O amor nunca morre Camila Sampaio Pelo espírito Ronaldo Sinopse



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amamos sofrendo. Os nossos mecanismos de defesa vão sendo acionados. Quando isso acontece, o inconsciente vai nos passando mensagens. A primeira: é melhor você se preparar caso seu ente querido vá embora. A segunda: vamos deixar bem claro que caso ele se mate não foi culpa sua! Isso faz com que haja uma falta de investimento emocional. Se você para de dar carinho e de se dedicar ao relacionamento, sofre menos quando a pessoa

for embora. Se você se afasta e participa menos da vida familiar, dificilmente será culpado se algo der errado.

- Faz sentido. Realmente, me sinto tão cansado com tudo que vem

acontecendo que mal me sobra energia para ser atencioso com ela.

- O cansaço acontece por dois motivos: é extremamente doloroso ver quem amamos seguir um caminho difícil, isso já consome muito o nosso psiquismo. Segundo, a gente fica tendo que argumentar e discutir tantas vezes com a pessoa que acaba se desgastando. O cansaço é muito normal.

- Ai, que alívio saber, porque me sinto exausto! Pensei que fosse frescura ou egoísmo da minha parte.

- Nessa parte entra a importância do lado espiritual da questão. Todo candidato a suicídio entra em uma frequência vibracional baixíssima. Com isso, além das vidas passadas, atrai espíritos do pior tipo. Você, como esposo, acaba sendo obrigado a conviver com esses espíritos também e muitas vezes é vampirizado por eles. Isso contribui para o cansaço.

- É verdade, me sinto mesmo muito pesado perto dela, e bem longe.

- Outra coisa que acontece bastante é o afastamento das pessoas que não se dispõem a lidar com a situação. É muito comum ocorrer esse processo de afastamento com os familiares. As pessoas não sabem lidar direito com o sofrimento alheio de forma geral, preferem fugir.

- Que tipo de amor é esse?

- Não é amor, muitas pessoas só fazem o que lhes convêm. Isso acontece com as doenças mentais em geral, mas com o suicídio é mais forte ainda. As pessoas pensam que é uma manifestação de fracasso, derrota, que o doente mental prefere ficar sendo comodamente sustentado pelos outros ao invés de trabalhar por si mesmo. E, na maioria das vezes, o que ocorre é que a pessoa

adoraria poder voltar a cuidar de si novamente, mas a doença é mais forte que ela.

- Nada que dá trabalho é encarado como prazeroso... Mas não acho certo abandonar alguém que precisa de ajuda, nem ficar perto da pessoa só quando ela está bem.

- Quando visitamos hospitais psiquiátricos e manicômios, o que mais encontramos lá são pessoas que poderiam facilmente ser inseridas no meio social, mas foram abandonadas lá por famílias que não querem lidar com a doença nem assumir responsabilidades. Uma pessoa com tendência suicida pode

ter vida normal, mas precisa de um suporte especial da família, especialmente na parte afetiva.

- Então só falta paciência aos familiares?

- Claro que não podemos generalizar, cada caso é um caso. Apenas

colhemos aquilo que semeamos. No seu caso, você está tendo paciência para enfrentar essa crise em nome de todos os bons momentos que viveu com Mariana, em nome da pessoa que está por baixo da aparência. Nem todos os doentes mentais são assim: muitos têm o gênio terrível, e só espalham infelicidade, rancor e discórdia por onde passam. Nesse caso, são as pessoas que

passam pela doença para quebrar o orgulho e a arrogância, que vêm para desenvolver virtudes na encarnação. Em casos assim, todos se afastam com certa razão, pois é impossível ajudar quem não quer ajuda nem nunca se ajudou.

- Sim, lembro dos tempos de dirigente, recebia familiares que não

suportavam mais a pessoa doente.

- Pois é, nesse sentido, o doente tem que fazer sua parte. Em primeiro lugar, não vestir o rótulo de doente, lutar pela própria melhora. Além disso, dedicar-se a ser uma pessoa melhor, mais evoluída, mais voltada à caridade, ao próximo.

