Nesse sentido, o pnep



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Imagem 3 – Texto “O gato de louça” para ensinar a letra “G”.

Seguidamente, o professor levava os alunos a pronunciar a palavra devagarinho, de modo a isolar as suas sílabas, e ainda mais devagarinho, isolando as letras, ficando:

gato

ga……….to



g…a……..t…..o

Depois era fazer a síntese e ficaria: g…a……t…o

ga………to

gato
E o aluno depois fazia o traçado do g.




Imagem 4 – Traçado da letra “G”.
E procedia-se desta forma para todas as letras do alfabeto. Aqui havia professores que diziam o nome das letras e necessariamente o seu valor, e havia outros que se ficavam pelo seu valor tirado da palavra.

Começaram depois a aparecer opiniões que diziam que por este método os alunos não chegavam a treinar o exercício da globalização, porque imediatamente passavam à análise e ainda por cima até à letra, o que era considerado excessivamente precoce pelos globalistas e começavam logo no exercício de síntese, o que seria considerado violento por obrigar a criança a distinguir muito precocemente a ínfima parte da palavra – a letra, e logo a seguir proceder à técnica do “be a bá”.

Quer dizer: achavam tudo muito rápido, com passos diferenciados e dados imediatamente a seguir uns aos outros, afirmando que daí resultariam inevitavelmente confusões aos alunos.

Limitações do Método Analítico – Sintético


  1. Os passos globais são muito breves, não chegando os alunos a globalizar as palavras por se passar imediatamente à sua análise. Os alunos não treinam suficientemente os exercícios de globalização. Passam logo a trabalhar letra a letra.

  2. Não trabalha a frase suficientemente cedo.

  3. Na prática, acaba por ser muito mais sintético que analítico, porque o grande trabalho é formar logo palavras novas com as letras da palavra base. Usa muito o abecedário logo de início. Resulta numa leitura muito soletrante.

  4. Não cria autonomia nos alunos, no sentido de, por eles, fazerem descobertas. Está sempre e a todo o momento dependente do professor.

  5. Torna-se excessivamente expositivo.

  6. Não se baseia em material didáctico interessante e versátil.



    1. Método das 28 Palavras

Como reacção ao analítico-sintético apareceu o método das 28 palavras. Por este método também são contextualizadas progressivamente 28 palavras, que vão sendo globalizadas, lidas e escritas pelos alunos, começando muito cedo a analisar cada palavra, mas só até à sílaba. O professor acaba por escrever a palavra numa tira de papel com cerca de 3 a 4 cm de largura e de comprimento suficiente, e através duma leitura lenta e sincopada determinar onde acaba cada sílaba. E à frente dos alunos corta-se a tira de papel de modo que todas as sílabas fiquem separadas. E os alunos, com esses pedaços de papel/sílabas, reordenam/sintetizam novamente a palavra original. Acabado o trabalho nessa palavra, o professor guarda todas essas sílabas num expositor da sala, começando a constituir um silabário. E por cada uma das 28 palavras procederá sempre como se disse. Mas, logo de princípio começa também a constituir novas palavras, além das 28, constituídas com as sílabas já armazenadas no momento da análise das palavras antecedentes. E também já propõe aos alunos que “cacem” as suas (descobrir novas palavras com as sílabas já existentes no silabário). E ao mesmo tempo vão escrevendo as palavrinhas, também com preocupações legográficas (ensino da escrita).


Vantagens deste método
 Um método que atende à tendência natural da criança de reconhecer com mais facilidade o global em detrimento do pormenor.

 Parte das palavras que representam realidades concretas e que lhe são próximas.

 Desperta o interesse, pois permite uma grande variedade de exercícios que podem ser feitos dentro e fora da escola ou da sala de aula que mais tarde levarão à descoberta de novas palavras.

 É um método que apresenta uma taxa de sucesso assinalável com alunos que não conseguem aprender com o método analítico – sintético.


Desvantagens deste método
 Os professores que trabalham este método, apontam como a maior desvantagem, o facto de alguns alunos revelarem bastantes dificuldades em assimilarem casos de leitura.

