Ministro é a vida do seu ministério



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John Piper define jejum como fome de Deus. De acordo com Piper, o maior inimigo da fome de Deus não é o veneno mortífero, mas uma torta de maça. O maior adversário do amor de Deus não são seus inimigos, mas seus dons. E os mais mortíferos apetites não são pelos venenos do mal, mas pelos simples prazeres da terra (Lc 8.14; Mc 4.19). “Os prazeres desta vida” e os “desejos por outras coisas” não são mal em si mesmos. Não são vícios. São dons de Deus. Mas todos eles podem tornar-se substitutos mortíferos do próprio deus em nossas vidas. O jejum revela o grau de domínio que o alimento tem sobre nós. O jejum cristão é um teste para conhecermos qual é o desejo que nos controla. Richard Foster afirma:



Mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. O jejum é um maravilhoso benefício para o verdadeiro discípulo que deseja ser transformado na imagem de Jesus Cristo. Muitas vezes encobrimos o que está dentro de nós com comida e outras coisas.

Martyn Lloyd Jones, na mesma linha de pensamento, ensina que o jejum não pode ser entendido apenas como uma abstinência de alimento e bebida. Segundo ele, o jejum também deve incluir abstinência de qualquer coisa que é legítima em si mesma por amor de algum propósito espiritual.

O propósito de jejum não é obter o favor de Deus ou mudar a sua vontade (Is 58.1-12). Também não é para impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 6.16-18). Nem é para proclamar a nossa própria espiritualidade diante dos homens. Jejum significa amor a Deus. Jejuar para ser admirado pelos homens é uma errada motivação para fazê-lo. Jejum é fome pelo próprio deus e não fome por aplausos humanos (lc 18.12). É para nos humilharmos diante da Deus (Dn 10.1-12), para suplicarmos a Sua ajuda (2 Cr 20.3; Es 4.16) e para retornarmo-nos para deus com todo o nosso coração (Jl 2.12-12). É para reconhecermos a nossa total dependência da proteção divina (Es 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com poder divino, em face dos ataques do inferno (Mc 9.28-29).

Deus tem realizado grandes intervenções na história através da oração e do jejum de seu povo. Quando deu a lei para o seu povo, Moisés dedicou quarenta dias a oração e ao jejum no monte Sinai. Deus libertou Josafá das mãos dos seus inimigos quando ele e seu povo humilharam-se diante do Senhor em oração e jejum (2 Cr 20.3-4, 14-15, 20-21). Deus libertou o seu povo da morte através da oração e jejum da rainha Ester e do povo judeu (Es 4.16). Deus usou Neemias para restaurar Jerusalém quando este orou e jejuou (Ne 1.4). Deus usou Paulo e Barnabé para plantar igrejas no Império Romano quando eles devotavam-se à oração e ao jejum (At 13.1-4).

John Piper comenta que a oração e jejum resultaram num movimento de missões que arrancou o cristianismo da obscuridade para ser a religião dominante do Império Romano em dois séculos e meio, e hoje calcula-se que temos cerca de um bilhão e trezentos milhões de seguidores da religião cristão, com cristãos testemunhando em todos os paises do mundo. Infelizmente, o jejum é um grande tesouro espiritual negligenciado pelos cristãos contemporâneos.

Os homens têm amado os dons de Deus mais do que o próprio deus. Eles tem mais fome dos dons de Deus do que de Deus. Jejum não é fome das bênçãos de deus, mas é fome do próprio Deus. John Piper diz que o jejum cristão, nasce exatamente da saudade de Deus. Ele escreve:

Nós glorificamos a Deus quando o preferimos acima dos seus dons... Nós nos enganamos ao dizermos que amamos a Deus, mas se somos testados revelamos o nosso amor apenas por palavras e não por sacrifício... Eu realmente tenho fome de Deus? Realmente tenho saudade de deus? Ou estou satisfeito apenas com os dons de Deus?”

