Governança em tempos de redes sociais: o caso dilma



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Interpretação geral


Em relação ao Facebook38, se considerarmos o número de usuários ativos no Brasil — 76 milhões39 — os quesitos participação e visibilidade demonstram baixíssima penetração e alcance, uma vez que o perfil de Dilma possui 560 mil fãs e o do Portal Brasil40 320 mil fãs. Ressalte-se, porém, que são perfis recentes, com adesão crescente. Além disso, páginas de política no Brasil ainda não atraem tantos seguidores, como ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos. Na página de Dilma destaca-se o elevado grau de compromisso dos que curtem seu perfil (79%), o que demonstra engajamento e interação dos fãs. Nesse sentido, RECUERO (2009) afirma que a presença dos atores sociais nas redes significa aumento da “visibilidade social”. Essa visibilidade41, explica a autora, é constituída enquanto um valor porque proporciona que os nós sejam mais visíveis na rede.

Sobre o Twitter, o número de seguidores de Dilma (2,4 milhões) parece pequeno em relação ao universo de usuários do microblog no Brasil — 33,3 milhões42. Contudo, se considerarmos que esses mais de dois milhões de pessoas são multiplicadores a partir de suas redes, o número tornar-se-ia significativo. Destaca-se, também, o elevado Klout de Dilma no Twitter, 87 pontos, o que demonstra o alcance de seu perfil aliado à influência na sua rede de contatos. Em relação ao perfil do Portal Brasil percebe-se poucos seguidores, o que talvez seja explicado pela falta de hábito do brasileiro em utilizar esta ferramenta voltada para o e-gov43.


  1. CONSIDERAÇÕS FINAIS


Este artigo não tem a pretensão de exprimir a realidade em toda a sua complexidade, mas capturar os aspectos principais que devem ser analisados e compreendidos quando falamos do uso das TIC, com ênfase nas redes sociais, pelos governos. Reconhecemos, porém, que o campo analisado é amplo e o assunto permite estudos mais aprofundados.

Conforme proposto na Introdução, procedemos a contextualização histórica da formação do Estado brasileiro, carregado de vícios patrimonialistas, para em seguida investigarmos, à luz da bibliografia atualizada e da análise documental, a questão da democracia e da demanda popular, a inclusão digital, a sociedade em rede, a ciberdemocracia, a governança, as redes sociais e os protestos. Por meio de um estudo de caso, procedeu-se a análise do uso das redes sociais pelo governo Dilma após a onda de manifestações convocadas justamente por essas ferramentas. A partir desta recorrida, é possível chegarmos a algumas conclusões que acreditamos possam ser válidas, também, para outros países. Em primeiro lugar, que, em função da sua instantaneidade, a Internet, ao permitir e acelerar a criação de novas formas de interações humanas estimula o nível de exigência do cidadão por serviços públicos eficientes, ágeis e transparentes, o que tem obrigado as administrações públicas a se reinventarem e lançarem mão das TIC para fazerem frente às novas e sempre urgentes demandas. Em outras palavras, governo e governança eletrônicos vieram para ficar. Em segundo lugar, a Internet possibilita a auto-organização da cidadania, independentemente das formas tradicionais, gerando enormes possibilidades de associativismo e colaborativismo, entre outras interações em rede que podem contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária. Em terceiro lugar, a rede permite que o cidadão, ao mesmo tempo, seja produtor e distribuidor de informação, deixando de ser apenas o receptor passivo dos mass media, naquilo que CASTELLS chama de “autocomunicação de massas”. Por fim, mas não menos importante, afirmar o que propusemos no título do artigo, isto é, de que a governança do mundo moderno passa necessariamente pelo uso das TIC e das redes sociais. Neste sentido, o governo da primeira mulher presidente do Brasil, ao adotar o uso intensivo das TIC, não apenas avança do ponto de vista da transparência e da difusão da informação, como demonstra a tentativa de estabelecer uma comunicação direta com a sociedade em rede, trazendo para a cidadania o protagonismo na construção das políticas públicas e da participação efetiva na democracia.


