LÍngua portuguesa e literatura brasileira



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LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA



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TEXTO 1
A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador.

[...]


Foram-se lá todos; e andaram entre eles. E segundo depois diziam, foram bem uma légua e meia a uma povoação, em que haveria nove ou dez casas, as quais diziam que eram tão compridas, cada uma, como esta nau capitânia. E eram de madeira, e das ilhargas de tábuas, e cobertas de palha, de razoável altura; e todas de um só espaço, sem repartição alguma, tinham de dentro muitos esteios; e de esteio a esteio uma rede atada com cabos em cada esteio, altas, em que dormiam. E de baixo, para se aquentarem, faziam seus fogos. E tinha cada casa duas portas pequenas, uma numa extremidade, e outra na oposta. E diziam que em cada casa se recolhiam trinta ou quarenta pessoas, e que assim os encontraram; e que lhes deram de comer dos alimentos que tinham, a saber muito inhame, e outras sementes que na terra dá, que eles comem.

[...]


Eles não lavram nem criam. Nem há aqui boi ou vaca, cabra, ovelha ou galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado ao viver do homem. E não comem senão deste inhame, de que aqui há muito, e dessas sementes e frutos que a terra e as árvores de si deitam.

[...]


Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem!
A CARTA de Pero Vaz de Caminha.

Disponível em:

Acesso em: 03 set. 2011.



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TEXTO 2
Nada mais bucólico que a cidadezinha de Chiloé. O tempo ali parece se arrastar. [...] As construções não ultrapassam três andares. São todas de madeira e ganharam uma suave pátina produzida pelo tempo. Casas com sótãos, janelas com cortinas delicadas, jardineiras floridas, pequenos objetos de decoração e penachos de fumaça saindo pelas chaminés indicam um interior aconchegante. Em toda parte, se sente o perfume da maresia trazida pelos ventos.

Em Chiloé, os homens são do mar, rostos marcados pelo frio. Vestem-se com agasalhos surrados e usam boinas bascas, típicas dos marinheiros espanhóis. [...]

A benevolência parece ser a marca registrada desses homens do mar. Nas comunidades persiste um dos principais legados da cultura chilote: a minga, uma forma de trabalho coletivo e solidário. [...]

Dia de minga é um dia especial. Participei de um deles, quando um grande número de pessoas se reuniu e, com parelhas de bois, arrastaram e mudaram de lugar nada menos que a casa inteira de um morador. Falei dessa solidariedade com Efraim, velho pescador do vilarejo de Queilén, no momento em que ele pintava o barco do amigo doente. “O mar purifica a arrogância e lava a prepotência”, ensinou esse velho lobo do mar.


REALI, H.; REALI, S. Igrejas de Chiloé. Planeta, p. 72-77, set. 2007.


Nota: O texto 1 contém trechos da carta, datada de 1º de maio de 1500, que Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei D. Manuel, relatando os primeiros contatos com a terra e os habitantes do que viria a ser o Brasil. O texto foi adaptado para a ortografia atual. O texto 2, extraído de uma reportagem de revista, trata de Chiloé, um arquipélago no sul do Chile.

Questão 1
Com base na leitura dos textos 1, 2 e da nota ao pé da página anterior, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).

01.

Ambos os textos buscam mostrar aspectos da geografia, da arquitetura e da população local, em uma linguagem essencialmente objetiva, com adjetivação mínima.

02.

Tanto no texto 1 quanto no texto 2, a principal intenção é informar os leitores quanto ao potencial econômico do lugar descrito.

04.

Apesar da grande distância temporal e geográfica, há pelo menos uma importante semelhança entre as populações descritas nos textos 1 e 2, que é o forte senso de vida em comunidade, representada na habitação coletiva e na minga, respectivamente.

08.

No texto 1, os indígenas são retratados de forma depreciativa, como seres destituídos do senso de vergonha e incapazes de se engajar em atividades econômicas que lhes permitiriam um padrão de vida mais elevado, como a agricultura e a criação de animais.

16.

Na fala de Efraim, transcrita ao final do texto 2, temos uma prosopopeia: o mar, humanizado, é mostrado como arrogante e prepotente.

Questão 2
Considerando a variedade padrão escrita da língua portuguesa, marque a(s) proposição(ões) CORRETA(S) relativamente aos textos 1 e 2.


01.