Devemos comer e jejuar para glória de deus (I Co 10.31). Quando nós comemos, saboreamos o emblema do nosso alimento celestial, o Pão da Vida. E quando jejuamos, dizemos, “eu amo a realidade acima do emblema”. O alimento é bom, mas Deus é melhor. “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4). Jesus disse, “tenho algo para comer que vocês não conhecem” (Jo 4.32). Em Samaria, Jesus satisfez sua vida não com o pão da terra, mas com o pão do céu. Deus mesmo foi o seu alimento. Isto é jejum: intimidade com Deus. A comunhão com deus deve ser a nossa mais urgente a apetitosa refeição.

John Piper sintetiza esta gloriosa realidade assim:

Quanto mais profundamente você anda com Cristo, mais faminto você se torna dEle... mais saudade você tem do céu... mais deseja a plenitude de deus em sua vida... mais anseia pela vinda do noivo... mais aspira que a igreja seja reavivada e revestida com a beleza de Jesus. Mais você anseia por um profundo despertamento da realidade de Deus em nossas cidades... mais deseja ver a luz do evangelho da glória de cristo penetrar nas trevas dos povos ainda não alcançados... mais deseja ver as falsas filosofias do mundo sendo vencidas pela verdade... mais deseja ver a dor sendo vencida, as lágrimas enxugadas e a morte destruída... mais anseia ver as coisas erradas sendo feitas corretamente e a justiça e a graça de Deus enchendo a terra como as águas cobrem o mar”.

Nós vivemos em uma geração cujo deus é o estômago (Fl 3.19). Muitas pessoas deleitam-se apenas nas bênçãos de deus e não no Deus das bênçãos. O homem tem se tornado o centro de todas as coisas. Todas as coisas são feitas e preparadas para o prazer do homem. Mas o homem não é o centro do universo, Deus é. Todas as coisas devem ser feitas para a glória de Deus. Deus deve ser a nossa maior satisfação. Quem jejua tem mais fome do pão do céu do que o pão da terra. Quem jejua tem mais saudade do Pai do que de suas bênçãos. Quem jejua confia mais no poder que vem do céu do que nos recursos da terra. Quem jejua confia mais nos recursos de deus do que na sabedoria humana. Verdadeiramente, se desejamos ver poder no púlpito, se desejamos ver pregações ungidas e cheias de vigor, se ansiamos ver o despertamento da igreja e o seu crescimento numérico, precisamos, então, de pregadores que sejam homens santos e piedosos, homens de oração e jejum.

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Fome pela Palavra de Deus



O Estudo do Pregador
É impossível ser um pregador bíblico eficaz sem uma profunda dedicação aos estudos. “O pregador deve ser um estudante”. John MacArthur diz que um pregador expositivo deve ser um diligente estudante da Escritura, o que João Calvino reforça ao dizer que o pregador precisa ser um erudito. C. H. Spurgeon escreveu que, “aquele que cessa de aprender tem cessado de ensinar. Aquele que não semeia nos seus estudos, não irá colher no púlpito”. Todavia, o pregador que estuda sempre terá sermões cheios de verdor para pregar. Charles Koller afirma que, “um pregador jamais manterá o interesse do seu povo se ele pregar somente da plenitude do seu coração e do vazio da sua cabeça”.

O pregador enfrenta o constante perigo da preguiça dentro das quatro paredes do seu escritório. A ordem do apóstolo é sumamente pertinente, “Procure apresentar-se a Deus, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade” (2 Tm 2.15). A Bíblia é o grande e inesgotável reservatório da verdade cristã, uma imensa e infindável mina de ouro. John Wesley revelou o seu compromisso com a Escritura. Ele disse, “Oh! Dá-me o livro. Por qualquer preço, dá-me o livro de Deus! Nele há conhecimento o bastante para mim. Deixe-me ser o homem de um só livro!” Spurgeon comentou a respeito de John Bunyan,

Corte-o em qualquer lugar e você descobrirá que o seu sangue é cheio de Bíblia. A própria essência da Bíblia fluirá dele. Ele não pode falar sem citar um texto, pois sua alma está repleta da Palavra de Deus”.

