Gestalt-terapia



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PRÁTICA 

DA 

GESTALT-TERAPIA 

NO 

TRATAMENTO 

DA 

DEPENDÊNCIA QUÍMICA 

 

Para  iniciarmos  um  capítulo  referente  ao  tratamento  psicológico  sob  a  visão  da 

Gestalt-Terapia,  devemos  começar  abordando  o  conceito  de  diagnóstico.  Segundo  Yontef 

(1998), diagnóstico tem origem em duas palavras gregas: “saber” “por meio de ou entre”, 

que  concerne  a  distinguir  ou  discriminar.  Ao  nos  indagarmos  acerca  da  importância  do 

diagnóstico no tratamento da dependência química nos deparamos com o fato do diagnóstico 

ser,  no  meio  da  gestalt-terapia,  questionado  por  promover  o  afastamento  do  relacionamento 

dialógico humanístico, base do encontro terapeuta-cliente. Contudo, segundo o Yontef (1998) 

o diagnóstico pode, por sua vez, auxiliar a terapia humanística, facilitando a compreensão e a 

autoexperiência, melhorando a eficácia da terapia. 

Dentro do processo  de diagnóstico, não podemos deixar de mencionar o  conceito de 

padronização que, conforme destaca Pimentel (2003, p. 57-58): 

 

Padronização  é,  portanto,  uma  atividade  estruturada  que  visa  identificar  no 



movimento  cotidiano  do  paciente  os  sinais  que  podem  apontar  para  a  estrutura  de 

hábitos,  valores  e  comportamentos  comumente  usada  para  relacionar-se  consigo 

próprio, com os outros e com o mundo. 

 

Nesta  mesma  linha  de  raciocínio,  Fagan  e  Shepherd  (1980)  utilizavam  a  mesma 



expressão de padronização para fugir das comparações com o modelo médico, tendo em vista 

que  as  críticas  feitas  ao  diagnóstico  convencional  tinham  a  ver  com  o  fato  de  que  estavam 

sendo  considerados  apenas  os  critérios  diagnósticos,  cuja  função  é  verificar  o  que  há  de 

comum  entre  os  homens,  e  para  isso,  agrupa,  nomeia  e  classifica  tudo  o  que  diz  respeito  à 

perda dos mecanismos normais de funcionamento, citando como exemplos o CID, o DSM etc. 

Os  autores  consideram  também  que  a  padronização  é  efetuada  no  “próprio  processo 



 

 

terapêutico,  em  vez  de  ser  obtida  através  do  registro  histórico  ou  entrevistas”  (FAGAN; 



SHEPHERD, 1980). 

Conforme assinala Frazão (1996), toda classificação tem a função de verificar aquilo 

que  é  comum,  e  no  caso  dos  critérios  diagnósticos  verificam-se  as  características  comuns  à 

perda dos mecanismos normais de funcionamento. Contudo, no trabalho terapêutico é preciso 

ver o homem tanto em suas características comuns, quanto em suas características individuais, 

tornando  o  diagnóstico  restrito  à  comunalidade  (o  que  há  de  comum  entre  os  homens), 

passando a faltar a singularidade (o que há de diferente, próprio, singular em cada homem). 

Deste modo, embora haja características em comum com outros, cada ser humano é único. 

 

É imprescindível destacar que Fagan e Shepherd (1980) mostravam-se inclinados em 



distinguir o psicodiagnóstico formal do informal, pois assim o psicólogo não entra na relação 

terapêutica como autor principal, na cena do diagnóstico, negligenciando a relação dialógica 

Eu-Tu. O termo  padronização, utilizado por estes, atribui ao profissional a  responsabilidade 

de  contato  com  o  paciente,  a  compreensão  da  interação  dos  acontecimentos  e  sistemas  que 

formaram  o  padrão  de  sintomas,  bem  como  encontra  o  ponto  principal  do  problema,  para 

assim intervir e fazer a avaliação da intervenção (FAGAN; SHEPHERD, 1980). Contribuem 

os  autores,  desta  forma,  no  desenvolver  de  uma  técnica  diagnóstica  distinta  dos  modelos 

convencionais, que possibilita a gestalt-terapia realizar a intervenção psicoterápica. 

Como  ressalta  Yontef  (1998),  a  importância  do  psicodiagnóstico  e  das  suas 

possibilidades dá-se, sobretudo, no que tange à informação entre os profissionais, aumentando 

assim  a  compreensão  estrutural  da  personalidade  do  paciente  e,  ao  ser  efetuado  um 

planejamento  cuidadoso  da  intervenção,  levamos  também  em  consideração  o  contato  do 

paciente com a sua experiência. 

