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O PADRÃO BÍBLICO DE AVIVAMENTO
ESTUDO SOBRE A IGREJA
TEOLOGIA GRÁTIS PARA TODOS


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Qual o padrão bíblico de avivamento? Os avivamentos bíblicos oferecem alguma coordenada para a renovação da igreja evangélica no Brasil de hoje?

Estas são algumas das perguntas que procuraremos responder no decorrer desse estudo.

I - O significado bíblico do termo "Avivamento":

1.1. No Antigo Testamento:
O verbo hebraico hyh (avivar) tem o significado primário de "preservar" ou "manter vivo". Porém, "avivar" não significa somente preservar ou manter vivo, mas também purificar, corrigir e livrar do mal. Esta é uma conseqüência natural em toda vez que Deus aviva. Na história de cada avivamento, dentro ou fora da Bíblia, lemos que Deus purifica, livra do mal e do pecado, tira a escória e as coisas que estavam impedindo o progresso da causa (1).


O verbo "avivar", em suas várias formas (2), é usado mais de 250 vezes no Antigo Testamento, das quais 55 vezes estão num grau chamado piel. Um verbo nas formas do Piel expressa uma ação ativa intensiva no hebraico. Neste sentido, o avivamento é sempre indicado como uma obra ativa e intensiva de Deus. Alguns exemplos de sua ocorrência são as clássicas orações de Davi, como esta: "Porventura, não tornarás a vivificar-nos (3), para que em ti se regozije o teu povo?" (Sl 85.6) (4), e da clássica oração do profeta Habacuque: "Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia" (Hc 3.2).

1.2. No Novo Testamento:
Encontramos no Novo Testamento grego um conjunto de palavras que expressam o conceito básico de avivamento. São elas: 'egeíro, 'anastáso, 'anázoe e 'anakaínoo. Outras palavras gregas comparam o avivamento ao reacender de uma chama que se apaga aos poucos (cf. 'anazopyréo em 2 Tm 1.6) ou uma planta que lança novos brotos e "floresce novamente" (cf. 'anaphállo em Fp 4.10).


No Novo Testamento grego as palavras supracitadas aparecem, no contexto de avivamento, apenas sete vezes, embora a idéia básica de avivamento seja sugerida com mais freqüência. Uma possível explicação para o uso escasso dos termos, em comparação ao Antigo Testamento, é que o Novo cobre apenas uma geração, durante a qual a Igreja Cristã desfrutou, na maior parte do tempo, um grau incomum de vida espiritual.

II - O que não é avivamento bíblico:

Antes de falarmos sobre avivamento bíblico, propriamente dito, acreditamos ser de grande ajuda uma abordagem, mesmo que rápida, do que não é o padrão bíblico de avivamento.

O Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu livro AVIVAMENTO URGENTE, apresenta sete interessantes razões sobre o que não deve ser entendido como avivamento de verdade. Sou devedor ao dileto colega por suas pertinentes observações. Transcrevo-as quase que na íntegra.

2.1. Avivamento não é um programa
agendado pela igreja.
Avivamento não é ação da igreja, mas de Deus. Avivamento é obra soberana e livre do Espírito Santo. A igreja não promove e nem faz avivamento. A igreja não é agente de avivamento. A igreja não agenda e nem programa avivamento. A igreja só pode buscar o avivamento e preparar o caminho da sua chegada. A igreja não produz o vento do Espírito, ela só pode içar suas velas em direção a esse vento.

A soberania de Deus, no entanto, não anula a responsabilidade humana. O avivamento jamais virá se a igreja não preparar o caminho do Senhor (5). O avivamento jamais acontecerá se a igreja não se humilhar. Sem oração da igreja, as chuvas torrenciais de Deus não descerão. Sem busca não há encontro. Sem obediência a Deus, jamais haverá derramamento do Espírito. Contudo, quem determina o quando e o como do avivamento é Deus. Ele é soberano. David Brainerd orou vários anos pelo avivamento entre os índios peles vermelhas no século XVIII. Aquele jovem, ajoelhado na neve, suava de molhar a camisa, em agonia de alma, em oração fervente, em favor daqueles pobres índios. Quando o seu coração parecia desalentado e já não havia prenúncios de chuva da parte de Deus, o Espírito foi poderosamente derramado e os corações se dobraram a Cristo aos milhares.

2.2. Avivamento não é mudança doutrinária.
Cometem ledo engano aqueles que querem descartar a teologia e desprezar a doutrina na busca do avivamento. Desprezar a doutrina é dinamitar os alicerces da vida cristã. Desprezar a doutrina é querer levantar um edifício sem lançar o fundamento. Desprezar a doutrina é querer por um corpo de pé e em movimento sem a estrutura óssea.


Não há vida piedosa sem doutrina. A doutrina é a base da ética. A teologia é mãe da ética. "Assim como o homem crê no seu coração, assim ele é" (Pv 23.7).

Vida sem doutrina gera misticismo e experiencialismo subjetivista. Avivamento sem doutrina é fogo de palha, é movimento emocionalista, é experiencialismo personalista e antropocentrista. Deus tem compromisso com a verdade e a sua Palavra é a verdade e todo avivamento precisa estar fundamentado na Palavra. O avivamento precisa estar norteado pelas Escrituras e não por sonhos e visões. Precisa estar dentro das balizas da Bíblia e não dentro dos muros de revelações subjetivistas, muitas vezes feitas na carne.

2.3. Avivamento não é mudança litúrgica.
Muitos crentes confundem avivamento com forma de culto, com liturgia animada, com coreografia e instrumental aparatoso.


Louvor não é encenação. Não é mimetismo. Não é ritualismo. Não é emocionalismo. Não é apenas seguir formas pré-estabelecidas, como bater palmas, dizer aleluia, amém e levantar as mãos. Louvor não é pululância, gingos e dança (6). Louvor que apenas levanta as mãos para o alto, mas não as estende para o necessitado não agrada a Deus. A Bíblia ordena levantar mãos santas ao Senhor, num gesto de rendição e entrega (I Tm 2.8). Louvor em que a pessoa apenas saltita e pula, mas não vive em santidade, é ofensa a Deus. Louvor que apenas verbaliza coisas bonitas para Deus, mas não leva Deus a sério na vida é fogo estranho diante do Senhor.

Louvor que não produz mudança de vida, quebrantamento, obediência e não leva as pessoas a confiarem em Deus, não é louvor, é barulho aos ouvidos de Deus. Assim diz o Senhor: "Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras" (Am 5.23).

Hoje estamos vivendo a época dos shows evangélicos, dos show-men, dos animadores de programas religiosos, do "rock evangélico", das músicas badaladas por um ritmo sensual.