- Concordo. Senão o familiar não tem pelo que lutar.

- Sim, se a pessoa sempre foi ruim, não semeou nada de bom em sua vida, não pode reclamar de acabar sozinha. Claro, todas as pessoas têm os seus limites.

Quando assistimos casos mais crônicos, devemos lembrar que os familiares enfrentam aquilo às vezes há décadas, e é natural que com o tempo todos fiquem mesmo desgastados e cansados. Por isso é sempre importante que pessoas assim sejam acompanhadas por profissionais como psicólogos ou psiquiatras, que são pessoas capacitadas para lidar com o assunto de forma mais objetiva e acolhedora – ou confrontadora, conforme a necessidade do caso.

- Já recebi casos onde foi necessário romper relações, por não ser mais possível conviver com o familiar em questão. Em casos assim, o aprendizado necessário era o desapego. Quando se trata de uma pessoa muito manipuladora, às vezes é necessário que ela fique absolutamente sozinha para achar o caminho de volta para a luz. Senão, o jogo de manipulação e vampirização de energia alheia vira praticamente um vício.

- Deve ser difícil ter que se afastar, o familiar deve sofrer bastante.

- Sim, é dificílimo. Mas o amor nunca morre, não tem fronteiras. Às vezes o familiar bem intencionado está ajudando mais rezando pelo bem daquela pessoa, mandando boas vibrações, do que estando por perto para ser objeto de mais briga.

- Realmente, brigas só servem para desgastar, não costumam trazer nada de construtivo – refletiu Carlos.

- Quando é briga pela briga, sem ser com uma finalidade útil, é besteira mesmo. Tudo que um familiar de suicida potencial precisa é manutenção energética para si e muita paciência.

- Bom, antes ser familiar que ser o próprio suicida!

- Muitos familiares atuais já foram suicidas no passado. Até por isso o sofrimento repercute neles de uma forma tão profunda. Ao ajudarem seu familiar estão ajudando a si mesmos, estão dando alento às suas vidas passadas que não tiveram um final feliz.

Capítulo 19

Apoio

- Carlos, para ajudar alguém, precisamos estar bem primeiro. Como a sua base de apoio é importantíssima, vamos começar o trabalho atendendo você.

Dona Eulália fez uma sentida prece.

Quem veio ser tratado foi Rolland, a vida passada de Carlos como padre,

que participou da história de Suzette.



- Vejo Rolland chorando em um canto. Ele sente muita culpa pelo que aconteceu a Suzette – disse Roberto.

A culpa sempre nos faz reféns de manipulação e chantagens emocionais.

Incorporado no médium, Rolland dizia:



- Então quer dizer que a morte dela não foi culpa minha?

- Não – disse dona Eulália. Aliás, dificilmente a morte de alguém é

exclusivamente culpa de uma pessoa, mesmo quando se trata de um assassinato direto. A morte de todos nós é programada, e a forma escolhida é kármica. Quando levamos um tiro, normalmente temos envolvimento de passado com o atirador, ou precisamos morrer daquela forma por algum motivo. Então, nunca

podemos culpar ninguém.

- Ah, que alívio! Eu sempre busquei trabalhar mais que o dobro do que aguentava, ficava quase o dia todo no confessionário, não tinha tempo nenhum para mim. Achava que era responsável pela desgraça de Suzette e tinha que me redimir aos olhos de Deus.

Rolland rapidamente viu uma luz branca linda invadir o ambiente.

- O Senhor me perdoa e está me chamando para a sua morada! Irei me integrar a Carlos e darei força para que ele cumpra sua missão. Suzette, é difícil, mas nunca esqueça a força do amor de vocês, que agora pode ser vivenciado. Adeus, amigos!

Carlos assistiu a tudo maravilhado. Sentia uma paz, uma leveza, que havia muito não sentia. Tinha certeza que o que foi dito era verdade, fazia mesmo parte dele. O sentimento era muito intenso!

