Licenciamento ambiental para piscicultura



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TIPOS DE DOENÇAS:

1 - ARGULUS

Tipo: Arthropoda

Classe: Crustácea

Subclasse: Branchiura

Conhecido vulgarmente como “piolho de peixe”, tem a cara ventral, possui um par de ganchos curvos e ventosas que servem de órgão de fixação. Possui também um prolongamento ou “trompa” que serve de órgão para alimentação o qual é inserido na epiderme e tecidos adjacentes do hospedeiro.

O peixe infectado apresenta irritação na pele e úlceras na zona de sucção, as quais se põem hemorrágicas. Há necroses nas citadas zonas. Ë possível observar o parasito sobre a pele dos animais infectados.

O parasito é principalmente hematófago em sua ação produzindo uma abundante secreção de muco e inflamação, a qual dá lugar a edemas e hemorragias cutâneas, as feridas necrolizam-se, e podem infectar-se muito facilmente com bactérias e fungos. É bom ter em conta que o parasito injeta uma substância tóxica que provoca uma forte reação inflamatória, sobretudo quando muitos argúlidos se encontram juntos.

ARGULUS (CRUSTÁCEO) Argulus foliaceus - De Wagler

Argulus pellucidus - De Wagler

Argulus coregoni - Thorell



2 - CHILODONELLA

Subtipo: Coliophora

Classe: Ciliata

Subclasse: Holotrichia

Ectoparasita holotrico aliado que afeta uma grade variedade de peixes de água doce centro de uma ampla faixa de temperatura. Tem a forma ovóide aplainada, é coberto por filas de cílios que se movem de forma regular e deslizam especialmente sobre as células epiteliais das quais se alimentam. A Chilodonella se nutre projetando a faringe para penetrar nas células do hospedeiro e aspirar seu conteúdo. Encontra-se habitualmente a baixas temperaturas e sua multiplicação se realiza por separação longitudinal. A pele dos peixes infectados apresenta uma opacidade branca - azulada, principalmente perceptível na parte superior da cabeça, a qual é resultante de uma irritação da pele causada pelo parasitismo e excessiva secreção de muco. Os peixes infectados são facilmente pegos devido a perda do reflexo de fuga, também se observa perda no peso corporal dos peixes afetados. A enfermidade é de especial importância enquanto os peixes estão expostos a condições de superpopulação. O grau de infestação depende muito das condições fisiológicas do peixe. Acredita-se que o parasito se alimenta de células necrosadas da epiderme branquial.

CHILODONELLA ( Chilodonella cyprini – Moroff )

3 - COLUMNARIS

A Columnaris é causada por uma nyxobactéria chamada Flexibater columnaris e sua manifestação clinica mais comum é a erosão das nadadeiras, presença de ulcerações na pele, necroses de filamentos branquiais, onde se pode observar crescimento micótico secundário. É uma infecção secundária às condições adversas de nutrição ou ambiental, pelo que é comum encontrar também nos peixes sinais de antaminose e outros.

A enfermidade é freqüente, aparecendo unicamente quando a temperatura da água for superior a 12º C.

O curso da enfermidade se inicia com uma infecção externa com lesões na pele, nadadeiras e brânquias, que segundo a espécie se amplia até constituir extensas necroses que frequentemente são assentos de fungos.

Nas bordas inflamadas das zonas necrosadas pode observar-se pelo geral a disposição típica das bactérias formando colunas.

4 - COSTIA

Subtipo: Sarcomastigophora

Super Classe: Mastigophora

Ordem: Detortamonodida (habitualmente com 4 flagelos)

Tem ciclo evolutivo direto, que em suas formas infestantes são liberadas na água, em seu estágio de transmissão, para reinfestar o mesmo hospedeiro ou disseminar-se na população de peixes. Este processo é direto nos ectoparasitas. Por exemplo, a Costia necatrix se divide repetida e simplesmente em duas, se dissemina através das brânquias e da superfície corporal, podendo passar facilmente a outros hospedeiros já que é um nadador ativo.

