Moinhos de água 3 Moinhos de vento 6 Sistemas tradicionais de moagem 8 operaçÃo dos moinhos de vento 9 glossário de termos e expressões da gíria dos moinhos de vento 11 Moinho de maré 13 Noras 15



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O funcionamento

Um dia de trabalho no moinho começa pela preparação do cereal seguindo-se vários passos tais como: soltar as velas abrindo o pano em função da intensidade do vento; aliviar a mó; orientar o moinho para o vento através da rotação do sarilho; assim que a orientação está correcta todo o sistema entra em movimento de rotação; com isto o moleiro enche de cereal o tegão que através da rotação faz vibrar o cadelo e que por sua vez leva os grãos a deslizar do tegão para a mó. Esta faz o seu esmagamento e em função do desenho das ranhuras das mós obriga a farinha a sair por um único espaço preparado para tal.

Muitos dos moinhos possuíam já um sistema de limpeza da farinha de modo a lhe retirar o farelo - o aviadouro.

A última fase é a ensacagem da farinha.

O cereal, depois de preparado é concentrado num pequeno tegão em madeira que através da vibração produzida pela mó leva à sua queda entre as mós (poiso e andadeira) através do olho da andadeira ou movente, seu esmagamento e consequente saída da farinha por acção da rotação e forma de picagem das mós.

Sobre a andadeira situa-se uma caixa de dimensões médias, com o fundo em forma de tronco de pirâmide invertida e aberta - a moega ou tegão -, onde se deita o grão que vai ser moído. O grão corre da moega até ao olho da andadeira, por onde cai (para ser triturado) por uma calha de madeira inclinada - a quelha -; o regulador da quelha gradua a inclinação desta; e o chamadouro do grão, apoiado sobre a mó, faz vibrar a quelha, provocando e assegurando a saída e a queda ininterrupta do grão no olho da mó.

As duas mós, andadeira e poiso, são rodeadas por taipais de tabuinhas - os cambeiros - abertos à frente, por onde vai saindo a farinha que cai para um espaço do sobrado - o tremonhado - protegido lateralmente por anteparos de madeira e à frente por um pano - o panal.

A mó andadeira é accionada pela rotação do veio de ferro ligado e preso a ela por meio de uma peça achatada e forte, também de ferro - a segurelha - que encaixa num rasgo cavado à sua feição no centro da face inferior da mó e que segue para baixo, passando pelo olho do poiso através de uma bucha de madeira.



O veio da mó, que tem na parte inferior o carreto, termina também numa rela (chumaceira metálica com óleo para lubrificar e arrefecer) cravada numa trave móvel de madeira - o urreiro - apoiada num cachorro de um lado e do outro numa haste de ferro - o aliviadouro - que sobe ao sobrado, ao lado das mós. Regulando o aliviadouro por meio de um parafuso ele sobe ou desce (e com ele o urreiro, a rela e o veio da mó) e gradua, desse modo, a distância entre as duas mós e, consequentemente, a maior ou menor finura da farinação. O paralelismo das duas mós, indispensável ao seu bom funcionamento, obtém-se primordialmente por meio de calços que se colocam entre a segurelha e o cavado da mó em que ela encaixa.

Engenho 

É de referir que a quase totalidade dos moinhos de vento utilizam um eixo horizontal mas os exemplos de moinhos mais antigos são de eixo vertical.

Para voltar ao vento o mastro e o velame estes moinhos dispõem do sarilho que os tipifica e que é de facto um sarilho vulgar, cujo eixo, montado entre o fechal de madeira e um pontalete atravessado entre as duas troncas da armação, do lado da saída do mastro, é accionado por quatro braços em cruz; a corda, amarrada por uma das extremidades a um destes braços com a gassa, enrola ao eixo do sarilho e passa por duas corretãs com gancho - os moitões - uma das quais (munida de um dispositivo onde se fixa a outra extremidade da corda) prende a um dos arganéis da parede, enquanto que a outra se prende num dos arganéis do fechal de madeira. Dando ao sarilho, a corda (enrolando no eixo) encurta e, firmada entre o braço do sarilho e o arganel da parede, puxa o capelo, que roda até os dois arganéis ficarem quase na mesma linha. Mudando então a corretã que está no arganel da parede para o arganel a seguir, também da parede, a rotação do capelo prossegue até ao ponto conveniente.