  1. LISTA DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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1 O ponto de partida dos protestos se deu pelo aumento da tarifa dos transportes públicos em várias capitais do País. A partir daí, as manifestações ganharam outras bandeiras de luta, tais como: baixa qualidade dos serviços públicos, alto custo da Copa do Mundo, corrupção etc.

2 A Primavera Árabe iniciou-se em dezembro de 2010 na Tunísia e logo em seguida eclodiu no Egito. Os protestos, organizados pelas redes sociais, eram contra os regimes ditatoriais e a favor da democracia. Líbia, Síria e outros países da região também registraram manifestações, inclusive com a deposição de governantes. O modelo de protestos convocado por meio das redes inspirou os espanhóis em 2011, em um movimento contra a política local conhecido como 15M, porque se iniciou em 15 de maio. No mesmo ano, em setembro, em Nova York (Estados Unidos), manifestantes se rebelaram contra o capital financeiro especulativo, dando origem ao Ocuppy Wall Street, a rua onde está localizada a Bolsa de Valores norte-americana. Também neste protesto, as redes sociais foram as ferramentas preferidas dos organizadores e participantes (CASTELLS, 2013a; CARDOSO e DI FÁTIMA, 2013)

3 Pesquisa IBOPE ouviu no dia 20 de junho de 2013, em oito capitais brasileiras, 2.002 manifestantes com o objetivo de levantar informações sobre o perfil dos participantes nos protestos. Segundo a pesquisa, 62% dos manifestantes, que participaram das passeatas do dia 20, souberam do evento pelo Facebook. Ainda de acordo com os dados, 75% dos manifestantes convocaram outras pessoas para participar das manifestações pelo Facebook e Twitter.

4 De acordo com o Datafolha, a avaliação do governo da presidente Dilma no início de junho de 2013, antes dos protestos, alcançava 57% de ótimo/bom, 33% de regular e apenas 9% de ruim/péssimo. Após os protestos, no final de junho, ótimo/bom eram 30%, regular 43% e ruim/péssimo 25%. A última pesquisa divulgada pelo Instituto, em julho de 2014, apontava 32% de ótimo/bom, 38% de regular e 29% de ruim e péssimo..

5 Segundo definição da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e-government é “o uso de tecnologias de informação e comunicação, e em particular da Internet, como uma ferramenta para alcançar um melhor governo” (OCDE, 2003, p.63). O governo eletrônico no Brasil surgiu no ano 2000, com a criação de Grupo de Trabalho Interministerial com a finalidade de examinar e propor políticas, diretrizes e normas relacionadas às novas formas eletrônicas de interação, através do Decreto Presidencial de 3 de abril de 2000 (http://www.governoeletronico.gov.br/). Em novembro de 2011 a presidente Dilma sancionou a Lei de Acesso à Informação (http://www.acessoainformacao.gov.br), o que na prática permite aos cidadãos acesso a toda e qualquer informação do governo federal, com exceção de assuntos de segurança nacional. O ranking das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre governo eletrônico, de 2012, coloca o Brasil na 10ª posição no continente americano e o 59º no mundo. Na publicação, a ONU reconhece o avanço do País na área, em um texto que tem como título Brazil: Expanding services (ONU, 2012, p.22). Entre as ações de destaque do e-gov brasileiro estão compras públicas por pregão eletrônico, gestão de domínios, uso de software livres e declaração do Imposto de Renda via Internet.

6 Termo conceituado por HOOD (1991) sobre a “modernização” dos Estados pelos governos neoliberais, orientados pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (Consenso de Washington), a partir da década de 1980 na Europa e nos Estados Unidos e da década de 1990 no Brasil e em outros países latino-americanos, com a premissa de que a gestão do setor público orientada para o mercado levaria a uma maior eficiência de custos para os governos, sem ter efeitos colaterais negativos sobre outros objetivos e considerações. É também neste período de revolução gerencial do Estado que surgem as primeiras iniciativas de governo eletrônico. GRAY (2008), avaliando a experiência inglesa da reforma administrativa no governo de Margaret Thatcher, observa que, em vez de melhorar o desempenho do serviço público, ela resultou na perda de confiança dos cidadãos em relação ao Estado. “Deveríamos jogar fora a ideia de que os serviços públicos precisem sempre ser administrados como empresas - ideia que deixou esses serviços endividados e presos a metas. Seria melhor tirar definitivamente algumas funções do Estado e admitir que outras não devam ser administradas com métodos de mercado”.