O pregador precisa ler não apenas a Palavra, mas também o mundo ao seu redor; precisa ler o texto antigo e a nova sociedade à sua volta. John Stott comenta que, “devemos estudar tanto o texto antigo quanto a cena moderna, tanto a Escritura quanto a cultura, tanto a Palavra quanto o mundo”,

Martyn Lloyd Jones recomenda que cada pregador deve ler toda a Bíblia pelo menos uma vez por ano. Ao mesmo tempo ele aconselha:

Não leia a Bíblia apenas para encontrar textos para sermões, mas leia-a porque é o próprio alimento que Deus providenciou para a sua alma, leia porque é a Palavra de Deus, porque é o meio pelo qual você conhece a Deus. Leia-a porque é o pão da vida e o maná providenciado para alimentar a sua alma bem como todo o seu ser”.

Além da Bíblia, todo pregador deve ser um sério estudante de teologia enquanto viver. Deve também estudar história da igreja, biografias, apologética, bem como outros tipos de leituras. O pregador deve se inteirar da história da igreja, porque a história é a grande intérprete da providência e da Escritura.

W. A. Criswell, um doa maiores pregadores expositivos da atualidade, pastor da Primeira Igreja Batista de Dallas, uma igreja com mais de vinte mil membros, diz que o púlpito requer estudo constante, sem o que nenhum pregador pode atender as necessidades do seu povo. Nenhum homem pode atender as demandas de um púlpito de ele não estuda constante e seriamente. Como um pregador que expôs toda a Bíblia, de Gêneses a Apocalipse em sua igreja, Criswell alerta que o ministro deve ser um estudante em todo lugar. Ele deve consagrar uma parte específica de cada dia para dedicar-se severa e sistematicamente ao estudo privativo. O pregador precisa estar cheio da verdade de Deus, porque se a mensagem tem um pequeno custo para o pregador, ela também terá um pequeno valor para a congregação. Criswell faz sua avaliação sobre a pregação contemporânea:

Não há dúvida de que a maioria dos sermões tem sido ralo como uma sopa feita dos mesmos ossos durante o ano inteiro. Muitos pregadores usam clichês vazios de significado. A mensagem de muitos púlpitos tem sido banal e comum. Muitos pregadores estão cansados da sua própria maneira de pregar, visto que eles mesmos não têm fogo, nem entusiasmo, nem zelo, nem expectativa. Nossa pregação precisa alcançar continuamente nova profundidade em graça e em verdade e nova altitude de frescor em conteúdo. Sem esta firme e consistente apresentação do ensino da Santa Palavra de Deus, nosso povo cairá em toda sorte de erro, em muitas conhecidas heresias, e se tornará presa fácil de qualquer demagogia eclesiástica que flutue no mercado religioso”.

Deus mesmo prometeu dar pastores à sua igreja: ”eu lhes darei governantes (pastores) conforme a minha vontade, que os dirigirão com sabedoria e com entendimento” (Jr 3.15). Se os pastores não forem homens de conhecimento, jamais poderão realizar o seu ministério de ensino e instrução ao povo de Deus. O conhecimento de que fala o profeta Jeremias refere-se tanto ao conhecimento da mente como o conhecimento do coração. É o conhecimento da verdade cristã aliado à experiência cristã. É impossível ter graça no coração sem luz na cabeça. É impossível ter experiências gloriosas sem o conhecimento das Escrituras. O conhecimento do coração sem o conhecimento da mente não faz sentido. O conhecimento apenas da mente sem piedade produz aridez. A experiência sem conhecimento produz emocionalismo e misticismo. Isto é como fogo sem calor, é inútil. John Shaw declara que,

Os ministros segundo o coração de Deus, em vários aspectos são aqueles que tem uma mente cheia de conhecimento e um coração cheio de graça. Para um ministro alimentar os seus ouvintes com conhecimento e inteligência sem ser ele mesmo um homem com conhecimento e inteligência, seria tão impossível como ver sem os olhos ou ouvir sem os ouvidos”.

Infelizmente, há muitos pregadores despreparados no púlpito. Jay Adams comenta:

Boa pregação exige trabalho árduo. De tanto ouvir sermões e falar com centenas de pregadores sobre pregação, estou convencido de que a principal causa da pobre pregação dos nossos dias é o fracasso dos pregadores em dedicarem tempo adequado, mais empenho e energia na preparação, talvez até mesmo a maioria deles, simplesmente não investe tempo suficiente em seus sermões”.