GLOSSÁRIO DE TERMOS E EXPRESSÕES DA GÍRIA DOS MOINHOS DE VENTO

Apanhar o moinho

Conjunto de acções que, no fim do dia de trabalho, se destinam a fazer para o moinho de vento. Em dias de muito vento ('bravos', no dizer da população), torna-se necessário apanhar o moinho ou enrolar a roupa (enrolar as velas), para que o moinho ande mais devagar ou pare mesmo e não venha a ser destruído pela tempestade. Para o apanhar o moleiro serve-se de um cabresto que ata ao travadoiro ou marco de pedra encastrado no chão procedendo assim: conforme as varas vêm passando lança a uma delas a dita corda e corre agarrado a ela até conseguir suster-lhe o balanço, soltando-a em seguida e indo prendê-la na ponta da vara seguinte, e assim, sucessivamente, até que o moinho perca o movimento. Depois deste imobilizado enrola-lhe definitivamente a roupa.



Descer e elevar a mó

Elevar a mó desde o rés-do-chão até ao lugar onde irá funcionar. Quando uma nova mó tinha de ser colocada no moinho apresentava-se ao moleiro o problema de a elevar até lá., sobretudo se atendermos às centenas de quilos que ela podia pesar. Uma forma engenhosa de o fazer era rodá-la da rua até ao rés-do-chão e, aqui, prendê-la a fortes cordas que, presas ao mastro, seriam enroladas por este por acção da sua rotação. Isto fazia-se devido à força exercida pelo moleiro sobre as varas que, assim, desta forma transformava temporariamente o mastro num guindaste.



Desmontar a mó

Para retirar a mó do seu lugar são necessários movimentos manuais muito precisos para que aquela, devido ao seu peso, não se danifique nem danifique o moinho. Para tornar possível e fácil esta operação o moleiro usa certas alfaias tais como, por exemplo, o carro ou rodilho, um braço de alavanca e o malhal. Para tal é necessário descê-la até ao chão, retirando-a de cima do poiso, repará-la e, por fim, fazer inversamente todos os movimentos anteriores.

Ferramentas usadas nesta tarefa: alavanca, alavanquinha, barra, rolos, malhais, cavalo e espera.

Levantar a mó

O moleiro começa por inserir várias cunhas, cada vez maiores, entre as pedras, até poder encaixar entre elas o rodilho. Nessa altura, a pedra de cima solta-se da segurelha e desloca-se rodando em cima do rodilho, sendo amparada, ao cair em cima do malhal, pelo braço da alavanca ficando depois em pé, levemente encostada para trás e amparada ao braço da alavanca.



Meter debaixo do vento

Voltar o capelo na direcção do vento, de modo que seja captado pelo velame. Isto pode ser feito de diversas maneiras: ver diversos tipos de tracção.

A orientação do moinho em relação ao vento varia conforme as opiniões dos moleiros: uns dizem que deve estar de frente para o vento, outros dizem que deve estar ligeiramente de lado, não havendo uma unanimidade de opiniões. O mesmo que orientar o moinho.