O advérbio “acerca” (texto 1, linha 3) também pode ser usado para indicar tempo decorrido, como em “Ele saiu acerca de duas horas”.

02.

A forma verbal “haveria” (texto 1, linha 8) está no futuro do pretérito, mas não se refere efetivamente a um evento posterior a um tempo de referência passado, e sim a algo sobre o qual não se tem certeza.

04.

No trecho “E eram de madeira, e das ilhargas de tábuas, e cobertas de palha, de razoável altura; e todas de um só espaço, sem repartição alguma” (texto 1, linhas 9-11), ocorre um polissíndeto, que é o emprego repetido de uma conjunção coordenativa.

08.

No trecho “e outras sementes que na terra dá” (texto 1, linhas 15-16), segundo as regras gramaticais atuais, há um problema de concordância verbal. Esse problema poderia ser resolvido alternando-se a redação para: a) e outras sementes que a terra dá; ou b) e outras sementes que na terra dão.

16.

No trecho “um grande número de pessoas se reuniu e, com parelhas de bois, arrastaram e mudaram de lugar nada menos que a casa inteira de um morador” (texto 2, linhas 11-13), todos os verbos poderiam ser conjugados na terceira pessoa do singular ou na terceira pessoa do plural, sem que isso implicasse desobediência às regras de concordância verbal.

32.

Os períodos “As construções não ultrapassam três andares. São todas de madeira e ganharam uma suave pátina produzida pelo tempo” (texto 2, linhas 1-3) poderiam ser reunidos em apenas um com a seguinte redação: “As construções, que são todas de madeira não ultrapassam três andares, os quais ganharam uma suave pátina produzida pelo tempo”.


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TEXTO 3
Fora Leonardo algibebe em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o vemos empossado, e que exercia [...] desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, não sei fazer o quê, uma certa Maria da hortaliça, quitandeira das praças de Lisboa, saloia rechonchuda e bonitona. [...] Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.

Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão; sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói desta história.


ALMEIDA, M. A. Memórias de um Sargento de Milícias. 3. ed. São Paulo: FTD, 1996. p. 16-17.


Questão 3

Com base no texto 3 e no romance Memórias de um Sargento de Milícias e levando em consideração o contexto do Romantismo brasileiro, marque a(s) proposição(ões) CORRETA(S).



01.

O namoro entre Leonardo e Maria respeita os cânones do amor romântico, que é puro, ingênuo e até infantil.

02.

Leonardo-Pataca, o pai, emprega-se no Brasil como meirinho, profissão que lhe vale o respeito de Maria e que, por duas vezes, impede que ele seja preso pelo major Vidigal.

04.

Mesmo pertencendo temporalmente ao Romantismo brasileiro, Memórias de um Sargento de Milícias apresenta várias características que o diferenciam de outros romances urbanos do período, como o fato de a obra enfocar o cotidiano da classe baixa.

08.

Já ao nascer, Leonardo é chamado pelo narrador de “herói” (linha 20), o que prenuncia importantes características que marcarão mais tarde o caráter desse personagem: nobreza, coragem e alto valor moral.

16.

A relação entre Maria e Leonardo é marcada por sucessivas traições do marido à esposa. Por fim, Maria foge com o capitão de um navio, levando consigo o filho do casal.

32.

Nas linhas 1, 6 e 8, observa-se a anteposição de uma vírgula à conjunção “e”. Segundo as regras atuais de pontuação, essas vírgulas poderiam ser omitidas, porque em cada caso o sujeito da oração introduzida por “e” é o mesmo da oração anterior.


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TEXTO 4
Mandara Pereira acender uma vela de sebo. Vinda a luz, aproximaram-se ambos do leito da enferma que, achegando ao corpo e puxando para debaixo do queixo uma coberta de algodão de Minas, se encolheu toda, e voltou-se para os que entravam.

– Está aqui o doutor, disse-lhe Pereira, que vem curar-te de vez.

– Boas-noites, dona, saudou Cirino.

Tímida voz murmurou uma resposta, ao passo que o jovem, no seu papel de médico, se sentava num escabelo junto à cama e tomava o pulso à doente.

Caía então luz de chapa sobre ela, iluminando-lhe o rosto, parte do colo e da cabeça, coberta por um lenço vermelho atado por trás da nuca.

Apesar de bastante descorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante.

