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IV - O que é a opressão e a possessão demoníaca e suas possíveis causas



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IV - O que é a opressão e a possessão demoníaca e suas possíveis causas:

Infelizmente, há muito desconhecimento por parte dos cristãos sobre os estágios de controle demoníaco sobre as pessoas e muitos estão confusos quanto ao modo como Satanás opera, o que torna necessário fazer a distinção entre opressão e possessão neste estudo. Vejamos.

4.1 Opressão maligna:

A opressão espiritual é caracterizada pela atuação demoníaca sobre as pessoas sem que os demônios dominem completamente suas mentes ou possuam os seus corpos.

Opressão espiritual é um avassalador assédio exercido pelo diabo contra a pessoa, induzindo-a, pela tentação ou pela indução, a posturas existenciais e a atitudes e reações emocionais malignizadas.

Pela opressão, Satanás consegue criar nas pessoas a idéia de que sofrem enfermidades graves ou incuráveis, sem causa aparente ou comprovada, podendo também levar a pessoa a apresentar distúrbios emocionais ou comportamentais identificados nas reações psicossomáticas ou pela obsessão em relação à determinada questão.

Vale ressaltar que toda a opressão inicia, subjetivamente, pela mente, pois quando a mente humana não está em harmonia com a vontade de Deus, está vulnerável às sugestões satânicas. Satanás se aproxima lenta e sorrateiramente, procurando seduzir e influenciar a mente das pessoas até ao ponto em que desobedeçam à Palavra de Deus e que tenham prazer em uma vivência mundana orientada nas sugestões existenciais, sociais ou religiosas oferecidas pelos espíritos malignos. A sugestão é o primeiro passo do estratagema diabólico na tentativa de oprimir alguém, Mateus 16.23 e Efésios 2.1-2.

Vale destacar também que qualquer pessoa, seja cristã ou incrédula, pode ser oprimida por Satanás. Ninguém e nenhum ser dotado de cérebro está imune à opressão de Satanás, Marcos 5.11-14 e 1 João 5.19, que pode ser motivada por diversas causas que servem de precedente para que o diabo seduza ou influencie a mente humana. Pessoas que persistem na prática do pecado mesmo depois da decisão por Cristo, sentindo prazer em pecar, ou que encastelam no coração mágoas, ódio, inveja e ressentimentos estão vulneráveis a sedução do diabo e, por certo, sofrerão opressão maligna, Efésios 4.17-32 e Tiago 3.14-16. Da mesma forma, aqueles que desprezam o senso religioso, desvalorizando a devocionalidade espiritual e aqueles que duvidam do poder e da vitória de Jesus no embate contra Satanás, estão passivos de opressão satânica.

A opressão maligna, conforme Caio Fábio, geralmente, se manifesta com os seguintes sintomas: a) Mania de perseguição semelhante, porém mais séria e mais psicologicamente distorcida, do que a apresentada em uma esquizofrenia. Algumas pessoas têm a sensação de estarem sendo vigiadas o tempo todo.

Algumas pessoas, em circunstâncias mais objetivas de opressão, sentem mãos apertando o peito quando se deitam para dormir e outras visualizam vultos, ouvem passos no telhado ou em cômodos vazios da casa, à noite ou durante o dia. Há pessoas, principalmente do sexo feminino, que têm a nítida sensação de estarem sendo observadas com lascívia quando entram em banheiros ou outros locais isolados.

b) Sexualidade distorcida e exacerbada. São pessoas que têm taras sexuais doentias tais como sado-masoquismo, pedofilia, zoofilia, pornografia, swing, mixoscopia e outras distorções diabólicas da sexualidade humana. Tais pessoas sempre têm seus olhares lasciva e obscenamente carregados de desejos sexuais e suas palavra sempre soam como uma apologia de Afrodite, a deusa do sexo na mitologia. Colossenses 3.5 alerta sobre a necessidade de vencermos tais desejos.

c) Fobias irracionais. O diabo oprime a pessoa com um medo doentio e irracional que paralisa e acorrenta a pessoa na indecisão, na prevenção ou na timidez, não permitindo que ela consiga superar desafios existenciais, espirituais, profissionais, relacionais e intelectuais. É medo de escuro, de altura, de ser derrotado ou de vencer. É medo de feitiçaria, de macumba e de seres espirituais. O pior de tudo é quando o diabo impõe o medo de viver, induzindo a pessoa ao suicídio.

d) Ódios, mágoas e ressentimentos não superados e encastelados no coração, que são remoídos e que vão corroendo os relacionamentos até que seja gerado o desejo de vingança. Muitos casos de possessão demoníaca iniciam na opressão ocasionada pela fomentação deste sentimento homicida.

e) Doenças infundadas e sem causas somáticas comprováveis. Dor de cabeça, dor na coluna, tonturas, tremedeiras, desmaios e outras enfermidades para as quais os médicos não vêem causas e os medicamentos não têm eficácia. São doenças espirituais e a cura para estas doenças é exclusivamente em oração, a partir da libertação.

