Jogos de luta e as habilidades motoras básicas no ensino fundamental I



Baixar 64.41 Kb.
Encontro10.10.2018
Tamanho64.41 Kb.
JOGOS DE LUTA E AS HABILIDADES MOTORAS BÁSICAS NO ENSINO FUNDAMENTAL I
Fernando Gagliotto Santiago

Faculdades Unidas Metropolitanas –FMU



Resumo
Esta pesquisa bibliográfica reúne possibilidades que os jogos de luta podem desenvolver as habilidades motoras básicas ou fundamentais, temos como autores citados Oliver (2000), Santos (2012) e Gallahue,Ozmun e Goodway (2013).Esse estudo tem como objetivo descrever os jogos de luta e as habilidades motoras básicas, identificar as habilidades estimuladas e relacionar os jogos de luta com as mesmas, sua relevância é a falta de estudos na área de jogos de luta e ampliar pesquisas para professores e outros profissionais interessados. Também uma possível formação de cidadania, neste contexto alguns autores que escreveram trabalhos na área dos jogos de luta, as possibilidades que o jogo tem para educar as crianças no ensino fundamental I.Segundo Santos (2012) a pesquisa aponta que com os jogos de luta as crianças são solicitadas à coordenação de movimentos como agarrar, puxar, esquivar,pegar,deslocar-se, rolar,virar,curvar-se, contorcer-se,cair,saltar estas habilidades motoras básicas são as de locomoção, equilíbrio e algumas de manipulação.Oliver (2000) cria seis grupos de jogos de luta: os jogos de rapidez e de atenção, de conquista de objetos, de conquista de territórios, para desequilibrar, para reter, imobilizar, livrarem-se e para combater e finalizando a pesquisa bibliográfica foi catalogado uma tabela de jogos de luta para uma possível aplicação no ensino fundamental I.

Introdução

Atualmente os Parametros Curriculares Nacionais do ensino fundamental I (1997), sugere-se à utilização de habilidades (correr,saltar,.arremessar,rolar,bater,rebater,receber,amortecer,chutar,girar,etc.) durante os jogos,lutas,brincadeiras e danças.

O mesmo documento também aborda três blocos de conteúdos: Esportes,jogos,lutas,ginastica,atividades rítmicas e expressivas e conhecimento do corpo.

Nesse documento do Ministerio da Educação brasileiro as lutas são definidas como:


[...] disputas em que o (s) oponentes(s) deve(m) ser subjudado(s),

mediante técnicas e estratégias de desequilíbrio,contusão,

imobilização ou exclusão de um determinado espaço na

combinação de ações de ataque e defesa.Caracterizam-se

por uma regulamentação especifica, a fim de punir atitudes

de violência e de deslealdade.Podem ser citados como

exemplo de lutas desde as brincadeiras de cabo-de-guerra

e braço-de-ferro até as praticas mais complexas da capoeira,

judô e do caratê (BRASIL,1997,p.37).
Os documentos definem lutas mais complexas como a capoeira e o caratê, porém também apontam jogos como forma de expressão corporal para as lutas, de forma lúdica e prazerosa.

Nascimento e Almeida (2007) cita que a falta de vivencia pessoal em lutas e a preocupação com a violência, fazem com que os professores se sentem impossibilitados de trabalhar na escola com este tema.

Ainda, segundo os autores acima, outro fator para prejudicar as lutas é a inibição dos professores por não saberem realizar os movimentos técnicos das lutas, acreditando que tem que saber fazer para ensinar.

Os jogos são de fácil aceitação pelas crianças e no ensino fundamental, como propõe Oliver (2000), são ações motivadoras que permitem a descoberta, possiblidades motoras e consolidações das aquisições. Santos (2012) afirma que nos jogos podem ser estimuladas várias habilidades motoras.

Os autores acima descrevem problemáticos enquanto tema das lutas, outros autores como Oliver e Santos abordam os jogos como estratégia para o ensino das lutas no ensino fundamental I.

Assim levanta-se como problema desse estudo qual a interveniência dos jogos de luta no desenvolvimento das habilidades motoras básicas?

Desta forma os objetivos deste estudo são: descrever os Jogos de Luta e as habilidades motoras básicas, identificar as habilidades motoras básicas estimuladas pelos jogos de luta e relacionar os Jogos de Luta com as habilidades motoras básicas.

Para se alcançar os objetivos e solucionar os problemas, é necessário responder as seguintes questões:

O que são jogos de luta? O que são habilidades motoras básicas? Quais os fatores que interferem no desenvolvimento motor? Quais são as classificações dos jogos de luta e das habilidades motoras básicas? Quais as habilidades motoras básicas são estimuladas pelos jogos de luta?

A relevância para este estudo é a falta de trabalhos acadêmicos em jogos de luta, ampliação de pesquisas para outros professores, profissionais da área de lutas, demonstrar jogos de lutas e seus aspectos educacionais e a possibilidade de formação para a cidadania.

Segundo Sorj (2004,p.25) cidadania é: “[...] uma realidade histórica, como tal transformou-se no decorrer do tempo, à medida que foi absorvida por sociedades com tradições e estruturas sociais diversas”.

O mesmo autor explica que cidadania no mundo moderno é um mecanismo de expressão coletiva que organiza relações sociais entre os sujeitos, sendo estes sujeitos participantes de uma comunidade que se reconhece como iguais.

Já Tonet (2004) diz que formar cidadãos é ter consciência dos seus direitos e deveres dentro da sociedade democrática, com criticidade diante dos problemas sociais e em sua resolução.

Com base nestes autores os jogos de luta e os conceitos de cidadania podem ser discutidos com os educandos, relacionando sociabilidade, o que podem e não pode fazer com o outro (direitos e deveres), construindo jogos de lutas que não tenha violência.


Revisão de Literatura


  1. O jogo e a educação

Para Neto 1997, durante a infância o comportamento mais comum é o jogar/brincar, tornando –se uma área de grande atração e interesse para investigadores do desenvolvimento humano, educação, saúde e intervenção social.

Segundo Kishimoto (2007) apud Lavoura e Machado (1998), que o jogo é educativo por natureza, pois a sua realização possibilita permear algum fim educacional, caracterizando-o como jogo funcionalista, mas sem perder a forma lúdica e livre, tendo um fim recreativo. Esse equilíbrio é que permite a criança na escola jogar e aprender.

Com base nestes autores o jogo é um elemento educativo e pedagógico, sendo uma estratégia interessante para poder desenvolver habilidades e aprender de forma descontraída e livre para suas escolhas.

Segundo Huizinga (2012) é uma atividade livre, dinâmica, com limites e espaço, tem sentido, com esfera temporária, distingue da vida comum e cria ordem.

Já para Brougere:

O jogo é antes de tudo o lugar de construção (ou de criação, mas esta palavra é, às vezes, perigosa!) de uma cultura lúdica. Ver nele a invenção de cultura geral falta ainda ser provado. Existe realmente uma relação profunda entre o jogo e cultura, jogo e produção de significações, mas no sentido de que o jogo produz a cultura que ele próprio requer para existir. É uma cultura rica, complexa e diversificada (BROUGERE, 2014, p.30).
Os educadores devem considerar os jogos e seus significados, sua linguagem e movimento podendo utilizar características que os autores indicam.

