Jairo Brizola



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A INSERÇÃO DAS TIC NA ESCOLA: UMA ANÁLISE DAS RESSIGNIFICAÇÕES PEDAGÓGICAS SOB A ÓTICA DO CONCEITO DE ESCOLARIZAÇÃO EM NEIL POSTMAN.
Autor: Jairo Brizola1 – PPGE/UFMT/II Semestre - jairobrizola13@gmail.com
RESUMO: O objetivo deste artigo é analisar a inserção das TIC ao processo de ensino e aprendizagem a partir do conceito de escolarização em Postman e confrontá-lo, com as ideias de inclusão digital e sociodigital. A metodologia utilizada foi a qualitativa, tendo como base a revisão bibliográfica vinculada à temática abordada. Os resultados dão conta que o processo de inclusão digital tem sido a tônica das políticas públicas adotadas em vários países de primeiro mundo a partir da década de 1980, e mais tarde nos anos 1990, nos países de terceiro mundo. As leituras revelam que, pelo fato da inserção das TIC na escolarização ater-se, principalmente a parte técnica, ou seja, a inserção da máquina, tem gerado apenas respostas para os problemas técnicos, para os “como”. No entanto, as respostas para os problemas metafísicos não têm sido contempladas, pois, essas só poderão ser alcançadas se houver uma inclusão sociodigital, que contemple uma formação que permita ao professor analisar as tecnologias digitais a partir de uma ressiginificação pedagógica que perpassa pela busca de respostas às questões metafísicas da escolarização. Por fim, o estudo mostra que é necessário que haja discussões mais aprofundadas no intuito de se pensar a educação não a partir da pura e simples inserção das TIC à educação tendo em vista a solução dos problemas técnicos, mas sim uma inclusão sociodigital que contemple a discussão da razão, do por que se faz escolarização.

Palavras-chave: TIC; Escolarização; Inclusão digital; inclusão sociodigital.


I - Introdução

Postman (2002) em sua obra “O fim da Educação: redefinindo os valores da escola”, parte da ideia de que educação e escolarização não são a mesma coisa, já que podem ser adquiridas em lugares distintos e respondem a pressupostos também distintos. Educação seria algo que pode ser adquirida em vários lugares e em várias situações. Assim escola, TV, política, pobreza entre outras seriam opções para se adquirir educação. A TV pode ensinar o consumismo; a política o ceticismo e a pobreza a desesperança, mas nem sempre. E é o “nem sempre” que faz com que os que pensam e escrevem sobre escolarização, tenham esperança que a escola, detentora de propósito, de finalidade possa ensinar aos que por ela passarem a verem o mundo com outros olhos, com “lentes” que proporcionem a um presente claro, um passado sempre vivo e um futuro cheio de possibilidades, ou seja, a escola deve proporcionar aos seus sujeitos caminhos através dos quais construam uma vida e não simples caminhos que ensinam como ganhar a vida. Em suma, Postman diz que a escola deve ensinar a ser e não somente a ter.

Ao abordar a ideia de que geralmente os que escrevem sobre educação dificilmente abordam os problemas metafísicos da educação, ficando, em geral nas discussões técnicas, (POSTMAN, 2002) diz que esses pensadores da educação, por incapacidade ou por temeridade, pensam no como e não no por que se faz educação. Pensar no como, no técnico, nada mais é do que achar que a inserção de novas ferramentas, de novas tecnologias trará a solução para os problemas educacionais. Para Porto (2012), é preciso superar o velho modelo pedagógico, e não apenas incorporar a ele a nova tecnologia, pois a ferramenta tecnológica não é o ponto fundamental no processo de ensino e aprendizagem, mas um dispositivo que proporciona a mediação entre educador, educando e saberes escolares. Mas, somente a inserção das TIC na escola, não será suficiente para criar uma razão, um propósito, enfim uma finalidade para a escolarização.

A escola (AREA, 2006), ao adotar o pensamento desses autores, implanta em sua escolarização políticas públicas pautadas pelos problemas técnicos, com uma finalidade muito especifica a de atender aos anseios econômicos e consumistas da sociedade. Segundo Area (2006) a partir de 1980 os governos dos países de 1º mundo se deram conta que deveriam modificar os sistemas escolares a fim de garantir que os estudantes formados nas escolas pudessem atender as exigências do mercado de trabalho, ou seja, os governos entenderam que o desenvolvimento tecnológico, cognitivo, econômico enfim de uma nação passava ou dependia dos conhecimentos de informática e das novas tecnologias do seu povo. Na busca de respostas para esse problema técnico da escolarização, ou seja, como preparar as pessoas para o mercado de trabalho, o computador é introduzido na escola dos países do primeiro mundo nesta mesma década. Mas essa inserção, segundo Cuban (apud Area, 2006) tem um propósito muito específico, treinar os jovens estudantes para darem conta de continuar fomentando a economia de sua nação e, por conseguinte do mundo. A inserção do computador (Cuban, apud Area, 2006), não está ligada ao desenvolvimento social, mas às exigências da economia e do mercado, que na visão de Postman (2002), passa pelo cumprimento dos mandamentos dos deuses da utilidade econômica, do consumo e da tecnologia.