Do seu rosto irradiava singela expressão de encantadora ingenuidade, realçada pela meiguice do olhar sereno que, a custo, parecia coar por entre os cílios sedosos a franjar-lhe as pálpebras, e compridos a ponto de projetarem sombras nas mimosas faces.

[...]


Ligeiramente enrubesceu Inocência e descansou a cabeça no travesseiro.

– Por que amarrou esse lenço? perguntou em seguida o moço.

– Por nada, respondeu ela com acanhamento.

– Sente dor de cabeça?

– Nhor-não.

– Tire-o, pois: convém não chamar o sangue; solte, pelo contrário, os cabelos.

Inocência obedeceu e descobriu uma espessa cabeleira, negra como o âmago da cabiúna e que em liberdade devia cair até abaixo da cintura. Estava enrolado em bastas tranças, que davam duas voltas inteiras ao redor do cocoruto.

[...]


Não se descuidou Cirino, antes de se retirar, de novamente tomar o pulso e, à conta de procurar a artéria, assentou toda a mão no punho da donzela, envolvendo-lhe o braço e apertando-o docemente.

Saiu-se mal de tudo isso; porque, se tratava da cura de alguém, para si arranjava enfermidade e bem grave.


TAUNAY, A. d’E. Inocência. 3. ed. São Paulo: FTD, 1996. p. 57-58; 72.



Questão 4
Com base no texto 4 e no romance Inocência e levando em consideração o contexto do Romantismo brasileiro, marque a(s) proposição(ões) CORRETA(S).


01.

O episódio descrito no texto 4 refere-se ao momento em que Cirino vê pela primeira vez Inocência e fica tão apaixonado pela moça que até sua atividade médica é afetada.

02.

Dois atos de Cirino – pedir a Inocência que solte os cabelos e tomar-lhe o pulso logo depois de já tê-lo feito – podem ter sido motivados não tanto por razões médicas, mas pelo desejo do rapaz de ver melhor a moça e tocá-la.

04.

Inocência reúne algumas características bastante comuns em heroínas românticas: ousadia, agilidade, coragem e excepcional beleza.

08.

No último parágrafo, percebe-se como Cirino é contagiado pela malária, doença que acometia Inocência, vindo a ficar depois gravemente enfermo.

16.

Diferentemente de outras obras do Romantismo, praticamente não existem em Inocência referências à religião, quer nas falas das personagens, quer nos comentários do narrador.

32.

O romance Inocência explora uma temática bastante comum no Romantismo, que é o amor impossível e trágico, mas a obra tem alguns trechos de humor, como o episódio em que Meyer é atacado por formigas e tem que se despir.

Questão 5
Quanto aos fatos gramaticais, marque a(s) proposição(ões) CORRETA(S) relativamente aos textos 3 e 4.


01.

A forma verbal “vemos” (texto 3, linha 3), no presente do indicativo, provoca um efeito de proximidade entre o escritor e o leitor. É como se, no ato da leitura, leitor e escritor estivessem juntos a observar os eventos da história.

02.

O uso do pretérito imperfeito do subjuntivo em “como se já esperasse por aquilo” (texto 3, linhas 7-8) confere ao evento um grau de certeza maior do que se conseguiria com o uso do pretérito imperfeito do indicativo – “como já esperava por aquilo”.

04.

Em “estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos” (texto 3, linhas 12-13), a forma “sê-lo” é uma combinação do verbo ser com o pronome oblíquo átono “o”, o qual se refere a “amantes”.

08.

No texto 4, na descrição de Inocência (linhas 10-15) o autor utiliza alguns verbos no pretérito imperfeito (era, irradiava, parecia), os quais poderiam ser conjugados no pretérito perfeito (foi, irradiou, pareceu) sem que isso implicasse mudança de sentido.

16.

A forma verbal “mandara” (texto 4, linha 1) corresponde à terceira pessoa do singular do pretérito mais‑que‑perfeito do indicativo do verbo mandar e equivale a tinha mandado.




