História da música antiga o surgimento


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  1. Teoria musical grega

Há mais informações sobre as teorias musicais gregas do que da música em si, foi a teoria dos gregos que afetou a música da Europa ocidental na Idade Média.

Desde Pitágoras (cerca de 500 a.C.), fundador do pensamento grego no domínio da música, até Aristides Quintiliano (século IV a.C.), último autor grego a formular teorias sobre música, as formulações teóricas musicais gregas ainda hoje não foram ultrapassadas. Para Pitágoras e seus seguidores, música e aritmética não estavam separadas, os números eram considerados a chave de todo o universo espiritual e físico. Foi Platão que apresentou essa doutrina de forma mais completa, no Timeu e na República. As ideias de Platão sobre a natureza e funções da música influenciaram profundamente as concepções sobre música e a sua educação durante a Idade Média.

Alguns pensadores gregos acreditavam na ligação da música com a astronomia, Cláudio Ptolomeu (século XI d.C.) foi o mais sistemático teórico antigo da música e mais importante astrônomo. Acreditava-se que as leis matemáticas eram a base do sistema dos intervalos musicais e também do sistema dos corpos celestes. Relacionava-se certos modos e notas a outros planetas. Essas concepções eram comuns a todos os povos orientais. Essa ideia aparece no mito da Música das Esferas, de Platão, que fala sobre a música produzida pela revolução dos planetas, mas que as pessoas não conseguiam ouvir.

Para os gregos, música e poesia eram termos praticamente sinônimos. A Música da Poesia era para os gregos uma verdadeira melodia, cujos intervalos e ritmos podiam ser medidos de forma exata. A poesia lírica significava poesia cantada ao som da lira. Palavras gregas que designam diferentes gêneros de poesia, como ode e hino, são termos musicais. A ideia grega de que a música se ligava à palavra falada ressurgiu ao longo de toda a história da música, como a invenção do recitativo, por volta de 1600 e as teorias de Wagner sobre o teatro musical, no século XIX.




  1. Doutrina do Ethos: música para educar

Ethos pode ser entendido como “caráter” ou “modo de vida habitual”. Segundo a doutrina grega do Ethos, a música seria capaz de afetar o caráter das pessoas e os diferentes tipos de música o afetavam de maneira diferente. Existiam duas divisões genéricas: música que tinha como efeitos a calma e a elevação espiritual, associada ao culto de Apolo; música que tendia suscitar a excitação e o entusiasmo, associada ao culto de Dionísio.

Na Grécia antiga, havia certos tipos ou formas de música, as quais eram conhecidas por nomes de nações ou tribos (Dóricos, Jônios, Frígios, Lídios, etc.), cada uma dessas era acreditada ser capaz não somente de expressar emoções particulares, mas de agirem sobre a sensibilidade de tal maneira a exercer uma influência poderosa e específica na formação do caráter. Consequentemente, a escolha dentre essa variedade de formas musicais daquelas que deveriam ser admitidas na educação do Estado, era questão da mais séria preocupação.

A música na Grécia antiga tinha o poder de influenciar e modificar a natureza moral do homem e do Estado. Além de um valor estético, a música tinha um sentido fisiológico e ético, por isso sua importância na formação da personalidade humana.

No período clássico da Grécia, ressaltou-se os efeitos da música sobre a vontade, o caráter e a conduta dos seres humanos. A doutrina da imitação, de Aristóteles, explicou o modo como a música agia sobre a vontade. Para ele, a música imita as paixões ou estados da alma, como brandura, ira, coragem, temperança e outras qualidades. Assim, quando ouvimos um trecho que imita uma determinada paixão, ficamos impregnados dessa mesma paixão. Se ouvirmos por um tempo longo um tipo de música que desperta sentimentos baixos, todo o nosso caráter tornar-se-á baixo; se ouvirmos música adequada, tornamo-nos pessoas boas.