 

Diagnosticar  pode  ser  um  processo  de  prestar  atenção,  respeitosamente,  a  quem  a 



pessoa é, tanto como um indivíduo único como no que diz respeito às características 

compartilhadas  com  outros  indivíduos.  Categorização,  avaliação  e  diagnóstico  são 

partes indispensáveis do processso de avaliação e todo terapeuta competente o faz. 

Fazemos  discriminações  a  respeito  de  padrões  gerais,  sobre  que  tipo  de  pessoa  o 

paciente é, qual o problema central e os principais recursos, a trajetória provável do 

tratamento,  que  abordagens  têm  maior  probabilidade  de  funcionar,  os  sinais  de 

perigo (YONTEF, 1998, p. 278- 279). 

 

Abordando  agora  a  patologia  da  dependência  química,  é  de  suma  importância 



evidenciarmos  um  dos  seus  fenômenos  mais  comuns  entre  a  maioria  dos  pacientes  -  o 

conceito  de  recaída.  Este  conceito  é  definido  por  alguns  teóricos  como  um  retorno  aos 

sintomas,  após  um  período  de  remissão,  ou  por  outros,  como  qualquer  retomada  aos 


 

 

pensamentos  e  comportamentos  disfuncioanis  (ex.  pensamentos  de  usar  a  substância  e  a 



hábitos da época do uso, como continuar mentindo para as pessoas). Outros autores utilizam o 

conceito de recaída como um processo dinâmico, que acaba resultando no retorno aos padrões 

anteriores  de  comportamentos-problema,  incluindo  uma  série  de  variáveis  que  podem  ser 

observadas  por  meio  de  frequência  e  intensidade  de  pensamentos,  afetos  e  comportamentos 

(DIEHL; CORDEIRO; LARANJEIRA, 2011). 

Deste modo, o gestalt-terapeuta poderá usar ferramentas diagnósticas com objetivo de 

procurar  o  significado  das  figuras  que  emergem,  auxiliando  a  identificação  do  padrão 

existencial do paciente e levando em consideração todo movimento singular individual. Além 

disso, surge ainda a possibilidade de realizar diagnósticos diferenciais e, como medida, caso 

se faça necessário, a necessidade de alteração de conduta terapêutica aplicada (PIMENTEL, 

2003). 

O  processo  de  diagnóstico  na  gestalt-terapia  busca  o  significado  da  relação  entre 



figura e fundo, e um estudo fenomenológico do processo figura e fundo de uma pessoa gera 

uma  melhor  compreensão  da  organização  da  sua  pesornalidade  (YONTEF,1998).  Todavia, 

cabe destacar que o diagnóstico não deve estar presente somente no princípio da relação com 

o cliente, e sim acompanhar todo o processo terapêutico, trazendo à tona a percepção sobre “o 

que está acontecendo? E a serviço do que isto está acontecendo? (qual a função?)” (FRAZÃO, 

1996,  p.  29).  Portanto,  o  objetivo  do  diagnóstico  é  compreender  o  que  se  passa  com  este 

indivíduo único, a fim de discriminar a melhor forma de possibilitar que a Gestalt inacabada 

se complete. 

Frazao (1996) propõe que, uma vez que o diagnóstico deve acompanhar o processo 

terapêutico,  devemos  abordar  o  pensamento  diagnóstico  processual.  Segundo  a  mesma, 

descrito da seguinte forma: 

 

Pensamento, porque me refiro à reflexão do terapeuta, que o ajuda a compreender 



o que se passa com o cliente. Diagnóstico, porque se trata de um conhecimento que 

ocorre a partir da relação com o cliente e que visa discernir/discriminar o que se 

passa com este cliente. Processual, porque deve acompanhar o processo terapêutico 

e,  tanto  quanto  este,  estar  constantemente  mudando  e  se  reconfigurando,  pois,  à 

medida  que  nos  relacionamos  com  nosso  cliente  vamos  ampliando  cada  vez  mais 

nosso  conhecimento,  o  que  nos  possibilita  uma  compreensão  cada  vez  maior. 