Seguindo o conceito de jogo educativo, Carneiro (2012) faz um conjunto de famílias de jogos, jogo/brincadeira, jogo/esporte, jogo/lutas e outros tipos de famílias, e dentro dessas temáticas o jogo segundo os objetivos da escola pode favorecer a educação.

Também o mesmo autor diz que o jogo livre, espontâneo e com prazer, o professor é apenas um “vigia”, enquanto o jogo funcional a aula esta centrada nele e utiliza o jogo para ensinar com prazer.

O jogo trabalho, Carneiro (2012) o diferencia do jogo livre e funcional pelo fato de mobilizar situações-problema para os educandos.

Para Carneiro (2012) as principais características dessas abordagens estão nesta tabela abaixo:


Jogo livre

Jogo trabalho

Jogo funcional

Espontaneidade

Tem fim nele mesmo; é inventado pelo aluno.

Uso do lúdico para ensinar com prazer.

Aula centrada na criança.

Aula centrada na situação-problema.

Aula centrada no professor.

Objetivo da aula é o prazer de jogar.

Objetivo da aula é solucionar problemas.

Objetivo da aula é o aprender com prazer.

O professor tem a função de “vigia”.

O professor é um mediador, ativo, passivo, gera situações-problema, busca descentralizar a aula, propicia aprendizagem significativa.

O professor tem a função de comandar, direcionar a aula.

O aluno apenas deve jogar pelo prazer que isso traz.

O aluno trabalha jogando e cria a sua aula. É um agente construtor.

O aluno apenas deve jogar para aprender pelo jogo.

(CARNEIRO, 2012, p.159).
Assim os professores podem elaborar jogos de luta com ênfase no jogo trabalho para construindo situações problemas com ludicidade, dando autonomia para os educandos proporcionando, prazer, alegria e habilidades corporais.

Atividades prazerosas fazem com que as crianças desenvolvam prazer como cita Almeida (2000) e ainda o mesmo autor destaca que a atividade lúdica pode usufruir nas diversas fases da vida.

Como Huizinga (2012) desenvolve sua reflexão sobre o jogo que possui variadas características e facetas, Carneiro (2012) faz esta comparação entre os dois tipos de jogo o livre e o funcional e conclui que o jogo trabalho o aluno pode ser um agente construtor.

O educando se desenvolve com prazer e aprende ao mesmo tempo, em que segundo estes autores acima constroem jogos e resolve situações que poderá utilizar em outras ações dentro da escola.

Segundo Ramos a criança necessita brincar, jogar, criar e inventar na sua infância para equilibrar-se com o mundo e ainda conclui que:
[...]O jogo passa a ter mais significado quando o professor proporciona um trabalho coletivo de cooperação e socialização. Isso dá oportunidade ás crianças de construírem os jogos, de decidirem regras, de mostrarem como se joga, de perceberem seus limites através dos direitos e deveres e de aprenderem a conviver e a participar, mantendo sua individualidade e respeitando o outro. Em outras palavras, através do jogo a criança desenvolverá a capacidade de perceber suas atitudes de cooperação, oferecendo a ela própria, que está em formação, oportunidades de descobrir seus próprios recursos e testar suas próprias habilidades, além de aprender a conviver com diferentes sentimentos que fazem parte de sua realidade interior.

(RAMOS, 2015, p.09).


O jogo segundo estes autores faz com que a criança se desenvolva e amplie sua capacidade individual e coletiva com o mundo interno e externo, tendo aquisição de repertorio motor e raciocínio, atenção e criatividade para enfrentar desafios.

Como acrescenta Ramos (2015), o jogo trás sentimentos e meios para as crianças se desenvolverem e conviver juntos e Kishimoto (2015) também relata que os jogos entre os romanos tem uma conotação de formar soldados e cidadãos obedientes e devotos.

O mesmo autor acrescenta que a influência grega trás uma nova orientação a cultura física, a estética e espiritual para formar as pessoas integralmente nos aspectos físico, sócio afetivo e motor.

Segundo Kishimoto (2015), Aristóteles sugere que a educação de crianças pequenas seja feita com jogos que imitem a realidade dos adultos para preparar para a vida futura. Platão também comenta sobre a importância de se aprender brincando, opondo-se a utilização de violência e de opressão.

E seguindo na evolução da historia, Kishimoto (2015) aponta que na idade media com o Cristianismo, as escolas episcopais distanciavam–se da inteligência com os mestres recitando e lendo cadernos e os alunos apenas decoravam.

Já durante o Renascimento Kishimoto aponta:


[...] o aparecimento de novo ideal carregado de paganismo traz outras concepções pedagógicas. A felicidade terrestre é considerada legitima, não sendo necessário mortificar o corpo, mas sim desenvolve-lo. Assim, reabilita-se o jogo.A partir do momento em que o jogo deixa de ser objeto de reprovação oficial, incorpora-se no cotidiano dos jovens, não como diversão, mas como tendência natural do ser humano (KISHIMOTO, 2015, p.40).
Com o resgate dos jogos a educação e os olhares para a criança começa a mudar, e incluir jogos e considerar a criança como um ser diferente dos adultos e no seu mundo o jogo é essencial.

Também Kishimoto (2015) escreve em seu artigo que com o termino da Revolução Francesa houve inovações pedagógicas com princípios de Rousseau, Pestallozzi e Froubel.

E ainda a mesma autora citada acima ressalta que foi com Froubel que inclui o jogo na educação pré-escolar, entendendo que a ação de brincar e os objetos como brinquedos são importantes para a formação da criança, matérias como a bola são utilizados de maneira prazerosa no ambiente escolar.

Continuando o pensamento da autora sobre a história dos jogos Kishimoto (2015) define que os jogos do século XIX continuaram até a I Guerra Mundial e cresceu muito os jogos militares e logo depois da guerra os jogos esportivos se evidenciam.

Fica claro que segundo a autora acima a evolução dos jogos na história e sua influencia na cultura de hoje tem longa data e Huizinga (2012) citava sobre todos os aspectos influentes dos jogos na sociedade.

Para Araujo (2011), Maria Montessori (1870-1952), implementa uma educação sensorial para crianças com deficiência mental e acrescenta ainda que:


[...]essas pesquisas e teorias apresentam o caráter interdisciplinar e afirmam a importância do brincar para o desenvolvimento da criança, de modo que, este ‘brincar’ é diretamente influenciado pela cultura na qual o sujeito está inserido. Ou seja, a cultura, pela sua continuidade histórica e especificidade se afirma, também nas brincadeiras tradicionais. Essas brincadeiras se apresentam como uma ‘fonte’ de conhecimento e de desenvolvimento infantil. As modificações nos materiais e nas formas de jogar, demonstram a interferência da cultura nas condutas lúdicas.
Outros autores importantes é citado por Kishimoto (2015), como Bruner,Vygotsky e Piaget que escrevem sobre desenvolvimento infantil construções de representações nesta faixa etária.