Mais do que nunca é preciso tocar a trombeta em Sião e condenar a idéia de que precisamos imitar o mundo para atrair o mundo. A música do mundo tem entrado nas igrejas, para vergonha nossa e para derrota nossa. O louvor que agrada a Deus precisa ser em espírito e em verdade. O louvor precisa ser bíblico, senão é fogo estranho. Davi, no Salmo 40, versículo 3, fala-nos sobre as balizas do louvor que agrada a Deus: "E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão estas coisa, temerão e confiarão no Senhor". Primeiro, vemos a origem deste cântico: "E me pôs nos lábios". Este louvor vem de Deus e não do homem. Segundo, vemos a natureza deste cântico: "E me pôs nos lábios um novo cântico". Não é um novo de edição, mas novo de natureza. É um cântico que expressa a marca da sua nova vida, liberta do tremendal de lama (v2). Terceiro, vemos o objetivo deste cântico: "... Um hino de louvor ao nosso Deus". Este cântico não é para entreter ou agradar o gosto e preferência das pessoas. Este cântico vem de Deus e volta para Deus. Deus é o seu alfa e o seu ômega. Quarto, vemos o resultado deste cântico: "Muitos verão estas coisas, temerão e confiarão no Senhor". O louvor bíblico leva as pessoas a temerem a Deus, a confiarem em Deus. O verdadeiro louvor leva as pessoas a se voltarem para Deus.

O louvor não é um espaço da liturgia. Louvor é a totalidade da vida. "Bendirei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios" (Sl 34.1).

À luz destas coisas, é preciso dizer que avivamento não é mudança litúrgica, é mudança de vida. Avivamento não é histeria carnal, é choro pelo pecado. Deus não procura adoração. Ele procura adoradores.

Todavia, é preciso dizer que, embora o avivamento não seja mudança de liturgia, todo avivamento mexe com a liturgia. O avivamento desinstala a liturgia ritualista, cerimonialista, formalista, fria e morta e põe em seu lugar uma liturgia viva, alegre, ungida, onde há liberdade do Espírito, sem abandonar a ordem e a decência. Em épocas de avivamento, a liturgia é desingessada e o povo com alegria e liberdade do Espírito adora a Deus, em espírito e em verdade, sem regras rígidas pré-estabelecidas. Cada culto é um acontecimento singular, novo, onde há abertura para o que Deus deseja falar e fazer com o seu povo.

Hoje existem muitos cultos solenes, aparatosos, pomposos, mas estão mortos. Disse J. I. Packer no seu livro "Na Dinâmica do Espírito": "Não há nada mais solene do que um cadáver. Há cultos solenes que estão mortos". Embora o avivamento não seja mudança litúrgica, todo avivamento muda a liturgia, tornando-a bíblica, alegre, ungida, dirigida pelo Espírito de Deus. Devemos clamar como os puritanos: "Queremos liturgia pura".

2.4. Avivamento não é uma ênfase carismática unilateral.
Muitas pessoas hoje estão limitando o avivamento a milagres, curas e exorcismos, sem observarem a abrangência global da doutrina pneumatológica. Este é um sério perigo. Toda vez que super-enfatizamos uma verdade em detrimento de outra, nós produzimos deformações e distorções nesta verdade.


Deus pode e faz maravilhas, curas e prodígios extraordinários quando Ele quer. Ele é soberano. Ninguém pode deter a sua mão. Ninguém pode ser o conselheiro de Deus. Ninguém pode instruir a Deus e dizer o que Ele pode e o que Ele não pode fazer. Ninguém pode obstaculá-lo nem ensinar-lhe qualquer coisa. Ele faz tudo quanto Ele quer, como quer, onde quer, quando quer, com quem quer. "Ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade" (Ef 1.11). Ele não obedece à agenda dos homens. Ele não se deixa pressionar. Ele é livre.

Entretanto, esta não é a ênfase do avivamento. A igreja hoje está correndo mais atrás de sinais do que atrás de santidade. A igreja hoje empolga-se mais com milagres do que com vida cheia do Espírito. A igreja hoje anseia mais as bênçãos de Deus do que o Deus das bênçãos. A igreja hoje busca mais uma vida antropocêntrica do que teocêntrica.

Avivamento não é efervescência carismática. Uma igreja pode ter todos os dons sem ser uma igreja avivada. Avivamento não é conhecido pelos dons do Espírito, mas pelo fruto do Espírito.

A igreja de Corinto possuía todos os dons, todavia, era uma igreja imatura e bebê espiritualmente. Naquela igreja profundamente carismática, havia divisões, cismas, brigas, partidos, contendas, imoralidade e irmãos levando outros irmãos aos tribunais mundanos. Havia falta de compreensão acerca do casamento e da liberdade cristã. Naquela igreja a ceia do Senhor estava sendo incompreendida, os dons estavam sendo usados erradamente, a ressurreição dos crentes estava sendo negada, e a cooperação financeira com os pobres negligenciada.

É verdade que, em épocas de avivamento, os dons são buscados e exercidos para a glória de Deus e a edificação da igreja, mas a ênfase carismática não é sinônimo de avivamento.

2.5. Avivamento não é modismo.
Muitos crentes, por desconhecimento, se posicionam contra o avivamento porque acham que ele é a mais nova onda da igreja. Acham que avivamento é uma coqueluche moderna e uma inovação sem nenhum respaldo bíblico e histórico.


Certamente, aqueles que assim pensam não estudam com critério a Bíblia nem a história da igreja. Os pontos culminantes da igreja aconteceram em épocas de avivamento. Desde o Antigo Testamento que esta é uma verdade incontestável. É só olhar para os grandes despertamentos na época de Ezequias, de Josias e de Neemias. É só ver o grande avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. É só ver o que Deus fez na Reforma do Século XVI, na Inglaterra, no século XVIII e em outros grandes avivamentos da história. Certamente, avivamento não é uma onda, não é um modismo. Ele possui firmes lastros históricos. Ele é nossa herança e nosso legado e deve continuar sendo nossa aspiração e nossa busca constante.

2.6. Avivamento não é uma visão
dicotomizada da vida.

Muitas pessoas, quando começam a buscar avivamento, saem da realidade e enclausuram-se nos castelos inexpugnáveis de uma espiritualidade isolada e monástica. Tornam-se tão "espirituais" que já não sabem mais conviver com a vida, isolam-se, fazendo da vida uma caverna de fuga. Querem sair do mundo em vez de serem guardados do mal. Dividem a vida entre sagrado e profano, corpo e alma, matéria e espírito. Acham que Deus está interessado apenas nas coisas espirituais. Acham que Deus só olha para a vida de trabalho na igreja, sem observar os negócios, a família, o trabalho, os estudos e a vida do dia-a-dia com o mesmo interesse.


Esta não é a visão bíblica nem a visão do verdadeiro avivamento. Tudo em nossa vida é vazado pelo sagrado. Toda a nossa vida é cúltica. Todo o nosso viver é litúrgico. O grande avivalista John Wesley lutou pelas causas sociais na Inglaterra ao mesmo tempo que pregou sobre avivamento. Finney pregou ardorosamente contra a escravidão nos EUA no século passado ao mesmo tempo que foi o maior avivalista do seu país. João Calvino atacou com veemência os juros extorsivos em Genebra. O avivamento sempre traz profundas mudanças políticas, econômicas, sociais e morais. O avivamento não leva a igreja à fuga, mas ao enfrentamento.