Em casos mais sérios o diabo, pela opressão, acomete a pessoa de cegueira, de atrofias, de paralisias, de surdez, de demência, de tumores ou de outras enfermidades mais graves que até são comprovadas, mas que não respondem positivamente ao processo terapêutico. Mateus 17.14-21 e Lucas 13.10-17 mostram claramente que a epilepsia do garoto e a cifose da mulher eram manifestações demoníacas.



f) Desânimo para a vida e postura maníaco-depressiva constante. São pessoas que sofrem da "síndrome de Lippy", que durante todo o tempo murmura "ó dia, ó céus, ó vida". Nada está bom. Nada agrada ou satisfaz. São pessoas que sofrem de um mórbido desânimo em relação à existência; a vida que levam; ao trabalho que realizam; ao salário que recebem; ao casamento; aos filhos; a casa em que moram; aos bens que adquiriram; a igreja. Reclamam e murmuram de tudo.

Muitas destas pessoas são suicidas em potencial. Vemos em Números 11.1-6 e em 1 Coríntios 10.10, um alerta de Deus sobre esta maldição e no Salmo 143, vemos que, após admitir a opressão, nos versos 3 e 4, o salmista nos exorta a rejeita-la e a vencê-la pela fé e submissão a Deus, como lemos nos versos 8-12.

Outros sintomas podem ser observados, mas até mesmo os grupos neopentecostais admitem que estes aqui alistados são os mais freqüentes e mais comuns, pelo que, é crucial estudarmos e conhecermos estas diversas maneiras pelas quais os demônios oprimem e escravizam as pessoas. Por natureza e devido à corrupção do pecado somos vulneráveis aos ataques de Satanás e só conseguiremos resistir a sua sedução se tivermos consciência efetiva do que ele é capaz de fazer contra as criaturas e os filhos de Deus.

Não podemos nos esquecer que por causa da prevalência do mal moral e do mal sistêmico no mundo o diabo tem poder para promover destruição, fazendo com que as pessoas se predisponham constantemente para o pecado e para a perda do interesse efetivo pelas coisas genuinamente espirituais ensinadas na Palavra de Deus.

O grande perigo que corre a pessoa oprimida é que o diabo tentará dar o segundo passo na tentativa de concretizar a possessão sobre a sua vida e seu corpo. Devemos observar a decorrência da opressão que é um estado obsessivo compulsivo e mórbido, que varia de intensidade de pessoa para pessoa.

Muitas vezes a pessoa oprimida tem condições de optar pela libertação, mas a pessoa obcecada fica tão iludida que acredita estar fazendo as coisas da maneira correta, não desejando a libertação. A pessoa oprimida que é tomada por obsessão não percebe a necessidade de libertação e pode se tornar uma vítima voluntária de Satanás, permitindo-se à perpetuação da ilusão maligna em sua vida.

A obsessão decorrente da opressão não é um estado de possessão consolidado, mas é uma reação bem mais perigosa e arriscada do que a opressão que a desencadeia. Quando a pessoa chega ao estado de obsessão, para efeitos práticos, está mentalmente perturbada. Tal perturbação psicológica pode ser mascarada por uma neurose ou por uma paranóia acentuadas, que colocam a sanidade da pessoa sob suspeita, o que é também uma estratégia sórdida de Satanás para a manutenção do oprimido sob seu domínio.

Um caso clássico de opressão maligna que desembocou em obsessão diabólica é o de Saul, narrado em 1 Samuel capítulos 18 a 28, em que o Texto Sagrado mostra claramente que tudo começou com o ciúme, passando pelo temor, gerando a inveja que detonou a ira homicida, e terminando numa forma branda de possessão, caracterizada pela procura da feitiçaria para a prática da necromancia .

