Livro de resumos/ book of abstracts



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KEYNOTES TEMÁTICOS


POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO (PT)

Margarida Almeida (Deputada)



URBANISMO (PT)

Patrícia Ribeiro (Câmara Municipal de Condeixa)



EDUCAÇÃO INCLUSIVA (PT)

Jorge Serrano (Instituto Piaget, Almada)



Web Acessível - W3C (EN)

Shadi Abou-Zhara (WAI-W3C)



TESTEMUNHO E INSPIRAÇÃO (PT)

Mafalda Ribeiro



LÍNGUAS E IDENTIDADES (PT)

Isabel Correia (Escola Superior de Educação de Coimbra)



COMUNICAÇÃO SOCIAL (PT)

Dora Alexandre (Programa CONSIGO-RTP)



MUSEUS E PATRIMÓNIO (PT)

Clara Mineiro (Direção Geral do Património Cultural)



TECNOLOGIAS (PT)

Jorge Fernandes (Fundação para a Ciência e a Tecnologia)



EMPREENDEDORISMO SOCIAL (PT)

Miguel Neiva (ColorADD)



COGNIÇÃO (EN)

Alison Eardley (University of Westminster, London)


COMUNICAÇÕES



BP001 - Uso de Plataforma EAD para difusão e ensino de Acessibilidade em Ambientes Culturais (PT)


Cardoso, Eduardo, Tânia Luísa Koltermann da Silva, Jeniffer Cuty & Cínthia Costa Kulpa

Brasil, UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Palavras-chave/Keywords: Ensino a Distância; Difusão; Acessibilidade; Cultura

Resumo/Abstract: O presente trabalho visa apresentar a experiência ocorrida com o curso EAD Acessibilidade em Ambientes Culturais ao longo do segundo semestre de 2013 promovido por um grupo de professores e técnicos das Faculdades de e Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fomentado pelo Edital SESu – PROEXT 2013. O curso teve por objetivo promover a difusão e formação na área de acessibilidade em ambientes culturais por meio do ensino a distância para discussão, educação e pesquisa em âmbito acadêmico e comunitário, bem como servir de referência à produção intelectual e ao futuro desenvolvimento de projetos culturais que contemplem acessibilidade aos espaços físicos, à informação, conteúdo e ao patrimônio. Esta atividade foi oferecida gratuitamente para técnicos, gestores, professores e alunos de Instituições Públicas de Ensino e Cultura de todo o Brasil. Ao término das 16 turmas oferecidas, o curso teve mais de 350 participantes que podem se tornar multiplicadores de todo o conteúdo, uma vez que este foi disponibilizado integralmente livre e em diferentes formatos acessíveis. No total forma mais de 20 vídeos, 30 infográficos, arquivos de áudio, entre outros materiais complementares como textos e apresentações digitais de palestras. Nem todos materiais puderem ser ofertados totalmente acessíveis, mas todo o material principal do curso foi desenvolvido para ser acessível ou tornar-se acessível, mesmo que colaborativamente, em iniciativas futuras de continuidade do trabalho.

Bionota /Bionote: Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2003), Especialista em Tecnologia Computacional Aplicada ao Projeto pela UFRGS (2007), Mestre em Design - UFRGS (2009) e Doutorando em Design (UFRGS). Experiência Profissional na área de Design do ponto-de-venda, design de exposição e Sinalização. Experiência em Pesquisa na área de Simulação Computacional em Design de Produto, Acessibilidade em Sinalização e Design de Exposição. Experiência Acadêmica na área de Tecnologia Computacional e Modelagem Tridimensional, Expressão Gráfica, Projeto Visual e Projeto de Produto, como professor do Departamento de Design e Expressão Gráfica nos Cursos de Graduação em Design Visual e Design de Produto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Atualmente coordena o Núcleo Interdisciplinar Pró-Cultura Acessível da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.

BP002 - Apresentação do Kit especial para a educação inclusiva em Moçambique (PT)


Ladeira, Carla, Cristina Pereira

DSF/Formiga Juju

Palavras-chave/Keywords: Inclusão;Formiga Juju;Moçambique;Educação;Diversidade

Resumo/Abstract: Moçambique tem uma população com 50% de menores, entre as quais se estima que 13,5 % das crianças com idade entre 2 e 9 anos têm algum tipo de deficiência, sem diferenças significativas entre o meio rural e urbano. A deficiência física é a mais prevalecente, seguida da deficiência auditiva, deficiência visual e deficiência mental. Estudos indicam que as crianças com deficiência têm 40% a menos de probabilidade de frequentar a escola primária, sendo que estes números serão ainda mais agravados se falarmos na percentagem de crianças com deficiência que completam o ensino primário. Estes dados realçam os desafios que prevalecem em torno da inclusão de crianças com deficiência. Uma solução centrada na adaptação e apetrechamento das escolas com recursos educativos parte do princípio que uma educação inclusiva necessita de um ensino diferenciado que exige ferramentas de saber-fazer e saber-ensinar essenciais. Para um professor moçambicano que tem, em média, turmas de 60 a 70 alunos, com precárias condições nas estruturas e nos recursos pedagógicos, facilmente se imagina que sem apetrechar e formar, especificamente em educação inclusiva, metodologias lúdico pedagógicas diferenciadas e fundamentos básicos de apoio psicossocial, nunca acontecerá uma real educação inclusiva. Neste contexto, o movimento cívico Formiga Juju e a organização não-governamental DSF, com financiamento do UNICEF e em articulação com o Ministério da Educação de Moçambique, juntaram esforços para produzir o primeiro material específico para a educação inclusiva em Moçambique. Surgiu assim o primeiro Kit especial para a educação inclusiva em Moçambique, a partir da adaptação do conto A Formiga Juju na Cidade das Papaias e criação de novos recursos educativos (e também relacionais), numa abordagem multimodal ao ensino. Numa primeira fase foram produzidos 500 kits, cada um com os componentes que apresentamos em anexo. Este material foi produzido em 2013 e começou a ser utilizado em capacitações dos actores chave, ao nível da educação, mas também da ação social, saúde e comunidade. Estamos a colher frutos deste trabalho e há já o pedido para reproduzir estes kits e realizar uma capacitação com abrangência nacional.

Bionota /Bionote: Carla Ladeira é gestora técnica de vários projetos na área medicopsicossocial, desenvolvimento da comunidade e educação inclusiva, numa ONGD em Moçambique. Na sua linha de base académica tem a terapia, a arte e o voluntariado como vértices fundamentais. Trabalha em estreita ligação com parceiros institucionais e Ministérios em ações de advocacia, planificação estratégica e desenvolvimento de recursos e competências em várias áreas relacionadas com o desenvolvimento da criança e sociedade inclusiva. Neste âmbito surgiu uma forte parceria, pessoal e institucional, com o Movimento Cívico A Formiga Juju.

BP003 - Leitura e compreensão do texto poético por alunos surdos (PT)


Cruz, Márcia

Perfeitura Municipal de São Paulo

Palavras-chave/Keywords: Educação Especial; Comunicação; Linguagem; Comportamento; Disciplina.

Resumo/Abstract: O presente trabalho constitui uma reflexão acerca do ensino da Língua Portuguesa na modalidade escrita para alunos surdos em uma perspectiva bilíngue. Enfoca a necessidade da aquisição da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e problematiza o ensino simultâneo da Libras como (L1) e do Português na modalidade escrita como (L2). Constatou-se que a Libras é de fundamental importância para que o surdo constitua sua identidade, reconheça-se enquanto pessoa e ser integrante de uma sociedade e que o aprendizado do Português está relacionado com o conhecimento que o aluno tem da Libras, de suas vivências educacionais e situações de uso da língua em uma perspectiva bilíngue de educação para alunos surdos.

Bionota /Bionote: Graduada em Pedagogia com licenciatura focalizada para atuação em Educação Especial e Surdez pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP, 1988). Também graduada em Língua e Literatura Portuguesa pela PUC-SP (1999). Atualmente sou professora titular de Educação Infantil do Ensino Fundamental I, do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio da Prefeitura Municipal de São Paulo. Sou proficiente em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), língua na qual me comunico como língua de instrução docente nos três âmbitos da docência com alunos surdos. Sou especialista em Arteterapia pela UNIP, tendo focalizado em meu trabalho monográfico, a questão da identidade surda.

BP004 - Projeto Educação e Saúde (PT)


Braz, Bruno, Suse Mende & Ivânia Santos

Associação Nacional de Animção e Educação

Palavras-chave/Keywords: Educação Especial; Comunicação; Linguagem; Comportamento; Disciplina.

Resumo/Abstract: O Projeto de Educação e Saúde, dinamizado pela Associação Nacional de Animação e Educação (ANAE), surge no momento em que as escolas públicas se debatem com inúmeros problemas, nomeadamente com a falta de recursos no apoio aos seus estudantes.

A nossa sociedade vive atualmente mudanças rápidas e intensas e o aumento das dificuldades descritas pelos educadores, tais como a falta de motivação das crianças, indisciplina, dificuldades de aprendizagem, problemas de comunicação e linguagem, entre outras. Pelo que surge a necessidade de um maior número de técnicos especializados face ao número significativo de crianças com necessidades educativas.Tendo por base a intervenção precoce, este projeto que, será desenvolvido durante o ano letivo 2013/14, nos jardins de infância da rede pública do concelho das Caldas da Rainha. Pretende ser um complemento aos serviços disponibilizados pelas instituições já existentes no concelho das Caldas da Rainha.

A intervenção é desenvolvida por uma equipa multidisciplinar, composta por um Psicólogo, uma Terapeuta da Fala e uma Educadora de Infância especializada em Educação Especial, que irão desenvolver um trabalho de cooperação/intervenção nos jardins-de-infância.

Os objetivos gerais do projeto são o de trabalhar em articulação com educadores, familiares e outros técnicos, com o intuito de promover nas crianças, competências pessoais, sociais e de escolares, bem como, fornecer formações que respondam às necessidades quotidianas das educadoras e auxiliares. Este projeto, desenvolveu-se em três fases, num primeiro momento construiu-se o projeto de intenções, discutiram-se as áreas prioritárias e fez-se a apresentação do projeto à comunidade educativa. Numa segunda fase, realizou-se o diagnóstico e avaliação com os educadores e professores dos agrupamentos de escolas. Por último, realizou-se a implementação do projeto nos jardins-de-infância. A avaliação decorrerá ao longo de todo o projeto e culminará com um estudo específico em cada uma das áreas, tentando perceber o impacto das inúmeras ações desenvolvidas no contexto educativo. Este projeto de intervenção precoce visa prevenir dificuldades de aprendizagem e melhorar a transição para o primeiro ciclo de forma a promover uma educação inclusiva. Pretendemos que os resultados obtidos justifiquem e demonstrem a importância da sua implementação noutras partes do país.



Bionota /Bionote: Bruno Braz, Mestre em Psicologia da Educação, Pós-graduado em Metodologias Projetivas, Especializado em Intervenção Sistémica e Familiar e Pós-graduado em Emergência Psicológica. Licenciado em Psicologia. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses e membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar/ European Family Therapy Association (EFTA). Experiência na área da Psicologia Comunitária. Implementação de projetos de intervenção social e de programas de promoção de competências pessoais, escolares e sociais. | Suse Mendes, Mestre em Educação Especial no Domínio da Intervenção Precoce e Pós Graduada em Educação Especial no Domínio Cognitivo e Motor. Licenciada em Educação de Infância. Experiência como formadora, educadora em Jardins de Infância da rede pública e privada e no âmbito da intervenção precoce. | Ivânia Santos, Licenciada em Terapia da Fala pela Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria, atualmente a exercer funções de Terapeuta da Fala na Associação Nacional de Animação e Educação em Caldas da Rainha.

BP005 - O sonho dos livros inclusivos nas histórias para a infância: rumo educativo para o presente e o futuro (PT)


Nobre, Cristina Maria Alexandre

ESECS | IPLeiria

Palavras-chave/Keywords: educação; literatura para a infância; livros inclusivos; criatividade.

Resumo/Abstract: Partindo de uma história para crianças, criada por um grupo de estudantes, intitulada E CAROLINA SONHOU! no 2.º ano do curso de Ensino Básico da ESECS na UC de Literatura para a Infância, no semestre ímpar de 2013-14, pretendo mostrar a possibilidade de aproveitar as suas linguagens criativas (desde a língua escrita à imagem, passando pela animação e pelo áudio-livro) e antecipar a possibilidade de boas práticas, que transformem instrumentos criativos e pedagógicos em objetos inclusivos, fundamentais para uma educação onde todos podem entrar.

Bionota /Bionote: Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – estudos Portugueses e Franceses (1985), pela Universidade de Lisboa; Mestre em Literatura Portuguesa Clássica (1990), com a dissertação 'Contos e Histórias de Proveito e Exemplo' de Gonçalo Fernandes Trancoso — um texto instrutivo do século XVI (1990), publicada em 1999 pela ed. Magno, Leiria; Doutorada em Literatura Portuguesa (2001), pela Universidade de Lisboa, com a tese Afonso Lopes Vieira — A Reescrita de Portugal, vol. I e Inéditos, vol. II, publicada em 2005 pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, Lisboa; Pós-doutorada em História do Jornalismo (2008), pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com Afonso Lopes Vieira na correspondência e imprensa da época, publicado em 2011 pela ed. Imagens&Letras, IPL, Leiria;

Professora no IPL / ESECS desde 1987, Professora Coordenadora de Literatura Portuguesa, Teoria da Literatura e Literatura para a Infância, no departamento de Línguas e Literaturas.


BP006 - Transitivismo e a clínica psicopedagógica com crianças Autistas (PT)


Rodriguez, Rita de Cássia Morem Cóssio, Isadora Albrecht Pellegrini

Universidade Federal de Pelotas

Palavras-chave/Keywords: Transitivismo; intervenção psicopedagógica; Transtorno do Espectro do Autismo.

Resumo/Abstract: Este artigo relata as possibilidades de intervenção psicopedagógica com crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro do Autismo, apoiadas na Teoria da mente e das funções executivas e, em foco neste trabalho, dos conceitos de transitivismo. A maioria dos pesquisadores atuais consideram o autismo dentro de uma abordagem cognitiva, o designando como uma ‘síndrome comportamental definida, com etiologias orgânicas também definidas’, com um funcionamento cognitivo característico. De outra parte, transitivismo é um conceito que define a operação de marcar o psiquismo com representações; operação que permite ao ser orgânico ser nomeado, representado, inscrito. Um “golpe de força” que o inscreve no simbólico.Estabeleço a inferência de que a operação transitivista pode ser colocada em funcionamento em outros momentos da vida, abrindo possibilidades para que as situações de tratamento se alterem para por em campo os funcionamentos cognitivos e as aprendizagens que, até então, se restringiam ao tentar se instituir sujeito ou se estabelecer como negação. Assim, podemos ampliar a análise da função psicopedagógica frente ao sujeito autista e seu entorno, numa circularidade de entendimentos. Para tal, é necessário que a psicopedagoga estabeleça uma hipótese, uma demanda, uma aposta sobre o sujeito para, a partir deste lugar, desta hipótese, construir os processos cognitivos e as aprendizagens que lhes permitam a inserção social e a inclusão.

Bionota /Bionote: Rita de Cássia Morem Cóssio Rodriguez. Mestre e Doutora em Educação. Docente Adjunta da Universidade Federal de Pelotas/Brasil. Pós-doutoranda em Educação no Instituto de Educação, Universidade do Minho, Portugal

BP007 - Necessidades Educativas Especiais: Manual de Apoio para Docentes do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) (PT)


Seco, Graça, Luís Filipe, Patrícia Pereira, Sandra Alves

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Ensino Superior; Necessidades Educativas Especiais; Docentes; Boas Práticas; Acessibilidade

Resumo/Abstract: Em 2012, estudavam no ensino secundário português cerca de 15 mil estudantes com apoio educativo relacionado com a sua Necessidade Educativa Especial (NEE) (European Agency for Development in Special Needs Education, 2012). Tal facto significa que se regista um número crescente de estudantes com NEE que chegam ao ensino superior. Considerando estes dados, o Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) tem vindo a desenvolver esforços no sentido de dar resposta às necessidades destes estudantes, procurando promover a sua inclusão e igualdade de oportunidades. Neste sentido, integra também o Grupo de Trabalho para o Apoio a Estudantes com Deficiências no Ensino Superior (GTAEDES), que tem como objetivo proporcionar um apoio de melhor qualidade a estes utilizadores. Desta forma, o Serviço de Apoio ao Estudante em colaboração com outros serviços/unidades do IPLeiria, organizou um conjunto de informações, sugestões e estratégias de intervenção destinadas aos professores, e sistematizadas no guia Necessidades Educativas Especiais: Manual de Apoio para Docentes, no sentido de estes poderem lidar o mais adequadamente possível com os estudantes com NEE. Neste manual são descritas diversas Necessidades Educativas Especiais, como por exemplo, deficiências visuais e auditivas, dislexia, síndrome de Asperger e alguns problemas de saúde mental, entre outras, bem como as respetivas propostas de intervenção. É também reforçado o papel do professor-tutor, a dimensão ética implicada neste tipo de apoio e intervenção em contexto académico e a importância da produção de documentos acessíveis. Assim, pretendemos, com esta proposta de comunicação, apresentar de forma detalhada este Manual, perspetivado como “um pequeno contributo do SAPE para uma maior consciencialização das necessidades (especiais) dos estudantes (também eles especiais) a frequentarem as Escolas do IPLeiria” (Josélia Neves).

Bionota /Bionote: Desde julho 2013 – Coordenadora da Rede IPLeiri@lumni, rede de antigos estudantes das cinco Escolas do IPLeiria . Desde outubro 2008 - Coordenadora do Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE) do IPLeiria, o qual desenvolve as suas atividades nos 4 campi deste Instituto em torno de 3 objetivos: apoio psicológico, apoio psicopedagógico e orientação vocacional (http://www.sape.ipleiria.pt). Desde 1988 até ao momento - docente na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do IPLeiria. Atualmente, é Professora Coordenadora, coordenando unidades curriculares da área da Psicologia nos Cursos de Formação Inicial (tanto presenciais como a distância) e Mestrados lecionados na ESECS e/ou no IPLeiria, onde também tem orientado estágios.Tem integrado júris de Mestrado e de Doutoramento em diversas instituições de ensino superior.

BP009 - Agricultura Social na APCC (PT)


Maurício, Fernanda, Margarida Domingues & Mário Veríssimo

APCC

Palavras-chave/Keywords: Agricultura Social; Inclusão; Qualidade de Vida; Deficiência, Bem-Estar

Resumo/Abstract: A Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sem fins lucrativos, com início de atividade em 1975, tendo como missão fundamental promover a inclusão social de pessoas em situação de desvantagem, com especial incidência em pessoas com deficiência. Na Quinta da Conraria, valência da APCC, desenvolvemos atividades no âmbito da agricultura, desde 1982, com o intuito de promover o bem-estar social dos clientes. Com estas atividades, e de forma transversal, pretende-se: promover a inclusão de pessoas com deficiência e/ou incapacidades em ambientes diversos; melhorar a autonomia, a motivação, a auto-estima / autoconfiança; promover a formação pessoal; proporcionar momentos de relaxamento e terapêuticos; produzir alimentos saudáveis; estabelecer a interação do indivíduo com o solo/ambiente; promover a qualidade de vida da população, através de boas práticas agrícolas, ambientais e sociais. É neste contexto que surge nos últimos anos o conceito de “Agricultura Social”. A Agricultura Social é um tema que tem conhecido um desenvolvimento crescente nos últimos anos na Europa. Trata-se de uma abordagem inovadora situada entre dois conceitos – a agricultura multifuncional e os cuidados sociais / saúde de base comunitária. A Agricultura Social inclui todas as actividades que usam os recursos agrícolas, seja das plantas ou dos animais, com o objectivo de promover (ou gerar) serviços de saúde, sociais ou educacionais a diferentes grupos de pessoas. O potencial que a Agricultura Social encerra é muito elevado no sentido de criar respostas sustentáveis e de carácter inovador que promovam o progresso da sociedade e a qualidade de vida das pessoas.

Bionota /Bionote: Licenciatura em Ciências da Educação. Licenciatura em Psicologia. Mestrado em Psicoterapia e Psicologia Clínica. Pós graduação em Psicoterapias Cognitivo Comportamentais de 3ª Geração - Mindfulness. Trabalha desde 2005 na Quinta Pedagógica da APPC, na elaboração, adaptação e coordenação de programas pedagógicos. Colaborou nos projetos europeus DIANA (Deficiência e Agricultura Sustentável)e SOFIEU (Agricultura Social e Inclusão na Europa).

BP011 - My Way - roteiro cultural para mobilidade reduzida (PT)


Macedo, Raquel

ADOC - Associação de Ocupação Constante

Palavras-chave/Keywords: mobilidade reduzida, património, tecnologia, turismo, empreendedorismo.

