Faculdade teológica do brasil "Entidade Educacional Com Jurisdição Nacional"



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a) Verso 2 - O homem estava possesso, ou seja, tinha demônios dentro de si, Lucas 8.27. Isto significa dizer que ele estava completamente dominado pelos demônios habitavam nele, tendo perdido a sua própria personalidade e atuando como um verdadeiro porta-voz do Diabo.

b) Versos 3 e 4 - A condição subumana em que vivia o homem, comparado a um animal que não se podia domar, comprova a ação demoníaca. A possessão era de tal intensidade que o homem estava privado de uma existência socializada e dos relacionamentos interpessoais, já incorporando o seu estado de malignidade.

c) Verso 5 - Satanás estava induzindo aquele homem à autodestruição. A obra de Satanás é destruir as obras de Deus e no seu currículo se destacam as ações de roubar, de matar e de destruir. O diabo estava fazendo o que lhe é peculiar.

d) Versos 6 e 7 - Satanás sabe quem é Jesus e reconhece a sua autoridade e soberania, se prostrando diante dele para adorá-lo. Devemos observar que Satanás não se referiu a designação humana de Jesus. O Diabo não exclamou "Jesus de Nazaré!", mas sim "Jesus, Filho do Deus Altíssimo!", que é a designação divina de Jesus. Satanás sabe que Jesus é Deus e, embora tente destruir as suas obras e desviá-lo de sua plano salvífico, não nega a divindade de Cristo. O Diabo não se submete a soberania de Jesus, mas ele sabe quem é Jesus.

e) Verso 8 - Jesus não faz entrevista marqueteira ou trava um diálogo amistoso com os demônios. Ele exerce autoridade espiritual plena. A ordem é para sair e é dada no tempo verbal imperativo aoristo da língua grega. O que significa dizer que é para Satanás e seus demônios saírem agora, de uma vez só, e de uma vez por todas. É uma ação incisiva de Jesus. Este tempo verbal grego é mais forte do que o imperativo em português, não admitindo confrontação à ordem recebida ou desobediência.

f) Verso 9 - A possessão daquele homem era exercida por uma legião de demônios. Uma legião de soldados romanos, usada como figura neste texto, tinha aproximadamente 6 mil soldados. Vale destacar que Jesus faz uma única pergunta aos demônios, mas isto depois da ordem expressa para que saíssem do homem. Não se deve dar ibope para Satanás, batendo papo com ele. Deve-se exercer autoridade espiritual e expulsá-lo.

g) Verso 15 - Há um contraste maravilhoso, radical e surpreendente agora. O homem é uma nova criatura, totalmente liberto. Não há libertação em suaves prestações corrigidas e acrescidas de mora demoníaca. Quando Jesus liberta, liberta. A pessoa deve assumir a sua nova posição em Cristo, deixando para trás as maldições e opressões que a escravizavam, renunciando todo o envolvimento com o satanismo e quebrando, no sangue de Jesus, todo o vínculo com o império das trevas e toda a legalidade exercida pelo Diabo em sua vida. Se ficar ponderando sobre o passado, com medo ou preservando hábitos e pecados, não foi liberta.

h) Verso 19 - Jesus não autorizou um show gospel para a exploração marqueteira da libertação e muito menos autorizou uma apoteose teatral ou pirotécnica baseada nas diabruras do homem quando ele estava possesso. Jesus responsabilizou o homem por um testemunho sério. O testemunho do homem liberto deveria mostrar não o que Satanás fazia com ele e na vida dele, mas sim o que Deus fez libertando-o em Cristo.

O testemunho de libertação deveria proclamar as maravilhas de Deus e como a misericórdia divina o alcançara, concedendo-lhe libertação. Cuidado com os testemunhos que muito falam e enfatizam o poder e o domínio de Satanás, da obra do pastor ou do poder do homem e de sua "igreja". Jesus Cristo é quem deve ser exaltado e glorificado em um genuíno testemunho de libertação, para o louvor e a glória de Deus e para testemunho do evangelho da salvação.

Desejo deixar bem claro que Jesus expulsou demônios sem estabelecer uma fórmula única para este fim. Embora não haja no texto sagrado uma fórmula definida para se promover libertação da possessão demoníaca, é interessante notar que a característica marcante da atuação de Jesus nestes casos é a autoridade espiritual exercida ao ordenar que os demônios saíssem das pessoas.