A inserção das tecnologias digitais na educação tem alterado o modo como os educadores pensam o ensino, haja vista que contribuem na unificação de idéias e recursos em torno de interesses e projetos. No entanto é preciso estar atento às possíveis ressignificações educacionais a partir da inserção dessas tecnologias na escola, pois conforme evidenciadas em algumas pesquisas (AREA, 2006), a simples inserção de tecnologia no processo de ensino e aprendizagem não é condição para que haja melhoria educacionais (POSTMAN, 2002). Logo, os pressupostos teóricos que embasam este artigo relacionam-se com a perspectiva da inclusão digital ou sociodigital (PRETTO, 2008) e do surgimento de narrativas que sirvam de razão, de pressupostos à escolarização, ou seja, é uma perspectiva que vai além da simples inserção de tecnologias na escola, cujos autores de referência são Postman (2002), Pretto (2008), Lévy (1999 e 2008), Rivoltella (2012) e Area (2006).

O objetivo deste artigo é analisar a inserção das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC – ao processo de ensino e aprendizagem a partir do conceito de escolarização em Postman, especificamente na obra “O Fim da Educação: redefinindo os valores da Escola” e confrontá-lo, com as ideias de inclusão digital e sociodigital, além de contribuir, a partir de algumas reflexões teóricas, com o esclarecimento do que são os problemas técnicos e metafísicos da escolarização pensados por Postman (2002), que ao nosso ver estão diretamente ligados com os conceitos de inserção de tecnologias na escola e inclusão digital ou sócio digital, desenvolvidas por vários autores nos últimos anos, entre os quais destacamos Pretto (2008).

O problema central da pesquisa é refletir sobre o processo de inserção das tecnologias à educação a luz dos conceitos de escolarização desenvolvido por Postman (2002), verificando se a inserção das TIC na escolarização tem contribuído para o surgimento de narrativas que sirvam de propósitos para a escolarização, que contribuam com a inclusão digital ou sociodigital dos sujeitos da escola (PRETTO, 2008), ou se tem sido apenas a introdução de quinquilharias tecnológicas nos ambientes escolares (AREA, 2006).

II - Metodologia

Para analisar tal questionamento foi necessário o levantamento de dados bibliográficos de autores que discutem tal temática, como os anteriormente citados, portanto, a metodologia usada para a elaboração desse artigo foi a qualitativa, consistindo de uma revisão da literatura, procurando analisar e confrontar criticamente as ideias de diversos autores que abordam a temática do estudo.

A hipótese central da pesquisa afirmava que na maioria das políticas públicas dos governos sobre inserção de tecnologias educacionais na escola tem o objetivo de criar respostas para os problemas técnicos da escolarização, não gerando respostas para os problemas metafísicos dessa, ou seja, visam apenas a introdução de máquinas na escola e, não um estudo e uma formação mais aprofundada dos docentes no intuito de discutir as razões do por que se faz escolarização. Desta forma foi possível perceber se as tecnologias presentes nas instituições de ensino estão sendo utilizadas pelos docentes, a fim de promover a inclusão digital ou sociodigital, enfim se tem sido útil na criação de narrativas educacionais com vistas a um propósito de escolarização.

O artigo mostra que é necessário que haja discussões mais aprofundadas com o intuito de se pensar a educação não a partir da pura e simples inserção das TIC à educação tendo em vista a solução dos problemas técnicos, mas sim uma inclusão digital ou sociodigital que contemple a discussão da razão, da finalidade, do por que se faz escolarização
III- Análises dos problemas técnicos e metafísicos na obra de Postman
Postman (2002), ao longo a obra “O fim da educação: redefinindo os valores da escola” faz uma discussão sobre dois problemas centrais da escolarização, o técnico, ou seja, o como, as engenharias de aprendizagem e o metafísico, ou seja, a razão, o porquê, a finalidade, o propósito que a escola deve ter ao pensar na escolarização dos que por ela passarem. Postman (2002) afirma que a educação precisa fazer sentido àqueles que a ela recorrem. Professores, pais e alunos precisam encontrar na educação um “por que” que os faça acreditar que vale a pena ir à escola. Esse “por que” na verdade é um deus, uma narrativa que elegemos para as atividades que fazemos e para a vida que temos. Os deuses dão sentido ao que fazemos. A vida e tudo que dela e nela fazemos faz sentido quando temos deuses ou narrativas2 por meios das quais damos significado e direcionamento a nossa mente e as nossas ações. Por outro lado, se não as temos, suportar os “como”, tornar-se-ia bem mais difícil, “sem uma narrativa, a vida não tem sentido. Sem sentido, a aprendizagem não tem finalidade. Sem finalidade, as escolas são casas de detenção, não de estudo” (POSTMAN, 2002, p. 15).

