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nr-17-atualizada-2021


Este texto não substitui o publicado no DOU 
NR 17 - ERGONOMIA 
Publicação 
D.O.U. 
Portaria MTb n.º 3.214, de 08 de junho de 1978
06/07/78 
Alterações/Atualizações 
D.O.U. 
Portaria MTPS n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990
26/11/90 
Portaria SIT n.º 08, de 30 de março de 2007
02/04/07 
Portaria SIT n.º 09, de 30 de março de 2007
02/04/07 
Portaria SIT n.º 13, de 21 de junho de 2007
26/06/07 
Portaria MTb n.º 876, de 24 de outubro de 2018
Rep. 26/10/18 
Portaria MTP n.º 423, de 07 de outubro de 2021
08/10/21 
(Redação dada pela Portaria MTP n.º 423 de 07 de outubro de 2021) 
SUMÁRIO 
17.1 Objetivo 
17.2 Campo de Aplicação 
17.3 Avaliação das situações de trabalho 
17.4 Organização do trabalho 
17.5 Levantamento, transporte e descarga individual de cargas 
17.6 Mobiliário dos postos de trabalho 
17.7 Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais 
17.8 Condições de conforto no ambiente de trabalho 
Anexo I - Trabalho dos Operadores de Checkout 
Anexo II - Trabalho em Teleatendimento/Telemarketing 
17.1 Objetivo 
17.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR visa estabelecer as diretrizes e os requisitos que 
permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos 
trabalhadores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no 
trabalho. 
17.1.1.1 As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e 
descarga de materiais, ao mobiliário dos postos de trabalho, ao trabalho com máquinas, 
equipamentos e ferramentas manuais, às condições de conforto no ambiente de trabalho e à 
própria organização do trabalho. 
17.2 Campo de Aplicação 
17.2.1 Esta Norma se aplica a todas as situações de trabalho, relacionadas às condições previstas 
no subitem 17.1.1.1, das organizações e dos órgãos públicos da administração direta e indireta, 
bem como dos órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público que possuam 
empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. 
17.2.2 Nos termos previstos em lei, aplica-se o disposto nesta NR a outras relações jurídicas. 
17.3 Avaliação das situações de trabalho 


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17.3.1 A organização deve realizar a avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho 
que, em decorrência da natureza e conteúdo das atividades requeridas, demandam adaptação às 
características psicofisiológicas dos trabalhadores, a fim de subsidiar a implementação das 
medidas de prevenção e adequações necessárias previstas nesta NR. 
17.3.1.1 A avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho pode ser realizada por meio 
de abordagens qualitativas, semiquantitativas, quantitativas ou combinação dessas, dependendo 
do risco e dos requisitos legais, a fim de identificar os perigos e produzir informações para o 
planejamento das medidas de prevenção necessárias. 
17.3.1.2 A avaliação ergonômica preliminar pode ser contemplada nas etapas do processo de 
identificação de perigos e de avaliação dos riscos descrito no item 1.5.4 da Norma 
Regulamentadora nº 01 (NR 01) – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. 
17.3.1.2.1 A avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho deve ser registrada pela 
organização. 
17.3.2 A organização deve realizar Análise Ergonômica do Trabalho - AET da situação de trabalho 
quando: 
a) observada a necessidade de uma avaliação mais aprofundada da situação; 
b) identificadas inadequações ou insuficiência das ações adotadas;
c) sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, nos termos do Programa de 
Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO e da alínea “c” do subitem 1.5.5.1.1 da NR 01; ou 
d) indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de acidentes e doenças 
relacionadas ao trabalho, nos termos do Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR. 
17.3.3 A AET deve abordar as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta NR, incluindo as 
seguintes etapas: 
a) análise da demanda e, quando aplicável, reformulação do problema; 
b) análise do funcionamento da organização, dos processos, das situações de trabalho e da 
atividade; 
c) descrição e justificativa para definição de métodos, técnicas e ferramentas adequados para a 
análise e sua aplicação, não estando adstrita à utilização de métodos, técnicas e ferramentas 
específicos; 
d) estabelecimento de diagnóstico; 
e) recomendações para as situações de trabalho analisadas; e 
f) restituição dos resultados, validação e revisão das intervenções efetuadas, quando necessária, 
com a participação dos trabalhadores. 
17.3.4 As Microempresas – ME e Empresas de Pequeno Porte – EPP enquadradas como graus de 
risco 1 e 2 e o Microempreendedor Individual – MEI não são obrigados a elaborar a AET, mas 
devem atender todos os demais requisitos estabelecidos nesta NR, quando aplicáveis. 
17.3.4.1 As ME ou EPP enquadradas como graus de risco 1 e 2 devem realizar a AET quando 
observadas as situações previstas nas alíneas “c” e “d” do item 17.3.2. 


