciosamente  retirados  com  um  sorriso  de 
piedade nos seus fechados lábios enquanto os bárbaros se enfureciam 
contra  eles  nos  seus  costumeiros  divertimentos  de  levar  à  morte  e  à 
tortura  os  honestos  mas  desencaminhados  entusiastas,  que  julgavam 
ser  possível  obrigar  uma  raça  de  bárbaros  a  admitir  a  verdade,  que  só 
pode ser compreendida pelo eleito já bastante avançado no Caminho. 
E o espírito de perseguição ainda não desapareceu da terra. 
Há  certos  preceitos  herméticos  que,  se  fossem  divulgados,  atrairiam 
contra os divulgadores uma gritaria de desprezo e de ódio por parte da 
multidão, que tornaria a gritar: "Crucificai-os! Crucificai-os!  
Nesta  obra  nós  nos  esforçamos  por  vos  oferecer  uma  idéia  dos 
preceitos  fundamentais  do  Caibalion,  procurando  dar  os  Princípios 
acionantes  e  vos  deixando  o  trabalho  de  os  estudar,  em  vez  de 
tratarmos  detalhadamente  dos  seus  ensinamentos.  Se  fordes 

verdadeiros estudantes podereis compreender e aplicar estes Princípios; 
se  o  não  fordes  deveis  vos  desenvolver,  porque  de  outra  maneira  os 
Preceitos  herméticos  serão  para  vós  somente  palavras,  palavras, 
palavras!!!  
Os TRÊS INICIADOS 
 
A Filosofia Hermética 
"Os  lábios  da  sabedoria  estão  fechados,  exceto  aos  ouvidos  do 
Entendimento." - O CAIBALION 
Do  velho  Egito  saíram  os  preceitos  fundamentais  esotéricos  e  ocultos 
que  tão  fortemente  têm  influenciado  as  filosofias  de  todas  as  raças, 
nações  e  povos,  por  vários  milhares  de  anos.  O  Egito,  a  terra  das 
Pirâmides  e  da  Esfinge,  foi  a  pátria  da  Sabedoria  secreta  e  dos 
Ensinamentos  místicos.  Todas  as  nações  receberam  dele  a  Doutrina 
secreta.  A  índia,  a  Pérsia,  a,Caldéia,  a  Média,  a  China,  o  Japão,  a 
Assíria,  a  antiga  Grécia  e  Roma  e  outros  países  antigos  aproveitaram 
lautamente dos fatos do conhecimento, que os hierofantes e Mestres da 
Terra de Isis tão francamente ministravam aos que estavam preparados 
para  participar  da  grande  abundância  de  preceitos  místicos  e  ocultos, 
que  as  mentes  superiores  deste  antigo  país  tinham  continuamente 
condensado. 
No antigo Egito viveram os grandes Adeptos e Mestres que nunca mais 
foram  avantajados,  e  raras  vezes  foram  igualados,  nos  séculos  que  se 
passaram  desde  o  tempo  do  grande  Hermes.  No  Egito  estava 
estabelecida  a  maior  das  Lojas  dos  Místicos.  Pelas  portas  dos  seus 

Templos  entraram  os  Neófitos  que  mais  tarde,  como  Híerofantes, 
Adeptos e Mestres, se espalharam por todas as partes da terra, levando 
consigo  o  precioso  conhecimento  que  possuíam,  ansiosos  e  desejosos 
de ensiná-lo àqueles que estivessem preparados para recebê-lo. Todos 
os  estudantes  do  Oculto  conhecem  a  dívida  que  têm  para  com  os 
veneráveis Mestres deste antigo país. 
Mas  entre  estes  Grandes  Mestres  do  antigo  Egito,  existiu  um  que  eles 
proclamavam  como  o  Mestre  dos  Mestres.  Este  homem,  se  é  que  foi 
verdadeiramente  um  homem,  viveu  no  Egito  na  mais  remota 
antiguidade. Ele foi conhecido sob o nome de Hermes Trismegisto. Foi o 
pai  da  Ciência  Oculta,  o  fundador  da  Astrologia,  o  descobridor  da 
Alquimia.  Os  detalhes  da  sua  vida  se  perderam  devido  ao  imenso 
espaço de tempo, que é de milhares de anos, e apesar de muitos países 
antigos  disputarem  entre  si  a  honra  de  ter  sido  a  sua  pátria.  A  data  da 
sua existência no Egito, na sua última encarnação neste planeta, não é 
conhecida agora mas foi fixada nos primeiros tempos das mais remotas 
dinastias  do  Egito,  muito  antes  do  tempo  de  Moisés.  As  melhores 
autoridades consideram-no como contemporâneo de Abraão, e algumas 
tradições judaicas dizem claramente que Abraão adquiriu uma parte do 
seu conhecimento místico do próprio Hermes. 
Depois  de  ter  passado  muitos  anos  da  sua  partida  deste  plano  de 
existência  (a  tradição  afirma  que  viveu  trezentos  anos)  os  egípcios 
deificaram Hermes e  fizeram dele um  dos seus  deuses sob  o nome de 
Thoth.  Anos  depois  os  povos  da  Antiga  Grécia  também  o  deificaram 
com  o  nome  de  "Hermes,  o  Deus  da  Sabedoria".  Os  egípcios 
reverenciaram  por  muitos  séculos  a  sua  memória,  denominando-o  o 
mensageiro  dos  Deuses,  e  ajuntando-lhe  como  distintivo  o  seu  antigo 