Pensar  em  termos  de  processo  implica  levar  em  consideração  o  crescimento  do 

cliente, suas mudanças ao longo do tempo e na sua relação consigo e com o outro, 

as de seu mundo intra e inter-pessoal. (FRAZÃO, 1996, p. 29, grifo do autor) 

 

Para abordarmos agora os sintomas,  devemos relembrar o conceito de normalidade 



em gestalt-terapia, que concerne ao ajustamento criativo, mais especificamente à capacidade 

do  organismo  interagir  ativamente  com  o  meio,  possibilitando  a  satisfação  de  suas 



 

 

necessidades.  Porém,  como  nem  sempre  o  meio  pode  atender  às  necessidades,  ocorre  um 



ajustamento criativo para se manter o equilíbrio, no qual a pessoa modifica sua necessidade, a 

fim  de  que  possa  ser  suprida  (FRAZÃO,  1996).  Tal  ajuste  é  crucial  para  a  sobrevivência 

psíquica do indivíduo num determinado momento, mas se este se mantém acaba se tornando 

disfuncional.  Podemos  observar  tal  fato  no  fenômeno  da  dependência  química,  quando  a 

necessidade  da  droga  torna-se  um  ajustamento  criativo  disfuncional  e  cristalizado,  uma  vez 

que o organismo busca incessantemente se vincular a substância dependente. 

De  acordo  com  a  visão  gestáltica  de  homem  único  e  singular,  é  impensável  tratar  a 

questão  do  diagnóstico  por  um  caminho  linear  e  padronizado  com  todos  os  clientes.  Além 

disso, devemos ressaltar que, embora os critérios diagnósticos sejam bastante úteis, devem ser 

inter-relacionados  com  toda  a  complexidade  que  compõe  o  processo  terapêutico, 

possibilitando-nos somente de ter uma ideia da organização psíquica do cliente. Pensamos que 

por um  lado  essa  crítica  é pertinente, pois  o que  nos interessa  é  compreender o ser humano 

tanto em suas características comuns quanto em suas características individuais. Sem falar que 

faltam  aos  critérios  diagnósticos  uma  descrição  e  uma  compreensão  mais  aprimorada  da 

organização psíquica de cada pessoa em sua singularidade existencial. 

Diante  de  tal  conjuntura,  paramos  para  nos  questionar  o  que  de  fato  constitui  um 

diagnóstico?  “O  diagnóstico  pode  ser  um  processo  de  prestar  atenção,  respeitosamente,  a 

quem  a  pessoa  é,  tanto  como  indivíduo  único  como  no  que  diz  respeito  às  características 

compartilhadas  com  outros  indivíduos”  (YONTEF,  1998,  p.  278).  Para  Augras  (1986),  o 

diagnóstico  significa  identificar  e  explicitar  o  modo  de  existência  do  sujeito  no  seu 

relacionamento com o ambiente em determinado momento. 

Face  ao  exposto,  devemos  enfatizar  que  o  diagnóstico  é  apenas  uma  indicação  do 

caminho  a  ser  seguido,  e  que  é  de  suma  importância  que  estejamos  em  constante 

questionamento sobre o que está acontecendo e para que está acontecendo. Tratando-se de um 

processo, implica levar em consideração, portanto, o crescimento do cliente e sua mudança ao 

longo do tempo. 

Nessa perspectiva, diagnosticar requer de nós uma atitude mais compreensiva do que 

explicativa ou interpretativa, onde não se restringe a detectar que “doença” a pessoa tem, e, 

sim, busca compreender “em que ponto da existência essa pessoa se encontra e que feixe de 

significados ela constrói em si e no mundo” (AUGRAS, 1986, p. 12). 

O  importante  para  nós  é  saber,  no  tocante  à  dependência  química,  em  que  momento 

existencial o cliente encontra-se, como está lidando com este momento, que aspectos de sua 

subjetividade podem estar cristalizados, causando-lhe sofrimento e quais as possibilidades de 


 

 

expansão e criação, buscando compreender o sistema total de cada cliente. 



Vale destacar a importância do pensamento diagnóstico na Gestalt-terapia por ser este 

uma  ferramenta  a  mais  que  possibilita  ao  terapeuta  buscar  novas  formas  de  lidar  com  suas 

cristalizações, bloqueios, com vistas a superá-los, para que ele possa seguir seu processo de 

crescimento e desenvolvimento. 

Enfim,  podemos  compreender  que  o  pensamento  diagnóstico  processual  faz  sentido 

para nossa prática clínica, porque implica em falar do crescimento do cliente, da sua relação 

consigo,  com  o  outro  e  com  o  mundo.  Significa  abertura,  pois  solicita  uma  constante 

reconfiguração do pensamento diagnóstico que dê conta de acompanhar a beleza do processo 

de transformação do cliente. 

Deste modo, podemos definir a prática clínica ou abordagem clínica: 

 

 

Psicoterapia  é  o  tratamento,  por  meios  psicológicos,  de  problemas  de  natureza 



emocional,  no  qual  uma  pessoa  treinada  estabelece  deliberadamente  um 

relacionamento profissional com um paciente, com o objetivo de remover, modificar 

ou  retardar  sintomas,  de  intervir  em  modelos  perturbados  do  comportamento  e  de 

promover  um  crescimento  e  um  desenvolvimento  Positivo  da  personalidade. 