A partir do século XVI, surge um novo deus no ocidente, o deus-ciência, que segundo Postman (2002) dará ao mundo um filho, o deus-tecnologia, que determina que todos sigam somente a ele e a ninguém mais. Mas um deus que proíbe seus seguidores de dialogarem com outros deuses, com outras narrativas é um deus intolerante, é uma narrativa fanática, psicopata e perigosa ao ponto de fazer de seus seguidores simples marionetes.

Postman (2002), afirma que os deuses da sociedade norte-americana, já não despertam o interesse da população. Pois a crônica da democracia liberal perdeu o brilho, a participação cívica foi deixada de lado, nem mesmo a fusão cultural norte-americana tem resistido e está se deteriorando aos poucos, pois dentre a mistura de grupos que compõem a cultura americana, alguns deles, como é o caso dos afro-americanos e dos latinos, estão excluídos. Dessa forma não crê em deuses, como o do Trabalho Árduo, pois por mais que se esforcem não conseguem se incluir na sociedade. Há uma “crise da narrativa”, pois os antigos deuses tombaram e os novos não conseguem dar sentido à vida.

Essa crise de narrativa é um momento difícil para os deuses e para seus símbolos e conseqüentemente instituição, como a escola, que depende de narrativas, pode estar com os dias contados, uma vez que ao buscar soluções para a educação foca-se quase sempre nos problemas técnicos e não nos metafísicos. Mas é preciso que se busquem respostas metafísicas para a escolarização e não respostas técnicas, pois se forem encontradas as respostas para os “porquês”, as respostas para os “como” já estarão juntas, mas as respostas para os “como” não respondem minimamente os “porquês”. Pois faltam narrativas, deuses, para a escola continuar existindo, e não é enchendo uma sala com inúmeros computadores, não é inventando novos métodos de dar aula, de se aplicar uma prova que a educação ganhará sentido, pois para Postman (2002), os problemas que a educação não consegue resolver sem os computadores, tão pouco conseguirá com eles.


IV - Inserção das TIC na escola à luz dos conceitos de Postman
A visão de Postman (2002), de que a simples introdução do computador ou de outras tecnologias, sejam digitais ou não, na escola não é condição necessária para que haja ressignificações educacionais, condiz com os argumentos de vários teóricos que pensam a temática das TIC. Area (2006), afirma que há uma dissonância entre a implantação dos equipamentos (computador, impressora, scanner, entre outras quinquilharias) na escola, ou seja, a dotação de aparelhos de softwares e hardwares e a formação do professor, ou melhor, a falta dela para a intencionalidade pedagógica das TIC. O professor na visão de Pretto (2008), por ser quem vai articular os saberes, não recebe a devida atenção, em relação a sua formação, por parte das políticas públicas de formação continuada. Para esse autor o que falta nas políticas públicas de formação continuada do professor são cursos contextualizados, politizados e condizentes com as transformações que a sociedade vem passando. Para Pretto (2008) a formação do professor deve ser analítica, crítica, enfim sociodigital que possibilite uma ação pedagógica mais inventiva, criativa, colaborativa e participativa. Pois se assim for, a formação continuada do professor permitirá que este seja sujeito da ação educativa não mero empregado, reprodutor da técnica. Essa dissonância fica visível quando os gestores políticos cortam as verbas dos programas educacionais de inserção das tecnologias digitais, deixando a ação na primeira etapa, a da inserção dos equipamentos, de novas engenharias de aprendizagem, sem contemplar a segunda etapa, a da formação sociodigital do professor, ficando assim uma ação capenga, ineficaz, muito aquém do mínimo desejável. No entanto, como a primeira parte a introdução das quinquilharias na escola, foi feita ainda que de forma insignificante, a segunda parte, a da formação do professor acaba não sendo realizada e se algo der errado, a culpa do erro acaba sendo do professor e não do governo. Dessa forma o professor não é o sujeito do processo educacional, mas apenas um proletário da tecnologia e não agentes destas.

O deus da Utilidade Econômica argumenta que a educação serve unicamente para garantir aos estudantes boa colocação no mercado de trabalho, através de uma educação técnica, para a especialização. No entanto Postman (2002) diz que uma educação para a especialização só pode vir de uma educação mais generalizada, com estudos humanísticos e científicos que proporcionem a existência de estudantes mais abertos, mais curiosos e questionadores.

