Faculdade teológica do brasil "Entidade Educacional Com Jurisdição Nacional"


OIKOS, UM CONCEITO PARA O SÉCULO 21



Baixar 1.26 Mb.
Página4/24
Encontro29.10.2017
Tamanho1.26 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   24

OIKOS, UM CONCEITO PARA O SÉCULO 21

As grandes cidades, sejam capitais legais, formais ou informais são um centro dominante A característica maior é a concentração de população várias vezes superior à cidade seguinte em importância. Tem primazia política, econômica, acadêmica e cultural (a área metropolitana de Tóquio é maior que a metade da população do Canadá). É também nessa situação que o líder cristão há de exercer o discipulado.

São características dos habitantes da urbis:
· Um ser solitário. Quem mora na roça vive praticamente num sistema de clã (estilo semita bíblico). Na cidade grande está perdido.
· Um ser pobre. Mora em invasão.
· Um ser que sonha. Não perdeu essa capacidade.
· Um ser que escuta. E a ele muitos "discipuladores" querem falar.

OIKOS, UM NOVO VELHO CONCEITO

Oikos é o "lar familiar", a esfera de influência. É o sistema social primário composto por aqueles que que são relacionados por laços comuns de família, trabalho e vizinhança. Três são as constantes culturais: o parentesco, a comunidade e a associação:


· parentesco são laços de sangue ou de afinidade.
· A associação é voluntária com normas, autoridade, mobilização de recursos, e movidas por amizade, sexo, poder, ideais, interesses, prestígio (sindicatos, igrejas, clubes).
· A comunidade é determinada pela geografia.

Se isso existe hoje, e é uma constante antropológica, existiu nos dias neotestamentários. É o oikos (cf. Michael Green. Evangelização na Igreja Primitiva). Alguns casos são:


· a família de Betânia (Jo 12.1-3);
· a casa de Cornélio, oficial romano (At 10);
· a casa de Lídia (At 16.13-15);
· a família do carcereiro de Filipos (At 16.25-34);
· a casa de Prisca e Áqüila (Rm 16.3-5);
· a casa de Aristóbulo (Rm 16.10);
· a casa de Narciso (Rm 16110.

Os descrentes têm dois problemas: o de informação (não conhecem a um cristão de verdade), e o de reputação (conhecem um "cristão" que não tem a mente de Cristo).



IMPEDIMENTOS

Liderança que não encarna ideais e falta de mobilização do povo de Deus. Falar de liderança é falar de pastores, presbíteros, diáconos, ministros na várias áreas, professores, conselheiros, relatores, etc. Através da história, Deus tem chamado homens e mulheres para abençoar Seu povo.

No século 21 muita coisa tem mudado: igrejas querem dinheiro, não poder do Espírito; santuários cheios de pessoas, mas não de poder; animação, mas não renovação.

A liderança há de ter visão.



A LIDERANÇA E A PALAVRA DE DEUS
ESTUDO SOBRE A IGREJA
TEOLOGIA GRÁTIS PARA TODOS


WWW.CGADOB.COM.BR

www.fatebra.com.br

A liderança cristã não pode prescindir de utilizar a Bíblia Sagrada como fonte de reflexão, de meditação, de discipulado e caminho de vida. O desenvolvimento do Salmo 119 bem o demonstra. Afinal, a Bíblia se evidencia Palavra de Deus nas profecias e cumprimentos, em mostrar o ser humano em sua realidade e pelos seus efeitos na vida do homem que é transformado em discípulo de Jesus Cristo.

Por essa razão, há o líder de nela meditar (Sl 1.1,2), de nela viver (v.3) e conhecê-la para crescer em graça (v.3).

COMO A PALAVRA DE DEUS TEM SIDO DESAFIADA


  • A proposta de um evangelho para o Terceiro Milênio.

Exemplo típico deste desafio à Escritura Sagrada e o seu ensinamento é o feito por Huáscar Terra do Valle em seu Tratado de Teologia Profana. No capítulo em que trata de "Além do Bem e do Mal", Valle explica que a moral do judaísmo se resume na expressão "Olho por olho, dente por dente", buscando provar com tal exposição que o Deus dos hebreus, é mau e vingativo. Javé é colocado no mesmo nível de Marduque dos babilônios, de Baal dos fenícios e outros deuses semitas. Civilizado é, no seu entender, o Zoroastrismo que prega a eterna luta entre o bem e o mal (Ormuz e Arimã) e a presença de Mitra, encarregado de ajudar o ser humano a lutar pelo bem.