Jesus sempre atribuiu o exorcismo ao Espírito ou ao dedo de Deus, Mateus 12.28 e Lucas 11.20, outorgando aos seus discípulos e à igreja autoridade espiritual para a expulsão dos demônios, mas nem por isso podemos prescindir da fé e da oração no confronto espiritual, Mateus 10.1; 17.19-20 e Marcos 9.23-29.

Não venceremos o confronto espiritual pela força física ou pela persuasão ideológica. Lutamos contra Satanás, não contra o possesso. A pessoa endemoninhada carece da graça e da misericórdia de Deus para a sua libertação. Satanás é o inimigo que já está derrotado pela vitória de Jesus Cristo na cruz, Colossenses 2.8-15.

Vejamos na seqüência uma questão muito séria e merecedora de receber atenção redobrada da parte de todos os salvos, visto que tem sido a causa de muito sofrimento, de muito desamor na igreja e de uma avassaladora derrocada espiritual na vida de muitos irmãos.



VI - A Confrontação objetiva com os nossos próprios demônios:

Em Mateus 16.13-23 a Palavra de Deus nos mostra claramente que até mesmo o cristão mais abençoado e mais iluminado pelo Espírito Santo não está imune ao ataque do diabo.

O mesmo Pedro que recebeu a revelação do Espírito de Deus sobre a messianidade de Jesus, verso 17, no verso 22 aparece confinado a uma visão puramente humana que chega ser diabólica, sendo repreendido por Jesus como sendo o próprio inimigo atuando, verso 23. É muito dura e pesada a reprimenda de Jesus chamando o apóstolo Pedro de Satanás.

Infelizmente vivemos situações como estas em nossas vidas e às vezes somos um verdadeiro demônio na vida dos nossos familiares, em nosso casamento, no contexto da igreja, na vida do nosso Pastor, dos nossos irmãos e, o que é pior, em nossa própria vida. Não nos damos conta de que a nossa visão está distorcida e distanciada da Palavra de Deus, como no caso de Pedro.

Precisamos aprender a identificar tais situações e as causas objetivas existentes para que elas aconteçam, assunto sobre o qual vamos considerar a seguir, para que realmente sejamos vencedores nesta batalha espiritual, porém intrapessoal. Vejamos tais causas.

a) Pecado oculto na vida do crente: Quando pecamos deliberadamente e conscientemente, entristecemos o Espírito Santo, Efésios 4.30, e nos sentimos como que esvaziados do Espírito de Deus, Salmo 51.10-11, e se insistimos na prática do pecado, apagamos a chama do Espírito Santo em nossas vidas, 1 Tessalonicenses 5.19. O pecado cometido e encastelado no coração, não confessado a partir de arrependimento sincero, é sintoma de que fomos tragados pelo adversário, 1 Pedro 5.8, e de que permanecemos sob a influência do Maligno.

Sempre que pecarmos, se formos tomados de arrependimento e não por remorso, alcançando um nível de conscientização espiritual profundo em relação ao pecado e sentindo motivação de Deus para abandonarmos o pecado, devemos confessar. Devemos colocar tudo diante de Deus, na presença do nosso pastor ou até mesmo da igreja, para que sejamos perdoados, restaurados e novamente habilitados para o confronto espiritual, 1 João 1.8-l0 e 2.1-2. b) Ressentimentos, mágoas e ódios guardados no coração do crente: O diabo se utiliza destes sentimentos para nos oprimir e para nos fazer opressores daqueles a quem amamos, para nos machucar e para machucar profundamente as pessoas ao nosso redor. Tais sentimentos são homicidas, 1 João 3.15, e devem ser renunciados diante da cruz de Jesus para que sejamos aceitos por Deus diante do trono da graça, a fim de que sejamos revestidos de amor e para que sejamos capacitados a perdoar, liberando e recebendo o perdão de Deus e das pessoas a quem magoamos. Efésios 4.26-27 e Tiago 3.14-15 têm ensinamentos preciosos sobre isso, além de outros diversos textos bíblicos.