O deus da Utilidade Econômica tem sua existência ligada diretamente à de outro, o do consumo. Pois não faz sentido você ter um bom emprego, ganhar muito dinheiro se não tem o que fazer com ele. Portanto, você trabalha para ganhar dinheiro, “você é o que você faz para ganhar a vida”, diz o deus da Utilidade Econômica e, posteriormente você gasta cada centavo ganho para comprar e acumular coisas, “você é o que você acumula” postula o deus do Consumo. Mas há um detalhe que precisa ser esclarecido: A esses dois deuses se junta um terceiro, o da Tecnologia. Pois, não basta ganhar e comprar coisas, é preciso comprar coisas tecnológicas, as mais recentes disponibilizada no mercado. Do contrário, cometerá o pecado da inocência tecnológica.

Ripper (apud OLIVEIRA, 1999, página 58), ao denunciar o atraso da escola em relação aos avanços Tecnológicos da sociedade atual, traz à baila argumentos que corroboram com as ideias de Postman (2002), em relação ao deus da utilidade econômica. Pois para Ripper a escola atual precisa focar em uma nova pedagogia que ensine os jovens estudantes a se adaptarem ao mercado de trabalho, pois a economia atual “requer trabalhadores mais flexíveis, que assumam responsabilidades não só na qualidade das tarefas que executam como no próprio desenvolvimento”.

A escola, paralisada no tempo, como denuncia Ripper (1999), custa a entender que a pedagogia necessita urgentemente de um apoio e um respaldo das tecnologias informacionais para que a educação se faça presente e contribua com a sociedade tecnológica.

Os deuses do Consumo e da Tecnologia vivem juntos (POSTMAN, 2002) tendo o primeiro uma teologia instigante – semelhante às parábolas religiosas, pois “formula o conceito de pecado, indica o caminho da redenção e mostram o céu” – que determina que as pessoas a sigam. Essas parábolas se caracterizam por fases distintas. A primeira é a da inocência tecnológica (conceito de pecado), é a incapacidade de acompanhar o desenvolvimento de novos produtos e serviços, ou seja, você ignora os benefícios que certas novidades tecnológicas poderão dar a sua vida, enquanto seus vizinhos, já redimidos desse pecado, pelo conhecimento tecnológico e conhecedores do caminho que leva ao céu, estão desfrutando dos benefícios que os novos produtos e serviços podem ofertar. A segunda fase é a da redenção, o caminho do céu, é quando você, assim como o seu vizinho já fez, passa a fazer exatamente, sem questionamento, aquilo que é recomendado pelo comercial, a fim de ter uma vida feliz.

Postman (2002) questiona por que a escola ao invés de se opor a esses deuses, já que se supõe que educação libertaria a juventude da servidão do materialismo cru, se agarrara a eles e os adota como modelos a serem seguidos? Para ele há duas explicações para essa questão. A primeira é que há apoio generalizado ao deus do consumo, pois a escola não vê contradição entre o que se ensina na escola e o que se ensina nos comerciais. A segunda é que há também amplo apoio ao deus da tecnologia. O autor deixa claro que não se opõe à ideia de ensinar jovens para o consumo, o que ele alerta é que extremamente perigoso quando se faz do consumo uma razão para a escolarização.



Postman (2002), diz que atualmente acreditamos piamente na tecnologia e nos sentimos frustrados quando nos é negado o acesso a ela, além do mais condenamos com veemência, quase religiosa, quando algum “herege” ousa questionar os mandamentos tecnológicos. A moderna tecnologia da informação “tornou as escolas irrisórias, uma vez que agora há mais informação disponível fora da sala de aula do que dentro dela” (p.43), pois de qualquer ponto conectado a grande rede (CASTELLS, 1999), é possível acessar milhões de informações disponibilizadas na grande teia. No entanto é preciso ter cuidado, pois como argumenta Porto (2012), o computador e a internet não são tecnologias inteligentes por si mesmos, eles dependem de comandos do usuário ou do programador, portanto é ingenuidade acreditar que as TIC propiciarão inovação as práticas pedagógicas. As TIC têm a possibilidade de tal transformação e inovação, mas somente isso ocorrerá se houver por parte dos atores educacionais uma ruptura com o tradicional, que garanta mudanças paradigmáticas. Souza Santos (apud Porto, 2012) a prática do professor está calcada em bases político-filosóficas, assim sendo por mais que seja introduzido na escola tecnologias inovadoras que proponham uma pratica que se diz inovadora o trabalho, o processo de ensino e aprendizagem pode estar calcado num paradigma de domínio e uma postura tradicional reprodutivista.

Atualmente (POSTMAN, 2002) muitos defendem a ideia de que se alguém quiser aprender sobre algo, já não precisa ir à escola, basta acessar a grande rede (CASTELLS, 2003) e obter as informações que deseja. Porto (2012) confirma o argumento de Postman (2012), ao dizer que o computador e internet têm potencialidades de inovação e transformação, pois carregam consigo a possibilidade da interação entre pessoas conectadas ao mundo virtual e dessa interação pode resultar em processos de melhoria, de aprendizagens e de cidadania. No entanto, alerta Lévy (2008), que o mundo virtual não é algo pronto, mas uma possibilidade, um “vir a ser”, potência e não ato, que possibilita a simulação, a experimentação, o fantasiar, que pode aproximar o aprendiz da realidade contribuindo grandemente para a aprendizagem.