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17.3.5 Devem integrar o inventário de riscos do PGR: 
a) os resultados da avaliação ergonômica preliminar; e 
b) a revisão, quando for o caso, da identificação dos perigos e da avaliação dos riscos, conforme 
indicado pela AET. 
17.3.6 Devem ser previstos planos de ação, nos termos do PGR, para: 
a) as medidas de prevenção e adequações decorrentes da avaliação ergonômica preliminar
atendido o previsto nesta NR; e 
b) as recomendações da AET. 
17.3.7 O relatório da AET, quando realizada, deve ficar à disposição na organização pelo prazo de 
20 (vinte) anos. 
17.3.8 A organização deve garantir que os empregados sejam ouvidos durante o processo da 
avaliação ergonômica preliminar e na AET. 
17.4 Organização do trabalho 
17.4.1 A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração: 
a) as normas de produção; 
b) o modo operatório, quando aplicável; 
c) a exigência de tempo; 
d) o ritmo de trabalho; 
e) o conteúdo das tarefas e os instrumentos e meios técnicos disponíveis; e 
f) os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde do trabalhador. 
17.4.2 Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do tronco, do pescoço, 
da cabeça, dos membros superiores e dos membros inferiores, devem ser adotadas medidas 
técnicas de engenharia, organizacionais e/ou administrativas, com o objetivo de eliminar ou 
reduzir essas sobrecargas, a partir da avaliação ergonômica preliminar ou da AET. 
17.4.3 Devem ser implementadas medidas de prevenção, a partir da avaliação ergonômica 
preliminar ou da AET, que evitem que os trabalhadores, ao realizar suas atividades, sejam 
obrigados a efetuar de forma contínua e repetitiva: 
a) posturas extremas ou nocivas do tronco, do pescoço, da cabeça, dos membros superiores e/ou 
dos membros inferiores; 
b) movimentos bruscos de impacto dos membros superiores; 
c) uso excessivo de força muscular; 
d) frequência de movimentos dos membros superiores ou inferiores que possam comprometer a 
segurança e a saúde do trabalhador; 
e) exposição a vibrações, nos termos do Anexo I da Norma Regulamentadora nº 09 - Avaliação e 
Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos; ou 