Tanto Platão quanto Aristóteles concordavam que era possível produzir pessoas consideradas boas através de um sistema público de educação baseado em dois elementos fundamentais: a ginástica, para a disciplina do corpo, e a música, para a disciplina do espírito. Platão, na República (escrita por volta de 380 a.C.), defendeu a necessidade de equilíbrio entre esses dois elementos na educação, o excesso de música tornaria o homem efeminado ou neurótico; e o excesso de ginástica o tornaria violento e ignorante. A proporção correta entre ginástica e música gera o verdadeiro músico, porém só alguns tipos de música seriam aconselháveis. Só os modos dórico e frígio deveriam ser admitidos, pois promoviam as virtudes da coragem e da temperança, respectivamente. Muitas notas, escalas complexas, combinações de formas e ritmos contraditórios, os conjuntos de instrumentos diferentes entre si, muitas cordas e afinação estranha e até os fabricantes e os aulos (dionisíaco) deveriam ser banidos (GROUT; PALISCA, 2007).

Sobre os modos: Cada um dos modos possui um caráter próprio, exercendo diferentes influências na mente humana, através das diferentes estruturas. O modo dórico, de caráter imponente, era utilizado em cerimônias e acontecimentos solenes; o modo frígio possuía um caráter impetuoso, e o modo lídio, um caráter alegre e leve, utilizado em festas ou banquetes. Segue abaixo os modos gregos tocados em guitarra hoje.



Ouvir/ver guitarra tocando os modos gregos: https://www.youtube.com/watch?v=QrdSeZpjymY

Para Platão, os fundamentos da música não deveriam ser alterados, pois o desregramento na arte e na educação conduziria inevitavelmente à libertinagem e à anarquia na sociedade. Aristóteles, na Política (aproximadamente 330 a.C.), foi menos restritivo que Platão quanto a ritmos e modos particulares. Ele acreditava que a música poderia ser usada como fonte de divertimento e prazer intelectual, e não apenas na educação. Acredita-se que, ao limitar os tipos de música autorizados no Estado ideal, Platão e Aristóteles estavam rejeitando algumas tendências da vida musical do seu tempo, como ritmos associados a ritos orgiásticos dionisíacos, música instrumental independente, e a popularidade dos virtuosos profissionais.

A doutrina do ethos, então, baseava-se na convicção de que a música afeta o caráter e de que diferentes tipos de música o afetam de forma diferente. Havia a música que tinha como efeito a calma e a elevação espiritual e a música que tendia a estimular a excitação e o entusiasmo. A primeira categoria estava associada ao culto de Apolo, sendo a lira o instrumento e as formas poéticas correlativas à ode e à epopeia. A segunda categoria estava associada ao culto de Dionísio, utilizava-se o aulo e tinha como formas poéticas o ditirambo e o teatro.

O Hydraulis é considerado o primeiro instrumento de teclado. De origem grega, a invenção é atribuída a Klesibius, de Alexandria (século III a.C.). É composto de uma, duas ou três fileiras de tubos, de som fraco e que através de um reservatório de água, o ar era bombeado sob pressão dos foles de madeira. Assista à primeira performance da reprodução de um hydraulis: ouça: https://www.youtube.com/watch?v=bP2u8NBI5m8&feature=youtu.be



  1. Notação musical

A civilização grega também contribuiu para o conhecimento da notação musical. Com avançado conhecimento musical, a notação musical começou a ser criada para diminuir as dificuldades de preservação de conhecimentos, que acontecia como consequência de uma tradição oral, estabelecendo-se a partir de 500 a.C., os gregos começaram a usar a notação alfabética. A notação musical grega é um complexo sistema. Utilizavam as letras do alfabeto para a representação das notas musicais.

  1. Primeira música completa da história

Epitáfio de Seikilos é o mais antigo exemplo preservado de uma composição musical completa, incluindo a notação musical. Essa inscrição data do período entre o século II a.C. e 100 d.C. A canção, com melodia e ritmo, esculpida juntamente com a letra, foi encontrada em um túmulo na Turquia, perto de Éfeso. Acreditasse que o epitáfio seja da autoria de Seikilos em memória de sua esposa, e consiste de quatro versos apenas, falando da beleza e da vida:

Letra: “Enquanto viveres, brilha E de todo não te aflijas A vida é curta E o tempo cobra seu pedágio.” Na partitura de Seikilos, há sobre a linha das letras minúsculas (a letra da música), uma linha superior de letras maiúsculas (notas) e sinais (ritmo – tempo das notas).





Epitáfio de Seikilos, ouça: https://www.youtube.com/watch?v=9RjBePQV4xE
Fonte: História da Música: Antiguidade ao Barroco, Prof.ª Débora Costa Pires.


  • Dica final - Pink Floyd Live at Pompeii ouça/veja: https://www.youtube.com/watch?v=y-E7_VHLvkE

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