Com o surgimento do computar portátil e da internet, as relações entre os seres humanos tornaram-se mais rápidas. A comunicação entre as pessoas propiciadas pela internet, no que Lévy chama de ciberespaço, fez de cada pessoa um ser, em potencial, gerador da comunicação e da informação, mas para tanto é necessário que cada usuário do ciberespaço possua seu próprio endereço na grande teia, na rede denominada internet, pois é preferível que alguém ou algo esteja conectado do que isolado, fora da teia. Pois segundo Lévy (1999, p. 127) “A conexão é um bem em si [...] cada computador do planeta, cada aparelho, cada máquina, do automóvel a torradeira, deve possuir um endereço na internet”.



Se a escola já não é o lugar onde se vai para adquirir conhecimentos, qual será a sua missão? Postman (2002), afirma que a missão da escola é ensinar as crianças a colaborarem entre si, a ser menos individualistas e egoístas a entenderem a importância de viverem em grupo, a domar o ego das crianças e dos adolescentes, coisa que um computador não pode fazer. A aprendizagem única e exclusivamente virtualizada tende a levar as crianças ao individualismo, ao egoísmo e ao isolamento, já que passam a resolver seus problemas sem o auxílio, sem a cooperação de mais ninguém, a não ser delas mesmas e do cibermundo (LÉVY, 1999). Para Postman (2002), não se deve deixar a criança unicamente no isolamento de seu ambiente de estudo, mas colocá-la em um local onde possa interagir com outras crianças, para que aprenda regras, a respeitar a opinião dos outros, enfim para que se socialize e aprenda a viver em grupo de forma colaborativa, pois segundo Behrens (2011), “isso permite atitudes inovadoras, que possibilitam a superação do individualismo, competitivo e isolado”.

Postman (2002), afirma que há alguns deuses da atualidade que podem ajudar a escola a criar propósitos e razões para a escolarização, mas por serem exteriores a escola, é preciso tomar alguns cuidados ao adotá-los. Pode reproduzi-los, sem questionamentos, a fim de formar jovens que aceitem, por meio de uma educação conservadora, o mundo tal qual ele é, ou pode por meio de uma educação subversiva, questioná-los a fim de fomentar nos estudantes um espírito crítico, que não aceita o mundo que aí está posto, mas que busca transformá-lo.

Ao adotar as TIC no processo educacional é preciso que a escola, o professor (VALENTE, 1999, p. 27), tenha uma formação sólida na área da informática educativa para que use de forma criativa, inventiva, crítica e contextualizada as ferramentas disponíveis nas TIC. Assim segundo esse mesmo autor, a formação do professor deve ser tal que “seja capaz de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica”, que possibilitará a “transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a resolução de problemas específicos do interesse de cada aluno”.

Moran (2011, p. 30), teoriza que “o professor, com acesso a tecnologias telemáticas, pode se tornar um orientador/gestor setorial do processo de aprendizagem, integrando de forma equilibrada a orientação intelectual, a emocional e a gerencial”. Nas palavras de Moran (2011) percebe-se que as TIC oferecem inúmeras possibilidades educacionais ao professor, mas para isso é necessário que este tenha acesso e domínio sobre essas tecnologias, para que possa usá-las de forma crítica e consciente no seu fazer diário de educador.



Entre os deuses que podem oferecer um alento para a escola, ou uma razão, um propósito para a escolarização, Postman elenca cinco:

1º - “Espaçonave Terra”: Nesta narrativa, Postman (2002), quer demonstrar que somos coletivamente responsáveis pelas ações que fazemos em prol do nosso planeta ou pela destruição dele. Essa narrativa faz dos seres humanos comissários de bordo da terra, zeladores de uma cápsula espacial vulnerável, corresponsáveis pela manutenção da vida na terra e cada vez mais dependentes da solidariedade uns dos outros.

Esta narrativa transmite a ideia de que tudo o que fazemos ou deixamos de fazer acaba interferindo na vida de cada um, no meio ambiente e, por conseguinte na vida do planeta terra. O lixo que produzimos acaba gerando graves conseqüências para o meio ambiente e para a humanidade inteira, pois não é porque um problema ocorre em um lugar distante de onde estamos que não nos afetará. A narrativa afirma que somos responsáveis uns pelos outros e todos juntos pela vida do planeta, pois esse não é algo dado, mas construído ou destruído por todos nós, a partir de um senso de responsabilidade ou da falta dele. Em suma esta narrativa diz que a educação deve despertar nos estudantes a cidadania e a colaboração. Sobre a inserção da TIC na educação, Tajra (apud BETTEGA 2004, p. 33) acredita que isso produzirá grandes ressignificações no processo ensino e aprendizagem, já que um dos objetivos da informática nas escolas é melhorar a qualidade da educação por “meio de criação de nova tecnologia cognitiva; propiciar uma educação que busque o desenvolvimento científico e tecnológico e educar para uma cidadania global numa sociedade mais desenvolvida tecnologicamente”.

