Licenciamento ambiental para piscicultura


Foto: Bruno O. de Mattos Foto: Thompson F. R. Neto – CODEVASF



Baixar 3.27 Mb.
Página12/14
Encontro31.10.2016
Tamanho3.27 Mb.
1   ...   6   7   8   9   10   11   12   13   14

Foto: Bruno O. de Mattos Foto: Thompson F. R. Neto – CODEVASF
É recomendada, após alguns ciclos de produção, a mudança de local dos tanques-rede, evitando que o acúmulo de dejetos sob os tanques-rede interfira nos próximos ciclos.


Há muitos critérios e estratégias de produção na piscicultura e, podem variar segundo a produtividade que se deseja e o uso de insumos segundo a escala necessária.

Relação:

 Grau de manejo aplicado  produção de peixes

Alimentação balanceada

Controle de metabólitos

Controle de enfermidades

Condições ambientais

Padrão genético


EXTENSIVO

  • Praticada em águas represadas artificialmente que não foram construídas diretamente para o cultivo de peixes (piscicultura é uma atividade secundária);

  • Lagoas naturais;

  • Utiliza apenas alimento natural;

  • Não se usa adubo químico ou orgânico;

  • Não há controle das espécies naturais;

  • Produção de peixe depende: capacidade de sustentação; escolha das espécies; taxa de estocagem; sobrevivência do povoamento efetuado e manejo;

  • PRODUTIVIDADE: 100 – 1.500 kg/ha/ano


SEMI-INTENSIVO

  • Praticado em viveiro construído para criação de peixes;

  • Controle total do volume de água;

  • Controle total das espécies em cultivo;

  • Uso de adubo químico e/ou orgânico;

  • Uso de ração balanceada

  • PRODUTIVIDADE: 3.000 – 10.000 kg/ha/ano


INTENSIVO

  • Praticada em tanques ou gaiolas;

  • Uso de ração específica para a espécie cultivada;

  • Utiliza apenas uma espécie

  • Controle de metabólitos (aeração e trocas contínuas de água);

  • PRODUTIVIDADE – 15.000 – 30.000 kg/ha/ano

O criador de tilápias em tanques-rede poderá adotar um dos sistemas de criação a seguir:

Sistema Monofásico:

Os peixes são criados em um único tanque-rede durante todo o ciclo de produção. Normalmente os alevinos são estocados com peso unitário entre 30 e 50 g em tanque-rede com malha de 15 a 19 mm e despescados quando atingirem o peso comercial.

Assim, considerando-se a densidade inicial de 265 peixes/m³ e mortalidade próxima de 5%, a densidade final será de aproximadamente 250 peixes/m³.
Sistema Bifásico:

Na alevinagem (fase 1 - cria), o produtor adquire 5.000 alevinos de 1g, que são criados em um (01) berçário/bolsão de 4 m³, com malha entre 5-8mm, durante 30-60 dias. Quando atingirem peso entre 30-50g, são transferidos para quatro (04) outros tanques rede (fase 2 – recria e terminação) onde ficam até atingirem o peso comercial. É comum neste sistema a mortalidade atingir até 20% (15% no bolsão e 5% no tanque-rede), proporcionando densidade final de 252 peixes/m³.


Sistema Trifásico:

Neste sistema, o produtor realiza a fase 1 de alevinagem (cria) de sua criação em berçário/bolsão, criando os alevinos de 1g até 30-50g, nas condições do sistema bifásico. Logo após, transfere os para dois outros tanques-rede, onde é realizada a recria (fase 2), no qual os peixes atingem peso médio de 200g, após 60 dias, com mortalidade próxima de 5%. Quando atingirem peso médio de 200g, são transferidos para quatro outros tanques-rede de terminação (fase 3), onde serão despescados quando atingirem o peso comercial. Portanto, neste esquema, considerando a mortalidade de 3% no período de 200-700g, a densidade final será de 245 peixes/m³, com biomassa aproximada de 170kg/m³. Ressalta-se que as densidades/biomassas consideradas nesses três sistemas de crianção estão intimamente relacionadas com as condições gerais do corpo hídrico, considerando a velocidade de troca no interior do tanque-rede, o tempo de permanência da água no reservatório ou no “braço” do reservatório, à qualidade da água, tipo de tanque-rede utilizado, etc. Nesta direção, em algumas regiões, a densidade final praticada no sistema trifásico é de apenas 150 peixes/m³, com biomassa aproximada de 125 kg/m³.





CONSTRUÇÃO DE VIVEIROS

Período das secas



ABASTECIMENTO

  • Por gravidade, água de represa captada da superfície  sistemas de filtro, vegetação, caixa de decantação, filtro de tela, filtro de brita (nº 1 a 5), capacidade filtrante = 3 L/s/ m2  tubo de PVC, manilha de barro, canais no solo a céu aberto  caixa de distribuição  dimensionar o canal de drenagem


SISTEMA DE DRENAGEM E CONTROLE DE NÍVEL

  • Opção variável de acordo com o tamanho do viveiro e os recursos disponíveis

  • Dreno instalado na parte mais profunda do viveiro, do lado oposto à entrada d’água.