A história de Saul, 1 Samuel 18.10-11, ilustra muito bem os malefícios de enclausurarmos estes sentimentos no coração e o que pode acontecer no dia seguinte. É melhor seguir a orientação de Efésios 4.26.

c) Negligência em relação à vida devocional e à prática da oração: Crente que não lê a Bíblia constantemente, conforme a exortação de João 5.39, e que não ora incessantemente como orienta 1 Tessalonicenses 5.17, está com problemas e é um problema para a igreja. É um diabinho em potencial, visto que nunca está na mesma sintonia espiritual que o restante da igreja.

Quase sempre trata as questões da igreja na carnalidade, na incredulidade ou no egocentrismo humanóide e demonizado. Não aceita perder. Não suporta a sã doutrina. Não admite ser disciplinado e não se submete a autoridade espiritual do pastor em hipótese alguma.

Sem oração e sem leitura bíblica a vida cristã fica subnutrida e mequetrefe. O pecado é sempre relativizado e o irmão, coitado, um o crente de esparrela e vulnerável que é aos ataques do diabo, muitas vezes, na melhor das boas intenções, inferniza a igreja.

d) Dúvidas quanto ao poder libertador de Jesus Cristo:Muitos crentes, e até igrejas, colocam no superlativo, ou seja, elevam quase ao grau de excelência, o poder de Satanás, minimizando o poder de Deus manifesto em Jesus na confrontação e na vitória contra o inimigo, o que é pecado e sintoma objetivo de imaturidade espiritual.

Textos como o Salmo 91, Colossenses 2.15, Filipenses 2.9-10, bem como uma série de outros textos bíblicos, não nos permite duvidar da vitória de Jesus contra Satanás. Se de fato estamos firmados em Jesus, somos vencedores. Somos mais que vencedores, Romanos 8.31-39.

Confiar no amor de Deus por nós é um segredo indispensável para a nossa vitória, 1 João 4.18. A conseqüência de, pela fé, não nos apropriarmos das promessas de Deus para nossa segurança e para a nossa vitória individual contra o diabo, sempre será um derrotismo catastrófico e uma cosmovisão espiritual distorcida e maligna, que afetará toda a igreja.

Ainda temos algo a considerar neste estudo sobre a missão da igreja na confrontação espiritual. Es seguida, estudaremos sobre os segredos espirituais para a vitória contra Satanás.



VII - Segredos espirituais para a vitória contra Satanás:

Quando colocamos nossas vidas a disposição de Deus e buscamos na Palavra de Deus os referenciais absolutos para nossa vida cristã, não necessitamos de fórmulas mágicas ou de amuletos evangélicos que nos protejam no confronto com o inimigo.

Não devemos agir como os católicos ou como os espíritas que usam a Bíblia como um amuleto da sorte e também não devemos usar a Palavra de Deus como se ela fosse um amuleto como a figa, a ferradura, o patuá, o galho de arruda, a "espada de são Jorge" ou a "comigo ninguém pode", como fazem os satanistas.

A Palavra de Deus é para nós escudo e broquel, Salmo 91.4. É a espada que o Espírito coloca em nossas mãos, Efésios 6.18, e que é mais cortante e penetrante do que qualquer espada de dois gumes, Hebreus 4.12, sendo a única arma que devemos utilizar nos embates contra Satanás.

Ao lançarmos mão da Palavra de Deus para o combate espiritual, não podemos jamais nos esquecer de que é a fé que depositamos no nome de Jesus que nos concede a vitória nestas rinhas, pois a fé é o escudo que nos protege dos dardos inflamados do Maligno e que nos capacita com resistência necessária para que satanás bata em desesperada retirada, Marcos 16.17; Lucas 10.17-20; Efésios 6.16; Tiago 4.7; 1 Pedro 5.7-8.

No livro "Vencer o Adversário", Mark Bubeck alista quatro segredos espirituais que nos garantem a vitória contra o diabo. Veremos que estes não são, na realidade, segredos misteriosos. São, antes de tudo, princípios bíblicos que devem estar bem definidos em nossas mentes como cristãos.