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TEXTO 5
Filha de faraó
Vem para o Brasil minha Luz da Luz, minha Flor da Religião, o hissopo brota da parede aqui tudo é leve como se a vida fosse uma música ou poesia [...] no Brasil com um só olhar em um só instante tu ias poder ver o mar montanhas céu azul e sol cidade e campo, passado e presente, como no Líbano, na América para ver tudo isso tinha de fechar os olhos, olharia as montanhas com olhos longos apaixonados, as encostas que me apertavam o peito e a aldeia, aprendi a amar Beirute quando perdi Beirute, esqueci Beirute e aprendi a amar a América, quantas vezes disse adeus, fechei os olhos senti a nái em meu peito correndo o som da nái o hand drum embalava sagat reque daff pact as mãos nas tranças, o corpo se entrega à alma e a alma prende o corpo, um sentimento de ser invertida, a alma por fora o corpo por dentro.
MIRANDA, Ana. Amrik. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 44


Questão 6
Com base no texto 5 e no romance Amrik, de Ana Miranda, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).


01.

O início do excerto acima corresponde à passagem de uma das cartas de Naim para a sobrinha, convidando-a para vir da América do Norte para o Brasil. A passagem final do trecho remete à dança, arte que foi ensinada à Amina pela avó, a contragosto do pai.

02.

A narradora, Amina, é uma imigrante libanesa que relata sua história num típico romance de viagem, registrando fielmente a cronologia dos acontecimentos desde sua infância no Líbano, sua estada na América do Norte, até chegar ao Brasil, no final do século XIX.

04.

Em Amrik – a forma como os libaneses se referiam à América –, Ana Miranda reinterpreta, sob o olhar de Amina, parte da história da imigração libanesa, com ênfase em aspectos culturais relacionados à culinária, à música e à dança árabes, bem como ao comércio, mesclando registros históricos com a memória ficcional da protagonista.

08.

O excerto acima ilustra algumas das características estilísticas do romance: pontuação escassa, mistura de idiomas, presença de sons e ritmos, mescla de perspectivas. O romance é marcado por onomatopeias, explora a descrição de cenários e pessoas com forte componente de impressões sinestésicas, e faz uso de intertextualidade com obras como As mil e uma noites.

16.

A sedução é um componente presente na caracterização da identidade feminina da protagonista. O ponto alto está na cena em que, contratada como dançarina pelo pai da noiva, Amina se apresenta nas bodas do mascate Abraão e, transgredindo os códigos culturais, provoca-o com a dança proibida al nahal, em que vai despindo as vestes.

Questão 7

Considere o texto 5 para contextualizar as proposições abaixo e assinale a(s) CORRETA(S).



01.

O texto inicia com o verbo vir no modo imperativo – “Vem para o Brasil” – o que se mostra inadequado, porque esse modo verbal é usado para dar ordens, e Amina não deve obediência ao tio.

02.

A partir do trecho “na América para ver tudo isso tinha de fechar os olhos” (linhas 4 e 5) observa-se uma súbita mudança da perspectiva de Naim para a de Amina, perceptível, entre outras coisas, pelas formas verbais, que passam da segunda para a primeira pessoa do singular.

04.

Na perspectiva das personagens, Brasil, América e Líbano apresentam semelhanças e diferenças paisagísticas: os dois primeiros lugares apresentam características geográficas em comum, contrastando com o terceiro.

08.

Por uma escolha estilística da autora, a palavra “Beirute” aparece três vezes seguidas (linha 6). As duas últimas ocorrências poderiam ser substituídas pelo pronome oblíquo a – quando a perdi, esqueci-a – porque em ambos os casos “Beirute” funciona como objeto direto.

16.

Para representar o fluxo de consciência da protagonista, a autora omite sinais de pontuação. Se tivesse sido usada pontuação convencional, o trecho “como no Líbano, na América para ver tudo isso tinha de fechar os olhos” (linhas 4 e 5) poderia ser uma frase delimitada por pontos, sem alteração do sentido do texto.



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TEXTO 6

Ainda me lembro da voz de Emilie, a matriarca. Na minha infância, eu a escutava cantar e rezar, não em árabe, sua língua materna, mas em francês, sua língua adotada. Às vezes, essa voz era abafada por outra, mais incisiva: a do meu avô, que evocava episódios de um Líbano cada vez mais distante. [...]

Ela, Emilie, tinha uns amigos que meu avô considerava esnobes e altivos. [...] Mas o velho não se importava quando Emilie citava com frequência dois amigos esquisitos e esquivos. Um deles era Armand Verne: “um homem muito imaginoso, com trejeitos de dândi e que já morou em Lisboa, Luanda e Macau antes de chegar a Manaus”. [...]