2.7. Avivamento não é campanha de evangelização.
Não podemos confundir avivamento com campanhas evangelísticas. Avivamento é para a igreja, pessoas que já têm vida; evangelização é para o mundo, pessoas que estão mortas em delitos e pecados. Avivamento é para crentes nascidos de novo; evangelização é para pecadores inconversos. Na evangelização, a igreja trabalha para Deus; no avivamento, Deus trabalha para a igreja. Na evangelização, a igreja vai aos pecadores; no avivamento, os pecadores correm para a igreja. Na evangelização, os pregadores apelam aos pecadores; no avivamento, os pecadores apelam aos pregadores.


III - O Padrão Bíblico de Avivamento:

Podemos definir o avivamento bíblico em dois sentidos distintos:

3.1. O sentido estrito de avivamento.
Estritamente falando, avivamento é algo que acontece unicamente no meio do povo de Deus. O Espírito Santo renova, reaviva e desperta a igreja sonolenta. É revitalização onde já existe vida. Ou, como disse Robert Coleman, é "o retorno de algo à sua verdadeira natureza e propósito" (7).


Comentando um pouco mais sobre o sentido estrito de avivamento, diz o Dr. Martin Lloyd-Jones:

É uma experiência na vida da Igreja quando o Espírito Santo realiza uma obra incomum. Ele a realiza, primeiramente, entre os membros da Igreja: é um reviver dos crentes. Não se pode reviver algo que nunca teve vida; assim, por definição, o avivamento é primeiramente uma vivificação, um revigoramento, um despertamento de membros de igreja que se acham letárgicos, dormentes, quase moribundos (8).

Quando há esse impacto da obra do Espírito de Deus na vida da igreja, os resultados imediatos do avivamento são sentidos no povo de Deus: senso inequívoco da presença de Deus; oração fervorosa e louvor sincero; convicção de pecado na vida das pessoas; desejo profundo de santidade de vida e aumento perceptível no desejo de pregação do evangelho. Em outras palavras, a igreja amortecida e tristemente doente é a primeira a ser beneficiada pelo avivamento.

3.2. O sentido amplo de avivamento.
Como a própria expressão define, neste sentido não apenas a igreja, mas a sociedade não-cristã também é beneficiada pelo avivamento. Isto acontece porque, além da atuação soberana do Espírito Santo no mundo, na igreja passa a existir uma conscientização profunda de sua missão; isto é, a missão integral de servir o mundo evangelística e socialmente. No avivamento a igreja vive a missão para a qual foi chamada.


A sociedade não-cristã, por sua vez, volta-se para Deus em resposta ao evangelho. Acertadamente o Dr. Héber de Campos comenta que "o reavivamento começa na igreja e termina na comunidade maior onde ela vive. Os efeitos do reavivamento são muito mais perceptíveis nas mudanças morais que acontecem na região ou num país onde ele acontece. Ele não se limita simplesmente aos membros das igrejas atingidas pela obra de Deus. Ele causa impacto em toda a comunidade onde a igreja de Deus está inserida" (9).

Em suma, as duas características principais do avivamento são 1) o extraordinário revigoramento da igreja de Cristo e 2) a conversão de multidões que até o momento estiveram fora dela na indiferença e no pecado.

3.3. Avivamento e a Bíblia.
Aqui também abordaremos dois aspectos essenciais do avivamento.


1) O padrão bíblico de avivamento é a Bíblia
Por mais simplória e pleonástica que esta declaração pareça ser, ela é tão autêntica e singular como dois e dois são quatro. Estamos falando do único padrão inerrante e infalível de avivamento: a Bíblia.


Uma vez que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, é ela e somente ela que nos pode dar a direção certa deste assunto. A relação entre a Bíblia e o avivamento é tão intrínseca que é impossível um avivamento de verdade sem que a Bíblia faça parte dele.

Além disso, numa época de tantos extremos como este em que vivemos, é fundamental o equilíbrio que só a Bíblia oferece. Sabemos que hoje existem desde aqueles que vêem toda e qualquer manifestação entusiástica como avivamento, até àqueles que negam a sua existência, ou quando muito acham que avivamento é a mais nova onda do momento, uma coqueluche moderna, uma inovação humana sem respaldo bíblico. É necessário, mais do que nunca, recorrermos à lei e ao testemunho.

Permita-me ilustrar o que queremos dizer por "extremos". Edwin Orr (10), uma das maiores autoridades sobre avivamentos, disse que viu duas igrejas nos Estados Unidos convidando pessoas para suas reuniões de avivamentos. Uma delas dizia: "Reavivamento aqui todas às segundas-feiras à noite", enquanto que a outra prometia: "Reavivamento aqui todas às noites, exceto às segundas-feiras". Orr menciona este fato para relatar um desses extremos em que a palavra "avivamento" ou "reavivamento" é usada aleatoriamente, como se o avivamento fosse produzido simplesmente pelo desempenho humano com data e hora marcadas.

Voltando ao lugar da Bíblia no avivamento, é importante salientar que ela foi, é e sempre será a espada do Espírito Santo em todo avivamento bíblico. Não existe verdadeira espiritualidade sem a Bíblia. Observando os avivamentos ocorridos na Bíblia e na história da igreja, notamos que os objetos do Espírito eram sempre persuadidos com e para a Bíblia. Avivamento onde a Bíblia não está presente não passa de um mero pentecostalismo convencional.

"Um reavivamento", diz o Dr. Héber de Campos, "que é produto da obra do Espírito Santo na igreja, certamente tem sua ênfase naquilo que tem sido esquecido por muito tempo: a Palavra de Deus. A autoridade da Palavra de Deus passa ser algo extremamente forte num momento genuíno de reavivamento. A Bíblia passa novamente a ser honrada como a única Palavra inspirada de Deus" (11).

2) O padrão bíblico de avivamento está na Bíblia
Os primórdios do avivamento bíblico aparecem em Gênesis. Segundo Coleman, o que se pode chamar de "o grande despertamento geral" ocorreu nos dias de Sete, pouco depois do nascimento de seu filho Enos: "Então se começou a invocar o nome do Senhor" (Gn 4.26) (12). O nome Enos quer dizer fraco ou doente. O que é deveras significativo. Considerando o assassinato de Abel (Gn 3.9-15) e o aparecimento cada vez mais forte de doenças na raça humana, o nome Enos era bastante adequado. "É provável que fosse um reflexo da consciência da depravação humana e da necessidade da graça divina" (13). À parte desta indicação não existe nenhum outro relato de avivamento no princípio da história da raça humana. O relato subseqüente do dilúvio ilustra de modo dramático o que acontece com um povo que não se arrepende de seus pecados.