Chega esse pensador à conclusão que a figura de Deus vem do fundo do inconsciente, referindo-se ao comando instintivo dos genes. Há uma tremenda carga emocional que inspira profundo respeito e é codificada para o entendimento do consciente como Deus onipotente, criador, etc. Expressão dessa carga emocional é o misticismo. Religião, diz ele, é uma adoração da própria raça, que são os genes, ou na figura de Deus ou na imagem dos ancestrais.



Pecado é a desobediência aos mandamentos dos genes, sendo, a rigor, um conceito tribal.

  • A proposta de uma nova moral.

Tratando-se de uma nova moral para o Terceiro Milênio, não se pode negar a sobrevivência do mais apto, ou seja, daquele que soubesse compatibilizar os interesses do indivíduo com os da sociedade. As religiões nada fizeram para melhorar os padrões de moralidade da sociedade como um todo, visto que vivem confinadas em suas próprias doutrinas, e consideram os elementos de outras religiões como gentios ou pagãos.

A nova moral, como a nova religião, tem que ser universal excluindo apenas um grupo, os fanáticos. A idéia de Deus não é indispensável para um comportamento moral. A proposta é a de um código de ética baseado na ciência, pois a Astronomia mostra a insignificância do ser humano no universo; a Biologia, a Genética, a Teoria da Evolução e a Sociobiologia de mostram que o ser humano não foi criado à semelhança de Deus, e sim do macaco e de outros animais. Valle declara não acreditar em outra vida, por isso o céu deve ser procurado nesta, evitando, também que a vida se transforme em um inferno. O destino do ser humano é entregar aos descendentes os genes que recebeu dos antepassados, o que o transforma em uma máquina de sobrevivência apenas.



  • Igreja

É a prostituição da religião. A verdadeira religião consiste em agir desinteressadamente, visando ao bem da coletividade, e não, entre outras coisas, citar a Bíblia, fazer sermões de duvidosa sinceridade, ou pagar o imposto do céu (o dízimo). Por isso, prescinde de Deus. O sentimento religioso pode ser transmitido de várias maneiras, sobressaindo-se a música, que é emoção pura. O arrebatamento religioso poderá vir por meio dela.

É PRECISO...

  • Resgatar o senso da soberania e majestade de Deus.

Ou seja, um conceito adequado de Deus e da sua doutrina. Porque homens e mulheres levaram Deus a sério, foram escolhidos para altas missões (Gn 6.9; 7.1; 12.1-3; Is 6.1ss); tiveram visões (2Rs 6.17; Ez 1); foram mães de grandes homens (1Sm 1.1ss; Jz 13.2,3; Lc 1.1ss). Deus não é algo, uma força ou uma influência. Mas, ensina a Escritura e a nossa própria experiência, uma Pessoa com quem podemos manter comunhão.

O Nome e o toque de Deus. O Deus à minha imagem e semelhança: o Deus Papai Noel, o Deus da Arte, o Deus-que-me-obedece, o Deus utilitário.

Quem é Deus? É o Deus único (Is 45.22; Dt 6.4); é o Deus que está presente (Ez 48.35); é o Deus Vivo, Santo e Verdadeiro.


  • Resgatar o senso da messianidade e da obra de Jesus Cristo.

A doutrina de Cristo, no Cristianismo, dá significado a todas as outras (Revelação, o Ser Humano, Igreja, Escatologia, etc.) Uma pergunta tão antiga quanto o evangelho é "Quem dizem os homens que eu sou?" (Lc 9.18,19).
* "O Homem Perfeito"
* "O Homem Ideal", modelo dos outros
* "A mais bela alma que jamais existiu" (Auguste Sabatier, filósofo francês)
* "Curvo-me diante de Jesus Cristo como diante da revelação divina do princípio supremo da moralidade" (Goethe)
* "Um grande mestre"
* "(Jesus com) seu perfeito idealismo, é a mais alta regra da vida, a mais destacada e a mais virtuosa. Ele criou o mundo das almas puras..." (Ernest Renan)
* "(foi Jesus quem) pôs à luz, pela primeira vez, o valor de cada alma humana e ninguém pode desfazer o que ele fez" (Harnack).