Felix Delatour, o outro amigo de Emilie, era um bretão circunspecto, quase albino, que sofria de uma enfermidade rara: o gigantismo. [...] Os amigos esnobes de Emilie não me interessavam, mas Felix Delatour e Armand Verne aguçaram minha curiosidade.


HATOUM, Milton. A natureza ri da cultura. In: A cidade ilhada: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 95-102.


Questão 8

Com base no texto 6 e no livro A cidade ilhada, de Milton Hatoum, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).



01.

O trecho acima evoca a presença não só do imigrante libanês na literatura de Miltom Hatoum, mas também de outras origens. O olhar estrangeiro está presente também em outros contos do livro cujas histórias envolvem personagens estrangeiros no Brasil ou personagens brasileiros no exterior.

02.

A passagem “a viagem permite a convivência com o outro, e aí reside a confusão, fusão de origens, perda de alguma coisa, surgimento de outro olhar”, encontrada no conto “A natureza ri da cultura”, conduz o leitor a uma reflexão sobre os conflitos da condição de estrangeiro.

04.

A cidade ilhada é um livro de contos regionalistas que têm como cenário a cidade de Manaus e, como personagens, habitantes nativos e visitantes estrangeiros que se envolvem em conflitos de caráter local decorrentes da exploração das riquezas naturais da região amazônica, especialmente as ervas medicinais e a madeira.

08.

O título do livro reflete o isolamento e uma certa pureza que o autor deseja preservar: o manauara é retratado, de forma apaixonada, como aquele indivíduo desconfiado que chega a reagir com ímpeto em defesa de suas raízes e de suas crenças e que rejeita qualquer tipo de hibridismo cultural.

16.

A coletânea é atravessada por tons de humor, leveza, nostalgia, lirismo. As histórias narram desde lembranças de episódios ocorridos na infância, remetendo a ritos de passagem, à dificuldade de relacionamento entre pessoas de culturas diferentes, até cenas poeticamente vividas na velhice e sonhos realizados.

32.

No trecho “essa voz era abafada por outra, mais incisiva: a do meu avô, que evocava episódios de um Líbano cada vez mais distante” (texto 6, linhas 3 e 4), ocorre uma ambiguidade quanto à referência do pronome que, a qual poderia ser resolvida pelo uso do pronome o qual / a qual. O pronome o qual faria referência ao avô, enquanto a qual faria referência a sua voz.



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TEXTO 7
[...] Dentro do ônibus fiquei me lembrando de várias coisas que eu e a Sandra já havíamos feito e conversado. Era de noite e o ônibus ia devagar, seguindo atrás dos caminhões e de outros ônibus e carros, tudo dentro do desvio, porque até ali na Avenida Antônio Carlos o asfalto andava sendo consertado. E me lembro que eu olhava para fora, no escuro, e forçava a vontade, dizendo que ia trazer aqueles caminhões até Belo Horizonte no prazo certo nem que tivesse que puxar um por um no ombro. E não estava gostando de mim, porque via que estava com uma raiva muito grande. E fiquei me convencendo de que a culpa do que havia acontecido era da Sandra. E forçava para pensar assim, e ficava vendo os caminhões presos no barro, e raciocinando na palavra do senhor Mário dada lá para os homens da refinação.
FRANÇA JÚNIOR, Oswaldo. Jorge, um brasileiro. 10. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988. p. 31.

Questão 9

Com base no texto 7 e no livro Jorge, um brasileiro, de Oswaldo França Júnior, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).



01.

A “palavra do senhor Mário dada lá para os homens” (linhas 9 e 10) refere-se ao fato de o patrão de Jorge ter prometido que a carga de milho comprada na Bahia, a despeito das más condições das estradas, chegaria a seu destino trazida pelas carretas antes do dia em que a refinação seria inaugurada.

02.

A história – que começa e termina na sala da casa do patrão – mostra um personagem que passa por uma transformação interior no decorrer da narrativa: Jorge, que age impulsionado pelo sentido do compromisso e da palavra dada, é, no final, duramente confrontado com os reais valores do patrão assentados no interesse pelo lucro.

04.

O texto é contínuo, sem divisão em capítulos, e se caracteriza por um enredo que mescla mudança e permanência: enquanto os companheiros de Jorge vão sendo substituídos a cada viagem, os assuntos que provocam calorosas discussões não se alteram ao longo do livro: as injustiças sociais e o perigo de assaltos.