Picar as mós

Quando começam a não dar rendimento devido à grande quantidade de trabalho feito ou à grande quantidade de tempo em que foi usada, ou seja, o grão demora muito a ser moído e a farinha sai menos branca, é necessário levantar a pedra de cima para ser picadas, isto é, avivados os seus sulcos. Esta tarefa é executada junto do seu lugar usando ferramentas tipo martelo – picadeira, picão e pica - que repõem nas suas faces já planas a rugosidade necessária à trituração do cereal. Normalmente o moleiro espera uma baixa no seu trabalho para executar esta tarefa e pode ser feita de 2 em 2 ou de 3 em 3 dias (no caso das mós portuguesas) ou só 2 ou 3 vezes por ano (no caso das mós francesas). As mós portuguesas levam 1/2 dia a ser picadas enquanto que as mós francesas precisam de 2 dias.

Ver reparar a mó e revestir.

Substituir a mó

Por vezes é necessário substituir a mó, levando-a para fora do moinho e, neste caso, estes movimentos são executados com a ajuda do próprio moinho usando o mastro como um guindaste: usam-se as varas das velas e das escotas, qual gigantesco sarilho, para rodar manualmente o mastro que, enrolando ou desenrolando uma corda em cuja ponta se encontra a mó, assim a elevará ou descerá até ao rés-do-chão.

Ver levantar a mó.

Virar ao vento

Operação que consiste em orientar as velas em direcção ao vento quando este muda de quadrante e para que ele continue a trabalhar. Faz-se graças a diversas operações que permitem fazer rodar a torre ou o capelo do moinho.

Ver fechal de madeira, fechal de pedra, sarilho e tracção.

Moinho de maré



Um moinho de maré é um tipo de moinho movido pelo movimento da água, causado pelo desnível das marés nos estuários de rios. A evolução tecnológica tornou estes engenhos obsoletos, pelo que a sua actividade foi encerrada há muitos anos. Porém, alguns deles em Portugal, podem ainda ser visitados, principalmente na margem sul do estuário do Tejo.

O Moinho de Maré de Corroios, também chamado Moinho do Castelo, é uma barragem construída em 1403 por ordem de D. Nuno Álvares Pereira que tem por finalidade explorar o fluxo e refluxo das marés para a geração de energia motriz. Foi ampliado no início do século XVIII após ter sofrido grandes danos no terramoto de 1755. Em 1980 foi adquirido pela Câmara Municipal do Seixal, que o restaurou e abriu ao público como parte do Ecomuseu Municipal.

O Moinho de Corroios é dos raros que se mantém em funcionamento na área do Estuário do Tejo. O Moinho encontrava-se encerrado ao público, até à conclusão das obras de conservação e requalificação, em Setembro de 2009.



Nos tempos actuais os Moinhos de trigo são movidos por energia eléctrica. O equipamento que fragmenta os grãos chama-se banco de cilindros. Cada banco de cilindros possui dois lados, cada um desses lados possui um par de rolos cilíndricos que trabalham em rotações contrárias. Os grãos caem entre esses rolos e são triturados/esmagados. Esse produto então após moído é conduzido a peneira. O produto mais fino obtido dessa peneiração é denominado farinha de trigo, o produto que não passa na mesma é então reconduzido a outro lado de um banco de cilindros ao qual o processo é repetido. Após diversas moagens e peneirações o que sobra é o farelo de trigo, que é um produto que será vendido, na maioria das vezes, como componente para ração animal.

  • Moleiro(a): funcionário(a) que é responsável pela condução do moinho.

  • Moageiro(a): proprietário(a) de um moinho.

Biomassa -  a energia química, produzida pelas plantas na forma de hidratos de carbono através da fotossíntese - processo que utiliza a radiação solar como fonte energética - é  distribuída e armazenada nos corpos dos seres vivos graças a grande cadeia alimentar, onde a base primária são os vegetais. Plantas, animais e seus derivados são biomassa. Sua utilização como combustível pode ser feita das suas formas primárias  ou derivados: madeira bruta, resíduos florestais, excrementos animais, carvão vegetal, álcool, óleos animais ou vegetal, gaseificação de madeira, biogás etc. Esta que através de animais que conduziam as suas carroças para poderem levar muitas vezes o material ou materiais!





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