Resumo/Abstract: My Way – roteiro interactivo para mobilidade reduzida

O projecto “My Way” é mais do que a elaboração de um simples roteiro turístico adaptado para mobilidade reduzida. Foi concebido e elaborado para dar a conhecer o património edificado e cultural, assim como fazer o levantamento dos obstáculos arquitectónicos que impossibilitam uma mobilidade adequada dos visitantes. Ao elaborar o roteiro, os relatos das dificuldades dos participantes em ultrapassar as barreiras arquitectónicas, ao recolher as histórias de cada local, ao disponibilizar a informação e acessibilidades na plataforma wiki-edu.org em língua portuguesa e inglesa, pretendemos despertar consciências e mobilizar os decisores políticos e culturais a tomar medidas adequadas para resolução ou minoração deste tipo de barreiras.



Com o apoio de várias entidades públicas e privadas, desenvolvemos este trabalho cooperativo que tem como finalidade a partilha de um património que se acredita pertencer a todos nós. Este roteiro não se limita à simples descrição dos locais a visitar, trata-se de um guia com informações específicas para pessoas com mobilidade reduzida (wc, rampas, estacionamento, acessibilidade exterior e interior dos monumentos). Neste sentido e, com o objectivo de dar a conhecer património da cidade de Braga, as barreiras arquitectónicas que o visitante poderá encontrar, bem como a forma de as contornar, contamos com a colaboração de uma jovem com mobilidade reduzida para nos guiar à descoberta da cidade. O carácter inovador deste projecto prende-se com o facto do produto final ser uma aplicação para dispositivo móvel, que poderá ser descarregada ou consultada gratuitamente de uma plataforma cooperativa onde serão alocados outros conteúdos elaborados pelos participantes. De forma a despertar consciências acerca da responsabilidade social para com a pessoa com mobilidade reduzida, pretendemos promover o turismo adaptado e fomentar um diálogo intercultural/transnacional. Planeamos o apoio à implementação deste projecto noutras cidades, como forma de criar mecanismos para estimular o empreendedorismo e a possível criação do próprio emprego por jovens/adultos com mobilidade reduzida. No final do projecto será entregue aos decisores políticos o conjunto de medidas que os participantes consideram pertinentes a serem tomadas, como forma de minorar a dificuldade de acessibilidade a monumentos e todos os equipamentos culturais susceptíveis de serem visitados.

Bionota /Bionote: Raquel da Conceição Afonso Borges de Macedo, nasceu em Braga em 1972, Licenciada em Ensino de História e História - Ramo Científico Pela Universidade do Minho. Mestre em Desenvolvimento, Diversidades Locais e desafios mundiais pelo ISCTE-IO.

BP012 - Experiência no Ensino Superior de Turismo Acessível (PT)


Rosa, Manuela

Universidade do Algarve

Palavras-chave/Keywords: Turismo acessível; sustentabilidade social; barreiras físicas; ensino superior; engenharia civil.

Resumo/Abstract: O Turismo Acessível para Todos é definido como uma forma de turismo que desenvolve atividades de lazer e tempo livre de maneira que possam ser desfrutadas por todo o tipo de pessoas, independentemente das suas condições físicas, sociais ou culturais. Acontece que nos sistemas urbanos e de transportes há um conjunto de barreiras físicas que limitam a actividade turística das pessoas com mobilidade reduzida, sobretudo as portadoras de deficiência. A cadeia de barreiras físicas ao planificar uma viagem considera as fases de reserva (agências de viagens inacessíveis), de transporte (deslocação no meio urbano, acesso aos terminais e aos meios de transporte) de destino (deslocamento no meio físico do destino, interior do equipamento hoteleiro, acesso a museus, teatros e cinemas) e o de regresso (deslocação até ao ponto de origem). Em consequência, os princípios do Design Universal devem incorporar-se no desenho urbano das cidades, na arquitetura e nos meios de transporte, de forma a promover a inclusão social e, também, a qualidade de vida de todos, constituindo estes atributos objectivos inerentes à sustentabilidade social. Os engenheiros civis deverão apreender a Acessibilidade para Todos na sua cultura de trabalho, seguindo o preconizado na Resolução Europeia ResAP (2001) sobre a introdução de princípios do Design Universal nos âmbitos curriculares de todas as profissões que trabalham na construção e projeto do meio físico. Neste domínio, há necessidade de envolver estes estudantes do ensino superior em projetos sociais para garantir perceção da importância social desta abordagem.

Com esta comunicação pretende-se apresentar a experiência de ensino-aprendizagem sobre Turismo Acessível desenvolvida no Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve no curso de Licenciatura em Engenharia Civil na unidade curricular de Estradas e Arruamentos, nos últimos anos letivos. Foram realizados trabalhos onde se procedeu ao diagnóstico dos padrões de acessibilidade de agencias de turismo, terminais de transporte, percursos culturais pedonais, edifícios históricos. Posteriormente, apresentam-se soluções técnicas de construção a implementar nos espaços urbanos objeto de análise, visando uma acessibilidade para todos, atributo fundamental percecionado pelas populações e pelos turistas.



Bionota /Bionote: Manuela Rosa é Professora Coordenadora no Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve. Detém os graus de Licenciada em Engenharia Civil (IST, 1984), Mestre em Recuperação do Património Arquitectónico e Paisagístico ( U Évora, 1995) e Doutorada em Ordenamento do Território e Estratégias Ambientais ( U Sevilha, 2004).Tem desenvolvido trabalho de investigação em sustentabilidade urbana. NO campo académico tem promovido a ciência da sustentabilidade e as suas implicações na prática da Engenharia Civil.

BP013 - Acessibilidade total para todos (PT)


Ferreira, Luís

Inclusão e Acessibilidade em ação - IACT - Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Acessibilidade; passeio; edifícios; rampas; escadas.

Resumo/Abstract: A acessibilidade é a utilização do meio e dos seus recursos por parte de uma pessoa sem a existência de barreiras.Para que haja acessibilidade é necessário o conhecimento da diversidade dos utilizadores dos percursos e equipamentos, para que esta dê a informação necessária à sua construção acessível. Este estudo pretendeu identificar eventuais dificuldades sempre que uma pessoa tem uma limitação temporária ou permanente na sua mobilidade.

Foi utilizado o método qualitativo que se baseia na descrição da informação recolhida através da observação direta feita por um investigador que conduziu um carrinho de bebé. A recolha dos dados foi feita no primeiro trimestre de 2013 na cidade de Leiria e em alguns lugares limítrofes. Foi analisada a acessibilidade de 12 percursos pedonais e 57 edifícios ou partes de edifícios públicos ou de empresas privadas, mas que prestam serviço ao público. De todos os percursos verificou-se que 25% é acessível sem dificuldade, 25% é acessível com dificuldade. Um percurso (8%) não acessível no seu final e os restantes 542% percursos são acessíveis só com ajuda ou um enorme esforço pessoal. Os passeios irregulares, algumas partes dos passeios estreitos, a pedra da calçada, os lancis altos, os obstáculos, principalmente, automóveis mal estacionados são dificuldades comuns a muitos percursos, contudo as escadas e os degraus na entrada dos edifícios são obstáculos ainda mais frequentes e impeditivos da acessibilidade.



Dos 57 edifícios que foram testados com o carrinho de bebé, 35 (61%) são acessíveis sem qualquer dificuldade. 9 (16% edifícios ou partes de edifícios são acessíveis, mas com alguma dificuldade; 2 (4%) edifícios ou partes de edifícios são acessíveis só com ajuda e 11 (19%) dos edifícios ou partes de edifícios não são acessíveis. A ausência de rampas e de elevadores são os maiores obstáculos à acessibilidade.

Bionota /Bionote: É licenciado em Linguística pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e professor profissionalizado de Português pela mesma instituição. Foi formador de Grafia Fonética, Língua Portuguesa e Informática a alunos cegos e com baixa visão. Trabalhou por conta própria nos ramos da papelaria e da cosmética. Desde 2004 que exerce a docência da Língua Portuguesa nos ensinos Básico e Secundário, tendo já passado por diversas escolas do Continente e ilhas. É mestre em Reabilitação na Especialidade de Deficiência Visual pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e especializado em Educação Especial. Publicou já quatro livros: A vida e os Horizontes da Mudança (2007); Os Doze Rapazes (2008); Henrique Bexiga (2009), todos editados pelas edições Ecopy e O Pinhal (2010) editado pela Papiro Editora e O Político X (2011) na Chiado Editora.

BP014 - Acessibilidade em cidades históricas (PT)


Santos, Katia Virginia Espindola Rodrigues dos, Orientador: Romeu Kazumi Sassaki

Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, Assistência Social e Cidadania do Maranhão

Palavras-chave/Keywords: Acessibilidade; Cidades Históricas; Pessoa com Deficiência; Turismo Inclusivo.

Resumo/Abstract: O mapeamento foi realizado por uma equipe composta de técnico da Sedihc , arquiteto, turismólogos, representantes do CEPD , assessor jurídico, pessoas com deficiência e outros profissionais. Para fazer o mapeamento, foram utilizados o registro imagético, a elaboração de um relatório apresentando as reais condições de acessibilidade no Centro Histórico e a proposição de rotas acessíveis e adequações possíveis, para fundamentar todo esse processo. O Centro Histórico é entendido como parte de um conjunto de atividades econômicas, sociais, habitacionais, culturais e patrimoniais, que constituem o motor da vida urbana. Além de ser “a parte mais antiga de uma cidade”, esse centro histórico constitui uma “sucessão de testemunhos por várias épocas, monumento que nos traz vivo o passado, nos dá a dimensão temporal com sequência dos fatos que estruturam as cidades” (SALGUEIRO, 1992). Durante a pesquisa, procuramos equilibrar sempre a legislação das pessoas com deficiência e a legislação que tutela o patrimônio histórico para se chegar a soluções viáveis, nas quais nenhuma dessas duas áreas se sinta lesada em seus direitos. Concluímos, então, que a cidade de São Luís - apesar de já sinalizar, em termos de sua oferta turística, com algumas ações para a prática do turismo inclusivo - ainda tem um longo caminho a seguir, principalmente no que se refere à garantia de espaços e equipamentos turísticos acessíveis no centro histórico. Destacamos também outros resultados positivos, tais como a sensibilização dos gestores e da sociedade sobre a temática, as propostas de adaptação e adequação de espaços e ambientes essenciais para a acessibilidade do Centro Histórico e a proposta dos roteiros acessíveis. Diante do exposto, pretendemos demonstrar a viabilidade para o desenvolvimento do turismo inclusivo na cidade de São Luís, constatando que todas as propostas de adequações e rotas turísticas acessíveis demonstradas na pesquisa são passíveis de concretização de maneira a respeitar e não ocasionar nenhuma ilegalidade às legislações das diversas áreas. Dessa forma, essas propostas, se executadas, consistem em investimento que tem como estimativa resultados a curto e médio prazos, e as adequações não descaracterizam o Centro Histórico e, sim, o potencializam como um destino turístico acessível.

Bionota /Bionote: Autora: Graduada em Turismo pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas São Luís/Especialista em Geografia do Turismo pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA/Especialista em Didática Universitária pela Faculdade Atenas Maranhense-FAMA/Representante da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Cidadania como Coordenadora Estadual da Pessoa com Deficiência/Conselheira Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Maranhão/Militante do Fórum Maranhense das Entidades de Pessoas com Deficiência e Patologias. Contato: katiaespindolla@hotmail.com

BP015 - Projeto Roda Viva: Iniciação esportiva adaptada em parceria com instituições especializadas (PT)


Santos, Admilson, Tacylla Cordeiro Lopes;Thaynã Nágila Macedo e Silva; Girlane Ataide Alves;Leonardo de Carvalho Duarte;João Danilo

Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, Assistência Social e Cidadania do Maranhão

Palavras-chave/Keywords: Inclusão; Esporte; Basquete; Adaptado; Deficiência.

Resumo/Abstract: É sabido que o papel da universidade é produzir e ampliar novos conhecimentos, desenvolvendo estudos, pesquisas e projetos de extensão compatíveis com as reais necessidades da população. Nesse sentido, como afirma o Plano Nacional de Extensão (2011) "A extensão universitária é o processo educativo, cultural e científico, que articula o ensino e a pesquisa, de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre universidade e sociedade". Sendo assim o Projeto Roda Viva aprovado em 2011 pela Universidade Estadual de Feira de Santana, possui uma ação de extensão, objetivando realizar atividades integradas envolvendo as áreas de educação, saúde, cultura, desporto e lazer contribuindo para a interação social das Pessoas com deficiência entre si e demais seguimentos da sociedade. O Projeto Roda Viva tem como meta oferecer, a curto prazo, 4 (quatro) modalidades esportivas e, a longo prazo, 8 (oito) ou mais modalidades esportivas. Segundo Sassaki (1997) a inclusão é a modificação da sociedade como pré-requisito para que a pessoa com deficiência possa buscar seu desenvolvimento e exercer a cidadania. O autor ainda afirma que a inclusão é um processo amplo, que trás transformações, pequenas e grandes, tanto nos ambientes físicos, como na mentalidade de todas as pessoas, inclusive da própria pessoa com deficiência. Metodologia:Desenvolver ações do basquete adaptado da UEFS em parceria com instituições especializadas de Feira de Santana. Trabalhar a iniciação esportiva do basquete com alunos de instituições especializadas. Estimular o desenvolvimento do potencial esportivo de crianças com deficiência das instituições especializadas.Fizemos um levantamento das instituições especializadas do município de Feira de Santana para apresentar o projeto e a proposta de parceria e desenvolvimento do plano de trabalho. Após esse contato levamos materiais de divulgação do Projeto Roda Viva para as instituições parceiras e promovemos ações de interação entre a equipe de basquete da universidade e as instituições especializadas. Realizamos intercâmbio entre as instituições e a universidade levando a equipe para apresentações nas instituições e trazendo os alunos das instituições para realizar atividades na UEFS. Com isso o Projeto Roda Viva enfatiza a inclusão e a interação das pessoas com deficiencia e a sociedade, trazendo-lhes benefícios e qualidade de vida.

Bionota /Bionote: Doutor em Educação. Professor da Universidade Federal da Bahia e Universidade Estadual de Feira de Santana. Coordenador do do Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado- NEFEA/UEFS. Pesquisa: Educação com ênfase na Educação Especial; esporte e deficiência; representação social; inclusão e acessibilidade.

BP016 - Laboratório de integração de ensino - Comunidade em atividade motora adaptada (PT)


Santos, Admilson, Ana Paula M.de Almeida; Mariana Santos Conceição; Rosimeiri dos Santos;Rafael Santos Mota

UFBA/HCEL

Palavras-chave/Keywords: Deficiência; Idoso; Esporte; Inclusão.

Resumo/Abstract: Trata-se de uma iniciativa com a finalidade de articular as atividades de ensino realizadas nas disciplinas Educação Física Adaptada e Esportes Paralímpicos do público, comunidade e serviços a qual se destinam, Pessoas com deficiência e instituições especializadas de educação especial, tem inicio com as ações realizadas em parceria com o Instituto de Organização Neurológica nos semestres letivos de 2010.1 2010.2 e 2011.1 tendo nesse momento a iniciação da ampliação da parceria com o atendimento ao Centro de Educação Especial da Bahia, Escola Wilson Lins, destinada a educação de surdos, Instituto Pestalozzi da Bahia e o Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual. A implantação desse projeto de extensão permite uma melhor interação da Universidade com a Comunidade com um envolvimento contextualizado e significativo dos alunos das disciplinas e as Pessoas com deficiência e idosas, cumprindo com a excelencia que tem a Universidade nas atividades de ensino e democratização do conhecimento na àrea de educação fisica esporte e lazer que ela produz. (Formação e Produção do conhecimento). A Universidade Federal da Bahia deve assumir um compromisso com a comunidade na qual se insere, da qual faz parte para poder receber sua legitimação. Para isto se faz necessário uma verdadeira integração e interação da Universdade com a comunidade que por meio dela se faz presente e atuante, tornando-se assim uma comunidade participante das atividades da UFBA. Objetivos:Realizar atividades integradas envolvendo as áreas de educação, saúde, cultura, desporto e lazer contribuindo para a interação social da pessoa com deficiência e do idoso entre si e demais seguimentos da sociedade, tendo como canal o desporto e suas diferentes formas de atuação. Oferecer aos alunos do curso de Educação Física da UFBA experiências de ensino da Atividade Motora Adaptada; Metodologia:Processo seletivo para escolha do Monitor e Bolsista; contato com idosos e pessoas com deficiência de acordo com os critérios pré-estabelecidos; avaliação médica e desenvolvimento das atividades.O desenvolvimento do projeto tem comprovado Interação entre os participantes e destes com a sua realidade local e melhoria da auto-estima e aponta caminhos alternativos em busca de superação no processo ensino-aprendizagem da Educação para essas pessoas.

Bionota /Bionote: Doutor em Educação. Professor da Universidade Federal da Bahia e Universidade Estadual de Feira de Santana. Coordenador do do Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado- NEFEA/UEFS. Pesquisa: Educação com ênfase na Educação Especial; esporte e deficiência; representação social; inclusão e acessibilidade.

BP017 - Pessoas com deficiência: de coitados a heróis? (PT)


Vlachou, Maria

Acesso cultura

Palavras-chave/Keywords: cultura; interculturalidade; deficiência; compreensão; comunicação.

Resumo/Abstract: Para alguns de nós, as pessoas com deficiência são pessoas vulneráveis, que lidam vidas difíceis e miseráveis e que precisam do nosso apoio e assistência. Para outros, são heróis que conseguem superar obstáculos inimagináveis, que deveriam ser uma inspiração para todos. Sentimentos de pena e de horror misturam-se com outros de admiração e deslumbramento. Muitas pessoas com deficiência não querem ser vistas nem de uma forma nem de outra. Não querem que tenhamos pena delas, não querem ser os nossos heróis. Gostam e desfrutam das suas vidas, tal como muitas outras pessoas. As instituições culturais lidam com visitantes/espectadores e também com artistas com deficiência. Por que razão e de que forma é desenvolvida e comunicada esta relação? Procuram apelar ao sentimento de pena ou de admiração? Poderão ter um papel na promoção do entendimento mútuo, da interculturalidade, do reconhecimento do ‘outro’ sem que este seja em primeiro lugar caracterizado pela deficiência? Poderão servir como lugares de encontro e de habituação à diferença? Poderão e deverão tornar a diferença “mainstream”?

Bionota /Bionote: Consultora em Gestão e Comunicação Cultural. Directora Executiva da Acesso Cultura. Autora do blog bilingue Musing on Culture (e do livro homónimo, Ed. BYPASS 2013), onde escreve sobre gestão cultural, comunicação e acesso. Foi Directora de Comunicação do São Luiz Teatro Municipal e Responsável de Comunicação do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva. Coordenadora geral do estudo Museus e Público Sénior em Portugal (GAM-Grupo para a Acessibilidade nos Museus, 2013). Membro das Comissões de Acompanhamento e Avaliação da Direcção-Geral das Artes. Participou no Summer International Fellowship in Arts Management do Kennedy Center for the Performing Arts (Washington, 2011-2013). Mestre em Museologia(University College London, 1994).

BP018 - Acessibilidade Científico/Cultural – INES (PT)


Savelli, Stella, Vanessa Pinheiro, Marcia Paulo, Lucio Lugão

UFRJ e INES

Palavras-chave/Keywords: acessibilidade; cultura; arte; tecnologia; ciência.

Resumo/Abstract: Acessibilidade Científico/Cultura para Surdos – INES e UFRJ

“A acessibilidade é um caminho para a autonomia de todos, que implica não só a possibilidade de aceder aos espaços físicos, mas também à informação disponível.” (Instituto dos Museus e da Conservação). O projeto Acessibilidade Científico/Cultural para Surdos nas exposições realizadas na Casa da Ciência - Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - em parceria com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) se baseia em disponibilizar as informações das exposições em Libras (Língua Brasileira de Sinais), oportunizando acessibilidade ao visitante surdo, respeitando sua diferença linguística, reconhecendo o direito à participação na vida cultural em igualdade de oportunidades e respeitando sua identidade cultural e linguística específica, incluindo as línguas de sinais e a cultura surda. A proposta consiste na tradução, contextualização e filmagem do conteúdo da exposição para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) por profissionais surdos do INES, baseado na premissa de “Nada sobre nós, sem nós”, acreditando que a tradução feita por seus pares tem maior alcance na comunidade surda, considerando ser sua primeira língua. Este conteúdo é inserido em dispositivos móveis (iPods) que são oferecidos aos visitantes surdos, permitindo o acesso à informação e a sua autonomia na visitação. Tendo em vista a repercussão positiva registrada em vídeos e livro de visitação, nos estimulamos a investir em mais equipamentos e tecnologias para divulgar e permitir acesso contínuo aos conteúdos através de um canal de acessibilidade na internet e na TV INES.



Bionota /Bionote: Professora Especializada em Educação de Surdos – INES. Coordenadora de Acessibilidade Científico/Cultural da Casa da Ciência da UFRJ.

BP020 - Dislexia/Disortografia materializações dissentâneas da Leitura (PT)


Ferreira, Paula Cristina

ESECS-IPL

Palavras-chave/Keywords: dificuladade; dislexia;disortografia;leitura; escrita.