Fases do método

 Contar uma história;

 apresentação de um cartaz;

 decomposição da palavra em sílabas;

 formação de novas palavras;

 apresentação das vogais;

 formação de frases;

 articulação das sílabas com as vogais;

 composição de novas palavras;

 apresentação de mais algumas palavras – tipo;

 noção de singular e plural.

Exercícios:
Passo n.º 1: Aprendizagem da palavra MENINA
 Contar uma história (Ex: “O Capuchinho Vermelho”), cujo objectivo principal é salientar a palavra-tipo: MENINA;

 desenhar uma menina no quadro e pedir aos alunos que a desenhem no caderno;






Imagem 5 – Grafismo usado para a palavra “menina”:

desenhado por uma aluna do 1º ano.


 o desenho é indispensável, pois, além de ser um óptimo exercício para controlo motor, vai servir de associação entre a palavra e a figura;

 apresentar a palavra “menina” tanto manuscrita como em formato de imprensa;



escreve-se no quadro, com o dedo no ar, no caderno ou de outras formas a palavra em letra manuscrita. Este exercício é muito importante, especialmente para os alunos que estão a iniciar a escrita pela primeira vez e que nunca tiveram contacto com a escrita manuscrita;


Imagem 6 – Letra “M” manuscrita.
 quando todos os alunos tiverem concluído com sucesso este passo pode-se passar para o passo seguinte.

Passo n.º 2:
 Partindo do diálogo com os alunos, lembrando a história contada anteriormente do “Capuchinho Vermelho”, mostra-se novamente a desenho da menina;


Imagem 7 – A Capuchinho Vermelho.
 a criança escreve a palavra menina no quadro ou no caderno. Desta forma o professor pode verificar se existem dificuldades ou deficiências na escrita da palavra aprendida;

 é colocada num painel, que deverá existir na sala de aula, a imagem da menina e a respectiva palavra em letra manuscrita e de imprensa.





Menina menina

MENINA menina



Imagem 8 – Menina e a respectiva palavra em letra manuscrita e de imprensa.

Passo n.º 3: Aprendizagem da palavra MENINO
 Para a aprendizagem da palavra menino pode-se fazer um simples exercício gráfico de distinção;

 começa-se por desenhar um menino, com semelhanças com a letra “o” manuscrita, e pede-se às crianças para copiarem para o caderno;

 de seguida apresenta-se a palavra menino e o respectivo cartaz;

 seguem-se os mesmo passos usados para a apresentação da palavra menina;



 adicionam-se ao painel, os cartazes do menino e da menina, juntamente com as palavras de imprensa e manuscritas de cada uma das palavras;

 aproveita-se o painel para se fazerem exercícios de identificação das palavras e de escrita;
Imagem 9 – Grafismo usado para a palavra “menino”:

desenhado por um aluno do 1º ano.


 nas próximas aulas pode-se começar por colocar novamente, no painel, as palavras junto dos desenhos de forma a exercitar as palavras conhecidas.
Passo n.º 4: Aprendizagem da palavra SAPATO
 Começar este passo com a revisão das palavras anteriormente apresentadas;



Sapato sapato

SAPATO sapato



Imagem 10 – Sapato e a respectiva palavra em letra manuscrita e de imprensa.

 usar a história da “Gata Borralheira”;





Imagem 11 – A Gata Borralheira.
 pode-se desenhar ao longo da história ou até apresentar como imagem um sapato de salto alto, voltado para o lado esquerdo pois o seu formato lembra um “S”;

 segue-se o mesmo tipo de exercícios aplicados às anteriores palavras para fixar a nova palavra-tipo;



 junta-se ao painel a imagem do sapato e as palavras-tipo manuscritas e em formato de imprensa.
Passo n.º 5: Aprendizagem da palavra BOTA
 Seguem-se as mesmas orientações para a apresentação e exercitação desta palavra;



Bota bota

BOTA bota



Imagem 12 – Bota e a respectiva palavra em letra manuscrita e de imprensa.
 apresenta-se a história do “Gato das Botas”;


Imagem 13 – O Gato das Botas.
 desenha-se no quadro ou apresenta-se uma imagem de uma bota virada para o lado direito, de maneira que esta lembre a letra “b”;

 junta-se ao painel.