Depois do encerramento aproveitou para tirar algumas dúvidas finais com dona Eulália.

- Que coisa fantástica, eu acabo de ver uma vida passada minha

incorporada em um médium e conversando naturalmente conosco, como se estivesse aqui!

- Sim, Carlos, as nossas vidas passadas continuam vivas conosco.

Algumas nem sabem que estão reencarnadas, continuam lá no seu mundinho e com suas visões de mundo. Outros sabem da sua situação, mas são contra a vida atual. E outras continuam apegadas ao que aconteceu, como era o caso de Rolland.

- Como é possível que ele sintonize no médium e eu continue me sentindo normal, acordado?

- As vidas passadas ficam todas armazenadas no nosso corpo búdico, que é o nosso sexto corpo sutil, uma parte do perispírito. Essa era uma vida muito emocional, então a sua incorporação se dá com o médium sintonizando uma projeção do corpo astral, nosso terceiro corpo.

- Quantos corpos nós temos, afinal?

- Sete: Corpo físico, Duplo etérico, Corpo astral, Corpo mental inferior, Corpo mental superior, Corpo búdico e Atma. Ou, se preferir a nomenclatura espírita: Corpo, Perispírito e Espírito. Na Apometria, aprofundamos nossa compreensão sobre o Perispírito usando a nomenclatura setenária oriental, exatamente para sermos mais precisos, mas é tudo parte do perispírito.

- Ufa! Me sinto um novo homem! Nem sei como agradecer.

Os dois se abraçaram. Momentos transformadores assim faziam com que dona Eulália sempre tivesse motivação e energia para seu trabalho espiritual, pois a onda de felicidade que era gerada era tão divina que iluminava a alma.

Carlos se prontificou a participar das aulas teóricas, a continuar seus

atendimentos e começar a preparar Mariana para aceitar ajuda.

Apenas Suzette estava enfurecida com a impotência de nada poder fazer. Mas aquela batalha estava realmente perdida, ela tinha agora que se preocupar com o resto da guerra.

- Ela não tinha direito de interferir sobre Rolland! Eulália acaba de ganhar uma grande inimiga!

- Acalme-se Suzette, você sabe que nada podemos fazer em casos assim.

- Eu sei... que raiva! Agora que eu estava conseguindo! Ainda bem que nem sempre as pessoas usam o livre arbítrio de forma sábia, senão seria impossível agir por aqui.

- Pois é, mas quando eles reagem, você bem sabe: não há o que se possa fazer.

- Ah, mas essa guerra não acabou, eu não vou desistir!

Sofia sorriu. Era muito bom ver a reação de Carlos, as consequências da intervenção de dona Eulália seriam as melhores possíveis.



Capítulo 20

A quarta vida

Com muito custo, no decorrer dos dias Carlos conseguiu acalmar Mariana e convencê-la da sua fidelidade – apesar daquilo já ter se tornado uma verdadeira fixação mental para ela. Lembrando de tudo que vivenciara no centro de Dona Eulália, ele simplesmente mudava de assunto. O trio de vidas passadas, Suzette, Emir e Katy, continuava a observar o

desenrolar das cenas. Suzette revoltada, Emir choroso e Katy desconfiada.

Mesmo sem ter razão nenhuma para desconfiar de seu marido e sua

melhor amiga, todo o impacto que Katy mandava distorcia os pensamentos de Mariana: era como se ela estivesse enfeitiçada.

- Não vou deixar aqueles dois me maltratarem de novo – ela pensava. Ciça achou melhor se afastar da casa por um tempo para não piorar as coisas. Carlos contratou uma enfermeira para ajudar Ondina, a empregada, a cuidar de Mariana. Deu muita sorte, pois contratou dona Lúcia, um amor de pessoa, que já tinha bastante experiência com pacientes deprimidos e era espírita.

- Que bom, dona Lúcia, com a senhora aqui fico muito mais tranquilo.



- Pode ficar mesmo, seu Carlos, vou cuidar dela como se fosse minha filha. Afinal, a influência espiritual sobre ela parece ser bem forte mesmo. O senhor se incomoda se eu passar o dia orando por ela?

