Manual de Primeiros Socorros 2003 Ministério da Saúde



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·Inspirar profundamente outra vez e continuar o procedimento na
forma descrita, repetindo o movimento tantas vezes quanto necessário
(cerca de 15 vezes por minuto) até que o acidentado possa receber
assistência médica.
Se a respiração do acidentado não tiver sido restabelecida após as
tentativas dessa manobra, ela poderá vir a ter parada cardíaca, tornando
necessária a aplicação de massagem cardíaca externa.
2.  Método Holger - Nielsen
·Deitar o acidentado de bruços com uma das mãos sobre a outra,
embaixo da cabeça.
·Virar a cabeça do acidentado de lado, deixando livres a boca e o nariz.
·Ajoelhar em frente à cabeça do acidentado e segurar cada um dos
braços do mesmo, logo acima dos cotovelos.
·Levantar os braços do acidentado até sentir resistência.
·Baixar os braços do acidentado.
·Colocar imediatamente, as palmas das mãos abertas sobre as costas
do acidentado (um pouco acima das axilas).
·Inclinar para frente o seu próprio corpo sem dobrar os cotovelos e
fazer pressão sobre as costas do acidentado, mantendo seus braços sobre
elas, mais ou menos na vertical.
·Prosseguir ritmadamente, repetindo os movimentos descritos no
item anterior, cerca de 10 vezes por minuto.

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Observação:
a)Para calcular a duração de cada tempo, contar baixo e sem pressa.
b) Assim que começar a respiração artificial, pedir a outra pessoa
para desapertar a roupa do acidentado, principalmente no peito e pescoço.
3. Método  Sylvester
Também aplicado quando não puder ser feito o método boca a boca.
·Colocar o acidentado deitado com o rosto para cima e pôr algo por
baixo dos seus ombros, para que ele fique com a cabeça inclinada para trás.
·Ajoelhar de frente para o acidentado e pôr a cabeça dele entre seus joelhos.
·Segurar os braços do acidentado pelos pulsos, cruzando-os e
comprimindo-os contra o peito dela.
·Segurar os braços do acidentado primeiro para cima, depois para
os lados e a seguir para trás, em movimentos sucessivos.
Massagem  Cardíaca  Externa ou Compressão Torácica
É o método efetivo de ressuscitação cardíaca que consiste em
aplicações rítmicas de pressão sobre o terço inferior do esterno.
O aumento generalizado da pressão no interior do tórax e a
compressão do coração fazem com que o sangue circule. Mesmo com a
aplicação perfeita das técnicas a quantidade de sangue que circula está
entre 10% a 30% do normal.
Para realizar a massagem cardíaca externa deve-se posicionar a vítima
em decúbito dorsal como já citado anteriormente.
Posicionar ajoelhado, ao lado do acidentado e num plano superior,
de modo que possa executar a manobra com os braços em extensão.
Em seguida apoiar as mãos uma sobre a outra, na metade inferior
do esterno, evitando fazê-lo sobre o apêndice xifóide, pois isso tornaria a
manobra inoperante e machucaria as vísceras. Não se deve permitir que o
resto da mão se apóie na parede torácica. A compressão deve ser feita
sobre a metade inferior do esterno, porque essa é a parte que está mais
próxima do coração. Com os braços em hiper-extensão, aproveite o peso
do seu próprio corpo para aplicar a compressão, tornando-a mais eficaz e
menos cansativa do que se utilizada a força dos braços.
Aplicar pressão suficiente para baixar o esterno de 3,8 a 5 centímetros
para um adulto normal e mantê-lo assim por cerca de meio segundo. O
ideal é verificar se a compressão efetuada é suficiente para gerar um pulso
carotídeo palpável Com isso se obtém uma pressão arterial média e um
contorno de onda de pulso próximo do normal.
   Capítulo I Geral

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Figura 7 - Técnica de massagem cardíaca externa