  • Permitir vazão (Q) suficiente da água  retirar toda água do fundo do viveiro

  • Sistema de Cotovelo articulado em tubo de PVC  simples e barato

  • Sistema Valois = monge de alvenaria = maior durabilidade e segurança, de preferência situados fora do viveiro, sobre uma base de alvenaria

  • Escoadouro (ladrão, sangradouro) de superfície para cada tanque, situado à ± 20 cm da borda

  • Cuidar para que a água de escoamento não contamine a de alimentação

  • Dimensionar a tubulação de saída sempre maior que a de abastecimento

Área do viveiro / m2

Diâmetro da tubulação de drenagem / cm

 400

10 a 15

400 a 1200

15 a 20

1200 a 5000

20 a 30

500 a 20 000

30 a 40

FUNDO DO VIVEIRO

  • Ser o mais regular possível, inclinação de 05 a 2,0 %

  • Limpeza da área – desmatamento, terraplanagem e compactação

  • Camada selante de argila quando o fundo for permeável

  • Caixa de coleta, tanque de captura, retenção ou refúgio = caixa rebaixada em terreno bem compactado (camada de argila ou alvenaria) limitada por paredes de alvenaria, profundidade de 30 cm, existem diferentes formas de construção.

FORMAS DOS VIVEIROS

  • Em função da topografia, porém, o ideal é que sejam retangulares. Redondos e quadrados são mais econômicos, pois para a mesma área inundada apresentam menor perímetro de talude

Dimensão



  • Alevinagem 400 a 1.200 m2  20 x 50 = 1000

  • Engorda 0,5 a 2,0 há  50 x 100 = 5000 m2

  • Tanques pequenos  antieconômicos

  • Tanques grandes  dificuldade de manejo e manutenção

PROFUNDIDADE

Tabela : Parâmetros técnicos à observar

Profundidade (nível da água) m

Largura da crista do dique

Borda livre (acima nível d’água)

1,00 - 1,50

1,80 - 2,00

0,30 - 0,40

1,50 - 1,70

2,00 - 2,50

0,40 - 0,50

1,70 - 2,00

2,50 - 3,00

0,50 - 0,60

Tipo de Solo

Talude Interno

Talude Externo

Areno - argiloso

3:1 2,5: 1

1,5: 1 1,5:1

Silto - argiloso

2,5:1 2:1

1,5:1 1:1

Argiloso

2:1 1:1

1:1



CONSTRUÇÃO DE DIQUES OU BARRAGENS

  • Construção de Viveiro de piscicultura = construção de diques ou barragens = corte e aterro

  • Assentados em solo previamente preparados= desmatados, livre de matéria orgânica, retirada da camada superficial do solo  prevenir rupturas no aterro ( não assentar a barragem sobre rocha)

  • Corte = área escavada / Aterro = solo obtido do corte  declividade do terreno

  • Solos inadequados  diques heterogênicos com solo impermeável de área próxima  escavar trincheira

  • Inclinação dos taludes varia em função da altura (h) da barragem e do material do aterro, diferenciada para taludes interno (à montante) e externo (à jusante).

  • Executar a compactação das camadas umedecidas

  • Crista  quanto mais larga, maior segurança, não deve ser menor que a altura do dique.

Depois de concluído serviço de aterro e compactação revestir cristas e borda livre com grama.


NÚMERO DE TANQUES E VIVEIROS

  • Proporcional ao tamanho e objetivo do projeto (1 ha = 3 a 4; 2 ha 4 a 6; 10 ha 10 a 20), lembrar que quanto maior o número de viveiros, maior o custo).

  • Manutenção de reprodutores - 200 a 500 m2

  • Reprodução - tilápias 50 m2 - carpas 100 m2

  • Larvicultura ou berçário - PL à 1ª alevinagem = tanque-rede de tela de nylon 3 mm

  • Alevinagem (alevinos de 2 a 3 cm) 200 a 500 m2

  • Crescimento, recria e engorda - 2000 a 5000 m2

  • Produção de plâncton 50 a 100 m2

  • Depuração – alvenaria, inclusive o fundo - águas claras, 50 kg / m3, 24 a 48 h

  • Quarentena, ± 1 mês de permanência, mais a jusante dos outros viveiros e tanques.

OUTRAS BENFEITORIAS

  • Galpões – ração, ingredientes, equipamentos, tralhas, máquinas

  • Planta processadora

  • Laboratório – reprodução

TRATAMENTO DOS EFLUENTES

  • Lagoas de estabilização (10 % da área total inundada, mínimo de 2 lagoas)

  • Uso de aguapés (cercados)

  • Canal de braquiária





Planta baixa


A

Caixa de coleta

Canal de abastecimento

monge




Corte Longitudinal AB


Comportas removíveis de madeira ou parede de concreto vazada
 = 0,5 %

Catálogo: intra -> wp-content -> uploads -> downloads -> 2013

Baixar 3.27 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   6   7   8   9   10   11   12   13   14




©bemvin.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Prefeitura municipal
santa catarina
Universidade federal
prefeitura municipal
pregão presencial
universidade federal
outras providências
processo seletivo
catarina prefeitura
minas gerais
secretaria municipal
CÂmara municipal
ensino fundamental
ensino médio
concurso público
catarina município
Dispõe sobre
reunião ordinária
Serviço público
câmara municipal
público federal
Processo seletivo
processo licitatório
educaçÃo universidade
seletivo simplificado
Secretaria municipal
sessão ordinária
ensino superior
Relatório técnico
Universidade estadual
Conselho municipal
técnico científico
direitos humanos
científico período
espírito santo
pregão eletrônico
Curriculum vitae
Sequência didática
Quarta feira
prefeito municipal
distrito federal
conselho municipal
língua portuguesa
nossa senhora
educaçÃo secretaria
segunda feira
Pregão presencial
recursos humanos
Terça feira
educaçÃO ciência
agricultura familiar