(RIBEIRO, 2013, p. 50) 

 

Atualmente, minha experiência de trabalho com  dependência química dá-se tanto em 



consultório  particular,  quanto  em  instituição  de  modelo  de  internação  para  tratamento  à 

revelia.  Na  instituição,  posso  inteirar  que  o  indivíduo  passa  inicialmente  pelo  processo  de 

desintoxicação,  e  neste  período  o  tratamento  focaliza-se  na  assistência  no  leito  somada  à 

intervenção medicamentosa, que cabe ressaltar é de suma importância para promover a busca 

da reorganização das funções biológicas, como alimentação e sono. É uma etapa fundamental, 

pois  geralmente  os  pacientes  chegam  bastante  debilitados,  após  muitos  dias  de  uso,  no  qual 

nem  se  alimentavam,  à  mercê  de  mais  uma  dose.  Contudo,  esta  etapa  inicial  de  tratamento 

demanda  o  mínimo  possível  de  abordagem  terapêutica.  Tal  fato  dá-se  pelo  fenômeno  da 

síndrome de abstinência, que se trata de adaptações feitas pelo cérebro, devido à interrupção 

ou  redução  do  uso  da  droga,  ocorrendo  manifestações  clínicas  da  abstinência  da  substância 

pelo  corpo  e  podem  variar  de  uma  droga  para  outra  (FIGLIE;  BORDIN;  LARANJEIRA, 

2004). 


Em  referência  a  síndrome  de  abstinência,  Diehl,  Cordeiro  e  Laranjeira  (2011) 

consideram que o termo esteja estritamente ligado ao conceito de tolerância farmacodinâmica, 

adquirida  pelo  uso/abuso  da  substância,  no  qual  o  organismo  adapta-se  à  presença  da 

substância, decorrente da adaptação dos receptores à droga. Todavia, após determinado tempo 

esses receptores deixam de apresentar os efeitos anteriores produzidos pela droga, ocorrendo 


 

 

um  novo  equilíbrio  atingido.  Contudo,  na  falta  da  quantidade  adaptada  pelo  organismo,  o 



indivíduo começa a apresentar sintomas de desequilíbrio, chamado abstinência. Trata-se de 

um fenômeno puramente farmacológico, podendo ocorrer na pessoa mesmo em coma, no feto 

ou no recém-nascido. 

Após  o  período  de  desintoxicação,  aproximadamente  de  uma  semana,  o  tratamento 

evolui  para  as  atividades  terapêuticas,  quando  o  paciente  é  inserido  no  cotidiano  da  clínica, 

especificamente  montada  para  recuperar  as  suas  funções  executivas,  que  foram  afetadas 

também pelo seu uso. Eles voltam à rotina com disciplina, passando a ter horários para comer, 

fumar,  tomar  banho,  praticar  exercícios  físicos  e,  sobretudo  para  participar  das  propostas 

terapêuticas.  Tais  atividades  terapêuticas  são  feitas  especialmente  em  grupo  no  primeiro 

momento terapêutico, devido ao isolamento social que a dependência química promove, tendo 

agora como objetivo a reinserção deste nos relacionamentos interpessoais. Vale ressaltar que a 

maior  parte  do  seu  tratamento  dentro  da  instituição  é  feito  em  grupo,  diferentemente  da 

prática no consultório, que é puramente individual. 

A dependência química afeta o organismo como um todo, seja no processo fisiológico, 

através  da  compulsão  da  repetição  pelo  uso;  no  psicológico,  com  a  obsessão  mental  para 

consumir  mais  uma  dose;  no  sociológico,  através  de  uma  estigmatização  da  sociedade,  que 

rotula o indivíduo como “mau caráter”, “cachaça”, “viciado”; e na parte espiritual, que vai 

explicar  a  perda  da  capacidade  do  drogadicto  em  se  colocar  no  lugar  do  outro,  colocando  a 

sua própria sobrevivência à mercê de mais uma dose (NARCÓTICOS ANÔNIMOS, 1998). O 

dependente  químico  então  perde  a  capacidade  de  se  relacionar  sadiamente  com  tudo  à  sua 

volta,  inclusive  com  ele  mesmo.  Durante  o  tratamento  é  de  suma  importância  avaliar  cada 

área acima citada, relacionando-as ao seu campo total. É por meio do tratamento em grupo e 

da interação intra e interpessoal que os pacientes conseguem se nutrir e se perceber como um 

ser total e relacional. 