Nós vivemos em um tempo de pregação pobre, aguada e mal-preparada. O pregador não pode viver se alimentando de leite magro durante a semana e querer pregar “leite tipo A” no domingo.

Muitos pregadores não têm lidado corretamente com a Palavra de Deus. Muitos têm até mesmo distorcido a mensagem de Deus. Outros ainda têm mercadejado as Escrituras. Não poucos têm furtado a própria palavra de Deus e pregado filosofias humanas, doutrinas de homens, visões e sonhos de seus próprios corações. Muitos pregadores têm dado pedra em vez de pão ao povo de Deus. Outros têm dado palha em vez de pastos suculentos para o rebanho de cristo. Há ainda aqueles que têm dado ao povo de Deus veneno e não alimento, serpentes e não peixes para suas refeições espirituais.

O Brasil tem experimentado um explosivo crescimento das igrejas evangélicas, especialmente as neo-pentecostais. Embora muitas pessoas sejam alcançadas, a maioria delas não tem recebido um ensino fiel e consistente das Escrituras. Temos visto o sincretismo religioso prevalecendo em muitos púlpitos evangélicos. O misticismo tem prosperado largamente no solo brasileiro. Como resultado, temos visto uma geração analfabeta da Bíblia. Muitas pessoas procuram milagres e coisas extraordinárias, mas não o conhecimento da Palavra de Deus. Elas buscam experiência, mas não conhecimento. Estão obcecadas por prosperidade e cura e não pela salvação. Estão à procura da luz interior, mas não da verdade. As pessoas hoje desejam sentir-se bem, mas não ser confrontadas pela Palavra de Deus. Infelizmente, muitos pregadores que brandem a espada do Espírito não sabem usá-la com destreza. Carregam a Bíblia, mas desconhecem o seu conteúdo. Pregam-na, mas distorcem sua mensagem. Elas lêem a Bíblia, mas não a interpretam com acuidade. Tais pregadores ensinam a Bíblia, mas apenas para reforçar seus interesses inconfessos. Usam-na contra ela mesma. Assim, pregam não a Bíblia, mas os pensamentos enganosos de seus próprios corações.

Por outro lado, há também pregadores liberais. O liberalismo, fruto do racionalismo e do iluminismo, tem entrado nos seminários, tem subido às cátedras das escolas de teologia e conduzido milhares de estudantes à apostasia. Estes, arrotando uma falsa erudição, sobem no púlpito, mas seus lábios destilam veneno mortífero. Sonegam a Palavra de Deus ao povo e colocam-se acima dela. Eles dão mais valor à tresloucada sabedoria humana do que à verdade eterna de Deus. O liberalismo nega a inerrância, a infabilidade e a suficiência das escrituras. O liberalismo é um veneno mortífero. Onde ele chega, destrói a igreja. O liberalismo tem matado muitas igrejas ao redor do mundo. O liberalismo tem fechado muitas igrejas. Eu mesmo já visitei muitos templos vazios nos Estados Unidos, Canadá e em vários países da Europa, onde o rebanho de Deus foi disperso por causa do liberalismo teológico. O pernicioso ensino do liberalismo tem dispersado o rebanho de deus onde quer que ele chega. Onde o liberalismo prevalece, a igreja morre. Devemos rejeitar e combater o liberalismo com todas as nossas forças. Tanto o misticismo quanto o liberalismo são perniciosos. Ambos devem ser confrontados com a Palavra de Deus. Ambos se desviaram das Escrituras. Ambos são um estorvo para o crescimento saudável da igreja.