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Em seguida remover subitamente a compressão que, junto com a
pressão negativa, provoca o retorno de sangue ao coração. Isso sem retirar
as mãos do tórax da vítima, garantindo assim que não seja perdida a
posição correta das mãos.
As compressões torácicas e a respiração artificial devem ser
combinadas para que a ressuscitação cardío-respiratória seja eficaz. A
relação ventilações/compressões varia com a idade do acidentado e com
o número de pessoas que estão fazendo o atendimento emergencial.
A freqüência das compressões torácicas deve ser mantida em 80 a
100 por minuto. Com a pausa que é efetuada para ventilação, a freqüência
real de compressões cai para 60 por minuto.
A aplicação da massagem cardíaca externa pode trazer
conseqüências graves, muitas vezes fatais. Podemos citar dentre elas,
fraturas de costelas e do esterno, separação condrocostal, ruptura de
vísceras, contusão miocárdica e ruptura ventricular. Essas complicações,
no entanto, poderão ser evitadas se a massagem for realizada com a técnica
correta. É, portanto, muito importante que nos preocupemos com a correta
posição das mãos e a quantidade de força que deve ser aplicada.
A massagem cardíaca externa deve ser aplicada em combinação com
a respiração boca a boca. O ideal é conseguir alguém que ajude para que
as manobras não sofram interrupções devido ao cansaço.
É absolutamente contra indicado cessar as massagens por
um tempo superior a alguns segundos, pois a corrente
sangüínea produzida pela compressão externa é inferior à
normal, representando apenas de 40 a 50% da circulação
normal. Portanto, qualquer interrupção maior no processo
diminuirá a afluência de sangue no organismo.
O Quadro VIII dá as freqüências consideradas ideais, para o trabalho
de ressuscitação combinada de respiração boca a boca e massagem
cardíaca externa com um ou duas pessoas socorrendo.
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  Capítulo I Geral

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Quadro VIII - Freqüência das manobras de Ressuscitação Cardío-
respiratória
No caso de duas pessoas estarem socorrendo, a pessoa que se
encarrega da respiração boca a boca poderá controlar a pulsação carotídea.
Convém lembrar que o pulso palpado durante a massagem cardíaca externa
não é suficiente para indicar uma circulação eficaz. A sensação de pulso
pode ser devida à transmissão da compressão pelos tecidos moles. A
manutenção ou aparecimento da respiração espontânea durante a
massagem cardíaca externa, associada ou não à respiração boca a boca, é
o melhor indício de ressuscitação cardío-respiratória satisfatória.
Não se deve desanimar em obter a recuperação da
respiração e dos batimentos cardíacos do acidentado. É
preciso mandar que procurem socorro médico
especializado com a maior urgência. É preciso ter
paciência, calma e disposição. Qualquer interrupção na
tentativa de ressuscitação da vítima até a chegada de
socorro especializado implicará fatalmente em morte.
Reavaliação
· Verificar pulso carotídeo após um minuto de ressuscitação cardío-
respiratória e depois a cada três minutos.
· Se pulso presente, verificar presença de respiração eficaz.
- Respiração presente: manter a vítima sob observação.
- Respiração ausente: continuar os procedimentos de respiração
artificial e contatar com urgência o atendimento especializado.
· Se o pulso ausente, iniciar RCR pelas compressões torácicas.
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· Verificar diâmetro das pupilas.
Erros Comuns na Execução da Ressuscitação cardío-
respiratória
· Posição incorreta das mãos.
· Profundidade de compressões inadequada
· Incapacidade de manter um selamento adequado ao redor do nariz
e da boca durante a ventilação.
· Dobrar os cotovelos ou joelhos durante as compressões levando
ao cansaço.
· Ventilações com muita força e rapidez levando à distensão do
estômago.
· Incapacidade de manter as vias aéreas abertas.
· Não ativação rápida do atendimento especializado.
Estado   de   Choque
O choque é um complexo grupo de síndromes cardiovasculares
agudas que não possui, uma definição única que compreenda todas as
suas diversas causas e origens. Didaticamente, o estado de choque se dá
quando há mal funcionamento entre o coração, vasos sangüíneos (artérias
ou veias) e o sangue, instalando-se um desequilíbrio no organismo.
O choque é uma grave emergência médica. O correto atendimento
exige ação rápida e imediata. Vários fatores predispõem ao choque. Com a
finalidade de facilitar a análise dos mecanismos, considera-se especialmente
para estudo o choque hipovolêmico, por ter a vantagem de apresentar
uma seqüência bem definida. Há vários tipos de choque:
Choque Hipovolêmico
É o choque que ocorre devido à redução do volume intravascular
por causa da perda de sangue, de plasma ou de água perdida em diarréia
e vômito.
Choque Cardiogênico
Ocorre na incapacidade de o coração bombear um volume de sangue
suficiente para atender às necessidades metabólicas dos tecidos.
  Capítulo I Geral