O primeiro deles é a união do salvo com Cristo. Efésios 6.10 nos exorta a estarmos no Senhor. A nossa força e certeza que temos de vitória consiste no fato de estarmos no Senhor. Precisamos manter um vínculo inseparável com Jesus, em sua plenitude e autoridade divinas, pois como

afirma Colossenses 1.16, até mesmo os principados e potestades estão subjugados a Cristo. Ainda em Efésios 6.10 temos a indicação do segundo segredo da vitória contra o diabo que é o estar cheio do Espírito Santo. Se a missão da igreja, por excelência, é prevalecer sobre o inferno, isto explica o fato de Jesus só ter autorizado a militância da igreja após o revestimento do poder do Espírito Santo, Atos 1.8.

Crentes que não estão atentos para a eloqüente exortação de 1 Tessalonicenses 5.19 não devem correr o risco de um confronto com o diabo, pois somente quando estamos revestidos na "força do seu poder", estamos habilitados para a luta.

O terceiro segredo é o suprimento de toda a armadura de Deus, Efésios 6.11-13. Esta armadura nos garante proteção e nos permite ação objetiva contra o inimigo. Ela nos faz resistir no dia mau e nos matem firmes, apesar de todas as circunstâncias.

Não podemos nos contentar com partes da armadura. Temos que utilizá-la em sua inteireza, visto que cada peça tem um papel singular e estratégico para que obtenhamos a vitória contra Satanás e para que tenhamos recursos espirituais suficientes para a preservação e manutenção desta vitória, Efésios 6.13-17.

O último segredo é a oração. Este segredo é de suma importância visto que é por meio da oração que alcançar os anteriores. Efésios 6.18 nos exorta a orarmos todo o tempo no Espírito, suplicando perseverantemente por todos os santos. A idéia é a de criarmos uma corrente contínua de oração e de intercessão na igreja, Romanos 12.12; 1 Tessalonicenses 5.17; Tiago 5.16-18, visto que nenhum de nós está livre dos ataques do diabo.

Somente pela oração é que alcançamos a união com Cristo, que nos enchemos do Espírito Santo, que renunciamos as capacidades humanas para que lutemos tão somente pela unção espiritual.

O diabo nunca se preocupou muito com os rituais religiosos da igreja, mas tem um medo descomunal da oração genuína. Quando oramos e intensificamos, pela oração, a nossa intimidade com Deus e o nosso poder espiritual, mesmo que não tenhamos do Espírito Santo o dom para discernir espíritos, temos a capacitação espiritual para percebermos e para identificarmos novas e diversificadas formas de oposição da parte de Satanás, recebendo também do próprio Deus o poder e a autoridade, em nome de Jesus, para a vitória.

Vejam que, como disse no início, na verdade, não há segredo algum. Todo o salvo deve saber disso e deve se apropriar da Palavra de Deus, se deseja vencer o maligno quando ele se manifestar.



VIII - Enfrentando o maligno em pessoa e expulsando o demônio:

Temos uma missão e em conseqüência desta, um confronto direto com o diabo. Não podemos dizer que cumprimos nossa missão evangelizadora como igreja, na implantação do reino de Deus no mundo, se não nos incomodamos com o fato de que as pessoas à nossa volta permanecem opressas ou possessas pelo maligno. Temos que enfrentá-lo cara a cara e para isso é necessário que tenhamos em mente algumas verdades bem objetivas, para que não sejamos envergonhados.

No confronto com o maligno em pessoa devemos estar cientes de que:



a) Uma autoridade rebelde está no controle da vida e da mente do possesso e do oprimido. Satanás continua sendo o tirano deste mundo, mas precisamos ter plena certeza de que ele não tem poder para nos escravizar se Jesus é o Rei entronizado em nossas vidas, Colossenses 1.9-16 (observe o verso 13, em especial).

b) Não se iluda. Os poderes demoníacos estão em ação sim. Satanás é um ser vivo e opera o mal e a malignidade no mundo, mas ele não é todo poderoso. É um ser criado; um anjo decaído. Satanás não é onisciente, onipresente e nem onipotente. Ele não pode estar em toda parte ao mesmo tempo, mas trabalha a partir de enganos, de mentiras e de usurpações, para que as pessoas creiam que ele é o todo poderoso. Mas vale ressaltar que todo poderoso, onisciente, onipotente e onipresente, só Deus, Salmo 139. Não há registro bíblico de que os anjos tenham sido criados com os mesmos atributos de Deus.