- Claro que não, será ótimo!

Naquela manhã Suzette recebeu um relatório de seus aliados nas trevas e empalideceu. Nem ela esperava por tanto.



- Chefinha, já está sabendo da novidade?

- Já, Pedro – desconversou Suzette, fingindo prestar atenção em outra coisa.

- E não é ótimo para seus planos?

Até agora eu era a líder e estava no comando da situação. Mas não sabia que ele viria. Assim já é demais!

O conhecimento dele é mais avassalador do que tudo que eu e você conhecemos de magia negra. Eu fui escrava dele por séculos, sei bem do que estou falando. Lidar com ele é muito perigoso!

- Eu preferia não ter que reencontrar Athor. Sei que é

estranho falar assim de alguém que já foi vida passada minha.

- Athor é tão mau assim?

- Muito pior do que você pensa. Mas tire suas próprias conclusões, lá vem ele. Todos se curvaram. Athor entrou coberto por um manto negro, com olhos escuros e vermelhos e a pele toda carcomida. Sem dúvida a situação de Mariana pioraria bastante com a sua chegada, até fisicamente, pois ela sentiria a ressonância com ele.

- Quanto tempo, Suzette! Bom saber que a dominarei de novo!

Enquanto todos corriam desesperados, cumprindo as novas ordens, Athor sentou em seu trono recém retomado e mergulhou nas próprias lembranças. Foi na extinta Lemúria que Athor viveu. Ele foi a primeira encarnação terrestre de Mariana, nessa famosa e misteriosa civilização.

Assim que encarnou, as tendências trevosas do pequeno menino já eram

marcantes. Como seus pais já lidavam com as artes das trevas, ele foi educado aprendendo feitiços, poções e encantamentos. Desde pequeno era obedecido por tudo e todos. Tinha uma voz hipnótica, envolvente, era capaz de conseguir tudo que queria.

As coisas pioraram quando cresceu. Apaixonou-se por uma sacerdotisa,

Tera, e juntos o poder dos dois tornou-se praticamente imbatível.

O ingresso mais profundo no lado negro aconteceu quando Tera morreu.

Athor não aceitava a separação de maneira nenhuma. Triplicou suas atuações, passou a sentir ódio da humanidade. Queria voltar para seu planeta de origem, onde a vida durava bem mais. Como sabia que era impossível, achava que não tinha nada a perder. Aumentava cada vez mais o número de rituais, pois já que era obrigado a estar encarnado, queria que todos sofressem junto com ele.

Mariana decidiu fazer um breve passeio. Ela pediu privacidade e foi sozinha. Andando pela rua, Mariana viu uma placa:

“Amarração para o amor. Ela parou, anotou o telefone e pensou que seria uma ótima forma de

afastar Ciça de seu marido. Afinal, que mal faria uma magiazinha aqui e outra ali se fosse para manter a sua felicidade?

Athor sorriu triunfante. Estava apenas esperando uma brecha para fazer

parte daquela festa de vidas passadas afloradas. Ele já sabia que faria parte do grupo, estava esperando apenas pelo mau uso do livre arbítrio de sua “dona”.



- Agora sim a diversão vai começar! Tive que esperar muito tempo, mas pelo que avaliei da ficha kármica dela, já foi adquirida elevação o suficiente para voltarmos ao meu planeta natal após o desencarne. Logo, essa morte tem que acontecer o mais rápido possível, pois Tera me aguarda!

Capítulo 21

Sob nova direção

Athor sistematizou toda a equipe de Suzette, que atuava com a liderança de Pedro, e ordenou uma reunião com as vidas passadas.



- Bom, meus caros, como quem domina as artes negras sou eu, terei que assumir a liderança daqui em diante, para que tenhamos nossa meta conjunta atingida de forma mais rápida e eficiente.

- Apesar de não ter muito conhecimento, você fez um bom trabalho até aqui, Suzette.