48
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Choque Septicêmico
Pode ocorrer devido a uma infecção sistêmica.
Choque Anafilático
É uma reação de hipersensibilidade sistêmica, que ocorre quando
um indivíduo é exposto a uma substância à qual é extremamente alérgico.
Choque Neurogênico
É o choque que decorre da redução do tônus vasomotor normal
por distúrbio da função nervosa. Este choque pode ser causado, por
exemplo, por transecção da medula espinhal ou pelo uso de medicamentos,
como bloqueadores ganglionares ou depressores do sistema nervoso cen-
tral.
O reconhecimento da iminência de choque é de importância vital
para o salvamento da vítima, ainda que pouco possamos fazer para re-
verter a síndrome. Muitas vezes é difícil este reconhecimento, mas podemos
notar algumas situações predisponentes ao choque e adotar condutas
para evitá-lo ou retardá-lo. De uma maneira geral, a prevenção é
consideravelmente mais eficaz do que o tratamento do estado de choque.
O choque pode ser provocado por várias causas, especialmente de
origem traumáticas. Devemos ficar sempre atentos à possibilidade de
choque, pois a grande maioria dos acidentes e afecções abordadas neste
manual pode gerar choque, caso não sejam atendidos corretamente.
Causas Principais do Estado de Choque
· Hemorragias intensas (internas ou externas)
· Infarto
· Taquicardias
· Bradicardias
· Queimaduras graves
· Processos inflamatórios do coração
· Traumatismos do crânio e traumatismos graves de tórax e abdômen
· Envenenamentos
· Afogamento
· Choque elétrico
· Picadas de animais peçonhentos
· Exposição a extremos de calor e frio
· Septicemia

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No ambiente de trabalho, todas as causas citadas acima podem
ocorrer, merecendo especial atenção os acidentes graves com hemorragias
extensas, com perda de substâncias orgânicas em prensas, moinhos,
extrusoras, ou por choque elétrica, ou por envenenamentos por produtos
químicos, ou por exposição a temperaturas extremas.
Sintomas
A vítima de estado de choque ou na iminência de entrar em choque
apresenta geralmente os seguintes sintomas:
· Pele pálida, úmida, pegajosa e fria. Cianose (arroxeamento) de
extremidades, orelhas, lábios e pontas dos dedos.
· Suor intenso na testa e palmas das mãos.
· Fraqueza geral.
· Pulso rápido e fraco.
· Sensação de frio, pele fria e calafrios.
· Respiração rápida, curta, irregular ou muito difícil.
· Expressão de ansiedade ou olhar indiferente e profundo com pupilas
dilatadas, agitação.
· Medo (ansiedade).
· Sede intensa.
· Visão nublada.
· Náuseas e vômitos.
· Respostas insatisfatórias a estímulos externos.
· Perda total ou parcial de consciência.
· Taquicardia
Prevenção do Choque
Algumas providências podem ser tomadas para evitar o estado de
choque. Mas infelizmente não há muitos procedimentos de primeiros
socorros a serem tomados para tirar a vítima do choque.
Existem algumas providências que devem ser memorizadas com o
intuito permanente de prevenir o agravamento e retardar a instalação do
estado de choque.
DEITAR A VÍTIMA: A vítima deve ser deitada de costas. Afrouxar as
roupas da vítima no pescoço, peito e cintura e, em seguida, verificar se há
presença de prótese dentária, objetos ou alimento na boca e os retirar.
Os membros inferiores devem ficar elevados em relação ao corpo.
Isto pode ser feito colocando-os sobre uma almofada, cobertor dobrado
ou qualquer outro objeto. Este procedimento deve ser feito apenas se não
houver fraturas desses membros; ele serve para melhorar o retorno
sanguíneo e levar o máximo de oxigênio ao cérebro. Não erguer os membros
  Capítulo I Geral