Pedro faz a confissão de fé evangélica ao dizer "o Cristo, o Filho do Deus Vivo" (Mt 16.16).

Um modo de reconhecer os atributos de Jesus Cristo é examinar os seus títulos no Novo Testamento:
Jesus ("Salvação do Senhor"),
Cristo ("Ungido"),
Senhor, Verbo ou Palavra, etc.


  • Resgatar o valor da Escritura Sagrada como norma de vida

Os estandartes da Reforma: Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura. O propósito da Bíblia Sagrada e dos seus registros: para que homens e mulheres venham a crer (Jo 20.31) e os crentes cresçam (1Pe 2.2,3).

A Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4.12), e penetrante e apta.



Livros sugeridos
BLANCHARD, John. Aceptado por Dios. Edinburgh, El Estandarte de la Verdad, 1974. Trad. J.M. Blauch. 128 p.
BROWN, Lavonn D. Truths that Make a Difference. Nashville, Convention Press, 1980.
CHRISTIAN, C.W. Shaping your Faith. Waco, Word, 1973.
KNUTSON, Kent S. His Only Son Our Lord. Minneapolis, Augsburg, 1966.
LAMEGO, Maria J.R. e RAHM, Haroldo. Eu Sou Quem Sou. SP, Loyola, 1976.82 p.
NEILL, Stephen. Quem é Jesus Cristo? Rio, Confederação Evangélica do Brasil, 1961. Trad. L. A Caruso
SNOWDEN, Rita. Christianity Close to life. Glasgow, Collins, 1978. 57 p.
VALLE, Huáscar Terra do. Tratado de Teologia Profana. SP, Alfa Ômega, 1998. 349 p.

A missão da igreja na confrontação com a opressão espiritual
ESTUDO SOBRE A IGREJA
TEOLOGIA GRÁTIS PARA TODOS


WWW.CGADOB.COM.BR

www.fatebra.com.br

Introdução
A Palavra de Deus nos informa, de modo claro, sobre a existência de seres espirituais classificados em ambos os Testamentos como demônios, espíritos maus, espíritos familiares e espíritos imundos, atestando não apenas a existência como também a atuação devastadora destes em relação a criação, sempre em contrariedade a santidade de Deus.

O próprio Senhor Jesus ensinou sobre os demônios e dedicou grande parte do seu ministério para libertar os possessos, os perturbados de espírito e os lunáticos. Os evangelhos estão repletos de narrativas sobre o confronto direto de Jesus com estes seres espirituais.

Vivemos em um país assolado pela atuação satânica e pela fomentação da feitiçaria, da magia e da idolatria, que é uma maneira sutil de se cultuar a satanás. Tais práticas estão arraigadas em nosso imaginário devido ao fato de que os índios que aqui viviam eram animistas (cultuavam a natureza) e a introdução da idolatria por parte dos colonizadores, o que gerou em nós um sincretismo favorável à disseminação do ocultismo, da feitiçaria, do espiritismo, do espiritualismo e de tantas outras armadilhas diabólicas introduzidas pelos cultos afros aqui aportados com os escravos e que hoje constituem a essência do sentimento religioso brasileiro.

Faz-se necessário e relevante um estudo desta natureza justamente pelo fato de que não podemos estar desinformados e despreparados para as confrontações espirituais que nos sobrevêm. Os demônios nos atacam e em particular, atacam com maior opressão aqueles cristãos que buscam crescimento espiritual e que se dedicam à oração.

Nossa cidade vive sob o estigma da idolatria católica, do espiritismo kardecista (mesa branca) e da Maçonaria, que arregimentam considerável parcela da população, sofrendo ainda, em menor escala, a opressão decorrente do baixo espiritismo (Candomblé, Umbanda, e Quimbanda) e da Cartomancia, da Quiromancia, da Astrologia e do esoterismo difundido pelas Seitas Orientais e pela Nova Era. Vivemos em campo minado.