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f) exigência cognitiva que possa comprometer a segurança e saúde do trabalhador. 
17.4.3.1 As medidas de prevenção devem incluir duas ou mais das seguintes alternativas: 
a) pausas para propiciar a recuperação psicofisiológica dos trabalhadores, que devem ser 
computadas como tempo de trabalho efetivo; 
b) alternância de atividades com outras tarefas que permitam variar as posturas, os grupos 
musculares utilizados ou o ritmo de trabalho; 
c) alteração da forma de execução ou organização da tarefa; e 
d) outras medidas técnicas aplicáveis, recomendadas na avaliação ergonômica preliminar ou na 
AET. 
17.4.3.1.1 Quando não for possível adotar as alternativas previstas nas alíneas “c” e “d” do 
subitem 17.4.3.1, devem obrigatoriamente ser adotadas pausas e alternância de atividades 
previstas, respectivamente, nas alíneas “a” e “b” do subitem 17.4.3.1. 
17.4.3.2 Para que as pausas possam propiciar descanso e recuperação psicofisiológica dos 
trabalhadores, devem ser observados os requisitos mínimos: 
a) a introdução das pausas não pode ser acompanhada de aumento da cadência individual; e 
b) as pausas devem ser usufruídas fora dos postos de trabalho. 
17.4.3.3 Deve ser assegurada a saída dos postos de trabalho para satisfação das necessidades 
fisiológicas dos trabalhadores nos termos do item 24.9.8 da Norma Regulamentadora nº 24 (NR 
24) - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho, independentemente da fruição 
das pausas. 
17.4.4 Todo e qualquer sistema de avaliação de desempenho para efeito de remuneração e 
vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos 
trabalhadores. 
17.4.5 A concepção dos postos de trabalho deve levar em consideração os fatores organizacionais 
e ambientais, a natureza da tarefa e das atividades e facilitar a alternância de posturas. 
17.4.6 As dimensões dos espaços de trabalho e de circulação, inerentes à execução da tarefa, 
devem ser suficientes para que o trabalhador possa movimentar os segmentos corporais 
livremente, de maneira a facilitar o trabalho, reduzir o esforço do trabalhador e não exigir a 
adoção de posturas extremas ou nocivas. 
17.4.7 Os superiores hierárquicos diretos dos trabalhadores devem ser orientados para buscar no 
exercício de suas atividades: 
a) facilitar a compreensão das atribuições e responsabilidades de cada função; 
b) manter aberto o diálogo de modo que os trabalhadores possam sanar dúvidas quanto ao 
exercício de suas atividades; 
c) facilitar o trabalho em equipe; e 
d) estimular tratamento justo e respeitoso nas relações pessoais no ambiente de trabalho. 


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17.4.7.1 A organização com até 10 (dez) empregados fica dispensada do atendimento ao item 
17.4.7. 
17.5 Levantamento, transporte e descarga individual de cargas 
17.5.1 Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas por um trabalhador 
cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança. 
17.5.1.1 A carga suportada deve ser reduzida quando se tratar de trabalhadora mulher e de 
trabalhador menor nas atividades permitidas por lei. 
17.5.2 No levantamento, manuseio e transporte individual e não eventual de cargas, devem ser 
observados os seguintes requisitos: 
a) os locais para pega e depósito das cargas, a partir da avaliação ergonômica preliminar ou da 
AET, devem ser organizados de modo que as cargas, acessos, espaços para movimentação, alturas 
de pega e deposição não obriguem o trabalhador a efetuar flexões, extensões e rotações 
excessivas do tronco e outros posicionamentos e movimentações forçadas e nocivas dos 
segmentos corporais; e 
b) cargas e equipamentos devem ser posicionados o mais próximo possível do trabalhador, 
resguardando espaços suficientes para os pés, de maneira a facilitar o alcance, não atrapalhar os 
movimentos ou ocasionar outros riscos. 
17.5.2.1 É vedado o levantamento não eventual de cargas que possa comprometer a segurança e 
a saúde do trabalhador quando a distância de alcance horizontal da pega for superior a 60 cm 
(sessenta centímetros) em relação ao corpo. 
17.5.3 O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes, carros 
de mão ou qualquer outro aparelho mecânico devem observar a carga, a frequência, a pega e a 
distância percorrida, para que não comprometam a saúde ou a segurança do trabalhador. 
17.5.4 Na movimentação e no transporte manual não eventual de cargas, devem ser adotadas 
uma ou mais das seguintes medidas de prevenção: 
a) implantar meios técnicos facilitadores; 
b) adequar o peso e o tamanho da carga (dimensões e formato) para que não provoquem o 
aumento do esforço físico que possa comprometer a segurança e a saúde do trabalhador; 
c) limitar a duração, a frequência e o número de movimentos a serem efetuados pelos 
trabalhadores; 
d) reduzir as distâncias a percorrer com cargas, quando aplicável; e 
e) efetuar a alternância com outras atividades ou pausas suficientes, entre períodos não 
superiores a duas horas. 
17.5.5 Todo trabalhador designado para o transporte manual não eventual de cargas deve receber 
orientação quanto aos métodos de levantamento, carregamento e deposição de cargas. 
17.5.6 O capítulo 17.5 Levantamento, transporte e descarga individual de cargas desta NR não se 
aplica a levantamento, transporte e movimentação de pessoas. 