Depois temos os patriarcas que por vários séculos lideraram o povo de Deus. Sempre que a vitalidade espiritual do povo se desvanecia, eles agiam como a força que promovia novo vigor. O breve avivamento na casa de Jacó é um bom exemplo disso (Gn 35.1-15). Mais tarde, sob a liderança de Moisés, há períodos empolgantes de refrigério, especialmente nos acontecimentos ligados à primeira páscoa (Ex 12.21-28), na outorga da lei do Senhor no Sinai (Ex 19.1-25; 24.1-8; 32.1-35.29) e no levantamento da serpente de bronze no monte Hor (Nm 21.4-9).

No tempo de Josué um despertamento espiritual predominou em suas campanhas, como na travessia do rio Jordão (Js 3.1-5.12) e na conquista de Ai (Js 7.1-8.35). Mas quando terminaram as guerras e o povo se assentou para desfrutar os despojos da vitória, uma apatia espiritual se apoderou da nação. Sabendo que seu povo estava dividido, Josué reuniu as tribos de Israel, em Siquém, e exigiu que cada um escolhesse, de uma vez por todas, a quem servir (Js 24.1-15). Um verdadeiro avivamento segue-se a esse desafio, prosseguindo durante "todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda viveram muito tempo depois de Josué, e sabiam toda a obra que o Senhor tinha feito a Israel" (Js 24.31).

O período de trezentos anos de liderança dos juízes mostra os israelitas, de quando em quando, traindo o Senhor e servindo a outros deuses. O juízo de Deus é inevitável. Então, após longos anos de opressão, o povo se arrepende e clama ao Senhor (Jz 3.9,15; 4.3; 6.6,7; 10.10). Em cada ocasião Deus responde as orações, enviando-lhes um libertador que liberta o povo na vitória contra os inimigos. Um dos maiores movimentos avivalistas aparece no final desse período, sob a direção de Samuel (I Sm 7.1-17).

Tempos de renovação ocorreram periodicamente no período dos reis. A marcha de Davi, entrando com a arca em Jerusalém, possui muitos ingredientes de um avivamento (2 Sm 6.12-23). A dedicação do templo, no início do reinado de Salomão, é outro grande exemplo (I Rs 8). O avivamento também chega a Judá nos dias de Asa (I Rs 15.9-15). E Josafá, outro rei de Judá, lidera uma reforma (I Rs 22.41-50), bem como o sacerdote Joiada (2 Rs 11.4-12.16). Outro poderoso despertamento é vivenciado na terra sob a liderança do rei Ezequias (2 Rs 18.1-8). Por fim, a descoberta do livro da lei, durante o reinado de Josias, dá início a um dos maiores avivamentos registrados na Bíblia (2 Rs 22,23; 2 Cr 34,35).

Ainda, sob a liderança de Zorobabel e Jesua, outra vez começa a reacender um novo avivamento (Ed 1.1-4.24). Tendo as intimidações dos inimigos induzido os judeus a interromperem a reconstrução do templo, os profetas Ageu e Zacarias entraram em cena para instigar o povo a prosseguir (Ed 5.1-6.22; Ag 1.1-2.23; Zc 1.1-21; 8.1-23). Setenta e cinco anos depois, com a chegada de outra expedição liderada por Esdras, novas reformas são iniciadas em Jerusalém, dando-se mais atenção à lei (Ed 7.1-10.44). O avivamento alcança o auge poucos anos depois, quando Neemias se apresenta para completar a construção dos muros de Jerusalém e estabelecer um governo teocrático (Ne 1.1-13.31).

Uma oração por avivamento e a promessa de sua ocorrência encontramos também em Joel 2.28-32; Habacuque 2.14-3.19 e Malaquias 4.

No apogeu de um grande avivamento Jesus aparece e é batizado por João Batista. Escolhe e treina seus discípulos; ascende aos céus, deixando-os na expectativa de receberam a promessa do Espírito (Lc 24.49-53; At 1.1-26). O poderoso derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, inaugura o avivamento que Jesus havia predito (At 2.1-47). "Marca-se, assim, o início de uma nova era na história da redenção. Por três anos Jesus trabalhara na preparação desse dia - o dia em que a Igreja, discipulada por intermédio de seu exemplo, redimida por seu sangue, garantida por sua ressurreição, sairia em seu nome a proclamar o Evangelho 'até os confins da terra' (At 1.8)" (14).

O livro de Atos registra a dimensão desse avivamento. Avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. E de lá para cá, são muitos os relatos da obra vivificadora do Espírito Santo na história da igreja, como por exemplo, na Alemanha com a Reforma Protestante do século XVI, na Inglaterra no século XVIII, entre os negros Zulus da África do Sul na década de 60 e na Coréia do Sul nestes últimos tempos, dentre outros.

Que Deus derrame do seu Espírito sobre nós para que possamos, como igreja e povo brasileiros, experimentar mais uma vez daquele "fogo abrasador" que nos purifica e nos santifica para uma vida cristã de obediência à sua Palavra.

NOTAS
(1) Cf. D. M. Lloyd-Jones, DO TEMOR À FÉ (2ª ed. São Paulo: Editora Vida, 1987), pp. 73,4. Veja também, de Gerard Van Groningen, AVIVAMENTO SOB UM PRISMA VÉTERO-TESTAMENTÁRIO no site www.ipcb.org.br.
(2) Os termos "avivamento", "reavivamento", "renovação", "despertamento", "vivificação", "reviver" e "tornar a viver" são usados no mesmo sentido.
(3) O significado literal da expressão hebraica "vivificar-nos", do Salmo 85.6, é "causa-nos viver", onde se reconhece que a vitalidade espiritual depende inteiramente de Deus.
(4) O Novo Comentário da Bíblia, Edições Vida Nova, dá a este Salmo o sugestivo título: UMA ORAÇÃO PEDINDO REAVIVAMENTO.
(5) Para um ponto de vista diferente, veja a obra do Dr. Paul E. Pierson, A HISTÓRIA DOS AVIVAMENTOS, material apostilado pela Faculdade Teológica Sul Americana de Londrina - PR.
(6) Uma posição semelhante foi apresentada pelo Rev. Edijéce Martins Ferreira, em entrevista ao Jornal Brasil Presbiteriano (Abril/94, p. 12): "Confunde-se avivamento com atitude pessoal e inclusive corporal (física), com expressão emocional, levantar de mãos, etc. Essas atitudes em si não são propriamente prejudiciais. Todavia, pela confusão que se faz a doutrina sai perdendo. Há uma superficialidade doutrinária muito grande, porque se dá ênfase excessiva ao louvor, a sermões eletrizantes, a práticas pentecostais, quando avivamento é tão somente uma consciência clara e profunda da vontade de Deus (que é doutrinária) e uma disposição plena de obediência (que é prática)".
(7) R. Coleman, A CHEGADA DO AVIVAMENTO MUNDIAL (São Paulo: CPAD, 1996), p. 18.
(8) D. M. Lloyd-Jones, OS PURITANOS: SUAS ORIGENS E SEUS SUCESSORES (São Paulo: PES, 1993), pp. 15,6. Veja também, do mesmo autor, o excelente livro AVIVAMENTO (São Paulo: PES, 1992) 320 pp.
(9) Héber C. Campos, CRESCIMENTO DA IGREJA: COM REFORMA OU COM REAVIVAMENTO? In Fides Reformata, Vol I, Nº 1 (São Paulo: 1996), pp. 44,5.
(10) Citado por Brian H. Edwards em REVIVAL!
A PEOPLE SATURED WITH GOD
(England: Evangelical Press, 1994), p. 25.
(11) H. C. Campos, op. cit., p. 45.
(12) R. Coleman, op. cit., p. 53.
(13) Idem.
(14) Idem, p. 61.


