Final do século XIX e século XX



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Com o racionamento da gasolina, a bicicleta torna-se no meio mais comum de locomoção. As saias ficam mais largas e as saias-calças tornam-se populares. Os costureiros e estilistas esforçam-se por torná-las invisíveis, isto é, o mais parecidas possível com as saias.

Mesmo os vestidos imitam a aparência dos uniformes militares. Abotoados à frente, são de corte liso e direito, ou quase, e a cintura é marcada por um cinto. As golas cruzam à frente em “V” a imitar as dos casacos masculinos feitos nos alfaiates.

As calças compridas, largas e com corte a direito, ou de montar, tornam-se práticas e passam a ser usadas com frequência pelas mulheres nos países em guerra que são obrigadas a substituir os homens nos campos e nas fábricas.

Com a lenha, o carvão, o petróleo, a gasolina e até a electricidade racionados, os invernos tornam-se mais frios. As calças compridas são ainda mais apreciadas e a roupa quente entra na moda. Os sobretudos de tecidos pesados, os capuzes, os anoraks e os impermeáveis, protegem do frio e da chuva e cobrem os modestos trajes quotidianos.

Com as faltas provocadas pela guerra, as mulheres dos anos 40 aprendem a reciclar e reutilizar tudo.

As roupas dos adultos são desfeitas e adaptadas para as crianças, ou então são viradas e refeitas com o lado do tecido menos coçado agora à vista. E as revistas femininas, em diversos países, ensinam e demonstram com diagramas a melhor forma de adaptar às mulheres as roupas dos homens, já que a maioria está agora no exército e usa farda.

Os reposteiros, cortinados e tecidos do enxoval da casa, aqueles que a isso se prestam, são transformados em roupas para toda a família.

Na confecção das peças, os tecidos são aproveitados ao máximo, com as bainhas das costuras e das calças, saias e vestidos o mais reduzidas possível. E os pequenos restos de tecido que sobram são guardados para usar m remendos nos cotovelos de casacos e camisolas ou em joelheiras.

As mantas e peças de lã já velhas são desfeitas e a lã é reutilizada para tricotar camisolas e casacos novos.



Cortada qualquer extravagância no vestuário, é nos acessórios que a mulher dos anos 40 se vinga. Muitas apimentam o aspecto enfadonho das suas indumentárias com as jóias, verdadeiras ou falsas, e outros adornos que têm desde antes da guerra. Isto é, as que ainda não tiveram necessidade de as vender ou trocar por bens essenciais.

Com as dificuldades financeiras impostas pela guerra, e o encerramento de muitos estabelecimentos, ir a um cabeleireiro é um luxo que passa para segundo plano. Os cabelos das mulheres tornam-se mais longos e são usados presos com ganchos, por vezes em complicados penteados no cimo da cabeça ou em grandes poupas estufadas, estilo Pompadour, para depois caírem soltos atrás.

Para manter um ar alinhado, os cabelos são presos com redes. Os lenços também são muito usados, sobretudo para as mulheres que se deslocam de bicicleta, e os chapéus ganham uma nova dimensão.



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