Resumo/Abstract: Considerando a escrita e a leitura faces da moeda literácita atual, e de todos os tempos instruídos, entende-se que o conhecimento e atuação sobre a dislexia e a disortografia constituem premências do contexto social e do contexto escolar. Escrever ortograficamente e ler fluentemente com acesso à compreensão, literal e inferencial, são não só compostos de difícil aquisição e automatização como, possíveis inibidores de sucesso da/na praxis social. Os disléxicos e os disortográficos bem como os disléxicos-disortográficos, portadores de características neuropsicolinguísticas dissonantes da eficiência literácita necessitam de intervenção especializada no seu processo de aprendizagem. Consideramos que a escola, juntamente à família, deve promover medidas preventivas de insucesso desta franja educativa. O professor especializado, com formação em Dificuldades de Aprendizagem Específicas, deve estar ao serviço destes alunos para que uma intervenção adequada e precisa seja desenvolvida e garanta o sucesso de todos. Propõem-se, nesta comunicação, exercícios práticos que auxiliam o público-alvo (professores de Educação Especial/ professores de Apoio e professores de Português) e minoram as dificuldades de aprendizagem patológicas, na leitura e na ortografia, de forma a incentivar todos os que estão no terreno. As práticas de ortografia apresentadas estarão relacionadas não só com novas formas de entender o ditado e a cópia mas também com exercícios fonografemáticos e de ortografia metalinguística.

Bionota /Bionote: Professora Adjunta convidada na ESECS-IPL. Doutora em Ciências da Linguagem, especialização em Linguística Aplicada. Mestre em Linguística Aplicada. Pós-Graduada em Dificuldades de Aprendizagem Específicas/Dislexia. Licenciada em Português-Francês, via ensino. Formadora da Associação de Professores de Português na área do Português e das Dislexia. Membro da direção da Dislex – Associação Portuguesa de Dislexia. Área (s) de investigação - Ciências da Linguagem - Linguística, Dislexia e Géneros Textuais

BP021 - Histórias com Sentidos – promover a inclusão social através da leitura na Biblioteca Pública (PT)


Chaves, Ana & Carla Fonseca

Câmara Municipal do Porto

Palavras-chave/Keywords: Biblioteca Pública; Inclusão; Autismo; Leitura; Cidadania.

Resumo/Abstract: A coesão social, a economia e a cultura constituem as três prioridades do Executivo Municipal do Porto, assente no pressuposto de uma cultura que garanta identidade, que reforce o sentido de pertença e que projete uma cidade solidária, livre, tolerante e abrangente, refletindo-se este desígnio na gestão dos equipamentos culturais municipais. A ação das Bibliotecas Municipais enquadra-se nesta política cultural inclusiva, implementando um conjunto de boas práticas de que são exemplo alguns projetos promotores de inclusão de crianças e jovens desfavorecidos económica e socialmente, fragilizados e/ou com necessidades especiais. Nesta comunicação daremos destaque, pelo caracter inovador, ao projeto Histórias com Sentidos, a decorrer, desde maio de 2013. O projeto visa ajudar crianças com síndrome de Asperger/Autismo de Alto Funcionamento, entre os 4 e os 7 anos, a adquirirem competências emocionais e sociais, áreas onde apresentam défices, através da leitura, audição e exploração de histórias. A conceção, estruturação e dinamização do projeto foram definidas pelas Bibliotecas Municipais, que complementaram a experiência adquirida no desenvolvimento de projetos de promoção da leitura para públicos especiais, com o estabelecimento de uma parceria com a Escola Superior de Educação Paula Frassinetti e com o Centro de Terapias Elos. Estes parceiros procederam à avaliação das crianças, apoiaram a seleção de histórias, a formação de técnicos, as sessões quinzenais, a hora do conto e a orientação aos pais, sempre em articulação com a equipa da Biblioteca. As histórias foram selecionadas em função das áreas a trabalhar, nomeadamente: aceitação da diferença, interação social, cuidados pessoais, auto estima, medos, trabalho em grupo, criatividade e emoções. Cada área é trabalhada em duas sessões quinzenais de antecipação, seguidas da participação numa hora do conto regular com o público infantil habitual das Bibliotecas, numa perspetiva de inclusão. Os pais são parceiros fundamentais, participando nas horas do conto, realizando atividades conjuntas e recebendo orientação no sentido de darem continuidade ao trabalho desenvolvido, em casa. A CMP considera este projeto prioritário e essencial, constituindo um exemplo do papel das bibliotecas como instrumentos de inclusão social e do papel que as histórias e a leitura podem exercer na integração social de crianças com autismo.

Bionota /Bionote: Ana Chaves: Licenciada em História – Ramo Educacional e pós-graduada em Ciências Documentais pela Universidade do Porto, trabalha desde 2001 nas Bibliotecas Municipais do Porto. Coordenou as Salas Infanto-Juvenis de ambas as Bibliotecas, tendo concebido e executado diversos projetos no âmbito da animação e promoção da leitura para o público infanto-juvenil. Desde Março de 2014 que se encontra a trabalhar na preparação de um plano integrado de formação de leitores. | Carla Fonseca: Licenciada em Relações Internacionais – Ramo Relações Culturais e Políticas pela Universidade do Minho e pós-graduada em Gestão Autárquica pela Universidade do Porto, trabalha desde 1995 na Câmara Municipal do Porto. Foi chefe da Divisão Municipal de Relações Internacionais e, em 2010, integrou a Direção Municipal de Cultura, com funções de chefia na área das Bibliotecas. Concebeu e coordenou diversas iniciativas culturais, literárias e artísticas de relevo para a cidade do Porto. Atualmente, é chefe da Divisão Municipal de Bibliotecas.

BP022 - Good practices on accessibility in an online university: case study of the Universitat Oberta de Catalunya (ES)


Rebaque-Rivas, Pablo

Universitat Oberta de Catalunya

Palavras-chave/Keywords: UX, accesibilidad, estudiantes con discapacidad, e-learning, good practices.

Resumo/Abstract: Estudio de caso de la Universitat Oberta de Catalunya (UOC), universidad completamente online con el mayor número de estudiantes con discapacidad matriculados en el área de Catalunya. Se mostrarán las principales iniciativas llevadas a cabo en materia de accesibilidad para garantizar la inclusión de los estudiantes con discapacidad en nuestra universidad, ya sea en relación al acceso a los contenidos didácticos, al campus virtual de la UOC o a otras herramientas e-learning. Se hará especial énfasis en los diversos trabajos realizados con estudiantes con discapacidad visual, y se explicarán también las principales dificultades encontradas en las iniciativas llevadas a cabo así como los principales retos a afrontar en los siguientes años.

Bionota /Bionote: Pablo Rebaque se licenció en psicología en 2006 por la Universidad de Barcelona. En 2009 se unió al grupo de Aplicaciones para la Comunidad, dentro del departamento de Tecnología Educativa de la Universitat Oberta de Catalunya, como especialista en UX y en Diseño-Centrado en el Usuario. Lidera proyectos en UX relacionados principalmente con e-learning, mobile learning, diseño universal y accesibilidad. Ha colaborado en diversos proyectos nacionales, como Edit@ (2010) y EduWAY (2010), e internacionales, como Technipedia(2011), IDEA-PhD (2012) y Learn Europe (2012), y cuenta con publicaciones en diversas conferencias internacionales, como en MobileHCI, USAB, CSUN, DRT4all, W3C-WAY symposium y CSEDU.

BP023 - Audiodescrição e Inclusão na Educação a Distância: Experiência do Núcleo de Educação a Distância da Unesp (PT)


Rios, Gabriela Alias, Carina Moraes Magri Mari (Universidade Federal de São Carlos); Uilian Donizeti Vigentim; Klaus Schlünzen Junior.

Universidade Estadual Paulista

Palavras-chave/Keywords: usabilidade; audiodescrição; acessibilidade; educação a distância; deficiência visual.

Resumo/Abstract: Este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência no Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) acerca da produção de materiais didáticos digitais acessíveis, a partir da usabilidade e audiodescrição. A usabilidade tem raízes nas ciências cognitivas e começou a ser utilizada em 1980, na Ergonomia e na Psicologia, para substituir o termo userfriendly (amigável) (Dias, 2007). É possível estudar a forma como o usuário interage e realiza tarefas através de uma determinada interface, visando promover interação fácil e amigável. A audiodescrição, segundo Motta e Romeu Filho (2010), é um tipo de tradução que permite às pessoas com deficiência visual ter acesso ao universo imagético por meio de palavras. Na educação a distância, as imagens são relevantes, pois ilustram ou agregam informações ao conteúdo, além de compor a identidade visual do curso. No NEaD/Unesp, preza-se pela produção de todos os materiais didáticos digitais de acordo com a usabilidade e com recursos de acessibilidade. Para isso, foi necessário planejar o ambiente virtual de aprendizagem e os materiais e definir normas para usabilidade e audiodescrição. Quanto à usabilidade, para se chegar ao padrão desejado para criação dos materiais e do ambiente virtual Moodle, são utilizadas as diretrizes da WCAG 2.0 e a Ergonomia Cognitiva para validação dos materiais na busca de melhoria contínua. Torna-se evidente que, para garantir a acessibilidade, deve-se prever planejamento para criação desses materiais desde a concepção, sendo fundamental o trabalho articulado com a equipe. A audiodescrição é um bom exemplo desse planejamento, pois deve ser elaborada a partir de princípíos da tradução visual e contexto do curso. As diretrizes e modelos da Unesp ainda estão sendo traçados com base na usabilidade. Pretende-se chegar a um padrão para os materiais com recursos de acessibilidade, que irão garantir o acesso e a identidade visual da universidade para todos.

Bionota /Bionote: Gabriela Alias Rios é graduada em Letras e Pedagogia, mestre em Educação Especial e doutoranda em Educação. Atualmente trabalha no Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde tem pesquisado sobre audiodescrição em materiais didáticos digitais. Tem experiência na área de educação, educação a distância, educação especial, tecnologias, acessibilidade de ambientes virtuais e audiodescrição.

BP024 - Lugares de aprendizagem : Places - Plataforma de Acessibilidade (PT)


Ribeiro, Alice, Unidade ACESSO FCT

Universidade do Porto

Palavras-chave/Keywords: Acessibilidade; Produção de informação acessível.

Resumo/Abstract: Produzir informação é para qualquer um de nós tarefa diária: quando escrevemos um e-mail, quando produzimos um relatório, escrevemos um artigo, uma tese, construímos ou publicamos num blog, quando construímos uma apresentação… o objetivo de quem comunica é naturalmente passar a mensagem e frequentemente nos deparamos com as dificuldade de muitos para poderem ter acesso ao que eu quero transmitir… se o problema é apenas na forma como eu apresento o que quero dizer, existem hoje ferramentas disponíveis no software mais usado para produção de informação que permitem construir informação acessível para todos. No entanto por desconhecimento nunca são usadas… o que PLACES faz é, de forma simples e prática, mostrar como essas ferramentas podem ser usadas. Este é um convite para conhecer PLACES…

Bionota /Bionote: Alice Ribeiro, Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – Inglês|Alemão e com um Curso de Especialização em Ciências Documentais, ambos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é responsável pelo Serviço de Apoio ao Estudante com Deficiência da Universidade do Porto desde 1997. Participou como coordenadora nos seguintes projectos:

BAES – Biblioteca Aberta do Ensino Superior, uma base de dados on-line de informação acessível produzida e disponibilizada por 10 instituições de Ensino Superior ( http://baes.up.pt)



PLACES – Plataforma de Acessibilidade – página web com tutorias em texto e vídeo que de forma simples e prática ensina como produzir informação acessível para todos (www.up.pt/places). Coordena em colaboração com a Universidade de Lisboa – Faculdade de Ciências e Faculdade de Letras o GTAEDES. Áreas de interesse: desenho universal para a aprendizagem, desenho universal e inclusão da diversidade.

BP025 - A evolução e os caminhos para o incentivo à leitura inclusiva no Brasil (PT)


Silva, Ana Paula Pereira da

Fundação Dorina Nowill para Cegos

Palavras-chave/Keywords: leitura inclusiva, acessibilidade, deficiência visual.

Resumo/Abstract: A pessoa com deficiência visual no Brasil deseja o mesmo que todo cidadão: acesso à informação, à saúde, à educação, ao trabalho, à cultura, ao lazer e principalmente viver de forma autônoma. Em um mundo tão visual é inegável que as pessoas com deficiência visual não acessem plenamente a informação, porém promover e facilitar a oportunidade de acesso ao livro e outras fontes em formato acessível é uma das mais importantes maneiras de garantir isso. Neste quesito, a leitura ainda não é compreendida como um direito pela pessoa com deficiência visual, resultando numa atitude passiva desta e da sociedade. E ao identificar as necessidades das pessoas com deficiência visual e mapear os recursos existentes, a Fundação Dorina Nowill para Cegos desenvolve projetos leitura inclusiva, por meio de incentivo fiscal e outros patrocínios, que visam promover a autonomia destas pessoas. Além da tradicional produção e distribuição gratuita de livros acessíveis pelo Brasil, nos últimos cinco anos vem realizando projetos de incentivo à leitura que incluem: pesquisa, mapeamento, capacitação de profissionais do livro e leitura, rede de leitura inclusiva e desenvolvimento de tecnologias. Estes projetos somados as ações compartilhadas, inicia um movimento que capilariza as oportunidades e visa atender localmente a pessoa com deficiência visual. Cria-se assim um ciclo, no qual de um lado as instituições reconhecem o seu papel de facilitador da leitura inclusiva e de outro a pessoa com deficiência visual se empodera para buscar o direito universal à informação.

Bionota /Bionote: Psicóloga formada pela Universidade de Guarulhos em 1995, com especialidades em psicologia clínica, educacional e organizacional. Vasta experiência em gestão de organizações sem fins lucrativos de grande porte, com atuação no Brasil, Estados Unidos e Moçambique. Desde 2011 é gestora da Fundação Dorina Nowill para Cegos com projetos de apoio à inclusão, dentre os quais pesquisa, capacitações, gerenciamento e formação de rede de de leitura inclusiva por todo o território brasileiro. Também forma educadores e gestores, e ministra palestras sobre livro e leitura inclusiva em Fóruns, Congressos, Feiras de Livros e demais encontros.

IC001 - A Acessibilidade Web em Portugal: um Estudo da Acessibilidade Web no Sector Bancário (PT)


Fonte, Alexandre, Ana Cruz e Sandra Manso.

Instituto Politécnico de Castelo Branco

Palavras-chave/Keywords: Acessibilidade Web; Banca Online; WCAG.

Resumo/Abstract: A Acessibilidade Web permite que utilizadores com incapacidade possam disfrutar do uso da Internet e dos sítios Web. Infelizmente, sem esta pré-condição, muitos programadores Web, ainda que de forma involuntária, podem excluir potenciais utilizadores de serviços Web, designadamente - no presente estudo - o acesso ao serviço da Banca Online. A preocupação com a inclusão nos sítios Web de funcionalidades para a acessibilidade, como o uso de alternativas em texto ou o uso de alternativas de multimédia em tempo real, é requisito fundamental. A iniciativa para a Acessibilidade Web (WAI) do consórcio Web W3C, patrocinada por várias instituições governamentais e industriais, e por várias empresas tecnológicas, tem produzido várias diretrizes para a produção de Sítios e Aplicações Web acessíveis (WCAG), bem como para navegadores Web e players de multimédia (UAAG) e Ferramentas de autor Web (ATAG), para minimizar o impacto nos utilizadores com incapacidade. Porém, estudos estimam que 90% dos sítios Web, incluindo governamentais ou de outros serviços essenciais estão inacessíveis. Deste conjunto, pouco se conhece da realidade no Sector Bancário, embora seja referido nos sítios Web dos reguladores e instituições bancárias a preocupação formal da conformidade com a norma WCAG, e o respeito pelos critérios de sucesso de nível A, Duplo-A ou Triplo-A. O objectivo deste trabalho é caracterizar as técnicas adoptadas para a produção de conteúdos acessíveis nos sítios Web do Sector Bancário em Portugal, segundo a norma WCAG 2.0. Neste estudo, são avaliados os sítios Web das entidades de supervisão Bancária e de oito Bancos nacionais, mais representativos. Numa primeira fase, foram utilizadas ferramentas automáticas para teste dos critérios de sucesso (Wave e Cynthia) e analisadas várias páginas amostra. Da análise dos resultados, observa-se que várias entidades falham os critérios básicos de nível A, causando a impossibilidade dos utilizadores com incapacidade acederem às páginas, e poucas respeitam os critérios triplo-A, mais exigentes. Foram ainda detectadas várias anomalias básicas cometidas com frequência (e.g., imagens sem texto alternativo ou hiperligações sem indicação das ações a realizar). Estes resultados permitirão a seleção das funcionalidades de acessibilidade Web a incluir no simulador Bancário em desenvolvimento no projeto Ciência Viva Be-Fin€.

Bionota /Bionote: Fonte, A. Doutorado em Engenharia Informática (Univ.Coimbra). Professor-Adjunto da Escola Superior de Tecnologia (IPCB). Integra a equipa de investigação do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC). | Cruz, A. Doutoranda e pós-graduada em Ciências Empresariais - Especialização Finanças Empresariais (Univ. Porto). Eq. Professor Adjunto da Escola Superior de Gestão (IPCB) nas áreas científicas de Finanças, Banca e Seguros e Contabilidade e Fiscalidade. | Manso, S. É mestre na área científica de Economia e Ciências Políticas. Docente na Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova na área científica de Economia. Secretária do Conselho Pedagógico e membro da Comissão de Avaliação da Escola Superior de Gestão.

IC002 - Os Estudo sobre o estado da Acessibilidade dos sítios Web dos estabelecimentos de Ensino Superior. (PT)


Fernandes, Jorge, Cláudia Cunha Cardoso,

Fundação para a Ciência e a Tecnologia, IP

Palavras-chave/Keywords: Acessibilidade web; limitação funcional; desenho universal; interface de utilizador; acesso à informação.

Resumo/Abstract: De que forma os conteúdos Web institucionais dos estabelecimentos de Ensino Superior cumprem os requisitos de acessibilidade constantes das Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 2.0 do Consórcio World Wide Web (W3C)? Esta é a pergunta de partida que conduziu o presente estudo pelo universo dos sítios Web representantes dos estabelecimentos de Ensino Superior, que constam da base de dados da Direção Geral do Ensino Superior. Num total de 338 estabelecimentos pertencentes a 105 instituições, o universo do Ensino Superior é aqui representado por uma amostra de 18331 páginas. Globalmente, no que diz respeito a práticas de acessibilidade, é possível retirar duas conclusões principais para o Ensino Superior: - Nenhum dos 336 sítios Web analisados alcança o nível de conformidade ‘A’ das WCAG 2.0;- 54,3% dos 336 sítios tem nota AccessMonitor superior a 5 (numa escala de classificação de práticas de acessibilidade de 1 a 10, correspondendo 10 a uma boa prática); Os dois dados parecem contraditórios mas, mais uma vez, a escala numérica do AccessMonitor, parece refletir mais fielmente a situação de acessibilidade aos sítios Web. A realidade da escala de conformidade das WCAG, divididas em 3 níveis — ‘A’, ‘duplo-A’ e ‘triplo-A’ — parece ser demasiado severa para com as práticas de acessibilidade encontradas num sítio. Basta 1 dos 61 critérios de acessibilidade não estar conforme numa página, para que o sítio surja também não conforme. Num exemplo extremo, a escala de conformidade das WCAG, sintetiza o resultado de um sítio Web com 100 páginas que tem 1 erro numa página, da mesma forma que um sítio Web com 100 páginas que tem 100 erros em cada página. O índice AccessMonitor acaba por sintetizar esta observação de forma diferenciada. Neste caso em concreto, o índice mostra-nos que em 54,3% dos sítios foram encontradas práticas interessantes. A presente nota sobre o AccessMonitor é importante para perceber o panorama “verdejante” com que o território nacional é pintado — 65% dos distritos (incluindo aqui as regiões autónomas) obtêm um índice AccessMonitor acima da nota 5.