08.

No livro de Oswaldo França Júnior, o narrador conta, em terceira pessoa, as andanças de Jorge, num relato em que o protagonista costuma “perder o fio da meada” sem conseguir retomar o fluxo da narrativa, o que faz do romance um retrato de uma conversa fragmentada e inacabada.

16.

No texto 7, a passagem “os caminhões presos no barro” (linha 9) refere-se às carretas carregadas de milho que estavam paradas em Caratinga, lugar para onde Jorge – personagem caracterizado por seu espírito de companheirismo, responsabilidade e capacidade de vencer obstáculos – estava viajando com o encargo de buscá-las.


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TEXTO 8
BONITÃO (Algo interessado): Ele tem um sítio, é?

ROSA: Tinha, agora tem só um pedaço. Dividiu o resto com os lavradores pobres.

BONITÃO: Por quê?

ROSA: Fazia parte da promessa.

BONITÃO: Que é que está esperando? Virar santo?

ROSA: Não brinque. Pelo caminho tinha uma porção de gente querendo que ele fizesse milagre. E não duvide. Ele é capaz de acabar fazendo. Se não fosse a hora, garanto que tinha uma romaria aqui, atrás dele.

BONITÃO: Depois de cumprir a promessa, ele vai voltar pra roça?

ROSA: Vai.


GOMES, Dias. O pagador de promessas. 44. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006. p. 41-42.


Questão 10

Com base na leitura do texto 8 e da peça O pagador de promessas e considerando o contexto do Modernismo brasileiro, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).



01.

A peça de Dias Gomes prioriza o aprofundamento psicológico de seus personagens, deixando de lado o enfoque crítico de questões socioculturais que é típico do Modernismo.

02.

O contraste entre o urbano e o rural é simbolicamente desfeito, na peça, quando o protagonista Zé-do-Burro decide-se por viver um pouco na cidade e um pouco na roça, caracterizando-se, assim, uma espécie de contínuo geográfico.

04.

O protagonista é aclamado pela multidão quando, vencendo o autoritarismo do Padre Olavo e do Monsenhor Otaviano, consegue cumprir sua promessa e humildemente deposita uma cruz no altar da igreja.

08.

A peça, além de apresentar diversas marcas de regionalismo, aborda questões universais, como o multiculturalismo, a intolerância da Igreja, a opressão do homem, a falta de escrúpulo da imprensa.

16.

O pagador de promessas revela a tragédia de um homem cuja ingenuidade não lhe permite compreender as relações de poder do mundo em que vive.

32.

A peça O pagador de promessas elabora uma crítica social ampla, bastante avançada para a época; entretanto, segundo os padrões atuais, seria considerada retrógrada, porque se opõe ao sincretismo religioso e desvaloriza a cultura popular.

64.

O texto 8 retrata a luta de classes que permeia os três atos da peça O pagador de promessas, a qual culmina com a vitória dos lavradores nordestinos que conseguiram, de Zé-do-Burro, um pedaço de terra.

Questão 11

Com base na leitura do livro 13 Cascaes, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).



01.

O livro foi organizado por Peninha, um antigo auxiliar do professor Franklin Cascaes, que reuniu e revisou treze histórias escritas por Cascaes e preparou uma edição póstuma.

02.

Uma característica bastante notável em 13 Cascaes é a grande semelhança na linguagem e na forma de organização de todas as histórias, apesar de algumas haverem sido escritas há mais de uma década.

04.

No conto “Mistério no Miramar”, é recolhido do mar o cadáver de um homem que, alguns dias antes, encomendara desenhos a Franklin Cascaes.

08.

Em “Noites de Encantamento”, Natascha, uma antropóloga e jornalista carioca, visita Florianópolis para conhecer o trabalho de Cascaes e acaba se tornando uma bruxa, após dar três voltas em torno da figueira à meia-noite, sob a lua cheia.

16.

No conto “Ao entardecer”, percebe-se a preocupação em reproduzir a fala popular, como na fala “Seu Zé, pega aquele peixe? Não, o outro, isso... Eu güento ele e você faz o preço.”

32.

“Talvez a primeira e última carta” e “Diário da virgem desaparecida” não são textos literários, mas relatos não-ficcionais que foram incluídos na coletânea porque contêm informações relevantes sobre Cascaes e sua atividade como folclorista.