Para Moran (2011), o uso da internet, do computador, ou seja, das TIC na educação podem proporcionar uma maior flexibilização do currículo, dando à escola a oportunidade de estar mais perto da sociedade contemporânea, que cada vez mais se insere na virtualidade do ciberespaço já que “a internet pode ajudar a desenvolver a intuição, a flexibilidade mental, a adaptação a ritmos diferentes”. Além do mais segundo esse mesmo autor a internet pode desenvolver a “flexibilidade [...] adaptação a diferentes: a internet permite a pesquisa individual, em que cada aluno trabalhe no seu próprio ritmo, e a pesquisa em grupo, em que se desenvolve a aprendizagem colaborativa”. (MORAN, 2011, p. 53)

Estas ações poderão influenciar e melhorar a capacidade do professor e da escola em fazer leituras da sociedade e, a partir disso, pode interferir na formação para a cidadania, para o senso de responsabilidade para a vida em sociedade.

2º - Na narrativa do “O Anjo Decaído”, Postman (2002), discorre sobre a ideia de que muitos seres humanos se acham perfeitos, com verdades perfeitas e portadores da perfeição. Essa soberba do ser humano em achar que não erra e que produz ou pensa somente a verdade, enfim que é perfeito, leva-o ao fracasso, já que o segredo da busca da verdade está exatamente no sentido contrário da prepotência humana, está em aceitar a falha e o erro. Mas esta admissão não poder ter um fim em si mesma, mas ser o ponto de partida para a busca da verdade. No entanto, essa busca se assemelha ao mito de Sísifo, já que, por mais que a busquemos, refutando os erros, ao nos aproximarmos dela, vemô-la se afastando e a busca recomeça. Além do mais o conhecimento encontrado, quando dito como verdadeiro possui uma limitação e muitas vezes ao se descobrir um novo conhecimento que substitui o antigo dito como errado, pode também estar errado.

Portanto, para não cairmos na prepotência e na arrogância de sermos detentores de um conhecimento, é importante que tenhamos sempre em mente que todo conhecimento humano é limitado, passageiro e superficial. Pois para Baudrillard (1997), em muitos casos absorvemos somente o espetáculo e não o conteúdo, gerando um falso conhecimento.

3º - Em “O experimento americano”, Postman (2002), parte da ideia de que a nação norte-americana foi formada a partir da participação de todos os norte-americanos, mesmo que de forma gradual, tendo a oportunidade de argumentação, de expor seu ponto de vista. Mas essa prática da argumentação contínua não é levada em consideração na escola (POSTMAN, 2002), pois ali se ensina para a colocação de pontos finais nessa possibilidade. Essa prática escolar é muito perigosa, pois ao não admitirmos a possibilidade de novos argumentos, de pontos de vistas diferentes, da existência do outro, podemos correr o risco de gerar uma espécie de cegueira, um dogmatismo exacerbado e por fim uma sociedade de fanáticos, acríticos que não aceitam sequer a cogitação de mudanças.

Essa narrativa (POSTMAN, 2002), nos mostra o valor da argumentação e da aceitação da argumentação dos outros. Mostra que as coisas não são dadas nem naturais, mas são construídas a partir do ponto de vista de alguém e, se foram criadas, podem ser modificadas, pois não são eternas. São verdades e argumentações válidos, mas passageiros.

4º - “A lei da diversidade”, afirma que a nação norte-americana e, por conseguinte sua escola, é formada por diversas culturas (POSTMAN, 2002), por diversos povos, mas que essa diversidade de culturas, devido a crença de que a partir da escolarização se criaria uma cultura escolar única, não é levada em consideração na escolarização. No entanto, é essa diversidade que faz com que as pessoas, as ideias, os países, as culturas, e as linguagens, no contato e na aceitação do diferente, do outro, sejam passíveis de mudanças e melhorias, já que temos a possibilidade de avaliar nossa forma de pensar e, a partir de tal avaliação podemos nos modificar e nos aprimorar. Mas se nos fecharmos, não admitindo a diversidade, a existência do outro, poderemos por um ponto final em nossa existência, de culturas, línguas e ideias.

Abrir-se para o diferente, para o outro nos mantêm vivos, expande nossa maneira de ver as coisas. Além do mais as Mídias-educacionais, segundo Rivoltella (2012), podem contribuir para “outras educações”, pois num mundo tão diversificado é importante ressaltar que as “educações” também são diversas e, como diversos são as educações também o são as diferentes Literacies, ou seja, não existe uma literacie que de conta de entender e explicar a diversidade, é preciso de diferentes literacies, de multiliteracies para explicar a diversidade, seja de gênero, cultural, social, entre outras.