Bionota /Bionote: Jorge Fernandes trabalha na área da acessibilidade electrónica para pessoas com deficiência desde a década de 1990. Atualmente é técnico superior da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, onde integra o Departamento para a Sociedade da Informação. De 2003 a 2012 fez parte da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, onde coordenou a equipa do Programa ACESSO responsável, entre outras iniciativas, pela linha de financiamento Inclusão Digital, pela Rede Solidária e pela introdução da acessibilidade Web nos sítios da Administração Pública. Autor de diversos estudos sobre acessibilidade Web, o último dos quais sobre a presença online dos Media portugueses, em 2011. É também coautor das ferramentas de validação automática da acessibilidade de conteúdos Web: eXaminator e AccessMonitor (www.acessibilidade.gov.pt). Jorge Fernandes é licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa e fez o curso de Mestrado em Reabilitação na Especialidade de Deficiência Visual pela Faculdade de Motricidade Humana. | Cláudia Cardoso técnica superior na Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Educação e Ciência), na Unidade ACESSO do Departamento da Sociedade de Informação. Trabalha na área da deficiência desde 1998 e na vertente da acessibilidade eletrónica para pessoas com necessidades especiais desde 2000. De 2003 a 2012 integrou o Programa ACESSO da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, foi responsável pela gestão operacional da iniciativa Rede Solidária, integrou os trabalhos de outras iniciativas emblemáticas como a Linha de Financiamento Inclusão Digital, o Catálogo Nacional de Ajudas Técnicas entre outras. Desenvolve trabalho em ambiente backoffice em ferramentas de validação automática da acessibilidade de conteúdos Web (eXaminator e AccessMonitor), na produção de conteúdos digitais online acessíveis, na tradução de tutoriais na área da acessibilidade web, nos estudos sobre acessibilidade web. Licenciada em Línguas Aplicadas, tem complementado a sua formação profissional em áreas da reabilitação e inclusão tais como Língua Gestual Portuguesa e áudiodescrição.

IC003 - Fabricação digital de artefatos táteis para acessibilidade em museus. (PT)


Cardoso, Eduardo, Me. Sérgio Leandro dos Santos

UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Palavras-chave/Keywords: Acessibilidade, museus, digitalização tridimensional, fabricação digital.

Resumo/Abstract: As novas tecnologias de digitalização tridimensional e fabricação digital têm contribuído muito para a pesquisa e produção de artefatos e serviços de acessibilidade para fruição artística em museus. Assim, é preciso encontrar soluções adequadas para desenvolver a cultura da inclusão como parte vital da missão de museus e ambientes culturais. Desta forma, apresenta-se neste artigo o resultado do trabalho de pesquisa e desenvolvimento realizado na disciplina Tecnologias Tridimensionais do Doutorado em Design do Programa de Pós-graduação em Design da UFRGS. O objetivo do trabalho compreende a pesquisa e seleção de artefatos e respectivas tecnologias para digitalização tridimensional para posterior emprego de técnicas de fabricação digital para produção de recursos físicos de acessibilidade do acervo do Museu Joaquim José Felizardo, de Porto Alegre - RS, como exemplo e validação destas aplicações neste contexto. Assim, foram selecionados três artefatos do acervo que foram utilizados para execução de réplicas táteis. O trabalho foi dividido em cinco etapas que serão detalhados dentre os processos de digitalização 3D, a digitalização em campo com scanner móvel e digitalização em laboratório pelo sistema conoscópico. E os dois processos de fabricação digital. Entre os itens levantados na discussão dos resultados, destaca-se que, além das aplicações descritas para transposição e mediação de acervos, muitas outras oportunidades são vislumbradas com a aplicação de tecnologias tridimensionais de digitalização e fabricação digital, tais como: concepção e desenvolvimento de obras de arte multissensoriais; reconstrução e restauro tanto físico quanto virtual; e na interação/interface virtual de acervos digitais. Finalmente, considerando que os recursos empregados são diferentes das obras originais e que são desenvolvidos de maneira diferente, necessita-se de pesquisas e avaliações para proposição de metodologias, segundo as diferentes estratégias e técnicas empregadas, para facilitar a preparação dos profissionais da área e apreciação das pessoas com deficiência visual. Neste sentido salienta-se a participação ativa do público com deficiência de modo que sejam adotadas abordagens centradas no usuário.

Bionota /Bionote: Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2003), Especialista em Tecnologia Computacional Aplicada ao Projeto pela UFRGS (2007), Mestre em Design - UFRGS (2009) e Doutorando em Design (UFRGS). Experiência Profissional na área de Design do ponto-de-venda, design de exposição e Sinalização. Experiência em Pesquisa na área de Simulação Computacional em Design de Produto, Acessibilidade em Sinalização e Design de Exposição. Experiência Acadêmica na área de Tecnologia Computacional e Modelagem Tridimensional, Expressão Gráfica, Projeto Visual e Projeto de Produto, como professor do Departamento de Design e Expressão Gráfica nos Cursos de Graduação em Design Visual e Design de Produto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Atualmente coordena o Núcleo Interdisciplinar Pró-Cultura Acessível da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.

IC007 - Mídia e inclusão sexual e de gênero na série televisiva Glee. (PT)


Dinis, Nilson

Universidade Federal de São Carlos (Sao Carlos Federal University)

Palavras-chave/Keywords: Mídia e educação; diversidade sexual; sexualidade; gênero; inclusão.

Resumo/Abstract: Pressionada pelas novas configurações da sociedade contemporânea, a escola e a mídia são forçadas à inclusão do tema da diversidade sexual e de gênero em seus programas. No entanto, no campo da educação as possibilidades da educação sexual tradicional ou mesmo crítica não conseguem ultrapassar o moralismo e as categorias de normalização, pois há uma certa paixão pela ignorância nas duas versões. Assim, uma educação sexual ainda não tolerada deveria trazer algumas perguntas impertinentes como: Pode o sexo ser educado e pode a educação ser sexuada na tentativa de produzir práticas educacionais mais inclusivas? Em nossa pesquisa buscamos discutir as diferentes versões de educação sexual presentes na série televisiva Glee. A série, produzida nos Estados Unidos e transmitida em vários países, tem sido um dos exemplos da tendência em promover discursos sobre o tema da diversidade sexual e de gênero nos programas televisivos. Mas se a educação crítica proposta pela série às vezes também não consegue escapar de conceitos normatizantes, por outro lado, há também uma educação não tolerada que escapa, que se infiltra, que desafia os limites normatizantes do espaço-tempo convidando a escola e a mídia a explorar essas novas possibilidades.

Bionota /Bionote: Nilson Dinis é Doutor em Educação e Professor Associado da Universidade Federal de São Carlos, no Brasil. Entre seus interesses de pesquisa estão os temas: diversidade sexual e de gênero, cultura e diversidade, mídia e educação.

IC009 - A atitude dos professores em relação à inclusão de alunos com deficiência visual na escola e na sala de aula. (PT)


Ferreira, Luís

Investigação inclusão e acessibilidade em ação - Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: inclusão; atitudes; professores; alunos; turmas

Resumo/Abstract: A escola inclusiva é aquela em que todos os alunos têm o direito de a frequentar em situação de equidade. Este estudo exploratório pretendeu analisar as atitudes dos professores relativamente à inclusão de alunos com deficiência visual (DV) na sala de aula, a aquisição das suas competências sociais e académicas e a atitude em relação às competências do professor. Foram aplicados os métodos: quantitativo com recurso ao SPSS 19.0 para a elaboração da estatística descritiva e inferencial, e o método qualitativo para a análise de conteúdo das respostas abertas que foram depois categorizadas e tratadas estatisticamente. Foi aplicado um questionário, construído para o efeito, a 114 professores dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Secundário: 72 participantes lecionavam em escolas de referência e 42 davam aulas em escolas de não referência. 39.5% dos professores foram favoráveis à inclusão permanente do aluno com DV na sala de aula, 71.9% optou pela inclusão em algumas aulas, tendo as restantes na sala de educação especial. Dos participantes 73.7% demonstraram ter atitudes positivas em relação à aquisição das competências sociais do aluno com DV, 33.7% consideraram igualmente importantes as competências do professor, 29.9% concordaram com as competências académicas. Lecionar ou não numa escola de referência para alunos com DV parece ter influenciado as respostas em relação às competências sociais e às competências do professor, tal como o nível de ensino e o tempo de serviço dos docentes. Os professores consideraram facilitadores ou barreiras à inclusão do aluno com DV na sala de aula com a restante turma, o tamanho das turmas e a formação dos docentes que lecionam a alunos com DV.

Bionota /Bionote: É licenciado em Linguística pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e professor profissionalizado de Português pela mesma instituição. Foi formador de Grafia Fonética, Língua Portuguesa e Informática a alunos cegos e com baixa visão. Trabalhou por conta própria nos ramos da papelaria e da cosmética. Desde 2004 que exerce a docência da Língua Portuguesa nos ensinos Básico e Secundário, tendo já passado por diversas escolas do Continente e ilhas. É mestre em Reabilitação na Especialidade de Deficiência Visual pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e especializado em Educação Especial. Publicou já quatro livros: A vida e os Horizontes da Mudança (2007); Os Doze Rapazes (2008); Henrique Bexiga (2009), todos editados pelas edições Ecopy e O Pinhal (2010) editado pela Papiro Editora e O Político X (2011) na Chiado Editora.

IC010 - Especificação do modelo conceptual de uma aplicação para crianças/jovens com PEA promotora do desenvolvimento do raciocínio matemático. (PT)


Santos, Maria; Ana Maria Reis D’Azevedo Breda e Ana Margarida Pisco Almeida

Universidade de Aveiro

Palavras-chave/Keywords: Perturbações do Espectro do Autismo; Tecnologias de Informação e Comunicação; Raciocínio Matemático; Inclusão; Acesso.

Resumo/Abstract: A utilização das tecnologias é considerada um meio eficaz para trabalhar conteúdos académicos com alunos com Perturbações do Espetro do Autismo (PEA) possibilitando a criação de ambientes criativos e construtivos onde se podem desenvolver atividades diferenciadas, significativas e de qualidade (Burton, Anderson, Prater & Dyches, 2013). Contudo, o desenvolvimento de aplicações tecnológicas para crianças e jovens com PEA continua a merecer pouca atenção, nomeadamente as destinadas à promoção do raciocínio dedutivo, apesar desta ser uma área de grande interesse para indivíduos com esta perturbação. Para os alunos com PEA, o desenvolvimento do raciocínio matemático torna-se crucial, considerando a importância destas competências para o sucesso de uma vida autónoma (O’Malley, Lewis, & Donehower, 2013). Estas evidências revelam o forte contributo inovador que este projeto poderá dar nesta área. Neste contexto, este projeto de investigação visa a criação e validação de um modelo que permita especificar e prototipar um ambiente digital com modalidades de adaptação dinâmica das atividades propostas ao perfil do utilizador no sentido da promoção do desenvolvimento do raciocínio matemático (indutivo e dedutivo). Considerando a heterogeneidade das PEA, o protótipo do ambiente terá como foco o estudo das modalidades de adaptação dinâmica e o desenvolvimento de atividades ajustadas ao perfil do utilizador.Nesta comunicação procuramos apresentar as opções metodológicas adotadas e os resultados obtidos durante a primeira fase da investigação (especificação do modelo conceptual), bem como perspetivar a continuidade do trabalho a desenvolver. Esta primeira fase da investigação teve como objetivo o estudo aprofundado das características e necessidades da população-alvo e a especificação do modelo conceptual do protótipo. A ser conduzida através da revisão de literatura, da aplicação de entrevistas e, também, por meio de sessões de observação dos contextos naturais dos participantes. Este é um estudo exploratório suportado por uma equipa multidisciplinar envolvendo diferentes agentes: crianças/jovens com autismo, famílias, profissionais de saúde, professores e investigadoras, que procura, numa primeira fase, construir um protótipo com características de adaptação dinâmica às necessidades dos utilizadores e, numa segunda fase, lançar pistas relativamente à aferição do impacto deste na consolidação das aprendizagens de alunos com autismo.

Bionota /Bionote: Maria Isabel Santos é licenciada em Educação Básica em 2010 e mestre em Ciências da Educação, na área de especialização em Educação Especial, pela Universidade de Aveiro, em 2012. É aluna do Programa Doutoral em Multimédia em Educação da Universidade de Aveiro. Membro do Projeto Geometrix (http://geometrix.web.ua.pt/). | Ana Breda, licenciada em Matemática pela Universidade de Coimbra, doutorou-se em Geometria e Topologia pela Universidade de Southampton, Reino Unido e é Professora Associada com Agregação do Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro. É a Coordenadora do Projeto Geometrix. | Ana Margarida Almeida é licenciada em Novas Tecnologias da Comunicação e doutorada em Ciências e Tecnologias da Comunicação, pela Universidade de Aveiro, sendo atualmente Professora Auxiliar no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. Os seus atuais interesses de investigação relacionam-se com a comunicação e saúde, inclusão digital e desenvolvimento de soluções tecnológicas para utilizadores com necessidades especiais.

IC012 - O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, versão Crianças e Jovens (CIF-CJ) no contexto educativo português: a perceção de investigadores nacionais (PT)


Maia, Carla Silveira, Ana Margarida Almeida

Universidade de Aveiro

Palavras-chave/Keywords: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, versão Crianças e Jovens (CIF-CJ); Avaliação e Intervenção; Necessidades Educativas Especiais (NEE); Plataforma Online; Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Resumo/Abstract: Foco de reflexão e discussão internacional, a CIF-CJ tem-se apresentado como crescente alvo de investigação científica. Assumindo a experiência e práticas nacionais uma posição de destaque, pela introdução pioneira da sua obrigatoriedade de uso em contexto educativo, os conhecimentos e perspetivas de estudiosos que se têm debruçado sobre o tema assumem redobrada pertinência para a identificação e compreensão de aspetos que envolvem a sua operacionalização e otimização. Através da realização de 6 inquéritos por entrevista a especialistas/investigadores que se destacam, em contexto nacional, no âmbito da investigação do uso da CIF-CJ, este estudo - que entronca um projeto de desenvolvimento de uma plataforma online de apoio à avaliação e intervenção por referência a esta classificação - objetivou, assim, a descrição e compreensão dos seus posicionamentos relativamente: (i) ao estado atual de perceção e utilização da CIF-CJ; (ii) às estratégias que poderiam contribuir para a superação das dificuldades e maximização das potencialidades desta classificação; e (iii) às funcionalidades/caraterísticas de uma plataforma online pertinentes ao suporte à avaliação e intervenção com referência à CIF-CJ. O escrutínio da percepção dos participantes socorreu-se de técnicas de análise de conteúdo que permitiram identificar e quantificar conteúdos relevantes para as questões de investigação em foco. Os resultados deste estudo sugerem como aspetos chave na determinação do estado atual de perceção e utilização da CIF-CJ a formação dos profissionais, a disseminação de instrumentos de avaliação congruentes com o modelo conceptual da CIF-CJ, a compreensão/operacionalização do modelo biopsicossocial, a colaboração entre profissionais e a monitorização da avaliação ao longo do tempo. No que concerne a recomendações/estratégias salienta-se a intensificação da investigação centrada no desenvolvimento de instrumentos de avaliação, a formação e o reforço da importância da monitorização dos processos. Para o desenvolvimento da plataforma salienta-se a necessidade de construir uma ferramenta amigável e optimizadora dos processos que apoie o acesso a materiais de suporte, a colaboração entre profissionais, e a revisão dos processos. Foi ainda salientada a premência de apoiar a pragmatização do modelo conceptual preconizado na CIF-CJ, nomeadamente, a avaliação do desempenho do aluno com referência ao ambiente e a congruência entre avaliação e intervenção.

Bionota /Bionote: Carla Silveira Maia é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e mestre em Multimédia em Educação, pela Universidade de Aveiro, encontrando-se, atualmente, no 2º ano do Programa Doutoral em Múltimédia em Educação na mesma universidade. Os seus atuais interesses de investigação prendem-se com a exploração das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação e, particularmente, na Educação Especial.Ana Margarida Almeida é licenciada em Novas Tecnologias da Comunicação e doutorada em Ciências e Tecnologias da Comunicação, pela Universidade de Aveiro, sendo atualmente Professora Auxiliar no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, lecionando nos cursos de licenciatura em "Novas Tecnologias da Comunicação", Mestrado em "Comunicação Multimédia" e Programas Doutorais em "Multimédia em Educação" e "Informação e Comunicação em Plataformas Digitais". Os seus atuais interesses de investigação relacionam-se com a comunicação e saúde, inclusão digital e desenvolvimento de soluções tecnológicas para utilizadores com necessidades especiais.

IC013 - Desenvolvimento cognitivo de alunos com necessidades educativas especiais: processos utilizados pelos professores na disciplina de Física e Química. (PT)


Ferreira, Dulce

Palavras-chave/Keywords: Desenvolvimento cognitivo; métodos pedagógicos; 3º ciclo do ensino básico; dificuldades de aprendizagem; educação científica.

Resumo/Abstract: Tendo por base as razões da importância da diversificação de processos de ensino, nomeadamente de ensino de Física e Química, numa perspectiva da escola actual, uma escola inclusiva, foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica e um estudo empírico. Promover o desenvolvimento cognitivo de alunos com dificuldades de aprendizagem, implica práticas educativas adequadas, tendo por base pressupostos relativos à construção do conhecimento.

Foi realizado um estudo com 114 professores de Física e Química a leccionar no 3º ciclo do ensino básico, através da resposta a um questionário, por nós elaborado. Na análise dos dados foram seguidos processos descritivos e estatísticos, considerados adequados. Os resultados revelam que de entre os vários factores, os que mais condicionam a organização e a gestão educativa são a turma e o(s) aluno(s). Na opinião dos professores, o aspecto que mais influencia a promoção do sucesso educativo dos alunos com dificuldades de aprendizagem é a relação entre professor e aluno. Relativamente aos processos utilizados pelos professores de Física e Química, conclui-se que estes são diversificados e que, na sua opinião, quase todos promovem o sucesso educativo dos alunos com dificuldades de aprendizagem.



Bionota /Bionote: Licenciada em Ensino de Física e Química, especializada em Educação Especial, mestre em Ativação do Desenvolvimento Psicológico e doutorada em Didática e Formação. Tem desenvolvido investigação na área da educação científica para todos. Atualmente desenvolve a sua atividade profissional na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro, estando envolvida na coordenação de projetos para pessoas com necessidades especiais.

IC014 - Lanterna Mágica – Uma Experiência Inclusiva e Pedagógica. (PT)


Almeida, Mafalda

Palavras-chave/Keywords: Lanterna Mágica; Educação Expressiva; Jovens com Necessidades Educativas Especiais.

Resumo/Abstract: Atender e compreender as necessidades de jovens com necessidades especiais é sempre um grande desafio. No entanto, e apesar de todas as condicionantes limitativas, estes não podem ser privados de vivenciar novas experiências ligadas à imagem. Neste sentido, o presente projecto, pretende expor uma experiência lúdico-didáctica, efectuada com jovens com necessidades educativas especiais, assente numa dinâmica educativa expressiva, onde se integra no processo de ensino, novas metodologias e instrumentos que estimulam a participação activa dos jovens. Para tal, recuou-se ao universo das primeiras projecções de imagens estáticas, exibidas através da lanterna mágica, onde se foi buscar toda a inspiração para se esboçar esta experiência, que visa de forma divertida e ao mesmo tempo didáctica dar a conhecer, aos jovens com necessidades educativas especiais, como funciona uma lanterna mágica, como se projectam imagens e se criam simples narrativas.

Bionota /Bionote: Licenciada em Design de Comunicação e Técnicas Gráficas, inicia o seu percurso ligado ao ensino em 2002, por meio do Ensino Técnico Profissional, passando pelo Ensino de Especialização Tecnológica e terminando como Professora Assistente dos cursos de Licenciatura em Design de Comunicação e Design de Animação e Multimédia, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Portalegre, Portugal (2004/2012). Mestrado em Tecnologia Multimédia (FEUP), Diploma de Estudos Avançados (UEX). Atualmente dedica-se em exclusivo ao seu doutoramento, Universidade da Extremadura, Badajoz, Espanha.

IC015 - Interfaces Tácteis e portabilidade nas competências funcionais dos jovens com T21: Estudo preliminar. (PT)


Reis, Sofia; Ana Margarida Almeida

Palavras-chave/Keywords: Dispositivos móveis de interface táctil; m-learning e aprendizagem situada; contextos funcionais; D@ily; Trissomia 21.

Resumo/Abstract: A presente comunicação visa apresentar os aspetos mais relevantes de um projeto de investigação em curso, cujo foco de estudo é investigar o potencial de utilização dos dispositivos móveis de interface táctil no desenvolvimento das competências funcionais de jovens com Trissomia 21. Para operacionalizar este propósito, e de acordo com uma lógica construtivista de aprendizagem situada, encontramo-nos a desenvolver um estudo de caso, de cariz assumidamente exploratório, no qual se pretende apresentar uma proposta de um modelo de integração das potencialidades dos dispositivos móveis de interface táctil no suporte aos processos de aprendizagem de um jovem com trissomia 21, nos contextos funcionais mais representativos da sua vida diária. Nesta fase da investigação encontra-se concluído o estudo preliminar, que compreendeu a implementação de diferentes etapas metodológicas que fundamentaram a organização de uma prova de conceito/protótipo, designado por D@ily. Este protótipo explora um cenário específico (ida ao supermercado) e permitiu validar um modelo formal de estruturação das atividades propostas de acordo com a hierarquia “cenário/evento/tarefa”. Neste protótipo foi ainda testada a contextualização das tarefas com atividades prévias e posteriores a cada evento, dispostas em sessões “Pré/Durante/Pós”. Apesar do conceito D@ily ter sido desenvolvido numa lógica “multiplataforma”, prevendo diferentes modalidades de acesso, para a especificidade da investigação em curso foi utilizado o iPad. As atividades desenvolvidas foram apresentadas ao jovem participante em três sessões distintas, intervaladas por um registo máximo de uma semana, e corresponderam respetivamente, às sessões do Pré; do Durante e do Pós. Nestas sessões de interação do jovem com o protótipo, utilizando o tablet, foram aplicadas diferentes técnicas e instrumentos de recolha de dados, que se enquadram num paradigma interpretativo, nomeadamente: a observação direta, o inquérito por entrevista; o diário de bordo, o registo em vídeo das sessões, a grelha de verificação, a transcrição oportunista das entrevistas e das sessões. Os resultados obtidos neste estudo preliminar permitirão avançar com a especificação mais detalhada do modelo final a propor.