c) Os demônios podem existir fora ou dentro dos seres humanos. Marcos 5.12 mostra que eles pediram para entrar nos porcos, o que indica que eles são capazes de se locomover livremente, não estando sujeitos a barreiras naturais.

d) Os demônios podem assumir o controle territorial, em cidades, bairros ou países, ou se estabelecerem como proprietários, por usurpação, de determinados pontos geográficos ou espaço físico, Efésios 2.12 e Colossenses 1.16. Só a oração e a autoridade espiritual em Cristo podem detê-los.

e) Os demônios se comunicam entre si. Lucas 11.24-26 deixa claro que o diabo tem seus próprios meios de comunicação.

f) Cada demônio tem a sua própria identidade. Ainda em Lucas 11.24-26 vemos a indicação de uma personalidade que é capaz de raciocinar, de se lembrar de fatos ocorridos anteriormente, de avaliar situações, de traçar planos e de tomar decisões próprias. Não estamos nos confrontando com forças impessoais.

g) Os demônios são capazes de combinar e de conjugar esforços. Marcos 5.9 indica que uma legião atuava (uma Legião romana tinha, aproximadamente, seis mil soldados). Lucas 11.26 assevera que um deles traria com ele mais sete. Uma verdadeira conjugação de poderes satânicos se articula para oprimir, para possuir e para escravizar as pessoas humanas.

h) Os demônios variam no grau de perversidade. Ainda em Lucas 11.24-26, em especial no verso 26, vemos que os parceiros de diabrura eram piores do que o primeiro. Em Marcos 9.14-22 vemos que o demônio fazia com que o menino tivesse convulsões, rangesse os dentes e espumasse até definhar(verso 18), lançando-o no fogo ou na água para destruí-lo (verso 22). A intenção objetiva de Satanás era a de matar o garoto.

Tendo essas verdades em mente podemos, pela fé e certos da misericórdia de Deus para conosco, nos aventurarmos no confronto cara a cara com o maligno, para expulsarmos o demônio daqueles que estejam possessos ou para repreendermos a opressão na vida daqueles que padecem com as investidas do inimigo.

Para expulsarmos um demônio ou para interrompermos um processo de opressão devemos estar cientes de onde emana a autoridade e o poder para a vitória neste embate. De certo não está na pessoa humana, mas sim no nome de Jesus. Não há nenhuma fórmula mágica no nome de Jesus, mas não existe homem no mundo, por mais santo, por mais virtuoso e por mais piedoso que tente ser que tenha autoridade vitoriosa sobre os demônios, sem que esteja submisso a Cristo e sem que exerça a autoridade no nome de Jesus neste confronto. A autoridade e o poder para a nossa vitória conta o inimigo é promessa do próprio Jesus, Marcos 16.17 e Lucas 9.1 e 10.19.

Vale ressaltar que a expulsão de demônios não é privilégio de uma casta superior de crentes ou apenas de pastores avivados ou pentecostais. Também não é sinal ou evidência de maior poder ou de mais autoridade espiritual, Lucas 10.20. A soberba espiritual por se ter recebido um dom espiritual ou por se ter vencido um confronto contra o diabo é pecado. Quando isso acontece no coração do cristão, quem venceu o confronto, na realidade, foi o diabo.

Seria interessante que o salvo que tem experiências com pessoas possessas ou oprimidas desenvolvesse o hábito de jejuar. O jejum nos moldes de Isaías 58.6-14 produz quebrantamento e purificação espiritual. O quebrantamento sincero do nosso coração diante de Deus nos permite desfrutar das promessas de restauração íntima e de vitória sobre Satanás, Tiago 4.6-10. Tenha em mente que o maior exemplo que temos de vitória contra o diabo é o do Senhor Jesus Cristo, que venceu o maligno após longo período de oração e de jejum, 40 dias, exclusivamente pela autoridade da Palavra de Deus, Mateus 4.1-11.

Não há ciência humana que possa debelar as forças do inferno. Só a oração e a unção espiritual nos outorgam a autoridade no nome de Jesus para a vitória contra Satanás.



Conclusão:

Espero ter auxiliado aos amados irmãos e irmãs a esclarecerem as dúvidas que tinham sobre este assunto, bem como a reformularem os seus conceitos sobre a pessoa de Satanás e sobre o confronto com a opressão e a possessão maligna na consecução da missão da igreja.