Kishimoto (2015), escreve que na década de 60 do século 20 que houve um crescimento nos jogos com surgimento de museus e brinquedos onde tinha que ser manipulados, também com o aparecimento de associações, organizações e divulgações.

O mesmo autor ressalta que no Brasil na década de 80 do século passado cresce os estudos através de congressos e periódicos científicos tendo um papel fundamental para entendimento do lúdico nas crianças.

Entendemos que o jogo como conteúdo da escola deve ser apresentado e não negligenciado, pois contém meios de abranger uma educação integral para os educandos podendo ser usado por todas as disciplinas e construindo aspectos que o jogo não tenha fim em si mesmo e sim, possa estimular situações problemas para os educandos, construindo a partir do que eles já sabem e ampliando conhecimentos diversos.

1.1 Os Jogos de luta
Segundo Santos ( 2012) os jogos de luta, jogos de oposição ou jogos de combate caracterizam-se como uma atividade de confronto em duplas ou mais oponentes, impor-se fisicamente ao outro utilizando estratégias contendo regras e respeito ao adversário. Seguindo o pensamento de Santos (2012), os jogos de luta tem como objetivo formar indivíduos para o convívio social, por meio de valores culturais, históricos, sociais e que podem ser ensinados pelo movimento humano.

Para Marques (2010) os jogos de luta e perseguição são caracterizados por comportamentos aparentemente agressivos como agarrar e cair, este jogo social começa com os pais e depois com os amigos. E o mesmo autor explica que os jogos de luta é observável em varias espécies de animais, em crianças de diferentes partes do mundo principalmente com os meninos.

Ainda Marques (2010) cita que este comportamento dos animais, por exemplo, não se observa agressividade de fato, os movimentos têm fraca intensidade e apresenta musculatura relaxada, unhas retraídas e evitam morder.

Para Oliver (2000) com cinco anos a criança brinca de lutar, tem prazer e sacia sua necessidade de um parceiro real (ou imaginário), e também significa reconhece-lo, respeitar seu adversário-parceiro.

Seguindo o pensamento dos autores acima os jogos de luta pode desenvolver aspectos de desenvolvimento cognitivo, psicoafetivo e motor, também possuem prazer e alegria para seus participantes.

Com os jogos de luta, os educandos aprendem com a praticidade das brincadeiras que deve ter respeito e honestidade com seu colega-adversário e os outros, Santos (2012) afirma que nos jogos de luta a criança pode aprender valores das lutas, como a não violência, obedecer as regras e uma cultura social fraterna.

Para abranger mais o conhecimento sobre jogos de luta, revemos na historia da China por volta do ano 2698 a.C, que Antunes (2014) afirma que um dos fatos mais importantes para as artes marciais chinesas foi a instituição dos jogos comemorativos da vitória da batalha de Zhoulu, em que os competidores lutam vestidos com chifres.

Antunes afirma que:


[...] os soldados da época utilizavam jogos de luta pra seu treinamento. Esses jogos rudimentares eram também chamados de danças e pertencia a um grupo denominado danças dos cem animais. Existiam dois tipos de jogos ou danças para treinamento militar: na primeira, utilizavam-se escudos e machados, para o combate entre dois oponentes e, na segunda, os combatentes usavam capacetes com chifres de touro ou de cervo com o objetivo de ferir o seu oponente mediante o ataque com a cabeça.

(ANTUNES, 2014, p.22).


Vemos que Antunes (2014) cita a historia e podemos perceber que no treinamento dos soldados havia os aspectos que nos jogos de luta propõem que são as habilidades motoras, porem nos jogos de luta de hoje, como propõe Oliver (2000), torna-se violento é desrespeitar o outro e não queremos fazer mal para nosso parceiro de treino. O respeito ao outro, as regras do jogo obrigam o controle de si como Oliver (2000) cita brincar de lutar relaciona causas e efeitos.

Como cita Rufino e Darido, questões como:


[...] respeito aos outros praticantes e aos que não praticam a modalidade, ética, respeito mútuo, solidariedade, justiça, entre outras, devem preencher a lacuna existente entre o que é comumente relacionado à estas práticas corporais com aquilo que de fato é ensino sobre elas (RUFINO e DARIDO, 2012, p.16).
Os autores acima citam aspectos atitudinais importantes, o professor pode trabalhar com os educandos em sala de aula, revendo suas opiniões sobre os colegas.

Por meio dos jogos de luta os alunos aprender a lidar com o risco e a segurança, assegurando sua integridade física e de seu parceiro. (Santos,2012).

Os jogos de luta proposto aqui deve ser prazeroso e ter aspectos que relacionem o meu oponente como parceiro de treino, socializando com ele e aprendendo, diferente das brigas no recreio que por algumas vezes pode virar brigas de verdade.

Brougère propõe que:


[...]assim é que são raras as crianças que se enganam quando se trata de discriminar no recreio uma briga de verdade e uma briga de brincadeira.Isso não é fácil para os adultos, sobretudo para aqueles que em suas atividades cotidiana se encontram mais afastados das ciranças. Não dispor dessas referencias é não poder brincar.Seria por exemplo reagir com socos de verdade a um convite para uma briga lúdica (BROUGÈRE, 2014, p.24).
Marques (2010) investiga que são os rapazes que mais se envolvem em jogos de luta sendo que os hormônios masculinos atuam sobre o sistema nervoso e por consequência o cérebro e as sociais são que a sociedade reforça comportamentos mais agressivos para os rapazes.

E segundo Marques (2010), para distinguir jogo de luta a uma briga a sério devemos observar:


[...] o riso e a expressão corporal parecem ser sinais importantes para distinguir as situações de jogo e não-jogo, a mensagem auditiva e visual do riso e os movimentos de intensidade mais baixa e frouxos, com locomoção lenta e exagerada, provocam o outro, que responde ao desafio do jogo (MARQUES, 2010, p. 25.)
Dimensões que permitem distinguir jogo de luta a luta a sério


Dimensões

Jogo de luta

Luta a sério

Comportamento

Movimentos vigorosos (bater, caçar) sem contatos, ou com as mãos abertas.

Movimentos vigorosos com contato físico voluntário e intencional.

Afetividade

Positivo, faces sorridentes, relaxadas, boca aberta (face de jogo)

Negativo, faces franzidas, boca fechada (dentes cerrados)

Consequências

Ficam juntos após a luta.

Afastam-se após a luta

Estrutura ou papel

Reciprocidade: crianças alternam os papéis de caçador e caça.

Sem mudança de papéis.

Nº de alunos

Pode envolver várias crianças em simultâneo

Quase sempre acontece entre duas crianças

Ecologia

Frequentemente acontece em superfícies macias

Acontece em qualquer área

Observadores

Não tem observadores

Atrai muitos observadores

(MARQUES, 2010, p.26).
Vimos, portanto que existem diferenças marcantes sobre as características de um jogo de luta e à luta sério, para Campos (2014) o conceito de briga é entendido como um desentendimento em torno de uma causa qualquer que provoca ações inesperadas e instintivas.