Bionota /Bionote: Sofia Isabel Correia Reis é professora de educação especial, especializada em Problemas Intelectuais, Motores e Dificuldades Múltiplas e exerce funções docentes no Agrupamento de Escolas de Condeixa. Possui o mestrado em Multimédia em Educação, pela Universidade de Aveiro, estando atualmente a desenvolver um projeto de investigação, no âmbito do programa doutoral em Multimédia em Educação da Universidade de Aveiro. Os seus atuais interesses de investigação relacionam-se com a utilização de tecnologias de interface táctil, no suporte às aprendizagens de alunos com necessidades especiais. | Ana Margarida Almeida é licenciada em Novas Tecnologias da Comunicação e doutorada em Ciências e Tecnologias da Comunicação, pela Universidade de Aveiro, sendo atualmente Professora Auxiliar no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, lecionando nos cursos de licenciatura em Novas Tecnologias da ComunicaçãoMestrado em Comunicação Multimédia; e Programas Doutorais em Multimédia em Educação e Informação e Comunicação em Plataformas Digitais. Os seus atuais interesses de investigação relacionam-se com a comunicação e saúde, inclusão digital e desenvolvimento de soluções tecnológicas para utilizadores com necessidades especiais.

IC016 - Hábitos de vida dos homens e mulheres com lesão vertebro-medular. (PT)


Martins, Anabela

Instituto Politécnico de Coimbra - ESTeSC, Dept. Fisioterapia

Palavras-chave/Keywords: Hábitos de vida, participação social, género, lesão vertebro medular

Resumo/Abstract: O contacto próximo ao longo de vários anos com pessoas com Lesão Vertebro-Medular (LVM), assim como estudos recentes, levaram-nos a considerar que as suas necessidades e expectativas relativamente aos hábitos de vida/participação social, são fundamentais na determinação da sua qualidade de vida (QV). Numa amostra de conveniência de 82 pessoas com LVM, cuja média de idade é de 40 anos e o sexo masculino corresponde a 84% da amostra, aproximado do que se estima ser o ratio homem-mulher (1:4), observou-se uma associação positiva.

Bionota /Bionote: Fisioterapeuta desde 1989, exerceu em Portugal (Universidade de Coimbra Hospital) e nos EUA (Hurley Medical Center). Mestre em Sociologia pela Universidade de Coimbra (2000). Doutorada em Psicologia da Saúde pela Universidade do Porto (2009). Professora adjunta e investigadora na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto Politécnico de Coimbra. Interesses de investigação: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde; Literacia em saúde, Promoção da saúde e prevenção de doenças crónicas; prescrição de exercício.

IC017 - “Immigrants in Portugal: the Justice’s Wall”. (PT)


Portela, Irene

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

Palavras-chave/Keywords: imigração; justiça; leis antidiscriminatórias; planos de integração; discriminação

Resumo/Abstract: No final do século XX, Portugal tornou-se um país de imigração. Tradicionalmente os fluxos de imigração tinham sido originários de países de língua portuguesa. No entanto, no final da década de 1990, a população imigrante duplicou em poucos anos, e a maioria das novas vagas não eram falantes da língua Portuguesa e nem tinham ligações históricas com Portugal. Pela primeira vez a administração pública experimentou grandes dificuldades de comunicação com a população imigrante e de compreensão das suas necessidades; ao mesmo tempo, as populações de imigrantes tinham que lidar com o desafio da integração social num ambiente desconhecido linguística, cultural e burocrático. A Lei de nacionalidade de Portugal, com base na reforma de 2006, promove melhor a cidadania comum em todos os países europeus. Os residentes ainda beneficiam de mais eficazes leis de combate à discriminação, oportunidades políticas e políticas de educação. O país beneficia de mais pesquisadores em integração e inclusão (por exemplo, Observatórios da imigração), cujas recomendações podem melhorar as políticas, as decisões e a sensibilização do público. As leis portuguesas contra a discriminação são as mais protetoras e anti-discriminatórias do sul da Europa, mas menos eficazes do que em outros países (por exemplo, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido). Estes países estão a reorganizar os seus mecanismos de execução das politicas de inclusão para a igualdade, a fim de as tornar mais mais coerentes e publicamente acessíveis. Potenciais vítimas em Portugal têm mais dificuldade em levar os seus casos perante a justiça e obter sentenças condenatórias. Os procedimentos são ainda complexa e demorados. Carecem de definição clara. Os Organismos para a igualdade não representam as vítimas em todos os processos. De acordo com avaliação o 2007-2009 dos planos para a integração de imigrantes, Portugal ficou aquém na implementação de objetivos em áreas como o racismo e a discriminação.

Bionota /Bionote: Professora de Direito constitucional no instituto Politecnico do Cavado e do Ave, Barcelos, Diretora do departamento de Direito, e Provedora dos estudantes.

IC018 - A Cidade Educadora como espaço para a inclusão. Estudo caso do Município de Leiria. (PT)


Frazão, Maria; Maria Filomena Madeira Ferreira Amador e Maria Escolastica Macias Gomez

Universidade Aberta / Município de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Cidade Educadora; Educação; Inclusão; Exclusão Social; Desenvolvimento Local

Resumo/Abstract: O presente trabalho tem como objetivo contextualizar as práticas de Inclusão, dinamizadas pelo Município de Leiria, à luz dos Princípios da Carta das Cidades Educadoras, que o Município assinou e que devem formar o seu perfil educativo. A Cidade Educadora como projeto de desenvolvimento pessoal e coletivo, é um sistema complexo em constante evolução, podendo expressar-se de diferentes formas, mas o investimento cultural e a formação permanente da sua população, são a sua prioridade absoluta. Este projeto tem personalidade própria, com centralidade no município, quer em termos de organização, promoção e oferta de programas e serviços sociais, culturais e educativos, quer no apoio às várias iniciativas da sociedade civil nestes domínios, com o objetivo de conseguir uma política local que substancie um projeto educativo global para a cidade. O seu objetivo permanente será o de aprender, trocar, partilhar e, por consequência, enriquecer a vida dos seus habitantes. Por outro lado, contribui para a melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos, através da aquisição de novos conhecimentos, que possam melhorar as suas perceções em relação aos diversos problemas existentes, modifiquem as suas atitudes face ao ambiente e demonstrem empenhamento na promoção da cidadania global e da consolidação da democracia, a partir do respeito à pluralidade das diversas manifestações sócio culturais. Assim, deverão promover uma educação que favoreça a diversidade, a criatividade, a compreensão, a cooperação e a paz internacional. A Cidade que inclui acolhe de igual modo todos os seus habitantes, integra e partilha saberes, através das suas redes educativas, formais, informais e não formais. Leiria, através das práticas desenvolvidas no domínio da inclusão, é considerada por excelência uma “Cidade de Inclusão”. Assim, tem promovido o diálogo e a interação entre culturas, o acolhimento e a integração de imigrantes na vida ativa, a inclusão social de pessoas portadoras de deficiência, o apoio financeiro de iniciativas no âmbito da inclusão, entre outras iniciativas locais.

Bionota /Bionote: Maria Celeste Pereira Frazão é Investigadora no âmbito do Doutoramento em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento, pela Universidade Aberta. | Maria Filomena Madeira Ferreira Amador é Professora auxiliar com agregação na Universidade Aberta - Departamento de Ciências e Tecnologia. | Maria Escolastica Macias Gomez é Professora na Universidade Complutense, em Madrid, no Departamento Didático e Organização Escolar

IC020 - As palavras gritantes da imagem: a problemática do texto alternativo. (PT)


Francisco, Manuela

iACT - Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: acessibilidade na web, descrição de imagens, texto alternativo, ambientes virtuais, conteúdos digitais

Resumo/Abstract: O recurso à internet é cada vez mais comum no nosso quotidiano, quer como consumidores de informação quer como produtores de conteúdos. De acordo com a Eurostat, em 2012, cerca de 76% dos lares da União Europeia tinham internet. Estes dados reforçam a ideia da universalidade da internet e do seu potencial inclusivo. As ferramentas gratuitas que permitem criar conteúdos, filtrar e traduzir informação, comunicar e socializar, são intuitivas e de fácil utilização. Contudo, este potencial inclusivo e universal, disponível a todos sem sair de casa, é também potenciador de exclusão. Considerando que existem diferentes tipos de conteúdos, que vão do simples texto em HTML, à partilha de ficheiros e aos conteúdos multimédia, nem todos os utilizadores conseguem aceder e interagir aos mesmos. Isto é, quem não se enquadra no perfil “padrão” devido a problemas relacionados com as funções e/ou estruturas do corpo ou por motivos tecnológicos encontra inúmeras barreiras na Web. Apesar das recomendações de acessibilidade (WCAG), a maioria dos produtores de conteúdos não as segue, por desconhecimento, por falta de sensibilização ou falta de conhecimentos técnicos. Um dos problemas mais detetados nos conteúdos é a falta de descrição das imagens. Apesar de existir um campo para o texto alternativo, a maioria apresenta o campo nulo (sem texto), outras contêm texto alternativo semelhante a uma legenda ou a um título da imagem. Assim, é de equacionar qual o nível de literacia visual dos utilizadores. Sabemos ler uma imagem a ponto de retirar as palavras essenciais que permitam ser designadas de texto alternativo? Todos vemos as mesmas palavras numa imagem? Procurando encontrar uma resposta para estas questões, realizou-se um teste onde participaram 75 pessoas. Foram apresentadas 2 imagens, uma da categoria arquitetura e outra da categoria de pessoas, tendo sido solicitado a descrição das imagens: 50 descreveram a imagem da categoria pessoas e 25 descreveram a imagem da categoria arquitetura. Da informação obtida conclui-se que existem palavras comuns ao nível dos elementos principais, mas a narrativa que cada um constrói poderá estar relacionada com fatores afetivos e culturais de cada indivíduo.

Bionota /Bionote: Licenciada em Design de interiores, Mestre em Pedagogia do Elearning, pela Universidade Aberta, com a dissertação "Contributos para uma educação online inclusiva: estudo aplicado a casos de cegueira e baixa visão", atualmente em doutoramento em Educação – especialidade Educação a Distância e Elearning com o estudo sobre a descrição parametrizada das imagens para um e-learning inclusivo. Desempenha funções de Designer Instrucional e e-tutora no Instituto Politécnico de Leiria. É formadora e tutora de cursos online na Universidade Aberta.

IC021 - Será a deficiência preponderante numa estratégia de Marketing? (PT)


Menezes, Rita

Palavras-chave/Keywords: Marketing; deficiência; nicho; lealdade

Resumo/Abstract: Várias empresas e instituições continuam a insistir num grande erro: vêm os seus potenciais clientes como um grupo de pessoas, em vez de entenderam as necessidades específicas de cada um. O Marketing já deixou de ser para as massas. Tem-se vindo a assistir a uma mudança de paradigma, em grande parte auxiliada por e dependente das tecnologias da informação, que visa o enfoque naquilo que o cliente pretende verdadeiramente obter, na orientação para as soluções e na melhor forma de satisfazer as necessidades do cliente.Mas ao pensarmos no potencial cliente portador de deficiência, estará o Marketing a fazer o que realmente tem de fazer? Estará a ter todos os elementos em consideração? Sabe-se que três em cada quatro adultos mostram-se favoráveis à aquisição de uma marca que esteja associada a uma causa nobre, e aqui poder-se-á incluir alguma campanha ou projecto de alguma forma associado à deficiência. Mas não devemos ficar por aqui. Ainda que se possa recorrer a campanhas que autopromovam uma empresa, creio que o potencial reside na estratégia que assenta no conhecimento profundo do cliente portador de deficiência, adaptando produtos e serviços, estratégias e campanhas àquilo que realmente lhe interessa, pois essa será verdadeiramente uma forma de diferenciação. Esta diferenciação não é fácil, mas, num mercado frequentemente ignorado, poderá constituir uma grande oportunidade de negócio. Uma estratégia de Marketing direccionada para um nicho de mercado poderá ser uma mais-valia tanto para a empresa como para o cliente satisfeito, contribuindo assim para a sua lealdade à marca. Perante isto, qual é o caminho a seguir? Que estratégias serão as mais adequadas? Antes de mais, é preciso saber o que deseja e de que precisa este cliente.

Bionota /Bionote: Licenciada e pós-graduada em Tradução; tradutora e revisora desde 2002. Mestranda em Marketing Relacional. Investigadora ligada ao grupo TransMedia Portugal (Audiovisual). Experiência como docente (vários níveis de ensino) e formadora.

IC023 - "Compartilha": Projeto de desenvolvimento de um espaço online de promoção de partilha e autoformação em TIC para Educação Especial. (PT)


Tymoshchuk, Oksana; Teresa Margarida Sousa; Ana Margarida Almeida; Paula Santos

Universidade de Aveiro

Palavras-chave/Keywords: Compartilha; Necessidades Educativas Especiais (NEE); Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC); Ambientes Online de Aprendizagem; Linguagem Oral e Escrita.

Resumo/Abstract: A aprendizagem e a construção colaborativa de conhecimento em ambientes digitais favorecem o desenvolvimento de competências e habilidades nas áreas da interação, troca de ideais e experiências e resolução de problemas, podendo potenciar a criação autónoma de materiais e recursos por parte de diferentes agentes educativos, nomeadamente daqueles que estão envolvidos no processo de aprendizagem de crianças com necessidades especiais. Importa, pois, compreender o potencial social destes ambientes e o impacto que o seu uso poderá ter na consolidação e reforço de competências para o uso das tecnologias como meios facilitadores e promotores da comunicação efetiva entre os principais agentes educativos destas crianças (a família e os profissionais). Nesta comunicação pretende-se apresentar um protótipo de um espaço online “Compartilha”, desenvolvido a partir da análise das carências de formação, de utilização e de partilha no domínio das tecnologias da comunicação e informação (TIC) e das dificuldades relacionadas com a comunicação e partilha entre estes vários agentes. Este espaço tem como finalidade principal contribuir para a capacitação e empowerment dos profissionais e das famílias na utilização pedagógica das TIC na área da educação especial, mais especificamente na área da linguagem oral e escrita.

Os processos de compartilha são considerados, neste estudo, como parte de uma cultura de interação social em que são privilegiadas as trocas de conhecimento, de experiencias e de recursos, permitindo assim que o conhecimento se torne acessível na partilha (Alcaráet al., 2009; Lin, 2007). O principal objetivo do espaço online “Compartilha” consiste na promoção de uma rede de profissionais e famílias de crianças e jovens com necessidades especiais, que potencie a utilização otimizada das TIC no domínio da Educação Especial, através de: i) a compartilha de recursos, saberes e não saberes; ii) a construção colaborativa de materiais em áreas diversas, nomeadamente no campo específico da linguagem oral e escrita; iii) o fomento da utilização de recursos abertos e gratuitos; iv) a autoformação; v) a entreajuda entre os diferentes agentes educativos. Com a apresentação deste projeto, esperamos produzir, de forma sustentada, conhecimento inovador para o desenvolvimento dum espaço online de compartilha e de autoformação em TIC para a Educação Especial.



Bionota /Bionote: 1) Oksana Tymoshchuk possui formação inicial em História Universal e Psicologia Prática e Mestrado em Educação Especial. Atualmente frequenta o programa de doutoramento em Multimédia em Educação pela Universidade de Aveiro, sendo, também, colaboradora na orientação dos estágios curriculares dos alunos do Mestrado em Educação Especial no Departamento de Educação da Universidade de Aveiro. A sua investigação incide sobre a utilização das TIC na educação de alunos com NEE, promoção de autoformação dos profissionais e das famílias nesta área e desenvolvimento de soluções tecnológicas para crianças/jovens com necessidades especiais. | 2)Teresa Margarida Sousa é licenciada em Educação Especial e Reabilitação, especializada em Reabilitação das Perturbações da Fala e Linguagem e doutoranda em Educação, ramo Didática e Desenvolvimento Curricular, pela Universidade de Aveiro, exercendo a prática clinica com crianças e jovens com alterações desenvolvimentais. Os seus atuais interesses de investigação relacionam-se com a comunicação e educação, desenvolvimento de soluções tecnológicas que facilitem o processo ensino aprendizagem de crianças/jovens com dificuldades de aprendizagem. | 3)Ana Margarida Almeida é licenciada em Novas Tecnologias da Comunicação e doutorada em Ciências e Tecnologias da Comunicação, pela Universidade de Aveiro, sendo atualmente Professora Auxiliar no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, lecionando nos cursos de licenciatura em "Novas Tecnologias da Comunicação", Mestrado em "Comunicação Multimédia" e Programas Doutorais em "Multimédia em Educação" e "Informação e Comunicação em Plataformas Digitais". Os seus atuais interesses de investigação relacionam-se com a comunicação e saúde, inclusão digital e desenvolvimento de soluções tecnológicas para utilizadores com necessidades especiais. | 4)Paula Coelho Santos é Professora Auxiliar no Departamento de Educação da Universidade de Aveiro (UA). Diretora do Mestrado em Ciências da Educação, coordena também a respetiva área de especialização em Educação Especial, bem como o percurso em Diversidade e Educação Especial do Programa Doutoral em Educação. Doutorada em Ciências da Educação, desenvolveu tese em Intervenção Precoce (IP); Mestre em Ativação do Desenvolvimento Psicológico, Especializada em Educação Especial/Problemas Graves de Cognição.A Educação Especial/Inclusão sempre estiveram no centro da sua ação, tendo trabalhado em várias Equipas de Educação Especial, de 1984 a 1999. De 1989 a Março de 2011 esteve ligada a estruturas de IP, designadamente, o Projeto Integrado de IP de Coimbra e a Estrutura de IP do Distrito de Aveiro, representando a UA. Os seus interesses centram-se na investigação e formação em Educação Especial/Inclusão, Intervenção Precoce, Abordagem Experiencial e binómio Qualidade-Inclusão em Educação.

IC024 - A ilustração para crianças surdas entre os 3 e os 6 anos. (PT)


Reis, Miriam; Conceição Lopes e Joana Quental

Universidade de Aveiro

Palavras-chave/Keywords: ilustração; design; crianças surdas; comunicação; ludicidade

Resumo/Abstract: A comunicação que pretendemos apresentar propõe uma reflexão acerca da ilustração para crianças surdas. Esta decorre da investigação em curso inserida no trabalho de doutoramento em design onde foi desenvolvido um protótipo funcional especificamente desenhado para estas crianças. Na revisão bibliográfica já realizada (Harbig, Burton, Melkumyan, Zhang, & Choi, 2011) e no contacto com educadores de infância especializados em comunicação com crianças surdas, no início desta investigação, identificámos a necessidade de conceptualizar e produzir dispositivos digitais interactivos originais para crianças surdas, nomeadamente para o ciclo da infância. A dificuldade que enfrentam na aquisição da linguagem oral, sendo a comunicação o seu principal desafio, torna difícil a aquisição e compreensão de conceitos e consequentemente, a aprendizagem, assimilação e consolidação de conhecimento. Isto é, ao nível da literacia visual estas crianças deparam-se diariamente com desafios que pelas crianças ouvintes são mais facilmente ultrapassáveis. Teremos, por isso, uma abordagem semiótica à ilustração, no sentido de averiguarmos de que forma pode este recurso na adequação semântica, sintáctica e pragmática, corresponder às necessidades específicas de comunicação com as crianças surdas.

Bionota /Bionote: Miriam Reis é licenciada em design de comunicação pela Universidade de Aveiro e mestre em design pela mesma universidade. É assistente na Escola Superior Aveiro Norte, pertencente à UA, desde 2005, e membro do ID+ do instituto de investigação em design, média e cultura desde a sua fundação em 2007, onde desenvolve estudo na área da ilustração, comunicação e design para a saúde. É actualmente estudante do programa doutoral em design da Universidade de Aveiro onde está a trabalhar na tese intitulada "percursos de conhecimento que se desenham brincando: o design na construção de narrativas tácteis para crianças surdas".