O desafio é termos sensibilidade e discernimento espiritual para identificarmos a opressão maligna, bem como a obsessão decorrente, evitando erros espirituais grotescos como a oração de libertação para enxaqueca da irmã acometida de TPM ou o encaminhamento do oprimido que busca a cura para a claustrofobia ou para a síndrome do pânico para o psicólogo.

4.2 O que é possessão?

A possessão demoníaca é um tema não muito entendido pela igreja, principalmente as mais conservadoras, mas não podemos negar a verdade bíblica que indica que os demônios investem contra o corpo físico até alcançarem fases mais profundas de possessão, nas quais dominem por completo a mente e as ações dos seres humanos.

Precisamos buscar compreender este tema, se desejamos vitória contra o inimigo, crendo na verdade expressa na Palavra de Deus, que ensina sobre a ação diabólica na tentativa de destruir a humanidade, Marcos 5.1-20.

Em Lucas 8.27, também narrando o episódio do endemoninhado geraseno, não aparece o termo possessão, mas o Texto Sagrado assevera que o homem tinha demônios dentro de si, échon daimónia, o que justifica a tradução que diz "possesso de demônios". A idéia é a de que Satanás tem poder para usar um corpo humano, infligindo doenças físicas ou mentais, no diabólico afã de promover a autodestruição do ser, 1 João 5.19.

A expressão mais comum na Bíblia para se referir a possessão demoníaca é "ter um demônio" ou "estar endemoninhado", mas também encontramos passagens que se referem aos "espíritos imundos", Atos 8.7, e a "espíritos malignos", Atos 19.12.

Por mais estranho que possa nos parecer, Satanás pode tomar posse de um ou mais órgãos do corpo humano, bem como de todo o corpo, se alojando no sistema nervoso da pessoa e dominando a sua mente de tal forma que esta pessoa se adapta com certa facilidade a um padrão de vida sub-humana e às praticas horrendas do ocultismo, tais como beber sangue, comer cérebro humano, comer cacos de vidro e outras coisas humanamente impensáveis.

As manifestações de possessão demoníacas são variadas na sua intensidade e na sua forma. Os demônios podem falar, utilizando os recursos vocais da pessoa possessa, e podem habitar em animais, Mateus 8.29-32. Uma pessoa possessa pode apresentar força incomum, Marcos 5.2-4, pode agir de forma estranha, andando completamente nua ou vivendo entre túmulos, Lucas 8.27, ou ainda, pode adotar comportamento autodestrutivo, Mateus 17.15 e Marcos 5.5, ficando evidente que há graus diferentes de gravidade e de domínio, mas em todos os casos é comum o fato de que a pessoas possessa está sendo destruída pelo demônio usurpador nos campos físico, emocional e espiritual.

O Dr. Hodge define a possessão demoníaca como sendo a habitação de um espírito mal na pessoa, em íntima relação com o seu corpo e sua alma, a ponto de exercer uma influência controladora, produzindo violentas agitações e intensos sofrimentos mentais e físicos.

Concordo com Caio Fábio que no livro "Principados e Potestades", define a possessão demoníaca como sendo a ocupação da mente humana por uma entidade espiritual maligna que ofusca ou elimina a personalidade do possuído, manipulando todas as suas faculdades sensoriais e se apossando do corpo desta pessoa para utiliza-lo na materialização de suas manifestações.

Conforme a narrativa dos Evangelhos a possessão demoníaca é uma das mais marcantes manifestações de poder dos espíritos malignos sobre a mente e o corpo dos seres humanos.

Na verdade, existem duas categorias de possessão na narrativa bíblica. A primeira é especificamente sobre a mente humana, como no caso da menina possuída pelo espírito de adivinhação, mencionada em Atos 16.16. A segunda categoria é a que aponta para a possessão do corpo, tendo o possesso o domínio relativo sobre suas faculdades mentais ou não. Há casos de possessão total do corpo e da mente do endemoninhado, como no caso do menino epilético e do geraseno, Lucas 9.39, Mateus 1715 e Marcos 9.17-18; Marcos 5.9.