Esse flagelado é o causador da Costiasis. A Costia é um parasita cosmopolita em sua distribuição geográfica, ele penetra nas células epiteliais por meio de uma espécie de gancho e se reproduz sobre a superfície corporal do peixe causando necrose das células epidérmicas e uma irritação e hipersecreção de muco. Essa irritação origina manchas cinzentas com produção excessiva de cutícula. Os peixes muito infestados se esfregam contra o substrato, perdendo escamas e abrindo caminho para infecções secundárias por bactérias e fungos.



5 - CRYPTOBIA

Subtipo: Sarcomastigophora

Super classe: Mastigophora

Classe: Phytomastigophora

Ordem: Kenetoplastida (flagelo anterior único ou um antes e outro posterior)

Flagelado que habitualmente se localiza no sangue, também pode ser raramente encontrado na pele e produz obstrução branquial e excessiva secreção mucosa sobre a pele.



DACTYLOGYRUS Dactylogyrus astator – Nybelin

Dactylogyrus anchoralus - Dujardin

Dactylogyrus minutus –Kulwiec

6 - FLEXIBACTER COLUMNARIS

A Columnaris se pronuncia quando o peixe está stressado, num prazo de 3 a 7 dias após manejo inadequado (mecânico, excesso de matéria orgânica, etc). É uma doença que se não tratada a tempo pode dizimar a população.



7 - GLOSSATELLA

Sub classe: Peritrichia

Ciliado que mede até 100  de comprimento e possuem cílios bucais em seu polo anterior, assim como um disco adesivo chamado escópula em seu polo distal. O peixe enfermo sobe as camadas superiores da água, reagem debilmente ao estímulo do exterior e se concentra perto do afluente. Nada contra o fundo e raspa-se às paredes do tanque. É encontrada conjuntamente com enfermidades ocasionadas por outros infusores. Os protozoários vivem fixados na superfície da pele, nadadeiras e brânquias em grandes colônias. Seu contato com o epitélio do hospedeiro é relativamente superficial. A infestação, mesmo raramente, causa mortalidade, e os protozoários podem fixar-se em maior quantidade somente nos peixes enfraquecidos e doentes.

8 - GYRODACTYLUS

Gyrodactylus elegans - Nordmann

Gyrodactylus medius - Kathariner

Sub classe: Monopisthocotyles

Família: Gyrodactylidae

São pequenos vermes de 0,3 a 1,0 mm. de comprimento, transparentes e não possuem olhos; como são vivíparos em condições favoráveis reproduzem-se com extrema rapidez. Os peixes gravemente infestados produzem material cuticular em excesso, as nadadeiras encontram-se como desfiadas, aparecem úlceras cutâneas e lesões branquiais. Todas essas lesões são produzidas pela atividade nutricional do parasito e pela ação dos ganchos do órgão de fixação.

As nadadeiras, especialmente a dorsal e a caudal dos peixes infestados encontram-se desfiadas, dado à localização do parasito na pele, não se manifesta nas brânquias. Observam-se zonas hemorrágicas na pele e produção excessiva de muco. Ocasionalmente observa-se também infecções micóticas secundárias.

A Girodactilosis é uma enfermidade que afeta principalmente a pele e nadadeiras. Os peixes infectados perdem peso.



9 - HENNEGUYA

Sub tipo: Cnidospora

Classe: Myxosporidea

Família: Myxobolidae

Gênero: Henneguya

O parasito Henneguya sp é o agente etiológico de uma enfermidade que se caracteriza pela presença de úlceras abertas na pele e tecido cutâneo, tais úlceras dão lugar a hemorragias, as quais facilmente se sobre infectam com bactérias e fungos. Seus quistos rompidos produzem feridas. Na liberação do quisto observa-se um conteúdo de tipo branco-leitoso, nesta forma os esporos ficam livres na água. Em peixes infectados é possível observar desprendimento de escamas haja vista que a superfície do corpo se incha para cobrir os quistos.

Os protozoários endoparasitas, tais como os Myxosporídeos, formam esporos resistentes que podem conservar sua capacidade de infestação durante anos.