E ainda com os estudos de Marques (2010) a maior parte dos jogos de luta e perseguições acontece com crianças da mesma classe.

As diferenças de gênero também são observadas no estudo de Marques (2010) que as meninas raramente lutam no chão e quase sempre fazem uma luta fragmentada ( puxar, empurrar e abraçar).

Os meninos e crianças pequenas as vezes vão para o chão e alternam, de pé e ao chão.(Marques, 2010).

Entendemos, portanto que os jogos de luta são benéficos para os educandos dentro de uma proposta pedagógica adequada para sua faixa etária principalmente dos 6 aos 10 anos de idade como cita Marques (2010), fase que a criança se encontra no Ensino Fundamental I.
2.Habilidades Motoras Básicas no ensino Fundamental I
Para Magill (2000) quando uma pessoa corre, caminha, lança uma bola, toca piano,dança ou trabalha está pessoa utiliza de habilidades motoras.

Segundo Magill (2000), o termo habilidade empregamos para designar tarefas com uma finalidade especifica a ser atingida.

Continuando com o autor acima a habilidade motora de tocar piano é de fato uma habilidade por que exige movimentos voluntários de corpo e/ou dos membros para atingir o objetivo.

Para Magill (2000) movimentos são partes que compõem habilidades e ações são respostas a metas que consiste em movimentos, portanto uma ação é uma família de movimentos.

Magill (2000) considera que subir escadas, por exemplo, é uma ação seu objetivo é chegar ao topo, porem a pessoa pode subir de varias maneiras sendo a ação a mesma, mas os movimentos diferentes.

Para Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) habilidade motora tem natureza voluntária e exige movimentação de alguma parte ou partes da anatomia humana.

Os mesmos autores também afirmam que os movimentos reflexos não se enquadram na categoria de habilidade motora e Gallahue,Ozmun e Goodway (2013,p.32) [...] o mesmo vale para os movimentos de base genética (maturação),como rastejar e engatinhar, e aqueles considerados como capacidades do movimento rudimentar do bebê.

Entendemos que habilidades motoras têm um contexto voluntario e com um objetivo, já os movimentos reflexos tem uma base genética voltada para a maturação do bebê.

Segundo Gallahue e Donnelly (2008) as habilidades motoras básicas ou fundamentais é uma serie organizada de movimentos combinando padrões de movimento com segmentos do corpo.

E para Gallahue e Donnelly (2008) as habilidades motoras especializadas são habilidades motoras fundamentais combinadas para realização esportiva. As habilidades motoras fundamentais são divididas em habilidades de equilíbrio, locomoção e manipulação.

Tabela: Habilidades motoras fundamentais


Habilidades motoras de equilíbrio

Habilidades motoras de locomoção

Habilidades motoras manipulativas

Curvar-se

Alongar-se

Contorcer-se

Virar


Balançar

Apoios invertidos

Rolamento do corpo

Cair/parar

Esquivar-se

Equilibrar-se




Andar

Correr


Saltar

Pular num pé só

Saltar com alternância do pé de apoio

Galopar


Escorregar

Impulsionar-se

Escalar


Lançar

Pegar


Chutar

Receber


Rebater

Voleio com as mãos

Driblar

Rolar a bola



Voleio com os pés

(GALLAHUE E DONNELLY,2008,p.54).
Nesta tabela os autores acima dividem , as habilidades motoras fundamentais que segundo os mesmos autores estas habilidades estão compondo o desenvolvimento motor.

Para Gallahue e Donnelly (2008) o desenvolvimento motor permeia a vida de todos, ele possibilita a realização de atos motores para a vida.

As habilidades motoras básicas possuem um período que é de 2 a 7 anos de idade, segundo os autores acima possuem estágios que são: inicial, elementar, maduro, transição, aplicação e utilização vitalícia.

Segundo Gallahue e Donnelly (2008), neste estágio as crianças fazem suas primeiras tentativas para executar uma tarefa, com movimentos ainda crus e desordenados, por volta dos 2 a 3 anos de idade.

Ainda seguindo os mesmos autores o estagio elementar a performance coordenada e rítmicas melhora com maior controle nos movimentos, por volta dos3 a 5 anos de idade.

No estagio maduro Gallahue e Donnelly (2008) definem que pode ser movimentos refinados, combinando com outras habilidades de movimento este estágio esta entre os 6 a 7 anos de idade.

Agora iremos definir os três últimos estágios que os educando segundo Gallahue e Donnelly (2008) começam a entrar nas habilidades motoras especializadas geralmente dos 7 aos 10 anos de idade, se a criança não desenvolver habilidades maduras não será bem sucedida nas habilidades esportivas.

Para Gallahue e Donnelly (2008) existe a barreira de proficiência que seria um dilema para o individuo criança ou adulto que não adquiriu habilidades motoras básicas suficientes para possuir as habilidades esportivas.

A próxima fase é a de aplicação que Gallahue e Donnelly (2008) explicam que nesta fase a criança quando esta entre 11 e 13 anos de idade seleciona vários tipos de esportes, suas preferencias são geralmente nas experiências motoras bem sucedidas.

A ultima fase é a fase de utilização vitalícia que Gallahue e Donnelly (2008) onde os indivíduos tem interesse por atividades especificas e tem participação ativa e regular, seja em nível competitivo ou recreativo.

Segundo os autores acima as habilidades motoras básicas possuem estágios, e ao longo dos anos de vida os educandos irão evoluindo porem existe também os chamados componentes perceptivo motores.

O termo perceptivo motor significa segundo Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) atividade de movimento voluntario depende de alguma forma de informação perceptiva, todos os movimentos voluntários possuem um elemento de consciência perceptiva.

E define os autores Gallahue,Ozmun e Goodway (2013), [...] as capacidades perceptivo motoras são aprendidas.Assim elas usam o movimento como um importante meio de concretização do aprendizado.

Para Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) os componentes perceptivos motores são consciência corporal, espacial, direcional e temporal.

Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) define que a consciência direcional que é dividida em duas categorias a lateralidade e o direcionamento.

Para os autores acima lateralidade é uma consciência ou sensação interna das dimensões do corpo em relação ao espaço e localização e direção.

Continuando com os autores acima, direcionalidade é:
[...] a projeção externa da lateralidade. Ela dá dimensões a objetos no espaço. À verdadeira direcionalidade depende do estabelecimento

adequado da lateralidade. A direcionalidade é importante para pais e professores por ser componente básico do aprendizado

da leitura.As crianças cuja direcionalidade não está inteiramente

estabelecida com frequência enfrentam dificuldades para discriminar

varias letras do alfabeto.

(GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013,p.300).

Continuando com os componentes perceptivos motores, Gallahue,Ozmun e Goodway (2013), ressalta que a consciência corporal é usada junto com a imagem corporal e o esquema corporal, a capacidade de reconhecer partes do corpo e compreender é muito importante para os educandos.

Complementando Gallahue,Ozmun e Goodway (2013), diz que a autopercepção de altura, peso, forma, e estabelecer uma imagem pessoal para os alunos é fundamental e também concluem que a anorexia e bulimia tem ligações irreais com a imagem corporal não realista.