Com certa freqüência identificamos sintomas que indicam a possessão demoníaca e dentre estes destacamos os seguintes:

a) A presença de uma entidade maligna, um outro ser manifesto, dentro do endemoninhado.

b) Uma força física excepcional que capacita o possesso a realizações mirabolantes.

c) Acessos raivosos demonstrados em olhares fulminantes e faiscantes, ou em gestos odiosos, motivados pelo desejo de vingança ou por um impulso facinoroso.

d) Olhar vidrado e centrado no vazio sem as reações naturais instintivas da pupila.

e) Resistência a manifestações de um cristianismo autêntico e de uma fé genuinamente cristã, manifesta em zombarias, descaso e rejeição veemente da vitória de Jesus na cruz.

f) Clarividência, adivinhações e profundo conhecimento do sobrenatural.

g) Alteração da voz, do porte físico, do semblante ou mudez total. É possível se verificar também alterações de hálito e dos odores do corpo.

h) Transes psicodélicos e desmaios freqüentes, que acontecem sempre após de uma sensação de arrepio espiritual, como se um ser imaterial estivesse por perto.

É certo que nem todos os casos apresentam todos estes sintomas ao mesmo tempo e em muitos casos o diabo consegue forjar uma normalidade que mascara a sua atuação, pelo que se faz necessário discernimento espiritual e até mesmo, habilidade com o Texto Sagrado para provocar o inimigo a uma manifestação objetiva. O diabo não suporta os textos bíblicos que afirmam a vitória de Jesus sobre ele e sobre seus demônios, tais como Filipenses 2.9-11, Colossenses 2.15, Hebreus 2.14 e 15, 1 Pedro 5.8-9, 1 João 3.7-8 e 5.18.

Devemos ter em mente que além das manifestações evidentes de possessão, a atividade demoníaca pode ser identificada por uma sensação subjetiva da presença espiritual maléfica, como verificamos em 1 Coríntios 12.10, que ensina sobre o dom de discernimento de espíritos, que é dado para a igreja.

Não há razões objetivas que justifiquem o pensamento de que possessões demoníacas tenham ficado restritas ao passado ou ao período bíblico. Há casos, atualmente, de pessoas com pensamentos e atitudes que só se explicam quando estudamos a situação pela perspectiva da possessão demoníaca. Por isso, devemos estar alerta, pois há inúmeros casos verídicos e comprovados de possessão demoníaca hoje em dia.

Não podemos e nem devemos utilizar a possessão demoníaca como carro chefe da mensagem cristã, ou como estratégia de marketing. A Palavra de Deus nos outorga autoridade, em nome de Jesus, para expulsar os demônios, Mateus 10.8, Lucas 9.1-2, mas não nos autoriza tais atitudes. 4.3 As possíveis causas da possessão demoníaca:

Muitas podem ser as causas da possessão, mas verificamos, seja pela experiência ministerial ou ao longo da narrativa bíblica, que algumas causas são mais comuns.

Na verdade, os pensamentos pecaminosos que se estabelecem na mente humana quando se vive distanciado de Deus constroem fortalezas de maus hábitos e de padrões éticos e morais distorcidos que se encravam na mente da pessoa. Desta forma, a pessoa fica vulnerável a Satanás para a possessão enquanto não destruir estas fortalezas em nome de Jesus, tornando-se limpa no sangue de Cristo.

Das causas mais evidentes da possessão demoníaca, destacamos as seguintes: a) O envolvimento com macumbaria, ocultismo, espiritismo, esoterismo e rituais do gênero, mesmo que inconscientemente.

Ler livros ou assistir filmes e novelas que abordem esta temática; manter relacionamento afetivo com pessoas envolvidas ou declaradamente professas; ir a uma festa; comer alimentos consagrados aos ídolos; usar bijuterias ou qualquer outra coisa que esteja ligada aos rituais diabólicos, ou que tenha sido consagrada aos demônios, é um envolvimento perigoso que deixa a pessoa vulnerável à possessão demoníaca.

Além disto, a leitura assídua de horóscopos, a crença em duendes, em fadas, em bruxas e em gurus, bem como toda a sorte de feitiçaria propalada pela mídia, coloca a pessoa em posição desfavorável diante dos ataques satânicos.

Em Êxodo 22.18, a Bíblia condena a feitiçaria e em Levítico 19.26 e 31 condena os agouros e as adivinhações. Em Ezequiel 13.18, o Texto Sagrado condena o uso das pulseiras mágicas e em Levítico 20.6 é repudiada de forma veemente a consulta aos mortos. Além destes textos, vale a pena alistar outros textos que condenam o envolvimento com a macumbaria, com o ocultismo, com o espiritismo, com o esoterismo e com os rituais do tipo, como Deuteronômio 18.9-11, Isaías 2.6 e 8.19, Zacarias 10.2, Malaquias 3.5, Atos 8.9 e 19.19-20, Gálatas 5.19-21 e Apocalipse 21.8 e 22.15.