Questão 12

Leia os provérbios (itens A e B) e a citação (item C) abaixo.



  1. “A palavra é prata, o silêncio é ouro.”

  2. “Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem.”

  3. “Há coisas que melhor se dizem calando.” (Machado de Assis)

Com base na leitura acima, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).

01.

Em cada um dos provérbios observa-se um paralelismo sintático, que ajuda a conferir ritmo ao provérbio e favorece sua memorização.

02.

No provérbio (A) ocorrem duas metáforas.

04.

No provérbio (B) as orações “o que sabem” e “o que dizem” funcionam como adjetivos que caracterizam, respectivamente, os sábios e os tolos.

08.

Tanto o item A quanto o item C funcionam como elogios à discrição.

16.

A frase de Machado de Assis contém um pleonasmo, porque é um exagero dizer que se pode falar calado.

32.

No provérbio (B) temos a figura de linguagem paradoxo, porque é absurdo que os sábios tenham que se calar para que os tolos falem.







Francês

TEXTE 1

Expédition en Alto Paraná



[…] Je reprends mes lignes après plusieurs jours d'arrêt. La piste, après les pluies, était devenue presque impraticable. Cela n'a pas été facile de rejoindre notre nouveau campement.

Nous avons dû remuer des tonnes de boue pour nous dégager. Heureusement les ponts avaient presque tous tenus le coup. Le fond de la rivière se trouvait à quinze mètres plus bas. Heureusement, comme dans toute équipe qui se respecte, nous avons notre fou. Un «z'héro» qui se prend pour Rambo. Nous l'avons laissé faire ses conneries tout seul et sommes tranquillement passés à pied.

Dès leur arrivée, mes camarades sont allés fêter l'exploit dans le petit village voisin. Ils vont jouer au billard, boire des coups et aller voir les filles. Une fois de plus, je me suis offert pour garder le camp. En partant, mes camarades m’ont lancé des plaisanteries parce que j’étais fatigué comme un vieux. Cela ne m'affecte pas énormément. Je les laisse dire sans répliquer. Ils reviendront Dieu sait quand. Quelle importance ! On repartira quand on repartira.

Karel Dlouhy

Texte adapté et disponible sur : . Accès le 14/08/2011.

Image disponible sur : . Accès le 17/10/2011.

Vocabulaire :

remuer : retirar

boue : lama

se dégager : livrar-se

tenir le coup : aguentar firme

conneries : bobagens

exploit : feito

boire des coups : beber

plaisanteries : brincadeiras

Questão 13

La colonne B répond aux questions de la colonne A.



COLONNE A

COLONNE B

a. Pour quoi faire ?

( ) Un «z'héro» qui se prend pour Rambo.

b. Où ?

( ) À quinze mètres plus bas.

c. Qui ?

( ) Pour nous dégager.

d. Quand ?




e. Comment ?




Signalez la (les) séquence(s) CORRECTE(S), du haut vers le bas.

01.

d – b – a

02.

c – d – a

04.

b – c – e

08.

c – b – e

16.

c – b – a

32.

e – d – b

Questão 14

Signalez la (les) proposition(s) CORRECTE(S), d’après le texte 1.

Dans le texte 1, on trouve :

01.

des informations sur les difficultés à arriver au campement.

02.

le nom du petit village.

04.

la distance parcourue par l’équipe.

08.

le jour déterminé pour le départ.

16.

les réactions des gens de l’équipe lorsqu’ils sont arrivés au petit village.

Questão 15

Signalez la (les) proposition(s) CORRECTE(S), d’après le texte 1.



01.

Toute l’équipe est allée fêter dans le village.

02.

Ils ont traversé la rivière dans un petit bateau.

04.

Le texte 1 est un extrait d’un carnet de voyage.

08.

Ils sont allés jouer au football dès leur arrivée au campement.

16.

Un des participants de l’équipe s’appelle Rambo.

32.

Les plaisanteries des camarades n’affectent pas beaucoup le narrateur.

Questão 16

Signalez la (les) proposition(s) qui présente(nt) le même sens de la phrase :



« Une fois de plus, je me suis offert pour garder le camp. »

01.

Encore une fois, je me suis disposé à garder le camp.

02.

De plus en plus, je me suis rendu compte de l’importance du campement.

04.

Une fois encore, je me suis offert pour parler du camp.

08.