Nossa cidade é oprimida e subjugada por principados e potestades e, por isso, devemos estar devida e biblicamente preparados para a batalha espiritual que devemos travar contra o reino das trevas, a fim de libertarmos a nossa gente das garras do diabo.

Esta é a razão pela qual estudaremos, durante este mês, sobre a Missão da igreja e a confrontação com a opressão espiritual.

Não pretendemos esgotar o assunto, mas temos como objetivo de auxiliar os oprimidos com a libertação, incentivar os medrosos a criarem resistência espiritual para a vitória e confrontar os incrédulos em relação ao tema para que creiam na Palavra de Deus, não apenas nos demônios.



I - O diabo existe:

A existência de Satanás é ensinada em sete livros do Antigo testamento - Gênesis, 1 Crônicas, Jó, Salmos, Isaías, Ezequiel e Zacarias, bem como por todos os autores do Novo Testamento e, principalmente, por Jesus. Das vinte e nove passagens sobre o diabo nos Evangelhos, vinte e cinco são citações do próprio Senhor Jesus.

A partir de relato bíblico sabemos que Satanás tem características de uma personalidade, podendo falar e planejar, sendo tratado sempre com pronomes pessoas e sendo apresentado como um ser moralmente responsável, Jó 1.6-12; Mateus 4.1-12 e Apocalipse 20.10.

A Bíblia registra a atuação do inimigo na realidade experiencial da humanidade desde os primórdios da humanidade, Gênesis 3.1; 4 e 13. É bem verdade que o nome diabo não aparece no texto. No original a palavra é "serpente", que é traduzida em outras passagens como "o acusador". Sabemos que o ocorrido em Gênesis 3 foi atuação do diabo quando comparamos a narrativa com a sua atuação na tentação de Jesus, registrada em Mateus 4.1-11, pois a estratégia foi a mesma; concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida.

Na verdade, a Bíblia se refere a Satanás como um ser espiritual criado por Deus. Até Gênesis 3, o Texto Sagrado assevera que toda a criação era muito boa, Gênesis 1.31, o que inclui os anjos maus que um dia foram como os bons, mas pecaram e perderam o privilégio de servir a Deus. Isto significa dizer que mesmo no mundo espiritual criado por Deus não existiam os demônios, que são anjos que pecaram e que se tornaram maus e que hoje continuamente praticam o mal no mundo.

Satanás é descrito no Texto Sagrado como o ser angelical que, movido por soberba e desejo de usurpação, se rebelou contra Deus, mas que antes do pecado esteve presente no Éden, o Jardim de Deus, sendo considerado como o "selo da perfeição" e "perfeito em formosura", que "vivia no monte de Deus" e que era "querubim da guarda ungido" pelo próprio Deus.

A despeito de todas estas qualidades, achou-se iniqüidade em seu coração e o seu interior se encheu de violência e de pecado, o que o levou a ser expulso da presença de Deus e lançado sobre a Terra e tornado em cinza diante dos olhos dos que o contemplavam, como lemos em Ezequiel 28.1-3 e 11-20, que por inferência hermenêutica e consenso teológico é admitida como sendo a mais objetiva narrativa sobre a criação e destituição do diabo. O texto na realidade fala de Itabol II, rei de Tiro, mas apresenta as mais precisas informações sobre Satanás.

Outros textos ricos em informações sobre o diabo e sua queda são Isaías 14.3-23, em uma profecia contra a Babilônia, mas que é, na verdade, uma alusão clara a Satanás, e 2 Pedro 2.4, juntamente com Judas verso 6 e Apocalipse 12.7-11, que confirmam a queda e o abismo espiritual dos demônios, Mateus 25.41.

Depois da queda Satanás constituiu-se em inimigo de Deus e tornou-se um mentiroso, o pai da mentira conforme Jesus, procurando sempre matar, roubar e destruir as obras e as criaturas de Deus, João 8.44 e 10.10.