A consciência espacial Gallahue,Ozmun e Goodway (2013), é dividida em duas subcategorias: conhecimento do espaço que o seu corpo ocupa no espaço externo e capacidade de projetar o seu corpo no espaço externo.

Para Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) com a pratica a criança passa do seu mundo egocêntrico e aprende a lidar com conceitos de autoespaço e espaço geral.

E para terminar com os componentes perceptivos motores a consciência temporal para Gallahue,Ozmun e Goodway (2013), esta consciência é relacionada com a coordenação olho-mão e a olho-pé, pegar,chutar e rebater, são pre requisitos para esta consciência.

O ritmo também é um aspecto básico da consciência temporal, que segundo Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) nas habilidades motoras skipping e galopar habilidades motoras de locomoção envolvem um elemento rítmico.

Também é importante descrever o que interfere no desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais e os autores Martin,Rudisill e Hastie (2009 apud GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013) ressaltam que tem sido positivo o impacto das habilidades motoras em ambientes como de educação fisica, em pre escolares ,comenta Amui et al (2006 apud GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013), e criança em situação de desvantagem.

Algumas estratégias são variadas em desenvolvimento motor como comenta Hamilton et al (1999 apud GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013) com pais como instrutores ou com educadores físicos.

Para Clark et al( 2002 apud GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013) muitos trabalhos focam em crianças nos primeiros anos da infância, que nesta faixa etária desenvolvem uma base ampla para aquisição de habilidades motoras fundamentais.

E segundo Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) essas intervenções tiveram duração de 8 a 12 semanas, focando nas habilidades motoras de locomoção com 16 a 24 sessões no total.

Para Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) uma habilidade ensinada com 90 a 120 minutos de instrução, crianças mais jovens parecem melhorar de forma significativa, e no ensino fundamental um planejamento de 90 minutos para cada habilidade.

Também Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) observa que há diferenças entre gêneros nas habilidades de manipulação, mas não nas habilidades de locomoção, sendo que persiste nas intervenções das habilidades motoras.

Para Gallahue e Donnelly (2008) as das habilidades motoras fundamentais depende de fatores ambientais como oportunidades para a pratica, incentivo, instruções de qualidade e ambiente ,tendo implicações importantes para as crianças no ensino fundamental.

Gallahue e Donnelly (2008) comenta ainda que à diferenças de desenvolvimento de alguma habilidade motora na mesma criança:


[...] é totalmente possível uma criança de 8 anos de idade ser altamente

habilidosa e funcional no estágio de aplicação na natação ou

ginastica,dois esportes populares relacionados à idade, e ainda

estar somente no estágio inicial ou elementar em habilidades

motoras fundamentais como arremessar, pegar e correr.

(GALLAHUE E DONNELLY,2008,p.75 e 76).

Segundo Gallahue e Donnelly (2008) as oportunidades para praticar as habilidades motoras dividem em três fatores: recursos, equipamento e tempo.

Gallahue e Donnelly (2008) adverte que são que os pais e professores falham que para dar oportunidades para os educandos praticarem, os empecilhos são diversos desde as cidades congestionadas à falta de locais apropriados para atividade.

Os autores acima conclui que o tempo é fator determinante para as oportunidades de pratica, sendo que a criança tem diversos afazeres como tarefas da escola e de casa, jogos de computador e deixam pouco tempo para atividades de movimento.

Para Gallahue e Donnelly (2008) as crianças não recebem incentivo para a pratica de habilidades motoras suficiente hoje, as famílias tem comportamentos diversos como, os pais trabalham fora, pai é solteiro ou mãe solteira.

Também Gallahue e Donnelly (2008) ressalta que as crianças imitam os pais e logo o computador, televisão e outras atividades passivas tomam conta dos seus afazeres e a atividade fisica fica de lado.

Tendo como principio a motivação Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) ressalta que a abordagem de motivação para a maestria consiste que o clima motivacional promova incentivo para estudantes engajarem em atividades físicas regulares.

Para Amui et al (2006 apud GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013) o professor organiza estações de habilidades (pegar, chutar, arremessar e outras ) cada estação possui de 3 a 5 níveis de dificuldades variadas.

Continuando com Amui et al (2006 apud GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013) as crianças fazem um aquecimento de 10 minutos, em todas as estações o professor explica e faz demonstrações.

E segundo Amui et al (2006 apud GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013) durante 30 minutos o professor deixa livres as crianças sugerindo novas tarefas com nível adequado para cada um e no final o professor reúne as crianças para comentar e refletir.

Esta abordagem segundo Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) é centrada na criança, também o autor escreve sobre outras abordagens que não iremos comentar aqui neste artigo.

Agora iremos abordar as instruções dos professores como res que Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) como qualquer habilidade acadêmica para melhorar as habilidades motoras terão que usar instruções sistemáticas e os autores indicam que :
[...] Planejar de forma cuidadosa as atividades de habilidades motoras,

usando o conhecimento do nível atual de desenvolvimento motor

das crianças e dos princípios do desenvolvimento motor.

Selecionar uma serie de tarefas motivadoras, alinhadas com

o nível desenvolvimental das crianças.

Oferecer muitas oportunidades para a pratica de uma serie

de habilidades, com oportunidades máximas de resposta, por

exemplo, com equipamentos específicos para cada criança.

(GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013,p. 309).

Gallahue,Ozmun e Goodway (2013), propõe que fazer demonstrações, recompensas, unidades temáticas das habilidades motoras e conversar com elas sobre os seus resultados também é importante para a qualidade das instruções.

Para Gallahue e Donnelly (2008) o ambiente ou sistema ambiental refere-se ao meio em que as crianças aprende pode incluir facilidades como equipamentos e materiais.

Continuando com os autores acima o sistema ambiental pode ser determinante no aprendizado dos educandos, também a quantidade e qualidade de bolas e outros materiais, tamanho da classe , numero de alunos é fundamental para desenvolver habilidades motoras.

Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) também reconhece que outros fatores influencia no desenvolvimento das habilidades motoras como:
[...] Esses profissionais do desenvolvimento reconhecem que as

demandas físicas e mecânicas especificas da tarefa motora

transacionam com a biologia do individuo e com as condições

do ambiente de aprendizado.

(GALLAHUE,OZMUN E GOODWAY,2013,p. 22).
Para os autores acima essas causas no desenvolvimento motor uma influencia a outra ao longo da vida dos indivíduos.

Portanto, com base nos autores acima, entendo que tem variadas métodos de estimular as habilidades motoras básicas e é de extrema importância para a vida dos educandos, e posteriormente irá enriquecer o acervo motor como cita Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) na sua vida como adolescente e adulto não apenas para a pratica esportiva ou de lazer, mas para a vida funcional como ir ao mercado, passear com a família, tocar um instrumento musical.Na vida escolar na fase de alfabetização como já foi comentado é de extrema importância, as consciências irão desenvolver nos educandos maneiras para observar o espaço a sua volta e como se projetar a ele e observar as letras do alfabeto e suas diferenças.