A diversidade, o diferente ao serem tolerados faz com que aquele que tolera cresça com mais vigor, com padrão de excelência, haja vista que, ao comparar aquilo que conhece, com o que está passando a conhecer, possa se apropriar do que outro tem de melhor e elevar seu nível de conhecimento. Mas esse exercício deve ser feito constantemente, do contrário nos fechamos para a diversidade e caímos na uniformidade, na mesmice, na falta de excelência, de vitalidade, decretando a morte daquilo que era mantido vivo pela diversidade.

5º - Em “Os tecelões de palavras/os fabricantes de mundos” Postman (2002), parte da ideia de que a humanidade ao criar, ao inventar coisas, ao fabricar coisas também está fabricando o mundo que a cerca, haja vista que usa a linguagem, as palavras para explicar e dar sentido àquilo que criou. O ser humano, por ser único ser a usar a linguagem para explicar as coisas, acaba se constituindo enquanto fala, enquanto tece palavras para descrever a si mesmo e ao mundo por ele construído, já que é por meio da linguagem que criamos, vemos, organizamos e o tornamos o mundo compreensível e útil. Dessa forma a escola pode ensinar aos jovens estudantes a conexão entre a linguagem e a fabricação do mundo, a maneira correta de pronunciar e de escrever as palavras, mas principalmente a dimensão moral do uso da linguagem, se deve ensinar a promover a dignidade da pessoa, a fim de construir uma sociedade mais justa, tolerante, fraterna e feliz.

A partir das argumentações de Postman (2002), a escola atual pode ensinar pautada em diferentes linguagens e não somente através das linguagens tradicionais oral e escrita. Pode, como afirma Lévy (2008), ensinar, por exemplo, com a linguagem digital, que é uma tecnologia da inteligência tanto quanto a oral e a escrita e, em sendo, auxilia, colabora no desenvolvimento cognitivo das aprendizagens. Se o objetivo de uma escola é desenvolver a capacidade cognitiva de seus alunos, por que o sistema educacional, no processo de ensino e aprendizagem, relega a 2º plano essa linguagem? Há escola ainda não se inseriu cultural, tecnológica e cientificamente na contemporaneidade? A escola está usando um sistema de ensino obsoleto, para a era industrial e não para a era das relações?

Ao acharmos que algo que dominamos, que temos ou que somos seja a solução para os problemas é preciso ter em mente que outras pessoas, que dominam outras linguagens, outros códigos, outros conhecimentos podem pensar o mesmo. Assim o fato de sermos isto ou aquilo ou de usarmos as criações, as invenções da humanidade para resolver algum problema, só será possível se tivermos clareza das possibilidades e das contingências que essas criações possuem, mas essa clareza, esse discernimento só advém se tivermos consciência de como usamos a linguagem, de como a linguagem nos usa e de que meios dispomos para clarificar nosso conhecimento do mundo que fabricamos.
V - Algumas considerações
Podemos percebe na obra de Postman (2002), que o autor faz uma análise aprofundada dos problemas técnicos e dos problemas metafísicos que permeiam a escolarização e aponta algumas soluções possíveis de serem implantadas na escola a partir da adoção de algumas narrativas que sirvam como base para os pressupostos, para as razões que a escola precisa ter ao se propor fazer a escolarização de jovens e crianças. Dentre as narrativas que a escola atual adotou está em pauta o uso das TIC para fins de escolarização.

Postman (2002) não é totalmente contra o uso das tecnologias digitais para fins escolares, mas alerta que o uso exclusivo dessas tecnologias pode levar os jovens estudantes ao isolamento, uma vez que podem estudar, a partir do auxílio único e exclusivo do virtual, do digital, sem o a presença de outro humano. Mas é preciso entender que as TIC ou cibertecnologias, não podem ser entendidas como algo que transmudarão o ser humano, não poder ser entendida como a panacéia para todos os problemas do homem pós-moderno, mas também não pode ser entendida e encarada como algo dispensável, pois são a narrativa (POSTMAN, 2002), que tanto a sociedade, como a escola atual adotaram.

As novas tecnologias já fazem parte das ações humanas, e não deixarão de fazer, mas é preciso que sejam percebidas não de um ponto de vista puramente tecnofóbico, nem tampouco de uma visão unicamente tecnofílica, mas analisadas e entendidas para além dessa dicotomia. É necessário que as entendamos como um campo de mutabilidade (LÉVY, 2008), de novas e constantes conexões imprevisíveis. É preciso estar, na pós modernidade permeada pelas cibertecnologias, de forma crítica, aberto a novas possibilidades e não ficar preso a verdades dogmáticas, a um único ponto de vista, pois como afirma Postman (2002), é preciso que busquemos em várias narrativas ideias que possam nos ajudar na solução dos problemas que temos.