IC025 - Audiodescrição e a poética da linguagem cinematográfica: um estudo de caso do filme Atrás das Nuvens. (PT)


Farias, Sandra

Palavras-chave/Keywords: Audiodescrição; Linguagem cinematográfica; Expressividade; Atrás das Nuvens; Educação

Resumo/Abstract: A Audiodescrição, ou AD é um recurso que visa tornar acessível ao público deficiente visual conteúdos imagéticos produzidos no âmbito educacional e cultural. No Brasil, as ADs são realizadas ainda experimentalmente, a partir da experiência do convívio com deficientes visuais ou de um modelo fundamentado nas normas britânica (ITC, 2000), espanhola (UNE, 2005) e americana (ADC, 2008). Ao seguir tais modelos, as ADs apontam para um padrão internacional, o qual prioriza a objetividade, a clareza e a fidelidade à obra transcrita. Este estudo tem como objetivo analisar o alcance de duas versões de AD realizadas para o filme português Atrás das Nuvens (2007) de Jorge Queiroga, fixando o olhar na poética produzida pela Linguagem Cinematográfica – LC nesta obra. Também se dispõe a discutir a questão da objetividade, expressividade e poética passadas nas versões abordadas. Para fundamentar a tese, é feito um estudo de caso com base na pesquisa qualitativa, alicerçada na análise de um trecho desse filme e aportada por entrevista semiestruturada com um grupo de pessoas deficientes visuais. Teoricamente, a discussão foi mediada, principalmente, nos trabalhos de Diniz (2007); Franco (2010); Neves (2011); Gomes (2004); Deleuze (2005) e Minayo (2001). Identificou-se que a AD não pode ser realizada apenas como um serviço de tradução de forma mecânica, identificando imagens, no intuito de favorecer ao espectador deficiente visual a captação apenas de forma instantânea. Os resultados demonstraram ser possível realizar a AD a partir da força embutida na poética da LC e transmiti-la de forma expressiva, criativa e poética.

Bionota /Bionote: Doutora em Educação. Professora da Universidade do Estado da Bahia-UNEB. Desenvolve estudos principalmente nos seguintes temas: audiodescrição; acessibilidade cultural; cinema; inclusão; educação. Membro do Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado-NEFEA/UEFS e do Grupo de Pesquisa Tradução, Mídia e Audiodescrição-TRAMAD. Membro da coordenação do Núcleo de Educação Especial-NEDE/UNEB.

IC027 - Representação social das cores preto e branco na audiodescrição do filme Bingo. (PT)


Ribeiro, Renata; Sandra Regina Rosa Farias; Admilson Santos e João Danilo Batista de Oliveira (4)

Palavras-chave/Keywords: Audiodescrição; linguagem cinematográfica; representação social; Bingo; educação

Resumo/Abstract: Como o cinema, a audiodescrição (AD) é uma reconstrução ativa e criativa, porquanto o ato de descrever imagens pressupõe dar um novo formato para signos (visuais/audiovisuais) que já existem. Desde sua criação (formato a partir da década de 80), a AD vem buscando uma caracterização. Por sua vez a linguagem cinematográfica (L.C.) já estruturada (mesmo com discursos atuais que buscam um novo olhar) é vista como um conjunto de recursos criados para compor o universo fílmico, direcionando caminhos de como contar uma história. Neste trabalho, com o intuito de contribuir para uma caracterização e produção da AD, trataremos da possibilidade da mesma ser fundamentada a partir da L.C., especificamente no tocante a representação das cores preto e branco no filme Bingo. Assim, temos como objetivos: analisar a representação social da AD na apropriação da L.C. de um filme (Bingo) preto e branco; e refletir como a AD pode ser desenvolvida a partir da L.C. de um filme (Bingo) preto e branco. E como questão orientadora ponderar: até que ponto a AD das cores preto e branco de um filme (Bingo) representa um conteúdo/informação da L.C. para as pessoas com deficiência visual? Fundamentado nas representações sociais, a metodologia deste estudo, de cunho qualitativo, parte de uma pesquisa de campo. A escolha do filme se deu, óbvio, por ser preto e branco; por ter havido contato com o mesmo antes do inicio da produção, o que permitiu pensar a AD desde o principio; e por este não ter diálogos audíveis. Teoricamente, a discussão esta mediada, principalmente, nos trabalhos de Diniz (2007); Franco (2010); Neves (2011); Deleuze (2005); Moscovici (2003); Jodelet (1998) e Minayo (2001). A fala dos entrevistados apontaram a necessidade da AD ser realizada levando em consideração a L.C.; a questão das sombras, distorções e penumbras; ser transmitida levando em consideração a expressividade apresentada pela obra e a não-neutralidade no que se refere a entonação de voz.

Bionota /Bionote: Renata Macedo Ribeiro - Especialista em Biologia Celular na Universidade Estadual de Feira de Santana. Professora na Rede Municipal do Salvador-BA. Pesquisadora do Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado/UEFS. Pesquisa: educação, pessoa com deficiência e atividade física. | Sandra Regina Rosa Farias - Doutora em Educação. Professora da Universidade do Estado da Bahia. Pesquisa: audiodescrição; acessibilidade cultural; inclusão; educação. Membro do Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado/UEFS e do Grupo de Pesquisa Tradução, Mídia e Audiodescrição/UFBA. Membro da coordenação do Núcleo de Educação Especial/UNEB. | Admilson Santos - Doutor em Educação. Professor da Universidade Federal da Bahia e Universidade Estadual de Feira de Santana. Coordenador do do Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado- NEFEA/UEFS. Pesquisa: Educação com ênfase na Educação Especial; esporte e deficiência; representação social; inclusão e acessibilidade. | João Danilo Batista de Oliveira - Doutor em Educação. Professor da Univerdidade Estadual de Feira de Santana e Faculdade Social da Bahia. Coordenador do Grupo de Trabalho – Inclusão e Diferenças do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte. Coordenador do Subprojeto de Educação Física do PIBID/ UEFS e da Equipe Colaboradora 6 – Bahia do Programa Segundo Tempo. Pesquisa: Educação Física Escolar; Esporte Educacional e Educação Inclusiva.

IC028 - Representações sociais de deficiência na obra literária de Capitães da Areia. (PT)


Aguiar, Cibele e Admilson Santos

NEFEA/ UEFS

Palavras-chave/Keywords: Deficiência; Deficiência Física; Literatura; Representações Sociais

Resumo/Abstract: O presente estudo objetivou investigar as representações sociais de deficiência presentes na obra literária Capitães da Areia, do aclamado escritor brasileiro Jorge Amado. Esta obra expõe a vida de um grupo de meninos moradores de rua, estigmatizados e socialmente excluídos que viviam de furtos e pequenos golpes, dentre eles estava o Sem-Pernas, personagem com deficiência física. Trata-se de um estudo qualitativo de natureza descritiva, que utiliza a análise de conteúdo das comunicações e a Teoria das Representações Sociais. Seu intuito foi apreender as formas como a deficiência era representada pelo autor através da maneira como o personagem representava socialmente sua deficiência e das formas como esta era representada pelas demais personagens que compunham a obra. Tem-se em vista que compreender os mecanismos de disseminação das imagens vinculadas às pessoas com deficiência pelas variadas forma de comunicação da cultura faz-se necessário para construirmos uma nova representação social de deficiência que exclua não esses indivíduos, mas os estigmas carregados por eles.

Bionota /Bionote: Cibele Maria M.de Aguiar - Professora da Secretaria Estadual de Educação/Ba e Secretaria Municipal de Educação/Salvador/Bahia. Pesquisadora do Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado/UEFS. Pesquisa: educação; dança; pessoa com deficiência.

Admilson Santos - PhD in Education. Teacher at the Federal University of Bahia State University of Feira de Santana. Coordinator of the Center for Adapted Physical Education and Sports - NEFEA/ UEFS. Search: Education with emphasis in Special Education; sport and disability, social representation, inclusion and accessibility.


IC031 - Improving accessibility at Spanish museums: audio description for all (EN)


Gallego, Silvia; María Olalla Luque Colmenero e Gala Rodríguez Posadas.

Universidad de Córdoba

Palavras-chave/Keywords: museums; accessibility; sensory impairment; audio description; multisensory learning

Resumo/Abstract: Following the principles of the New Museology (Marstine 2006; Hooper Greenhill 2007), museums around the world are increasingly aware of the need to implement resources that allow visitors with different capabilities to access their collections, transforming the museum into an inclusive learning experience. Accessibility programs at museums have a long tradition in countries like the United States and the United Kingdom, among others (Soler Gallego 2012 y 2013). In recent years, accessibility in Spanish museums has developed considerably, thanks to current European and national legislation on accessibility and to the joint efforts of museum professionals, companies (ComAccess, Dos de mayo, Aptent, Aristia, Touch Graphics Europe), organizations (CESyA, ONCE) and associations specialized in universal accessibility. The aim of this paper is firstly, to present an overview of current accessibility practices for people with sensory impairment at museums in Spain, with a special focus on audio description for visually impaired visitors. In addition, past and ongoing projects on accessibility to museums and exhibitions for visually impaired visitors carried out by the association Kaleidoscope - Universal Accessibility will be presented. One of these projects is the Art audio description and creation workshop, addressed to people with and without visual impairment and aiming at creating an inclusive experience and rising awareness of the benefits of multisensory learning (vision, audio description and tactile exploration) for all. Also, an ongoing project titled Describing Sorolla will be presented, consisting in a guided visit with audio description whose main goal is to improve access to the Sorolla Museum for visually impaired visitors, following a methodology inspired by the principles of Emancipatory disability research (Hollins 2010).

Bionota /Bionote: Silvia Soler Gallego - PhD and teaching fellow at the Department of Translation of Interpreting, University of Cordova (2010-2014). PhD in Translation and Interpreting, University of Cordova (2013). MA in Translation and Interpreting, University of Granada (2007-2008). Diploma in Advanced Chinese Language Studies, University of International Business and Economics of Beijing (2005-2007). BA in Translation and Interpreting (2001-2005). Member of the HUM 770 Aula de investigacion del texto multimedia research group since 2009, she has participated in the AMATRA (P07-SEJ-2660), PRA2 (FFI2010-16142) and TRACCE (SEJ2006-01829/PSIC) projects. Participation in international conferences: CIUD, 6ICOM, M4All 2011, Lictra IX, AIETI IV, AMADIS'09. Her work has been published in internatinal journals (Perspectives: Studies in Translatology, MonTI, JosTrans). Her main research interests are museum audio description and cultural references in Chinese-Spanish film translation. Founding member of Kaleidoscope - Universal Accessibility (www.kaleidoscope-access.org). | María Olalla Luque Colmenero - PhD candidate, Department of Translation of Interpreting, University of Granada. MA in Translation and Interpreting, University of Granada (2008-2009). BA in Translation and Interpreting (2003-2007). Member of the HUM 770 Aula de investigacion del texto multimedia research group since 2010, she has participated in the AMATRA (P07-SEJ-2660), PRA2 (FFI2010-16142) and TRACCE (SEJ2006-01829/PSIC) projects. Her main research interests are film and museum audio description and the role and nature of metaphor as an audio description technique. Participation in international conferences and seminars: M4All 2011, 6ICOM, Metaphor Lab 2013, Rethinking Metaphor 2012, IV Congreso Internacional de Educación Artística, IV Congreso Internacional de Semiótica and CIUD. Freelance English-Spanish translator. Founding member of Kaleidoscope - Universal Accessibility (www.kaleidoscope-access.org). | Gala Rodríguez Posadas - PhD in Translation and Interpreting, University of Granada (2013). MA in Translation and Interpreting, University of Granada (2006-2007). MA in Audio description and Subtitling for the Deaf and Hard of Hearing, University of Granada (2005-2006). BA in Translation and Interpreting (2000-2005). Member of the HUM 770 Aula de investigacion del texto multimedia research group since 2005, she has participated in the AMATRA (P07-SEJ-2660), PRA2 (FFI2010-16142) and TRACCE (SEJ2006-01829/PSIC) projects. Professional audiodescriber since 2006 for ONCE, cinema and local film festivals. Organisation and participation in international conferences and seminars: ARSAD’ 07, AMADIS’07, M4All 2007, Audio Description in the Arts Seminar (Roehampton University), MUTRA 2008, SITAU 2011. Main research interests: AVT, film audio description cohesion and the audio description process. Founding member of Kaleidoscope - Universal Accessibility (www.kaleidoscope-access.org).

IC032 - Materials and design for the senses – Integration of fabric and technology in inclusive textile products (EN)


Gaspar, Marcelo e Ana Margarida Fernandes

Instituto Politécnico de Castelo Branco

Palavras-chave/Keywords: Textiles; Technology; Inclusion; Disability; Senses

Resumo/Abstract: The design for the senses allows dedicated stimulation of different capacities of the human being. This feature is of special relevance to people with disabilities, where the enhancement of their abilities allows not only a better quality of life, but also a and more effective inclusion. The present study aims to focus on the development of textile products on a double strand of sustainable reuse of end life fabrics with dedicated technologies, which enable the creation of new solutions specifically targeted for stimulation of the human senses. These new products aim to address the specific needs of the disabled population, by stimulating dedicated functions and senses, resulting in prototypes with high added value based solutions that combine fabrics and technology in a new generation of innovative textile products.

Bionota /Bionote: Professor-adjunto at the Polytechnic Institute of Castelo Branco, focusing on the research of materials and processes, as well as on product development.

IC033 - Universal Access to University: Universal design for learning (EN)


Arnáiz-Uzquiza, Verónica; Susana Álvarez Álvarez; Cristina Adrada Rafael; Isabel Antonina Bayona; Antonio Bueno García; Teresa Mingo Gómez; Ana Muñoz Gascón e Maria Teresa Sánchez Nieto.

University of Valladolid

Palavras-chave/Keywords: Universal Accessibility (UA); University; Translation and Interpreting; Physical Therapy; Teaching Methodologies.

Resumo/Abstract: Eventhough the fight for Human Rights has been present in most stages of daily life for over 60 years now, specific domains, such as Accessibility, have only being taken into serious consideration in the last decades. The lack of expertise and scientific research in the field have given rise for the most, and only in contexts where Accessibility was taken into consideration, to restrictive (and restricted) on-site / on-demand adaptations that granted users access to contents and/or facilities, but making differences, in any case, segregating and still visible. However, in recent years, professionals from a number of disciplines and fields of study have successfully worked on a multidisciplinary basis in the concept of Universal Accessibility (UA), and are progressively adopting this approach to most aspects of modern life, from building regulations, to economy, through travelling, medicine, communication, leisure or education, to name but a few. It is precisely in this field -education, specially at University levels- traditionally connected to research and often presumed to be at the avant-garde of innovation, where UA is still far from being a normalized practice. Educational and learning tools, adaptations, tutoring, support and individual follow-ups are among the solutions provided to students with specific needs in order to guarantee their access to contents. However successful, though, these personalized solutions are not an example of UA strategies.

Under this situation and the ever changing reality of educational systems and teaching methodologies, it seemed necessary to analyse how present UA is at University - in our case, the University of Valladolid - and how current educational practices and teaching methodologies can be adapted to achieve a 100% Universal Access. Research conducted focused on the practices of two degrees traditionally related to the attention to users with specific needs: Physical Therapy, where students are trained to help users with motion impairments; and Translation and Interpreting, where communication and attention to sensory impairments are part of its curriculum.



Bionota /Bionote: Verónica Arnáiz-Uzquiza holds a BA in Translation and Interpreting (Universidad de Valladolid, Spain) and a PhD in Audiovisual Translation (Universitat Autònoma de Barcelona). She also holds MAs in Specialized Translation from the UVa and in Audiovisual Translation from the UAB. Currently employed as a lecturer in Localisation, and Audiovisual Translation (UVa), she has published several articles and reviews in different magazines and volumes, and has presented a number of papers at international conferences dealing with Translation and Accessibility. She is a member of the research groups ‘Intersemiotics, Translation and New Technologies’ (ITNT), and CAIAC-Transmedia Catalonia.

IC034 - Accessibility in Higher Education Online: Current & Future (EN)


Patiniotaki, Emmanouela

Imperial College, London

Palavras-chave/Keywords: assistive technology; audiovisual translation; online education; accessible education;

Resumo/Abstract: Accessibility in Higher Education Online: Current & Future Trends

Bionota /Bionote: Emmanouela Patiniotaki is a graduate of the Department of English and Greek Language and Literature - with expertise in Linguistics - of the Kapodistrian University of Athens and holds an MSc in Scientific, Technical and Medical Translation with Translation Technologies from Imperial College London. She is currently conducting her PhD research on Access to the Media with special focus on the satisfaction of educational needs through online environments with the provision of accessible material using various technological means. Miss Patiniotaki has worked as a teacher of English and Greek from 2004 until 2011 both in Greece and the UK. She has been working as a translator, reviewer and localizer for companies based in Europe, Australia and the USA since 2006, while she entered the world of audiovisual translation and access services in 2008 and has been dedicated to that ever since. Her personal research in the field of Accessibility began in 2008. In 2011 she was awarded with the Onassis Foundation Research Scholarship for the completion of her research on a doctoral level. She is now a member of several associations and an access services volunteer in her country and works as a research and teaching assistant at Imperial College.

IC035 - Personas sordas en Cataluña, un documental con acento próprio. (EN)


Serrat, Jordi; Montse Corrius and Eva Espasa

University of Vic

Palavras-chave/Keywords: Deaf community; Deaf identity; sign language; audiovisual accessibility

Resumo/Abstract: La Convención de Naciones Unidas de 2007 sobre los derechos de las personas con discapacidad reconoce la identidad cultural y lingüística de las personas sordas junto con las lenguas de signos. Con el mismo propósito, un equipo de profesionales de la Universidad de Vic, en Barcelona (España), participaron en 2013 en la realización de un video divulgativo sobre las personas sordas signantes en Catalunya. Dicho trabajo pone de relieve que el llamado hecho diferencial catalán ─ presente en la política catalana actual─, ha pasado por diferentes vicisitudes que afectan también a la comunidad sorda catalana. Ni en el ámbito científico ni en el político nadie discute hoy la existencia de la lengua de signos catalana (LSC) como un idioma distinto de la lengua de signos española (LSE). Reconocida por las leyes 27/2007 y 17/2010, aprobadas por las Cortes Generales españolas y el Parlamento de Cataluña respectivamente, su importancia se refleja en los estudios europeos sobre accesibilidad (Wheatley; Pabsch, 2010). Nuestro proyecto, aunque no estudia la historia de la LSC y la LSE, sí enfatiza el carácter pionero del movimiento sordo catalán en España. Este extremo se acredita, entre otras fuentes, con la biografía de quien fue el primer líder del grupo social citado en Catalunya: Àngel Calafell i Pijoan (1909-1988) (Calafell, 2011). El video menciona los años sórdidos de la dictadura de Francisco Franco (1939-1975), la llegada de la democracia, el posterior reconocimiento de la lengua de signos y también las reivindicaciones actuales. A través de entrevistas a personas sordas y con testimonios bibliográficos (Laborit, 1994; Cedillo, 2004), se observa la evolución de la consciencia sorda. Además, se abordan aspectos laborales, sociales, educativos, políticos y relacionados con el acceso a la información. Amb les mans es un reportaje de 24 minutos de la Universidad de Vic y la firma SordPress. Al ser una producción codirigida por un periodista oyente, Jordi Serrat, y un periodista sordo, Guillem Carles, se ha podido ampliar su divulgación e incorporar mejor la perspectiva sorda.

Bionota /Bionote: Dr Jordi Serrat is a Senior Lecturer in Journalism at the Faculty of Business and Communication at the Universitat de Vic. He has a PhD in Journalism from the Universitat Autònoma de Barcelona. His research interests include journalism by/for Deaf people, sign language and media accessibility. He has published and lectured extensively on these areas. He researched on The perception of current events in Sign Language via television, at Gallaudet University, Washington in 2008. | Dr Montse Corrius is a Senior Lecturer in English at the Faculty of Business and Communication at the Universitat de Vic. She has a PhD in Translation from the Universitat Autònoma de Barcelona. Her research interests include audiovisual translation and accessibility, multilingual films, language learning and lexicography. She has published several articles and lectured on these areas of research. She is one of the authors of the Easy English Dictionary with a Catalan English-Vocabulary (2004).

IC036 - Blindness and women: documenting challenges and opportunities (ES)


Corrius, Montse, Espasa, Eva & Jordi Serrat

University of Vic

Palavras-chave/Keywords: visual impairment; women; gender; audio description; audiovisual accessibility.

Resumo/Abstract: Two thirds of people around the world who are blind are women. In the developing world this condition may be usually due to lack of access, or priority, to medical services. Is this true of blind women in Western societies? With this question in mind, the authors set out to document the experiences of blind women in Catalonia, by interviewing them about their experiences, their access to knowledge, to culture, and to work. We aim to explore whether gender is an important variable for women of different ages, professions, and with diverse types of visual impairment, both congenital and acquired. Audio visual accessibility of the documentary has been a priority from the beginning, within the tenets of universal design, both in the design of the script and its audio visual production. AD (Audio Description) and SDH (Subtitling for the Deaf and Hard of Hearing) are included, as well as audio visual resources that emulate visual disability, and that explore alternative communication tools.