Mais do que nunca estamos precisando retornar ao principio da reforma do Sola Scriptura. Os ministros precisam estudar as escrituras com mais intensidade e acuidade. O pregador precisa ter fome da Palavra de Deus (Am 8.11). Somente a pregação da Palavra de Deus pode levar a igreja à maturidade e pode produzir os frutos que glorificam a Deus. A Palavra de Deus é eterna, não muda, não se torna ultrapassada nem desatualizada. Ela foi o instrumento que Deus usou para trazer grandes reavivamentos na história. A Palavra de Deus produziu a reforma nos dias do rei Josias. Semelhantemente, a Palavra de Deus trouxe vida a Israel quando a nação estava como um vale de ossos secos. A Palavra de Deus produziu uma grande restauração nos dias de Esdras e Neemias. Em Jerusalém, o reavivamento espalhou-se quando a Palavra de Deus foi proclamada sob o poder do Espírito Santo. Quando a Palavra de Deus foi proclamada pelos crentes, o reavivamento espalhou-se para além das fronteiras de Jerusalém (At 8.1-4). O reavivamento de Éfeso foi o resultado do crescimento da Palavra de Deus (At 19.20). Em Tessalônica, o grande despertamento ocorreu como resultado da proclamação da Palavra de Deus (I Ts 1.5-8). A Reforma do século XVI foi um retorno às Escrituras. Os grandes reavivamentos da história foram uma restauração da centralidade das Escrituras. O cristianismo é a religião de um único livro. A sublime, mais importante e urgente tarefa do pregador é devotar-se, ele mesmo, ao estudo, a observância e pregação da Palavra de Deus (Es 7.10).

Infelizmente, a tendência contemporânea está inclinada a remover a centralidade da Palavra de Deus em favor da liturgia. O culto está sendo transformado num festival musical, em que o som e as cores tomaram o lugar do púlpito; os cantores tomaram o lugar do pregador e a performance o lugar da unção. A falta de atenção à pregação da Palavra é um sinal da superficialidade da religião em nossos dias. “Sermãozinhos geram cristãozinhos”.

“Um cristianismo de sermões pequenos é um cristianismo de fibra pequena”. Nós devemos orar para que os pregadores sejam homens da Palavra! Os pregadores precisam desesperadamente retornar à Palavra de Deus. Todo pregador precisa ter paixão pela Palavra de Deus. Ele deve lê-la, conhecê-la, obedecê-la e pregá-la com autoridade e no poder do Espírito Santo.

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Unção


A ação do Espírito Santo
Sem a presença, a obra, o poder e a unção do Espírito Santo a igreja será como um vale de ossos secos. Sem a obra do Espírito Santo não haverá pregação, não haverá pessoas convertidas e também não haverá crescimento saudável da igreja. A obra do Espírito Santo é tão importante quanto a obra da redenção que Cristo realizou na cruz. Somente o Espírito Santo pode aplicar a obra de Deus no coração do homem. Somente o Espírito Santo pode transformar corações e produzir vida espiritual. “Nenhuma eloqüência ou retórica humana poderia convencer homens mortos em seus delitos e pecados acerca da verdade de Deus”. Charles Spurgeon declara:

Se eu me esforçasse para ensinar um tigre a respeito das vantagens de uma vida vegetariana, teria mais esperança em meu esforço do que tentar convencer um homem que ainda não nasceu de novo acerca das verdades reveladas de Deus concernentes ao pecado, à justiça e ao juízo vindouro. Essas verdades espirituais são repugnantes aos homens carnais, e uma mente carnal não pode receber as coisas de Deus”.

Sem a unção do Espírito Santo nossos sermões tornar-se-ão sem vida e sem poder. É o Espírito quem aplica a Palavra e ela não opera á parte do Espírito. Na mesma linha de raciocínio Spurgeon dá o seu conselho aos pregadores: “Nós devemos depender do Espírito em nossa pregação”. Spurgeon sempre subia os quinze degraus do seu púlpito dizendo, “eu creio no Espírito santo”. Jay Adams diz que o Espírito Santo transforma tanto o pregador quanto a sua pregação. Arturo Azudia sabiamente declara:

O alvo da pregação é diferente de qualquer outro discurso público. O sermão tem objetivos mais profundos. Ele pode, mediante o poder do Espírito, renovar e purificar os corações. Se ele falhar nesse intento, terá fracassado completamente. E ele sempre falhará se não for acompanhado do poder do alto. A renovação da alma é o que nenhum homem com toda a sua riqueza de aprendizado, erudição e poder de comunicação pode fazer. Essa obra não é feita nem por força, nem por poder, mas pelo Espírito de Deus”.