- Enquanto isso, vou reativar todas as magias antigas que fiz em minha vida, para que a vibração trevosa atinja o corpo físico dela. Mãos à obra, todos em suas funções!

Em seu castelo no Umbral, Athor começou a ativar todos os

encantamentos que conhecia, recolheu seus objetos de poder e os imantou no quarto de Mariana, criando uma verdadeira cerca energética trevosa por toda a casa. Recitando encantamentos que apenas ele conhecia, Athor foi ativando a energia de antigas maldições, poções, entidades presas a ele, amuletos sagrados lemurianos. Uma energia tão pesada que só de ativá-la o próprio Athor já sentia uma dor de cabeça insuportável.

- Em breve não serei mais escravo dessas entidades, poderei voltar para meu verdadeiro lar. Sem escravidões, sem trocas, sem promessas, sem jogos de poder. Apenas a paz do paraíso que perdi.

Supervisionando o trabalho realizado, o mago ficou satisfeito com o

resultado. A energia densa inundava a casa como uma epidemia: muitos

ajudantes do lado branco tiveram que se retirar por não poderem mais sustentar a vibração positiva. Sofia apenas observava, muito preocupada. Todos na casa começaram a se sentir mal. Dona Lúcia, que era vidente,

estava chocada com a movimentação que estava observando. Nem sabia direito se devia contar para Carlos ou não. Sofia notou a confusão da pobre enfermeira e se aproximou:

- Infelizmente teremos que esperar. Não conte a Carlos ainda.

Dona Lúcia aquiesceu, concordando com a cabeça. Sabia que Sofia tinha seus motivos. Limitou-se a rezar com mais constância ainda.



Capítulo 22

Impacto

Após o passeio, Mariana decidiu ligar para a senhora que fazia amarração de amor. Pensava consigo:



- Meu caso é urgente. Se eu bobear, logo meu marido se afasta de mim e fica com a Ciça. Eu estou aqui doente, acabada, e ela toda bonitona e sorridente. Esses dois não me enganam, não!

Pagou uma taxa extra para ser atendida no mesmo dia

- Bom dia. Trouxe uma foto de meu marido e de Cecília, uma falsa amiga. Quero que a senhora faça a magia mais poderosa que souber, porque não quero perder meu marido.

- Você veio ao lugar certo. Nunca mais precisará se preocupar, nem com ela nem com mulher nenhuma. Pode deixar que o serviço é garantido! Após deixar larga soma de dinheiro para a mulher, Mariana sorriu triunfante. Foi para casa pensando:

- Agora sim terei sossego. Agora Carlos é meu e Ciça estará fora do meu caminho!

O envolvimento de Mariana com suas vidas passadas – Athor, Katy,



Suzette, Emir e todos os obsessores adjacentes – já estava em um grau

avançadíssimo.

Mariana teve pesadelos horríveis. Mas nem se incomodou com isso, pois

julgou que era a perseguição de Ciça, querendo roubar seu marido.

No dia seguinte, Ciça acordou passando mal. Com tonturas, quase

desmaiou. Desconfiando se tratar de algo espiritual, começou a rezar e ligou na mesma hora para Dona Eulália, para marcar um atendimento.

Carlos também acordou com dor de cabeça, mas não deu atenção.

- Tchau, amor, te amo muito, vou trabalhar. Que manhã maravilhosa!

- Tchau, homem da minha vida!

Como achava que estava acima de tudo e todos, voltou inclusive a ter sua amizade com Ciça, já que julgava não estar mais sob risco de nada.



- Oi, Ciça, tudo bom?

- Eu me senti um pouco esquisita esses dias, mas já estou bem.

Pronto, tudo resolvido, vida normal. Nada mais abalaria sua felicidade! Ou pelo menos ela assim pensava...



Capítulo 23

Consequências

Ciça continuava piorando e sentindo mais tonteiras. Graças a Deus, o dia

do atendimento com Dona Eulália estava chegando. Ela mal conseguia parar em pé de tanta tontura.

Mariana, quando ficou sabendo, logo marcou de visitá-la.