The documentary explores usual accessibility resources used by blind women (Braille, synthetic speech, AD, large print…) and asks women about the main advantages and challenges posed by changing technologies. With this background and by means of the aforementioned one-to-one interviews we intend to examine the following questions: 1.How can Catalan blind women access culture? Is culture accessible enough nowadays? Do they commonly use/find/enjoy audio guides when visiting museums? 2.Do they have any difficulties in entering and following education? 3.Is it easy for them to use AD? Are they satisfied (in terms of quantity and quality) with the audio description offered in Catalonia? What is the most important aspect of AD for them? 4.What existing stereotypes of blindness and blind people would they dismantle? 5.Do they think that blind and visually impaired men and women are treated equally? Do blind and visually impaired women have any advantages or disadvantages? 6.What are the future challenges for blind and visually impaired people in our society? By addressing these questions the documentary “Dones i ceguesa a Catalunya” aims to make a contribution to the understanding gender and audio visual accessibility.



Bionota /Bionote: Dr Montse Corrius is a Senior Lecturer in English at the Faculty of Business and Communication at the Universitat de Vic. She has a PhD in Translation from the Universitat Autònoma de Barcelona. Her research interests include audiovisual translation and accessibility, multilingual films, language learning and lexicography. She has published several articles and lectured on these areas of research. She is one of the authors of the Easy English Dictionary with a Catalan English-Vocabulary (2004). | Dr Eva Espasa is a Senior lecturer in Translation Studies at the Universitat de Vic. She has a PhD in Stage Translation from the Universitat de Barcelona. Her publications focus on audiovisual translation and accessibility, and on gender studies. She is coordinator of the research group TRACTE (Traducció Audiovisual, Comunicació i Territori), (UVic). She is member of the Interdisciplinary Centre of Women Studies (UVic).

IC037 - A negociação de significados com alunos surdos: uma compreensão sociolinguística. (PT)


Azevedo, Omar Barbosa

Palavras-chave/Keywords: Surdos – Educação; Intérpretes para surdos; Língua brasileira de sinais; Surdos – Meio de comunicação; Significados.

Resumo/Abstract: O tema da presente investigação de doutoramento é a negociação de significados entre professoras e alunos surdos. A partir da tradução cultural e da sociolinguística, compreendemos as negociações de significado em cinco diferentes cenas de interação comunicativa em sala de aula. Adotamos a etnopesquisa como fundamento teórico-metodológico de pesquisa qualitativa em educação, a etnonarrativa implicada com densos componentes autobiográficos e procedimentos da sociolinguística interacional para a interpretação dos diálogos entre os atores sociais do cenário socioeducativo. Para a compreensão dos turnos de fala, partimos de cinco etno-observações filmadas num programa de estimulação precoce que adotava o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Utilizamos também um diário de campo para anotar informações relevantes sobre as aulas filmadas e o cotidiano institucional. Vale ressaltar que a heurística da pesquisa se revela dentro da perspectiva de uma etnonarrativa implicada na sua totalidade e em seu movimento. No que concerne ao processo de compreensão das mediações linguísticas entre professoras e alunos surdos, participaram duas professoras surdas, três professoras ouvintes e treze alunos surdos. Os alunos estavam na faixa etária dos cinco aos sete anos de idade. Descrevemos as falas dos participantes em turnos que contém a anotação dos elementos constitutivos (sinais da Libras, gestos, movimentos corporais, expressões faciais, etc.) e a respectiva tradução para a língua portuguesa. Intepretamos diálogos selecionados em cenas que contêm fenômenos próprios da comunicação entre professoras e alunos surdos. A partir da compreensão da negociação de significados entre os participantes, discutimos questões próprias da Educação de Surdos, como a formação de professores surdos e de TILS educacionais linguisticamente responsáveis para a atuação neste contexto. Discutimos também o problema da exclusão linguística e a luta pela Escola Bilíngue da comunidade surda brasileira, evidenciando a relevância linguística, cultural e identitária, bem como a pertinência socioeducativa destas instituições.

Bionota /Bionote: Psicólogo e Mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Especialista em Educação Especial pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Doutorando pela Universidad de Barcelona (UB) e pesquisador junto à Comunidade Surda brasileira.

IC038 - Uma janela de oportunidades para todos – Livros multiformato. (PT)


Santos, Olga Maria Assunção Pinto

IPL- ESECS

Palavras-chave/Keywords: Inclusão, Livros multiformato, Necessidades Educativas Especiais.

Resumo/Abstract: A verdadeira inclusão é a dimensão que assegura a todos os cidadãos o acesso e a participação, sem discriminação, a todos os níveis e serviços (Rodrigues, 2006) numa perspetiva de igualdade de oportunidades. O mesmo autor defende ainda que “ninguém pode ser discriminado por causa de uma condição pessoal no acesso a educação, (…) lazer, cultura (…)” (p. 11). É sabido que as condições pessoais a que o autor se refere podem advir das mais variadas razões, impossibilitando o individuo de realizar tarefas tão simples e básicas, como é o caso da leitura, diante daqueles que não padecem de qualquer entrave ou comprometimento para o fazer. Foi a pensar nas pessoas portadoras de deficiência, privadas poder ler livros escritos em formato convencional, que surgiu o Projeto Leitura Inclusiva Partilhada (PLIP). O PLIP apareceu com o intuito de recriar livros para leitores com necessidades especiais, utilizando, para tal, a adaptação de obras originais ou já publicadas, convertendo-as para novos formatos. A inclusão, espelhada neste projeto, traduz-se no desenvolvimento e produção de kits multiformato, que podem conter versões em braille e em alto-relevo, adequados a pessoas cegas ou com baixa visão, áudio-livros, vídeo-livros em Língua Gestual Portuguesa, para surdos, e formatos adaptados com símbolos pictográficos para a comunicação (SPC) com versões simplificadas, para pessoas com incapacidade intelectual ou limitações de outra natureza.

De acordo com Neves (in Midlandcom, 2014,), a criação de livros em formato alternativo é de extrema importância, possibilitando o acesso de todos à leitura, uma vez que traz consigo novos leitores, permite que o lúdico possa transformar-se em didático, potenciando “uma atitude mais inclusiva em cada um de nós e permite incentivar a experimentação de novas formas e hábitos de leitura” (p.1). Sabe-se que, nas escolas, os professores esforçam-se no sentido de desenvolverem estratégias para incentivarem as crianças a criarem hábitos de leitura, uma vez que é reconhecida a sua importância no desenvolvimento dos seus alunos.



Graças à criação de livros em multiformato qualquer criança portadora de deficiência auditiva, visual ou cognitiva, pode, efetivamente, fazer parte da preocupação dos professores no que tange ao incentivo à leitura, pois esses livros já existem, feitos e pensados em função das necessidades específicas individuais.

Bionota /Bionote: Licenciatura em Professores do Ensino Básico, variante de Matemática e Ciências da Natureza; Licenciatura em Relações Públicas e Publicidade; Doutoranda em Educación Especial: Objeto y Tendencias de Investigación, na Universidade de Salamanca; Formadora acreditada pelo CCPFC, nas áreas da Matemática, Ciências da Natureza e Educação Especial; Diretora do CET - Técnico de Intervenção Social em Toxicodependências, no FOR.CET do IPL. Organizou e dinamizou o Seminário “Atenção à Diversidade”, dirigido aos professores do departamento de Educação Especial da Faculdade de Educação da Universidade de Salamanca. Docente na ESECS – Instituto Politécnico de Leiria.

IC039 - A aprendizagem da LGP pelos ouvintes facilita a comunicação com os alunos surdos. (PT)


Pires, Ana Margarida

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Alunos ouvintes; alunos surdos; comunicação; língua gestual; integração.

Resumo/Abstract: À semelhança do que acontece noutros quadrantes sociais, a nossa problemática coloca-se no sistema educativo português, onde os alunos surdos se vêem confrontados com o facto da comunidade educativa da escola onde se encontram inseridos não saberem comunicar em Língua Gestual Portuguesa. O sucesso educativo de uma determinada população escolar, neste caso os alunos surdos, onde a diversidade dos indivíduos é uma característica cada vez mais evidente, passa pela promoção da aprendizagem da língua gestual pelos ouvintes, facilitando deste modo a comunicação entre todos. Este projeto pretende dar a conhecer como a aprendizagem da língua gestual pelos ouvintes contribui para a inclusão e posteriormente melhora a comunicação com os alunos surdos. Ao utilizar como estratégia a implementação da sinalética, que consiste na identificação dos espaços (sala de aula, refeitório, recreio...) em língua gestual pelos próprios alunos, esta irá motivar todos os intervenientes educativos a realizem uma comunicação plena e acessível com as crianças surdas.

Bionota /Bionote: Pires, Ana Margarida. Licenciada em Língua Gestual Portuguesa, ramo da lecionação, pela Escola Superior de Educação de Coimbra do Instituto Politécnico de Coimbra. Pós Graduação em Educação Especial – Cognitivo e Motor pela Universidade Fernando Pessoa. Mestranda no curso de Comunicação Acessível na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, do Instituto Politécnico de Leiria. Desempenha funções de formadora de Língua Gestual Portuguesa pelo Ministério de Educação em várias escolas, desde 2008. No momento, leciona no Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro a alunos surdos do 1º, 2º e 3º ciclos.

IC040 - Adaptação da obra "A Estrela de Laura" de Klaus Baumgart (Plano Nacional de Leitura). (PT)


Sousa, Carina

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Criança com Necessidades Educativas Especiais-NEE, Sistema Pictográfico para Comunicação-SPC, livro infantil- adaptado.

Resumo/Abstract: O presente projeto surge no âmbito do Mestrado em Comunicação Acessível e centra-se na área da criação de material de apoio para os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). O objectivo principal deste projeto é a criação de material multiformato e os seus contributos para a aquisição de competências comunicativas. Para tal, um livro infantil pertencente ao Plano Nacional de Leitura, adaptado para Sistema Pictográfico para Comunicação-SPC. A escolha recai no livro infantil, “A Estrela de Laura” de Klaus Baumgart., enquanto facilitador de aprendizagem, inclusão, lazer, para crianças com Necessidades Educativas Especiais clientes no Centro de Recursos para a Inclusão Digital – adaptado no CRID Centro de Recursos Para a Inclusão Digital. Através da observação participada e da leitura feita por um aluno (com Paralisia Cerebral - PC). Recolhemos dados como, a facilidade de comunicação com a história. Os dados observados são numa lógica qualitativa, e pretendem demostrar o potencial pedagógico das adaptações de livros infantis para Sistema Pictográfico para a Comunicação o SPC, potenciando posteriormente o seu contributo como materiais de apoio a crianças, jovens e alunos com dificuldades de aprendizagem de leitura e escrita (comunicação), ou seja, crianças com Necessidades Educativas Especiais.

Bionota /Bionote: L icenciada em Educação Social na Escola Superior de Educação e Ciencias Sociais de Leiria. Mestranda na mesma escola em no Mestrado em Comunicação Acessível.

IC042 - O Turismo Acessível - Informação em Conteúdo Acessível. (PT)


Morgado, Graciete

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Comunicação em Escrita Simples; Turismo Acessível; Brochura Turística Acessível.

Resumo/Abstract: A concepção deste projecto pretende ser um projecto-piloto na área do turismo acessível em conjugação com a comunicação acessível. O turismo acessível é um segmento de mercado ao qual é premente dar uma resposta de qualidade. No entanto até agora a acessibilidade tem passado pela promoção do território e pouco pela promoção da acessibilidade dos conteúdos da informação turística disponibilizada. Em 2003 foi criada a Rede de Cidades e Vilas com Mobilidade Para Todos, no Ano Europeu da Pessoa com Deficiência pela Associação de Planeadores do Território à qual um terço dos Municípios Portugueses aderiu. Foi também nesta altura que nasceram os Planos de Promoção da Acessibilidade para a Eliminação de Barreiras Arquitectónicas e Urbanísticas, onde também se incorporavam temas como a comunicação e as novas tecnologias. A comunicação no turismo acessível deve pois ser também acessível, usando-se uma linguagem simples. Segundo Mineiro (2014:44) a comunicação só é eficaz quando a mensagem recebida pelo emissor é captada e entendida pelo receptor. Dai a necessidade de um texto curto com linguagem simples, conteúdos que correspondam às necessidades e expectativas naturais e de informação sem exigirem muito dos intervenientes finais. Analisados estes pressupostos, temos então criadas as condições para a fundamentação de uma brochura turística acessível em formato de escrita simples não para um publico especifico mas a pensar na generalidade dos visitantes, tendo a acessibilidade como um direito de todos, um dever de serviço publico cumprido, uma estratégia de mercado e de qualidade.

Bionota /Bionote: Licenciada em Turismo na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar no ano de 2012, Mestranda no curso de Comunicação Acessível na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, ambas do Instituto Politécnico de Leiria. Possui uma vasta experiencia no atendimento ao publico na industria do turismo, exercendo actualmente a função de guia de museu.

IC043 - A Acessibilidade do Museu do Vidro para pessoas cegas: Criação de um roteiro sensorial. (PT)


Fernandes, Helena

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Museu, turismo, acessibilidade, cegos, sensorial.

Resumo/Abstract: O museu do Vidro é o museu mais visitado da Marinha Grande. Sendo o único museu nacional especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e indústria vidreira em Portugal, tem uma enorme importância cultural para os residentes e visitantes. Este estudo pretende explorar a questão da acessibilidade do museu, centrando-se no público-alvo cego, dando resposta a duas principais questões: O acervo do museu está acessível aos visitantes cegos? Como poderemos tornar o acervo acessível? Deste modo, foi feito o diagnóstico da acessibilidade do museu. Em seguida, fez-se o estudo da acessibilidade do museu através da observação da interação de cegos com o acervo do museu e de questionários e entrevistas aos funcionários e visitantes cegos. A partir da análise destes resultados, foi construído um roteiro sensorial, tendo em conta a organização da exposição permanente do museu e, sobretudo, as necessidades do público-alvo. Este roteiro sensorial, porque o toque é fundamental para a perceção do objeto físico para um cego, teria necessariamente de conter réplicas de peças expostas. Assim, arranjaram-se peças iguais, ou semelhantes, que retratassem cada técnica de trabalho do vidro exposta no museu. Desta forma, e acompanhadas de uma descrição adequada, os visitantes cegos poderiam interagir melhor com o conteúdo do museu. Os resultados desta visita revelaram, mais uma vez, a importância do toque para os visitantes cegos, embora não seja o suficiente para resolver toda a problemática da acessibilidade.

Bionota /Bionote: Helena Fernandes é aluna do mestrado Comunicação Acessível, na Escola Superior de Educação e Comunicação Social, do Instituto Politécnico de Leiria. Anteriormente, licenciou-se em Tradução e Interpretação, pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Leiria, tendo-se especializado na tradução audiovisual e na legendagem para surdos, área em que trabalha desde 2008. Desde 2013 é diretora executiva da empresa Crosswords AVT.

IC044 - Mercado de trabalho e pessoas com necessidades especiais:Que realidade e desafios? (PT)


Caçador, Maria Helena Ribeiro

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Inclusão; mercado de trabalho; pessoas com necessidades especiais; desemprego; empreendedorismo.

Resumo/Abstract: O Relatório europeu “Avaliação do impacto dos planos de austeridade dos governos europeus nos direitos das pessoas com deficiência”, da responsabilidade do Consórcio Europeu de Fundações para os Direitos Humanos e a Deficiência (2012), divulgado em novembro de 2013, apresenta o seguinte resultado sobre a situação em Portugal: as pessoas com deficiência têm uma taxa de desemprego mais do que duas vezes superior às pessoas sem incapacidades funcionais. Perante este facto, a presente comunicação propõe apresentar um estudo preliminar sobre a realidade da inserção profissional de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho nacional. A micro-análise de dois casos de trabalhadores no ativo, no setor público e privado, ambos com limitações sensoriais (um caso de cegueira e outro de incapacidade auditiva) demonstrará como foi o processo de integração nas respetivas empresas. É apresentado igualmente um caso de criação do próprio emprego, na perspetiva do empreendedorismo como solução inclusiva.

Bionota /Bionote: Licenciada em Gestão e Administração Pública, com especialização em Recursos Humanos. No presente ano letivo, frequenta o primeiro ano do Mestrado em Comunicação Acessível no Instituto Politécnico de Leiria. Atualmente é Bolseira de Gestão de Ciência e Tecnologia, atribuída pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, num projeto no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa.

IC045 - Fruir e Comunicar: o Surdo e a Música (PT)


Aguiar, Joana Cabral

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Surdo; Música; Comunicar; Fruir; Surdez.

Resumo/Abstract: Com este projeto pretende-se perceber como é que os surdos “ouvem” música, de que maneira reagem a ela e aos diferentes estilos musicais, que instrumentos preferem e porquê e, por fim, o papel da família. Define-se para esta investigação quatro objetivos: perceber de que maneira as crianças surdas reagem à música; verificar de que modo as crianças surdas expressam a sua musicalidade (cantar, mexer, tocar instrumentos...); se estas usam a música como forma de comunicação e se os próprios pais incentivam os seus filhos surdos para a música.

Bionota /Bionote: Licenciada, desde 2008, em Língua Gestual Portuguesa (LGP) no ramo da lecionação, pela Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC). A trabalhar no Agrupamento de escolas D. Dinis como formadora de LGP desde 2008. A frequentar o 1ºano do Mestrado em Comunicação Acessível, pelo Instituto Politécnico de Leiria (IPL).

IC046 - Os surdos e os sentimentos: Dificuldade na aquisição dos conceitos. (PT)


Oliveira, Joana,

IPL – Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Surd* (surdez, surdos, …); Sentimentos; Conceitos; Língua Gestual; Imagens.

Resumo/Abstract: O objetivo do presente estudo foi identificar, em crianças surdas, as possíveis dificuldades na aquisição de conceitos na área dos sentimentos. Adicionalmente, procurou-se refletir como seria possível adotar estratégias para solucionar as dificuldades identificadas, e se sim, como seria possível contornar essa dificuldade. Reily refere que as “crianças surdas em contato inicial com a Língua de Sinais necessitam de referências da linguagem visual com as quais tenham possibilidade de interagir, para construir significados. […]” (2003, p. 290). Desta forma, na ocorrência de dificuldades identificadas, serão utilizados meios visuais no sentido de potenciar a perceção e compreensão das crianças surdas sobre conceitos nesta área com a aprendizagem baseada nas imagens e na Língua Gestual. Em suma, pretende-se determinar o conhecimento que as crianças surdas têm dos gestos e conceitos dos sentimentos. É ainda objetivo deste estudo perceber de que maneira estas crianças entendem o sentimento a que se estão a referir. Pretende-se também verificar se com a ajuda de imagens as crianças entendem e interiorizam melhor o gesto e o significado do conceito e por último constatar se estas crianças transpõem as aprendizagens para exemplos do quotidiano.

Bionota /Bionote: Licenciada em Língua Gestual Portuguesa – ramo de Lecionação pela Escola Superior de Educação de Coimbra do Instituto Politécnico de Coimbra. Estando neste momento a frequentar o 1º ano do mestrado em Comunicação Acessível na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais no Instituto Politécnico de Leiria. Desempenhou funções de docente de Língua Gestual Portuguesa de 2010 a 2013, durante 3 anos letivos, em todos os ciclos de ensino.

IC047 - Fruir e Comunicar: o Surdo e a Música (PT)


Pinheiro, João

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Rota turística; Acessibilidade; Tradaptação; Cegos; Leiria; Crime do Padre Amaro; Inclusão digital; Eça de Queiroz.

Resumo/Abstract: O estudo aqui presente visa tratar a temática das rotas turísticas para cegos em particular o caso da Rota do Crime d’O Padre Amaro em Leiria. Este trabalho consiste num estudo elaborado na escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, utilizando um modelo de audiodescrição e recorrendo a um método de análise quantitativa. O método é suportado por uma metodologia de recolha de dados baseada no modelo de entrevista semiestruturada e observação participante. Neste estudo decidiu aplicar-se o modelo de áudio descrição presente no “Guia de audiodescrição: Imagens que se ouvem” (Josélia Neves, 2011) aos textos e imagens presentes na Rota do Crime d’O Crime do Padre Amaro de forma a facilitar o processo interpretativo da comunicação aos cegos da área de influência de Leiria. O estudo dividiu-se em tês pontos centrais: - Tradaptação dos materiais visuais e textuais em áudio seguindo as normativas do guia de audiodescrição de forma a permitir a compreensão do público em questão; -A preparação das materiais para suportes digitais que possam ser fácil e gratuitamente acedidos online através de plataformas associadas à Câmara Municipal de Leiria; -A avaliação da relevância do estudo junto da população em questão de forma a analisar o nível de compreensão dos dados e efetividade do estudo. Os resultados deste estudo visão confirmar três pontos centrais. Sendo eles a necessidade da utilização deste modelo para a compreensão interpretativo da comunicação na Rota d’O Crime do Padre Amaro, o interesse na utilização, por parte da população, de roteiros turísticos tradaptados e a verificação da potencialização do uso destes materiais aquando da sua transformação em suporte digital acessível e gratuito.