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
inferiores da vítima a mais de 30 cm do solo. No caso de ferimentos no
tórax que dificultem a respiração ou de ferimento na cabeça, os membros
inferiores não devem ser elevados.
No caso de a vítima estar inconsciente, ou se estiver consciente,
mas sangrando pela boca ou nariz, deitá-la na posição lateral de segurança
(PLS), para evitar asfixia, conforme demonstrado na Figura 8.
Figura 8 - Posição lateral de segurança
RESPIRAÇÃO: Verificar quase que simultaneamente se a vítima respira.
Deve-se estar preparado para iniciar a respiração boca a boca, caso a
vítima pare de respirar.
PULSO: Enquanto as providências já indicadas são executadas,
observar o pulso da vítima.No choque o pulso da vítima apresenta-se rápido
e fraco (taquisfigmia).
CONFORTO: Dependendo do estado geral e da existência ou não de
fratura, a vítima deverá ser deitada da melhor maneira possível. Isso significa
observar se ela não está sentindo frio e perdendo calor. Se for preciso, a
vítima deve ser agasalhada com cobertor ou algo semelhante, como uma
lona ou casacos.
TRANQUILIZAR A VÍTIMA: Se o socorro médico estiver demorando,
tranqüilizar a vítima, mantendo-a calma sem demonstrar apreensão quanto
ao seu estado. Permanecer em vigilância junto à vítima para dar-lhe
segurança e para monitorar alterações em seu estado físico e de
consciência.
Em todos os casos de reconhecimento dos sinais e
sintomas de estado de choque, providenciar
imediatamente assistência especializada. A vítima vai
necessitar de tratamento complexo que só pode ser feito
por profissionais e recursos especiais para intervir nestes
casos.
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Transporte   de    Acidentados
Introdução
O transporte de acidentados é um determinante da boa prestação
de primeiros socorros. Um transporte mal feito, sem técnica, sem
conhecimentos pode provocar danos muitas vezes irreversíveis à integridade
física do acidentado. Existem várias maneiras de se transportar um
acidentado. Cada maneira é compatível com o tipo de situação em que o
acidentado se encontra e as circunstâncias gerais do acidente. Cada técnica
de transporte requer habilidade e maneira certa para seja executada. Quase
sempre é necessário o auxílio de outras pessoas, orientadas por quem
estiver prestando os primeiros socorros.
De uma maneira geral, o transporte bem realizado deve adotar
princípios de segurança para a proteção da integridade do acidentado;
conhecimento das técnicas para o transporte do acidentado consciente,
que não pode deambular; transporte do acidentado inconsciente; cuidados
com o tipo de lesão que o acidentado apresenta e técnicas e materiais
para cada tipo de transporte.
Em muitos tipos de transporte teremos de contar com o auxílio de
um, dois ou mais voluntários. Para estes casos a técnica correta também
varia de acordo com o número de pessoas que realizam o transporte. O
transporte de vítimas é assunto que suscita polêmicas. Devemos tentar
troca de informações entre pessoas que tenham experiências, no intuito
de transformá-las em exemplos úteis. Além disto, trata-se de assunto em
que a proficiência depende quase que exclusivamente de prática e
habilidade física. É importante praticar o máximo possível, até que se tenha
certeza de que não restam dúvidas.
Algumas regras e observações genéricas e teóricas devem ser
aprendidas e conscientizadas por todos, independentemente de suas
habilidades físicas para realizar o transporte de um acidentado. Apesar de
não ser de nossa competência é conveniente que conheçamos algumas
práticas relativas à atividade de resgate de vítimas de acidentes.
Resgate
A própria existência da atividade de primeiros socorros estabelece
implicitamente o atendimento do acidentado no próprio local da ocorrência
de uma emergência, acidente ou problema clínico. Muitas vezes, dadas às
proporções e circunstâncias em que ocorrem outros eventos, existe perigo
para quem está socorrendo e para as vítimas.
Se um acidentado, por exemplo, está se afogando, ou exposto a
  Capítulo I Geral

52
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
descargas elétricas, gases e outras substâncias tóxicas, inflamáveis ou
explosivas e corrosivas, o primeiro cuidado a ser tomado é o resgate do
mesmo. Quem socorre deverá ser capaz de identificar a quantidade e a
qualidade dos riscos que se apresentam em cada caso e saber como re-
solver o problema, evitando expor-se inutilmente. É preciso também ter
consciência da necessidade de agir rigorosamente dentro de seus limites e
de sua competência. Nos casos de resgate de vítimas de acidentes, só
depois de efetuado o resgate é que podemos assumir a iniciativa de prestar
os primeiros socorros.
Independentemente da atuação do pessoal da segurança, se existir,
quem for socorrer deverá estar sempre preparado para orientar ou realizar
ele mesmo o resgate. É preciso estudar com atenção as noções de resgate
que estão contidas nos itens sobre choque elétrico, incêndio, gases e
substâncias tóxicas. Deve ainda ter sempre consigo informações e números
de telefones dos hospitais, serviços de ambulância e centro de informações
tóxico-farmacológicas.
Transporte  de  Acidentados
As técnicas e orientações contidas aqui são as mesmas desenvolvidas,

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