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17.6 Mobiliário dos postos de trabalho 
17.6.1 O conjunto do mobiliário do posto de trabalho deve apresentar regulagens em um ou mais 
de seus elementos que permitam adaptá-lo às características antropométricas que atendam ao 
conjunto dos trabalhadores envolvidos e à natureza do trabalho a ser desenvolvido. 
17.6.2 Sempre que o trabalho puder ser executado alternando a posição de pé com a posição 
sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para favorecer a alternância das 
posições. 
17.6.3 Para trabalho manual, os planos de trabalho devem proporcionar ao trabalhador condições 
de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos: 
a) características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação dos segmentos 
corporais de forma a não comprometer a saúde e não ocasionar amplitudes articulares excessivas 
ou posturas nocivas de trabalho; 
b) altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a 
distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; 
c) área de trabalho dentro da zona de alcance manual e de fácil visualização pelo trabalhador; 
d) para o trabalho sentado, espaço suficiente para pernas e pés na base do plano de trabalho, para 
permitir que o trabalhador se aproxime o máximo possível do ponto de operação e possa 
posicionar completamente a região plantar, podendo utilizar apoio para os pés, nos termos do 
item 17.6.4; e 
e) para o trabalho em pé, espaço suficiente para os pés na base do plano de trabalho, para 
permitir que o trabalhador se aproxime o máximo possível do ponto de operação e possa 
posicionar completamente a região plantar. 
17.6.3.1 A área de trabalho dentro da zona de alcance máximo pode ser utilizada para ações que 
não prejudiquem a segurança e a saúde do trabalhador, sejam elas eventuais ou também, 
conforme AET, as não eventuais. 
17.6.4 Para adaptação do mobiliário às dimensões antropométricas do trabalhador, pode ser 
utilizado apoio para os pés sempre que o trabalhador não puder manter a planta dos pés 
completamente apoiada no piso. 
17.6.5 Os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e 
dimensões que possibilitem fácil alcance, além de atender aos requisitos estabelecidos no item 
17.6.3. 
17.6.6 Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos 
mínimos: 
a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida; 
b) sistemas de ajustes e manuseio acessíveis; 
c) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; 
d) borda frontal arredondada; e 


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e) encosto com forma adaptada ao corpo para proteção da região lombar. 
17.6.7 Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados em pé, devem ser colocados 
assentos com encosto para descanso em locais em que possam ser utilizados pelos trabalhadores 
durante as pausas. 
17.6.7.1 Os assentos previstos no item 17.6.7 estão dispensados do atendimento ao item 17.6.6. 
17.7 Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais. 
17.7.1 O trabalho com máquinas e equipamentos deve atender, em consonância com a Norma 
Regulamentadora nº 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos, além das demais 
disposições desta NR, aos aspectos constantes neste capítulo. 
17.7.2 Os fabricantes de máquinas e equipamentos devem projetar e construir os componentes, 
como monitores de vídeo, sinais e comandos, de forma a possibilitar a interação clara e precisa 
com o operador objetivando reduzir possibilidades de erros de interpretação ou retorno de 
informação, nos termos do item 12.9.2 da NR 12. 
17.7.2.1 A localização e o posicionamento do painel de controle e dos comandos devem facilitar o 
acesso, o manejo fácil e seguro e a visibilidade da informação do processo. 
17.7.3 Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo 
devem permitir ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas. 
17.7.3.1 Os equipamentos devem ter condições de mobilidade suficiente para permitir o ajuste da 
tela do equipamento à iluminação do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar 
corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador. 
17.7.3.2 Nas atividades com uso de computador portátil de forma não eventual em posto de 
trabalho, devem ser previstas formas de adaptação do teclado, do mouse ou da tela a fim de 
permitir o ajuste às características antropométricas do trabalhador e à natureza das tarefas a 
serem executadas.
17.7.4 Devem ser dotados de dispositivo de sustentação os equipamentos e ferramentas manuais 
cujos pesos e utilização na execução das tarefas forem passíveis de comprometer a segurança ou a 
saúde dos trabalhadores ou adotada outra medida de prevenção, a partir da avaliação ergonômica 
preliminar ou da AET. 
17.7.5 A concepção das ferramentas manuais deve atender, além dos demais itens desta NR, aos 
seguintes aspectos: 
a) facilidade de uso e manuseio; e 
b) evitar a compressão da palma da mão ou de um ou mais dedos em arestas ou quinas vivas. 
17.7.6 A organização deve selecionar as ferramentas manuais para que o tipo, formato e a textura 
da empunhadura sejam apropriados à tarefa e ao eventual uso de luvas. 
17.8 Condições de conforto no ambiente de trabalho 