De acordo com Ribeiro (1994, p. 10), o “grupo é um fenômeno cuja essência reside no 

seu poder de transformação, no seu poder de escutar, de sentir, se posicionar, de se arriscar a 

compreender  o  processo  de  significação  do  viver  e  do  responsabilizar­se.”  É  através  do 

processo  grupal,  onde  o  paciente  depara-se  com  outros  membros  que  também  passam  ou 

passaram pela mesma situação que a sua, que acontece a ampliação da percepção real da sua 

situação de vida. 

No grupo, um dos objetivos terapêuticos é fazer com que o indivíduo possa voltar a se 

responsabilizar pela própria vida. Através da conscientização da sua experiência associada à 

experiência do outro ele perceberá o que está fazendo naquele momento ou como a sua vida 


 

 

perdeu o controle a partir do seu abuso da substância psicoativa. Isso proporcionará ao mesmo 



a liberdade e as condições para mudar, bem como o desenvolvimento dos recursos necessários 

para dar respostas mais adequadas à sua vida. 

O trabalho grupal dentro de uma instituição que trabalhe a mesma problemática, tendo 

um  grupo  homogêneo,  pode  ajudar  o  membro  a  se  identificar  com  mais  facilidade, 

diferentemente  de  um  grupo  heterogêneo  (com  questões  diferentes).  Por  vezes  acontece  de 

todos  os  membros  do  grupo  identificarem-se  com  a  mesma  questão,  ocorrendo  então  um 

fenômeno grupal no qual todos os pacientes compartilham dos mesmos sentimentos. O grupo, 

pensando da mesma forma, pode produzir o mesmo insight em relação ao tema trabalhado. 

Concernente ainda à minha área de atuação junto a dependentes químicos, mas agora 

no  espaço  terapêutico  do  consultório,  posso  afirmar  que  a  demanda  refere-se  a  pessoas  ou 

familiares  que  buscam  ajuda  em  relação  ao  uso/abuso  de  substâncias  psicoativas,  sendo  o 

tratamento  sempre  voluntário.  Neste  caso,  são  trabalhadas  questões  existenciais,  buscando, 

sobretudo  a  emergência  da  awareness,  ou  seja,  a  conscientização  de  si.  Através  do diálogo 

Eu-Tu


4    

faz-se  o  contato.  Cabe  ressaltar  que,  nos  casos  de  dependência  muito  grave,   o 

indivíduo fica fisicamente impedido de fazer contato com o outro e com ele mesmo, devido à 

compulsão fisiológica, não estando pronto, desta forma para uma abordagem clínica. Nestes 

casos,  a  indicação  de  internação  involuntária  faz-se  necessária,  assegurando  sua  integridade 

física e psicológica. 

É  importante  destacar,  desta  forma,  que  o  trabalho  institucional  junto  ao  dependente 

químico precisa ser respaldado pela lei  atual 10.216/2001,  que define  a responsabilidade do 

Estado no tratamento com o doente mental; estabelece três espécies de internação que serão 

possíveis  de  serem  efetuadas  (internação  voluntária,  involuntária  e  compulsória);  diz  como 

serão  as  pesquisas  envolvendo  os  doentes;  e  determina  a  criação  de  uma  comissão  para 

acompanhar a implantação da lei (BRASIL, 2001). É uma lei, portanto  que trata os  doentes 

mentais com dignidade, cidadania e como pessoas sujeitas a direitos. 

Segundo a referida lei, temos no parágrafo único do artigo 6º a definição das espécies 

de internação psiquiátrica que serão possíveis: 

 

 



 

Na relação Eu-tu, Buber (1974) descreve que a relação do homem não ocorre nele mesmo, mas sim o que está a 



sua frente. Ele usa o conceito inter-humano, que não pode ser encontrado em um dos parceiros, nem nos dois 

juntos, mas sim no diálogo estabelecido e vivenciado por ambos. 



 

 

São  considerados  os  seguintes  tipos  de  internação  psiquiátrica:  I  –  internação 



voluntária:  aquela  que  se  dá  com  o  consentimento  do  usuário;  II  –  internação 

involuntária:  aquela  que  se  dá  sem  o  consentimento  do  usuário  e  a  pedido  de 

terceiro; e III – internação compulsória: aquela determinada pela justiça. (BRASIL, 

2001). 