Passo n.º 6: Aprendizagem da palavra UVA
 Pode-se utilizar o mesmo esquema que o utilizado anteriormente para a apresentação da palavra uva: uma história “A Raposa e as Uvas”, pode-se levar para a aula uvas e falar acerca deste fruto ou até dialogar acerca das vindimas (se estiver nessa época do ano);


Imagem 14 – Capa do livro: A Raposa e as Uvas.

 apresenta-se o cartaz com a imagem de uma uva (pode ser uma imagem de um cacho, contudo deve-se perceber que o cartaz refere-se a uma uva e não a várias uvas) e com as palavras manuscritas e em formato de imprensa;





Uva uva

UVA uva


Imagem 15 – Cacho de uvas e a respectiva palavra em letra manuscrita e de imprensa.
 junta-se a imagem e as palavras ao painel.
Passo n.º 7:
 Após a aprendizagem das primeiras cinco palavras-tipo pode-se fazer um simples jogo de memorização;

usando o painel, retira-se as palavras às imagens e pede-se aos alunos para “legendarem” as imagens que estão expostas;

 começar a ler as palavras lentamente, possivelmente com a ajuda de palmas, para que as crianças descubram que as palavras podem ser separadas em sílabas. Por exemplo: ler a palavra menina - me-ni-na;

 nesta fase mostram-se cartões com as sílabas das palavras aprendidas (por cada palavra deve haver um conjunto de cartões com as sílabas em questão);

 é importante que as crianças memorizem as sílabas isoladamente, mas que também as identifiquem como parte integrante de cada uma das palavras. Para isso pode-se fazer um conjunto de actividades que exercitem essas mesmas capacidades:


  • ler as sílabas isoladamente;

  • ordenar as sílabas de maneira a formar as palavras conhecidas;

  • escrever erradamente apalavras (ordem trocada) para que os alunos corrijam o erro.

 É aconselhável que os alunos tenham consigo um conjunto de sílabas para poderem exercitarem no lugar ou até em casa, a leitura das sílabas e a construção de palavras. Essas sílabas podem ser distribuídas pelo professor, a partir de agora, ao mesmo ritmo com que vão aprendendo as palavras.
Passo n.º 8: Composição de palavras novas
 Repetir os exercícios de construção das palavras-tipo, baseado nas imagens do painel e usando os cartões das sílabas;

 o professor explica às crianças que é possível construir novas palavras “misturando” sílabas conhecidas:



Exemplo:
me ni na me ni no nata nota

bo ta bo ta


sa pa to bo ta

pata me ni na bonito

bo ta

sa pa to
 cada aluno tenta descobrir novas palavras com as sílabas que já conhece. Quando os alunos descobrem uma palavra nova devem lê-la para o professor e para a turma e devem registá-la no seu caderno.
Passo n.º 9: As vogais
 Apresentar as palavras aprendidas no quadro, pronunciando lentamente as sílabas de forma a apresentar as vogais:
- menina  me ni naaaaaaaaaaaaa

- menino  meeeeeee niiiiiiiiiii no

- bota  booooooooo ta

- uva  uuuuuuuuuu va


 podem-se apresentar as vogais maiúsculas;

 pode-se aproveitar também para introduzir as diferentes formas de ler as vogais quando estão isoladas e/ou têm acentos (a/á; e/é; o/ó).


Passo n.º 10: Composição de frases
 Inicia-se este passo explicando aos alunos a noção de frase;

 pode-se usar os nomes dos alunos, para formar frases para os motivar a criar as suas próprias frases;

 pede-se aos alunos para apresentar as suas próprias frases, corrigindo as mesmas;

 quando for evidente que a noção de frase está aprendida, pode-se começar a compor frases no quadro com as palavras e/ou sílabas conhecidas. Também se pode fazer o mesmo com os cartões silábicos no quadro;


Exemplo:
A me-ni-na é bo-ni-ta;

É o sa-pa-to e a bo-ta….


 aproveita-se para explicar, novamente, as diferentes formas de se ler uma letra, estando esta acentuada ou isolada das outras letras.