Satanás, que significa adversário, é o nome mais usado para se referir ao diabo na Bíblia, aparecendo 52 vezes. Depois vem o termo diabo, derivado do Diábolos, que significa acusador ou caluniador, que é usado 35 vezes. Também vemos aparecer nomes como maligno, inimigo, grande dragão, Belzebu, serpente, Belial, homicida, pecador e tentador, ou expressões como "o príncipe dos demônios", "aquele que está no mundo", "o deus deste século", "o enganador de todo o mundo", "o príncipe das potestades do ar", "o poder das trevas" e "o espírito que opera nos filhos da desobediência", Mateus 4.3, 12.24 e 27, 13.19 e 38-39; Marcos 3.22; Lucas 11.15 e 19; João 8.44; 2 Coríntios 6.15; 1 Tessalonicenses 3.5; 1 João 2.13, 3.8 e 12 e 5.18; 1 Pedro 5.8 e Apocalipse 12.3 e 9.

Todos estes nomes indicam um pouco do caráter e da atividade do diabo que, como indica os seus nomes, está empenhado na oposição a Deus e à obra de Cristo, juntamente com os demônios que realizam seu trabalho no mundo e infligindo tentação, engano e as mais diversas doenças a fim de impedir o progresso espiritual do povo de Deus.

EmEfésios 6.10-20, o Texto Sagrado assevera sobre a confrontação com os principados e potestades, ou seja, com os demônios, quando o apóstolo Paulo alerta a igreja sobre a necessidade do revestimento da armadura de Deus para o combate. O texto fala das "ciladas do diabo", vs. 11,onde ciladas, methodeías no original, pode significar a astúcia, os planos, os esquemas ou os estratagemas que visam destruir a igreja.

Vemos também que há uma luta, ou seja, uma disputa que exige preparo, força e coragem. Não podemos sair de peito aberto, sem o devido preparo, para o confronto. Lutamos contra principados e potestades. Principado é uma espécie de autoridade superior sobre grandes regiões e muitíssimos seres e potestades são autoridades subordinadas que exercem funções específicas.

Lutamos contra os dominadores deste mundo, kosmkrátoras, que é a figura é de um governante mundial que se auto-arroga o deus salvador, mas que atua motivado pela malignidade de suas intenções. Também lutamos contra as hostes espirituais da iniqüidade, que são seres espirituais malignos que constituem as forças do mal, que metaforicamente retratam um exército opositor liderado pelo próprio maligno, o diabo.

Destas passagens e seus ensinamentos, concluímos que o diabo existe e que está atuante no mundo, habitando nos lugares celestiais, mas também rodeando a terra e os filhos de Deus, exercendo o controle geral sobre o sistema mundano, Zacarias 3.1 e 1 Pedro 5.8. Duvidar da sua existência é o mesmo que desacreditar da Palavra de Deus.

II - Até que ponto vai o poder de Satanás?

Há muita confusão sobre este tema devido ao ensinamento errôneo praticado nas igrejas históricas, principalmente nas tradicionalistas, que propala que Satanás é onipresente e onisciente, não sendo apenas onipotente. Isto é um absurdo e uma prova irrefutável de ignorância quanto a Palavra de Deus.

Tal ensinamento se constitui em um grave erro, um absurdo devastador, servindo como uma prova irrefutável da ignorância quanto a Palavra de Deus, bem como da negligência em relação à instrução bíblica que graça nos arraiais tradicionalistas, que muitas vezes se serve desta ignorância para o embasamento e a prevalência da relativização ética.

A história de Jó deixa claro que Satanás só podia fazer o que Deus lhe permitia, Jó 1.12 e 2.6, e em Judas 6 temos a declaração de que os demônios são mantidos em "algemas eternas", podendo os cristãos lhes resistir por intermédio da autoridade que Cristo nos outorgou em seu nome, Lucas 9.1 e Tiago 4.7.

Além disso, o poder dos demônios é limitado. Depois de se rebelarem contra Deus já não têm o mesmo poder que tinham quando eram anjos, pois o pecado é uma influência debilitante e destruidora. O poder dos demônios, embora significativo, é menor que o dos anjos, Daniel 10.

Através de toda a Bíblia o poder de Satanás é demonstrado como sujeito à vontade passiva de Deus. A limitação do poder de Satanás é indicada pela primeira vez na Bíblia no julgamento de Deus sobre ele em Gênesis 3.14-15, quando ele foi condenado a uma existência desesperada na qual falharia repetidamente em seus intentos contra os filhos de Deus. Satanás foi ferido mortalmente por Jesus na vitória obtida na cruz, 1 Coríntios 15.20. Não podemos subestimar o poder de Satanás que, embora limitado, é extremamente perigoso, mas devemos ter em mente que Satanás não é onipotente.