O QUE É MINISTÉRIO?
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TEXTO 2 CORÍNTIOS 6:1-10

01. O MINISTÉRIO NÃO É UMA PROFISSÃO E SIM UMA VOCAÇÃO
- vocação pressupõe - compromisso, disposição e acima de tudo uma visão clara do trabalho que vai realizar.
- qual a sua visão do seu ministério pessoal?


02. VAMOS VER O MINISTÉRIO PELA PERSPECTIVA DE PAULO
- 2 Coríntios 6: 1-10


2.1 - Em primeiro lugar vamos examinar os fatores internos que influem no ministério cristão. Se não soubermos administrar esses fatores, acabaremos desistindo no meio do caminho.

A - Na muita paciência
- paciência - significa a habilidade em conservar o projeto do ministério mesmo quando as águas são agitadas. Esta habilidade hoje está muito comprometida. Poucos são os pastores que demonstram paciência no exercício do ministério.
- Ser paciente - não é ser simplesmente ser gentil. O sentido da palavra aponta para um espírito de perseverança, de permanência, de estabilidade, de firmeza!
- Crisóstomo afirmou: "a paciência é um porto que desconhece tempestades".

- Pergunta: você tem exercido esta paciência em seu ministério?



B - Nas aflições
- esta palavra tem o sentido de "espremer", "restringir", "afligir". Não podemos nos esquecer de que o pastor é antes de tudo um sacerdote chamado para interceder junto a Deus pelo povo. As aflições não podem nos afastar deste propósito.
- Há duas situações neste contexto que precisam ser compreendidas:
- A primeira é a de aceitar as aflições como uma disciplina de Deus. Isto é. Tudo o que acontece nesse campo de dores vem de Deus. Esse conceito nasceu no Séc. XVII na França e na Itália e foi chamado de Quietismo. A síntese desse movimento era que o mal foi planejado para o nosso bem. Portanto devemos nos aquietar.
- O outro lado que se opõe frontalmente ao quietismo, é chamado de Ativistas. Para os ativistas, através do exercício da fé, podemos acabar com todas as enfermidades, com todas as dificuldades da vida. Todo mal vem de Satanás e deve ser enfrentado com ousadia!
- O pastor segundo os ativistas não deve ficar deprimido. Tem de ser um heroi 24 horas por dia!


Nós sabemos que há momentos no ministério em que a vontade é de desaparecer, de vesuviar, de largar tudo. Vale a pena reler Romanos 12:12 - "Sede pacientes na tribulação..."

C - Nas privações
- um dos grandes problemas do ministério é que o pastor nunca se acha fraco. Somos e procuramos exteriormente demonstrar uma força que muitas vezes não temos. O medo de fracassar é um fantasma que ronda com muita freqüência o pastorado.
- Privação - tem o sentido de passar por "experiências adversas". Quem ainda não passou por esses vales profundos de pobreza ministerial.
- Há momentos em que a Bíblia parece um livro fechado. Você não consegue tirar nem uma gota de inspiração.
- Ilust. eu ouvi uma certa ocasião um pastor afirmar que nós precisamos ter pelo ao menos três pessoas compartilhando do nosso ministério.


- Em primeiro lugar você precisa de um Timóteo - alguém a quem você possa ensinar. Alguém que dependa de você para vencer as dificuldades da vida. Quando você tem alguém sob sua responsabilidade você se desdobra em busca de socorro. É o que os pais fazem com os filhos.
- Em segundo você precisa de um Barnabé - alguém que esteja no mesmo nível espiritual que você. Alguém com quem você possa se abrir, contar suas frustrações e receber todo apoio. Este ponto é muito importante no ministério pastoral. Você não pode caminhar sozinho, e não deve se abrir com muita gente.
Eu sei que é muito difícil você se abrir com um colega com o qual você não tem uma amizade verdadeira. Mas sempre há alguém mais próximo de nós.
- Em terceiro lugar você precisa de um Paulo - alguém que esteja acima de você e que possa orientá-lo nos seus momentos difíceis. Alguém que possa servir de referencial para você nos momentos de provação.


D - Nas angústias
- o sentido aqui é de "estreitamento". A idéia é que o ministro pode a qualquer momento ser confinado, ser levado a um ambiente apertado, fechado.
- São frequentes os momentos em que os espaços diminuem. Você se esforça, luta mas não consegue avançar, não consegue progredir.
- Aqui surge um outro problema. Nestas circunstâncias o pastor é levado a se esconder atrás de disfarces.
- Adão tentou se disfarçar com uma folha de figueira. Procurou encobrir o seu erro camuflando-se diante de Deus.
- Pedro por sua vez demonstrou um espírito de arrogância quando foi confrontado pela criada - Marcos 14:66-71
- Ananias e Safira - usaram a aparência de santidade para impressionar o apóstolo Pedro. Angústia faz parte do ministério.


2.2 - Em segundo lugar vamos examinar os fatores externos que acontecem com muita frequência no ministério.

A - Em açoites
- o sentido desta palavra aponta para um dos sofrimentos maiores do ministério. Esse sofrimento não tem muito a ver com sofrimento físico. Hoje isto quase não acontece.
O enfoque maior desta palavra se refere as "feridas", aos "golpes" que recebemos em nossas emoções, em nossa mente.
- Aqui também corremos um outro perigo: o de produzir um estado de melancolia. Freud analizando os aspectos da melancolia chegou à conclusão que ela produz "uma anulação do interesse pelo mundo exterior, uma perda da capacidade de amar, uma inibição de toda atividade e uma diminuição dos sentimentos de valor próprio até o ponto de auto-recriminações e auto-injúrias..." (As Máscaras da Melancolia, pg. 87).
- Paulo tinha as marcas de Cristo em seu corpo. Estas marcas ainda são necessárias ao ministério.
- Lembre-se: ministério sem dor não é ministério. Precisamos estar preparados para sofrermos esses golpes. Eles fazem parte da nossa chamada.