Chaque fois qu’on campait, je me présentais pour nettoyer le camp.

TEXTE 2

Voyager doit être un plaisir. La première chose évidente pour qu'un voyage se passe bien est déjà de savoir où on va mettre les pieds et quelles difficultés (en tous genres) on va rencontrer. "Connaître" un peu le pays avant d'y aller diminuera les problèmes possibles sur place. D'où l'intérêt, dans tous les cas, de bien choisir ses destinations. Bref, déterminez clairement vos envies et acceptez vos limites ; vous n'êtes pas là pour prouver quelque chose au monde. Car même si tout cela ressemble à des évidences, combien de voyageurs sont rentrés écoeurés d'un voyage simplement parce qu'ils s'étaient "trompés" de destination et étaient partis vers quelque chose de trop difficile pour eux. Comme le reste, voyager s'apprend. Alors, plutôt, par exemple, que de s'en aller seul un an à l'autre bout du monde, ne vaut-il pas mieux se tester et débuter sur des pays proches et des durées moins longues, surtout si l'on n'est jamais sorti d'Europe plus de trois semaines ou que l'on est toujours parti en organisé ?

En voyageant on change ses habitudes, on perd peu à peu ses repères et certaines cultures sont tellement différentes de la nôtre. Alors allez-y prudemment et n'essayez pas systématiquement de voir et comprendre les choses à la manière occidentale. Relativisez, prenez si nécessaire vos distances.

Quant à la perception négative des choses en voyage, elle dépend d'abord des repères habituels que l'on a en soi. Des choses "extraordinaires" ou totalement inconnues passeront mieux car on ne possède aucun élément de comparaison, alors que le transport ou le confort d'un hébergement seront automatiquement comparés (même inconsciemment) à ce que l'on connaît ou pratique chez soi.

Texte adapté et disponible sur : . Accès le 14/08/2011.

Image adaptée et disponible sur : .

Accès le 17/10/2011.

Vocabulaire :
écoeurés : desgostosos, enojados

repères : referências



Questão 17

Signalez la (les) proposition(s) qui a (ont) des RÉPONSES dans le texte 2.



01.

Savoir quelle est la destination est-il important pour la réussite d’un voyage ?

02.

Peut-on apprendre à voyager ?

04.

Quel est le pays le plus facile à visiter au monde ?

08.

Dans quelle période il ne faut pas séjourner en Europe ?

16.

Faut-il relativiser la distance en kilomètres entre son pays d’origine et le pays de destination ?

Questão 18

Signalez la (les) proposition(s) CORRECTE(S).

D’après le texte 2, on peut dire que (qu’) :

01.

en voyage, nos limites doivent être acceptées.

02.

faire le tour du monde doit être nécessairement la première expérience en matière de voyage.

04.

pour les voyageurs débutants il est plus conseillé d’aller dans des pays voisins.

08.

il faut espérer rencontrer dans les pays visités les mêmes repères que l’on a chez nous.

16.

la connaissance du pays où l’on va ne diminue pas les problèmes dans les destinations choisies.

Question 19

Signalez la (les) propositions(s) qui présente(nt) un TITRE POSSIBLE pour le texte 2.



01.

Le business et le voyage.

02.

Conseils pour bien voyager.

04.

Précautions contre le stress quotidien.

08.

Pour bien profiter d’un voyage.

16.

Comment éviter le stress dans les grandes villes ?


Question 20

Signalez la (les) proposition(s) dans laquelle (lesquelles) l’affirmation présente dans la lettre b CONTREDIT l’affirmation présente dans la lettre a.



01.

a) Pour la réussite d’un voyage il faut savoir où on met les pieds.

b) Pour la réussite d’un voyage il faut s’informer à propos de la destination.



02.

a) En voyageant on perd peu à peu nos repères.

b) En voyageant on réaffirme nos repères.



04.

a) Nos habitudes définissent la perception qu’on a des choses quand on voyage.

b) La perception qu’on a des choses quand on voyage ne dépend en rien de nos habitudes.



08.

a) Il vaut mieux tester ses connaissances avant de décider pour une destination à succès.

b) Une destination bien réussie est le fruit des connaissances acquises avant le départ.



16.

a) Un voyage intéressant est celui pour lequel on établit clairement nos objectifs.

b) Établir les buts précis d’un voyage est une étape importante pour un voyage réussi.






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