 

Outro  ponto  importante  é  que  a  internação,  em  qualquer  uma  de  suas  modalidades, 

deverá  ser  o  último  recurso  a  ser  empregado  pelos  profissionais  de  saúde,  sendo  aplicadas 

somente após terem sido esgotados todos os outros meios de tratamento. Desta forma, todas 

as pessoas portadoras de algum tipo de transtorno mental serão tratadas e cuidadas com base 

nos  procedimentos  determinados  na  referida  lei,  bem  como  os  dependentes  químicos  ou 

drogadictos,  que  serão  internados  com  base  na  lei  em  consonância  com  o  decreto  891/1938 

que  continua  vigente.  Fica  nítido,  assim,  a  não  existência  de  uma  política  pública  de  saúde 

específica para os dependentes químicos, existindo somente para as consequências do uso da 

droga, como por exemplo o transtorno mental, por meio do desenvolvimento de comorbidades 

ou pela alteração provocada pela droga no cérebro. 

Cabe  destacar  também  que  a  internação  compulsória  do  dependente  químico  está 

respaldada pelo decreto-lei nº 891, de 25 de novembro de 1938, ainda em vigor e autoriza essa 

internação, conforme preceitua em seus artigos 27, 28 e 29: 

 

Artigo 27 



A  toxicomania  ou  a  intoxicação  habitual,  por  substâncias  entorpecentes,  é 

considerada doença de notificação compulsória, em caráter reservado, à autoridade 

sanitária local. 

Artigo 28 

Não é permitido o tratamento de toxicômanos em domicílio. 

Artigo 29 

Os toxicômanos ou os intoxicados habituais, por entorpecentes, por inebriantes em 

geral ou bebidas alcoólicas, são passíveis de internação obrigatória ou facultativa por 

tempo determinado ou não. §1º. A internação obrigatória se dará, nos casos de 

toxicomania por entorpecentes ou nos outros casos, quando provada à necessidade 

de tratamento adequado ao enfermo, ou for conveniente à ordem pública. Essa 

internação se verificará mediante representação da autoridade policial ou a 

requerimento do Ministério Público, só se tornando efetiva após decisão judicial. 

(BRASIL, 1938). 

 

No que tange à permanência do tratamento voluntário efetuado no setting terapêutico, 



dentro da perspectiva da Gestalt-terapia, é trabalhada primordialmente a questão figura-fundo

e  o  processo  de  necessidade  emocional,  psicológica  e  física  pelo  consumo  de  drogas.  No 



“Na relação Figura/Fundo, a figura tem pragnância, brilho, clareza, vivacidade, e se destaca de um fundo difuso 

e  amorfo.  O  fundo  diz  respeito  ao  campo  perceptual,  isto  é,  a  tudo  que  é  relativo  ao  organismo  e  ao  meio 

ambiente” (ARAÚJO, 2007, p. 113). 



 

 

consultório  é  possível  trabalhar  as  necessidades  do  indivíduo,  através  da  sua  forma  de  se 



relacionar  e  interagir  com  o  profissional  e,  consequentemente  com  a  sua  terapia,  no  qual  o 

foco dá-se na forma do discurso, em como se apresenta aqui e agora, e não tanto no conteúdo 

em si trazido. 

Tal abordagem de tratamento é diferente da aplicada na instituição, em que o paciente 

precisa  ser  inserido  nas  necessidades  do  funcionamento  desta,  impondo  linhas  de  conduta 

como  tratamento  e prevenção. Contudo,  dá-se pouca abertura  aos  fenômenos emergentes da 

sua  forma  singular  de  ser  e  estar  no  mundo,  trabalhadas  especificamente  no  âmbito  do 

consultório, enfatizando a qualidade do contato e facilitando o encontro do cliente com o seu 

mundo interior. 

Conforme destaca Ribeiro (1994, p. 25): 

 

 

Contato é isto: eu e você, você e eu, você e o ambiente, eu e o ambiente, nós dois e o 



ambiente, o ambiente e nós dois. Num casamento misterioso entre figura e fundo é 

possível que as verdadeiras necessidades ocorram e que a verdadeira vida aconteça. 

 

É de suma importância que, no trabalho terapêutico no consultório, o cliente sinta-se 



compreendido e acolhido pelo terapeuta, sendo confirmado tal como é, pois em situações de 

dependência  química  comumente  o  indivíduo  vai  perdendo  a  capacidade  de  ser  ouvido  e 

compreendido  pelas  pessoas,  pela  razão  de  viver  e  agir  em  função  de  mais  uma  dose, 

desrespeitando os limites, afetando assim as suas relações afetivas e emocionais. 

A perspectiva da Gestalt-terapia, segundo Ribeiro (2013), não trata o sintoma de forma 

isolada, mas sim essencialmente como parte de uma realidade existencial da pessoa, e fruto de 

um  ajustamento  criativo  disfuncional.  Deste  modo,  no  consultório,  sinto-me  livre  para 

perceber o fator da dependência química como um fundo, explorando a figura que é a pessoa 

em si, tal como aparece e o processo como está vivenciando a sua drogadição. Meu trabalho, 

portanto,  é  facilitar  a  tomada  de  consciência  do  cliente  sobre  o  seu  processo,  sobretudo  a 

respeito da sua necessidade por mais uma dose. 

