Humanos limites a segunda aula da disciplina “Formas, Estados e Processos da Cultura na Atualidade” teve como centro o mergulho em meio ao universo do filme Her. Inicialmente



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Nome: Catarina Menezes

Professor: Martin Grossmann – ECA/US

Disciplina: Formas, Estados e Processos da Cultura na Atualidade.

Data: 19/03/2015



Humanos limites

A segunda aula da disciplina “Formas, Estados e Processos da Cultura na Atualidade” teve como centro o mergulho em meio ao universo do filme Her. Inicialmente, os alunos tiveram a oportunidade de assistir ao filme na íntegra. Em seguida, o Professor Martin utilizou-se de um vídeo alegórico, relacionado a Torre de babel e em muito provocativo, acerca dos limites do crescente processo de conquistas da humanidade. Dessa forma, foi dado o start à proposta de reflexão a ser desenvolvida a partir do filme.

“Her” foi lançado pela primeira vez em Nova Iorque, no ano de 2013. Foi escrito, dirigido e produzido por Spike Jonze. Como atores principais estão Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Olivia Wilde, e Scarlett Johansson como a voz de Samantha. Uma curiosidade é o fato de ter recebido três indicações ao Oscar de 2013 e a conquista do prêmio de melhor roteiro.

A história se passa em Los Angeles, mas em um tempo futuro: quando faz parte do cotidiano dos homens e mulheres comuns a forte presença das altas tecnologias. Algo distante em certa medida da realidade atual, mas facilmente imaginável por sujeitos diariamente conectados às redes sociais. É justamente no âmbito da pessoalidade, da vida privada (para além da utilidade profissional e do espaço público) que encontra-se a peça dessa influência tecnológica destacada pelo filme. A presença da tecnologia no contexto social (nas ruas, meios de transporte, ambiente de trabalho) também aparece ao longo das cenas. No entanto, é a problemática no foro privado e mesmo subjetivo-emotivo que está no centro das ações e conflitos essenciais do enredo.

Theodore Twombly trabalha numa empresa como escritor de cartas. O serviço oferecido é a redação de cartas solicitadas pelos clientes acerca dos mais diversos temas, especialmente para demonstração de afeto. Até então Theodore é um sujeito melancólico, fechado e mal resolvido em relação a seu passado, pois não conseguira superar a separação de sua ex-mulher.

O acontecimento que vem transformar o dia-a-dia deste personagem é o anúncio de um novo sistema operacional, que a princípio ele adquiriu apenas pelo objetivo utilitário de melhorar sua organização. Entretanto, a surpresa será o extremo desenvolvimento de tal sistema, o qual não apenas executa funções como máquina, mas também opina, contesta, convence, sugere, tem percepção, enfim... Ao longo dos dias, a relação entre o sistema operacional e seu consumidor torna-se cada vez menos objetiva e cada vez mais “humana” e repleta de emotividade.

O espaço que Samantha passa a ocupar na vida de Theodore expande-se a níveis cada vez mais profundos. Ela traz cores e sabores que muito que a muito ele não sentia. Inclusive a compreensão dessa invenção humana para com seu companheiro por vezes parecia maior do que a da própria humana ex-mulher. Como ela dizia, queria “conhecer tudo de tudo.” E assim se aproximava dos sentimentos de e modos de ser humano.

Desde o início a voz dizia a Theodore que ela estava em constante evolução, que aprendia muito rápido e com os detalhes. Em certo ponto, aconteceu que esse desenvolvimento passou a ser tão infinitamente grande que se tornou insustentável manter o relacionamento amoroso que fora construído. Samantha tinha acesso a muitas informações ao mesmo tempo e interagia com centenas de pessoas também simultaneamente. O uso de todos os sistemas operacionais como ela, por fim, foi suspenso.



Para além dos sentimentos e da linha dramática marcante no filme, outro questionamento que ressoa ao seu final é sobre os limites dos feitos humanos para com a própria humanidade. A articulação do filme com o vídeo da Torre de Babel instigou a reflexão sobre o poder dessa criação humana, que no caso filme, chegou a ponto de ultrapassar o acompanhamento da própria mente que o criou.

As leituras indicadas complementam em muito a proposta de reflexão. No caso Hanna Arendt esse desejo pela mais plena e pura civilização numa perspectiva imperialista e dominadora chegou aos níveis desumanos dos regimes totalitários. Por outro lado, o argumento Sobre a revolução se pensado em diálogo com o contexto atual, também traz questionamentos acerca da própria democracia americana. Tida como símbolo da verdadeira democracia. Tida como exemplo da real revolução. Também cresceu aos picos da Torre de Babel. Também marcada pelo imperialismo. Mais um exemplo dos limites do crescente de uma humanidade... Que também pode acabar desumanizando.

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