As 28 palavras
Existem vários conjuntos de 28 palavras. De seguida apresenta-se um deles, que serviu de modelo para a exploração deste método. As palavras que são utilizadas têm de ser apresentadas pela sequência que se apresenta de seguida.

Apenas se deve passar para a próxima palavra quando a anterior (e as respectivas sílabas) estiver perfeitamente interiorizada:




Imagem 16 – As 28 palavras.

Material Necessário
 Cartazes com as figuras das palavras.

 Cartazes com as palavras em letra impressa e manuscrita.

 Cartões com as sílabas de todas as palavras-tipo.

 Painel (em esferovite, madeira ou outro material que permita a exposição).


Recursos
 Manual da Porto Editora: “Palavra a Palavra”. 2005.

 Manual da Porto Editora: “Caixinha de Palavras - Aplicação do Método das 28 Palavras”. 2009.

 Fichas de trabalho: centro de recursos para o 1º Ciclo: www.recursoseb1.com


    1. Método de Paulo Freire

Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho”. (Paulo Freire, in Educação na Cidade, 1991)

O método Paulo Freire consiste numa proposta para a alfabetização de adultos desenvolvida pelo educador do mesmo nome, que criticava o sistema tradicional onde se utilizava a cartilha como ferramenta central da didáctica para o ensino da leitura e da escrita. As cartilhas ensinavam pelo método da repetição de palavras soltas ou de frases criadas de forma forçosa (em linguagem de cartilha), como “Eva viu a uva”, “O bebé baba”, entre muitas outras.

O processo proposto por Paulo Freire iniciava-se pelo levantamento do universo vocabular dos alunos. Através de conversas informais, o educador observa os vocábulos mais usados pelos alunos e assim selecciona as palavras que servirão de base para as lições. A quantidade de palavras geradoras pode variar de 18 a 23 palavras, aproximadamente. Depois de composto o universo das palavras geradoras, passa-se ao processo de exercitá-las com a participação do grupo.

Uma vez identificadas as sílabas, cada palavra geradora passa a ser estudada através da divisão silábica, semelhantemente ao método tradicional. Cada sílaba desdobra-se na sua respectiva família silábica, com a mudança da vogal. Por exemplo, para a palavra “Robô”, as sílabas são: RA-RE-RI-RO-RU, BA-BE-BI-BO-BU.

O passo seguinte é a formação e palavras novas. Usando as famílias silábicas agora conhecidas, o grupo forma palavras novas.





    1. Método Jean – Qui - Rit

Este método, gestual, foi concebido, não já com vista na reeducação, mas sim para aprendizagem normal da leitura. É um método francês, de B. Lemaire, chamado “Moyens éducatifs Jean-Qui-Rit”. Estes são cada vez mais empregados na Bélgica e constituem, como vamos verificar, um método completo de leitura. Utiliza como “meios”: o ritmo, o gesto, o movimento, apela para o sentido visual, auditivo, táctil e desenvolve os principais factores que intervêm na leitura.

Ao lado da aprendizagem da leitura, são previstos, a partir do jardim-escola, exercícios que visam preparar o melhor possível as crianças para esta disciplina, exercícios que, aliás, são continuados durante o primeiro ano da escola primária. No jardim-escola, as crianças são submetidas diariamente a dez minutos ou a um quarto de hora de “canto e mímica”. Com base em canções infantis conhecidas dos pequenos, pede-se-lhes, estando eles de pé, que evoquem certos gestos no espaço; estes movimentos devem ser realizados de forma muito ampla, ora com o braço e a mão direita, ora com o braço e a mão esquerda. Estes gestos executados no espaço, em plano vertical, são retomados, em resistência ao plano horizontal, sobre a mesa; isso introduz uma dificuldade suplementar, a saber, a transposição do plano e a execução de um movimento reduzido.

Este treino, imposto num momento qualquer do dia, mas de preferência depois duma actividade mais ou menos absorvente, desenvolve de forma muito específica a maturação em leitura e prepara, consequentemente, muito bem as crianças para essa aprendizagem. Com efeito, o canto sensibiliza perfeitamente a criança para o ritmo exigido para chegar, mais tarde, a uma leitura expressiva e, de maneira mais imediata, para o ritmo dos elementos que se sucedem na frase. A associação de um gesto, mais ou menos complexo, a esses cânticos vai desenvolver, além do ritmo, a sucessão dos elementos no tempo; por outras palavras, a noção temporal que se encontra em leitura na sequência das letras na sílaba, das sílabas na palavra e das palavras na frase.