Para Lévy (2008), o campo das novas tecnologias da informação e comunicação é “um campo aberto, conflituoso e parcialmente indeterminado, no qual nada está decidido a priori”. É preciso, portanto, que o professor/escola esteja aberto a novas possibilidades, a novos pontos de vistas, a novas ressignificações, a novas narrativas, a outros deuses (POSTMAN, 2002) e a novas metamorfoses e, além do mais, entendendo que o conhecimento é inacabado, passageiro e em constante transformação.

A escola ao adotar a narrativa das TIC como pressuposto para a escolarização que pretende fazer é preciso que as analise, que as entenda de um ponto de vista crítico e politizado, para que fomente nos jovens estudantes uma visão, não para o simples uso consumista proposto por meio de tais tecnologias, mas ações que levem esses estudantes a pensarem na melhoria das condições humanas, ou seja, o uso das TIC para fins de escolarização pode ser um meio pelo qual se promova a emancipação humano e não a degradação deste. No entanto, afirmam alguns autores como Lévy (1999, 2008), Moran (2011), Postman (2002), Rivoltella (2012), Ripper ( 1998) e Valente (1997) é preciso que o professor seja o fomentador, o orientador dessas possíveis ressignificações escolares. Mas para que isso aconteça é necessário que o professor tenha uma formação solida tanto a nível cultural, cientifico e tecnológico, pois só assim terá condições de buscar novas possibilidades de trabalho pedagógico, possibilidades estas que poderão lhe dar uma visão sociodigital das TIC, no contexto educacional.
VII - Referências.
AREA, Manuel. Vinte anos de políticas institucionais para incorporar as tecnologias da informação e comunicação ao sistema escolar. In SANCHO, Juana Maria; HERNADES, Fernando. Tecnologias para transformar a educação. Porto Alegre: Artmed, 2006.
BEHRENS, Marilda Aparecida. Projeto de Aprendizagem Colaborativa Num Paradigma Emergente. In: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. Campinas: Papirus, 2011.
BELLONI, Maria Luiza. Mídia – educação: contextos, histórias e interrogações. In: FANTIN, Monica; RIVOLTELLA, Pier Cesare (Orgs). Cultura digital e escola: Pesquisa e formação de professores. Campinas/SP: Papirus, 2012.
BETTEGA, Maria Helena. Educação Continuada na Era Digital. São Paulo: Cortez, 2004.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede – a era da informação: economia, sociedade e cultura, volume I. Trad. Roneide Venâncio Majer e Jussara Simões. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
______. A Galáxia da Internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro, Zahar, 2003.
FANTIN, Monica; RIVOLTELLA, Pier Cesare. Cultura digital e formação de professores: usos da mídia, práticas culturais e desafios educativos. In: FANTIN, Monica; RIVOLTELLA, Pier Cesare (Orgs). Cultura digital e escola: Pesquisa e formação de professores. Campinas/SP: Papirus, 2012.
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: O futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Ed. 34, 2008.

___________. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999;


MORAN, José Manuel. Ensino e Aprendizagem Inovadores com Tecnologias Audiovisuais e Telemáticas. In: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. Campinas: Papirus, 2011. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. Campinas- SP: Papirus, 2011.
PORTO, Tania M. Esperon. As Tecnologias estão nas escolas: e agora, o que fazer com elas? In: FANTIN, Monica; RIVOLTELLA, Pier Cesare (Orgs). Cultura digital e escola: Pesquisa e formação de professores. Campinas/SP: Papirus, 2012.
POSTMAN, Neil. O fim da Educação: redefinindo o valor da escola. Rio de Janeiro: Graphia Editorial, 2002.
PRETTO, Nelson de Luca. Escritos sobre: Educação, Comunicação e Cultura. Campinas: Papirus, 2008.
RIPPER, Afira Vianna. O preparo do professor para as novas tecnologias. São Paulo: SENAC, 1999 apud OLIVEIRA, Vera Barros de (Organizadora). Informática em Psicopedagogia, 2 ed. São Paulo: SENAC, 1999.
VALENTE, José Armando. Informática na Educação: instrucionista X construcionista. Rio de Janeiro: Educação Pública. 1997. Disponível em: http://educaçãopublica.rj.gov.br/biblioteca/tecnologia/0003.html. Acesso em: 17 out. 2014.

1 Professor da Rede Estadual no município de Sorriso e aluno do Mestrado em Educação na UFMT, Campus Cuiabá.

2 Postman, diz que “um deus, no sentido em que estou usando o vocábulo, é o nome de uma narrativa grandiosa, dotada de suficiente credibilidade, complexidade e força simbólica para nos permitir organizar a vida em torno dela”.


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