7 Se anteriormente a indicação para os cargos públicos devia-se, sobretudo, aos laços de parentesco e amizade, a isso veio se somar a disputa política entre os partidos liberal e conservador e a ‘patronagem’ partidária (CARVALHO, 2010, p.330).

8 Segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o Brasil tem hoje 2.039.499 servidores públicos federal (www.planejamento.gov.br). 

9 Trecho do discurso da presidente Dilma Rousseff no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), no dia 24/01/2014: “O Brasil, por sua vez, vem experimentando uma profunda transformação social nos últimos anos. Estamos nos tornando, por meio de um processo acelerado de ascensão social, uma nação dominantemente de classe média. Alguns números ilustram essa realidade: os 36 milhões de homens e mulheres que foram tirados da extrema pobreza recentemente; os 42 milhões que ascenderam à classe média, que passou de 37% da população para 55% da população, apenas entre os anos a partir de 2003 até hoje. A renda per capita mediana das famílias brasileiras cresceu 78% no mesmo período. Nos últimos três anos, nós geramos 4,5 milhões de novos empregos”.

10 Para CARDOSO e DI FÁTIMA (2013, p.156), “é desse mosaico de avanços e contradições, corrupção da classe política, sentimento de impunidade, injustiça e insegurança, violência policial, desconfiança das mídias tradicionais, altos impostos e ineficiência dos serviços públicos que emerge as manifestações no Brasil”.

11 Em relação a este tema, BOBBIO (1986, p.9) afirma “que a democracia não goza no mundo de ótima saúde, como de resto jamais gozou no passado, mas não está à beira do túmulo”. OLIVEIRA (2012) complementa, ao dizer que na sociedade em que vivemos os cidadãos estão longe dos eleitos e das decisões que lhe dizem respeito, sendo a comunicação essencial para garantir a participação democrática. “Contudo, a comunicação não é inerente à democracia, nem determinante na sua preservação. É uma condição para o seu funcionamento” (OLIVEIRA, 2012, p.36). DAHLGREN (2011, p.15), no entanto, faz uma ressalva importante: “Os representantes eleitos não podem funcionar meramente como um barômetro dos seus eleitores, respondendo de imediato a toda e qualquer iniciativa populista de curto prazo; devem também liderar e ter iniciativa própria, mesmo que por vezes corram o risco de entrarem em conflito com aqueles que representam”.

12 Em 2007 somente 51% dos norte-americanos mostrava muita ou bastante confiança no governo federal. Na União Europeia, mais de 80% dos entrevistados disseram não confiar nos partidos políticos (CASTELLS, 2010, p.377). No Brasil, segundo o IBOPE, a maioria dos manifestantes disse não se sentir representada por partido (89%) ou político brasileiro (83%). Entre os entrevistados, 96% alegaram não ser filiados a nenhum partido político. 

13 No livro Galáxia da Internet, CASTELLS dedica o último capítulo à temática da divisão digital. Segundo o autor, com “a capacidade da economia baseada na Internet, e do sistema de informação nela baseado, de conectar segmentos de sociedades no mundo todo articula os nós-chave num sistema planetário, dinâmico, ao mesmo tempo em que rejeita aqueles segmentos das sociedades e aqueles lugares de pouco interesse do ponto de vista da criação de valor” (CASTELLS, 2001, p.219). Para a OCDE, o termo digital divide “refere-se à diferença entre os indivíduos, as famílias, as empresas e áreas geográficas em diferentes níveis socioeconômicos no que diz respeito tanto às suas oportunidades de tecnologias de informação de acesso e de comunicação (TIC) e para o uso da Internet para uma grande variedade de atividades” (OCDE, 2001, p.5). Em complemento à questão, Neri afirma que “a brecha digital preocupa não apenas porque a distância de oportunidades e de resultados entre providos e desprovidos de acesso à Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) tende a aumentar numa época de forte inovação tecnológica, mas pela oportunidade de diminuir esta mesma desigualdade através de ações que melhorem a distribuição da quantidade e da qualidade do acesso digital” (NERI, 2012, p.42). Já DAHLGREN (2011, p.12) diz que “sempre que existam exclusões digitais [digital divides] e que o acesso seja negado ou limitado de uma forma não equitativa a determinados grupos e categorias sociais, verifica-se uma situação de déficit democrático, independentemente da maneira como perspectivamos os horizontes políticos em termos locais, nacionais, regionais ou globais”.