título "Trismegisto", que significa o três vezes grande, o grande entre os 
grandes.  
Em  todos  os  países  antigos,  o  nome  de  Hermes  Trismegisto  foi 
reverenciado,  sendo  esse  nome  considerado  como  sinônimo  de  "Fonte 
de Sabedoria". 
Ainda  em  nossos  dias  empregamos  o  termo  hermético  no  sentido  de 
secreto,  fechado  de  tal maneira  que  nada  escapa,  etc.,  pela  razão  que 
os discípulos de Hermes sempre observaram o princípio do segredo nos 
seus  preceitos.  Eles  ignoravam  aquele  não  lançar  as  pérolas  aos 
porcos,  mas  conservavam  o  preceito  de  dar  leite  às  crianças,  e  carne 
aos  homens  feitos,  máximas  que são  familiares  a todos  os  leitores  das 
Escrituras  Cristãs,  mas  que  já  eram  usadas  pelos  egípcios,  muitos 
séculos  antes  da  era  cristã.  Os  Preceitos  herméticos  estão  espalhados 
em  tocos  os  países  e  em  todas  as  religiões,  mas  não  pertencem  a 
nenhuma  seita  religiosa  particular.  Isto  acontece  por  causa  das 
advertências  feitas  pelos  antigos  instrutores  com  o  fim  de  evitar  que  a 
Doutrina  Secreta  fosse  cristalizada  em  um  credo.  A  sabedoria  desta 
precaução  é  clara  para  todos  os  estudantes  de  história.  O  antigo 
ocultismo  da  índia  e  da  Pérsia  degenerou-se  e  perdeu-se 
completamente,  porque  os  seus  instrutores  tornaram-se  padres,  e 
misturaram  a  teologia  com  a  filosofia,  vindo  a ser,  por  conseqüência,  o 
ocultismo  da  índia  e  da  Pérsia,  gradualmente  perdido  no  meio  das 
massas  de  religiões,  superstições,  cultos,  credos  e  deuses.  O  mesmo 
aconteceu  com  a  antiga  Grécia  e  Roma  e  também  com  os  Preceitos 
herméticos  dos  Gnósticos  e  Cristãos  primitivos,  que  se  perderam  no 
tempo  de  Constantino,  e  que  sufocaram  a  filosofia  com  o  manto  da 
teologia, fazendo assim a Igreja perder aquilo que era a sua verdadeira 
essência  e  espírito,  e  andar  às  cegas  durante  vários  séculos,  antes  de 

tomar  o  seu  verdadeiro  caminho;  porque  todos  os  bons  observadores 
deste  vigésimo  século  dizem  que  a  Igreja  está  lutando  para  voltar  aos 
seus antigos ensinamentos místicos. 
Apesar  de  tudo  isso  sempre  existiram  algumas  almas  fiéis  que 
mantiveram  viva  a  Chama,  alimentando-a  cuidadosamente  e  não 
deixando  a  sua  luz  se  extinguir.  E  graças  a  estes  firmes  corações  e 
intrépidas  mentes,  temos  ainda  conosco  a  verdade.  Mas  a  maior  parte 
desta  não  se  acha  nos  livros.  Tem  sido  transmitida  de  Mestre  a 
Discípulo,  de  Iniciado  a  Hierofante,  dos  lábios  aos  ouvidos.  Ainda  que 
esteja escrita  em toda parte,  foi  propositalmente velada com termos de 
alquimia e astrologia, de modo que só os que possuem a chave podem-
na ler bem. Isto era necessário para evitar as perseguições dos teólogos 
da  Idade  Média  que  combatiam  a  Doutrina  Secreta  a  ferro,  fogo, 
pelourinho, forca e cruz.  
Ainda  atualmente  só  encontramos  alguns  valiosos  livros  de  Filosofia 
hermética,  apesar  das  numerosas  referências  feitas  a  ela  nos  vários 
livros  escritos  sobre  diversas  fases  do  Ocultismo.  Contudo,  a  Filosofia 
hermética  é  a  única  Chave-Mestra  que  pode  abrir  todas  as  portas  dos 
Ensinamentos Ocultos! 
Nos  primeiros  tempos  existiu  uma  compilação  de  certas  Doutrinas 
básicas  do  Hermetismo,  transmitida  de  mestre  a  discípulo,  a  qual  era 
conhecida sob o nome de "Caibalion", cuja significação exata se perdeu 
durante  vários  séculos.  Este  ensinamento  é,  contudo,  conhecido  por 
vários  homens  a  quem  foi  transmitido  dos  lábios  aos  ouvidos,  desde 
muitos séculos. 
Estes  preceitos  nunca  foram  escritos  ou  impressos  até  chegarem  ao 
nosso  conhecimento.  Eram  simplesmente  uma  coleção  de  máximas, 