Muito mais do que um posicionamento denominacional perseguimos preceitos bíblicos inquestionáveis. Embora muitas vezes e durante vários anos estes preceitos tenham sido negados por muitos líderes evangélicos, não podemos negar o fato e a realidade de que o diabo existe e atua ainda hoje no mundo, oprimindo e possuindo pessoas que carecem de libertação.

Se me arriscasse a resumir tudo o que estudamos neste período sobre este tema, A missão da igreja na confrontação com a opressão espiritual, diria que a nossa grande e infalível arma contra o diabo é, ao mesmo tempo, a oração, a submissão a Deus e a resistência ao próprio diabo, pela fé em Cristo Jesus, Tiago 4.7 e 1 Pedro 5.6-9.

A oração, a submissão a Deus e a resistência espiritual associadas à convicção de vitória em Cristo, nos garantem, antecipadamente, a vitória, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, não mente e assim assevera.

Desejo encerra esta série de estudos declarando que Satanás está derrotado em minha vida, em nossas vidas e em nossa igreja, pois "para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo", 1 João 3.8.
Amém!
Aleluia!
Glória a Deus!

Bibliografia:

ANDERSON, Neil T. Quebrando Correntes. São Paulo: Mundo Cristão, 1994.

BUBECK, Mark I. Vencer o Adversário. São Paulo: Vida Nova, 1993.

CHAMPLIN, N. R. & BENTES, J.M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 5. São Paulo: Candeia, 1991.

CHO, Paul Young & MANZANO, R. Whitney. Oração: A chave para o Avivamento. Venda Nova: Betânia, 1986.

D'ARAÚJO FILHO, Caio Fábio. Principados e Potestades. 6. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1994.

ERIKCSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1997.

GARDNER, Paul (Ed.) Quem é quem na Bíblia Sagrada. São Paulo: Vida, 1999.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999.

HODGE, Charles. Teología Sistemática. Vol. 1. Barcelona: CLIE, 1991.

HYGINO, Zoraide de Araújo. Anjos - O mito e a realidade. Rio de Janeiro: JUERP, 2001.

LACUEVA, Francisco. Nuevo Testamento Interlineal Griego~Español. Barcelona: CLIE, 1984.

Manual de Maturidade Cristã. Rio de Janeiro: JMN, 1996.

PINHEIRO, Jorge. Os Batistas e os Desafios da Brasilidade. Mensagem proferida na 94° Assembléia da CBESP, no Colégio Batista Brasileiro/SP, em Julho de 2002.

SHEDD, Russel. O Mundo, a carne e o diabo. São Paulo: Vida Nova, 1991.


WAGNER, P. & PENNOYER, D. (Org.) A luta contra os anjos do mal. Mogi das Cruzes: Unilit, 1996

A MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA
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Introdução:
Que é missão integral? O que envolve a missão da Igreja a ponto de investigarmos o que é mito e o que é realidade?

Na procura de respostas para estas e outras perguntas semelhantes é que este estudo veio a lume. Não é um trabalho original e nem exaustivo. Não é original porque missão integral já faz parte da discussão teológica da Igreja há algum tempo. Não é exaustivo porque o número de teólogos, missiólogos e pensadores que têm escrito e palestrado sobre a missão da Igreja, e em seus vários aspectos, é enorme. Um bom exemplo da diversidade da missão integral é o livro A Missão da Igreja, organizado pelo Dr. Valdir Steuernagel em 1994. Nele nada menos que 27 articulistas tratam da missão integral da Igreja. Mas existem muitos outros autores que não aparecem no livro de Steuernagel. Além disso, obras como as de René Padilla e Timóteo Carriker são dignas de nota, conforme observamos no capítulo sobre o conceito de missão integral da Igreja na teologia contemporânea. Por causa dessa variedade de autores foi preciso adotar alguns critérios, vez ou outra mencionados no corpo deste trabalho.

Nosso estudo divide-se em três capítulos principais. O primeiro trata da missão integral como mito e realidade propriamente dito. Os outros dois são uma explanação bíblico-teológica e pragmática do primeiro. Nosso objetivo é mostrar que a Igreja evangélica brasileira só pode ser verdadeiramente missionária quando no desempenho de sua missão integral.



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