14 A Pesquisa Brasileira de Mídia, coordenada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) e realizada pelo IBOPE, em 2013, aferiu quantos dias por semana os brasileiros acessam o meio Internet, a quantidade de horas diárias que, em média, costumam expor-se a esse meio, e os sítios preferidos. “Em geral, enquanto a maioria dos brasileiros (53%) nunca acessa a Internet, aproximadamente um quarto da população (26%) o faz nos dias da semana e com uma intensidade diária de 3h39 de 2ª a 6ª feira e de 3h43 no final de semana. Os resultados mostram ainda que a maioria dos entrevistados (84%) acessa a internet via computador, seguido pelo celular (com 40%). Há ainda uma pequena parcela (8%) dos pesquisados que utiliza tablets para acessar a rede de computadores [...] 68,5% das citações referentes ao período de 2ª a 6ª e 70,8% das citações referentes aos finais de semana apontam as redes sociais como os sites mais acessados pelos entrevistados [...] O Facebook lidera com 63,8% nos dias de semana e 67,1% aos finais de semana” (BRASIL, 2013, p.49-57). Sobre locais de acesso à Internet, a pesquisa TIC Domicílios de 2012 registrou “74% de usuários domiciliares de Internet, crescimento de seis pontos percentuais sobre 2011 e 32 pontos sobre 2008. Os centros públicos de acesso pago apresentam decréscimo de oito pontos percentuais sobre 2011. Os centros públicos de acesso gratuito (telecentro, biblioteca, centros comunitários) são citados por apenas 4% dos usuários de Internet. A pesquisa identifica, ainda, outros locais de acesso à Internet, como trabalho (30%), casa de outra pessoa (26%), em qualquer lugar via celular (21%) e na escola (15%)”.

15 De 2005 para 2011, de acordo com o IBGE, a população de 10 anos ou mais de idade (população em idade ativa) cresceu 9,7%, enquanto o contingente de pessoas que utilizaram a Internet aumentou 143,8%, ou seja, em seis anos o número de internautas no País cresceu 45,8 milhões.

16 BRIC é a sigla que se refere a Brasil, Rússia, Índia, China, que se destacam no cenário mundial como países em desenvolvimento (http://pt.wikipedia.org/wiki/BRIC).

17 O ICT Development Index (IDI) é resultado da combinação de 11 indicadores agregados em três categorias: habilidades, acesso e uso de TIC – cada uma delas com composições próprias e pesos distintos na formação do índice (BARBOSA, 2013, p.175).

18 O ranking completo encontra-se na página 46 da publicação Measuring The Information Society 2012.

19 DI FELICE (2008, p.21-22) cita a primeira revolução no século V a.C, com o surgimento da escrita no Oriente Médio, marcando a passagem de uma sociedade oral para a escrita; a segunda no século XV, na Europa, com a invenção, por Gutemberg, dos caracteres móveis e o consequente surgimento da impressão, causando a difusão da leitura; e a terceira revolução no Ocidente, nos séculos XIX e XX, com o início da cultura de massas e a difusão de mensagens pelos meios eletrônicos, como ao rádio e a televisão.

20 LÉVY (2002, p.103) define quatros princípios fundamentais do governo eletrônico, baseado na experiência inglesa: 1) Construir os serviços à volta das escolhas dos cidadãos (e não à volta das feitas dentro das portas fechadas das baronias da administração); 2) Tornar o Estado e os seus serviços mais acessíveis (nomeadamente pela Internet); 3) Incluir as populações desfavorecidas pelas formas tradicionais de governação (serviços para as minorias linguísticas, os deficientes, os expatriados, os estrangeiros); 4) Melhor utilizar a informação (em particular graças à ligação de sistemas de informação atualmente separados.