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17.8.1 Em todos os locais e situações de trabalho deve haver iluminação, natural ou artificial, geral 
ou suplementar, apropriada à natureza da atividade. 
17.8.2 A iluminação deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos 
incômodos, sombras e contrastes excessivos. 
17.8.3 Em todos os locais e situações de trabalho internos, deve haver iluminação em 
conformidade com os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho 
estabelecidos na Norma de Higiene Ocupacional nº 11 (NHO 11) da Fundacentro - Avaliação dos 
Níveis de Iluminamento em Ambientes Internos de Trabalho, versão 2018. 
17.8.4 Nos locais de trabalho em ambientes internos onde são executadas atividades que exijam 
manutenção da solicitação intelectual e atenção constantes, devem ser adotadas medidas de 
conforto acústico e de conforto térmico, conforme disposto nos subitens seguintes. 
17.8.4.1 A organização deve adotar medidas de controle do ruído nos ambientes internos com a 
finalidade de proporcionar conforto acústico nas situações de trabalho. 
17.8.4.1.1 O nível de ruído de fundo para o conforto deve respeitar os valores de referência para 
ambientes internos de acordo com sua finalidade de uso estabelecidos em normas técnicas 
oficiais. 
17.8.4.1.2 Para os demais casos, o nível de ruído de fundo aceitável para efeito de conforto 
acústico será de até 65 dB(A), nível de pressão sonora contínuo equivalente ponderado em A e no 
circuito de resposta Slow (S). 
17.8.4.2 A organização deve adotar medidas de controle da temperatura, da velocidade do ar e da 
umidade com a finalidade de proporcionar conforto térmico nas situações de trabalho, 
observando-se o parâmetro de faixa de temperatura do ar entre 18 e 25 °C para ambientes 
climatizados. 
17.8.4.2.1 Devem ser adotadas medidas de controle da ventilação ambiental para minimizar a 
ocorrência de correntes de ar aplicadas diretamente sobre os trabalhadores. 
17.8.5 Fica ressalvado o atendimento dos itens 17.8.3 e 17.8.4.2 nas situações em que haja 
normativa específica com a devida justificativa técnica de que não haverá prejuízo à segurança ou 
à saúde dos trabalhadores. 
ANEXO I da NR 17 
TRABALHO DOS OPERADORES DE CHECKOUT 
Sumário 
1. Objetivo 
2. Campo de Aplicação
3. Posto de trabalho 
4. Manipulação de mercadorias 
5. Organização do trabalho 
6. Aspectos psicossociais do trabalho 