Os gestos, de estrutura mais ou menos complexa, uns simétricos, outros assimétricos, formados de curvas ou de ângulos, realizados em grande no espaço e em redução sobre a mesa, favorecem a orientação no espaço – visto que é necessário começar à esquerda e avançar para a direita – assim como a estruturação espacial, o que é muito importante para aceder ao sentido convencional da leitura e para poder identificar certas letras com orientação inversa.





Imagem 17 – Letras A e V consoante o método Jean – Qui – Rit.
Uma parte do esquema corporal é igualmente estimulada pelo facto de o braço e a mão estarem em acção, ora do lado direito, ora do lado esquerdo, ou ainda dos dois lados ao mesmo tempo. A fim de reforçar a dominância lateral manual, os gestos são realizados duas vezes do lado direito no caso de a criança manifestar tendência para a direita e uma só vez com a mão esquerda; quanto à criança que apresenta tendência para o canhotismo, propõe-se o inverso.

Enfim, todos estes exercícios têm uma influência sobre a coordenação motora, o ritmo facilita o controlo duma melhor motricidade e permite a certos indivíduos instáveis de “regular-se” progressivamente dum modo mais regular; acontece o mesmo com os sujeitos demasiado lentos que têm uma tendência apática.

Os “Meios educativos Jean-Qui-Rit” são, por conseguinte, uma excelente preparação para a aprendizagem da leitura por desenvolverem e reforçarem os factores de base. É de acentuar que todos estes exercícios deviam ser continuados na primeira classe ao mesmo tempo que se iniciam os alunos na leitura; os gestos, a esse nível, são mais complexos e executam-se num momento indeterminado do dia escolar, de preferência depois de uma lição que tenha exigido das crianças uma concentração constante; constituem, assim, uma espécie de pequeno recreio ou um relaxe que favorece a continuação do trabalho.

Perseverando assim nos referidos exercícios, fortalece-se ainda mais a maturidade normal da maioria dos alunos; mas o que é de notar sobretudo é que se completa a maturidade mais frágil de outras crianças. Verificamos, pois, quanto os processos sugeridos por Lemaire são realmente educativos, tanto no que diz respeito à leitura como no que se relaciona com a evolução geral da criança. Sem contar que estes processos estão ao alcance de qualquer professor.

O método Lemaire em matéria de aprendizagem da leitura não é novo; trata-se de um método mitigado com ponto de partida silábico.

O que Lemaire trouxe de específico, são os meios cuja finalidade é facilitar essa aprendizagem e torná-la agradável, de onde a denominação de “Meios educativos Jean-Qui-Rit”. Em relação com a leitura, Lemaire propõe uma série de gestos correspondentes aos diversos sons da língua francesa. Cada letra nova é introduzida por uma pequena história que contém um grande número dos sons em questão.



Imagem 18 – Letras N e L consoante o método Jean – Qui – Rit.
Na Bélgica, este último método é cada vez mais praticado para ensinar a leitura e, em cada ano, numerosas escolas o adoptam; Lemaire organiza, aliás, três sessões de formação de uma semana cada, durante as férias de Verão, com o fim de “reciclar” os professores.
Vantagens deste método
 O mecanismo da leitura é adquirido regularmente, sem dificuldades e de forma permanente. Muito cedo, as crianças são capazes de ler novos trechos, e visto que a decifragem se adquire sem equívoco, a atenção da criança localiza-se rapidamente no sentido do texto. Em consequência desta possibilidade de se libertar muito cedo do aspecto puramente técnico da leitura, a criança exercita-se numa leitura inteligente e corrente, o que, aliás, é favorecido pelos exercícios de ritmo propostos pelo método.

  1. Coloca um círculo à volta das letras i e I


águia ilha ai Maria

Adriano ui miau

Inês mia vai oi

saia pai pia Ivo



Imagem 19 – Ficha (Letra I manuscrita e imprensa).