21 CASTELLS (2010, p.395) entende o novo espaço público como o [espaço] da “interação social e significativa onde as ideias e valores se formam, se transmitem, recebem apoio e combatem; espaço que em última instância se converte no campo de entretenimento para a ação e reação”. INNERARITY (2014) entende que “para grande parte da população, a realidade representada pelos partidos tradicionais já não é mais atraente, enquanto a cultura da rede virtual permite, de maneira confortável, que articulem seus arranjos políticos de forma fluída e intermitente, até mesmo a qualquer momento em offline”.

22 Matéria publicada no portal de notícias G1: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/06/protestos-pelo-pais-tem-125-milhao-de-pessoas-um-morto-e-confrontos.html

23 Íntegra do pronunciamento: "Minhas amigas e meus amigos, todos nós, brasileiras e brasileiros, estamos acompanhando, com muita atenção, as manifestações que ocorrem no país. Elas mostram a força de nossa democracia e o desejo da juventude de fazer o Brasil avançar. Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política, poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas. Mas se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também correndo o risco de colocar muita a coisa a perder. Como presidenta, eu tenho a obrigação tanto de ouvir a voz das ruas, como dialogar com todos os segmentos, mas tudo dentro dos primados da lei e da ordem, indispensáveis para a democracia. O Brasil lutou muito para se tornar um país democrático. E também está lutando muito para se tornar um país mais justo. Não foi fácil chegar onde chegamos, como também não é fácil chegar onde desejam muitos dos que foram às ruas. Só tornaremos isso realidade se fortalecermos a democracia - o poder cidadão e os poderes da república. Os manifestantes têm o direito e a liberdade de questionar e criticar tudo. De propor e exigir mudanças. De lutar por mais qualidade de vida. De defender com paixão suas ideias e propostas. Mas precisam fazer isso de forma pacífica e ordeira. O governo e sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos, incendeie carros, apedreje ônibus e tente levar o caos aos nossos principais centros urbanos. Essa violência, promovida por uma pequena minoria, não pode manchar um movimento pacífico e democrático. Não podemos conviver com essa violência que envergonha o Brasil.Todas as instituições e os órgãos da Segurança Pública devem coibir, dentro dos limites da lei, toda forma de violência e vandalismo. Com equilíbrio e serenidade, porém, com firmeza, vamos continuar garantindo o direito e a liberdade de todos. Asseguro a vocês: vamos manter a ordem. Brasileiras e brasileiros, as manifestações dessa semana trouxeram importantes lições: as tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor destas manifestações para produzir mais mudanças que beneficiem o conjunto da população brasileira. A minha geração lutou muito para que a voz das ruas fosse ouvida. Muitos foram perseguidos, torturados e morreram por isso. A voz das ruas precisa ser ouvida e respeitada. E ela não pode ser confundida com o barulho e a truculência de alguns arruaceiros. Sou a presidenta de todos os brasileiros. Dos que se manifestam e dos que não se manifestam. A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática. Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Todos me conhecem. Disso eu não abro mão. Esta mensagem exige serviços públicos de mais qualidade. Ela quer escolas de qualidade; ela quer atendimento de saúde de qualidade; ela quer um transporte público melhor e a preço justo; ela quer mais segurança. Ela quer mais. E para dar mais, as instituições e os governos devem mudar. Irei conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes para somarmos esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos. O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo. Segundo, a destinação de 100% do petróleo para a educação. Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS. Anuncio que vou receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares. Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências. De sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente. Brasileiras e brasileiros, precisamos oxigenar o nosso velho sistema político. Encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos malfeitos e acima de tudo mais permeáveis à influência da sociedade. É a cidadania, e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar. Quero contribuir para a construção de uma ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular. É um equívoco achar que qualquer país possa prescindir de partidos e, sobretudo, do voto popular, base de qualquer processo democrático. Temos de fazer um esforço para que o cidadão tenha mecanismos de controle mais abrangentes sobre os seus representantes. Precisamos muito, mas muito mesmo, de formas mais eficazes de combate à corrupção. A Lei de Acesso à Informação, sancionada no meu governo, deve ser ampliada para todos poderes da república e instâncias federativas. Ela é um poderoso instrumento do cidadão para fiscalizar o uso correto do dinheiro público. A melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor. Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas, é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e governos que estão explorando estes estádios. Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a saúde e a educação. Na realidade, nós ampliamos bastante os gastos com saúde e educação. E vamos ampliar cada vez mais. Confio que o Congresso nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com a Educação. Não posso deixar de mencionar um tema muito importante, que tem a ver com a nossa alma e o nosso jeito de ser. O Brasil, único país que participou de todas as Copas, cinco vezes campeão mundial, sempre foi muito bem recebido em toda parte. Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria. É assim que devemos tratar os nossos hóspedes. O futebol e o esporte são símbolos de paz e convivência pacifica entre os povos. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa. Minhas amigas e meus amigos, eu quero repetir que o meu governo está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudança. Eu quero dizer a vocês que foram, pacificamente, às ruas: Eu estou ouvindo vocês. E não vou transigir com a violência e a arruaça. Será sempre em paz, com liberdade e democracia que vamos continuar construindo juntos este nosso grande país". O vídeo com o pronunciamento está disponível no canal da TV NBR no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=NELr4j6OW80.