Muitas pessoas se permitem a contatos com os demônios, ou entregam suas vidas para eles, por que pensam que com isto estão buscando harmonia com os "anjos de luz". Satanás e seus demônios se aproveitam da boa fé das pessoas e se apresentam com nomes bonitos e cheios de aparato para enganarem as pessoas com o ensino de doutrinas diabólicas.

Os demônios se apresentam como sendo "espíritos familiares", "espírito de luz", "espírito de médicos" ou "espírito de poetas ou escritores famosos", mas na verdade são anjos decaídos, são demônios, que se dedicam à diabólica missão de destruir o homem e de escraviza-lo a partir da possessão demoníaca. São estes demônios que se manifestam no kardecismo, na macumbaria, no ocultismo, no esoterismo e em todas as religiões do gênero.

b)Outra causa da possessão é a consagração dos filhos aos demônios. O Texto Sagrado em Levítico 18.21 e 20.2 condena tal prática, que escraviza o ser e que priva do livre arbítrio a criança consagrada ao demônio que a atormentará constantemente.

O pastor Reginaldo Pires, pastor Batista no Rio de Janeiro, em seu livro Grandes Verdades Sobre o Espiritismo, narra que quando sua mãe estava grávida dele, teve uma visão de seu avô, já falecido, que solicitou a dedicação do recém-nascido aos orixás para que este herdasse todos seus poderes do espiritismo. A criança foi consagrada ao nascer e ao completar sete anos os demônios reivindicaram a legalidade concedida anteriormente, fazendo o menino passar por momentos terríveis, nos quais tinha desmaios freqüentes, problemas cardíacos sem comprovação médica, fobias aterrorizantes e visões noturnas de orixás e de pessoas vestidas de branco que diziam que ele era médium de berço.

c) Uma outra causa é a perspectiva de vida pautada na libertinagem sexual. A prostituição, a pornografia, a promiscuidade, a libertinagem, o lesbianismo, o homossexualismo, a zoofilia, as relações incestuosas, a masturbação provocada e compulsiva, o adultério, o suingue e a fornicação são sempre motivados por demônios.

A Bíblia mostra que Deus condena tais práticas em passagens como Levítico 18.1-30 e 20.7-23, Romanos 1.18-32, 1 Coríntios 6.9-10, que indicam o sentimento de Deus para com os praticam estas coisas abomináveis.

d) Uma quarta causa da possessão demoníaca é o alcoolismo e o uso místico de drogas alucinógenas. Quando a pessoa se embriaga ou usa drogas ela agride violentamente a sua própria mente, matando seus próprios neurônios e se tornando vulnerável aos demônios. A pessoa alcoolizada ou drogada é presa fácil para a possessão, visto que Satanás quer anular e dominar a mente humana. O álcool e as drogas servem como agente facilitador no processo de possessão demoníaca.

Textos como Levítico 10.8-11,x Provérbios 20.1 e 23.29-35, Isaías 28.7 e Oséias 4.11 são bem objetivos e são favoráveis à abstenção, mesmo que muitos cristãos, infelizmente até mesmo alguns pastores, queiram encontrar defesa bíblica para um aperitivo, ou para a manutenção dos rituais envolvendo substância alucinógenas que são comuns entre os povos animistas.

e) A quinta e última causa de possessão que consideraremos é a incredulidade e a dureza de coração em relação ao evangelho e a pessoa de Cristo. Muitos não são devassos e não estão diretamente envolvidos com o ocultismo, ou nem mesmo sofrem pressão por parte de uma das causas anteriormente consideradas, mas Satanás mesmo assim usurpa suas mentes e possui os seus corpos.

Normalmente são pessoas que não crêem em Jesus e que resistem a mensagem do evangelho. Não são templos do Espírito Santo, são do "mundo que jaz no maligno", 1 João 5.19. A Palavra de Deus assevera que quem não é de Deus, queiramos ou não, esta sob influência dominadora do Diabo, Efésios 2.1-3.