No campo do conhecimento, não devemos pensar que os demônios conseguem prever o futuro, ler a nossa mente ou conhecer os nossos pensamentos. Em muitas passagens do Antigo Testamento, o Senhor se distingue como o Deus verdadeiro, em oposição aos falsos deuses das nações, pelo fato de só ele conhecer e anunciar as coisas que ainda não sucederam, ou seja, o futuro, Isaías 46.9-l0. Nem mesmo os anjos não sabem o tempo da volta de Jesus, Marcos 13.32, e as Escrituras tampouco indicam que eles ou os demônios saibam qualquer coisa sobre o futuro.

Com relação aos nossos pensamentos, a Bíblia nos diz que Jesus conhecia os pensamentos das pessoas, Mateus 9.4 e 12.25; Marcos 2.8; Lucas 6.8 e 11.17, e que Deus conhece os nossos pensamentos, Gênesis 6.5; Salmo 139.2, 4 e 23; Isaías 66.18, mas não há indicação de que anjos ou os demônios possam conhecê-los.

Vale ressaltar o que disse Daniel ao rei Nabucodonozor, deixando bem claro que ninguém que falasse segundo qualquer outro poder senão o do Deus do céu, poderia interpretar com precisão o que ele havia sonhado, Daniel 2.27-28.

É possível explicar relatos de feiticeiros, médiuns, curandeiros e adivinhadores que, sob influência demoníaca, sãos capazes de dar detalhes precisos da vida de uma pessoa pela compreensão de que os demônios observam o que acontece no mundo, tirando conclusões dessas observações. Um demônio pode saber o que comi no café da manhã simplesmente porque me viu comer. Pode saber o que eu disse numa conversa telefônica particular porque ouviu a conversa.

Os cristãos não devem temer caso se deparem com membros de seitas ocultistas ou de falsas religiões, que pareçam exibir estranhos e secretos conhecimentos. Como não passam do resultado da observação, esses conhecimentos não provam que os demônios podem ler os nossos pensamentos. Nada na Bíblia nos leva a pensar que eles têm esse poder. Conclui-se então que Satanás não é onisciente.

Outra questão que muito preocupa os cristãos diz respeito a suposta onipresença de Satanás. Este é outro conceito errôneo que se perpetuou a partir da generalização que fazemos do nome diabo. Diabo ou Satanás é o nome dado pelas Escrituras para o chefe dos demônios.

Os demônios são os anjos caídos que, como súditos fiéis, realizam o trabalho maligno de Satanás no mundo. Satanás não é onipresente. Ele depende e se serve dos demônios para realizar os seus intentos destruidores. Satanás é um ser criado por Deus e comparece pessoalmente perante o Criador, Jó 1.6-7 e 2.1, depois de passear e de rodear a Terra, nunca depois de estar presente em toda parte ao mesmo tempo.

Embora não devamos subestimar o poder de Satanás, como veremos em seguida, devemos ter em mente que a verdade bíblica nos assegura que só Deus é onisciente, onipotente e onipresente.

III - Não devemos subestimar o diabo:

Mark Bubeck, em seu livro "Vencer o Adversário", afirma que "sempre que Satanás aparece nas Escrituras, há uma aura de extraordinário poder em torno dessa criatura decaída. A Bíblia parece dar a entender que Deus jamais criou outro ser tão poderoso quanto Satanás".

Por esta razão, não é biblicamente correto e nem mesmo muito racional duvidar da existência e do poder do diabo, bem como ridicularizar a sua atuação destrutiva no mundo e na igreja, 2 Coríntios 2.10-11.

Sabemos que Satanás não é invencível e que ele já está vencido, Hebreus 2.14. Mas relatos como Daniel 10 e Judas verso 9, entre outros, nos mostram que não podemos subestimar o inimigo, como fazem alguns cristãos atualmente.

A Palavra de Deus ensina que o diabo se comporta como um leão feroz que ruge em busca de alguém que possa devorar, 1 Pedro 5.8. A figura utilizada por Pedro é muito sugestiva e indica a intenção objetiva do diabo de engolir ou de devorar os servos de Deus. Os termos usados no original se referem à impossibilidade de se recuperar os que são tragados por este leão devastador.