preceitos  e  axiomas,  não  inteligíveis  aos  profanos,  mas  que  eram 
prontamente  entendidos  pelos  estudantes;  e  além  disso,  eram  depois 
explicados  e  ampliados  pelos  Iniciados  hermetistas  aos  seus  Neófitos. 
Estes  preceitos  constituíam  realmente  os  princípios  básicos  da  Arte  da 
Alquimia  Hermética  que,  contrariamente  ao  que  geralmente  se  crê, 
baseia-se  no  domínio  das  Forças  Mentais,  em  vez  de  no  domínio  dos 
Elementos  materiais;  na  Transmutação  das  Vibrações  mentais  em 
outras,  em  vez  de  na  mudança  de  uma  espécie  de  metal  em  outra. As 
lendas  da  Pedra  Filosofal,  que  transformava  qualquer  metal  em  ouro, 
eram  alegorias  da  Filosofia  hermética  perfeitamente  entendidas  por 
todos os estudantes do verdadeiro Hermetismo. 
Neste  livro,  cuja  primeira  lição  é  esta,  convidamos  os  estudantes  a 
examinar os Preceitos herméticos tal como são expostos no Caibalion e 
explicados por nós, humildes estudantes desses Preceitos' que, apesar 
de  termos  o  título  de  Iniciados,  somos  simples  estudantes  aos  pés  de 
Hermes,  o  Mestre.  Nós  lhes  oferecemos  muitos  axiomas,  máximas  e 
preceitos  do  Caibalion,  acompanhados  de  explicações  e  comentários, 
que cremos servir para tornar os seus preceitos mais compreensíveis ao 
estudante  moderno,  principalmente  porque  o  texto  original  é  velado  de 
propósito com termos obscuros. 
As  máximas,  os  axiomas  e  preceitos  originais  do  Caíbalíon  são 
impressos em tipo diferente do tipo geral da nossa obra. Esperamos que 
os  estudantes  a  quem  oferecemos  esta  obra,  como  possam  tirar  muito 
proveito do estudo das suas páginas como tiraram outros que passaram 
antes  pelo  Caminho  do  Adeptado,  nos  séculos  decorridos  desde  o 
tempo  de  Hermes  Trismegisto,  o  Mestre  dos  Mestres,  o  Três  Vezes 
Grande. 

Diz o Caibalion: 
"Em  qualquer  lugar  que  estejam  os  vestígios  do  Mestre,  os  ouvidos 
daquele  que  estiver  preparado  para  receber  o  seu  Ensinamento  se 
abrirão completamente". 
"Quando  os  ouvidos  do  discípulo  estão  preparados  para  ouvir,  então 
vêm os lábios para os encher com Sabedoria." 
De  modo  que,  de  acordo  com  o  indicado,  só  dará  atenção  a  este  livro 
aquele que tiver uma preparação especial para receber os Preceitos que 
ele transmite. E, reciprocamente, quando o estudante estiver preparado 
para receber a verdade, também este livro  lhe aparecerá.  Esta é a  Lei. 
O  Princípio  hermético  de  Causa  e  Efeito,  no  seu  aspecto  de  Lei  de 
Atração, levará  os ouvidos para junto  dos  lábios  e o  livro para  junto do 
discípulo. Assim são os átomos! 
Capítulo II - Os Sete Princípios Herméticos 
"Os  Princípios  da  Verdade  são  Sete;  aquele  que  os  conhece 
perfeitamente,  possui  a  Chave  Mágica  com  a  qual  todas  as  Portas  do 
Templo podem ser abertas completamente." - O CAIBALION 
Os Sete Princípios em que se baseia toda a Filosofia hermética são os 
seguintes: 
I. O Princípio de Mentalismo. 
II. O Princípio de Correspondência. 
III. O Princípio de Vibração. 
IV. O Princípio de Polaridade. 