Este texto não substitui o publicado no DOU 
7. Informação e capacitação dos trabalhadores
1. Objetivo 
1.1 Estabelecer as diretrizes e os requisitos para adequação das condições de trabalho dos 
operadores de checkout, visando à prevenção dos problemas de saúde e segurança relacionados 
ao trabalho. 
2. Campo de Aplicação 
2.1 Este Anexo aplica-se às organizações que desenvolvam atividade comercial utilizando sistema 
de autosserviço e checkout, como supermercados, hipermercados e comércio atacadista. 
3. Posto de trabalho 
3.1 Em relação ao mobiliário do checkout e às suas dimensões, incluindo distâncias e alturas, no 
posto de trabalho deve-se: 
a) atender às características antropométricas de 90% (noventa por cento) dos trabalhadores, 
respeitando os alcances dos membros e da visão, ou seja, compatibilizando as áreas de visão com 
a manipulação; 
b) assegurar a postura para o trabalho na posição sentada e em pé, e as posições confortáveis dos 
membros superiores e inferiores nessas duas situações; 
c) respeitar os ângulos limites e trajetórias naturais dos movimentos, durante a execução das 
tarefas, evitando a flexão e a torção do tronco; 
d) garantir um espaço adequado para livre movimentação do operador e colocação da cadeira, a 
fim de permitir a alternância do trabalho na posição em pé com o trabalho na posição sentada; 
e) manter uma cadeira de trabalho com assento e encosto para apoio lombar, com estofamento 
de densidade adequada, ajustáveis à estatura do trabalhador e à natureza da tarefa; 
f) colocar apoio para os pés, independente da cadeira; 
g) adotar, em cada posto de trabalho, sistema com esteira eletromecânica para facilitar a 
movimentação de mercadorias nos checkouts com comprimento de 2,70 m (dois metros e setenta 
centímetros) ou mais; 
h) disponibilizar sistema de comunicação com pessoal de apoio e supervisão; e 
i) manter mobiliário sem quinas vivas ou rebarbas, devendo os elementos de fixação (pregos, 
rebites, parafusos) ser mantidos de forma a não causar acidentes. 
3.2 Em relação ao equipamento e às ferramentas utilizadas pelos operadores de checkout para o 
cumprimento de seu trabalho, deve-se: 
a) escolhê-los de modo a favorecer os movimentos e ações próprias da função, sem exigência 
acentuada de força, pressão, preensão, flexão, extensão ou torção dos segmentos corporais; 
b) posicioná-los no posto de trabalho dentro dos limites de alcance manual e visual do operador, 
permitindo a movimentação dos membros superiores e inferiores e respeitando a natureza da 
tarefa; 
c) garantir proteção contra acidentes de natureza mecânica ou elétrica nos checkouts, com base 


Este texto não substitui o publicado no DOU 
no que está previsto nas normas regulamentadoras ou em outras normas técnicas oficiais; e 
d) mantê-los em condições adequadas de funcionamento. 
3.3 Em relação ao ambiente físico de trabalho e ao conjunto do posto de trabalho, deve-se: 
a) manter as condições de iluminamento, ruído e conforto térmico de acordo com o previsto na 
Norma Regulamentadora nº 17 (NR 17), bem como as medidas de prevenção previstas no 
Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR quanto aos agentes físicos e químicos; 
b) proteger os operadores de checkout contra correntes de ar, vento ou grandes variações 
climáticas, quando necessário; e 
c) utilizar superfícies que evitem reflexos incômodos no campo visual do trabalhador. 
3.4 Na concepção do posto de trabalho do operador de checkout, deve-se prever a possibilidade 
de fazer adequações ou ajustes localizados, exceto nos equipamentos fixos, considerando o 
conforto dos operadores. 
4. Manipulação de mercadorias 
4.1 A organização deve envidar esforços a fim de que a manipulação de mercadorias não acarrete 
o uso de força muscular excessiva por parte dos operadores de checkout, por meio da adoção de 
um ou mais dos seguintes itens, cuja escolha fica a critério da organização: 
a) negociação do tamanho e volume das embalagens de mercadorias com fornecedores; 
b) uso de equipamentos e instrumentos de tecnologia adequada; 
c) formas alternativas de apresentação do código de barras da mercadoria ao leitor ótico, quando 
existente; 
d) disponibilidade de pessoal auxiliar, quando necessário; e 
e) outras medidas que ajudem a reduzir a sobrecarga do operador na manipulação de 
mercadorias. 
4.2 A organização deve adotar mecanismos auxiliares sempre que, em função do grande volume 
ou excesso de peso das mercadorias, houver limitação para a execução manual das tarefas por 

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