B - nas prisões
- eu creio que não estamos ferindo o texto bíblico ao aplicarmos estas experiências de Paulo em nosso contexto social. Hoje poucos sabem o que é uma prisão. Poucos são os pastores que exercem esse ministério.
- Devemos portanto pensar em prisão no sentido de não termos outro espaço para viver a não ser o do ministério. Fomos aprisionados por Cristo. (Efésios 3:1). Mesmo com todas as dificuldades já apontadas, não podemos fugir desse compromisso.


C - nos tumultos
- o sentido aqui é de "vacilação", de "instabilidade", de "desesperança". Neste ponto nós podemos nos identificar com o apóstolo Paulo. Ainda hoje sofremos este tipo de problema na igreja. Há muita gente interessada em tumultuar o ambiente. Há correntes contrárias que tentam desestabilizar o nosso ministério. É importante saber que não estamos livres de tumultos na igreja.
- O perigo é querer punir os autores desses conflitos. C.S. Lewis fala da "paixão vingativa". Ele diz que é fácil alimentar um espírito de desforra. Ficamos na espreita aguardando uma oportunidade para crucificar aqueles que provocaram as divisões.



2.3 - Em terceiro lugar Paulo mostra o que o ministério exige de cada um de nós. Ele aponta um trio de atividades que não podem ser menosprezadas.


A - nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns.
- O Bispo Roberto sempre dizia: "ministério é trabalho, não é distração". Eu não sei quanto tempo você dedica ao exercício de vigiar, de jejuar.
- Eu sei que cada pastor tem um sistema próprio de vida. O que não pode ser esquecido é que sem trabalho o ministério não cresce. E esse trabalho exige momentos de reflexão, de isolamento, de afastamento de tudo e de todos para ouvir a voz de Deus.
- Sobre o isolamento pastoral, George Barna diz algo muito interessante: Ele fala da ausência programada do pastor. "Uma estratégia que funciona bem, no caso da maioria das igrejas crescentes, é fazer o pastor afastar-se da igreja, para uma ausência planejada". E afirma: "Nas igrejas crescentes, a breve ausência do pastor realmente fortalece a sua igreja, fazendo o resto da equipe funcionar como uma unidade . Eles experimentam a alegria de saber que a igreja não é um espetáculo de um único homem." (Igrejas amigáveis e acolhedoras).


2.4 - Em quarto lugar Paulo nos mostra como devemos ser. Uma série de virtudes são apresentadas neste bloco.

A - na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido.
- pureza - significa simplicidade, sinceridade, transparência.
- saber - estar afinado com o movimento da ciência. Não ficar alheio ao que acontece no mundo.
- longanimidade - fala de tolerância, de resistência. Ser paciente para com os demais.
- na bondade - generosidade, gentileza.
- no Espírito Santo - no poder do Espírito.
- eu disse a igreja que nós perdemos um pouco da nossa característica. Pouco falamos sobre os dons do Espírito. Temos dado pouca ênfase nas manifestações do Espírito. Esta falta enfraquece o ministério.
- no amor não fingido - amor não teatral. Não devemos apenas interpretar um papel que não vivemos na realidade.


2.5 - Em quinto lugar Paulo mostra o que devemos fazer em nosso ministério.

A - na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres ; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.

- Há uma série de paradoxos neste texto. Assim é o ministério pastoral. Temos tudo e ao mesmo tempo não temos nada.
- Quem consegue entender esta composição bíblica consegue também exercer um trabalho rico e abençoado por Deus.
- Nós fomos chamados para um ministério singular. Há muitas oportunidades a nossa frente. Que ninguém desanime nesse caminhar.


ORIGENS TEOLÓGICAS DO PENSAMENTO BATISTA
ESTUDO SOBRE A IGREJA
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Definição de ortodoxia:

  1. Qualidade de ortodoxo

  2. Doutrina Religiosa considerada como verdadeira

  3. Conformidade de uma opinião com uma doutrina verdadeira.
    (MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 1998. p. 1510).

Ortodoxia cristã
O cristianismo ortodoxo essencialmente descritivo, trata das bases comuns da fé cristã reveladas na Bíblia, a despeito das diferenças teológicas criadas a partir de reflexões humanas. Nesse sentido a ortodoxia na fé cristã, conta com elementos históricos necessários para a conservação de uma fé comum, que se caracteriza nos eventos máximos do cristianismo:

  • Encarnação

  • Morte

  • Ressurreição

  • Ascensão de Cristo

E, se Cristo não ressuscitou logo é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. I Cor 15.17.

A ressurreição de Jesus constituía-se em convicção tal que não se podia admitir que alguém se recusasse a aceitá-la e continuasse a considerar-se como pessoa cristã. A ressurreição de Jesus constituía-se a rocha da fé confessada por aqueles crentes. (HORDERN, William. Teologia Protestante ao alcance de todos. Rio de Janeiro: Junta Religiosa e Publicações da Convenção Batista Brasileira, 1982. p. 20-21)

A ortodoxia clássica relacionou-se com uma grande teologia. Poderíamos chamá-la de escolástica prostestante, com todos os refinamentos e métodos que a palavra escolástica inclui. Assim, quando eu falo de ortodoxia, refiro-me à maneira como a Reforma estabeleceu-se, enquanto forma eclesiástica de vida e pensamento(...). É a sistematização e a consolidação das idéias da Reforma, desenvolvidas em contraste com a Contra-Reforma. A teologia ortodoxa foi, e ainda é, a base sólida de onde emanaram todos os desenvolvimentos posteriores(...). A teologia liberal até hoje tem sido dependente da ortodoxia contra a qual constantemente se rebela. (TILLICH, Paul. História do Pensamento Cristão. São Paulo: ASTE, 1988. p. 251.)

Cada grupo/divisão cristã apresenta sua própria doutrina, que exprime uma regulamentação do que seja um modus operandi da vida cristã segundo a cosmovisão desse grupo em relação a revelação de Deus para o homem.

A ortodoxia conforme o que se disse anteriormente, é o âmago da fé cristã que contém as bases do pensamento teológico e que, no segundo e terceiro séculos, expressou-se de modo mais sistemático nos Credos organizados em concílios, como por exemplo o Credo Apostólico uma refutação ao pensamento gnóstico que deturpava os ensinamentos a respeito da Revelação de Deus na Criação (matéria) e em Cristo.

Outros credos foram desenvolvidos em face da necessidade de estruturar e fundamentar a fé cristã, por isso, os conhecidos credos de Nicéia e Calcedônia.

O pensador, no Ocidente, mais respeitado por sua ortodoxia bem elaborada, também com caráter de refutação, foi Agostinho que opôs-se a Pelágio. Basicamente Pelágio defendia a tese que o pecado de Adão prejudicara ninguém mais do que ele mesmo e, todo homem é livre para escolher entre bem e mal a qualquer tempo durante sua vida. Contrário a esse conceito, Agostinho afirmou que o homem tem total propensão ao pecado e que só é livre mediante o ato de graça de Deus que conduz a libertação.