24 Sobre este assunto, a presidente concedeu entrevista ao jornal El País com balanço das ações propostas e do pós-manifestações: http://brasil.elpais.com/brasil/2013/11/26/politica/1385435951_832236.html

25 De janeiro a maio de 2014 o Portal Brasil recebeu 9.125.714 visitas, sendo 7.515.348 visitantes únicos. Os pageviews somaram 14.300.143 (Fonte: Secom).

26 De janeiro a maio de 2014 a seção Aplicativos recebeu 23.407 visitas (Fonte: Secom).

27 Em 16 de junho de 2014 a página (https://www.facebook.com/PalacioDoPlanalto) contava com 120.910 curtidas e 125.654 pessoas falavam sobre algum post.

28 O decreto da Presidência da República cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS). Segundo o site do Planalto, “a PNPS visa fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre o governo federal e sociedade civil. A política estabelece objetivos e diretrizes relativas ao conjunto de mecanismos criados para possibilitar o compartilhamento de decisões sobre programas e políticas públicas, tais como conselhos, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, consultas públicas, audiências públicas e ambientes virtuais de participação social” (grifo do autor). Outra ação relacionada ao canal de participação social foi a criação do Participatório, espaço virtual voltado à juventude. Segundo o site da iniciativa, “o Observatório Participativo da Juventude é um ambiente virtual interativo, voltado à produção do conhecimento sobre/para/pela a juventude brasileira e à participação e mobilização social. Inspirado nas redes sociais, pretende promover espaços e discussões com foco nos temas ligados às políticas de juventude. Funciona de forma integrada com as redes sociais e blogs, de forma que os diálogos que estão ocorrendo nesses outros espaços possam alimentá-lo e vice-versa. Todos podem participar. Para isso, basta se cadastrar e começar a debater os assuntos que podem ser propostos por você ou por outros usuários do Participatório (http://participatorio.juventude.gov.br/).

29 Além do Facebook e do Twitter, a Presidência da República, por meio da Secom, ainda mantém canais no YouTube (http://www.youtube.com/user/CanalPortalBrasil), Instagram (http://instagram.com/portalbrasil) e Google + (https://plus.google.com/+PortalBrasil/posts). Em outubro de 2012, a Secom publicou manual de orientação para atuação em redes sociais com o objetivo de “estipular melhores práticas e guiar os agentes da comunidade Sicom [assessorias de comunicação do governo federal] no uso de redes sociais, incluindo a geração de conteúdo, interação com o usuário e atuação em casos de crise”.

30 A página é administrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e não pelo Palácio do Planalto.

31 O Twitter de Dilma existe desde a campanha presidencial de 2010, porém estava inativo. Ela voltou a utilizar o microblog em 27 de setembro de 2013 com o seguinte tweet: “Eu voltei, voltei para ficar. Porque aqui, aqui é o meu lugar”.

32 Foram utilizados para a mensuração do Facebook os sites LikeAnalyser (likealyzer.com) e Fanpage Karma (fanpagekarma.com), com período de análise compreendido entre os dias 20 de maio e 16 de junho de 2014. Para o Twitter foi utilizado o site Twitalyzer (twitalyzer.com/5/index.asp).