Através da minha experiência com o tratamento da dependência química, percebo que 

a  prática  da  psicoterapia  individual  nestes  casos  é  um  grande  pilar,  que  busca  auxiliar  o 

cliente a olhar o seu mundo, conhecendo com profundidade a própria existência, dificuldades 

e  potencialidades.  A  partir  da  melhora  do  contato  pleno  consigo  mesmo,  com  as  próprias 

necessidades, surge a possibilidade de transformação em uma forma de viver sadia. Todavia, 



 

 

se  por  acaso  um  cliente,  submetido  e  aderido  ao  tratamento  psicológico,  deseje  continuar  a 



abusar  de  alguma  substância,  eu,  enquanto  gestalt-terapeuta,  devo  convidá-lo  a  assumir  as 

responsabilidades que isso implica, auxiliando-lhe na parte existencial e, como agente auxiliar 

na redescoberta do seu equilibro, perdida com a sua dependência. Com essa postura, trago-o à 

normalidade  e  à  posse  do  seu  próprio  poder.  Um  fenômeno  observado  nos  casos  de 

dependência química é a negação das consequências nocivas do uso e, quando são exploradas 

tais  consequências  negativas,  o  trabalho  terapêutico  é  propor  ao  cliente  a  percepção  da 

responsabilidade  de  todo  o  contexto  da  drogadição,  tendo,  desta  forma,  forças  para 

redimensionar a sua vida. 

Para  Ribeiro  (2013),  maturidade  emocional  é  o  real  olhar  da  própria  capacidade 

emocional e afetiva, reconhecendo as suas limitações, e da habilidade com os próprios afetos, 

emoções  e  limites.  Características  esquecidas,  quando  se  trata  de  dependentes  químicos  que 

acabam  cristalizados  na  imaturidade,  querendo  viver  no  prazer  de  forma  compulsiva,  sem 

levar em consideração as consequências e adaptando-se a viver uma vida sem limites. 

É  através  do  encontro  terapêutico  que  amplio  o  contexto  do  uso  e  auxilio  no 

desenvolvimento das suas próprias potencialidades, muitas vezes impactadas ou perdidas pela 

sua  dependência,  auxiliando  assim  na  construção  do  seu  caminho  a  uma  vida  saudável  e, 

inserido  a  um  processo  de  mudança,  que  lhe  permite  repensar  sobre  as  suas  atitudes  e 

caminhos, aumentando o “leque” de possibilidades de cura da sua dependência. 

 

 



CONCLUSÃO 

 

 

Este  trabalho  teve  como  objetivo  ilustrar  a  importância  de  se  articular  o  tratamento 

psicoterápico  da  Dependência  Química  à  abordagem  da  Gestalt-terapia.  Após  o 

aprofundamento  no  referido  tema,  portanto,  foi  possível  constatar  com  clareza  que  a 

perspectiva gestáltica colabora veementemente na recuperação do indivíduo drogadicto, onde 

possibilita  a  este  reconstruir  significados  das  experiências  vividas,  tanto  no  passado,  quanto 

no  momento  presente,  bem  como  promove  a  autopercepção  e  conscientização  do  próprio 

funcionamento  psíquico,  das  emoções,  do  comportamento  e  da  postura  diante  da  vida, 

sobretudo implicando na responsabilidade da própria existência. 

Considero  tal  articulação  de  vital  importância,  principalmente  pelo  caráter 

relativamente recente e de constante reformulação por quais passam os modelos de tratamento 

da  dependência  química.  Diante  das  diversas  abordagens  existentes  e  disponíveis  para  a 

execução  do  trabalho  psicológico  junto  aos  drogadictos,  devemos  destacar  o  fato  da  linha 


 

 

teórica  da  Gestalt-terapia  ser  ainda  pouco  explorada  na  aplicabilidade  desta  problemática. 



Talvez, por ser esta abordagem contrária aos modelos tradicionais que costumam priorizar a 

padronização  de  comportamentos,  que  impõem  através  da  realização  de  diagnósticos  a 

conotação  evidenciada  à  rotulação  do  indivíduo  ao  seu  sintoma  em  detrimento  da  sua 

subjetividade e existência, acabando por subjugar o potencial humano de transformação. 