- Nossa, Ciça, você já foi ao médico? Está tão pálida!

- Já fui sim, Mari. Nenhum exame dá nada. Até meu médico, que é super

cético, está pensando que pode ser alguma coisa espiritual. Nunca pensei ouvir isso dele!

- Ah, bobagem. Se ele deu a medicação, já já você melhora e nem lembra dessas tonturas. Afinal, se não é nada mais grave nem tem por que se preocupar. Mariana mudou de assunto porque temia que a amiga descobrisse o que tinha feito, mas nem de longe imaginava que os sintomas pudessem ser consequência do trabalho.

Mal Ciça imaginava o que ouviria na consulta com Dona Eulália logo

mais:


- Cecília, você está com magia feita contra você!

- Nossa, Dona Eulália, mas nunca fiz mal a ninguém! Quem pode ser? A doce senhora empalideceu ao perceber do que se tratava. Levou uns cinco minutos em silêncio até ter coragem de responder algo.

- Prefiro primeiro buscar a origem disso, minha filha, antes de contar o que estou vendo.

Rapidamente, com a ajuda de Sofia, mentora de Mariana, dona Eulália

entrou em sintonia com a vida passada onde Mariana fora Katy e Ciça chamava Amy. Entendeu o conflito que aconteceu, o fato de Katy ter se matado e Amy ter se culpado o resto da vida pela desgraça.

- Cecília, vou precisar da sua ajuda vibratória. Você já deve sentir na sua intuição que fez mal a Mariana no passado, não?

- Sim... respondeu Ciça, absolutamente constrangida. Eu sinto que preciso manter Mari e Carlos unidos dessa vez, mesmo sendo difícil aguentar as ranhetices de Mariana de vez em quando.



- De fato, minha querida. Em vida passada você foi Amy. Amy e Katy, que hoje é Mariana, eram grandes amigas e acabaram disputando o mesmo homem, que hoje é Carlos.

- Era o que eu mais temia – disse Ciça, aos prantos.

- Fique calma, minha filha. Estamos aqui justamente para darmos início à

harmonização do que aconteceu. Não podemos intervir diretamente sobre Katy enquanto Mariana não colaborar, mas podemos ajudar Amy a livrar-se dessa culpa e a transformá-la em um sentimento mais construtivo. Me ajude: vamos juntas visualizar uma chuva de luz rosa sobre ela, para drenar toda essa culpa. Vamos, mentalize um rosa bem clarinho e aconchegante... isso...

- Mas eu não vejo nada, está funcionando?

- Não se preocupe em ver, apenas sinta. Está funcionando sim!

Aos poucos Amy foi sendo envolvida em toda aquela vibração amorosa e

caiu em um pranto sentido. Ela se julgava tão culpada por ter destruído uma família que acabava passando para Ciça a ideia de não se casar, porque acreditava que ela não seria digna de amor.

Foi mostrado para Amy em uma tela por que ela teve que passar por

aquilo. Em vida passada ela tinha praticado vários abortos, e sua lição como Amy era levar a gravidez até o fim. Katy precisava passar pelo sofrimento e evitar o suicídio. Katy não conseguiu cumprir sua missão, e Amy também não cumpriu integralmente.

Depois que Katy se matou, Amy caiu em depressão. Nunca conseguiu

vivenciar plenamente seu amor com Richard, nem conseguiu dar uma boa educação a seu filho. Ela simplesmente se abandonou na cama para morrer, assim como Mariana estava fazendo agora.

Com a ajuda dos mentores ela estava naquele momento entendendo tudo o que aconteceu e percebendo o quanto não podia se deixar abater agora, o quanto Mariana precisava de ajuda e aquela culpa não fazia mais sentido.



- Hoje resolveremos dois problemas em um. Com o tratamento de sua vida passada, você se sentirá livre para buscar o amor de verdade junto a um companheiro leal e carinhoso. Por tabela, a vibração de Katy irá ficar enfraquecida e o processo auto-obsessivo de Mariana diminuirá.


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