2.1 Classificação dos jogos de luta e as habilidades motoras básicas no Ensino Fundamental I
Segundo Oliver (2000) as crianças estão expostas a uma mídia que influencia em um contexto violento, imagens de televisão expõem filmes com heróis, justiceiros e variados desenhos muitas vezes com personagens do Extremo Oriente.

Para Oliver (2000) a tarefa dos pais é essencial pois eles podem filtrar alguns programas de televisão e também discutir com as crianças sobre os mesmos, porem a escola pode usar a violência, canalizar e integrar relações sociais.

O mesmo autor acima cita que:
[...] O que propomos é justamente transformar a briga em jogo, mas um jogo

com regras no qual a criança pode, com certeza, não apenas

expressar seu ímpeto, mas também expressá-lo em condições definitivas e

seguras que permitam a liberação da agressividade e o reconhecimento

ao outro(OLIVER,2000,p.13).

Oliver (2000) cita também que se deve oferecer a possibilidade de “brincar de fazer como se” sem entrar na violência, deve-se ter prazer de brincar de lutar e o professor não pode esquecer que o jogo de luta procura que ter alegria, utilizar a energia para encontrar-se com o outro corpo a corpo.

Oliver ( 2000) propõe ações motivadoras para o Ensino Fundamental I , são elas:

[...] - a descoberta das ações fundamentais das disciplinas de combate.

- a aplicação do modo mais diversificado possível, considerando as

possibilidades motoras do momento.

- a consolidação das aquisições, reutilizando-as em condições diferentes.

(OLIVER,2000,p.18).


Dessa forma Oliver (2000), constrói variados tipos de jogos para as crianças jogarem, o papel é previamente definido, também a intervenção do mediador é extremamente necessária.

Oliver (2000) abrange nestes jogos as habilidades motoras básicas e também competências cognitivas e atitudinais:




Grupo de jogos

Competências Motoras

Competências cognitivas e atitudes

Grupo I

Deslocar-se rapidamente em pé – para atacar, para esquivar-se.

Deslocar-se rapidamente no chão – para atacar, para esquivar-se.

Reagir aos deslocamentos do outro.

Coordenar deslocamentos várias vezes.

Mudar imediatamente de posição para proteger-se.


Ser atento e vigilante.

Dar prova de iniciativa e oportunidade.

Compreender instruções, respeitá-las,executa- las.

Aceitar as regras.

Aceitar a derrota.

Situar –se em um espaço delimitado.




Grupo II

Realizar ataques surpresas,simulações de ação.

Considerar e utilizar os deslocamentos do adversário.

Proteger um objeto.

Apropriar-se de um objeto:

- sem agir sobre quem o carrega, empurrando-o, puxando-o, levantando-o, virando-o,etc.

Resistir aos ataques adversários: “passivamente”, fazendo bastante peso.

- pela ação.


Ser capaz de astúcias, simulações.

Aceitar o contato físico.

Aceitar as imposições de uma situação: regras, imposições de espaço, de tempo.

Relacionar as causas aos efeitos; ler o resultado de uma estratégia.

Mudar de estratégia com conhecimento da causa.


Grupo III

Agarrar eficazmente um adversário de múltiplos modos.

Empurrar, puxar um adversário:

para atira-lo em um território,

para conquistar um território,

para desequilibra-lo,

- variando os golpes,

- em posições diversas,

- multiplicando os tipos de deslocamentos.

Virar-se, virar o adversário:

- para deslocar,

- para desequilibrar.

Resistir:

- às trações,

- aos empurrões,

- a todas as ações de ataque de um adversário.


Dar prova de tenacidade, de coragem

Integrar espaços,tempos.

Inventar regras,respeita-las.

Ser inventivo em ação.

Controlar sua atividade para não se tornar agressivo.


Grupo IV

Permanecer equilibrado: sobre um pé, sobre dois pés,abaixado, sentado,etc.

Permanecer equilibrado: atacando, esquivando-se.

Desequilibrar um adversário sentado, um adversário de joelhos, um adversário em pé:

- empurrando-o,

- puxando-o,

- fazendo- o virar,

- levantando-o,

- deslocando-se.

Suportar o peso de um colega.

Dominar pequenas quedas, aceitar-se.



As mesmas que os grupos precedentes.

Ser ativo.

Utilizar os artifícios.

Aceitar as quedas.



Grupo V

Agarrar, reter um adversário em pé, no chão.

Derrubar um adversário sentado, abaixado, de joelhos,

Imobilizar um colega no chão:

-forçando sobre ele,

-utilizando seus braços,suas pernas,

-sem utilizar as mãos,

-colocando-se escarranchado sobre ele: no mesmo sentido,pés com cabeça e cabeça com pés,

-bloqueando seus membros,

-virando-se,

-reposicionando-se,

-girando sobre o tronco.


Modificar as regras, de um jogo e submeter-se a elas.

Suportar um contato físico próximo,

Controlar suas emoções.

Reconhecer o outro, suas diferenças, e respeitá-lo.




Grupo VI

Agir como atacante e, ao mesmo tempo,como atacado.

Encadear as ações motoras utilizadas em todos os outros grupos de jogos e especialmente:

-derrubar um adversário,

-levar um adversário ao chão de costas ou de ombros,

-imobilizar um parceiro através de meios variados,

-esquivar-se de investidas,

-utilizar os desequilíbrios de um jogador para melhor ataca-lo,

-sair de uma imobilização através de meios diversificados.



Aceitar,suportar,procurar o corpo a corpo.

Ser muito ativo, controlando, ao mesmo tempo, sua violência e suas emoções.

Respeitar o outro.

Relativizar a vitória e reconhecer a derrota.




Podemos notar que os jogos vão evoluindo sua complexidade e o ultimo grupo de jogos o combate é quase completo, um pré jogo da luta que Oliver (2000) propõe ser antecedente para depois as crianças consolidar as habilidades motoras básicas.

Cada grupo de jogos tem um nome e características, para Oliver (2000), os jogos são: jogos de rapidez e de atenção, jogos de conquista de objetos, jogos de conquista de territórios, jogos para desequilibrar, jogos pra reter, imobilizar, livrarem-se, jogos para combater.

Com base no autor acima entendo que os jogos de rapidez e de atenção são jogos sem contato físico e os atacantes e atacados se alternam, os jogos de conquista de objetos são voltados para pegar os objetos e também não tem muito contato físico apenas os terceiro grupo de jogos que começa a ter contato físico, pois é preciso empurrar, puxar, resistir e desviar-se. O quarto,quinto e sexto grupo possui contato físico mais aproximado e é necessário mais estratégias de luta, sendo que o sexto grupo é um combate completo e é necessário maior atenção do professor.

Segundo Santos (2012) os jogos de oposição como o autor define os jogos de luta é classificado em nove grupos.

Segundo Santos (2012) com os jogos as crianças são solicitadas a coordenação de movimentos, postura e movimentos básicos como: puxar e empurrar, arrastar, recuar e locomover-se esquivando.