10 - ICHTHYOPHTHIRIUS

Sub tipo: Coliophora (os cílios são apêndices semelhantes a pêlos, muito mais curtos que os flagelos, estão presente em maior ou menor medida em alguns ou todos os estágios de seu ciclo de vida)

Classe: Ciliata

Sub classe: Holotrichia (cílios do corpo uniformes e simples)

Parasito ciliado holotrico, infesta normalmente a epiderme, nadadeiras e brânquias, mas nas epizootias podem ser encontrados inclusos na córnea e nos epitélios bucal e esofágico. Em sua fase de enquistamento o tratamento é extremamente difícil.

Quando maduro o “ictio” rompe a pele do hospedeiro e passa à água, originando uma erosão epitelial e um engrossamento cuticular, uma vez livre o parasito se enquista ao substrato onde se divide para produzir até 2.000 tomites ovais e ciliados que reinfestarão outros peixes.

Quando infestados por “ictio”, os peixes apresentam na pele e nas brânquias pequenos pontos brancos facilmente observáveis, os peixes nadam intranqüilos e se chocam contra as paredes e fundo do tanque também sobe à superfície e rodeiam a entrada d’água dado a falta de oxigênio provocada por um mau funcionamento de seus filamentos branquiais parasitados. Além disso, mostram sinais de apatia, letargia e inapetência. A medida que a infecção aumenta os peixes nadam freneticamente. Nas etapas finais da enfermidade, os peixes se mostram letárgicos e tendem a agrupar-se nas bordas do tanque. Nos alevinos e jovens os sinais clínicos apresentam um grau de maior gravidade que nos adultos. O parasito exerce um efeito mecânico sobre os tecidos, caracterizado pela destruição do epitélio cutâneo e branquial, danos aos capilares sanguíneos, deformação das células germinativas, etc.

11 - LERNAEA

Tipo: Arthropoda

Classe: Crustacea

Sub classe: Copépoda

Gênero: Lernaea

Os seguimentos corporais se encontram fusionados e muitos apêndices faltam ou estão altamente modificados.

O grupo de crustáceo que com mais freqüência parasita os peixes são os copépodos. O estágio que se reconhece habitualmente é aquele da fêmea madura, fixada ao peixe, portadora de um par de sacos ovilígeos em seu extremo posterior. A Lernaea é um parasito perigoso que afeta especialmente aos alevinos e peixes jovens que podem chegar a morrer ante a presença de um escasso número de parasitos. A cabeça normal da fêmea em forma de saco modificado para adquirir aspecto de âncora com ramificações quando se encontra dentro da musculatura do hospedeiro, às vezes chega a penetrar na cavidade corporal e fixar-se no fígado. O parasito incrustado induz à formação de uma úlcera e eventualmente um nódulo fibroso ao redor da cabeça do copépodo. Se os peixes infestados com o parasito não morrem, quase sempre perdem peso e apresentam um mau aspecto. A reprodução da Lernaea não se realiza quando a temperatura da água é inferior a 14º C.

12 - LINGUADACTYLOIDES

Também um verme, os linguadactylorideos como parasitos branquiais têm ampla distribuição mundial. Externamente são parecidos com os gyrodactylideos, com a exceção de possuírem 4 pontos oculares, ovíparos com até 2 mm. de comprimento.

Os peixes infectados mostram sinais de asfixia, devido a localização branquial do parasito e seu efeito negativo na respiração. Os peixes se encontram intranquilos, nadam contra as paredes e fundo do tanque e sobem a superfície onde se mantém com movimentos operculares intensos. As brânquias se encontram mucificadas e podem aparecer de coloração vermelho intenso, descoloridas e necróticas. Há um engrossamento das bordas branquiais ao que o opérculo logo se abre.

13 - OODINIUM

Subtipo: Sarcomastigophora

Super Classe: Mastigophora (protozoário flagelado)

Classe: Phytomastigophora (flagelado com clorofila)

É um protozoário pibiforme, grande, com até 150  de , que ataca uma grande variedade de peixes tropicais e subtropicais de água doce. As epizootias conduzem amiuda a uma perda total dos peixes por obstrução branquial e lesão cutânea, embora pareça não alimentar-se de epiderme viva.