Podemos observar, contudo, que infelizmente temos ainda uma grande lacuna no que 

concerne a literaturas especializadas em tratamento psicológico da dependência química sob o 

viés da Gestalt-terapia. Todavia, foi esta mesma escassez teórica e prática que possibilitou um 

novo  desafio  em  minha  atuação  como  gestalt-terapeuta,  por  um  lado,  e  especialista  em 

dependência química de outro, sendo a viabilidade do encontro destes dois campos o norte do 

presente estudo. Desta maneira, foi proposta a exploração de alguns dos conceitos chaves da 

teoria,  ampliando-os  para  a  constatação  prática  de  tal  possibilidade  de  atuação  no  contexto 

clínico e institucional junto a dependentes de substâncias psicoativas. 

Dentre  os  conceitos  chaves  da  Gestalt-terapia  abordados  foi  possível  apontar  a 

importância  do  aprofundamento  nos  bloqueios  de  contato  no  tratamento  com  dependentes 

químicos,  onde  pudemos  evidenciar  os  mecanismos  de  resistência  comuns  nesta  patologia, 

nitidamente exacerbados e impedidores da disponibilidade do ser humano contatar a si mesmo 

e  o  mundo,  sendo  a  cristalização  de  tais  resistências  de  grande  colaboração  ao 

desenvolvimento de várias patologias, inclusive da dependência química. 

Não  obstante,  pudemos  ilustrar  a  relevância  da  relação  dialógica  entre  terapeuta  e 

cliente, capaz de promover a conscientização do grau do comprometimento da relação com a 

substância  no  cliente  drogadicto,  considerado  um  passo  difícil  e  de  suma  importância  na 

eficácia do tratamento. 

Foi  possível  realizar  ainda  a  análise  da  importância  do  psicodiagnóstico  no  processo 

psicoterápico, no qual pudemos apresentar a importância da intervenção a partir da condição 

patológica do dependente químico. 

Durante  o  presente  estudo,  pudemos  observar  que  a  Gestal-terapia  proporciona  a 

oportunidade de se trabalhar as resistências que emergem, cabendo ressaltar que nos casos de 

dependência  química  estas  são  sempre  bastante  evidenciadas,  ao  invés  da  tentativa  de 

imposição  para  superá-las  ou  extingui-las.  Tal  fato  só  é  possível  devido  a  esta  linha  teórica 

priorizar  a  singularidade  do  indivíduo  que  está  a  frente  do  terapeuta,  e  através  da  postura 

acolhedora  e  de  inclusão  construir  um  ambiente  favorável  e  fértil  para  o  contato  com  as 

próprias negações, bloqueios, ajustamentos criativos disfuncionais e potencialidades. 

Ao entender o abuso de  drogas psicoativas como um  padrão de  comportamento cuja 


 

 

gravidade  pode  chegar  à  desmoralização  e  à  morte  do  indivíduo,  existe  a  necessidade  de  se 



unir os vários serviços que possam atender o indivíduo drogadicto nos diferentes estágios, tais 

como:  médicos,  psicólogos,  assistentes  sociais,  nutricionistas,  etc.  Novos  conceitos  sobre  o 

tratamento  da  dependência  química  passaram  a  ganhar  “peso”  no  quadro  do  diagnóstico 

terapêutico.  Diferentemente  do  passado  no  qual  a  internação  era  o  recurso  mais  utilizado, 

devido ao objetivo central ter sido a busca da abstinência total, hoje em dia existe uma nova 

concepção que traz a necessidade de abordagens capazes de motivar o indivíduo a tratar a sua 

dependência em ampliação às suas questões existenciais, buscando, assim agregar novas 

abordagens e intervenções possíveis de tratamento dos usuários de drogas. 

Seguindo este viés, pude ressaltar em minha experiência com esta patologia, tanto no 

âmbito  do  consultório  quanto  da  instituição,  a  contribuição  da  psicoterapia  no  enfoque  da 

Gestalt-terapia  no  tratamento  da  dependência  química.  Todavia,  fica  evidente  também  o 

surgimento  da  necessidade  de  maiores  aprofundamentos  no  tema,  devido  à  sua  grande 

complexidade. 

Pelas restrições inerentes a esta temática, bem como à delimitação do tema escolhido, 

devemos sinalizar que diversas questões da mesma forma importantes com relação a pacientes 

dependentes químicos, sobretudo sob a ótica terapêutica da abordagem da Gestalt-terapia não 

puderam  ser  aprofundadas  no  presente  trabalho.  Dentre  tais,  e  possível  de  novos  estudos 

podemos citar a relevância do acompanhamento dos familiares dos drogadictos, considerado 

de suma importância para a eficácia do tratamento destes e, principalmente o fato da pessoa 

dependente  não  ficar  doente  sozinha,  ou  seja,  nestes  casos  a  família  adoece  junto  com ela. 



 

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