Essa teoria agostiniana levou à doutrina da predestinação que ganhou ainda mais força com o advento da Reforma.

Ao surgir da Reforma, a maioria de seus líderes deixou de por em dúvida qualquer das doutrinas consideradas ortodoxas até aqui delineadas. Lutero, por exemplo, retomou a doutrina da salvação pela graça, ressaltando-a de modo como não o fora desde os dias de Paulo. Sua atitude o colocou em conflito aberto com a doutrina católica concernente à natureza da Igreja e da autoridade de sua hierarquia. Recusando-se a submeter-se às pretensões de supremacia do Papa, Lutero entendia residir a autoridade última na Bíblia, interpretada pelo Espírito Santo operando dentro do coração do crente. Em lugar da hierarquia católica, ele passou a ensinar a doutrina do sacerdócio de todos os que crêem. Isto é, nenhum crente precisaria de sacerdote para servi-lhe de intermediário diante de Deus, com exceção de Cristo, que é o mediador perfeito(...) Calvino concordou com Lutero e nos legou a primeira Teologia Sistemática. (HORDERN, William. Teologia Protestante ao alcance de todos. Rio de Janeiro: Junta Religiosa e Publicações da Convenção Batista Brasileira, 1982. p. 38).

A Reforma Protestante e o Renascimento:
um contexto de mudanças
Por esse tempo, em que a Reforma fazia estremecer as bases do pensamento teológico e a igreja, eclodia, já a duzentos anos, o ilustre período histórico denominado Renascimento que, basicamente, evocava elementos da Roma e Grécia antiga, contrariando os padrões de conduta e valores da Idade Média. Nesse sentido, a igreja e a ordem vigente que lhe era outorgada, passava por um duplo risco: Reforma Protestante e Renascimento.

Em ambos movimentos a autoridade da igreja católica era contestada, sofrendo grandes críticas quanto a supremacia e a mediação, facilitada pela questão do latim que só compreendiam os clérigos e, portanto, monopolizavam o conhecimento de Deus. Com a expansão marítima e o advento dos descobrimentos e o desenvolvimento da imprensa, a informação tornou-se acessível a uma considerável gama de pessoas e, tendo sido traduzida a Bíblia em outras línguas e publicada, o clero já não se fazia imperativo para que a vontade de Deus fosse sabida e comunicada ao homem. Todos podiam ter acesso ao conhecimento de Deus por meio da leitura pessoal das Sagradas Escrituras.

Enquanto isso, o Renascimento originou o racionalismo, cosmovisão que compreende os problemas e situações humanas à luz da razão, dando ao homem status de auto-suficiência. O homem desse período deixa de pensar e ser teocêntrico para pensar e ser antropocêntrico. Por esse tempo, séculos XVI e XVII, a fé cristã ortodoxa é confrontada com os pensadores racionalistas que depositavam na razão, a confiança de que era a autoridade instiutída mais provável no processo de conhecimento da verdade.

Os racionalistas, também chamados iluministas por serem contemporâneos do século das luzes quando idéias brilhantes faiscavam a todo tempo nas mentes aguçadas dos pensadores não eram irreligiosos, ao contrário do que afirmam, entretanto, não sendo um movimento de oposição à religião, o Renascimento se insurgia, de fato, contra a ortodoxia. Desejava-se uma religião, como Kant teve oportunidade de ressaltar, dentro dos limites da razão. (HORDERN, p. 45).

Mas, como se não bastassem os constantes ataques à ortodoxia por parte dos iluministas, figura no cenário uma personagem não menos importante: a ciência.

A ciência foi representada inicialmente por dois grandes homens Copérnico e Darwin que, desfilaram suas teorias científicas impactando o meio religioso. Respectivamente, a Terra e o homem deixam de ocupar o centro do universo, tornando-se nada mais que um grão de poeira cósmica e, o homem, detentor de autoridade provinda de superioridade, foi relegado a posição de animal em processo evolutivo, nada mais que uma ameba.

A ortodoxia, portanto, defensora do homem enquanto ser criado a imagem de Deus para glorificá-lo e servi-lo, passa por uma difícil contestação, reforçada ainda, posteriormente, por Freud no domínio da psicanálise e Nietzche em filosofia.

Nesse contexto de efervescência intelectual, onde verdades absolutas eram contestadas e crenças ridicularizadas pela razão exaltada, é que o pensamento teológico protestante adquire força e começa a desenvolver-se com autoridade, caráter de resposta as questões levantadas e atitude de contestação.

Considera-se que existem três grupos religiosos originários dos reformadores do século XVI, são eles:

  • Os matrizes: luteranos, presbiterianos (calvinistas e zwinglianos), anglicanos e anabatistas.

  • Os herdeiros: congregacionais, batistas e metodistas.

  • Os vice-herdeiros: adventistas, pentecostais.

Dessa forma, podemos considerar fio condutor ou, conjunto de princípios que lhes são gerais o Solus Christus, Sola Fide e Sola Scriptura de Martinho Lutero (1483-1546).

As influências sobre o pensamento contemporâneo
Segundo Israel Belo de Azevedo, Denominação(...), é uma forma específica e histórica que uma igreja toma. No interior do cristianismo, as denominações podem ser vistas como conjuntos de tradições seguidas por igrejas. Os batistas integram uma denominação. (AZEVEDO, Israel Belo de. A celebração do indivíduo: A formação do pensamento batista brasileiro. Piracicaba: Editora Unimep; São Paulo: Exodus, 1996. p. 18).

As bases do pensamento teológico contemporâneo devem ser compreendidas à luz do liberalismo do século XVII que conta com elementos formativos diversos e por isso, considera-se um sistema de pensamento que prioriza a livre expressão do ser como exercício prático de uma existência validada nos níveis individual e social, a partir dos domínios sócio-político-cultural que favorecem por meio da liberdade, o estado de conscientização que gera o sentimento de realização. Basicamente, a plataforma teórica desse pensamento encontra-se nas teses do naturalismo, do racionalismo, do individualismo, do progressismo e do relativismo... (AZEVEDO, Israel Belo de. ob. cit. p. 19).

Esse pensamento bifurcou-se em várias vias: o liberalismo teológico, liberalismo político e econômico, diretamente influenciados pelas tendências daquele momento histórico tudo submetido a crítica da razão e experiência.

Essa nova cosmovisão, como dito anteriormente, legava ao homem não o centro do universo, mas, à razão, a supremacia capaz de compreender e desvendar todos os mistérios dos cosmos.

Portanto, os batistas organizaram-se como denominação plantados nos princípios liberais do século XVII. O resultado dessa reflexão, basicamente, caracteriza-se na estruturação de igrejas livres em sociedades livres (AZEVEDO, Israel Belo de. ob. cit. p. 20), que constitui também uma proposta política.

Os batistas ingleses e a
busca pela liberdade religiosa


Quadro histórico:

1603

  • Uma nova era caracterizada pela troca de dinastias: Tudors por Stuarts.