14 - SAPROLEGNIA

O termo saprolegniasis se usa para descrever uma infecção micótica da pele e das brânquias que pode ser imputável a um grande número de fungos.

A saprolegniasis é uma enfermidade muito comum tanto em peixes como em ovos em incubação, ela deve ser considerada principalmente como uma infecção secundária, o desenvolvimento da enfermidade só tem lugar mediante a invasão de feridas ou infecções primárias por fungos. Os sinais clínicos mais comumente observados nos peixes afetados, incluem a presença de uma massa algodanosa de hifas micóticas que cobrem o corpo, nadadeiras e brânquias. Uma vez destruído o tegumento, o fungo penetra na musculatura e finalmente nos órgãos viscerais do peixe.

Entre os fatores ambientais que favorecem o crescimento do fungo, figura num excesso de matéria orgânica na água. (ex: excesso de comida, peixe morto, etc.) como também danos mecânicos e debilidade nos peixes, ou a presença de ovos não fertilizados e/ou mortos na incubadora.

SAPROLEGNIA MIXTA

SAPROLEGNIA FERAX

SAPROLEGNIA PARASITICA

SAPROLEGNIA MONOICA



15 - TRICHODINA

Subtipo: Coliphora

Classe: Ciliata

Sub classe: Peritrhichia (cílios orais complexos e corpíscuos)

A Trichodina é um protozoário em forma de disco rodeado de cílios com um anel esclerotizado de dentículos em sua região central.

Os tricodinideos se fixam na superfície do hospedeiro pelo extremo oposto a boca e podem adquirir um aspecto abobadado em forma de “aspirador” para alimentar-se. Os peixes enfermos sobem às camadas superiores da água, reagem debilmente ao estímulo do exterior e se concentram perto do afluente. Seu corpo se cobre de um véu azulado, devido ao excesso de muco. Nada contra o fundo e raspa-se às paredes do tanque.

Os peixes enfermos apresentam sinais de palidez cutânea. Em exemplares severamente afetados pela enfermidade, as nadadeiras podem mostrar sinais de desfiamento. Segundo o grau de infestação, os peixes se mantêm letárgicos, com perda de apetite, a medida que avança a infecção pode haver desprendimento de escamas e freqüentemente se observa uma ruborização cutânea devido à congestão dos vasos sangüíneos.

Na forma branquial da enfermidade, a morte do peixe se deve principalmente à asfixia.



Trichodina domerguei

MÉTODOS DE CONTROLE / TRATAMENTOS


Veneno

Remédio

Os métodos de controle de doenças consistem em programas de prevenção e manejo correto da produção, para garantir a saúde dos peixes.

Pode-se citar como método de prevenção a desinfecção com hipoclorito de sódio (cloro) na limpeza de tanques-rede, berçários e comedouros após um ciclo de criação. Durante o manejo diário todo material utilizado deverá passar pelo mesmo procedimento, para evitar contaminação ou infestação de organismos indesejáveis.

Quando a prevenção não for suficiente, o produtor deverá realizar tratamentos nos peixes doentes, porém esses tratamentos dependerão do tipo de infestação e do microorganismo atuante. Os métodos mais utilizados são os banhos de sal e a ingestão de medi­camentos por meio de rações, prescritos pelo médico veterinário.

O tratamento por ingestão de medicamento através da ração apresenta alto custo e não é garantia de sucesso, devido ao fato do peixe, dependendo da doença, perder o apetite e com isso, o problema se agravará ainda mais.

O método mais utilizado é o banho de sal devido à facilidade, baixo custo e eficiência comprovada. Para realizar esses banhos, é necessário que o produtor tenha em sua propriedade um bolsão imper­meável que irá envolver todo tanque-rede, impedindo a saída da água. Para fazer o tratamento, o sal será adicionado dentro desse bolsão, sen­do a quantidade dependente do tempo do banho e do grau de infecção. Quanto maior a quantidade de sal, menor o tempo do tratamento. Geral­mente utiliza-se de 2 a 10 gramas de sal para cada litro de água, com tempo de imersão entre 30 a 60 minutos.



Exemplos de Identificação de Doenças em Peixe Comercial de Tanque Rede.


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