33 A título de comparação, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, conta com 1.328.860 fãs, a presidente do Chile, Michele Bachelet, com 595.167, o ex-presidente Lula com 891.342, e o presidente norte-americano, Barack Obama, com 41.163.110 fãs no Facebook. A presidente Dilma possui, ainda, um perfil não oficial no Facebook, mantido pelo publicitário Jeferson Monteiro, intitulado Dilma Bolada. Este perfil conta com 1.184.672 (todos os números são referentes a 16 de junho de 2014).

34 O grau de compromisso é calculado pela divisão do PTAT, sigla em inglês de people talking about this, pelo número de likes (curtidas).

35 No dia 12 de junho a presidente Dilma foi vaiada e insultada na abertura da Copa do Mundo em São Paulo. O post do dia 13 é uma reação. Nele, Dilma afirma que enfrentou situações do mais alto grau de dificuldade, referindo-se a sua prisão e tortura durante a ditadura militar. "Conheço o caráter do povo brasileiro; o povo não pensa assim", enfatizou. Este post teve 27.973 curtidas e 26.226 compartilhamentos.

36 A título de comparação, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, possui 2.838.819 seguidores no Twitter e o presidente norte-americano, Barack Obama, tem 43.598.476. A presidente Dilma possui, ainda, um perfil não-oficial no Twitter mantido pelo publicitário Jeferson Monteiro, intitulado Dilma Bolada. Este perfil conta com 205.649 seguidores no microblog (todos os números são referentes a 16 de junho de 2014).

37 O Klout é um recurso que analisa a influência que o usuário tem nas redes sociais e pontua com uma nota de 0 a 100. A avaliação é feita com um algoritmo com mais de 35 variáveis diferentes para determinar sua pontuação. O Klout avalia os dados em três diferentes métricas: alcance real, probabilidade de amplificação e influência em sua rede de contatos.

38 Os resultados analisados pelo LikeAlyzer em relação à página de Dilma no Facebook são foco de quatro críticas: muitas publicações do tipo foto (87,5%), contra 12,5% de vídeo, publicações concentradas no horário entre meio-dia e 15h, enquanto estatísticas apontam que o melhor horário é entre 15h e 18h, maioria das publicações com menos de 100 caracteres, enquanto deveria ser mais longa para gerar mais reação e carência de mais perguntas para o engajamento de fãs. No entanto, a pontuação obtida pela página foi de 84 pontos, acima da média do ranking geral que é de 52. Sobre o site do Portal Brasil, o LikeAlyzer concentra críticas na quantidade de publicações do tipo foto (95,8%), no horário dos posts, entre 21h e 24h, e na pequena quantidade de caracteres das publicações. A pontuação da página foi de 85 pontos, bem acima da média do ranking geral que é de 52.

39Dados divulgados pelo diretor-geral da empresa no Brasil ao portal G1: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/09/brasil-e-o-2-pais-com-mais-usuarios-que-entram-diariamente-no-facebook.html. Neste número há que se considerar que existem pessoas com mais de um perfil e que há muitos perfis de pessoas jurídicas.

40 No ranking da categoria “governo” elaborado pelo LikeAlyzer, o Portal Brasil fica em terceiro, atrás apenas de um site do governo argentino e dos reservistas das forças armadas dos Estados Unidos.

41 O valor visibilidade, explica RECUERO (2009, p.108-113), é matéria prima para outros valores, como reputação (percepção construída pelos outros atores da rede), popularidade (número da audiência e de comentários) e autoridade (influência do ator junto à sua rede).

42 Dados divulgados pelo portal G1 em 2012: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/02/brasil-e-o-segundo-pais-em-numero-de-usuarios-no-twitter-diz-estudo.html.

43 Para GOMES (2005, p.218-221) “a democracia digital se apresenta como uma alternativa para a implantação de uma nova experiência democrática fundada numa nova noção de democracia”. Ele alerta, no entanto, que por mais que a Internet ofereça inéditas oportunidades de participação na esfera política, as oportunidades de participação só se efetivarão se houver uma cultura e um sistema políticos dispostos (ou forçados) a acolhê-los.

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