O próprio Senhor Jesus jamais subestimou ou desdenhou o diabo. Vemos em João 12.31-32 e 14.30, que Jesus se refere ao diabo como sendo o "príncipe deste mundo", admitindo-o como o governante superior sobre o cosmos. Jesus utilizou a mesma palavra que Paulo utiliza para se referir aos principados em Efésios 6.12.

Em 2 Coríntios 4.4, Paulo intitula o diabo como sendo o "deus deste mundo". Esta designação se refere ao supremo poder do diabo em influenciar o mundo e ao corromper os sistemas sociopolíticos, bem como as instituições sociais, incitando a humanidade em oposição contra o Deus único e verdadeiro e almejando a adoração de todos os que se recusam a adorar ao Senhor da glória.

Por esta razão, a atividade e o poder de Satanás devem ser levados a sério, visto que o tormento causado pelos espíritos malignos é uma experiência extremamente dolorosa. Se o diabo conseguir obter o domínio total da mente da pessoa que o subestima, de certo a induzirá a um estado alarmante de incredulidade em relação a sua atuação no mundo, acorrentando esta pessoa na dor e no desespero de não visualizar a vitória de Cristo em sua vida. Infelizmente, ao subestimar o diabo, muitos cristãos brincam com o poder demoníaco sem saber que estão plantando sementes da desgraça.

O verdadeiro problema em se subestimar o diabo e seu poder é que nesta atitude está implícita a imaturidade espiritual do cristão. Isto é um problema sério, visto que maturidade em Cristo é elemento fundamental para a vitória na guerra espiritual.

Satanás se opõe a nossa maturidade espiritual e fará de tudo para que não reconheçamos a sua natureza, o seu caráter e o seu poder, pois enquanto ele nos mantiver nesta ignorância, também nos manterá acorrentados na incompreensão do que somos em Jesus, pelo Espírito Santo, e do poder que temos em nome de Cristo para derrota-lo. Enquanto o diabo nos mantiver confundidos e cegos na atitude de subestima-lo, não conseguiremos enxergar que as cadeias que uma vez nos prenderam foram quebradas por Cristo, 1 Coríntios 15.54-57 e 1 João 3.7 e 8.

Nossa vitória e o nosso poder contra o diabo está em Cristo, João 12.32 e Colossenses 2.15. Não são prudentes e nem sábias algumas conotações que se têm dado ao diabo em determinados cultos e cânticos evangélicos, atualmente, visto que tais afirmações e determinações denotam claramente que a "teologia" expressa subestima a Satanás. Uma atitude desta natureza, na verdade, não expressa uma Teologia consistente e coerente com a Palavra de Deus, mas sim um teologismo niilista em relação a Satanás. O teologismo é uma fonte abundante e perene de heresias que presta valiosíssimo serviço ao inferno e que faz com que as pessoas prossigam para a perdição pensando que caminham para o céu.

O cuidado que devemos tomar neste caso é por que Satanás não se importa em qual direção ele possa perverter a verdade. Seu único interesse é que os cristãos e a igreja passem a agir com base em seus enganos, e não com base na Palavra de Deus.



Baixar 1.26 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   24




©bemvin.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Prefeitura municipal
santa catarina
Universidade federal
prefeitura municipal
pregão presencial
universidade federal
outras providências
processo seletivo
catarina prefeitura
minas gerais
secretaria municipal
CÂmara municipal
ensino fundamental
ensino médio
concurso público
catarina município
Dispõe sobre
reunião ordinária
Serviço público
câmara municipal
público federal
Processo seletivo
processo licitatório
educaçÃo universidade
seletivo simplificado
Secretaria municipal
sessão ordinária
ensino superior
Relatório técnico
Universidade estadual
Conselho municipal
técnico científico
direitos humanos
científico período
espírito santo
pregão eletrônico
Curriculum vitae
Sequência didática
Quarta feira
prefeito municipal
distrito federal
conselho municipal
língua portuguesa
nossa senhora
educaçÃo secretaria
segunda feira
Pregão presencial
recursos humanos
Terça feira
educaçÃO ciência
agricultura familiar