Santos (2012) classifica os jogos para aquecimento, jogos para respeitar o outro e adquirir confiança nele,jogos em grupo,jogos em trios, jogos de conquista de territórios,jogos para desequilibrar, jogos de retenção, jogos de girar e imobilizar.

Para Santos (2012) os quatro primeiros tipos de jogos são preparatórios para o ensino dos esportes de combate, por exemplo, nos jogos em trios o professor pode com os lenços colocar habilidades motoras básicas de locomoção como as esquivas.

Para Santos (2012) utilizar a etimologia de esportes de combate ao invés de artes marciais é mais apropriado devido o termo artes marciais ter relação com a guerra,Marte,deus romano.

E continuando com o autor acima, essas habilidades motoras básicas serão básicas para outros esportes de combate e também pode implementar estratégias para estimular os esportes olímpicos de combate como o boxe, luta olímpica, judô, tae kwon do e esgrima.

Com base nos conhecimentos de Oliver (2000) e Santos (2012) tem uma estrutura de classificação dos jogos de luta semelhante, os primeiros grupos de jogos os dois autores preocupam-se em reconhecer espaços, respeitar o outro e familiarizar com o contato corporal.

Santos (2012) propõe três fases para os jogos de luta, com ciclos de atividades que deverão ser propostos na escola no ensino fundamental I:


[...]Primeira fase: descobrir e entrar em uma atividade de oposição.

Fase de aposta em atividade funcional. Utilização dos acervos

tentando enriquece-los. Não dramatizar o combate.

Familiarização com o contato corporal.Aquisição das regras de

Ouro e respeito a elas.Aquisição da noção dos tempos de combate.

Familiarizar-se com o ganhar e com o perder.Entender e vivenciar

Os distintos papéis do jogo (atacante,defensor,arbitro).

Segunda fase: exercitar-se para aprender a ser mais eficaz.Fase

de estruturação dos esquemas motores por mei do trabalho físico.

Terceira fase: criar o desafio-avaliação.Fase de avaliação.

(SANTOS,2012,p.98)
Segundo Santos (2012) estas fases são etapas que os estudantes devem seguir, uma metodologia prazerosa e segura que as escolas francesas e espanholas propõe para desenvolver os jogos de luta.

Oliver (2000) propõe diversos jogos em seus grupos de jogos, são vinte e duas fichas-sequencias com jogos que desenvolver-se com as crianças do ensino fundamental I.

Vamos ver algumas fichas sequencias de Oliver (2000), este jogo chama-se os balões estourados e suas competências solicitadas seriam, ser atento, atacar e esquivar-se e sua realização seria:
[...]Organizar a turma em duplas, conforme critérios afetivos.Amarrar um

Balão cheio no tornozelo de um dos parceiros. A fita unindo o pé ao balão

medirá 50 cm.

Oferecer a cada dupla áreas de evolução delimitadas, em aproximadamente.

4 m2, de formas variadas. Prever balões suficientes para garantir a troca

Rápida do material estourado.

As crianças sem balão devem pisar sobre o do adversário para fazer

Estourar;as crianças equipadas com balões devem evitar esquivar-se

dos ataques.

O jogo será disputado em pé. No caso de queda de um parceiro, esperar

que o colega levante-se para retomar a ação.Nenhum jogador tem o

direito de utilizar suas mãos, seja para afastar o adversário, seja para

atingir o balão.

(OLIVER,2000,37 e 38)


Segundo Oliver (2000) cada partida deve ter 45 segundos e o professor deve observar as estratégias das crianças, as investidas de frente, por trás, as esquivas, fugas ou seja todo o desenvolvimento do jogo e as habilidades motoras inseridas.

Para Oliver (2000) neste jogo os papéis podem ser trocados e deve-se permitir que as crianças possa desenvolver variações dos jogos, criando novas regras e com novas habilidades motoras.

Vamos agora a mais um jogo de Oliver (2000), chama-se as lebres, as competências solicitadas são: agarrar de maneira eficaz o colega no chão, bloquear no chão, rapidez, aceitar ser capturado.

Oliver (2000) realiza este jogo da seguinte maneira: dividir a turma em caçadores e lebres, o professor irá demarcar a área para o jogo que pode ser no pátio ou quadra com um tapete ou um tatame, as lebres irão ficar nas extremidades.

Continuando com o jogo de Oliver (2000) as lebres devem atravessar a área delimitada em quatro apoios ou com os joelhos no chão e os caçadores devem captura-los também em quatro apoios, as lebres terão um tempo de 10 segundos para sair.

Oliver (2000) determina que pode ter de quatro caçadores, eles irão se posicionar no centro da área delimitada, quando os caçadores capturar as lebres e ficar por mais de 10 segundos esses virão caçadores.

Podemos notar que esse jogo de Oliver (2000) diferencia do primeiro jogo de estourar os balões, o jogo das lebres tem mais contato físico e as crianças estão no nível do chão, deve-se se locomoverem em quatro apoios, de joelhos ou com todo o corpo ao chão. Segundo Santos (2012) é um estimulo para os esportes de combate olímpicos judô e luta olímpica, este jogo das lebres seria do grupo V, jogos para reter,imobilizar,livrar-se, enquanto o jogo de estourar os balões seria do grupo I, jogos de rapidez e de atenção.

Estes jogos de Oliver (2000) desenvolvem habilidades motoras básicas para o educandos do ensino fundamental I, o professor pode desenvolver outros jogos com variados nomes e competências diversas para as turmas do ensino fundamental I.


Considerações Finais
O presente estudo pode ser catalogado em grupo de jogos, conforme a tabela abaixo:

Tabela de Jogos de Luta

Jogos para conhecer

Jogos de Deslocamento

Jogos de distancias e níveis

Jogos de semicontato

Jogos de contato

Habilidades

motoras básicas



Brincadeira do Touro/

Habilidade motora de locomoção (correr, andar) habilidade motora de equilíbrio (virar,esquivar-se, parar).



Corrida da serpente/

Habilidade motora de locomoção (correr, andar,galopar,


impulsionar ).

Luta do saci/

Guerra dos pregadores/

Habilidades motoras de equilíbrio e manipulação (pular em um pé só,saltar com alternância do pé de apoio).

Manipulação (pegar,receber)



Luta de costas/

Toque no joelho/

Habilidades motoras de equilíbrio e locomoção(curvar-se, alongar-se, contorcer-se,virar,rolar,

cair).


Sumozinho ou judozinho

Luta do macaco

Habilidades motoras de equilíbrio (cair,virar,rolar).


FERNANDO GAGLIOTTO SANTIAGO

Este grupo de jogos os professores de Educação Física Escolar do ensino fundamental I pode aplicar em seu planejamento das aulas, os jogos para conhecer são jogos introdutórios para a criança se familiarizar-se com os colegas e desenvolver a rapidez, os jogos de deslocamentos desenvolvem as habilidades motoras de locomoção em variados solos e com velocidade diversas, os jogos de distancias e níveis o educando começa a ter contatos com objetos e encontrar-se com os colegas corporalmente com pouco contato físico, enfatizando a distancia um com o outro e os níveis baixo (chão), médio (com joelhos flexionados, quase agachado) e em pé.