    1. Método João de Deus

O Método João de Deus segue uma via completamente original, ao apresentar as dificuldades da língua de uma forma gradual, numa progressão pedagógica que constitui um verdadeiro estudo da língua portuguesa. Assim verificamos que desde a primeira lição a criança é convidada e estimulada a ser "analista da linguagem", isto porque desde a primeira lição a criança tem um papel activo na descoberta de que a posição da letra na palavra determina o seu valor sonoro.

A criança é levada a entrar num jogo, do qual vai aprendendo regras e vai evoluindo de uma forma construtiva. O processo inicia-se com a visão das letras, seguindo-se os sons correspondentes, a leitura de palavras e a pronunciação destas como entidades globais com significado próprio.

Cada letra consoante é incluída numa lição em que estão reunidos os seus diferentes valores, as letras consoantes são ordenadas em função do seu número de valores, sendo ensinadas primeiro as que correspondem foneticamente a fricativas "certas", ou seja, aquelas que só tem uma leitura, um valor, um som. Assim, e depois de apresentar as vogais, sem as quais não há palavras, as primeiras letras consoantes " certas" que se ensinam são v, f, j, (constritivas - fricativas) cujo valor se pode proferir e prolongar. Depois o t, d, b, p, (oclusivas), que resultam de uma obstrução total da saída do ar, não tendo por isso, valor proferível. Depois aparecem a constritiva lateral 1 e a oclusiva q. Só depois aparecem as consoantes "incertas", aquelas que têm mais do que um valor, mais do que um som, conforme a sua posição na palavra, são elas: c , g, r, z, s, x, m, n. Nesta metodologia são respeitados os postulados da psicologia, partindo-se sempre do mais simples para o mais complexo. No jardim-escola João de Deus, os materiais didácticos são usados como um recurso, utilizado no processo que combina a aprendizagem e formação. Sendo o educador elemento principal na mudança, este tem um papel crucial no ambiente que gera na sala de actividades, uma vez que se serve dos materiais, como instrumentos para motivar as actividades e cativar as crianças. Este tipo de modelo utiliza materiais específicos, tais como, os Dom Froebel, através dos quais as crianças aprendem as cores, desenvolvendo assim a memória visual associada à mesma; o Tangram, que é um jogo oriental, constituído por um puzzle de sete peças geométricas, permitindo fazer diversas formas; iniciam a leitura e a escrita através do metódo da Cartilha Maternal e iniciam a matemática com calculadores multibásicos, com os terceiro e quarto dons de Froebel e ainda com as barras de Cuisenaire. Os materiais didácticos são dotados de um grande valor, sendo que, são um grande instrumento para a aprendizagem, um meio através do qual a criança interage com o mundo exterior, com os adultos e com as outras crianças. O material ao ser observado, manipulado, e explorado, permite o desenvolvimento e formação de determinadas capacidades, atitudes, e destrezas.







Imagem 20 – Material didáctico – Método João de Deus.
Vantagens deste método
 Este método acentua o aspecto da compreensão, salienta as funções da memória, da atenção e do processamento mental da informação durante a leitura.
As palavras que a criança lê, activam esquemas da sua memória que a auxiliam na compreensão do seu significado. Desta forma, a criança consegue fazer a integração das palavras lidas em contextos do mundo real.


Imagem 21 – Cartilha Maternal João de Deus.
Em síntese, e coroando os métodos apresentados, exemplificámos com duas experiências, onde cada professora colocou em prática alguns dos métodos apresentados.


    1. Os Métodos em Prática




      1. Método Jean-Qui-Rit, 28 Palavras e Global

(Escola de Rio Tinto)
Nesta parte da investigação, tivemos a oportunidade de observar o trabalho de uma professora, num colégio em Rio Tinto, com uma turma de 26 alunos do 1.º ano de escolaridade, onde se socorria do método de Jean-Qui-Rit (segundo a Língua Gestual Portuguesa), do método Global e do método das 28 palavras, para ensinar a leitura.

Para trabalhar a letra “Z”, a professora iniciou a aula com a leitura de uma história, em que uma das personagens era a “Zebra malhada”.








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