Conhecimento é importante, mas não é suficiente. Conhecimento, embora seja vital, nada pode fazer sem a unção do Espírito Santo. Você pode ter conhecimento e pode ser meticuloso em sua preparação, mas se não tiver a unção do Espírito, não terá poder e suas pregação não será eficaz.

A unção vem através de uma vida de oração. Outras coisas preciosas são dadas ao pregador através da oração e de outras coisas, mas a unção vem somente de uma vida de oração. Nada revela tanto a pobreza das nossas orações em secreto quanto a ausência da unção do Espírito em nossas vidas e pregação. Uma pregação bonita, retoricamente bem elaborada, exegeticamente meticulosa, teologicamente consistente geralmente revela a erudição e a capacidade do pregador. Mas somente a unção do Espírito Santo revela a presença de Deus. À parte da capacitação do Espírito Santo no ato da proclamação, a melhor técnica retórica fracassará totalmente em seu objetivo de transformar aqueles a quem nós pregamos.

Todas as coisas em seu ministério de pregação dependem da presença, do poder e da plenitude do Espírito. A eloqüência pode ser aprendida, mas a unção precisa ser recebida do alto. Os seminários podem ensinar os estudantes a ser grandes oradores, mas somente o Espírito Santo pode capacitá-los a ser pregadores cheios do poder. Livros de homilética podem ajudar os pregadores a preparar melhor os seus sermões, mas somente o Espírito Santo pode preparar eficazmente os pregadores. “Unção não se aprende através de retórica. Ela não é conseguia através da imitação de outros pregadores. Somente o Espírito Santo pode conceder unção ao pregador”. Unção representa a efusão do Espírito. Isto não é idêntico à mera animação. Toda paixão do pregador não constitui unção. Assim como os santos sentimentos sugerem uma obra interior do Espírito, a unção enfatiza a manifestação externa do revestimento de poder. A unção é o Espírito Santo descendo sobre o pregador de forma especial, capacitando-o com poder, de tal maneira que ele realiza a obra da pregação de forma tão elevada, que ele passa a ser usado pelo Espírito e se transforma em um canal através de quem o Espírito Santo opera.

Não é bastante apenas pregar sobre o poder, é preciso experimentá-lo. Não é suficiente apenas falar acerca das coisas extraordinárias, é necessário viver uma vida extraordinária. Não é suficiente apenas pregar aos ouvidos, é necessário também pregar aos olhos. Os ouvintes têm ouvido dos pregadores grandes sermões, mas não têm visto grandes obras em suas vidas. Pregar sobre o poder do Espírito Santo é uma coisa, viver poderosamente sob a unção do Espírito é outra completamente diferente. Uma coisa é ter o Espírito como residente, outra é tê-lo como presidente. Uma coisa é possuir o Espírito, outra é ser possuído por Ele. Uma coisa é ser habitado pelo Espírito Santo, outra coisa é ser cheio do Espírito. Quando o Espírito Santo foi derramado no Pentecoste, os discípulos receberam poder para testemunhar (At 1.8). Sem poder não há testemunho. Um poderoso testemunho demonstra evidências. Jesus enviou esta mensagem para João Batista, quando este estava assaltado por dúvidas na prisão:

Jesus respondeu: ‘Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres’” Mateus 11.4-5.

Deus fez grandes coisas através de Filipe em Samaria. Filipe pregou aos ouvidos e aos olhos também. O povo não apenas ouviu, mas também viu as maravilhas que Deus realizara através de Filipe. O evangelista Lucas relata:

Indo Filipe para uma cidade de Samaria, ali lhes anunciava o Cristo. Quando a multidão ouviu Filipe e viu sinais miraculosos que ele realizava, deu unânime atenção ao que ele dizia. Os espíritos imundos saíam de muitos, dando gritos, e muitos paralíticos e mancos foram curados. Assim, houve grande alegria naquela cidade” Atos 8.5-8.

Semelhantemente, o apostolo Paulo pregou sob a influencia e poder do Espírito Santo. Ele mesmo testemunha, “porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos entre vocês, em seu favor” (I Ts 1.5). À igreja de Corinto, Paulo diz, “minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito” (I Co 2.4).


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