E os últimos dois últimos dois tipos de jogos de semicontato possuem um pouco mais de contato físico enfatizando as habilidades motoras de locomoção e equilíbrio, estratégia, atenção e aptidão física.Finalizando com os jogos de contato físico que desenvolve as habilidades motoras de equilíbrio e o professor pode posteriormente discutir aspectos e conceitos dos esportes de combate como o judô, luta olímpica,tae kwon do,esgrima,sumo e outros.

Entendo que a classificação dos jogos de luta são relevantes para esta pesquisa bibliográfica que procurou desenvolver variados aspectos dos jogos de luta e as habilidades motoras básicas, também não devemos reproduzir o que a sociedade entende sobre os jogos em geral, a disciplina de Educação Física deve conceber o jogo de forma sensata e coerente procurando sempre a formação integral dos educandos , como cita Oliver (2000) a criança aprende descobrindo a evolução e diversidade dos jogos solicitam adaptação sempre das crianças.

Discutindo os autores citados entendemos que os jogos de luta são brincadeiras corporais que contem confronto entre seus jogadores em duplas ou mais, estes jogos/confrontos deve ter caráter lúdico e com a intervenção de um professor que pode estimular habilidades motoras básicas no ensino fundamental I.O desenvolvimento motor também é ampliado pelos jogos de luta com habilidades como cair,puxar,andar,correr,rolar,impulsionar devido ao fator de tarefas a ser desenvolvidas com seus pares e socializando com eles, o ambiente deve ser propício para os jogos de luta não oferecendo perigos para não se machucarem.

Neste estudo procuramos responder com os autores citados Oliver (2000), Santos (2012) e Gallahue,Ozmun e Goodway (2013) os objetivos abordados, o que são jogos de luta,quais são suas classificações e das habilidades motoras básicas e quais habilidades motoras básicas são estimuladas pelos jogos de luta.

Esperamos que esta pesquisa bibliográfica foi satisfatória e que outros estudos mais abrangentes contemplem na Educação Física Escolar.
Referencias bibliográficas
Almeida, A. C. P. C; Shigunov, V. A ATIVIDADE LÚDICA INFANTIL E SUAS POSSIBILIDADES. Revista da Educação Física/UEM. Maringá, v.11, n.1, p.69-76, 2000.

Ancinelo, P.R; Caldeira,L.P. O PAPEL DOS JOGOS LÚDICOS NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA. Disponível em: https://scholar.google.com.br. Acessado em: 04/01/2015.


Antunes, M.M. INTRODUÇÃO AO SHUAIJIAO: TEORIA E PRATICA. São Paulo. Phorte.2014.
Brasil, Secretaria de Educação Fundamental. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Educação física – Brasília : MEC/SEF, 1997,v.07.
Campos, L.A.S. METODOLOGIA DO ENSINO DAS LUTAS NA EDUCAÇÃO FISICA ESCOLAR. Varzea Paulista. Fontoura, 2014.
Carneiro,K.T. O JOGO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: AS CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES. São Paulo, Phorte, 2012.
GALLAHUE,D.L;DONNELLY,F.C.Educação Física Desenvolvimentista para todas as crianças.São Paulo.Phorte,2008
GALLAHUE,D.L;OZMUN,J,C.;GOODWAY,J.D.Compreendendo o desenvolvimento motor:bebês, crianças, adolescents e adultos.Porto Alegre.Artmed,2013.
HUIZINGA,J. Homo Ludens: O jogo como elemento da cultura .São Paulo: Perpectiva;7 edição,2012..
KISHIMOTO, T.M. (Org.). O brincar e suas teorias. São Paulo. Cengage Learning, 2014.
KISHIMOTO, T.M. O BRINQUEDO NA EDUCAÇÃO CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS, 2015.
Lavoura, T.N; Machado, A.A. SABERES DOCENTES ACERCA DO JOGO NO CONTEXTO ESCOLAR. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – 2007, 6(1) 57-68, Rio Claro, v.06, n,01, p.57-68, 2007.
MAGILL,R.A. Aprendizagem motora: conceitos e aplicações.São Paulo.Edgard blücher,2000.

Marques, R. A. JOGO DE LUTA OU LUTA A SÉRIO? COMO DISTINGUIR PARA DECIDIR? Escola Básica Integrada da Quinta do Conde – Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares (Instituto Piaget). Cadernos de Educação de Infância, n.90, Ago/10.


Nascimento, P. R. B, e Almeida, L. A TEMATIZAÇÃO DAS LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: RESTRIÇÕES E POSSIBILIDADES. Movimento, Porto Alegre, v. 13, n.03, p. 91-110, setembro/dezembro de 2007.
Neto, C. A CRIANÇA E O JOGO: PERPECTIVAS DE INVESTIGAÇÃO. Faculdade de Motricidade Humana: Universidade Técnica de Lisboa. Disponível em: https://scholar.google.com.br. Acessado em: 04/01/2015.
Oliver, J.C. DAS BRIGAS AOS JOGOS COM REGRAS: ENFRENTANDO A INDISCIPLINA NA ESCOLA. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
Ramos, M. C. A. L; Weiduschat, I. JOGAR E BRINCAR:REPRESENTANDO PAPEIS, A CRIANÇA CONSTRÓI O PRÓPRIO CONHECIMENTO E, CONSEQUENTEMENTE, SUA PRÓPRIA PERSONALIDADE. Disponivel em: http://www.posuniasselvi.com.br/artigos/rev01-07.pdf. Acessado em: 02/05/2015.
Santos, S.L.C. JOGOS DE OPOSIÇÃO: ENSINO DAS LUTAS NA ESCOLA. São Paulo: Phhorte, 2012.
Sorj,B. A DEMOCRACIA INESPERADA: CIDADANIA,DIREITOS HUMANOS E DESIGUALDADE SOCIAL. Rio de Janeiro. Jorge Zahar, 2004.
Tonet, I. EDUCAR PARA A CIDADANIA OU PARA A LIBERDADE. Perspectiva, Florianópolis, v. 23, n. 02, p. 469-484, jul./dez. 2005.



Baixar 64.41 Kb.

Compartilhe com seus amigos:




©bemvin.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Prefeitura municipal
santa catarina
Universidade federal
prefeitura municipal
pregão presencial
universidade federal
outras providências
processo seletivo
catarina prefeitura
minas gerais
secretaria municipal
CÂmara municipal
ensino fundamental
ensino médio
concurso público
catarina município
reunião ordinária
Dispõe sobre
Serviço público
câmara municipal
público federal
Processo seletivo
processo licitatório
educaçÃo universidade
seletivo simplificado
Secretaria municipal
sessão ordinária
ensino superior
Universidade estadual
Relatório técnico
Conselho municipal
técnico científico
direitos humanos
científico período
pregão eletrônico
Curriculum vitae
espírito santo
Sequência didática
Quarta feira
conselho municipal
prefeito municipal
distrito federal
língua portuguesa
nossa senhora
educaçÃo secretaria
Pregão presencial
segunda feira
recursos humanos
educaçÃO ciência
Terça feira
agricultura familiar