  • Mudanças no pensamento contemporâneo: Renascimento (mentalidade desperta)

  • Ampla difusão das Escrituras Sagradas

  • Crescimento comercial

  • Ação puritana contra a igreja oficial. Atitude de repúdio as influências do clero na autoridade monárquica em nome de Deus ; oposição ao totalitarismo oligárquico da igreja.

  • Igreja Anglicana dividida.

1604

  • O rei James I persegue as igrejas protestantes

  • O rei exige a uniformidade religiosa para manter a ordem social

  • Afirma-se como autoridade máxima na igreja e estado.

1625

  • Sucessão imperial: Charles I nova esperança para puritanos e dissidentes

1633

  • William Laud assume como Arcebispo da Cantuária tornando-se a maior autoridade eclesiástica inglesa; é também nomeado um dos primeiros ministros e, apoia a supremacia do rei sobre a igreja e estado

  • São acirradas as perseguições aos puritanos

1640

  • Crescem as tensões entre o Parlamento e o rei

1642

  • A discórdia entre o rei e o Parlamento resultam em revolução armada Exército Modelo vrs. Partido Puritano (Presbiterianismo) vitória do último

  • As igrejas separatistas decepcionam-se; princípios de liberdade religiosa não são adotados

1648

  • Formação do Protetorado de Cromwell; propaganda das igrejas batistas dão início às mudanças a favor da liberdade religiosa.

A formação dos princípios da igreja batista
O princípio da liberdade religiosa foi parte integrante da vida e fé dos primeiros batistas.

(OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. Liberdade e Exclusivismo: Ensaios sobre os Batistas Ingleses. Rio de Janeiro: Horizonal; Recife: STBNB Edições, 1997. p. 78).

Uma das hipóteses em relação a citação anterior, é que a luta pela liberdade como um bem precioso para o ser humano, é conseqüência das cruéis perseguições e injustiças cometidas pelo rei para com as igrejas dissidentes; isso porque, conforme já visualizado no quadro histórico, o poder do estado centralizado na figura do rei e indiscutivelmente apoiado pela igreja oficial (católica), intentavam a uniformidade da religião objetivando a supremacia da autoridade.

As chamadas igrejas dissidentes opunham-se a esse intento, buscando exatamente o contrário: a liberdade religiosa. Por motivos político-econômicos óbvios detenção e monopolização dos meios de produção e organismos sociais tanto o rei quanto a igreja não desejam a alteração da ordem vigente.

Por essa época (1610-1612), John Smyth, primeiro pastor batista na Inglaterra, levantou a bandeira da liberdade de consciência absoluta (OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. ob. cit. p. 83), eis o início da trajetória batista de interesse e ação política engajada na busca pela liberdade religiosa.

Origens do pensamento batista
Com relação as origens do pensamento batista, não existem evidências históricas devidamente documentadas que especifiquem de onde nasceu a reflexão teológica batista. Na verdade, existem hipóteses divergentes a respeito de suas origens; conquanto, sabe-se que a Reforma se dera a partir da ação efetiva de Lutero, Calvino e Zwinglio, logo outros nomes e movimentos foram acrescidos o anabatismo, o puritanismo e o metodismo (AZEVEDO, Israel Belo de. ob. cit. p. 58) ao protestantismo. Tendo como base os três princípios Sola Fide, Solus Christus e Sola Scriptura, as teologias desenvolveram-se de acordo com as interpretações dos diferentes grupos, todavia, o eixo central (...) era praticamente o mesmo. Todos aceitaram o princípio básico da justificação pela fé, nada cabendo ao mérito humano, já que a fé é um Dom de Deus e não uma conquista humana. Mesmo os anabatistas, que tinham preocupações teológicas menos sistemáticas, concordavam que a salvação era pela fé, embora reinterpretassem o conceito para incluir nele a noção (um pouco mais mística) de uma nova vida habitada por Cristo. (AZEVEDO, Israel Belo de. ob. cit. p. 60).

Algumas ênfases teológicas:

  • Lutero: Teologia Cristológica; Predestinação dos eleitos; igreja como comunidade dos santos em Cristo; estado como ordenança.

  • Calvino: Bíblia suprema autoridade; Doutrina da predestinação dupla e incondicional; igreja como comunidade dos santos em Cristo; estado como ordenança, sendo dever do estado proteger a religião.

  • Zwinglio: Interpretação normativa da Bíblia; Predestinação simbólica; Pecado original como doença moral perdoável a qualquer tempo, salvação pela razão; igreja como comunidade dos santos em Cristo; aliança entre igreja e estado.

  • Anabatistas: A Palavra de Deus como fonte experimentada pela iluminação do Espírito Santo; Regeneração necessária para a vida nova; igreja associação voluntária de santos; completa separação entre a igreja e o estado. (Baseado em AZEVEDO, Israel Belo de. ob. cit. p.62).

Anexo 1

Declaração doutrinária (Convenção Batista Brasileira) sobre a Eleição:

Segundo Sua graça imerecida, Deus opera a salvação em/através de Cristo, de pessoas eleitas (desde a eternidade), chamadas, predestinadas, justificadas e glorificadas à luz de Sua presciência e de acordo com o livre arbítrio de cada um e de todos.
I Pe 1.2; Rm 9.22-24; I Ts 1.4; Rm 8.28-30; Ef. 1.3-14.

  1. Todos são eleitos

  2. Deus opera a salvação em/através de Cristo pela sua graça (favor imerecido)

  3. Deus é pré-ciente

  4. De acordo com o livre-arbítrio, desde a eternidade, Deus elege, chama, predestina, justifica e glorifica

Anexo 2

GUILHERME DELL

Conhecido por suas fortes convicções teológicas a respeito da livre expressão do ser e defensor ferrenho dos princípios batistas, apesar de não ter ligação com nenhuma congregação, em 1646, destacou-se pela sua luta a favor da liberdade religiosa na Inglaterra.

Escreveu o livro entitulado Uniformidade Examinada (...) que postulava a tese de que a unidade deve existir sem uniformidade, uma vez a última era má e intolerável excluindo toda a liberdade concedida por Deus. Essa era uma nova argumentação favorável a liberdade religiosa.

Outra questão estava no fato de que a uniformidade contraria a própria mensagem de Cristo e forçava a igreja, que é o corpo de Cristo, a portar-se de maneira externa aos seus princípios, por meio de um poder estabelecido e, sem o aval de Deus, a religião configuraria-se num movimento anticristão, considerado por Dell, pior que o paganismo.

Dell usou cada oportunidade que teve para defender liberdade de consciência. Ele considerou o uso de coação uma invenção humana, algo deletério que não tinha lugar no reino de Cristo. (OLIVEIRA, Zaqueu Moreira de. Liberdade e Exclusivismo: Ensaios sobre os Batistas Ingleses. Rio de Janeiro: Horizonal; Recife: STBNB Edições, 1997. p. 104-10


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