A exortação da Palavra de Deus é para que se evite um padrão de vida distanciado e dissociado de Deus, visto que isto se constitui em uma porta escancarada para Satanás perverter e dominar, pela possessão, a pessoa, Romanos 1.19-25, Efésios 4.17-19. Não podemos nos esquecer que Satanás é o sedutor, o enganador, por excelência de toda a humanidade sem Deus, como lemos em Apocalipse 12.9.

Por mais difícil que seja para admitirmos isto, até por causa dos nossos amigos e parentes não evangélicos, todo e qualquer coração sem Jesus Cristo é vulnerável à possessão demoníaca.

Vale ressaltar que a possessão se distingue da simples tentação, bem como da opressão, pela completa ou total perda da razão ou da vontade da pessoa possessa. Na possessão, os demônios governam por completo os pensamentos, as palavras e as ações da pessoa, até que sua personalidade pareça destruída ou totalmente reprimida na produção da consciência de uma dupla vontade, ou de um demônio, dentro de si. Na tentação, ou mesmo na opressão, a própria vontade da pessoa se realiza conscientemente, Atos 5.3-4, Tiago 1.13-16, assumindo gradualmente, sem a aparente perda do autocontrole, as características evidentes de uma manifestação satânica.

Também é válido o alerta da Palavra de Deus quando nos orienta para que oremos pedindo ao Pai que não nos deixe ser engodados ou induzidos pela tentação, Mateus 6.13 e Lucas 22.31-32, colocando sobre os nossos ombros a responsabilidade de estarmos atentos para as ciladas do Diabo e de resistirmos os seus ataques pela fé, para a vitória, Efésios 6.11 e 16, Tiago 4.7 e 1 Pedro 5.9.

O Texto de Lucas 22.31-33 é muito objetivo e nele é o próprio Jesus quem assevera que Satanás faz uma espécie de petição, uma reclamação ou demanda de direitos, reivindicando legalidade sobre nossas vidas para nos cirandar, para nos chacoalhar até as últimas conseqüências, a fim de verificar se resistimos aos seus ataques e se nos firmamos na fé em Cristo para a vitória.

Vejamos em seguida a atitude do próprio Senhor Jesus diante do confronto com a possessão demoníaca.

V - Jesus e o confronto com a opressão demoníaca - Marcos 5.1-20:

Apenas para recordarmos e para prosseguirmos na mesma linha pensamento que nos conduziu até este ponto neste estudo, relembramos que a possessão demoníaca é a ocupação da mente humana por uma entidade espiritual maligna, que ofusca ou elimina a personalidade do possuído, manipulando todas as suas faculdades sensoriais e se apossando do corpo da pessoa na materialização das manifestações demoníacas.

Vale ressaltar também, antes de estudarmos o texto indicado, que a possessão demoníaca pode ocorrer em níveis bem distintos. O primeiro deles é denominado de nível oculto. Neste caso, a influência demoníaca é tão sutil em sua manifestação, sem qualquer evidência externa, que só é identificada se submetemos o endemoninhado a um processo de cura interior, como que uma terapia existencial.

O segundo é denominado de nível sutil e sugestivo. Neste caso já se verifica alguma evidência externa de possessão, mas não óbvia o suficiente para um confronto direto. Neste nível, o espírito maligno exerce poder sobre o endemoninhado, mas não se manifesta de maneira que denuncie obter total controle sobre ala.

O terceiro nível é denominado de semi-evidente. Neste caso, o espírito maligno exerce poder suficiente sobre a pessoa a ponto de indicar que há uma força estranha a natureza humana em ação, mas sem se manifestar objetivamente, fazendo apenas sugestões e induzindo a posturas existenciais malignizadas.

O quarto é último nível é o evidente. Neste caso, o espírito maligno está definitivamente no controle da mente e do corpo do endemoninhado, se manifestando livremente em toda a sua hostilidade, arrogância e maldade. É neste nível que a possessão atinge profundidades mais agravadas podendo até levar a pessoa possessa a se tornar maligna, assumindo e incorporando voluntariamente o papel de agente satânico no mundo para a realização dos diabólicos intentos.

No caso do endemoninhado geraseno, em Marcos 5.1-20, também narrado em Mateus 8.28-34 e em Lucas 8.26-39, a possessão se enquadra no quarto nível. Isto é fundamental para entendermos a postura adotada por Jesus, como veremos em seguida.

Neste caso de possessão narrado em Marcos 5.1-20, analisando a postura do Senhor Jesus, vale destacar o seguinte:




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