V. O Princípio de Ritmo. 
VI. O Princípio de Causa e Eleito. 
VII . O Princípio de Gênero. 
Estes Sete Princípios podem ser explicados e explanados, como vamos 
fazer nesta lição. Uma pequena explanação de cada um deles pode ser 
feita agora, e é o que vamos fazer. 
I. O Principio de Mentalismo 
"O TODO é MENTE; o Universo é Mental." - O CAIBALION 
Este  Princípio  contém  a  verdade  que  Tudo  é  Mente.  Explica  que  O 
TODO  (que,  é  a  Realidade  substancial  que  se  oculta  em  todas  as 
manifestações  e  aparências  que  conhecemos  sob  o  nome  de  Universo 
Material, Fenômenos da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo 
o  que  tem  aparência  aos  nossos  sentidos  materiais)  é  ESPÍRITO,  é 
INCOGNOSCíVEL  e  INDÈFINFVEL  em  si  mesmo,  mas  pode  ser 
considerado  como  uma  MENTE  VIVENTE  INFINITA  e  UNIVERSAL. 
Ensina  também  que  todo  o  mundo  fenomenal  ou  universo  é 
simplesmente uma Criação Mental do TODO, sujeita às Leis das Coisas 
criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, 
tem  sua  existência  na  mente  do  TODO,  em  cuja  Mente  vivemos, 
movemos  e  temos  a  nossa  existência.  Este  Princípio,  estabelecendo  a 
Natureza  Mental  do  Universo,  explica  todos  os  fenômenos  mentais  e 
psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal 
explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico.  
A  compreensão  deste  Princípio  hermético  do  Mentalismo  habilita  o 
indivíduo a abarcar prontamente as leis do Universo Mental e a aplicar o 

mesmo  Princípio  para  a  sua  felicidade  e  adiantamento.  O  estudante 
hermetista ainda não sabe aplicar inteligentemente a grande Lei Mental, 
apesar de empregá-la de maneira casual.  
Com  a  Chave-Mestra  em  seu  poder,  o  estudante  poderá  abrir  as 
diversas  portas  do  templo  psíquico  e  mental  do  conhecimento  e  entrar 
por  elas  livre  e  inteligentemente.  Este  Princípio  explica  a  verdadeira 
natureza da Força, da Energia e da Matéria, como e por que todas elas 
são  subordinadas  ao  Domínio  da  Mente.  Um  velho  Mestre  hermético 
escreveu,  há  muito  tempo:  "Aquele  que  compreende  a  verdade  da 
Natureza  Mental  do  Universo  está  bem  avançado  no  Caminho  do 
Domínio." E estas palavras são tão verdadeiras hoje, como no tempo em 
que foram escritas. Sem esta Chave-Mestra, o Domínio é impossível, e 
o estudante baterá em vão nas diversas portas do Templo. 
II. O Principio de Correspondência 
"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo 
é como o que está em cima." - O CAIBALION 
Este Princípio contém a verdade que existe uma correspondência entre 
as leis e os fenômenos dos diversos planos da Existência e da Vida. O 
velho axioma hermético diz estas palavras: "O que está em cima é como 
o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.' 
A  compreensão  deste  Princípio  dá  ao  homem  os  meios  de  explicar 
muitos  paradoxos  obscuros  e  segredos  da  Natureza.  Existem  planos 
fora dos nossos conhecimentos, mas quando lhes aplicamos o Princípio 
de Correspondência chegamos a compreender muita coisa que de outro 
modo nos seria impossível compreender. Este Princípio é de aplicação e 
manifestação universal nos diversos planos do universo material, mental 
e espiritual: é uma Lei Universal. 

Os antigos Hermetistas consideravam este Princípio como um dos mais 
importantes  instrumentos  mentais,  por  meio  dos  quais  o  homem  pode 
ver  além  dos  obstáculos  que  encobrem  à  vista  o  Desconhecido.  O seu 
uso constante rasgava aos poucos o véu de Isis e um vislumbre da face 
da  deusa  podia  ser  percebido.  Justamente  do  mesmo  modo  que  o 
conhecimento dos Princípios da Geometria habilita o homem, enquanto 
estiver  no  seu  observatório,  a  medir  sóis  longínquos,  assim  também  o 
conhecimento  do  Princípio  de  Correspondência  habilita  o  Homem  a 
raciocinar  inteligentemente,do  Conhecido  ao  Desconhecido.  Estudando 
a mônada, ele chega a compreender o arcanjo. 

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