Bionota /Bionote: é actualmente um aluno do mestrado em comunicação acessível do Instituto Politécnico de Leiria. Trabalha à 2 anos na área dos audiovisuais no mesmo instituto. Licenciou-se em Comunicação Social e Educação Multimédia variante de Educação multimédia.

IC048 - Espetáculos de teatro com audiodescrição para pessoas com incapacidade visual: análise do processo, do produto e da reação (PT)


Violante, Marta

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: teatro com audiodescrição; mediação cultural; acesso à cultura por pessoas com incapacidade visual.

Resumo/Abstract: Este estudo foi realizado com o intuito de, por um lado, concluir da importância da audiodescrição no acesso ao conteúdo de uma peça de teatro por parte de pessoas com incapacidade visual e, por outro, de demonstrar a relevância do acesso à cultura por parte de pessoas com incapacidade visual. Para o efeito analisaram-se três espetáculos de teatro com audiodescrição, desde o processo de oferta e construção do evento, até à sua receção pelo público-alvo.

Bionota /Bionote: Terapeuta da Fala, tem trabalhado essencialmente com crianças em idade escolar com incapacidades, em Instituições públicas e particulares de solidariedade social. Frequenta primeiro ano de Mestrado em Comunicação Acessível.

IC049 - Intervenção na paralísia cerebral através de materiais multiformatos (PT)


Mascarenhas, Maria Teresa

Associação ACARINHAR: Mestrado em Comunicação Acessível - Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: A intervencção em paralesia cerebral através de materiais multiformato.

Resumo/Abstract: O projeto centrou-se na “Definição de um Programa de Intervenção Pedagógica através de materiais multiformato, com a participação de uma equipa multidisciplinar para aquisição de competências comunicativas e psicopedagógicas no reconhecimento das cores primárias, formas geométricas e melhoria da praxia fina de uma aluna de 10 anos de idade do 1º ano com Paralisia Cerebral, défice cognitivo e linguagem oral.

Bionota /Bionote: Mestranda em Comunicação Acessível, Licenciada em Fisioterapia. Presidente de Associação Acarinhar e da Rede Nacional de Educação para Todos de Cabo Verde.

IC050 - A audiodescrição e a equivalência na compreensão da narrativa de um filme por pessoas cegas e pessoas que enxergam. (PT)


Costa, Marilaine

Mestrado em Comunicação Acessível - Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Inclusão; acessibilidade; deficiência visual; cinema acessível; audiodescrição..

Resumo/Abstract: A presente proposta de comunicação pretende analisar a audiodescrição como um recurso de acessibilidade que possibilita a pessoas com deficiência visual e baixa visão a compreensão da narrativa de um filme em condições de equivalência a pessoas que enxergam. Através da realização de um estudo de caso, um filme em longa-metragem foi assistido por um grupo de pessoas que enxergam, sem audiodescrição, e assistido por um grupo de pessoas cegas e com baixa visão, com o recurso da audiodescrição gravada. Os dois grupos da amostra responderam a um questionário idêntico após assistir ao filme, que resultará na análise comparativa das experiências.

Bionota /Bionote: Mestranda no curso de Comunicação Acessível, do Instituto Politécnico de Leiria, jornalista, produtora de cinema, audiodescritora.

IC051 - A acessibilidade em Língua Gestual Portuguesa à obra literária "Uma questão de Azul Escuro". (PT)


Coelho, Renato Filipe Pereira

Mestrado em Comunicação Acessível - Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Língua Gestual Portuguesa; Aluno Surdo; Surdez; Educação; Acessibilidade.

Resumo/Abstract: Vários alunos surdos apresentam dificuldades em analisar e em interpretar textos literários. Tal verifica-se em maior grau nos alunos surdos com perdas auditivas mais acentuadas e/ou em que a língua gestual portuguesa é a sua primeira língua. De facto, para vários indivíduos surdos, especialmente aqueles que apresentam uma surdez congénita e de grau severo e/ou profundo, a língua gestual é a língua pela qual se desenvolvem linguisticamente, já que se constitui como uma língua de modalidade visual que lhes é inteiramente acessível, ao contrário do que se verifica com uma língua oral. Nesses indivíduos, a aquisição da língua oral é adquirida como segunda língua, na forma escrita e/ou oral. A aquisição de uma língua oral na forma escrita pelo indivíduo surdo tem sido tema de numerosos estudos, já que o domínio da língua escrita está inteiramente relacionada com os sons da fala. Neste contexto, vasta é a literatura que documenta a dificuldade encontrada pelas pessoas surdas na aquisição e domínio do código escrito das línguas orais. Na sociedade atual, o acesso à escrita é imprescindível para qualquer cidadão, pois permite a transmissão e a partilha de informação/conhecimento, o desenvolvimento da criatividade, do pensamento, etc. No caso do indivíduo surdo, o acesso à língua escrita permite, também, uma ponte de ligação com a sociedade ouvinte. Neste seguimento, ao considerar-se que as crianças surdas têm sempre mais dificuldades na aquisição e domínio da língua escrita do que uma criança normo-ouvinte, a língua gestual apresenta-se como um meio de comunicação eficaz que, em situações de tradução/interpretação, lhes permite aceder ao conteúdo da informação escrita. Em relação ao aluno surdo que domina uma língua gestual, o acesso a obras literárias nessa língua permite-lhes o domínio da compreensão das mesmas o que, por sua vez, irá facilitar a interpretação do vocabulário e da estrutura morfossintática de uma língua que não acedem auditivamente. A possibilidade de terem acesso a obras traduzidas/interpretadas numa língua gestual permite-lhes, assim, a compreensão das mensagens que elas contêm, a aquisição do conhecimento que veiculam, um espírito critico sobre o seu conteúdo, o desenvolvimento da língua escrita, etc.

Face ao exposto, o presente estudo visa verificar a vantagem da acessibilidade em Língua Gestual Portuguesa a uma obra literária acessível em multiformato.



Bionota /Bionote: Licenciado em Tradução e Interpretação em Língua Gestual Portuguesa pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, com especialização em Língua Gestual e Educação de Surdos pelo Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, a frequentar o curso de Mestrado em Comunicação Acessível pelo Instituto Politécnico de Leiria. Desempenha funções de Interprete de Língua Gestual Portuguesa pelo Ministério da Educação desde 2005 e no Agrupamento de Escolas D.Dinis-Leiria desde 2007. No Instituto Politécnico de Leiria, desde 2007, tem vindo a prestar apoio a alunos surdos em várias modalidades: interpretação à distância em sistema de vídeo-conferência; interpretação de aulas e de tutorias. Como Interprete de LGP, participa em vários projectos de acessibilidade em espaços públicos (museus, teatros, conferências e eventos de celebração) bem como em eventos inéditos em que o acesso à comunicação por parte das pessoas surdas é total. Membro ativo na Comunidade Surda, na Associação de Surdos da Alta Estremadura.

IC052 - Publicidade acessível na televisão para Pessoas Surdas (PT)


Marcos, Walniver

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Surdo; Deaf; Publicidade; Língua Gestual Portuguesa.

Resumo/Abstract: Consciencializar a população em geral, a comunidade surda e também os patrocinadores de que existe um público que necessita de uma publicidade dedicada a essa comunidade sendo este um dos objetivos deste projeto de investigação. São inúmeras as publicidades que passam nos canais da TV Portuguesa, centenas de anúncios que mostram pessoas a adquirirem bens de primeira necessidade e bens supérfluos. Cada produto exposto na publicidade é pensado no seu público-alvo, idade, condição social, sexo, escolaridade. Mas ainda não existe muita publicidade dirigida para a comunidade surda em Portugal, sem a presença da língua gestual ou legendas para que esta comunidade possa perceber e entender o produto que a publicidade quer vender.

Bionota /Bionote: Licenciada em Letras pela Faculdade de Filosofia de Passos-Minas Gerais-Brasil e Mestranda no Curso de Comunicação Acessivel pela Escola Superior de Educação e Ciencias Sociais do Instituto Politénico de Leiria. Com 22 anos de experiência em rádio, atualmente exerce funções em formação, produção e publicidade na Rádio IPLay- Leiria /Portugal.

IC053 - A utilização de cores por estudantes daltónicos em trabalhos digitais (PT)


Luís, Zita

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: estudantes daltónicos, cores, trabalhos digitais.

Resumo/Abstract: O estudo visa a identificação das dificuldades e das estratégias a que os estudantes daltónicos recorrem aquando da realização de trabalhos digitais com recurso a cores, em diferentes tipos de software. O problema ao qual o estudo pretende dar resposta é a eficácia de ferramentas na realização de trabalhos académicos através do computador e que exijam a utilização de cores, por parte de estudantes daltónicos. Os objetivos prendem-se com a identificação das dificuldades sentidas na realização de trabalhos em formato digital e a avaliação de ferramentas que possam auxiliá-los na referida tarefa através do uso correto e harmonioso da cor. As ferramentas aplicadas procuram colmatar problemas de identificação, seleção e combinação de cores, contribuindo para uma comunicação mais eficaz e para o sucesso académico dos estudantes daltónicos.

Bionota /Bionote: Mestranda do Mestrado em Comunicação Acessível. Licenciada em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro e com pós-graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação Multimédia pelo Instituto Superior de Línguas e Administração de Santarém. Possui Profissionalização em Serviço sendo docente do grupo de Informática.

IC054 - O design participativo na construção de materiais inclusivos para adolescentes com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais – projeto em desenvolvimento / The participatory design in the construction of inclusive materials for teenagers with intellectual disability - project under development (PT)


Vieira, Tânia Sardinha, Joana Quental; Ana Margarida Pisco Almeida

Universidade de Aveiro

Palavras-chave/Keywords: Design participativo; Dificuldades Intelectuais e Desenvolvimentais; Adolescentes; Materiais inclusivos.

Resumo/Abstract: A presente comunicação apresenta uma proposta de investigação em curso, de natureza qualitativa e exploratória, que surge da aparente ausência de recursos digitais e analógicos, adequados à idade cronológica de alunos adolescentes com Dificuldades Intelectuais e Desenvolvimentais (DID), que frequentam os 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (CEB). A maioria dos recursos utilizados para o desenvolvimento de competências, incluindo as funcionais, apresenta conteúdos, formas e linguagem gráfica próprios para a infância e, portanto, não adequados às especifidades dos adolescentes. Neste estudo participarão duas Escolas do distrito de Aveiro, nas quais será feito um levantamento dos recursos utilizados com estes alunos, com o intuito de propor uma metodologia de construção sustentável de materiais e de comparar os materiais existentes com os construídos. A participação de duas Escolas permitirá também o estabelecimento de redes inter-escolas, possibilitando uma reflexão mais alargada e uma maior disseminação das práticas de design a implementar. Temos como pressupostos metodológicos realizar entrevistas aos alunos, aos professores, aos familiares e a técnicos da área da saúde; construir uma grelha de avaliação dos materiais utilizados com adolescentes com DID. Haverá, em paralelo, o contributo de técnicos da área da saúde mental e de associações na reflexão das práticas e dos materiais por estes utilizados com os adolescentes com DID. Pretende-se com esta investigação, a construção participativa de materiais inclusivos, no âmbito da temática da educação sexual e dos afetos, adequados à idade cronológica de adolescentes com DID, bem como investigar e propor um conjunto de estratégias e metodologias de apoio aos professores e familiares que lhes permitam, no futuro, a criação e adequação de materiais ajustados às idiossincrasias de alunos adolescentes com DID.

Bionota /Bionote: Tânia Sardinha Vieira é licenciada em Design e Mestre em Famílias e Sistemas Sociais, presentemente aluna do programa doutoral de Design da Universidade de Aveiro. É professora de Artes Visuais e especializada em Educação Especial, tendo participado em inúmeros projetos, nos quais a Arte e a Criatividade foram sempre disciplinas de suporte. Formadora certificada na área da criatividade e comunicação. Coach Profissional certificada. | Joana Quental é designer, ilustradora e professora auxiliar na Universidade de Aveiro (Portugal). É licenciada em Design de Comunicação e mestre em Arte Multimédia. Concluiu em 2009 o doutoramento com a tese “A Ilustração enquanto processo e pensamento. Autoria e interpretação”. Tem participado em conferências, seminários e exposições. Em 1997 recebeu uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Ilustração Infantil promovido pelo IPLB e IBBY. | Ana Margarida Almeida é licenciada em Novas Tecnologias da Comunicação e doutorada em Ciências e Tecnologias da Comunicação, pela Universidade de Aveiro, sendo atualmente Professora Auxiliar no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, lecionando nos cursos de licenciatura em "Novas Tecnologias da Comunicação", Mestrado em "Comunicação Multimédia" e Programas Doutorais em "Multimédia em Educação" e "Informação e Comunicação em Plataformas Digitais". Os seus atuais interesses de investigação relacionam-se com a comunicação e saúde, inclusão digital e desenvolvimento de soluções tecnológicas para utilizadores com necessidades especiais.


IC055 - A Acessibilidade das Plataformas de Elearning em Instituições de Ensino Superior Público: contributos iniciais (PT)


Tomás, Cecília

Universidade Aberta

Palavras-chave/Keywords: Acessibilidade; Plataforma de Elearning; Elearning; WCAG 2.0; AcessMonitor.

Resumo/Abstract: Num mundo cada mais monopolizado pelas tecnologias da informação e da comunicação em que o ensino e a educação passam, cada vez mais, por uma modalidade de elearning, a acessibilidade é um conceito que se distingue pela sua utilidade. Estudos efetuados sobre a acessibilidade dos sites da Administração pública em Portugal revelam lacunas graves no cumprimento da legalidade. A legislação (Lei nº 36/2011 e RCM 91/2012) existente em Portugal está ainda longe de ser cumprida com efetividade. O recente estudo da unidade Acesso (2013) mostrou, ainda, que a acessibilidade dos sítios web das Instituições de Ensino Superior português se encontra com um nível de conformidade com as WCAG que está no limiar da avaliação das notas positivas. Por estes dois motivos o presente estudo procura analisar a acessibilidade das plataformas de elearning das Instituições de Ensino Superior Públicas de Portugal. Foi através do validador automático AcessMonitor criado pela Unidade Acesso da FCT que se efetuou uma análise por instituição, nível e índice de conformidade e principais erros das plataformas de elearning de acordo com as Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo Web 2.0 das Instituições de Ensino Superior Públicas português que tenham uma plataforma ‘mãe’, exluindo-se desta análise aquelas que não satisfaçam este requisito. Os resultados obtidos revelaram, mais uma vez, que no domínio das Instituições de Ensino Superior Público português as plataformas de elearning manifestam graves falhas tanto no nível como no índice de conformidade para com as referidas diretrizes e os principais erros são comuns aos dois grupos de instituições de ensino superior analisadas.

Bionota /Bionote: Docente licenciada e pós graduada na área das humanidades (Filosofia e Educação para a Cidadania), Cecília Tomás é atual mestranda em Pedagogia do e-Learning. Devido à sua formação filosófica e generalista é uma eterna curiosa de áreas tão divergentes como Filosofia, Pedagogia e Educação, Web Social e Semântica, Internet das Coisas, Ambiente e Sustentabilidade, Acessibilidade e Recursos Educacionais Abertos. Participou no EDEN fellow’s young researchers team ELearning 2022 - Eden fellow's dedicado ao tema "Open Learning Generations - Closing the gap from “Generation Y” to the mature Lifelong Learners" em 2012 e ainda na elaboração de um relatório sobre OER in Portugal. No final de 2013 participou na elaboração do relatório Challenges for education: report on the 2013 ICDE Policy Forum.

IC062 - Veicular conceitos matemáticos em alunos cegos: O dilema de representar o que não se vê (PT)


Costa, Carla João da Silva

Instituto Politécnico de Leiria

Palavras-chave/Keywords: Matemática; cegos; multiplano; ensino superior; transmissão de conhecimentos.

Resumo/Abstract: Estudo exploratório sobre o ensino de matemática discreta para alunos cegos no ensino superior, através da utilização da ferramenta Multiplano. Analisando a pertinência desta ferramenta como meio facilitador na abstração dos conceitos matemáticos. O estudo será realizado em alunos cegos do curso de Engenharia Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria.

Bionota /Bionote: Participação enquanto aluna do Mestrado em Comunicação Acessível do Instituto Politécnico de Leiria, no âmbito da unidade curricular de Investigação e Intervenção em Contextos Especiais. Formação académica na área de Gestão de Empresas, estando atualmente a exercer funções de responsável de Laboratórios na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria.

IC068 - Estratégias e práticas institucionais de Educação Online Acessível: o caso de Universidades Abertas europeias (PT)


Moleirinho, Marina, Sofia Malheiro; Lina Morgado

Universidade Aberta

Palavras-chave/Keywords: e-Acessibilidade; Educação a Distância Acessível; Inclusão Digital; Ambientes Virtuais Acessíveis; NEE.

Resumo/Abstract: As Universidades Abertas possuem na sua matriz, quer a educação a distância (convencional ou online), quer a educação aberta criando sistemas de suporte aos seus estudantes para remover barreiras e inovadores. Considerando a urgência em criar trilhos de educação e ambientes online de ensino verdadeiramente acessíveis e inclusivos, torna-se essencial que esta inclusão e acessibilidade sejam uma realidade a todos os níveis do ensino (básico, secundário e superior), nomeadamente também no caso do ensino superior a distância

O presente estudo tem como objetivo central conhecer as soluções/estratégias pedagógicas inclusivas desenvolvidas pelas Universidades Abertas europeias em análise, no âmbito dos sistema de suporte aos estudantes com Necessidades Educativas Especiais (NEE) e/ou Dificuldades de Aprendizagem (DA), nomeadamente com recurso às tecnologias digitais mediadoras da aprendizagem nestas instituições universitárias de ensino a distância Este estudo, ainda com carácter exploratório e com um cariz qualitativo/quantitativo, tem como objetivo contribuir para uma reflexão em torno da inclusão no contexto das instituições "Universidades Abertas" e para que educação online possa ser acessível, inclusiva e verdadeiramente revestida de um sucesso real e concreto para TODOS. Numa primeira fase foram inquiridas Universidades Abertas europeias com o objetivo do levantamento das estratégias políticas, pedagógicas e das suas práticas sobre esta problemática, e numa segunda fase, realizamos um estudo de caso sobre uma das instituições. Os resultados obtidos não pretendem apresentar conclusões definitivas, mas contribuir para novas pesquisas e definição de novas estratégias preocupadas com uma postura e uma posição de inclusão digital para uma educação a distância realmente inclusiva.



Bionota /Bionote: Mestre em Pedagogia do eLearning (MPeL) pela Universidade Aberta portuguesa (UAb) e investigadora no LE@D- Laboratório de Educação a Distância e eLearning onde investiga práticas de educação a distância acessível. É professora e formadora de formadores.

IC069 - O desafio de interpretar para surdos com Minimal language skills - a estratégia além da língua (PT)


Silva, Rafaela

Escola Superior de Educação de Coimbra

Palavras-chave/Keywords: Surdez; minimal language skills; intérprete; língua gestual; comunicação.

Resumo/Abstract: A língua gestual é a língua natural da pessoa surda e a forma primordial de expressão e comunicação da comunidade em questão. Todavia, para que exista comunicação entre a comunidade surda e a ouvinte é frequente recorrer-se a um intérprete de língua gestual, membro facilitador do entendimento entre ambas as comunidades. Assim, um intérprete é um elemento que deve conhecer bem as duas línguas com que trabalha para que assim possa estabelecer a ponte entre os interlocutores, ou seja, ter um domínio da língua portuguesa ao nível da pessoa ouvinte e conhecimento da língua gestual equiparado ao da pessoa surda. No entanto, existem, por exemplo, situações em que a pessoa surda apresenta uma baixa competência linguística ou algum outro problema associado que influencia o seu raciocínio lógico e, consequentemente, a capacidade de produzir a língua. Estes aspetos trazem grandes entraves ao trabalho do intérprete pois por um lado a perceção daquilo que é dito é dificultada e, por outro lado, a produção linguística do intérprete não é percetível por parte do recetor surdo. Neste sentido, esta apresentação tem como objetivo abordar aspetos teóricos e práticos deste contexto específico de interpretação. No que toca à parte teórica, pretende-se dar a conhecer as caraterísticas da população surda com Minimal Language Skills e expor algumas teorias sobre o papel do intérprete nestas situações. Por último, no que concerne à parte prática, pretende-se apresentar técnicas que podem ser postas em uso por forma a tornar a língua gestual mais visual e assim fazer passar a informação, tornando a comunicação o mais eficaz possível.

Bionota /Bionote: Licenciada em Língua Gestual Portuguesa e Mestre em Comunicação Alternativa e Tecnologias de Apoio com uma tese sobre SignWriting. Trabalha como intérprete de LGP na ESE de Coimbra. É um dos intérpretes do Santuário de Fátima e um membro da equipa de intérpretes Federação Portuguesa das Associações de surdos que trabalham em tribunal. Desde 2011 tem vindo a fazer interpretação em apresentações ao vivo, principalmente concertos. É membro da direção da Associação Nacional e Profissional da Interpretação - Língua Gestual. É uma pessoa ativa na comunidade surda.


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